Três indivíduos foram detidos na Matola, suspeitos de estarem envolvidos no assassinato de um motorista de táxi por aplicativo. O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) anunciou que já identificou o principal mandante do crime e um mandado de captura foi emitido.
A vítima, um homem de 40 anos, foi assassinada há cerca de duas semanas, tendo sido encontrada numa mata com sinais evidentes de agressão física, além de ter os membros superiores e inferiores amordaçados.
Judite Nhanengue, porta-voz do SERNIC na província de Maputo, informou que as investigações estão a avançar. “Em relação a este assunto, o SERNIC está a trabalhar e temos obtido bons resultados. Um caso prático é o do motorista de táxi por aplicativo, Egas Bié, já temos três detidos e um mandado de captura contra o principal suspeito”, afirmou.
Os acusados foram detidos na semana passada.
Além disso, o SERNIC continua a investigar outros casos, incluindo o assassinato de agentes da polícia.
Judite Nhanengue fez estas declarações após a apresentação de quatro indivíduos acusados de tráfico de drogas. Os suspeitos transportavam substâncias ilícitas disfarçadas, com destino ao mercado grossista de Zimpeto.
“Com a detenção de três indivíduos, conseguimos apreender uma quantidade de droga repartida em três saquetas de 8 quilos, contendo cannabis sativa, vulgarmente conhecida como suruma, que era transportada disfarçada dentro de uma camioneta carregada com duas toneladas de maçaroca”, explicou Nhanengue. Os detidos foram apanhados na zona da Matola Rio no dia 27 de Outubro. O quarto indivíduo foi encontrado na posse de 1 kg de cannabis sativa, parte da qual estava processada em forma de rebuçados.
Os indiciados admitiram o seu envolvimento, afirmando que a substância embrulhada era cannabis, usada para consumo próprio. Os detidos têm idades variando entre 28 e 35 anos.
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) anunciou um investimento de aproximadamente 98 milhões de dólares para a asfaltagem de 117 quilómetros da Estrada Nacional 301.
Esta iniciativa visa fortalecer a logística associada ao projecto de reestruturação das centrais eléctricas da empresa.
A execução das obras irá assegurar um transporte seguro e eficiente de equipamentos de grande tonelagem, cruciais para a modernização da produção de energia em Moçambique.
Ilídio Tembe, director de Procurement e Logística na HCB, revelou que as obras foram adjudicadas a dois empreiteiros nacionais, com o intuito de acelerar a realização dos trabalhos.
Este projecto de asfaltagem é também uma resposta aos impactos das mudanças climáticas, que têm provocado danos significativos nas vias de acesso, colocando em risco a mobilidade e o desenvolvimento socioeconómico das comunidades circundantes.
O ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, assegurou que estão a ser envidados todos os esforços para investigar as circunstâncias dos assassinatos de agentes das Forças de Defesa e Segurança (FDS), com o intuito de responsabilizar os envolvidos.
Durante o balanço semanal do Governo, Impissa expressou a sua preocupação com a crescente incidência desses casos, afirmando que “nos últimos dias temos estado a assistir com alguma incidência a esses casos, o que nós repudiamos, como Governo. Vidas humanas a serem ceifadas. Os membros das Forças de Defesa e Segurança também são de essência humana e precisam de ser protegidas.”
O ministro destacou que está a ser realizado um trabalho interno pelas entidades de investigação e pelo Ministério do Interior, visando um melhor apuramento das motivações por detrás destas atrocidades. A promessa de investigação rigorosa foi feita em resposta a um contexto que tem gerado alarmismo e preocupação entre a população e as instituições de segurança.
Os Oficiais de Justiça de Angola (SOJA) deram início a uma greve geral com a duração de dezanove dias, com o objectivo de exigir a aprovação do estatuto remuneratório, melhores condições laborais e a reposição de subsídios.
Por sua vez, o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos classificou a greve como ilegal, alegando que não cumpre os requisitos estabelecidos na legislação sobre greves.
