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Quinta-feira, Julho 9, 2026
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Primeira-Ministra defende implementação urgente da Central de aquisições do Estado

A Primeira-Ministra moçambicana, Benvinda Levi, destacou a necessidade urgente de estabelecer a Central de Aquisições do Estado (CAE), cuja principal finalidade será assegurar a gestão eficiente dos processos de concursos públicos. 

A declaração foi feita durante o debate da Conta Geral do Estado de 2024, na Assembleia da República.

Benvinda Levi sublinhou que a criação da CAE permitirá ao governo combater de forma mais efectiva as subfacturações e os esquemas ilícitos associados à aquisição e fornecimento de bens e serviços. O Executivo pretende também erradicar o abandono por parte dos empreiteiros de algumas obras do Estado.

“A implementação destas acções, visando o aperfeiçoamento e consolidação do e-SISTAFE [Sistema Electrónico de Administração Financeira do Estado], permitirá garantir maior eficácia, eficiência e celeridade nos processos de planificação, orçamentação, execução orçamental, prestação de contas e responsabilização dos servidores públicos em todos os níveis do aparelho do Estado”, afirmou a Primeira-Ministra.

Adicionalmente, a CAE fará frente aos desafios da burocratização e da corrupção, promovendo uma maior transparência e eficácia no sistema de contratação de empreitadas, fornecimento de bens e prestação de serviços ao Estado. Esta iniciativa foi anunciada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante o seu discurso de investidura, a 15 de Janeiro deste ano.

A nova Central de Aquisições, para além de planear e coordenar os processos de aquisição, garantirá que cada metical, a moeda oficial de Moçambique, seja investido de forma justa e eficiente. No que diz respeito à prevenção e combate à corrupção, Benvinda Levi reiterou a importância de priorizar as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), com o objectivo de minimizar erros humanos e interferências na gestão pública.

A Primeira-Ministra condenou veemente todas as formas de corrupção, incentivando os órgãos de administração da Justiça a continuar a investigação e responsabilização criminal dos envolvidos em actos corruptos.

Benvinda Levi assegurou ainda que haverá melhorias na gestão da Conta Única do Tesouro até 2026, com recursos destinados a financiar projectos estruturantes a nível provincial e comunitário.

“Reconhecemos que, devido a limitações no espaço fiscal, existem desafios na alocação atempada de recursos para investimentos estruturantes e para as transferências às comunidades,” concluiu.

A distribuição de receitas provenientes da produção mineira e petrolífera destina 7,25% para as províncias e 2,75% para os projectos de desenvolvimento das comunidades locais, ambos dentro do exercício económico em curso.

Hamas acusa Israel de genocídio em Gaza

O Hamas denunciou que Israel está a retomar acções genocidas em Gaza, numa escalada de tensões que ameaça a frágil trégua estabelecida entre as partes. 

O exército israelita confirmou novos bombardeamentos, afirmando que estes visam alvos do Hamas em resposta a ataques contra soldados israelitas na região sul do enclave, embora não tenham resultado em feridos.

As duas partes trocam acusações de violação do cessar-fogo. Nas últimas horas, os ataques israelitas provocaram, pelo menos, cinco mortes, somando-se a mais de 30 palestinianos que faleceram em intervenções militares israelitas na véspera, acções que Israel justifica como retaliação.

Os mediadores do acordo de trégua expressaram preocupação crescente com a situação, alertando que a escalada das hostilidades coloca em risco a paz frágil na região. O Hamas acusou Israel de intensificar suas operações militares e de alterar a linha divisória que controla o território.

As Forças de Defesa de Israel mostraram armamento em Gaza, direccionado contra alvos israelitas, aumentando as tensões na região. Os ataques mais recentes vitimaram civis, incluindo crianças, intensificando o sofrimento da população em Gaza. O bombardeio em Khan Younis, por exemplo, ocorreu apenas um dia após os ataques que resultaram em um número elevado de vítimas em toda a Faixa de Gaza.

O exército israelita continua a afirmar que as suas acções são uma resposta directa a provocações, defendendo a necessidade de proteger os seus soldados e cidadãos.

TotalEnergies responde a queixa por alegada violação de Direitos Humanos

A petrolífera francesa TotalEnergies classificou de “infundadas” as acusações de cumplicidade em crimes de guerra e torturas relacionadas com as suas operações em Moçambique, especialmente na região de Cabo Delgado, onde está a desenvolver um projecto de gás natural. 

A empresa reagiu a uma queixa formal apresentada em Paris na última segunda-feira, que alega um massacre numa das suas instalações de gás em Moçambique, revelada inicialmente pelo Centro Europeu para os Direitos Constitucionais e Humanos (ECCHR).

“No seguimento da queixa apresentada à Procuradoria Nacional Antiterrorista (PNAT) em Paris contra pessoas desconhecidas e contra a TotalEnergies por ‘cumplicidade em crimes de guerra, tortura e desaparecimentos forçados’ entre Julho e Setembro de 2021, a empresa rejeita veementemente todas estas acusações, uma vez que não foi formalmente notificada sobre a queixa”, pode ler-se em um comunicado ao qual o MZNews teve acesso.

A TotalEnergies argumenta que durante o período em que ocorreram os ataques terroristas mortais de Março de 2021, reivindicados pelo grupo jihadista Al-Shabab, os seus funcionários não estavam presentes no local, uma vez que foram evacuados no início de Abril desse ano. A empresa sublinha que, após o ataque em Palma, todos os seus trabalhadores foram retirados da área e o exército moçambicano assumiu o controlo da instalação em Afungi, do aeroporto e do porto, com o intuito de restabelecer a segurança na região.

