O empréstimo está em avaliação pelo quadro executivo do FMI e poderá ter uma resposta nesta semana, afirmou o director do Departamento para África, Abebe Aemro Selassie, em conferência de imprensa na sede do FMI, em Washington, Estados Unidos da América.

O pedido de Moçambique para um empréstimo de emergência foi conhecido em 26 de Março e visa fazer face à destruição provocada pelo ciclone Idai.

O FMI empresta, em situações de emergência, entre 60 a 120 milhões de dólares (cerca de 53 a 106 milhões de euros), no âmbito do Instrumento de Crédito Rápido, e, para Moçambique, está a ser apontado o valor mais alto.

Na mesma conferência, Abebe Aemro Selassie adiantou que o Zimbabué, outro dos países afectados pelo Idai, chegou a acordo com o FMI sobre um novo programa de assistência e reformas de políticas monetárias.

As primeiras estimativas do Banco Mundial sobre os estragos em Moçambique, Zimbabué e Maláui, reveladas na última quinta-feira (11.04), apontam para uma necessidade de 2.000 milhões de dólares (1.768 milhões de euros) para a recuperação de infraestruturas e meios de sustento.

Destruição e vítimas

O ciclone Idai atingiu a região centro de Moçambique, o Maláui e o Zimbabué em 14 de Março.

Em Moçambique, o ciclone fez 603 mortos e 1.642 feridos e afectou mais de 1,5 milhões de pessoas, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), esta sexta-feira (12.04).

O número de afectados mantém-se em cerca de 1,5 milhões e o número de famílias que está a receber ajuda humanitária reduziu de 30.567 para 14.528, desde 6 de Abril, ao mesmo tempo que o número de centros de acomodação diminuiu de 139 para 70 no mesmo período.

Na quarta-feira (10.04), as autoridades do Zimbabué anunciaram que a passagem do Idai causou 344 mortos no país, revendo em alta estimativas anteriores, que indicavam entre 180 a 250 vítimas mortais. Pelo menos 257 pessoas são dadas como desaparecidas no leste do país.

Na Maláui, as inundações provocadas pela passagem do ciclone provocaram 59 mortos e quase 900 feridos.

DW