Conforme noticiado pela RFI, a greve começou com uma primeira fase que se estenderá até 14 de Novembro. Júnior Paulino, responsável pelos assuntos jurídicos do Sindicato dos Oficiais de Justiça de Angola, afirmou que a decisão foi motivada pela ausência de resposta a um caderno reivindicativo que foi submetido há mais de seis anos.
“Desde 2018, o SOJA tem solicitado a urgente aprovação do estatuto remuneratório. Um estatuto que começou a ser discutido em 2020 e que até hoje não teve avanços. O Sindicato também exige a suspensão imediata do desconto de 40% relativo aos emolumentos pessoais”, recordou Paulino.
Em um comunicado à imprensa, o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos reiterou a ilegalidade da paralisação, sustentando que não reúne os pressupostos legais. Contudo, Júnior Paulino contestou essa afirmação, destacando que a greve foi aprovada em reunião dos técnicos do sector, que também definiu uma segunda fase para os meses de Fevereiro e Março de 2026, e uma terceira fase entre Julho e Agosto do mesmo ano.
“O SOJA possui competências estatutárias para convocar uma greve, reafirmando a nossa existência e o compromisso em assegurar que os direitos dos oficiais de justiça, bem como as garantias de defesa e liberdade, sejam respeitados. O Sindicato estará sempre na vanguarda para evitar a violação destes direitos”, enfatizou o secretário para os assuntos jurídicos e judiciais do Sindicato da Justiça de Angola.
Além disso, o Sindicato dos Oficiais de Justiça de Angola (SOJA) exige a devolução dos 20% que foram retidos, que devem ser repostos às suas respectivas delegações provinciais e serviços. O Sindicato pede ainda que a tutela reavalie os processos de demissão que resultaram na dispensa de mais de 80 funcionários em todo o país.
Três pessoas perderam a vida na queda de um helicóptero na província do Cabo Setentrional, na África do Sul.
Este trágico acidente eleva para seis o número de fatalidades relacionadas com a aviação nas últimas duas semanas, contabilizando cinco incidentes distintos.
A Autoridade de Aviação Civil da África do Sul anunciou que já iniciou uma investigação para determinar as causas que levaram à queda da aeronave, que, após o impacto, incendiou-se, resultando na morte imediata dos três ocupantes.
As autoridades continuam a trabalhar para esclarecer os detalhes deste acidente, que tem gerado grande preocupação na comunidade local e entre os profissionais da aviação.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) desmantelou um audacioso esquema de introdução e venda de drogas na Penitenciária Provincial de Nampula.
De acordo com uma publicação do Jornal Rigor, um jovem de 20 anos foi detido ao tentar inserir cannabis sativa, conhecida popularmente como suruma, disfarçada no interior de chamuças, que passaram a ser denominadas “chamuças recheadas de suruma”.
O caso foi revelado na última sexta-feira, dia 24 de Outubro, e envolve a colaboração do jovem com o pai, que se encontra a cumprir pena naquela instituição prisional. Dércio Samuel, chefe das Relações Públicas da PRM em Nampula, informou que a detenção ocorreu a 09 de Outubro, durante uma patrulha de rotina, quando o suspeito se dirigia à penitenciária para entregar a refeição nocturna ao progenitor.
Durante a inspecção ao recipiente que continha dez chamuças, os agentes ficaram surpresos ao encontrar que nove delas estavam recheadas com saquetas de suruma. O jovem confessou que uma chamuça era apenas para disfarçar, caso fosse revistado. O objectivo era entregar a droga ao pai, que posteriormente a revenderia dentro da cela para sustentar a família.
As investigações iniciais indicam a existência de um mercado clandestino já estabelecido dentro da penitenciária. O jovem admitiu não ter experiência, mas afirmou que o pai possuía clientes no interior da prisão e era quem orientava todo o esquema.
O suspeito foi encaminhado às autoridades judiciais, onde irá responder pelo crime de transporte e tráfico de estupefacientes. A Polícia expressou preocupação quanto ao aumento da circulação de drogas nas cadeias do país, reforçando as revistas a pessoas e viaturas para evitar práticas semelhantes.
