Foram detidos em Espanha os líderes da Resistência Galega, um grupo terrorista que pede a independência da Galiza e cujos cabecilhas actuariam a partir de Portugal.

Antón García Matos “Toninho” e María Asunción Losada Camba estavam desaparecidos desde 2006, mas continuaram a organizar ataques à bomba em várias cidades espanholas pelo menos até 2011. Agora foram encontrados com outro colaborador em Vigo e detidos pela Guardia Civil, noticia o El Español.

O primeiro ataque da Resistência Galega, considerado um grupo terrorista desde 2010, aconteceu a 23 de Julho de 2005, véspera do Dia Nacional da Galiza, quando uma bomba explodiu numa agência bancária em Santiago de Compostela. Um ano mais tarde, a 15 de Setembro de 2006, as autoridades portuguesas encontraram material explosivo pertencente ao grupo numa casa isolada em Vieira do Minho. Nesse mesmo ano, “Toninho” e María Asunción, os líderes, fugiam à Justiça e pouco se soube deles nos últimos anos.

Apesar de terem escapado à polícia espanhola, nem por isso se tornaram mais discretos. Até 2011, construíram e plantaram bombas em casas de dirigentes políticos, em zonas industriais, em sedes de partidos e em agências bancárias. Nunca resultaram vítimas desses ataques, que deviam ser organizados a partir do norte de Portugal, onde até agora se julgava que “Toninho” estava.

Em 2014, o líder terrorista publicou um vídeo caseiro pedindo que se desse “continuidade à luta” pela independência da Galiza. Mas a partir daí, a polícia perdeu-lhe o rasto e o grupo perdeu força.

Segundo o El Español, a maior parte dos membros da Resistência Galega já tinham sido detidos e condenados pelas autoridades espanholas. Faltavam os cabecilhas do grupo, que foram encontrados este sábado em Vigo — uma cidade junto à fronteira norte entre Portugal e Espanha, dando consistência à teoria de que o grupo operava a partir do norte do país. Agora enfrentam acusações de liderança de uma organização terrorista, transporte de explosivos e falsificação de documentos.

Observador