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Quinta-feira, Julho 16, 2026
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Donald Trump diagnosticado com insuficiência venosa crónica

A Casa Branca anunciou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de 79 anos, foi diagnosticado com insuficiência venosa crónica, após realizar exames médicos para investigar um inchaço nas pernas.

Karoline Leavitt, porta-voz do governo, confirmou que a avaliação médica revelou uma condição caracterizada pelo funcionamento inadequado das veias nas pernas, dificultando o retorno do sangue ao coração. Leavitt classificou a condição como “comum e benigna”. A Casa Branca também informou que não foram encontrados sinais de trombose venosa profunda ou de doenças arteriais.

O comunicado abordou rumores que surgiram a partir de fotografias recentes mostrando hematomas nas mãos de Trump. Segundo a porta-voz, os hematomas foram causados por “uma leve irritação dos tecidos moles”, resultado de apertos de mão frequentes e do uso regular de aspirina, que o presidente toma como medida preventiva para a saúde cardiovascular.

Além disso, a Casa Branca revelou que o mandatário foi submetido a uma série de exames, incluindo hemograma completo, painel metabólico abrangente, testes de coagulação, d-dímero, peptídeo natriurético tipo B e biomarcadores cardíacos, todos com resultados considerados normais. O comunicado concluiu afirmando que “o presidente continua com excelente saúde”.

RDC e Movimento Rebelde M23 assinam princípio de acordo de paz

O Governo da República Democrática do Congo (RDC) e o movimento rebelde Aliança do Futuro para o Congo (AFC/M23) assinaram, no sábado (19), um princípio de acordo para um futuro pacto de paz.

Este entendimento surge após três meses de negociações directas realizadas no Qatar.

De acordo com informações divulgadas pela RFI, a cerimónia de assinatura do princípio de acordo ocorreu em Doha, com a presença do ministro qatari dos Negócios Estrangeiros. O documento estabelece um mecanismo para alcançar um cessar-fogo permanente, um plano para restaurar a autoridade do Estado na região Leste do país e um quadro para as fases seguintes das negociações.

Este passo em direcção à paz ocorre três semanas após a assinatura de um acordo de paz entre Ruanda e a RDC, em Washington, nos Estados Unidos, no dia 27 de Junho. O movimento rebelde AFC/M23, que conquistou vários territórios no Leste da RDC durante uma ofensiva em Janeiro e Fevereiro, pretendia estabelecer um acordo próprio com o governo congolês, independentemente do entendimento firmado entre os dois países.

É importante lembrar que a região Leste da RDC é rica em minerais como o cobalto e o lítio, elementos essenciais para a produção de veículos eléctricos. Esta área, que faz fronteira com Ruanda, tem sido palco de conflitos incessantes ao longo dos últimos 30 anos.

Desde o retorno do grupo armado no final de 2021, o governo do Presidente congolês Félix Tshisekedi havia sistematicamente rejeitado a possibilidade de um diálogo directo com o M23 e o seu braço político, a Aliança do Rio Congo (AFC/M23).

Cimeira da CPLP em Bissau termina sem acordo sobre mobilidade plena

A XV Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) chegou ao fim sem que os Chefes de Estado e de Governo alcançassem um consenso sobre a implementação da mobilidade plena entre os Estados-membros. 

O tema, que foi um dos focos centrais da agenda, permanece um desafio pendente, apesar da existência de um acordo formal assinado anteriormente.

Presentes na cimeira estavam cinco Chefes de Estado: Moçambique, Cabo Verde, Timor-Leste, São Tomé e Príncipe, e Guiné-Bissau. Os líderes decidiram adiar a deliberação, optando por remeter o debate para futuras reuniões. Essa decisão reflectiu a complexidade do assunto, especialmente no que tange às vertentes de implementação bilateral.

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, sublinhou a importância de continuar a aprimorar o conceito de mobilidade, que está intrinsecamente ligado à solidariedade e à livre circulação de pessoas e bens. “Na CPLP, ainda estamos a amadurecer esse conceito para, no futuro, alcançarmos uma mobilidade plena”, afirmou Chapo à imprensa.

O estadista moçambicano destacou a existência de duas correntes distintas no debate sobre mobilidade: uma centrada no multilateralismo e outra nos acordos bilaterais. Esta divergência, segundo Chapo, continua a dificultar a implementação do Acordo de Mobilidade da CPLP, que necessita de uma reflexão mais aprofundada.

Carlos Pinto Pereira, Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, reforçou que a mobilidade é fundamental para estimular a cooperação económica, empresarial, científica, académica e cultural entre os países da comunidade. O governante frisou que facilitar a circulação de pessoas é crucial para aproximar os povos e maximizar os benefícios da pertença à CPLP.