“Estamos determinados a responsabilizar criminalmente todos os envolvidos. O trabalho de investigação vai continuar, com o intuito de identificar cúmplices e neutralizar os pontos de venda tanto dentro como fora da penitenciária”, garantiu Samuel.
Pelo menos 12 pessoas perderam a vida na queda de um pequeno avião na região costeira de Kwale, no Quénia. A aeronave estava a caminho da Reserva Nacional de Masai Mara, um famoso destino turístico do país.
O acidente ocorreu em uma área montanhosa e florestal, situada a cerca de 40 quilómetros da pista de aterragem de Diani, conforme relataram as autoridades locais.
Stephen Orinde, responsável pelo condado de Kwale, informou à agência de notícias Associated Press (AP) que as operações de resgate e investigação estão a decorrer no local do acidente, e que mais informações serão divulgadas posteriormente.
A Autoridade de Aviação Civil do Quénia confirmou que 12 pessoas estavam a bordo da aeronave e que uma investigação sobre as causas do acidente está a ser realizada. A Reserva Nacional de Masai Mara, local de atracção turística, é conhecida pela migração anual de gnus proveniente do Serengeti, na Tanzânia.
As autoridades da província de Maputo implementaram restrições à circulação de animais no posto administrativo de Sábie, localizado no distrito da Moamba, em resposta ao surto de febre aftosa que afectou a região.
O movimento de bovinos, caprinos, ovinos e suínos para fins de criação está, neste momento, interditado, conforme anunciou o Director Provincial da Agricultura e Pescas em Maputo, Paulo Cossa. Esta medida visa conter a propagação da doença e assegurar a saúde dos rebanhos na área.
O surto de febre aftosa representa um desafio significativo para a agricultura local, uma vez que a doença pode afectar gravemente a produção animal e, consequentemente, a segurança alimentar da população.
As autoridades estão a monitorizar a situação de perto e a tomar as medidas necessárias para proteger a saúde pública e animal na província.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Líder de Equipa Integrada. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Administração (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder – Financeiro de Programa (Maputo). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Diretor Adjunto de Projecto – (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Supply Chain (Matola). Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um/a (1) Oficial Administrativo(a) & Financeiro(a). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor – Monitoria e Avaliação (Matola). Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) para Revisão e Documentação de Resultados do ano 2025. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Protecção Social e Género para o projecto LINK/MEGA LINK (LPSG). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável – Supply Chain (Maputo). Saiba mais.
O partido La Libertad Avanza (LLA), liderado por Javier Milei, obteve uma vitória significativa nas eleições legislativas realizadas no domingo na Argentina, conseguindo 40,84% dos votos, com mais de 90% dos escrutínios apurados. A informação foi divulgada pelo chefe do gabinete de ministros, Guillermo Francos.
Estas eleições legislativas intercalares eram cruciais para o governo de Milei, uma vez que o resultado terá um impacto directo na sua capacidade de implementar reformas e desregulamentações numa economia que ainda enfrenta desafios. A LLA destacou-se como a força política mais votada em todo o país, com uma luta acirrada pela vitória na província de Buenos Aires. A Aliança Peronista, por sua vez, ficou em segundo lugar, obtendo 31,67% dos votos, enquanto o partido Provincias Unidas não conseguiu expressar uma força significativa.
A introdução do voto único em papel foi bem recebida pelos cidadãos, com elogios à rapidez e eficiência do processo de votação. Contudo, o número de votos nulos aumentou de 0,80% para 2,30%, o que poderá ter sido motivado por alguma confusão relacionada com o novo sistema, conforme relatado pelo jornal La Nacion.
Guillermo Francos descreveu a implementação do voto único em papel como um “fato histórico, eficiente, rápido e seguro”, antes de revelar os números oficiais às 21h20.
A Procuradoria Provincial da República (PGR) em Cabo Delgado anunciou a abertura de um inquérito para investigar as circunstâncias que culminaram na morte de duas crianças na cidade de Pemba.