Adicionalmente, a petrolífera acusou o jornal Politico de distorcer as suas respostas, seleccionando apenas as informações que lhe interessavam, e de não apresentar factos que comprovem a alegação de violação de direitos humanos no seu megaprojecto.

Vale recordar que esta denúncia, submetida ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH), representa a segunda acção judicial contra a operação da TotalEnergies em Moçambique apenas este ano. Em Março, o Ministério Público francês anunciou uma investigação criminal formal contra a empresa, relacionada com alegações de homicídio e omissão de socorro, no que diz respeito à morte de 55 dos seus contratados da construção civil em um ataque do Daesh na cidade de Palma.

Moçambique regista melhoria significativa na sustentabilidade da dívida pública

A ministra das Finanças de Moçambique, Carla Louveira, apresentou, na Assembleia da República, um panorama encorajador sobre a sustentabilidade da dívida pública do país.

Segundo as informações disponibilizadas, o peso da dívida externa sobre o Produto Interno Bruto (PIB) diminuiu de 62,7% em 2020 para 32,1% em 2024, aproximando-se assim do limite prudencial de 30%.

Durante o informe económico, a ministra enfatizou que esta redução é resultado de um esforço contínuo na consolidação fiscal e na melhoria dos mecanismos de gestão da dívida, apesar de continuar a enfrentar desafios conjunturais.

Um outro indicador que merece destaque é o serviço da dívida externa em relação às exportações, que apresentou uma melhoria significativa, caindo de 14,8% em 2020 para 10,4% em 2024. O rácio do serviço da dívida externa sobre as receitas correntes também mostrou uma tendência descendente, reduzindo-se de 18,9% para 15,8% no mesmo período.

Apesar destes indicadores serem ligeiramente superiores aos limites estabelecidos, os dados refletem um fortalecimento gradual da capacidade de solvência do Estado. Na esfera jurídica e financeira, Louveira mencionou a resolução do litígio entre a Proíndicus S.A. e a Mozambique Asset Management S.A., através de um acordo multilateral. Este acordo possibilitou uma redução considerável da responsabilidade potencial do Estado, de 1,5 mil milhões de dólares para 220 milhões, significando um avanço significativo na regularização das dívidas contingentes e na clarificação da posição financeira do país.

Relativamente à execução da Conta Geral do Estado para o exercício económico de 2024, as receitas totalizaram 351.277,8 milhões de meticais, correspondendo a 91,6% do valor previsto. As despesas, por sua vez, ascenderam a 509.265,5 milhões de meticais, com uma execução de 89,7%. O défice resultante foi de 157.987,7 milhões de meticais, financiado em 85,7% do programado, destacando a predominância do crédito interno, que assegurou 69,4% desse financiamento.

A dependência crescente do crédito interno foi justificada pelo governo pela quebra de receitas no último trimestre de 2024, influenciada pela tensão político-eleitoral que afetou diversos setores da economia, como a indústria extrativa, comércio, transportes e a indústria transformadora. Apesar deste cenário, a ministra sublinhou que a receita demonstrou uma resiliência notável, com um crescimento de 7,2% em termos nominais em comparação com o ano anterior.

O relatório final também abrange análises detalhadas sobre as políticas fiscal, monetária e cambial, bem como sobre os fluxos de caixa e a execução orçamental, cumprindo integralmente as exigências da Lei do Sistema de Administração Financeira do Estado.

Chuvas devastadoras causam destruição em Macate

Setenta e quatro casas foram completamente destruídas no distrito de Macate, na província de Manica, devido às chuvas intensas que têm afectado várias regiões desde a semana passada. 

A situação resultou na deslocação de 370 pessoas, que foram severamente impactadas pelas intempéries.

Rosa Cararaza, administradora do distrito, revelou que o Governo de Macate, em colaboração com o Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (INGD), já iniciou a distribuição de ajuda humanitária às famílias afectadas. Esta assistência inclui kits de primeiros socorros e alimentação.

As vítimas do desastre foram acolhidas em casas de familiares, enquanto outras se encontram abrigadas em algumas escolas do distrito. A administradora informou que estão em curso preparativos para a retirada das famílias que permanecem em áreas de risco, visando garantir a segurança dos deslocados.

PR empossa nova direcção da ACIPOL e exorta rejuvenescimento da formação policial

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, renovou a liderança da Academia de Ciências Policiais (ACIPOL), durante uma cerimónia realizada na cidade de Maputo. 

O Chefe de Estado destacou que a missão fundamental da instituição continua a ser a “prevenção e combate à criminalidade no nosso país”, especialmente nas suas formas mais complexas.

Na ocasião, foram empossados Rodrigues Nhiuane Cumbane como Reitor e Ernesto Bernardo Guambe como Vice-Reitor da ACIPOL. Chapo frisou que esta mudança visa conferir maior dinamismo e eficiência à formação superior policial.

Durante o discurso, o Presidente sublinhou que o investimento em quadros jovens representa um passo decisivo para abordar os desafios contemporâneos da segurança interna. “Esperamos um rejuvenescimento na forma de actuação da nossa Academia, com o objectivo de posicionar a formação de oficiais superiores entre as melhores da região, do continente e, quiçá, do mundo”, afirmou, incitando a nova direcção a encontrar soluções para os desafios actuais.