Por outro lado, Paulo Rangel, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, afirmou que a percepção de restrições à mobilidade dentro da CPLP é falsa ou incompleta. Rangel assegurou que os cidadãos da comunidade já beneficiam de um tratamento preferencial, conforme estipulado na legislação nacional e na Constituição portuguesa.

Durante a abertura da cimeira, o Presidente cessante da CPLP, Carlos Vila Nova, de São Tomé e Príncipe, enfatizou a necessidade de uma ambição maior para atingir a mobilidade plena. Para Vila Nova, é essencial que os cidadãos dos nove países lusófonos sintam no seu dia a dia as vantagens de pertencer à CPLP.

O Acordo de Mobilidade da CPLP, formalizado em 2021, estabelece três modalidades de visto – curta duração, estadia temporária e residência – com o intuito de facilitar a circulação entre os Estados-membros para fins de estudo, trabalho e turismo. No entanto, a implementação efetiva do acordo enfrenta obstáculos legais e operacionais.

Um dos principais desafios a enfrentar é a diversidade dos regimes migratórios e a integração regional única de cada país. Portugal, por exemplo, está sujeito às normas do Espaço Schengen e da União Europeia, o que complica a adoção de um modelo uniforme de mobilidade na CPLP.

Vendedores informais recebem guias para reintegração em mercados de Maputo

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM) anunciou a emissão de 1.743 guias para vendedores informais que operam na Praça dos Combatentes, conhecida localmente como “Xiquelene”. 

Esta iniciativa contempla a reintegração destes vendedores em mercados formais, onde lhes serão atribuídas bancas para o exercício das suas actividades.

De acordo com Naftal Lay, porta-voz da Polícia Municipal, a medida tem como principal objectivo a remoção gradual de vendedores que, até agora, ocupavam desordenadamente espaços públicos, incluindo faixas de rodagem, passeios e áreas adjacentes ao monumento dos combatentes. O processo de sensibilização foi realizado ao longo de 15 dias, resultando na entrega das guias necessárias para a apresentação nos 18 mercados disponíveis.

A acção iniciou no dia 7 de Julho, com uma semana de sensibilização que foi posteriormente prolongada por mais uma semana, permitindo uma maior adesão dos vendedores envolvidos.

A partir da próxima segunda-feira, 21 de Julho, o Município, em colaboração com várias entidades, assumirá o controlo definitivo do espaço, prevenindo a sua reocupação indevida.

Lay informou que a Polícia Municipal estará pronta para tomar medidas adequadas em caso de resistência por parte dos vendedores. Ele expressou confiança na capacidade da polícia de agir conforme a situação que se apresentar.

O porta-voz também destacou que o processo de reintegração nos mercados é gratuito. Os vendedores receberão as suas bancas e poderão operar legalmente, sujeitando-se apenas às taxas diárias impostas nos mercados.

Para aqueles que ainda não se apresentaram à iniciativa, o porta-voz fez um apelo para que se dirijam aos mercados indicados, onde equipas técnicas da Direcção Municipal de Mercados e Feiras estão disponíveis para prestar apoio.

Relativamente a queixas de transportadores semi-colectivos de passageiros sobre a actuação da Polícia Municipal, Naftal Lay afirmou que a fiscalização continuará e que infracções serão sancionadas segundo a lei. O porta-voz relatou que as medidas têm sido implementadas através de multas e apreensão de cartas de condução, mas garantiu que, se as regras forem respeitadas, não haverá penalizações para os transportadores.

Papa Leão XIV pede cessar-fogo em Gaza após ataque a igreja católica

O Papa Leão XIV manifestou a sua “profunda tristeza” em relação ao ataque israelense contra a única igreja católica da Faixa de Gaza, ocorrido na quinta-feira (17). 

O ataque resultou em ferimentos no padre Gabriele Romanelli e causou a morte de duas pessoas, além de deixar outras dez feridas.

Em um telegrama assinado pelo cardeal secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, o Papa fez um apelo por um “cessar-fogo imediato” na região. O padre Romanelli, que se encontra entre os feridos, é conhecido por manter o Papa Francisco informado sobre a situação do conflito entre israelenses e palestinos.

Leão XIV expressou sua proximidade espiritual a Romanelli e estendeu as suas orações a toda a comunidade paroquial. O Vaticano informou que o telegrama endereçado ao padre reforça a “profunda tristeza” do pontífice pelo ataque à igreja, que desde o início do conflito tem acolhido mais de 500 pessoas em busca de abrigo.

