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Segunda-feira, Outubro 19, 2026
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Autor de ataque com bomba que matou 20 pessoas é capturado na Colômbia

O governo da Colômbia anunciou a prisão do homem suspeito de ser o responsável pelo ataque com explosivos que resultou na morte de pelo menos 20 pessoas e deixou dezenas de feridos no sudoeste do país. O atentado ocorreu no último sábado (25), na Rodovia Pan-Americana.

A captura do suspeito, identificado como José Alex Vitoncó, conhecido pelos apelidos de “Mi Pez” ou “David”, foi confirmada pelo presidente Gustavo Petro. Ele é considerado a principal figura por trás do atentado e uma peça-chave do narcotráfico na região.

As autoridades colombianas informaram que Mi Pez mantém uma estreita colaboração com Iván Jacobo Idrobo, conhecido como Marlon, identificado como o líder das facções dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). O histórico criminal de Vitoncó inclui a coordenação de 40 ataques terroristas e o comando de cerca de 600 homens armados, actuando nas regiões de Valle del Cauca, Cauca, Nariño e Huila.

Segundo comunicado da polícia, “ele é a principal força motriz por trás do narcotráfico no sudoeste da Colômbia, operando rotas que vão para o Panamá e os Estados Unidos, financiando a aquisição de explosivos e drones para atentados terroristas”.

A prisão de Mi Pez é vista como um passo importante na luta do governo colombiano contra o narcotráfico e a violência associada a grupos armados na região. As investigações continuam a fim de desmantelar as redes criminosas e trazer justiça às vítimas do ataque.

Mozambique LNG mobiliza 145 milhões de meticais para apoiar vítimas de cheias

O projecto Mozambique LNG, sob a gestão da TotalEnergies EP Mozambique Area 1 Limitada, anunciou a disponibilização de aproximadamente 145,5 milhões de meticais para auxiliar na recuperação de comunidades afectadas pelas cheias que ocorreram no final do ano passado e no início deste ano, afectando várias províncias do país.

A distribuição deste apoio será realizada por meio de memorandos de entendimento, recentemente assinados em Maputo, com três organizações da sociedade civil: a MAHLAHLE – Associação para Promoção e Desenvolvimento da Mulher, a Associação Caritas Moçambicana e a World Vision International-Moçambique.

Estima-se que a iniciativa beneficiará cerca de 180 mil pessoas nas províncias de Gaza, Maputo e Inhambane, através de intervenções nas áreas de água, saneamento e higiene (WASH), educação, agricultura, segurança alimentar e protecção de mulheres e crianças.

Este apoio complementar segue a assistência já concedida ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), que incluiu a entrega de bens alimentares, kits de higiene e material sanitário às populações afectadas.

Durante a cerimónia de assinatura, Jean-Pascal Clemençon, representante sénior da TotalEnergies em Moçambique, destacou o severo impacto das cheias na vida de milhares de famílias moçambicanas. Clemençon reafirmou o compromisso do projecto Mozambique LNG em colaborar com o governo de Moçambique na fase de recuperação, visando restaurar as condições sociais e económicas nas comunidades afectadas.

No total, 63,25 milhões de meticais serão aplicados em parceria com a MAHLAHLE para a implementação de um plano de recuperação focado nas áreas de água, saneamento, educação e agricultura, beneficiando cerca de 125 mil pessoas nos distritos de Manjacaze e Chibuto, na província de Gaza.

A Associação Caritas Moçambicana receberá 18,97 milhões de meticais para apoiar cerca de 15 mil pessoas nos distritos de Marracuene e Moamba, na província de Maputo, assim como em Chókwè, Gaza, e Govuro e Panda, em Inhambane, através da distribuição de kits agrícolas e escolares, promoção de práticas de higiene e prevenção de doenças.

Por sua vez, a World Vision International-Moçambique beneficiará de 63,25 milhões de meticais, com foco na restauração de fontes de água e no reforço da segurança alimentar, visando apoiar cerca de 40 mil pessoas nos distritos de Guijá e Mabalane, em Gaza.