O trágico acontecimento está, alegadamente, relacionado com a inalação de fumos tóxicos provenientes da empresa Moz Environmental, localizada no bairro de Matula, que se dedica à gestão e tratamento de resíduos perigosos.
O incidente, ocorrido há alguns meses, gerou grande preocupação entre os moradores, que há bastante tempo têm reportado a emissão de odores intensos e fumo considerado prejudicial à saúde. A população local levanta suspeitas de que as operações da referida empresa estejam a contaminar o ar, o que poderá afectar directamente as residências e as culturas agrícolas nas redondezas.
Em conferência de imprensa realizada na última sexta-feira, o Procurador Principal de Cabo Delgado, Gilroy Fazenda, confirmou que a investigação está em curso e já se encontra numa fase avançada. “A Procuradoria tomou conhecimento, por intermédio das redes sociais, sobre a existência de uma empresa em Matula que pode estar a poluir o ambiente. Segundo as informações recebidas, duas crianças faleceram após a inalação dos fumos resultantes das actividades da empresa. Existem também relatos de que outras substâncias tóxicas estão a disseminar-se nas residências, afectando o ar e os quintais da população”, detalhou Fazenda.
O magistrado explicou que, após a denúncia, foi instaurado um processo para averiguar se a empresa está a cumprir com as normas legais de protecção ambiental. “Encarámos a denúncia com seriedade e iniciámos imediatamente as diligências. As investigações estão bastante avançadas e, através de exames periciais que estão a ser realizados, pretendemos verificar se a empresa opera dentro dos padrões mínimos de emissão permitidos. A legislação reconhece que certas actividades industriais podem gerar poluição, contudo, essa deve respeitar os limites estabelecidos pelo regulador”, acrescentou.
A Procuradoria aguarda, neste momento, os resultados técnicos das análises laboratoriais para determinar se existe uma relação de causa entre a actividade da Moz Environmental e as mortes das crianças. Gilroy Fazenda sublinhou que, se for confirmada a emissão de poluentes em níveis que violem a legislação, a empresa poderá enfrentar responsabilização criminal por infrações ambientais. Por outro lado, mesmo que as operações estejam dentro dos padrões técnicos, a morte das crianças pode dar origem a um processo civil, em virtude do dano causado às famílias.
“Caso se prove que a empresa está a operar fora dos padrões legais, estaremos perante uma violação da lei. Entretanto, mesmo que funcione dentro dos limites legais, a perda de vidas humanas pode levar à abertura de um processo cível, pois a legislação prevê a responsabilização em casos de dano, independentemente da licitude da actividade”, esclareceu.
No distrito de Chemba, em Sofala, três indivíduos pertencentes à mesma família foram detidos sob a suspeita de terem assassinado um idoso.
Os suspeitos terão utilizado uma catana para desferir múltiplos golpes na vítima, que faleceu momentos após o ataque.
A porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Sofala revelou que os detidos justificam o crime alegando que a vítima era uma suposta feiticeira.
Adicionalmente, outro caso de homicídio foi reportado no distrito de Chibabava, onde um homem foi preso por suspeita de ter assassinado a sua própria esposa.
Em ambos os casos, os acusados confessaram a prática dos crimes.
O edifício Vila Algarve, que serviu como prisão da PIDE durante o período colonial e se encontra em estado de degradação, será convertido em um museu-hotel, conforme anunciou o Governo moçambicano. A informação foi divulgada através de um comunicado consultado pela Lusa.
O projecto de requalificação do edifício foi adjudicado à empresa Giluba-Lin, que ficará responsável pela elaboração, requalificação e exploração da nova actividade museu-hotel. Esta transformação está prevista num concurso que será realizado em duas etapas.
Localizado no cruzamento das avenidas dos Mártires de Machava e Ahmed Sekou Touré, no centro de Maputo, o edifício foi construído em 1934 e ampliado em 1950. Actualmente, todas as entradas estão entaipadas, evitando a ocupação por pessoas em situação de sem-abrigo, algo que já ocorreu em anos anteriores.