O Papa reiterou o seu apoio à comunidade, assegurando “proximidade espiritual e orações pelo consolo dos que sofrem e pela recuperação dos feridos”.

STF impõe pulseira electrónica a Bolsonaro após suspeitas de tentativa de fuga

O Supremo Tribunal Federal do Brasil decidiu, recentemente, impor ao ex-Presidente Jair Bolsonaro o uso de uma pulseira electrónica, em resposta a evidências que sugerem uma tentativa de fuga por parte do político. Com esta medida, Bolsonaro ficará sob vigilância 24 horas por dia.

Na manhã da última sexta-feira, a Polícia Federal executou uma operação de busca na residência de Bolsonaro, bem como em escritórios do Partido Liberal, localizados em Brasília.

Segundo o jornal O Globo, foram encontrados na casa do ex-Chefe de Estado 14 mil dólares, além de um dispositivo de armazenamento de informações que estava escondido na casa de banho e que será submetido a uma análise pelas equipas científicas.

A publicação revela ainda que Bolsonaro está sujeito a diversas restrições, incluindo a proibição de sair de casa entre as 19h e as 7h, de aceder às redes sociais e de estabelecer contacto com embaixadores ou diplomatas estrangeiros.

Além disso, o ex-Presidente não poderá comunicar com outros arguidos e pessoas que estão sob investigação no processo, o que implica que está impedido de falar com o seu filho, Eduardo Bolsonaro, que exerce funções como deputado federal.

Oposição critica decisão de Ramaphosa em suspender Ministro da Polícia

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, reafirmou a sua decisão de suspender, mas não demitir, o Ministro da Polícia, Senzo Mchunu, face a alegações de interferência nas investigações policiais e contactos com grupos criminosos. 

A decisão gerou críticas por parte dos partidos políticos da oposição.

Ramaphosa defendeu que a demissão de Mchunu, com base em acusações não comprovadas, seria injusta e abriria um precedente perigoso. No âmbito da sua abordagem cautelosa, o Presidente anunciou a criação de uma comissão de inquérito que deverá investigar as alegações e apresentar resultados num prazo de até seis meses.

Durante a apresentação do Orçamento da presidência no Parlamento, Ramaphosa salientou a importância de um processo independente e rigoroso, afirmando: “Essas alegações são graves, mas não foram comprovadas. É necessário apurar os factos para garantir a responsabilização e a confiança pública no serviço policial.”

O Presidente também respondeu às críticas que surgiram em torno da eficácia das comissões de inquérito anteriores, sublinhando que tais opiniões não são corroboradas por evidências.

Na mesma sessão, as comissões parlamentares de Justiça e da Polícia recomendaram a criação de um comité ad-hoc para analisar as declarações do comandante de Kwazulu-Natal, General Nhlanhla Mkwanazi, que apontou o crime organizado como infiltrado em várias instituições, incluindo a polícia, com o conluio de altos responsáveis da corporação, fazendo alusão ao Ministro Senzo Mchunu.

Enquanto a situação se desenrola, Ramaphosa designou o Ministro dos Recursos Minerais e Petrolíferos para acumular as funções da pasta da polícia até 1 de Agosto, data em que o Professor Firoz Cachalia assumirá, também de forma interina, a direcção da polícia sul-africana.

Zelensky propõe reunião com Putin para discutir cessar-fogo

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, manifestou a necessidade de “acelerar o ritmo das negociações com a Rússia”, afirmando estar preparado para um encontro com os líderes russos com o intuito de tratar de um cessar-fogo. 

Até à data, os dois países apenas conseguiram estabelecer acordos limitados, como a troca de prisioneiros e a devolução de corpos de soldados.

Rustem Umerov, secretário do Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia, terá sugerido à delegação russa a realização de uma nova reunião na próxima semana. As negociações entre os países em conflito têm decorrido em Istambul, na Turquia, ao longo dos últimos meses, mas ainda não se chegaram a consensos que permitam encerrar o conflito.

Em uma declaração em vídeo partilhada nas redes sociais, Zelensky criticou a Rússia por “fugir de tomar decisões” e manifestou a sua disposição em abordar pessoalmente a questão com o Presidente Vladimir Putin.

“É preciso acelerar o ritmo das negociações. Todos os esforços deverão ser empregados para conquistarmos um cessar-fogo. Os russos devem parar de fugir de tomar decisões, como a troca de prisioneiros, a devolução de crianças e o fim das mortes. Uma reunião entre os líderes é necessária para garantir uma paz duradoura. A Ucrânia está pronta”, afirmou Zelensky.