As organizações parceiras terão a responsabilidade de implementar diretamente as atividades no terreno, assegurando que as intervenções sejam adaptadas aos contextos locais e centradas nas comunidades que serão beneficiadas.

Moçambique expande vacinação e introduz novas vacinas contra malária e HPV

Moçambique deu um passo significativo na melhoria da saúde pública, ao reforçar o Programa Nacional de Vacinação. Este programa agora abrange 14 doenças, incluindo a introdução de vacinas contra a malária e o papilomavírus humano (HPV). Esta iniciativa visa a redução da mortalidade infantil e a prevenção de doenças evitáveis.

A informação foi divulgada pelo ministro da Saúde, Ussene Isse, durante o lançamento da Semana Africana de Vacinação, que decorreu na província de Maputo, sob o lema “Para cada geração, as vacinas funcionam”. Este evento contou com a presença de representantes do Governo, parceiros de cooperação e organismos internacionais, todos unidos na promoção da imunização no país.

Durante a cerimónia, o ministro enfatizou que a vacinação é uma prioridade governamental, destacando a sua importância na prevenção de doenças e na protecção das crianças. “Há 47 anos que Moçambique vacina o seu povo. Temos vacinas disponíveis para proteger contra 14 doenças que causam muitas mortes no país,” afirmou Isse, reiterando o alargamento progressivo do calendário vacinal.

O governante acrescentou que o país está a implementar novas vacinas e a reforçar campanhas de imunização. “Estamos a vacinar contra a malária, contra o HPV e iremos introduzir a vacina da hepatite B,” declarou, mencionando também campanhas em curso contra poliomielite, cólera e Mpox.

Isse salientou os sucessos do programa na redução da mortalidade infantil, sublinhando o impacto da imunização na sobrevivência das crianças. “A vacinação é uma poderosa arma para prevenir doenças e salvar vidas,” sublinhou.

O ministro fez um apelo à correcta gestão da cadeia de frio das vacinas, sublinhando a importância do uso adequado dos equipamentos distribuídos às unidades sanitárias. “As geleiras com painéis solares são para conservar vacinas. Estes equipamentos têm um propósito único,” advertiu.

O programa conta com o apoio de parceiros internacionais da área da saúde, que reiteraram o seu comprometimento com o programa de imunização, focando-se no fortalecimento da cadeia de frio, logística e na ampliação da cobertura em áreas de difícil acesso.

A representante da UNICEF, Mary Louis, mencionou desafios persistentes no acesso universal à vacinação, especialmente entre crianças que não receberam qualquer dose. “Apesar dos progressos, ainda existem crianças de zero dose que não foram vacinadas,” comentou.

Louis destacou a importância de reforçar os serviços de vacinação de rotina como prioridade para mitigar desigualdades. “Chegar até elas deve continuar a ser a nossa prioridade comum através do reforço dos serviços de vacinação de rotina,” afirmou.

Por outro lado, a representante da Organização Mundial da Saúde (OMS), Nelida Cabral, realçou o impacto positivo da imunização na saúde pública global. “Mais crianças sobrevivem hoje para celebrar o seu primeiro aniversário do que em qualquer outro momento da história,” enfatizou, referindo que a vacinação continua a ser uma das intervenções mais eficazes da saúde pública. “A sua expansão é essencial para proteger todas as crianças,” concluiu Cabral.

PR solicita urgência na criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, apresentou ao Parlamento um pedido para o agendamento com carácter de urgência da Proposta de Lei que visa a criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique.

Esta iniciativa surge no âmbito dos compromissos firmados pelo Chefe de Estado durante a sua investidura, tendo como foco a construção de um modelo de desenvolvimento inclusivo.

De acordo com um comunicado oficial, a instituição do Banco de Desenvolvimento de Moçambique é considerada um dos pilares essenciais para a transformação estrutural da economia nacional. A criação deste banco pretende reforçar os eixos estratégicos necessários à promoção do crescimento sustentável e inclusivo do país.