Chapo enfatizou a necessidade de dar prioridade à prevenção e ao combate a crimes como o organizado, terrorismo, branqueamento de capitais, tráfico de drogas e de pessoas, bem como os raptos. “São crimes que prejudicam o Estado moçambicano, retraem investimentos e corroem o tecido social. Por isso, devem ser estudados com profundidade e rigor científico”, declarou.

O estadista incentivou uma abordagem inclusiva e interdisciplinar da segurança pública, promovendo a integração de competências policiais e civis. Aos novos dirigentes, deixou um conjunto de desafios: a revisão curricular para adaptação às novas tecnologias e à inteligência artificial, a introdução de conteúdos actualizados sobre terrorismo, a elaboração de um plano estratégico renovado e o reforço da cooperação internacional.

“A ACIPOL deve ser um espaço onde todas as competências são valorizadas. Apenas assim construiremos uma instituição robusta e pronta para responder às exigências do nosso tempo”, sublinhou o Presidente.

Chapo também expressou reconhecimento pelo trabalho do Reitor cessante, General Custódio Fabião Zandamela, destacando a sua liderança na consolidação de pilares essenciais para a formação policial moderna. “Vai o nosso sincero reconhecimento pelo seu empenho e pela consolidação do ensino, do treino e da investigação”, concluiu.

O Presidente apelou à unidade e ao compromisso colectivo com a segurança nacional, almejando um Moçambique mais seguro, unido e preparado para enfrentar os desafios do futuro.

SERNIC desmantela rede de falsificação em Nampula

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O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) anunciou a detenção de um cidadão maliano de 55 anos, acusado de liderar uma rede clandestina responsável pela falsificação de documentos que facilitavam a entrada ilegal de estrangeiros em Moçambique e promoviam o tráfico de seres humanos, incluindo menores. 

A operação resultou na apreensão de uma quantidade significativa de documentos falsos e equipamentos usados na criação de identidades fraudulentas.

A porta-voz do SERNIC, Enina Tsinine, detalhou que a estrutura operava a partir de uma residência localizada no Mercado Bombeiro, na zona dos Poetas, que funcionava como uma agência de viagens de fachada. Durante a operação, foram confiscados 42 passaportes, 30 capas de passaportes vazias, cédulas pessoais falsas, cartões do Sistema Nacional de Saúde, cartões de asilo, bilhetes de identidade e 15 carimbos de diversas empresas.

Tsinine revelou que o acusado não se limitava à produção de documentos para adultos, mas também falsificava Cartões de Nascimento, permitindo a alteração da filiação de menores. “Através da falsificação de documentos, é possível trocar a identificação de uma criança, fazendo-a passar por filha de alguém que não é o seu progenitor. Isso facilita o seu tráfico para fora do País”, afirmou a porta-voz, considerando esta prática como uma das mais graves do caso.

A investigação apurou que muitos dos passaportes apreendidos não possuíam visto de entrada em Moçambique, evidenciando a prática de imigração ilegal. A criação de novas identidades, incluindo cédulas pessoais e nascimentos falsos, possibilitava que cidadãos estrangeiros obtivessem documentos moçambicanos e, em alguns casos, tentassem processos de nacionalização.

Além das acusações de falsificação documental, o suspeito enfrenta também acusações de tráfico de seres humanos, por alegadamente utilizar as identidades adulteradas para facilitar a circulação de menores e adultos fora do controle migratório. A operação foi desencadeada após denúncias recebidas a 27 de Outubro, resultando na sua neutralização na quarta-feira.

O indiciado negou as acusações, defendendo-se ao afirmar que possui uma agência de viagens legal há dez anos e que apenas auxiliava clientes estrangeiros na obtenção de documentos como passaportes e licenças. “Tenho 55 anos, sou maliano. Tenho uma agência de viagens com contabilista. Ajudava as pessoas a conseguir DIRE e alvarás. Estes documentos são dos meus clientes”, argumentou o suspeito.

O SERNIC garantiu que as investigações continuarão para determinar a dimensão da rede, o número de beneficiários dos documentos falsos e o eventual envolvimento de outras partes.

As autoridades consideram este caso como um dos mais significativos dos últimos anos em Nampula, no que refere à alteração de identidades e os riscos associados ao tráfico humano.

Descarga atmosférica mata jovem de 24 anos em Mossurize

Uma tragédia abalou o distrito de Mossurize, onde um jovem de 24 anos perdeu a vida na sua residência após ser atingido por uma descarga atmosférica. 

O incidente, que ocorreu durante uma forte tempestade, resultou na destruição da casa, reduzindo-a a cinzas.

De acordo com informações veiculadas pela Rádio Moçambique (RM), as chuvas persistentes na região têm causado não só danos materiais, mas também dificultado o acesso a várias estradas. O mau estado das vias ameaça, igualmente, a ligação entre os distritos de Mossurize e Machaze.

As autoridades locais estão a monitorizar a situação, dado o impacto significativo das condições meteorológicas na vida de muitos cidadãos. A população é aconselhada a manter vigilância e a tomar precauções durante as intempéries.

As consequências desta tragédia ecoam em toda a comunidade, que enfrenta um momento difícil e incerto.

Número de deslocados de Memba sobe para mais de 50 mil

O Governador da Província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, anunciou que o número de deslocados provenientes do distrito de Memba aumentou de 28.558 para mais de 50.236 pessoas em menos de 48 horas. Esta actualização agrava significativamente a situação humanitária na região.