Essas declarações surgem após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado Moscovo com tarifas de 100% caso não se chegue a um acordo de paz com a Ucrânia. Trump fixou um prazo de 50 dias para o Kremlin e expressou o seu desagrado para com Putin, sublinhando que o mercado é “óptimo para resolver guerras” e que a Rússia deveria focar os seus recursos no comércio, em vez de na guerra.

O governo norte-americano, juntamente com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), reafirmou o seu apoio bélico à Ucrânia. Durante um encontro com Trump na Casa Branca, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, destacou que o acordo é significativo e que as armas seriam financiadas por países europeus, uma decisão considerada “totalmente lógica” pelo líder da aliança. O valor das armas em questão ascende a bilhões de dólares.

Índia: Raios durante tempestades de monção matam 33 pessoas em Bihar

Pelo menos 33 pessoas perderam a vida e dezenas ficaram feridas devido a raios durante violentas tempestades que ocorreram nos últimos dois dias no estado de Bihar, no nordeste da Índia, conforme reportaram as autoridades locais.

A maioria das vítimas foi atingida enquanto trabalhava no campo, de acordo com Vijay Kumar Mandal, chefe do departamento de emergência local, em declarações à Agência France-Presse (AFP).

As estatísticas são alarmantes, uma vez que pelo menos 243 pessoas morreram em 2024 e 275 em 2023 no mesmo estado, vítimas de fenómenos semelhantes.

Anualmente, o leste da Índia enfrenta grandes inundações que resultam em dezenas de mortes e deslocam centenas de milhares de pessoas, especialmente durante a temporada de monções de verão, que se estende de Junho a Setembro.

Cientistas alertam que o aquecimento global está a intensificar a gravidade e a frequência desses eventos climáticos, contribuindo para o aumento dos riscos para a população.

Casos de Mpox sobem para 13 na província do Niassa

O número de casos confirmados de Mpox na província do Niassa aumentou de sete para 13, segundo o Ministério da Saúde. O boletim diário divulgado pelo MISAU revela que foram identificados mais sete casos positivos no distrito do Lago, elevando o total de infecções na região.

O MISAU informa que, nas últimas 24 horas, não foram reportados novos casos suspeitos, no entanto, 11 testes realizados no distrito de Lago resultaram em sete diagnósticos positivos para a doença.

Em termos de vigilância epidemiológica, foram notificados 39 casos suspeitos em várias províncias, incluindo Tete, Zambézia e Cabo Delgado, sendo que dois casos encontram-se em processo de testagem no distrito de Palma.

Neste momento, 19 indivíduos estão em isolamento como medida de precaução e 36 contactos próximos dos casos positivos já foram rastreados.

As autoridades de saúde continuam a monitorar a evolução da situação e fazem um apelo ao público para manterem a vigilância. É aconselhado que a população evite o contacto directo com pessoas que apresentem lesões suspeitas, mantenha uma boa higiene e procure assistência médica ao primeiro sinal de sintomas.

Estudantes em Luanda impedidos de protestar contra aumento de propinas e custo de vida

Luanda, capital de Angola, foi palco de uma manifestação organizada por estudantes, em protesto contra o aumento das propinas nas instituições de ensino público-privadas e privadas. 

O descontentamento, que se fez sentir em várias províncias do país, estendeu-se também à questão do aumento do preço do gasóleo e dos transportes colectivos.

Francisco Teixeira, presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), expressou a sua frustração após a polícia ter bloqueado o acesso dos manifestantes ao Ministério das Finanças, o destino inicialmente previsto para a marcha. “Não correu bem, porque nós queríamos chegar ao Ministério das Finanças. Eles fecharam o caminho. Nós tínhamos traçado uma rota, que saía de São Paulo, mas se não podemos ir para lá, nós paramos”, lamentou o líder estudantil.

Clarice da Silva, jovem participante do protesto, reforçou o seu descontentamento em relação ao custo de vida. “Saímos à rua mais uma vez para reivindicar contra esse regime opressor e ditador. Baixem o preço do combustível e baixem também o preço das propinas. Está altíssimo demais! Está a custar muito nos nossos bolsos”, afirmou.

Em Junho, as associações do ensino privado em Angola já tinham anunciado um aumento de 20,74% nas propinas e emolumentos para o ano lectivo 2025-2026, que se inicia em Setembro.

Trabalhadores informais da construção civil serão certificados em Moçambique

Os trabalhadores informais do sector da construção civil em Moçambique irão receber certificação através de um projecto financiado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Esta iniciativa visa promover a formalização e a valorização do trabalho digno.

Na fase-piloto, o projecto abrangerá cinco mil trabalhadores informais nos Municípios de Maputo e Marracuene. Com uma duração prevista de trinta e seis meses, a implementação do programa está agendada até 2028.