O Vila Algarve é um imóvel classificado como Património de Interesse Arquitectónico e carrega consigo histórias sombrias do colonialismo, uma vez que foi utilizado pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado como local de tortura durante a luta pela independência de Moçambique. O poeta José Craveirinha retractou estas experiências traumáticas em suas obras, incluindo “Não sei se é uma medalha” e “Vila Algarve”.
Desde a independência proclamada em 25 de Junho de 1975, o edifício tem sido marcado pelo abandono e degradação. Tentativas anteriores de utilização do espaço, incluindo propostas da Ordem dos Advogados de Moçambique e do ex-presidente Joaquim Chissano, não tiveram sucesso. O futuro projecto do museu-hotel marca uma nova fase para um local que tem sido um símbolo de memória e resistência na história do país.
Um ataque terrorista à aldeia de Napala, situada no distrito de Chiúre, na província de Cabo Delgado, culminou no linchamento de quatro idosos e no sequestro de quatro crianças com idades entre 10 e 13 anos.
A informação foi confirmada por moradores durante uma visita do Secretário de Estado de Cabo Delgado, Fernando Bemane, na última sexta-feira.
“Lamentamos profundamente a morte de quatro idosos. Quando os terroristas chegaram, incendiaram todas as casas e perpetraram os assassinatos”, declarou uma testemunha à Agência de Informação de Moçambique. Outra fonte acrescentou: “Os terroristas sequestraram quatro menores, cujos paradeiros ainda são desconhecidos”.
O ataque ocorreu entre os dias 10 e 11 de Outubro, num contexto em que a população já havia abandonado a área devido a uma série de ataques realizados por grupos insurgentes. Ao começarem a regressar, os moradores depararam-se com um cenário devastador de destruição e morte.
Durante a incursão, mais de 2.500 casas e uma escola foram consumidas pelas chamas, deixando mais de três mil pessoas desabrigadas e 500 alunos sem salas de aulas.
Fernando Bemane manifestou o seu pesar pelo ocorrido e incentivou os moradores a reconstruírem as suas casas utilizando recursos locais.
A petrolífera francesa TotalEnergies anunciou, esta manhã, o levantamento oficial da declaração de força maior e a retoma do projecto Mozambique LNG, localizado na península de Afungi, no distrito de Palma, província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
A decisão foi comunicada ao Governo moçambicano através de uma carta endereçada ao Chefe do Estado, revelaram fontes próximas ao processo. A notícia gerou grande expectativa tanto no sector energético como entre as autoridades, que aguardavam ansiosamente este anúncio.
Em Abril de 2021, a TotalEnergies suspendia as suas actividades na região, devido a ataques armados levados a cabo por grupos insurgentes. Na altura, a empresa invocou força maior para justificar a paragem do projecto.
Com a revogação dessa condição, a TotalEnergies indicou que considera que o ambiente de segurança na área “substancialmente melhorou”. Este avanço deve-se aos esforços conjuntos das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique, com o apoio da Missão Militar da SADC e das tropas ruandesas.
Fontes do sector afirmam que equipas técnicas da TotalEnergies, juntamente com as empresas subcontratadas, deverão regressar progressivamente ao terreno para preparar a reactivação plena das obras.
O projecto Mozambique LNG, com um investimento superior a 20 mil milhões de dólares, é considerado o maior investimento estrangeiro alguma vez realizado em Moçambique. A sua retoma é vista como um passo crucial para o relançamento da economia nacional, uma vez que o país aspira a tornar-se um dos principais exportadores mundiais de gás natural liquefeito.
As inundações ocorridas em 29 de Outubro de 2024, em Espanha, resultaram na trágica morte de 237 pessoas, sendo a maioria (229) na região de Valência.
As autoridades locais estimam que os danos causados pelo temporal totalizem cerca de 17.300 milhões de euros.
Na Comunidade Valenciana, localizada no leste de Espanha, as intempéries provocaram enxurradas e inundações devido ao transbordo de pequenos cursos de água, que durante grande parte do ano permanecem quase secos. Além das 229 fatalidades na região, foram registados sete mortos na vizinha Castela La Mancha e uma vítima na Andaluzia, resultado do mesmo fenómeno meteorológico, conforme dados oficiais do Governo central e dos executivos regionais.
