O Serviço Meteorológico dos Estados Unidos emitiu um alerta de tsunami na costa do Alasca, após um sismo de magnitude 7,3 ter sido registado no nordeste do país.
O tremor ocorreu às 12h38 locais, com o epicentro localizado a 87 quilómetros ao sul de Sand Point, no Oceano Pacífico.
Além de Sand Point, outras cidades como Cold Bay e Kodiak também estão em risco devido à possibilidade de um tsunami. O alerta abrange uma vasta região costeira, caracterizada por ser pouco povoada e de difícil acesso.
A área sob alerta estende-se até pouco antes de Anchorage, a cidade mais populosa do estado. Em resposta à situação, o NWS recomendou aos residentes das zonas afectadas que se dirijam a terrenos mais altos ou para andares superiores de edifícios.
Segundo o Instituto Geofísico dos Estados Unidos (USGS), o risco de vítimas e danos é considerado baixo, uma vez que a maioria da população reside em estruturas adaptadas a tremores sísmicos, embora existam edificações mais vulneráveis.
O Alasca, situado na intersecção das placas tectónicas do Pacífico e da placa norte-americana, encontra-se frequentemente exposto a sismos. O terramoto de maior magnitude na sua história recente ocorreu em 1964, ao largo da sua costa, com uma magnitude de 9,2, resultando na morte de mais de 130 pessoas. Em 2023, um sismo de magnitude 7,2 foi registado na península do Alasca, sem que se reportassem vítimas.
O Ferroviário de Nampula anunciou a rescisão do contrato com o treinador João Chissano. A confirmação foi feita através das redes sociais do clube, em resposta ao insatisfatório início de época da equipa.
Num comunicado oficial, a Direcção do Clube Ferroviário de Nampula informou os adeptos, sócios e a massa associativa sobre a decisão, destacando que chegou a um acordo mútuo para o término do vínculo com Chissano. O clube expressou ainda agradecimento pelo empenho e dedicação do técnico à frente da equipa principal de futebol, desejando-lhe sucesso em futuros desafios.
A saída de Chissano foi precipitada pela derrota de 0-2 frente ao Baía de Pemba, na sexta jornada do Moçambola. Com este resultado, o Ferroviário de Nampula ocupa actualmente a décima posição, somando apenas seis pontos em seis jogos.
João Chissano havia assumido o comando da equipa em Setembro de 2024. A Folha de Maputo apurou que Nacir Armando deverá ser anunciado como o novo treinador nas próximas horas.
Um ataque a um camião que transportava vacinas contra a poliomielite foi tentado por um grupo de alegados extremistas, segundo anunciou Sérgio Cipriano, administrador da região.
O incidente ocorreu na Estrada Nacional 380 (N380) durante a segunda ronda da campanha nacional de vacinação contra a pólio, realizada na semana anterior.
O administrador explicou que, apesar da gravidade da situação, não houve registo de vítimas humanas, mas a viatura sofreu danos ligeiros, uma vez que o motorista não acedeu à ordem de paragem durante a tentativa de intercepção.
Os ataques insurgentes têm gerado um impacto significativo na vida das comunidades locais, afectando também o funcionamento de organizações não-governamentais e empresas que operam no distrito. A N380 é uma via vital, ligando os distritos de Macomia, Muidumbe, Mocímboa da Praia e Palma, e tem sido marcada por uma crescente insegurança.
Até Março de 2023, o distrito de Mocímboa da Praia contava com uma população de 118.115 habitantes, muitos dos quais deslocados devido à violência. Recentemente, muitos decidiram retornar às suas aldeias de origem, na sua maioria concentrados na sede distrital.
A província de Cabo Delgado enfrenta desde 2017 uma rebelião armada que já causou milhares de mortes e uma crise humanitária, com mais de um milhão de pessoas deslocadas.
Os recentes movimentos de extremistas também têm sido registados na província vizinha de Niassa, onde, desde o início das hostilidades em 29 de Abril, pelo menos dois guardas florestais foram decapitados.
O Governo de Moçambique, através da ministra das Finanças, Carla Loveira, emitiu um esclarecimento sobre os recentes bloqueios de cartões de crédito e de débito no exterior, numa conferência realizada na quarta-feira (16), em Maputo.
