Sociedade Governo moçambicano em acção para repatriar cidadãos detidos na Laos

Governo moçambicano em acção para repatriar cidadãos detidos na Laos

O governo moçambicano está a concentrar esforços para esclarecer e iniciar o processo de repatriamento de um grupo de 23 cidadãos que se encontram sob custódia policial na República do Laos, na Ásia. 

A informação foi confirmada pelo porta-voz do governo, Inocêncio Impissa, durante uma conferência de imprensa.

Impissa, que também é ministro da Administração Estatal e Função Pública, indicou que as autoridades estão a investigar as circunstâncias que levaram os moçambicanos a essa situação. “Os nomes dos responsáveis pelo recrutamento que enviou os cidadãos para o Laos foram-nos prometidos e, até ao momento, uma das pessoas envolvidas já foi detida para trabalhos adicionais”, afirmou.

Recentemente, a situação ganhou atenção pública quando um vídeo insolitamente alarmante, divulgado por Alberto Timocene, fez sua circulação nas redes sociais. Nele, um dos moçambicanos detidos relatou estar a viver em condições desumanas, implorando por ajuda das autoridades nacionais para garantir o seu regresso a casa.

As investigações realizadas indicam que os 23 cidadãos já não se encontram no local de trabalho original, tendo-se evadido e, assim, desmembrado o grupo. Desses, 16 estão actualmente sob custódia das autoridades laicianas na província de Luang Namtha, enquanto o paradeiro dos restantes permanece incógnita.

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“O grupo estava vinculado a uma empresa chamada Xinglong Papel, recrutados por outros dois cidadãos moçambicanos na cidade da Beira, província de Sofala, com a promessa de emprego no Laos”, complementou Impissa. O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, através da Embaixada de Moçambique no Vietname, continua as negociações com o governo do Laos para resolver esta delicada situação e assegurar o repatriamento dos cidadãos.

O porta-voz do governo deixou um apelo à população, alertando para a necessidade de prudência ao considerar propostas de emprego em locais desconhecidos, especialmente no exterior. Impissa reiterou a importância de reportar estas oportunidades às autoridades competentes, de forma a validar a autenticidade das ofertas e prevenir casos futuros de tráfico humano.

A atuação dos profissionais da comunicação social e dos cidadãos moçambicanos, que partilharam o apelo de socorro dos compatriotas no Laos, foi igualmente elogiada pelo porta-voz.

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