Segundo o governador, até ao dia 20 de Novembro, o distrito de Eráti contabilizava um total de 10.194 famílias deslocadas, incluindo mais de 33 mil crianças, todas em fuga da violência terrorista que afecta Memba e as localidades circundantes. “A situação não apenas persiste — agrava-se a cada hora, a cada minuto”, destacou.

Eduardo Abdula sublinhou que o movimento populacional não pode mais ser considerado uma deslocação voluntária. “O que estamos a testemunhar é uma expulsão forçada. As famílias estão a ser empurradas para fora das suas casas, das suas machambas, dos seus espaços de vida”, denunciou, evidenciando a gravidade da situação.

O governante lançou um apelo urgente por apoio humanitário, solicitando a mobilização de toda a sociedade. “Precisamos de estar unidos. A gravidade desta crise exige solidariedade total — do sector privado, da sociedade civil, das instituições religiosas e de cada cidadão”, defendeu.

O Governo de Nampula mantém equipas no terreno para acompanhar a chegada contínua de famílias deslocadas e para actualizar os dados sobre a emergência, cujos impactos aumentam a cada dia de instabilidade.

Rapper dos Fugees condenado a 14 anos de prisão por donativos ilegais à campanha de Obama

O artista norte-americano Pras Michel, membro do famoso grupo de hip-hop Fugees, foi condenado a 14 anos de prisão por envolvimento em donativos ilegais à campanha de reeleição do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Com 53 anos e de origem haitiana, Pras Michel já tinha sido considerado culpado de tráfico de influências em Abril de 2023, no âmbito de um esquema de corrupção liderado pelo empresário malaio Low Taek Jho. Entre 2012 e 2017, Michel recebeu mais de 120 milhões de dólares (aproximadamente 104 milhões de euros) em manobras financeiras associadas ao fundo soberano malaio “1MDB”.

Segundo a acusação, as quantias recebidas foram utilizadas para financiar a campanha presidencial de Barack Obama, mas, como as doações de origem estrangeira são proibidas nos Estados Unidos, foram canalizadas através de intermediários e de fundos offshore.

Além da condenação por donativos ilegais, Pras Michel também foi considerado culpado de conspiração, falsificação de documentos e de actuar como agente-secreto de um governo estrangeiro. Em 2017, foi condenado por lobby ilegal na tentativa de extradição do empresário Guo Wengui, que tinha sido acusado de defraudar investidores em mais de mil milhões de dólares (cerca de 870 milhões de euros).

O advogado de Michel, Peter Zeidenberg, descreveu a pena como “completamente desproporcional” e anunciou que o artista irá recorrer da decisão judicial. O Ministério Público dos EUA sublinhou que, de acordo com as directrizes federais, a pena recomendada para o arguido poderia ser a prisão perpétua, tendo pedido uma “pena severa”, acusando o rapper de trair o país em troca de dinheiro, sem qualquer remorso.

Pras Michel nasceu e cresceu em Brooklyn, Nova Iorque, filho de imigrantes haitianos. É um dos fundadores dos Fugees, ao lado de Lauryn Hill e Wyclef Jean. O grupo alcançou grande sucesso na década de 1990, com dois prémios Grammy e vendas de álbuns que somam dezenas de milhões em todo o mundo.

Moçambique conclui estruturação do Fundo Soberano

A Primeira-Ministra de Moçambique, Benvinda Levi, anunciou a conclusão dos procedimentos necessários para a operacionalização do Fundo Soberano do país. 

Durante um recente debate sobre a Conta Geral do Estado, Levi afirmou que a aprovação do Regulamento do Fundo Soberano e da Política de Investimentos marca um passo decisivo para a implementação deste organismo.

A Primeira-Ministra destacou que a revisão da Política de Investimentos estabelece as condições apropriadas para a aprovação do Plano-director de Investimentos. Este plano será fundamental para assegurar que os recursos gerados pelo Fundo Soberano sejam aplicados de forma eficaz.

Levi também mencionou que as receitas do Imposto sobre a Produção de Petróleo, provenientes da exportação de gás natural da Bacia do Rovuma, já estão a ser depositadas na conta transitória desde o início de 2024. Este processo foi formalizado com a aprovação da Lei nº 1/2024, de 9 de Janeiro, que institui oficialmente o Fundo Soberano de Moçambique.

A operacionalização do Fundo tem a expectativa de trazer maior estabilidade financeira e promover investimentos sustentáveis no país.

Vagas de emprego do dia 21 de Novembro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 21 de Novembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Engenheiro Eletrotécnico de Instalações Especiais

A Mota-Engil pretende recrutar um/a (1) Engenheiro/a Eletrotécnico de Instalações Especiais. Saiba mais.

2. Vaga para Electrical Maintenance Artisan

A Sasol pretende recrutar um (1) Electrical Maintenance Artisan. Saiba mais.

3. Vaga para Contract Strategies Lead

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Contract Strategies Lead. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Técnico de Logística

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Técnico de Logística. Saiba mais.

2. Vaga para Técnico de Medições

A Mota-Engil pretende recrutar um/a (1) Técnico/a de Medições. Saiba mais.

3. Vaga para Child Protection Officer

A UNICEF pretende recrutar um (1) Child Protection Officer. Saiba mais.

4. Vaga para Field Technicians for Miombo Woodlands

A Food and Agriculture Organization (FAO) pretende recrutar um (1) Field Technicians for Miombo Woodlands. Saiba mais.