A governante afirmou que a problemática é um caso isolado e incumbe aos bancos comerciais fornecer explicações adequadas aos seus clientes.
“Os bloqueios não estão relacionados com a inclusão do País na lista cinzenta. Trata-se de situações particulares”, assegurou Carla Loveira.
Em resposta aos alertas provenientes de instituições financeiras internacionais, a ministra revelou que o Governo está a adoptar um conjunto de medidas destinadas a evitar que Moçambique seja classificado na “lista negra” de instituições financeiras, o que resultaria no bloqueio total de cartões no exterior.
Carla Loveira fez estas declarações após um encontro com a equipa do Grupo de Combate à Lavagem de Dinheiro da África Oriental e Austral (ESMAALG), liderada pela directora-executiva, Fikili Zitha.
O trabalho em curso envolve a colaboração de diferentes entidades do País, com o intuito de assegurar uma decisão favorável em Outubro por parte do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI). Este esforço visa a saída da “lista cinzenta” e a manutenção de uma situação financeira estável.
Fikili Zitha, por sua vez, elogiou o empenho do Governo moçambicano no processo de conformidade, afirmando que “Moçambique demonstrou estar comprometido com este processo. Estamos muito satisfeitos por termos chegado a esta fase em que há luz no fim do túnel.”
Uma mulher de 35 anos, identificada como Nancy Mudau, foi detida esta semana na província de Limpopo, na África do Sul, por suspeitas de ter induzido oito homens a acreditar que eram os pais biológicos do mesmo filho, cobrando pensão alimentícia de todos ao longo de 12 anos.
Segundo o jornal “Daily Fact”, cada um dos homens envolveu-se financeiramente, contribuindo para as despesas escolares e outras necessidades do menino. A estratégia de engano permitiu à mulher reunir recursos suficientes para a construção de uma residência de luxo.
No momento da sua detenção, Nancy Mudau estava também em fase avançada de construção de um mini restaurante e bar, que, alegadamente, estaria a ser financiado pelas pensões alimentícias que recebia.
As autoridades continuam a investigar o caso, que levanta questões sobre a protecção dos direitos dos pais e a responsabilidade na prestação de contas em matéria de pensão alimentícia.
O sector empresarial de Cabo Delgado manifestou a necessidade urgente de reinstituir escoltas militares nas estradas mais críticas da província, face ao aumento alarmante das cobranças ilegais por parte de grupos armados e aos frequentes casos de raptos nas vias do norte do país.
Mamudo Irache, presidente do Conselho Empresarial de Cabo Delgado, fez estas declarações após uma reunião com representantes do Governo provincial na terça-feira (15). Irache destacou que os troços entre Macomia e Oasse, áreas anteriormente afectadas por ataques terroristas, são os que registam maior incidência de imposições para a circulação de pessoas e mercadorias.
O empresário, citado pela TV Miramar, revelou que desde o início do ano foram contabilizadas, apenas nesse percurso, pelo menos 104 viaturas interceptadas. As taxas exigidas pelos insurgentes para a autorização de circulação de veículos variam entre 200 mil e 350 mil meticais.
“Imagina se você não tem o dinheiro, a viatura vai em cinza”, lamentou Irache.
De acordo com uma publicação do portal Ikweli, no passado sábado (12), os insurgentes exigiram o pagamento de taxas no troço entre Macomia e Oasse para a liberação de barricadas. Cidadãos que se deslocavam em viaturas de serviços semi-colectivos foram igualmente feitos reféns, com os motoristas a serem cobrados em valores fixados em 50 mil meticais por cada veículo.
Mamudo Irache ainda sublinhou que, para além das extorsões, os grupos armados têm intensificado os raptos nas estradas, afirmando que a retirada das escoltas militares contribuiu para o aumento da insegurança.
“Pedimos a retoma da escolta, este é o primeiro ponto. Com a retoma da escolta, os empresários sentiriam-se mais seguros”, apelou, enfatizando também a importância de estabelecer posições militares permanentes nas áreas identificadas como de risco.
Uma erupção vulcânica no sudoeste da Islândia levou à evacuação de residentes e visitantes da famosa estação termal Lagoa Azul, de acordo com informações veiculadas pelos meios de comunicação social locais.