Na segunda-feira, o Presidente Chapo também solicitou ao órgão legislativo a revisão urgente das leis relacionadas com as Minas, os Petróleos e a Lei do Sector Empresarial do Estado. As propostas incluem a análise da componente relativa à indústria extractiva, assim como a introdução da proposta de Lei de Conteúdo Local, que visa garantir a participação activa dos moçambicanos na valorização dos recursos naturais do país.

Pulseiras electrónicas para reclusos entram em funcionamento em Maio

A introdução de pulseiras electrónicas para reclusos em Moçambique tem início previsto para o próximo mês de Maio. A informação foi divulgada esta segunda-feira pelo Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize.

Durante a comunicação, o Ministro informou que as pulseiras têm como objectivo monitorizar os reclusos e facilitar o controle das suas movimentações. Este passo insere-se numa estratégia mais abrangente de modernização do sistema prisional no país.

Mateus Saize também destacou que as autoridades continuam a trabalhar na recuperação dos reclusos que se evadiram das cadeias durante as manifestações pós-eleitorais, evidenciando a necessidade de reforçar a segurança e a responsabilidade no cumprimento da pena.

A implementação desta tecnologia representa uma nova fase na administração da justiça em Moçambique, contribuindo, assim, para o fortalecimento do sistema penal e a promoção de uma sociedade mais segura.

Malawi deporta sete moçambicanos por mineração ilegal de ouro

O Governo do Malawi anunciou a deportação de sete cidadãos moçambicanos envolvidos em actividades de mineração ilegal de ouro.

A operação teve lugar na região do Lago Malawi, onde as autoridades locais intensificaram as acções de fiscalização em resposta ao aumento das actividades ilícitas.

Durante a intervenção, foram detidos vários indivíduos que se encontravam a explorar recursos minerais sem a devida autorização. As autoridades malawianas afirmam que esta medida visa proteger os recursos naturais do país e garantir a segurança da população.

Os deportados foram apresentados às autoridades migratórias e estão a ser acompanhados por conselheiros legais. A operação sublinha a necessidade de um controlo mais rigoroso sobre a exploração de minerais na região, uma vez que o tráfico de ouro tem desencadeado diversos problemas sociais e económicos.

As relações entre Moçambique e Malawi, apesar de históricas e amigas, têm enfrentado desafios relacionados com questões de segurança e controlo de fronteiras. As autoridades de ambos os países estão a trabalhar em conjunto para abordar estas preocupações e promover a cooperação em matéria de desenvolvimento sustentável.

Polícia de Moçambique desmente boatos sobre atrofiamento genital masculino

A Polícia da República de Moçambique fez um apelo à população para manter a serenidade e não se deixe levar por rumores relacionados a supostos actos supersticiosos que resultariam no atrofiamento do órgão genital masculino.

Em declarações efectuadas no programa Café da Manhã da Rádio Moçambique, o Comandante do Ramo da Polícia de Ordem e Segurança Pública, Fabião Nhancololo, confirmou que as autoridades sanitárias não registaram qualquer ocorrência referente a este tipo de atrofiamento, sublinhando que as informações veiculadas não são verdadeiras.

O fenómeno começou em Cabo Delgado e rapidamente se disseminou por várias províncias do país, provocando preocupação entre os cidadãos. Nhancololo destacou que a corporação policial está a colaborar com as comunidades no sentido de combater a onda de desinformação que tem circulado.

A mensagem da Polícia visa restabelecer a confiança da população e garantir que não há fundamento nos rumores que têm gerado apreensão social.

PGR cria salas de entrevista forense para proteger vítimas e testemunhas

O Ministério Público de Moçambique (PGR) revelou um projecto inovador que visa a construção de salas de entrevista forense. Esta iniciativa pretende evitar que vítimas, réus e testemunhas sejam obrigados a repetir os seus depoimentos em múltiplas ocasiões.