Jeremias Timana, Secretário-geral da Confederação Nacional dos Sindicatos Independentes e Livres de Moçambique, destacou que a certificação é uma oportunidade para melhorar as condições de trabalho e assegurar direitos aos trabalhadores do sector.

Estatísticas do Instituto Nacional de Estatística revelam que aproximadamente 78% da mão-de-obra na construção civil em Moçambique opera de forma informal e sem a devida protecção, o que torna este projecto ainda mais relevante para a promoção da segurança e dignidade no trabalho.

Empresas mineiras em Angoche acusadas de excluir trabalhadores locais

Alberto Joaquim, director do trabalho no distrito de Angoche, na província de Nampula, levantou sérias preocupações sobre a exclusão de residentes locais dos processos de recrutamento por algumas empresas mineiras a operar na região.

Em declarações feitas recentemente durante um encontro com a população, que visa fortalecer o diálogo entre os cidadãos e as autoridades locais, Joaquim afirmou que o governo distrital tinha inicialmente um papel na contratação de mão-de-obra local por essas empresas. Contudo, este processo tem sido marcado por uma inexplicável exclusão, conforme reportado pelo director.

O encontro fez parte do Projeto Pro-Cívico, apoiado por várias ONG moçambicanas, incluindo o Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC), o Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD), o Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (MASC) e o Centro de Democracia e Desenvolvimento (CDD).

Joaquim apelou às empresas para que adoptem medidas transparentes em processos de recrutamento. “Estão em curso iniciativas para aumentar a transparência, como a publicação de vagas nas plataformas do Instituto Nacional de Emprego (INEP). A transparência em questão envolve também a divulgação de listas de candidatos em espaços públicos”, sublinhou.

Os residentes locais alegam que elevados níveis de corrupção estão a contribuir para a exclusão da mão-de-obra local. Para remediar a situação, pedem a criação de instituições de formação técnica que assegurem a capacitação da população para atender às necessidades do sector mineiro.

Adicionalmente, os habitantes exigem melhorias nos serviços locais, particularmente nas áreas de saúde, educação, transporte e segurança.

O CESC urge as empresas do sector mineiro a respeitar os direitos das comunidades locais e solicita ao governo que garanta que 2,75% das receitas geradas pela indústria extractiva sejam canalizadas para as comunidades através do orçamento do estado. “Estas empresas devem também implementar as prioridades definidas pelas comunidades no Plano Estratégico de Responsabilidade Social, cumprindo os prazos estabelecidos”, conclui a organização.

No distrito de Angoche, a empresa chinesa Haiyu Mining, dedicada à exploração de ilmenite e zircão a partir de areias minerais pesadas, é acusada de perpetrar crimes ambientais que afetam gravemente as comunidades locais.

Israel ataca única igreja católica de Gaza e fere padre

Na quarta-feira, as forças israelitas bombardearam a única igreja católica na Faixa de Gaza, resultando na morte de três pessoas e ferindo o pároco local, padre Gabriel Romanelli, que mantinha contacto diário com o falecido Papa Francisco desde o início do conflito.

Em declaração à imprensa, o padre Romanelli, que foi atingido numa das pernas, partilhou o seu estado, descrevendo a situação como “cansativa e assustadora”, mas reafirmou que não abandonará a sua comunidade. O ataque, que causou danos severos à Igreja da Sagrada Família, foi alegadamente realizado por um tanque israelita.

As vítimas do ataque incluem o zelador da igreja, de 60 anos, uma mulher e um idoso. Quatro pessoas adicionais ficaram feridas, sendo que duas delas se encontram em estado grave. A Igreja da Sagrada Família abriga cerca de 500 refugiados, maioritariamente da comunidade católica, mas também civis palestinianos, incluindo cerca de 500 crianças com deficiência.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) reconheceram o ataque e afirmaram estar a investigar as circunstâncias em que ocorreu, destacando o seu compromisso em evitar atingir civis e infraestruturas religiosas. O comunicado emitido pelas IDF lamentou os danos causados.

O Papa Francisco, que faleceu em Abril, costumava telefonar todas as noites para o padre Romanelli, oferecendo apoio e conforto. O pároco recordou que o Papa lhe dizia que não estavam sozinhos e que orava por eles.

O Papa Leão XIV, sucessor de Francisco, expressou a sua “profunda consternação” em relação ao ataque à igreja e renovou o apelo por um cessar-fogo imediato na região.

Em uma nota relacionada, destacam-se os recentes acontecimentos na Síria, onde as forças governamentais se retiraram da cidade drusa de Suweida após quatro dias de combates que resultaram em mais de 350 mortos. A retirada foi ordenada após uma série de ataques israelitas contra as forças sírias, acusadas de atrocidades contra a minoria drusa. O presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, afirmou que a decisão de retirar as forças visa evitar uma escalada que poderia levar o país a uma nova guerra.