Valência, epicentro da tragédia, viu-se afectada por um temporal que impactou uma área de aproximadamente 553 quilómetros quadrados e 75 municípios. As inundações afectaram mais de 306 mil pessoas, com 117 mil a receber cuidados médicos nos dias seguintes à catástrofe e 37 mil a serem resgatadas de locais inundados ou isolados pelas águas, conforme um relatório do governo autonómico de Valência.
A crise de água potável em Tomanine, no distrito de Guijá, afecta mais de 250 famílias, resultante da avaria de quatro sistemas de abastecimento de água que se verifica há quase dois anos. A situação, descrita como crítica, leva os habitantes a recorrerem a fontes de água imprópria para consumo.
Reis Chongo, líder comunitário de Tomanine, relatou que a população enfrenta sérias dificuldades desde a avaria dos sistemas. “Desde o ano antepassado, que somos assolados pela crise de água. De lá até aqui, ainda não fomos socorridos. Pelo menos 250 famílias estão numa situação bastante crítica”, afirmou.
As dificuldades para alcançar os poucos sistemas que ainda estão operacionais agravam a situação, especialmente com a falta de chuvas. As autoridades comunitárias informam que, além de Tomanine, outras comunidades no distrito também estão severamente afectadas.
“Temos pelo menos quatro furos avariados. Por conta disto, a população aglomera-se numa fonte para ter acesso à água. Pedimos que o problema seja resolvido ou novos sistemas, tendo em conta a densidade populacional”, acrescentou Chongo.
Jaime Mugabe, Administrador do distrito, reconheceu a urgência da intervenção nas quatro comunidades afectadas, mas indicou que limitações financeiras têm impedido o avanço de projectos que poderiam aliviar a situação. A escassez de chuvas levanta ainda preocupações adicionais, levando à deslocação de gado de Nalazi para áreas como Chiwahene e Nhanguenha.
A Confederação das Associações Empresariais de Moçambique (CTA) sublinha o grande potencial a ser explorado na área de cooperação económica e empresarial entre Moçambique e a Finlândia.
O presidente da CTA, Álvaro Massingue, fez estas declarações aos jornalistas após um encontro com a Embaixadora da Finlândia em Moçambique, Satu Lassila. Massingue enfatizou que a cooperação comercial entre os dois países ainda carece de expansão, com o intuito de potenciar oportunidades para o sector privado, além de identificar áreas específicas para fortalecer a colaboração institucional.
“Apesar do progresso alcançado na cooperação entre Moçambique e a Finlândia, existe um enorme potencial a ser explorado na área económica e empresarial. É essencial diversificar esta cooperação, promovendo parcerias estratégicas”, afirmou.
O presidente da CTA afirmou ainda que é necessário desenvolver parcerias entre empresas moçambicanas e finlandesas, fomentar joint ventures, transferências de tecnologia e reforçar as cadeias de valor locais. Massingue considera que a experiência da Finlândia é crucial para a inovação, sustentabilidade e digitalização do país.
“Finlândia pode oferecer contribuições transformadoras ao nosso ecossistema empresarial, especialmente às pequenas e médias empresas, que constituem a espinha dorsal da nossa economia”, concluiu.
Durante o encontro, a CTA convidou a Embaixada da Finlândia a participar na 20.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP), agendada para os dias 12 a 14 de Novembro deste ano.
No último ano, o volume de comércio bilateral entre Moçambique e a Finlândia situou-se abaixo dos 15 milhões de dólares americanos, com as exportações moçambicanas a consistirem principalmente de produtos agrícolas e minerais.
Uma mãe da cidade da Beira denunciou um alegado caso de abuso sexual contra a sua filha de apenas seis anos, supostamente perpetrado por um vizinho de 25 anos.
A mulher, que se encontra em estado de desespero, revelou que tem estado a receber ameaças por parte do suspeito há cerca de um mês.