5. Vaga para Quality Manager (SHEQ)

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Quality Manager (SHEQ). Saiba mais.

6. Vaga para Country Warehouse & Inventory Controls Manager

A AB InBev pretende recrutar um (1) Country Warehouse & Inventory Controls Manager. Saiba mais.

7. Vaga para Biólogo ou Técnico Superior de Laboratório

ONG que opera na área de saúde, pretende admitir para o seu quadro de pessoal um (1) Biólogo ou Técnico Superior de Laboratório. Saiba mais.

8. Vaga para Técnico de Laboratório

ONG que opera na área de saúde, pretende admitir para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Laboratório. Saiba mais.

9. Vaga para Técnico de Medicina Geral

ONG que opera na área de Saúde, pretende admitir para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Medicina Geral. Saiba mais.

10. Vaga para Gestor da Qualidade – Projeto (SHEQ)

A Mota-Engil pretende recrutar um/a (1) Gestor/a da Qualidade – Projeto (SHEQ). Saiba mais.

11. Vaga para Engenheiro Mecânico – Gestão de Equipamento

A Mota-Engil pretende recrutar um/a (1) Engenheiro/a Mecânico – Gestão de Equipamento. Saiba mais.

12. Vaga para Executive Associate

A UNICEF pretende recrutar um (1) Executive Associate. Saiba mais.

13. Vaga para HR Expat Coordinator

A McDermott International pretende recrutar um (1) HR Expat Coordinator. Saiba mais.

14. Vaga para Assistente Comercial e Administrativo(a)

A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um/a (1) Assistente Comercial e Administrativo(a). Saiba mais.

15. Vaga para Gestor de Mercadorias – (Matola)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Mercadorias – (Matola). Saiba mais.

16. Vaga para Senior Manager, Africa Region, Partnership for Healthy Cities

A Vital Strategies pretende recrutar um (1) Senior Manager, Africa Region, Partnership for Healthy Cities. Saiba mais.

17. Vaga para Diretor Adjunto de Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Diretor Adjunto de Projeto. Saiba mais.

18. Vaga para Diretor de Recursos Humanos – Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um/a (1) Diretor/a de Recursos Humanos – Projeto. Saiba mais.

19. Vaga para Senior HR Business Partner – Technology

A Vodafone pretende recrutar um (1) Senior HR Business Partner – Technology. Saiba mais.

20. Vaga para Special Projects Manager: Maputo National Park

A Peace Parks Foundation pretende recrutar um (1) Special Projects Manager: Maputo National Park. Saiba mais.

21. Vaga para Consultor – Recursos Humanos

A Deloitte pretende recrutar um (1) Consultor com experiência em Recursos Humanos. Saiba mais.

22. Vaga para Methods, Compliance, and Information Management Coordinator

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Methods, Compliance, and Information Management Coordinator. Saiba mais.

23. Vaga para District Field Technician

A Food and Agriculture Organization (FAO) pretende recrutar um (1) District Field Technician. Saiba mais.

24. Vaga para Chefe de Armazém

A Mota-Engil pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Chefe de Armazém. Saiba mais.

25. Vaga para Mozambique Enterprise Growth Market Leader

A Baker Hughes pretende recrutar um (1) Mozambique Enterprise Growth Market Leader. Saiba mais.

26. Vaga para Head Chef

A International Facilities Services (IFS) pretende recrutar um (1) Head Chef. Saiba mais.

27. Vaga para Gestor de Monitoria e Avaliação

A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Gestor de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

28. Vaga para Pasteleiro

Empresa pretende recrutar um (1) Pasteleiro. Saiba mais.

29. Vaga para Padeiro

Empresa pretende recrutar um (1) Padeiro. Saiba mais.

30. Vaga para Gestor de Compras (Interno)

Empresa pretende recrutar um (1) Gestor de Compras (Interno). Saiba mais.

31. Vaga para Executivo B2B

Empresa pretende recrutar um (1) Executivo B2B. Saiba mais.

32. Vaga para Técnico de Cobranças

Empresa pretende recrutar um (1) Técnico de Cobranças. Saiba mais.

33. Vaga para Gestor de Logística

Empresa pretende recrutar um (1) Gestor de Logística. Saiba mais.

34. Vaga para Supply Manager

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Supply Manager. Saiba mais.

35. Vaga para Health and Nutrition Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Health and Nutrition Officer. Saiba mais.

36. Vaga para Health and Nutrition Manager

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Health and Nutrition Manager. Saiba mais.

37. Vaga para Project Officer

A COSV pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Project Officer. Saiba mais.

38. Vaga para Accountant and Finance Officer

A COSV pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Accountant and Finance Officer. Saiba mais.

Colisão de comboios na República Checa deixa 42 feridos

Um acidente ferroviário na República Checa resultou em 42 feridos, na sequência de uma colisão entre dois comboios, ocorrida nas proximidades da cidade de Ceske Budejovice, localizada a cerca de 150 quilómetros ao sul de Praga.

De acordo com informações divulgadas pelas equipas de emergência, 40 das vítimas apresentaram ferimentos leves, enquanto duas pessoas ficaram com ferimentos graves. Petra Kafkova, porta-voz do serviço de ambulâncias, confirmou que o acidente foi registado às 05:19 TMG.