Durante uma mesa-redonda sobre “Instrução e Julgamentos Sensíveis ao Género”, Cláudia Lemos, representante do PGR, destacou que estas salas são projectadas para serem equipadas com sistemas de gravação e condições adequadas de privacidade.

A fase piloto do projecto será implementada nas províncias de Nampula, Sofala e Maputo. “Com o apoio de parceiros como a Noruega, Suécia, Finlândia e Canadá, mais de 200 magistrados já beneficiaram de acções de capacitação em escuta activa e direitos humanos”, revelou Lemos.

A magistrada sublinhou a necessidade de o sistema de justiça do país se tornar mais inclusivo, criando linhas de acção específicas para questões sensíveis ao género. Este processo envolve metas relacionadas com a formação, melhoria das condições de serviço e monitorização de indicadores.

Lemos acredita que persistem fraquezas estruturais na fase de investigação preliminar dos processos criminais, particularmente devido às condições inadequadas para a recolha de depoimentos. “Muitas esquadras de polícia e secções de investigação criminal carecem de salas acolhedoras e privadas, obrigando mulheres, crianças ou indivíduos pertencentes à comunidade LGBTQ+ a relatarem experiências de violência em espaços partilhados, como corredores”, afirmou.

Além disso, é ainda comum que as vítimas sejam interrogadas sobre o seu comportamento passado, vestuário ou relação com o agressor, como se tais informações pudessem justificar ou minimizar a violência sofrida.

O projecto do PGR representa um passo significativo na busca por um sistema de justiça mais justo e sensível às necessidades das vítimas.

Oportunidades em sementes certificadas impulsionam investimento em Moçambique

O Ministro da Agricultura de Moçambique, Roberto Albino, manifestou a crença de que o país possui oportunidades férteis para empresas interessadas em investir na produção e comercialização de sementes certificadas.

Durante uma conferência sobre Parcerias Público-Privadas (PPP), organizada pela “Business & Legal Magazine”, o ministro destacou que os agricultores afectados pelas cheias deste ano enfrentam limitações na produção nacional, o que cria oportunidades evidentes para o sector privado. “É necessário adquirir cerca de 170 mil kits de insumos agrícolas para os agricultores impactados pelas inundações e em situações de emergência. Apenas 20% destes kits foram assegurados com insumos produzidos internamente, o que evidencia o grande espaço no mercado para empresas que queiram investir na produção e comercialização de sementes certificadas”, afirmou Albino.

O ministro defendeu também a reactivação de “activos públicos actualmente subutilizados”, sinalizando que os investidores interessados estão com as portas abertas para dialogar com o Governo. “Existem mecanismos que permitem um apoio célere ao investimento neste sector. Menos de 30% dos activos públicos estão operacionais, e, destes, funcionam abaixo de 20% da sua capacidade, ocasionando um desperdício significativo de recursos”, explicou.

Albino ressaltou que pequenas e médias empresas (PMEs) podem beneficiar de diversas oportunidades no sector agrícola. “Com menos de 500 mil dólares, é possível iniciar e desenvolver um negócio, especialmente num contexto em que o governo está a rever o regime de PPP, visando torná-lo mais inclusivo, transparente e competitivo”, acrescentou.

Por sua vez, Álvaro Massingue, presidente da Confederação das Associações Empresariais (CTA), realçou que o risco macroeconómico associado à escassez de moeda estrangeira (particularmente dólares americanos), a pressão sobre a dívida interna e a volatilidade do ambiente empresarial representam um grande desafio para o potencial das PPP. “As limitações persistem na capacidade técnica para preparar, estruturar e negociar projectos, o que compromete frequentemente o seu financiamento”, afirmou.

Massingue evidenciou que, muitas vezes, não é a falta de interesse que limita o investimento, mas sim “a falta de projetos bem preparados e estruturados.” Ele apelou por uma nova geração de “projectos mais estratégicos, transparentes e orientados para resultados.”