CPLP reforça debate sobre segurança alimentar e integração económica no II Fórum Empresarial

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) enfrenta desafios contínuos em matéria de segurança alimentar e nutricional, mesmo dispondo de condições climáticas favoráveis à produção agrícola.

A preocupação foi manifestada durante o II Fórum Económico Empresarial da CPLP, que decorreu na capital guineense, reunindo empresários dos nove Estados-membros.

Os participantes do encontro realçaram a dependência persistente das importações de produtos alimentares básicos, um fenómeno que tem gerado a necessidade premente de transformação no modelo produtivo e de distribuição. O evento enfatizou o papel fundamental do sector privado na busca de soluções sustentáveis que assegurem a soberania alimentar no espaço lusófono.

As discussões centraram-se na mobilização do tecido empresarial para se envolver nos esforços coordenados pela Estrutura Estratégica de Segurança Alimentar e Nutricional da CPLP (ESAN-CPLP) e pelo Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional, ambas criadas em 2021. Os participantes sublinharam a importância da integração entre recursos naturais, conhecimento técnico e políticas públicas, visando reduzir a vulnerabilidade alimentar da região e fomentar cadeias de valor sustentáveis.

Em entrevista à Agência de Informação de Moçambique (AIM), o empresário moçambicano Salimo Abdula, ex-presidente do Conselho Empresarial da CPLP, salientou que países como Moçambique, Angola, Guiné-Bissau e Guiné Equatorial dispõem de vastas extensões de terra arável, o que os torna cruciais para a segurança alimentar regional. Abdula afirmou que o aumento da população global torna imperativo que os países africanos de língua portuguesa sejam vistos como uma solução viável, dada a sua riqueza em terra e água, assim como a disponibilidade de mão-de-obra jovem, apesar das lacunas tecnológicas que podem ser supridas por Portugal e Brasil.

O empresário ainda destacou que sectores como o turismo e hidrocarbonetos têm potencial para alavancar a economia lusófona. O sector turístico pode beneficiar do clima e recursos naturais da CPLP, enquanto a exploração de energias pode representar uma fatia significativa da produção global, caso seja realizada com uma estratégia comum.

O ministro da Economia, Plano e Integração Regional da Guiné-Bissau, Soares Sambú, realçou a importância de reduzir barreiras comerciais para aumentar os fluxos de investimento, explorando as sinergias regionais. A sua intervenção frisou a urgência de abrir novas áreas de cooperação e eliminar obstáculos ao comércio, reforçando projectos empresariais concretos nos espaços de integração económica da CPLP.

Representantes do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aproveitaram a ocasião para apresentar o “Compacto Lusófono de Desenvolvimento”, que visa promover parcerias público-privadas e atrair investimento privado nos países lusófonos africanos, com o apoio de Portugal e Brasil. Contudo, muitos empresários continuam a enfrentar dificuldades no acesso ao financiamento.

O II Fórum Económico Empresarial da CPLP reiterou a necessidade de mobilizar o sector privado para enfrentar os desafios da segurança alimentar, diversificação económica e integração empresarial dentro da comunidade lusófona. O fortalecimento de parcerias e a implementação eficaz de políticas estratégicas foram sublinhados como prioridades a seguir.

Vagas de emprego do dia 18 de Julho de 2025

Foram publicadas hoje, dia 18 de Julho no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Specialist – Cyber Defense

A Vodafone pretende recrutar um (1) Specialist – Cyber Defense. Saiba mais.

2. Vaga para Human Resources Analyst

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Human Resources Analyst. Saiba mais.

3. Vaga para Exchange Control Officer

A Absa pretende recrutar um (1) Exchange Control Officer. Saiba mais.

4. Vaga para Oficial de Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR)

A AMODEFA, delegação de Nampula, pretende recrutar um/a (1) Oficial de Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR). Saiba mais.

5. Vaga para Especialista – Proteção à Criança em Emergências

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista – Proteção à Criança em Emergências. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Senior Specialist: Bids & Project Manager

A Vodafone pretende recrutar um (1) Senior Specialist: Bids & Project Manager. Saiba mais.

2. Vaga para Logistic Coordinator

A Saipem pretende recrutar um (1) Logistic Coordinator. Saiba mais.

3. Vaga para Catering Manager

A RA International pretende recrutar um (1) Catering Manager. Saiba mais.

4. Vagas para Docentes

A Universidade Wutivi (UniTiva), com sede na Avenida da Namaacha nº 188, Belo Horizonte, Distrito de Boane pretende recrutar Docentes. Saiba mais.

