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Chissano apela a cidadãos para resistirem a convites para violência no período eleitoral

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O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, diz que todos os moçambicanos devem resistir a qualquer apelo para promover violência neste período eleitoral.

O comentário surge na sequência do receio manifestado pela Conferência Episcopal sobre a possibilidade de uma possível violência pré ou pós-eleitoral em Moçambique.

O antigo Chefe do Estado moçambicano, acompanhado pela sua esposa, Marcelina Chissano, recenseou-se ontem, na Escola Secundária da Polana, na Cidade de Maputo, cinco dias depois do início do processo em todas as cidades e vilas municipais do país.

É recorrente que haja conflitos em processos eleitorais no país e, desta vez, ao que tudo indica, não está a ser diferente, a avaliar pelas agressões aos recenseadores e detenções de potenciais eleitores.

Para o antigo Presidente da República, o processo eleitoral não deve ser colocado em causa por pessoas mal-intencionadas. Falando sobre os receios de violência pré ou pós-eleitoral, Joaquim Chissano apelou aos cidadãos para promoverem a paz.

“O povo moçambicano já não quer mais violência. Se tivermos movimentos civis de má intenção ou movimentos políticos de má intenção a mobilizarem as pessoas para a violência, os cidadãos devem resistir a isto e não partir para a violência, tanto no tempo eleitoral, assim como fora do tempo eleitoral”, defendeu o antigo Presidente da República, acrescentado que o povo moçambicano já sofreu muito com a violência e com as calamidades naturais. “Agora, o meu apelo é que o próprio moçambicano actue para que esta paz seja conservada”.

Chissano reconheceu ainda ser preocupante, mas disse ser admissível que alguns moçambicanos que vivem em certos municípios a norte de Cabo Delgado não se possam recensear nem votar, devido aos ataques terroristas.

“Não é a primeira vez que estamos a realizar eleições nesta situação em certos distritos. Mas não se pode parar a vida do país por causa de pessoas mal-intencionadas. Nós temos feito eleições regularmente no país e a representatividade do povo moçambicano foi sempre clara em todos os pleitos. Agora, se tivermos um distrito que esteja em situação de violência, o mesmo não está em condições para as eleições. Mas não é por causa desse distrito que se vai parar toda a vida da nação”, considerou Joaquim Chissano.

O antigo Presidente da República aproveitou a ocasião para apelar que os moçambicanos em idade eleitoral se recenseiem para que possam estar em condições de votar nas próximas eleições.

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