O fenómeno eruptivo iniciou durante a madrugada, após um movimento sísmico na península de Reykjanes, localizada a sudoeste da capital Reiquiavique, conforme relataram as autoridades islandesas.
Cerca de 100 pessoas foram evacuadas da cidade de Grindavik logo após o início da actividade sísmica. Turistas que se encontravam em acampamentos e hóspedes na Lagoa Azul foram obrigados a deixar a zona rapidamente, conforme noticiou a estação radiofónica RUV.
A comissária da polícia local, Margrét Kristín Pálsdóttir, referiu que a evacuação decorreu de forma tranquila e teve a duração aproximada de 90 minutos. “É evidente que existem opiniões divergentes sobre a necessidade da retirada, mas é uma decisão que tomámos e pela qual assumimos a responsabilidade”, declarou.
A lava proveniente da erupção está a fluir para sudeste a partir de uma fissura com uma largura entre 700 e 1000 metros, embora a rocha derretida não represente uma ameaça nas infraestruturas existentes.
Grindavik tem sido frequentemente impactada desde Novembro de 2023, quando um vulcão na região voltou a entrar em actividade após um longo período de 800 anos de dormência.
Mais de trezentas mil pessoas em conflito com a lei em Moçambique terão acesso à assistência jurídica gratuita durante este ano, disponibilizada pelo Instituto de Patrocínio e Assistência Jurídica (IPAJ).
A informação foi divulgada na quarta-feira pelo Presidente da República, Daniel Chapo, após a cerimónia de inauguração do novo edifício do Tribunal Distrital de Chibabava, na província de Sofala.
O Chefe do Estado sublinhou o compromisso do governo em investir na formação de novos magistrados, com o intuito de garantir assistência jurídica adequada a mulheres, crianças e idosos que são vítimas de violência doméstica.
Durante a sua intervenção, Daniel Chapo informou que, apenas nos primeiros seis meses deste ano, foram registados seis assassinatos de mulheres nos distritos da Beira e Dondo, também na província de Sofala.
A esposa de Vitano Singano, juntamente com membros do seu partido, a Revolução Democrática, manifestaram suspeitas de que o político tenha sido sequestrado pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). O líder do partido encontra-se desaparecido há mais de duas semanas.
Embora circulam rumores nas redes sociais e em diversos órgãos de comunicação que dão conta da morte de Singano, a esposa, Cidália Paulino, desmentiu tais informações.
Em declarações à STV, Cidália afirmou: “Eu não sei porque essas informações estão a correr nas redes sociais. Até agora não conhecemos o paradeiro de Vitano, mas estamos a fazer de tudo para obter pistas. Se fosse verdade, eu, como esposa e família, teríamos recebido a informação em primeira mão”.
Segundo os relatos da esposa e do porta-voz do partido, Santismo Januário, Vitano Singano terá sido sequestrado na zona da Shoprite, na Cidade de Maputo, por indivíduos que se identificam como agentes do SERNIC. Segundo a versão apresentada, Singano conseguiu lançar um dos seus telemóveis durante o sequestro, e o taxista que o transportava foi posteriormente contactado pelo proprietário de um estabelecimento, que informou a família sobre o acontecido.
Januário acrescentou que a denúncia sobre o alegado sequestro já foi comunicada às autoridades policiais e à Procuradoria-Geral da República, que, até ao momento, não forneceram qualquer informação sobre o paradeiro do político. O porta-voz expressou ainda a sua expectativa de que as instituições de justiça se pronunciem, recordando um incidente anterior em que Singano foi detido sem um mandado de captura.
“Por ter sido o mesmo modus operandi, esperamos que esteja sob custódia policial”, concluiu.
O SERNIC, por seu lado, declarou, sem prestar declarações formais, que não tem conhecimento do desaparecimento de Vitano Singano nem do alegado sequestro por parte de seus agentes.
O governo sírio, sob a liderança de Ahmed al-Sharaa, proclamou um novo acordo de cessar-fogo na região de Sweida, numa tentativa de conter a recente onda de violência que afecta o país.
A decisão foi comunicada pelo Ministério do Interior na quarta-feira (16), após uma série de ataques realizados por Israel que atingiram a capital, Damasco.