Martin Kavka, porta-voz da operadora ferroviária Sprava zeleznic, anunciou que todos os passageiros foram devidamente evacuados dos comboios envolvidos. Contudo, não foram fornecidos detalhes sobre as circunstâncias que levaram ao acidente, sendo que uma investigação já foi iniciada para apurar as causas do incidente.

Alunos deslocados em Nampula poderão fazer exames finais de 2025 em abrigo

A Direcção Provincial da Educação em Nampula confirmou que cerca de quatro mil alunos, deslocados devido às incursões terroristas nos distritos de Memba e Eráti, poderão realizar os exames finais de 2025 nas localidades onde se encontram acolhidos.

Esta medida visa garantir que nenhum estudante, adequadamente preparado e em condições psicológicas, seja impedido de participar nas avaliações em virtude da instabilidade que forçou muitas famílias a abandonar as suas casas.

William Tuzine, director provincial da Educação, afirmou que os alunos serão direccionados para a escola mais próxima do seu local de abrigo. Desta forma, procura-se assegurar a continuidade do processo de avaliação sem interrupções.

Adicionalmente, os estudantes que não possuam a documentação necessária terão a oportunidade de realizar as provas, uma vez que as direcções escolares estão autorizadas a emitir credenciais provisórias para a sua inscrição imediata. A província já identificou alunos deslocados de Memba que farão os exames em localidades como Alua, no distrito de Eráti, assim como em Nacala Porto e Nacala-à-Velha.

As autoridades educativas continuam a actualizar o mapeamento dos estudantes em situação de risco, com o intuito de assegurar que todos os que estejam física e emocionalmente aptos tenham acesso à primeira chamada dos exames, minimizando o impacto da crise no seu percurso escolar.

Para os alunos que, face às circunstâncias de segurança ou condições pessoais, não conseguirem realizar as provas na fase inicial, será disponibilizada uma segunda chamada.

As autoridades estão ainda a avaliar medidas adicionais que possam ser implementadas caso os impedimentos persistam, reafirmando o compromisso de garantir que nenhum aluno seja excluído do sistema educativo devido ao conflito.

Moçambique autoriza quatro projectos para redução de emissões de carbono

O governo de Moçambique anunciou a emissão de quatro licenças para projectos destinados à redução das emissões de carbono, como parte do plano nacional para fortalecer a ação climática e a transição energética.

Durante uma conferência realizada em Maputo, promovida pela Associação Moçambicana de Energias Renováveis (AMER), a Directora Nacional de Mudanças Climáticas do Ministério da Agricultura, Jadwiga Massinga, afirmou que os projectos foram aprovados nas províncias do sul, como Gaza e Inhambane, bem como nas províncias centrais de Manica e Zambézia.

“Já emitimos quatro licenças para projectos que visam reduzir as emissões derivadas do desmatamento. Estas iniciativas também têm como objectivo melhorar os rendimentos familiares, reduzir a dependência de recursos naturais e fortalecer a protecção das florestas, em particular as florestas de mangue”, referiu Massinga.

A responsável destacou que um dos projectos foca-se especificamente na conservação das florestas de mangue, um ecossistema vital para atenuar os impactos das alterações climáticas, funcionando como uma barreira natural contra ventos fortes e intrusões salinas, com efeitos positivos na agricultura local.

Presentemente, está a decorrer uma consulta pública sobre a regulamentação do mercado de carbono, que estabelecerá os procedimentos para a emissão de licenças e permitirá ao país exportar créditos de carbono. Massinga explicou que este processo, conhecido como “ajustes correspondentes”, permitirá que a nação conceda uma quantidade específica de créditos de carbono a empresas ou outros Estados, para serem integrados nas suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).

A Directora Nacional acredita que a adopção de veículos eléctricos, a expansão de fogões melhorados e a redução do consumo de biomassa são medidas fundamentais para diminuir as emissões de dióxido de carbono. “Se introduzirmos sistemas de transporte mais eficientes, como os automóveis eléctricos, poderemos reduzir significativamente as emissões. Da mesma forma, com o uso de fogões melhorados, diminuímos a necessidade de carvão e, consequentemente, o abate de árvores”, salientou.

Por sua vez, a Directora Executiva da AMER, Helena Macuni, manifestou o compromisso da organização em apoiar o governo na concretização da meta de acesso universal à energia. “Temos mantido parcerias com o governo para o Fórum Bienal de Energia Off-Grid, com o objectivo de apoiar o plano estratégico e garantir a realização da meta de acesso à energia em Moçambique. No âmbito deste Fórum, foram criados três grupos de trabalho, um dos quais dedicado a questões climáticas e soluções de cozinhar melhor”, acrescentou.

Macuni enfatizou a necessidade de reforçar a coordenação institucional e o envolvimento do setor privado, de modo a posicionar Moçambique como um jogador de destaque nos mercados de carbono, tanto a nível regional como internacional.

EUA: Cristiano Ronaldo recebido com honras na Casa Branca

O renomado futebolista português Cristiano Ronaldo e a sua companheira, Georgina Rodríguez, foram recebidos em grande estilo pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante um jantar de gala na Casa Branca. 

A ocasião integrou a visita oficial do príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, aos Estados Unidos.

O evento decorreu no pomposo Salão Leste da Casa Branca, onde Ronaldo se destacou entre os convidados. Durante o seu discurso de boas-vindas, Trump fez questão de realçar a presença do jogador, revelando que o seu filho, Barron, é um grande admirador de Cristiano Ronaldo. “Temos o Ronaldo aqui hoje. Agora que os apresentei, acho que o meu filho respeita um pouco mais o pai. Obrigado por estar aqui, é uma honra”, declarou Trump, dirigindo-se ao futebolista.