Primeira-Dama garante tratamento médico para o jovem Dillan Vasco

A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, tomou a iniciativa de mobilizar apoio para garantir a deslocação e a assistência médica ao Dillan Vasco, um jovem que necessita de tratamento especializado na Índia. A sua condição clínica exige cuidados que não podem ser prestados dentro do país.

Um comunicado proveniente da Presidência da República revelou que a Primeira-Dama, ao tomar conhecimento do apelo público divulgado nas redes sociais, se mostrou sensibilizada pela situação e pelas dificuldades financeiras que a família enfrenta para custear o tratamento.

Como resultado, trabalhou em colaboração com diversas entidades parceiras para garantir que Dillan tenha acesso rápido aos cuidados médicos necessários.

A iniciativa está alinhada com as acções humanitárias e de solidariedade social promovidas pelo Gabinete da Primeira-Dama, que visa prestar auxílio a cidadãos em situação de vulnerabilidade. A mobilização de apoio para o tratamento médico de Dillan reflete o compromisso da Primeira-Dama em apoiar os mais necessitados da sociedade moçambicana.

Presidente Chapo convida etíopes a investirem em recursos naturais estratégicos

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, lançou um apelo ao empresariado etíope para considerar investir no país, enfatizando o extenso potencial de recursos naturais que este possui.

Durante uma reunião com representantes de cerca de vinte grandes empresas etíopes, realizada em Adis Abeba, Chapo salientou a importância de diversificar a economia moçambicana. O estadista expressou a preocupação de que, ao seguir modelos de desenvolvimento que privilegiam a exploração de recursos como o gás natural, algumas nações tenham negligenciado sectores cruciais, como a agricultura.

“Após a descoberta de que tais recursos eram, na verdade, uma ilusão, esses países perderam tempo valioso. Neste momento, estamos a concentrar os nossos esforços na diversificação da nossa economia”, esclareceu Chapo.

O Presidente mencionou que Moçambique está a desenvolver quatro projectos de investimento no sector do gás natural, com um valor que poderá atingir os 60 biliões de dólares nos próximos anos. Os projectos envolvem colaborações com empresas como a italiana ENI, a francesa TotalEnergies e a norte-americana ExxonMobil, este último suspenso temporariamente devido a problemas de segurança em Cabo Delgado. Contudo, Chapo garantiu que a segurança foi restabelecida e que o projecto da ENI está em curso, empregando actualmente cerca de cinco mil pessoas.

Além do gás natural, o dirigente moçambicano destacou a abundância de recursos minerais estratégicos do país, incluindo grafite, lítio, ouro, rubi, areias pesadas e carvão, defendendo que são áreas promissoras para investimentos.

No que diz respeito a fontes de energia, Chapo mencionou a importância da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, que fornece grande parte da energia à região da África Austral. Enfatizou que existe uma elevada demanda por energia, em virtude dos planos de industrialização na região, que requerem investimentos adicionais para aumentar a capacidade de produção, com foco em energias renováveis como a solar.

O Presidente afirmou que o objectivo de Moçambique é tornar-se um centro regional de exportação de energia eléctrica, sublinhando que a solução para o défice energético dos países vizinhos está em Moçambique. “Temos activos e mercados; o que precisamos é de capital para investir”, afirmou.

Chapo também destacou o potencial agrícola do país, assegurando que Moçambique possui as condições necessárias para garantir a segurança alimentar interna, bem como exportar produtos agrícolas, como a castanha de caju e a macadâmia, para mercados como o da China.

Concluindo a sua intervenção, o Presidente reafirmou a importância do transporte aéreo para fortalecer as ligações entre Moçambique e a Etiópia, afirmando a necessidade de continuar a construir relações comerciais frutíferas entre os dois países.

Moçambique registra mais de 3.600 acidentes de trabalho em cinco anos

Nos últimos cinco anos, Moçambique registou um total de 3.600 acidentes de trabalho, com maior incidência no sector industrial. 