O acordo de trégua, que consiste em 14 artigos, prevê o término de todas as operações militares na região sul da Síria, a instalação de postos de segurança e a criação de uma comissão encarregue de monitorar a implementação do cessar-fogo, bem como investigar os episódios de violência que ocorreram.
Nesta manhã, o comando do Estado-Maior do Exército sírio em Damasco foi alvo de mísseis israelenses, enquanto outro bombardeio foi registado no Palácio Presidencial. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, justificou as acções militares como uma medida de protecção para a minoria drusa israelense que reside na província de Sweida e nas Colinas de Golã.
Desde o dia 11 de Julho, a Síria, já marcada por instabilidade após o regime de Bashar al-Assad, tem enfrentado um aumento significativo de conflitos, motivados por tensões étnicas entre os drusos, que mantêm relações históricas com Israel, e tribos beduínas em Sweida.
A escalada dos combates levou ao envio de forças do governo sírio, compostas por antigos membros do grupo Hayat Tahrir Al-Sham (HTS), para se unirem aos beduínos na luta contra os drusos. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, mais de 200 pessoas perderam a vida nos confrontos recentes.
O governo moçambicano assegurou que a fábrica de alumínio Mozal, localizada nos arredores de Maputo, manterá as suas operações, mesmo após o término do contrato de fornecimento de energia com a empresa sul-africana Eskom em 2026.
Em uma conferência de imprensa realizada na cidade de Beira, o porta-voz do governo e Ministro da Administração Estatal, Inocêncio Impissa, afirmou que a empresa pública de electricidade, Electricidade de Moçambique (EDM), está interessada em iniciar o fornecimento de energia à Mozal. “É do nosso interesse que a Mozal continue a ter energia suficiente. É também do interesse do governo que a EDM se torne a fornecedora”, declarou Impissa.
Actualmente, a Mozal adquire a sua energia da Eskom, embora, na realidade, a electricidade seja proveniente de Moçambique. A Eskom compra 1.150 megawatts (MW) da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), que opera a barragem de Cahora Bassa no rio Zambeze, e revende 950 MW à Mozal. De momento, não existe uma linha de transmissão de electricidade do Vale do Zambeze a Maputo, pelo que a energia da HCB deve chegar à Mozal através da Eskom.
Para as suas operações actuais, a Mozal necessita de 950 MW para produzir mais de 560.000 toneladas de alumínio por ano. Perspectivas para o futuro incluem um aumento na produção para 600.000 toneladas anuais, impulsionado por vários investimentos.
Impissa também revelou que o governo e a Mozal já estão em negociações para que a EDM comece a fornecer electricidade. A maior parte desta energia deverá vir, sem dúvida, da barragem de Cahora Bassa, a principal fonte de energia em Moçambique. “Estes são termos que ainda devem ser debatidos, mas a Mozal não ficará sem energia. A empresa emprega milhares de moçambicanos e contribui significamente para o orçamento do Estado. A electricidade será fornecida continuamente”, acrescentou o ministro.
Informações recebidas pelo AIM indicam que, até à data, a Mozal não conseguiu chegar a um acordo sobre uma tarifa de electricidade acessível com a HCB, em consequência da seca que afecta a geração de electricidade na região da África Austral.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Projecto LINK/GCF. Saiba mais.
A CESAL pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Prestador(a) de Serviços para Facilitação de Workshops Técnicos de Apoio à Formulação e Consolidação de Planos de Negócio. Saiba mais.
O Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Prestação de Apoio Técnico ao Governo e OPDS na Redacção do Regulamento. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Educação em Emergências da Equipe de Resposta Rápida (EiE). Saiba mais.
O Governo de Moçambique anunciou a revogação dos subsídios destinados aos estudantes-estagiários generalistas de medicina, uma decisão considerada irreversível face à actual situação económica do país.
A declaração foi feita hoje pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, durante uma conferência de imprensa na cidade da Beira, após a 25ª sessão ordinária do conselho.
Impissa reconheceu que a eliminação deste subsídio, em vigor desde 2004, tem gerado desconforto entre os estagiários. O programa foi originalmente estabelecido com o intuito de atrair cidadãos para a formação na área da saúde e aumentar o número de profissionais no sector, num período em que o país contava apenas com uma única Faculdade de Medicina.