Segundo o relato da mãe, as suspeitas sobre o comportamento do jovem começaram há três meses, quando a criança começou a apresentar sinais de desconforto e medo em relação ao vizinho. “A criança tirava o corrimento. Um dia, quando a levei a banhar, disse que estava a doer. O jovem, que eu já suspeitava, fazia com que a minha filha fugisse e se escondesse em baixo da cama. Perguntei-me porque é que ela tinha tanto medo dele”, contou a mãe.
Após as suspeitas, a mãe levou a filha a uma esquadra da polícia, onde foi encaminhada para a medicina legal. O laudo médico confirmou o abuso sexual e indicou que a menor contraiu uma doença sexualmente transmissível.
O suspeito foi notificado pelas autoridades, mas, ao refutar as acusações, a polícia informou à mãe que, como ela não presenciou o crime, não havia fundamento para a detenção do jovem, que permanece em liberdade enquanto aguarda julgamento.
Em meio ao sofrimento pela dor infligida à sua filha e enquanto lutava pela sua saúde, a mãe afirmou que foi alvo de ameaças. “No dia seguinte, a família do jovem veio até à minha casa ameaçar-me. Ninguém fez nada,” lamentou.
Desesperada, a mãe, acompanhada de familiares, dirigiu-se ao Gabinete de Atendimento à Família e Menores Vítimas de Violência em busca de justiça. As autoridades deste gabinete atenderam a sua solicitação e, em coordenação com outras instituições, estão a dar seguimento ao caso.
Um ataque aéreo realizado por drones israelitas na área de Abasan al-Kabira, situada a leste de Khan Yunis, no sul de Gaza, resultou na morte de um palestiniano e deixou seis feridos, dos quais dois em estado grave, conforme informou o Ministério da Saúde do enclave.
Segundo a Rede de Notícias Quds, associada ao grupo islamita Hamas e citada pela agência EFE, as vítimas foram transportadas para o Hospital Nasser em Khan Yunis logo após o ataque, que ocorreu por volta das 09h00, horário local. A mesma fonte mencionou que uma segunda pessoa pode ter sucumbido aos ferimentos, embora o Ministério da Saúde do Hamas tenha confirmado, até ao momento, apenas uma morte.
Abasan al-Kabira está situada dentro da “linha amarela”, a demarcação onde o exército israelita se retirou em Gaza após a implementação do cessar-fogo. O território entre esta linha e a fronteira de Gaza com Israel, que representa pouco mais de 50% da Faixa, permanece sob controlo militar israelita.
O acordo de trégua entre Hamas e Israel abrange toda a Faixa de Gaza, implicando que o exército israelita deve recuar até à “linha amarela”. No entanto, o acesso dos habitantes de Gaza a esta área e a aplicação do cessar-fogo na mesma têm gerado controvérsias, uma vez que Israel justifica os disparos contra palestinianos nesta zona com base na defesa legítima e em alegadas ameaças às suas tropas.
Desde o início do cessar-fogo em 11 de Outubro, mais de 93 residentes de Gaza perderam a vida em ataques israelitas, segundo os dados do Ministério da Saúde. Pelo menos 43 vítimas foram relatadas como resultado de tiroteios e bombardeamentos, frequentemente por cruzarem a linha amarela, enquanto cerca de 45 faleceram no domingo, quando Israel reiniciou os ataques em Gaza em resposta a um confronto com supostos militantes do Hamas em Rafah.
O Ministério da Saúde do Governo do Hamas acrescentou que, ao longo do domingo, os hospitais de Gaza receberam oito cadáveres recuperados de escombros ou de locais de difícil acesso. Com essas adições, o número total de mortos desde Outubro de 2023 ascende a 68.527, enquanto o total de feridos chega a 170.395.
Adicionalmente, o Ministério informou que, dos 195 corpos de palestinianos devolvidos a Gaza por Israel, apenas 72 foram identificados pelas famílias devido à falta de recursos adequados nos hospitais do enclave.
Edson Macuácua, Presidente da Comissão Técnica (COTE) para o Diálogo Nacional Inclusivo, revelou que o Presidente Daniel Chapo assumiu o compromisso de submeter uma...