Na província de Tete, mais de 16,1 milhões de pessoas encontram-se em situação de risco absoluto de desenvolver cólera.
Todos os distritos desta província, assim como regiões específicas de Maputo, Gaza, Sofala, Manica, Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa, foram identificados como áreas críticas em termos de surtos da doença.
Esta alarmante realidade foi revelada durante a Reunião de Divulgação do Plano Nacional de Eliminação da Cólera em Moçambique até 2030, realizada ontem na cidade de Tete. O plano estabelece um conjunto de procedimentos coordenados destinados a interromper a transmissão da cólera e a reduzir em 90% o número de óbitos decorrentes da doença.
O chefe do Departamento Central de Vigilância em Saúde Pública, Gildo Nhangave, apresentou o documento, que terá como base um ecossistema de intervenção estruturado em quatro pilares: detecção periférica e acompanhamento contínuo do processo, vacinação em larga escala, fortalecimento do sistema de saúde para diagnóstico e cuidados, e mobilização de líderes comunitários, que atuarão como agentes de mudança.
O plano visa não apenas mitigar os efeitos da cólera, mas também promover uma significativa melhoria nas condições de saúde da população moçambicana.