O porta-voz apontou a acumulação de dívidas como um dos principais factores para esta medida. A dívida relacionada com os subsídios aos estagiários ultrapassa os 100 milhões de meticais, uma situação que se agrava com as pendências referentes as horas-extraordinárias de médicos.
“Não existem soluções mágicas. A situação financeira do país não permite a continuidade desta despesa, que já resultou em uma dívida significativa com os estagiários que estão a concluir ou a iniciar o sexto ano de formação em 2025”, afirmou Impissa.
O executivo sublinha que a priorização deve ser a quitação das dívidas existentes, em vez de continuar a alocar recursos a subsídios que não se mostram sustentáveis. O porta-voz também destacou que a revogação afecta apenas os novos estudantes-estagiários, sendo que os actuais já estão a par da situação.
Outra consideração foi a desigualdade no acesso aos subsídios, que beneficiavam exclusivamente os estudantes de instituições públicas, deixando de fora os estagiários especialistas, bem como aqueles de instituições privadas ou que estudavam no estrangeiro.
“Era um subsídio limitado às universidades públicas, gerando um tratamento desigual. O crescimento do número de estudantes que necessitam deste apoio aumentou a pressão sobre o orçamento do Estado, levando à reconsideração da sua continuidade”, esclareceu Impissa.
O porta-voz concluiu que, na actual conjuntura, não existem razões que justifiquem a manutenção do subsídio, uma vez que o panorama financeiro do país exige uma abordagem mais cautelosa e equilibrada em relação aos recursos públicos.
Um trágico incidente ocorreu na cidade de Nampula, norte de Moçambique, onde um jovem perdeu a vida ao tentar proteger a mãe, que foi alvo de acusações de feitiçaria.
Segundo o chefe de quarteirão 13, em declarações à “TV Sucesso”, a situação iniciou com um confronto entre grupos de jovens, resultando em um dos envolvidos a sair em desvantagem. Momentos depois, este mesmo jovem regressou ao local armado com uma faca e atacou um outro jovem que se dirigia à mesquita. A vítima, que sofreu ferimentos graves, não resistiu e faleceu durante o transporte para uma unidade hospitalar.
O chefe do quarteirão revelou que o agressor, de 28 anos, já era conhecido na comunidade pelo seu comportamento violento, tendo sido acusado anteriormente de intimidar moradores, especialmente mulheres. A situação gerou uma onda de consternação entre os residentes da zona, que se mostram preocupados com a crescente violência na comunidade.
Um grupo de motoristas da Yango, plataforma de transporte, manifestou a sua insatisfação em relação às condições de trabalho, que consideram insustentáveis e injustas.
Os condutores revelam que o que deveria ser uma solução inovadora para geração de rendimentos se transformou numa fonte de frustração e descontentamento.
Em declarações à TTNEWS, os motoristas relatam jornadas exaustivas, lucros em constante diminuição e a falta de segurança ao longo do exercício da função.
As recentes alterações nas regras da aplicação têm suscitado preocupações, uma vez que limitam o acesso a informações essenciais, como o valor e o destino das corridas, antes da aceitação. Além disso, a recusa em aceitar corridas implica penalizações no sistema de pontos, reduzindo a visibilidade dos condutores na plataforma.
“Estamos a ser obrigados a aceitar corridas que nos prejudicam”, lamenta um dos motoristas. A pontuação, que deveria servir como incentivo para um bom desempenho, tornou-se motivo de descontentamento, pois pequenas falhas podem resultar em perdas significativas. Um condutor expôs a situação: “Perdemos 12 pontos, se um passageiro não atender ao telefone. Isso é injusto”.
Outro aspecto alarmante é a drástica redução nas tarifas, que caíram de cerca de 60 meticais para apenas 13 meticais por quilómetro, sem qualquer ajuste em caso de congestionamentos ou aumentos nos preços dos combustíveis. Os motoristas encaram ainda elevados custos operacionais, enquanto a Yango retém 15 por cento das receitas como comissão.