5. Vaga para Gestor de Testes

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Gestor de Testes. Saiba mais.

6. Vaga para Mechanical Engineer – Management and Maintenance (Mining)

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Mechanical Engineer – Management and Maintenance (Mining). Saiba mais.

7. Vaga para Training Facilitator

A Unitrans pretende recrutar um (1) Training Facilitator. Saiba mais.

8. Vaga para International Payments Supervisor

O Absa Group pretende recrutar um (1) International Payments Supervisor. Saiba mais.

9. Vaga para Technical Adviser Sustainable Livelihoods

A terre des hommes schweiz (tdhs) pretende recrutar um (1) Technical Adviser Sustainable Livelihoods. Saiba mais.

10. Vaga para Oficial de Projecto LINK/GCF

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Projecto LINK/GCF. Saiba mais.

11. Vaga para Engenheiro/a Mecânico – Gestão/Manutenção (Mina)

A Mota-Engil pretende recrutar um/a (1) Engenheiro/a Mecânico – Gestão/Manutenção (Mina). Saiba mais.

12. Vaga para Procurement Specialist

A World Bank pretende recrutar um (1) Procurement Specialist. Saiba mais.

13. Vagas para Mecânicos

A Construa Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Mecânicos. Saiba mais.

14. Vagas para Motoristas Profissionais

A Construa Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal sete (7) Motoristas Profissionais. Saiba mais.

15. Vagas para Ajudantes de Mecânicos

A Construa Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Ajudantes de Mecânicos. Saiba mais.

16. Vagas para Ajudantes para Montagem e Desmontagem de Pneus e outros

A Construa Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Ajudantes para Montagem e Desmontagem de Pneus e outros. Saiba mais.

17. Vaga para Health Financing Consultant

A World Health Organization (WHO) pretende recrutar um (1) Health Financing Consultant. Saiba mais.

18. Vaga para Principal Project Controls Specialist

A CB&I pretende recrutar um (1) Principal Project Controls Specialist. Saiba mais.

19. Vaga para Health and Nutrition Manager

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Health and Nutrition Manager. Saiba mais.

20. Vaga para Sales Team Leader

A Coca-Cola Beverages Africa pretende recrutar um (1) Sales Team Leader. Saiba mais.

21. Vaga para Program Manager

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Program Manager. Saiba mais.

22. Vaga para Técnico de Electrónica Mobile

A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Electrónica Mobile. Saiba mais.

23. Vaga para Secretária Administrativa

A Canaã Prestige pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Secretária Administrativa. Saiba mais.

24. Vaga para Técnico de Seguros

A Canaã Prestige pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico(a) de Seguros. Saiba mais.

25. Vaga para Consultor para Prestação de Apoio Técnico ao Governo e OPDS na Redacção do Regulamento

O Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Prestação de Apoio Técnico ao Governo e OPDS na Redacção do Regulamento. Saiba mais.

26. Vaga para Gestor Comercial

Uma empresa no setor de construção civil em Moçambique pretende contratar um (1) Gestor Comercial. Saiba mais.

27. Vaga para Coordenador – Educação em Emergências da Equipe de Resposta Rápida (EiE)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Educação em Emergências da Equipe de Resposta Rápida (EiE). Saiba mais.

Ambientalistas tentam barrar financiamento de 4,7 mil milhões para projecto de gás em Cabo Delgado

Diversas organizações ambientais internacionais apresentaram uma acção civil no Tribunal do Distrito de Colúmbia, nos Estados Unidos, com o intuito de travar a liberação de 4,7 mil milhões de dólares destinados ao financiamento do projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) em Cabo Delgado, Moçambique. Este projecto é operado pela empresa francesa TotalEnergies.

Conforme avançado pela publicação online “Mozambique Times”, a acção judicial é liderada pela Friends of the Earth U.S. e pela Justiça Ambiental/Friends of the Earth Mozambique, com o apoio do grupo de advocacia EarthRights International, baseado nos Estados Unidos.

As organizações não governamentais (ONGs) sustentam que a aprovação do financiamento pelo Banco de Exportação-Importação dos Estados Unidos (Exim Bank) foi realizada de forma ilegal, alegando que o projecto resultou no deslocamento de milhares de residentes locais e está associado a várias violações dos direitos humanos.

Além disso, referem que o projecto está imerso em conflitos violentos e causará danos ambientais significativos.

As ONGs acusam o Exim Bank de ter acelerado o processo de aprovação sem a realização das avaliações ambientais e económicas necessárias, bem como sem permitir a participação do público e do Congresso, contrariando as normas estabelecidas. “O Exim não cumpriu os seus próprios estatutos e a lei federal, criando um precedente perigoso para futuras decisões”, pode ler-se na declaração emitida.