Esta informação foi revelada pelo Secretário Permanente do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, Paulo Beirão, durante a celebração do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho.

Dos acidentes reportados, 83 resultaram em fatalidades, sendo que algumas mortes foram atribuídas a doenças profissionais, como stress e depressão. Estes problemas estão frequentemente ligados a situações de pressão excessiva, insegurança no emprego e sobrecarga de actividades.

O Ministério observa a necessidade urgente de medidas que promovam um ambiente de trabalho mais seguro e saudável para todos os trabalhadores no país.

Governo de Moçambique aprova aumento de salários mínimos em sete sectores

O Governo de Moçambique anunciou a aprovação de novos salários mínimos para sete sectores de actividade, excluindo a Função Pública.

Esta decisão decorre de um consenso alcançado entre as partes que integram a Comissão Consultiva do Trabalho (CCT), incluindo o Governo, os trabalhadores e os empregadores.

No que se refere à Função Pública, o salário mínimo permanece fixado em 8.758,00 meticais desde 2022, segundo a Tabela Salarial Única (TSU). Também inalterado, permanece o salário do subsector da pesca de Kapenta, que é de 4.991,09 meticais.

O anúncio foi feito pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, na habitual conferência de imprensa pós-reunião, que se realizou hoje em Maputo. Impissa, que desempenha igualmente funções como Ministro da Administração Estatal e Função Pública, esclareceu que não houve consenso sobre a revisão salarial na Função Pública e no subsector da pesca de Kapenta.

Nos restantes sectores, os aumentos variam entre 3% e 9,8%. Por exemplo, no sector de agricultura, pecuária, caça, florestas e silvicultura, o salário mínimo será ajustado de 6.688 meticais para 7.072 meticais, representando um aumento de 5,74%. No sector da pesca marítima, o salário passa de 6.726,88 meticais para 7.063,22 meticais, um incremento de 5%.

O subsector das grandes empresas da indústria extractiva mineira verá o seu salário subir de 15.176,70 meticais para 16.239,06 meticais, correspondendo a um aumento de 7%. Na indústria transformadora, o salário mínimo ascende de 10.147,50 meticais para 10.622,50 meticais, um aumento de 4,7%.

Os reajustes foram cuidadosamente ponderados, tendo em consideração a capacidade produtiva nacional, bem como a situação económica dos sectores envolvidos. Impissa destacou que foram avaliados também os impactos internos e externos na economia, como conflitos no Médio Oriente e eventos climáticos extremos.

Os novos salários mínimos entrarão em vigor em todo o território nacional a partir de 1 de Abril de 2026.

Vagas de emprego do dia 29 de Abril de 2026

Foram publicadas hoje, dia 29 de Abril no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Director – Recursos Humanos e Administração

A Population Services International (PSI) pretende recrutar um/a (1) Director(a) – Recursos Humanos e Administração. Saiba mais.

2. Vaga para Field Engineer Intern

A SLB pretende recrutar um (1) Field Engineer Intern. Saiba mais.

3. Vaga para Field Specialist Intern

A SLB pretende recrutar um (1) Field Specialist Intern. Saiba mais.

4. Vaga para Mechanical and Electrical/Electronics Technician Intern

A SLB pretende recrutar um (1) Mechanical and Electrical/Electronics Technician Intern. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Sourcing and Supplier Specialist

A SLB pretende recrutar um (1) Sourcing and Supplier Specialist. Saiba mais.

2. Vaga para Strategy Risk Officer

O Absa pretende recrutar um (1) Strategy Risk Officer. Saiba mais.

3. Vaga para Buyer

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Buyer. Saiba mais.

4. Vaga para Business Development Officer

A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Business Development Officer. Saiba mais.

5. Vaga para Cluster Supervisor Niassa

A Vodafone pretende recrutar um (1) Cluster Supervisor Niassa. Saiba mais.