A segurança tem sido um tema recorrente nas queixas dos motoristas, com relatos de assaltos e agressões enquanto prestam serviços. A eficácia do botão de emergência do aplicativo é colocada em causa, pois, conforme afirmam, esta funcionalidade só é útil em situações leves. “Quando a situação é grave, ninguém responde”, denuncia um dos condutores.
Em resposta a estas queixas, a Yango divulgou um comunicado genérico, reafirmando o seu compromisso com a segurança e a disposição para colaborar com as autoridades, desde que haja uma notificação formal.
No mesmo comunicado, a empresa mencionou funcionalidades como verificação facial e envio de rotas em tempo real, mas não abordou as preocupações centrais dos motoristas.
Um trágico acidente de viação na Estrada Nacional número quatro (EN4), nas proximidades da Fábrica de Tijoleira Safira Seramic, no distrito da Moamba, resultou na morte de quatro pessoas e deixou outras quatro feridas.
O acidente envolveu dois camiões que transportavam ferro-cromo e uma viatura de caixa aberta, que levava várias pessoas e mercadorias. O porta-voz da Polícia de Trânsito (PT) na província de Maputo, José Novela, informou que os sobreviventes foram prontamente encaminhados para uma unidade sanitária próxima, onde receberam cuidados médicos.
Novela adiantou que as viaturas implicadas no sinistro sofreram danos significativos, em virtude de um incêndio que se deu após a colisão, resultando na perda do material transportado.
O porta-voz da polícia assegurou que mais informações sobre as causas do acidente serão disponibilizadas após a interacção com as vítimas em recuperação e a realização de uma perícia completa.
Desde o início de Julho, os ataques com mísseis e drones lançados pela Rússia resultaram na morte de 139 civis e deixaram 791 feridos em território ucraniano.
As informações foram divulgadas pela porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Liz Throssell.
Em um ataque nocturno ocorrido a 12 de Julho, as Forças Armadas russas utilizaram um total de 597 drones “suicidas” e 26 mísseis, conforme relatado pela ONU. Estas ofensivas causaram danos significativos à infra-estrutura civil em diversas regiões, incluindo áreas distantes da linha de frente do conflito.
O mês de Julho também se destacou pelo elevado número de drones de longo alcance em ação. Em 9 de Julho, foram lançados 728 drones, um número sem precedentes desde o início do conflito. Em Junho, a ONU já havia documentado o maior número mensal de vítimas civis em três anos de guerra, com 232 mortos e 1.343 feridos.
Liz Throssell enfatizou os efeitos devastadores, tanto físicos como psicológicos, causados pela contínua onda de ataques em áreas residenciais. Muitas pessoas são forçadas a passar horas em abrigos improvisados, como porões e corredores, ou em locais como estações de metrô.
Particularmente vulneráveis a essa situação estão crianças, idosos e pessoas com deficiência, que enfrentam um estresse prolongado. Muitas sofrem de insónia e, em algumas situações, não encontram abrigo seguro.
O Governo de Moçambique está a intensificar os esforços para conter a disseminação da varíola dos macacos, também conhecida como Mpox.
Até ao momento, a doença infectou três cidadãos moçambicanos no distrito do Lago, na província de Niassa, que faz fronteira com o Maláui.
Inocêncio Impissa, porta-voz do Governo, informou que os três infectados estão sob quarentena, supervisionados pelas autoridades sanitárias, com o intuito de monitorar o seu estado de saúde e evitar a propagação da doença. “Os três moçambicanos deslocaram-se no trajecto Maláui-Moçambique. O Maláui apresenta um número significativamente maior de casos, com pouco mais de 40 afectados. É provável que tenham estado em contacto com pessoas infectadas”, explicou o porta-voz durante uma conferência após a sessão do Conselho de Ministros.
Segundo o último boletim do Ministério da Saúde de Moçambique (MISAU), os casos foram identificados em Metangula e Cábue no dia 8 de Julho, tendo sido confirmados como positivos para a Mpox a 10 de Julho pelo laboratório de saúde pública de Niassa. O estado de saúde dos três indivíduos é considerado “clinicamente estável”.
Para apoiar o combate à doença, o MISAU enviou uma equipa composta por especialistas da Direcção Nacional de Saúde Pública e do Instituto Nacional de Saúde. As suas funções incluem a monitorização do tratamento dos casos em isolamento, a identificação de contactos e a manutenção em quarentena, além da divulgação de mensagens preventivas e vigilância epidemiológica.