A acção judicial inclui ainda a acusação ao ex-Presidente dos EUA, Donald Trump, de ter nomeado de forma ilegal membros do conselho de administração do Exim Bank sem a confirmação do Senado, violando os protocolos de nomeação.

As ONG acrescentam que, semanas após estas nomeações, em Março, o conselho “interino” do Exim Bank aprovou um empréstimo significativo para apoiar um projecto controverso liderado pela TotalEnergies, apesar do contexto de conflito armado e da crise humanitária que afecta a região.

Kate DeAngelis, directora-adjunta de Política Económica da Friends of the Earth U.S., é citada no comunicado, afirmando que “existem procedimentos legais e salvaguardas para garantir que o Banco de Exportação-Importação dos EUA não desperdice os dinheiro dos contribuintes em projectos arriscados em áreas marcadas por insurgências violentas”.

As organizações ambientais referem ainda que, para fundamentar a sua argumentação em tribunal, contrataram especialistas em insurgência jihadista para demonstrar que o financiamento do projecto de exploração de gás em Cabo Delgado alimenta o conflito. Sustentam que o projecto é uma das causas estruturais da insurreição, agravando as desigualdades existentes entre as comunidades locais e os trabalhadores recrutados para o projecto.

Ministra do Trabalho de Cuba demite-se após polémica declaração sobre mendigos

A ministra cubana do Trabalho e da Segurança Social, Marta Elena Feitó, anunciou a sua demissão após ter feito declarações controversas que geraram forte indignação. 

Durante uma comissão parlamentar, Feitó afirmara que “não há mendigos” em Cuba, mas sim “pessoas disfarçadas” de mendigos, uma afirmação que rapidamente se tornou alvo de críticas.

A presidência cubana confirmou a demissão da ministra numa publicação na rede social X, onde foi mencionado que Feitó “reconheceu os seus erros” e decidiu afastar-se do cargo. A ministra ocupava a função desde 2019, ano em que se iniciou o primeiro mandato presidencial de Miguel Díaz-Canel, e era também membro do Comité Central do Partido Comunista de Cuba (PCC).

As declarações de Feitó, que foram consideradas insensíveis por muitos cidadãos, levantaram um debate sobre a realidade social no país e a forma como se aborda a questão da pobreza.

Tribunal de Maputo julga pai e filho por tentativa de rapto de Junaide Lalgy

Dois homens, de 59 e 28 anos, estão a ser julgados na 10.ª Secção Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, acusados de tentativa de rapto do empresário Junaide Lalgy, um incidente que ocorreu a 8 de Novembro de 2023, no bairro Tchumene, no município da Matola.

No momento do ataque, Junaide Lalgy foi surpreendido em frente a uma mesquita, mas a intervenção de populares conseguiu frustrar a tentativa de sequestro.

O caso envolve ainda a participação de outros dois suspeitos que se encontram em liberdade, com os quais os arguidos mantinham comunicação por meio de mensagens em redes sociais, utilizando números de telefone registados com documentos de terceiros.

Além disso, o réu mais novo enfrenta outro processo em tribunal, relacionado com um crime semelhante. A audiência deste julgamento continuará a 29 de Julho, com a prevista audição do perito encarregado do caso.

Estados Unidos retomam deportações para Eswatini após autorização judicial

Os Estados Unidos da América confirmaram o envio de cinco imigrantes de diversas nacionalidades para Eswatini, na África Austral, como parte da sua política de deportação para países terceiros. 

Este voo inaugural transportou cidadãos do Vietname, Jamaica, Laos, Iémen e Cuba.

A porta-voz do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, afirmou através da rede social X que “um voo de deportação para um terceiro país seguro, Eswatini, no sul de África, aterrou. Este voo transportava indivíduos tão excepcionalmente perigosos que os seus países de origem se recusaram a aceitá-los de volta.”

Os cinco homens deportados enfrentavam acusações graves, incluindo homicídio, agressão e roubo. A reintegração deste tipo de voos de deportação ocorre após uma decisão do Supremo Tribunal dos EUA, que autorizou o governo do então Presidente Donald Trump a prosseguir com estas expulsões.

A decisão judicial anulou uma ordem de um juiz federal que suspendeu a deportação de oito imigrantes para o Sudão do Sul, entre os quais se encontravam dois cubanos e um mexicano.

Esta medida marca uma nova fase na política de imigração dos Estados Unidos, reflectindo as tensões e debates em torno das práticas de deportação e segurança nacional.

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