Na mesma noite, Trump também recebeu Elon Musk, magnata da tecnologia, com quem Ronaldo aproveitou para tirar uma selfie. A fotografia capturou ainda a presença de Georgina Rodríguez, Gianni Infantino, presidente da FIFA, Howard Lutnick, secretário do comércio dos EUA, e David O. Sacks, presidente do conselho consultivo do presidente para a ciência e tecnologia.

A Casa Branca divulgou, posteriormente, um vídeo do jantar, onde se podia ver o presidente norte-americano e o craque a sorrirem e a abraçarem-se. A legenda da publicação fez referência à importância dos dois, mencionando: “Duas lendas. CR7 x 45/47”, aludindo aos números de presidência de Trump.

A visita de Ronaldo à Casa Branca marca a sua primeira presença em solo norte-americano desde as acusações de violação feitas por Kathryn Mayorga em 2009, as quais o jogador sempre negou. O processo foi arquivado e, embora Mayorga tenha tentado recorrer em 2023, o tribunal de São Francisco rejeitou a sua intenção, permitindo assim que Ronaldo não enfrente restrições de entrada nos EUA.

Por outro lado, o príncipe Mohammed bin Salman também regressou a Washington, sete anos após as alegações de ser responsável pela morte do jornalista Jamal Khashoggi, que ocorreu no consulado saudita em Istambul, em Outubro de 2018. Investigações dos serviços secretos norte-americanos envolveram a conclusão de que o corpo de Khashoggi foi desmembrado por agentes sauditas sob ordens de Bin Salman.

Injecção semestral contra o HIV é introduzida pela primeira vez em Eswatini

Eswatini fez história ao tornar-se o primeiro país africano a receber lenacapavir, uma injecção semestral destinada à prevenção do HIV. Este avanço representa um passo significativo na luta contra a doença no continente.

Desenvolvido pela Gilead Sciences, o lenacapavir oferece uma protecção quase total contra o HIV e integra o programa PEPFAR, em colaboração com o Global Fund. Esta iniciativa ambiciona beneficiar cerca de 2 milhões de pessoas em 10 países africanos considerados de alto risco até 2027.

Conforme noticiado pela África News, na fase inicial deste programa, aproximadamente 6 mil pessoas em Eswatini que estão em situação de alto risco receberão a medicação, que tem como foco principal a prevenção da transmissão do HIV de mães para recém-nascidos.

Daniel O’Day, presidente e CEO da Gilead Sciences, descreveu o lançamento da distribuição em Eswatini como um momento “extraordinário”, enfatizando que se trata da primeira vez na história que um novo medicamento contra o HIV chega a um país da África Subsaariana no mesmo ano em que foi aprovado nos Estados Unidos, onde o fármaco obteve autorização em Junho.

O governo dos EUA destacou que mais de 25 milhões de africanos vivem com HIV, e o lançamento do lenacapavir é considerado um marco histórico no combate à epidemia no continente. Apesar dos avanços registados, Eswatini permanece como o país com a maior incidência de HIV no mundo.

Commonwealth escolhe Lazarus Chakwera como Enviado Especial à Tanzânia

A Commonwealth anunciou a nomeação do antigo Presidente do Malawi, Lazarus Chakwera, como Enviado Especial a Tanzânia, com a missão de liderar esforços para o lançamento de um diálogo nacional, após um período eleitoral tumultuado que gerou tensões políticas no país.

A divulgação foi feita pela Secretária-Geral da Commonwealth, Shirley Botchwey, que revelou que Chakwera realizará uma missão de quatro dias na Tanzânia. Durante esta visita, o ex-presidente irá promover consultas alargadas com as autoridades governamentais tanzanianas, líderes de partidos políticos, grupos da sociedade civil, representantes religiosos e parceiros diplomáticos.

O objectivo principal da missão é estabelecer uma plataforma para negociações inclusivas, com foco na promoção da reconciliação entre as partes envolvidas, a implementação de reformas na governança e a busca pela estabilidade nacional a longo prazo.

A escolha de Lazarus Chakwera para esta função foi motivada pela sua experiência e liderança demonstradas durante o processo de transição de poderes, após a sua derrota nas últimas eleições no Malawi. A Secretária-Geral expressou optimismo em relação à valiosa contribuição que Chakwera poderá trazer para o fortalecimento do diálogo construtivo entre as partes interessadas na Tanzânia.

Chakwera chegou à Tanzânia na terça-feira, onde se agendou reuniões com autoridades governamentais, partidos políticos, grupos da sociedade civil e líderes religiosos, assim como com autoridades tradicionais e parceiros internacionais.

Antes da sua partida para Dodoma, Chakwera declarou sentir-se honrado pela confiança depositada nele e sublinhou que a sua nomeação representa tanto uma honra como uma responsabilidade significativa, que reafirma a confiança global nos valores democráticos do Malawi e no seu compromisso com a defesa da paz.

O antigo presidente do Malawi contará com o acompanhamento do Secretário-Geral Adjunto da Commonwealth, Professor Luis Franceschi. Esperam-se resultados que irão orientar os próximos passos da Secretária-Geral da organização no âmbito do seu mandato de Bons Ofícios.

Analistas observam que a nomeação de Lazarus Chakwera marca uma evolução significativa na sua trajetória pós-presidencial, ao conseguir transcender a política interna e contribuir para a promoção da paz global.