A Mpox, uma doença viral transmitida de animais para humanos, foi identificada pela primeira vez em 1970, na República Democrática do Congo.
O actual surto em África foi reportado em 22 países, com mais de 26 mil casos positivos e 501 mortes registadas. Na região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), os países afectados incluem a RDC, Angola, Maláui, África do Sul, Tanzânia e Zâmbia, além de Moçambique.
A Mpox foi declarada emergência de saúde pública de interesse internacional pela segunda vez em Agosto de 2024. O MISAU recomenda que os moçambicanos evitem o contacto físico com pessoas ou animais infetados, bem como com objectos utilizados por esses indivíduos, como vestuário ou toalhas. As superfícies que possam ter sido contaminadas devem ser rigorosamente limpas e desinfectadas.
A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e outros oito indivíduos condenados por corrupção foram intimados a pagar um montante superior a 3 mil milhões de reais, segundo uma decisão do tribunal argentino anunciada na terça-feira (15).
Cristina Kirchner, que já está a cumprir uma sentença de seis anos de prisão por administração fraudulenta de licitações de obras viárias durante o seu mandato, está sob regime de prisão domiciliar desde Junho, após a confirmação da sentença pela Corte Suprema da Argentina. Além da pena de prisão, Kirchner encontra-se proibida de ocupar cargos públicos.
O tribunal, após uma avaliação realizada por peritos judiciais sobre os danos causados ao erário público, decidiu que Kirchner e os demais condenados devem pagar 684,9 mil milhões de pesos argentinos, valor que corresponde a cerca de 3 mil milhões de reais. Contudo, a decisão não detalha as quantias específicas que cada condenado deverá desembolsar.
Os outros condenados no caso incluem o empresário Lázaro Báez e ex-funcionários do governo, nomeadamente José López, Nelson Periotti, Mauricio Collareda, Raúl Daruich, Juan Carlos Villafañe, Raúl Pavesi e José Santibáñez.
Um grupo de terroristas tem dificultado a circulação de pessoas e bens na província de Cabo Delgado, impondo condições severas aos automobilistas.
De acordo com informações divulgadas pelo portal Ikweli, os insurgentes obrigaram os condutores a pagarem taxas de 50 mil meticais para a liberação de barricadas instaladas ao longo do troço entre Macomia e Oasse.
Relatos indicam que os cidadãos que se transportavam em viaturas de serviços semi-colectivos foram feitos reféns, com os motoristas a serem forçados a pagar as quantias exigidas. Uma viatura pertencente aos Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social de Mueda também foi alvo desta investida, resultando na captura de um cidadão que seguia a bordo.
Uma das vítimas descreveu a aterradora experiência: “Quando estávamos a vir de Pemba para Mueda, fomos interceptados pelos insurgentes, por volta das 11 horas, na aldeia de Nantodola. Encontrámos uma velha que nos levantou suspeitas, mas decidimos continuar a viagem. Contudo, ao entrarmos numa curva, deparamos com um camião bloqueando a estrada, tentámos recuar, mas ao virarmos, também estávamos cercados por insurgentes. Fomos mandados a descer do carro.”
Os insurgentes ameaçaram a vida dos ocupantes, afirmando que qualquer tentativa de fuga resultaria em morte. “Aquele que não descer vai morrer aqui”, disseram. Embora um dos passageiros quisesse escapar, os insurgentes acabaram por levá-los para o mato, onde foram obrigados a ajoelhar-se. O líder do grupo, no entanto, optou por não efectuar a execução e ordenou apenas que cada motorista pagasse os 50 mil meticais exigidos.
Este não é um caso isolado. Na semana anterior, um transportador de mercadorias com destino a Mocímboa da Praia também foi vítima de cobranças ilícitas por um grupo semelhante, nas proximidades da aldeia Chinda, também em Mocímboa da Praia.
O Exército da Colômbia conseguiu resgatar 39 pessoas sequestradas pelo Exército de Libertação Nacional (ELN) na região de Chocó, localizada no oeste do país....
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou intensificar a ofensiva militar contra o Irã na próxima semana, caso Teerã não aceite negociar um...