6. Vaga para Human Resources Intern

A SLB pretende recrutar um (1) Human Resources Intern. Saiba mais.

7. Vaga para Gestor Administrativo

A 3R – Reduzir, Reusar e Reciclar pretende recrutar um (1) Gestor Administrativo. Saiba mais.

8. Vaga para Oficial Técnico de EORE

A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Oficial Técnico de EORE. Saiba mais.

9. Vaga para Contabilista

A Population Services International (PSI) pretende recrutar um (1) Contabilista. Saiba mais.

10. Vaga para Gestor de Análise Financeira

A Population Services International (PSI) pretende recrutar um (1) Gestor de Análise Financeira. Saiba mais.

11. Vaga para Gestor de Procurement e Cadeia de Abastecimento

A Population Services International (PSI) pretende recrutar um (1) Gestor de Procurement e Cadeia de Abastecimento. Saiba mais.

12. Vaga para Assistente de Contabilidade

A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um (1) Assistente de Contabilidade. Saiba mais.

13. Vagas para Ajudantes de Construção e Carpinteiros, Armadores de Ferro e Pedreiros

A RHDC – Consultoria & Serviços pretende recrutar 500 Ajudantes de Construção e 100 Carpinteiros, Armadores de Ferro e Pedreiros. Saiba mais.

14. Vaga para Specialist Contracting

A Sasol pretende recrutar um (1) Specialist Contracting. Saiba mais.

15. Vaga para Senior Buyer

A Sasol pretende recrutar um (1) Senior Buyer. Saiba mais.

16. Vaga para Principal Sustainability Spec

A McDermott International pretende recrutar um (1) Principal Sustainability Spec. Saiba mais.

17. Vaga para Senior Specialist: Digital & VAS Products Development and Management

A Vodafone pretende recrutar um (1) Senior Specialist: Digital & VAS Products Development and Management. Saiba mais.

18. Vaga para Graduate Management Trainee

The AB InBev pretende recrutar um (1) Graduate Management Trainee. Saiba mais.

19. Vaga para Flight Dispatcher/ Customs & Shipping Supervisor

A SGS pretende recrutar um (1) Flight Dispatcher/ Customs & Shipping Supervisor. Saiba mais.

20. Vaga para Finance Manager

A Johanniter-Unfall-Hilfe e.V. International Assistance pretende recrutar um (1) Finance Manager. Saiba mais.

21. Vaga para Distribution Supervisor

A AB InBev pretende recrutar um (1) Distribution Supervisor. Saiba mais.

22. Vaga para Sustainability Internship

A SLB pretende recrutar um (1) Sustainability Internship. Saiba mais.

23. Vaga para Business Development Specialist

A DHL pretende recrutar um (1) Business Development Specialist. Saiba mais.

24. Vaga para Contabilista Sénior

A EKITALCI Consultoria e Investimentos Lda pretende recrutar um (1) Contabilista Sénior. Saiba mais.

25. Vaga para Estafeta/Servente

A Terre des Hommes Schweiz e a Solidar Suisse pretendem contratar um (1) Estafeta/Servente. Saiba mais.

26. Vaga para Query Officer Accounts Payable

A Sasol pretende recrutar um (1) Query Officer Accounts Payable. Saiba mais.

27. Vaga para Consultor(a) de Viagens

A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) de Viagens, para uma empresa que opera no ramo de Turismo, Logística e Transporte. Saiba mais.

28. Vaga para Humanities Teacher (Economics & Business)

A Aga Khan Academy Maputo pretende recrutar um (1)  Humanities Teacher (Economics & Business). Saiba mais.

Fundação Ariel Glaser responde a acusações de demissões ilegais

A Fundação Ariel Glaser solicitou à Agência de Informação de Moçambique (AIM) que emita um esclarecimento sobre o artigo publicado sob o título “ONG acusada de despedimentos ilegais”. Este pedido é realizado em acordo com os princípios gerais do direito de resposta.