Hidroelétrica de Cahora Bassa investe 446 milhões em hospital de Chitima

O distrito de Cahora Bassa vai contar, nos próximos seis meses, com um novo Hospital Distrital, cuja primeira pedra foi lançada na Vila de Chitima.

Esta iniciativa é promovida pela Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) e visa melhorar significativamente o acesso a cuidados de saúde na região.

As comunidades dos distritos de Marara, Magoe, Marávia e Changara enfrentam há anos desafios relacionados com a distância dos serviços de saúde de referência. Muitos pacientes, para realizar exames básicos como Raio-X, têm sido obrigados a deslocar-se até ao Hospital Rural de Songo, uma jornada que se torna particularmente penosa em casos de emergência.

A cerimónia de lançamento da primeira pedra, que coincide com as comemorações dos 50 anos da HCB, simboliza um novo capítulo para a população local. Os utentes do Centro de Saúde de Chitima, que frequentemente necessitam de cuidados médicos urgentes, poderão agora evitar a longa viagem de cerca de 25 quilómetros até Songo.

De acordo com Tomas Matola, Presidente do Conselho de Administração da HCB, o novo hospital terá capacidade para aproximadamente 65 camas e disponibilizará uma gama de serviços essenciais, como consultas externas, bloco operatório, maternidade, enfermarias, morgue, lavanderia e uma casa mãe-espera.

Matola revelou que o investimento total na infraestrutura é de 446 milhões de meticais, o que inclui não apenas a construção, mas também a aquisição de equipamento hospitalar, informático e mobiliário. Assim, no dia da inauguração, a unidade estará pronta para entrar em funcionamento.

A localização do hospital foi estrategicamente escolhida para atender a população de quatro distritos vizinhos, fortalecendo assim o Sistema Nacional de Saúde. A cerimónia foi presidida pelo Ministro da Saúde, Ussen Isse, que enfatizou a importância deste projecto para a saúde da população local.

O ministro destacou que a instalação do hospital representa um avanço significativo nas respostas a situações de urgência, permitindo que doenças que não podem ser transferidas sejam tratadas de forma imediata em Chitima.

A criação do Hospital Distrital de Cahora Bassa também traz uma perspectiva de combate ao desemprego, uma vez que a construção irá gerar postos de trabalho diretos e indiretos.

As obras estão previstas para ser concluídas dentro de seis meses, com exigências de rigor, qualidade e cumprimento dos prazos estabelecidos para o empreiteiro.

Com a nova unidade sanitária, a província de Tete passará a contar com um total de 166 unidades de saúde, ampliando a rede de atendimento e aproximando os serviços das comunidades que mais necessitam.

Nestlé sob acusações por altos níveis de açúcar em Cerelac em Moçambique e África

A Nestlé, uma das maiores empresas de alimentos e bebidas a nível global, enfrenta acusações sérias sobre a venda de produtos para bebés com níveis elevados de açúcar no continente africano. 

Os estudos revelam que os produtos comercializados em Moçambique contêm mais açúcar do que os disponíveis na África do Sul.

Uma investigação efectuada pela organização Public Eye apontou que a empresa tem colocado no mercado africano a linha Cerelac carregada com açúcar na sua fórmula, obtendo assim lucros à custa dos esforços dos pais que tentam melhorar a alimentação dos seus filhos recém-nascidos.

A pesquisa envolveu a recolha de cerca de cem produtos Cerelac em 20 países africanos, incluindo Moçambique, e os resultados mostraram que em 90% dos casos foram adicionados açúcares. Em média, cada porção de Cerelac analisada contém quase seis gramas de açúcar adicionado, o que equivale a cerca de um cubo e meio de açúcar. Este valor representa um aumento de 50% face à média encontrada em investigações anteriores que focaram na Ásia e na América Latina.

A investigação revelou ainda que a maior quantidade de açúcar detectada na África foi de 7,5 gramas por porção, correspondente a quase dois cubos de açúcar, encontrada num produto Cerelac comercializado no Quénia e destinado a bebés com seis meses. No total, cereais infantis da marca Cerelac com pelo menos sete gramas de açúcar adicionado por porção foram identificados em sete países africanos.

Relativamente aos produtos para bebés que não contêm açúcar, estes são oferecidos por empresas concorrentes e importados da Europa para a África do Sul. Em cerca de dois terços dos produtos analisados, a quantidade de açúcar adicionado não constava nas informações nutricionais da embalagem.

Lori Lake, investigadora da Universidade da Cidade do Cabo, comentou que estas práticas refletem uma longa história de colonialismo, exploração e racismo. Ela destacou que a Nestlé parece estar a contribuir para o aumento da obesidade e das doenças relacionadas à alimentação na África, especialmente em áreas rurais onde as mães utilizam frequentemente Cerelac.

Os critérios utilizados pela Nestlé têm sido questionados, uma vez que em mercados mais exigentes, como Alemanha e Reino Unido, todos os produtos Cerelac para bebés com mais de seis meses são isentos de açúcar adicionado. Na Suíça, onde a empresa tem a sua sede, os produtos da marca Cerelac também não contêm açúcar adicionado.

Organizações não-governamentais que participaram da investigação dirigiram um apelo à Nestlé, afirmando que todos os bebés têm o direito a uma alimentação saudável, independentemente da sua nacionalidade ou cor da pele, e exortaram a empresa a agir de forma responsável, tendo em vista que o mundo está a observar.

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