Internacional Governo chinês denuncia “doença crónica” do racismo nos Estados Unidos

Governo chinês denuncia “doença crónica” do racismo nos Estados Unidos

“Porque é que os Estados Unidos tratam os manifestantes violentos em Hong Kong e da chamada independência como heróis, enquanto chamam àqueles que denunciam o racismo de rebeldes?”

O Governo chinês denunciou hoje a “doença crónica” do racismo nos Estados Unidos, após a morte de um afro-americano sob custódia da polícia, que desencadeou protestos em todo o país.

A agitação em várias cidades norte-americanas é um sinal da “gravidade do problema do racismo e da violência policial nos Estados Unidos”, afirmou Zhao Lijian, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China, em conferência de imprensa.

Zhao comparou a violência nos Estados Unidos com a que abalou a região semiautónoma de Hong Kong, no ano passado, em reacção à crescente influência de Pequim na antiga colónia britânica.

Segundo Zhao, a resposta dos Estados Unidos às manifestações contra a violência policial no seu território é “um exemplo dos padrões duplos do país”.

“Porque é que os Estados Unidos tratam os manifestantes violentos em Hong Kong e da chamada independência como heróis, enquanto chamam àqueles que denunciam o racismo de rebeldes”, questionou.

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Pequim acredita que “forças estrangeiras” são responsáveis pelos distúrbios em Hong Kong e classifica os manifestantes mais radicais de “terroristas”.

A imprensa estatal chinesa tem também comparando as violentas manifestações antigovernamentais do ano passado em Hong Kong com as manifestações nos EUA.

Em editorial, o jornal oficial Global Times afirmou que os políticos dos EUA podem “pensar duas vezes” antes de comentarem novamente sobre questões em Hong Kong, sabendo que as “suas palavras podem sair pela culatra um dia”.

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