A Fundação Ariel Glaser esclarece, desde já, que é uma organização não governamental moçambicana e não uma entidade estrangeira, operando em estreita colaboração com o sector de saúde nacional.

Em relação aos factos noticiados, a Fundação informa que os indivíduos mencionados no artigo não são empregados da mesma. Estes trabalhadores estão, na verdade, vinculados à CONTACT, uma agência de emprego privada, que é a responsável pela gestão dos seus contractos de trabalho.

Os contractos em questão foram celebrados no âmbito de um acordo de prestação de serviços entre a CONTACT e a Fundação Ariel Glaser, através do qual esses trabalhadores foram alocados às actividades mencionadas. Neste sentido, a rescisão dos contractos de trabalho resulta do seu término, seguindo o fim desse acordo de serviços, em conformidade com a legislação laboral moçambicana aplicável.

Adicionalmente, a Fundação Ariel Glaser está a acompanhar de perto a situação e reafirma que todo o processo está a ser conduzido dentro das responsabilidades das entidades envolvidas, respeitando a dignidade das pessoas envolvidas e cumprindo o quadro legal aplicável.

A Fundação permanece comprometida com a continuidade dos serviços de saúde nas áreas em que intervém, assegurando a prestação de cuidados essenciais às comunidades que serve.

A Fundação Ariel Glaser mantém-se disponível para fornecer quaisquer esclarecimentos adicionais através dos seus canais institucionais.

Mais de 200 gestores públicos obrigados a restituir fundos ao Estado

Mais de duzentos gestores públicos em Moçambique foram notificados para devolverem valores que foram utilizados de forma indevida. 

Este procedimento resultou na recuperação de mais de quatrocentos milhões de meticais, quantia que havia sido mal empregue em diversas instituições do Estado.

As informações foram apresentadas pela Presidente do Tribunal Administrativo, Ana Maria Gemo, durante a cerimónia de abertura da Décima Terceira Sessão Ordinária do Conselho Judicial dos Tribunais Administrativos, Fiscais e Aduaneiros. O evento decorreu na capital, Maputo, e evidencia os esforços contínuos na luta contra a má gestão de recursos públicos.

A revelação sublinha a importância da transparência e responsabilidade na administração pública em Moçambique, destacando o compromisso das autoridades em garantir que os fundos do Estado sejam utilizados de forma adequada e em benefício da população.

Pânico social provoca linchamentos em Moçambique por supostas “mágicas” que encolhem pénis

Uma onda de violência tem assolado a província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, resultante de rumores absurdos relacionados com o desaparecimento e o encolhimento dos pénis masculinos, alegadamente provocados por poderes sobrenaturais.

Este fenómeno, que já levou à morte de pelo menos oito pessoas, tem gerado a formação de grupos de linchamento que atuam sob a crença nestas alegações sem fundamento.

Os rumores começaram na Tanzânia e rapidamente se propagaram para o sul, onde se afirma que algumas pessoas têm a capacidade de fazer desaparecer ou encolher os órgãos genitais masculinos com um simples toque no ombro ou um aperto de mão. Os dados apontam que, desde 18 de abril, a província de Cabo Delgado morreu cinco pessoas em linchamentos em massa, vítimas da crença popular.

A situação agravou-se, tendo chegado também à província de Zambézia. Em Macuse, no distrito de Namacurra, três pessoas foram mortas por grupos que acreditavam nestas alegações fantasiosas. Na capital provincial, Quelimane, as autoridades policiais intervieram antes que um novo linchamento pudesse ocorrer, detendo sete indivíduos sob a acusação de incitação à violência.

De acordo com informações da estação de televisão independente STV, mais sete jovens foram apreendidos por agredirem um homem de 55 anos que acreditavam ter o poder de encolher pénis. Os acusadores alegaram que este indivíduo era responsável por casos de “atrofia dos órgãos genitais masculinos”.

Numa conferência de imprensa conjunta realizada na capital da província de Cabo Delgado, Pemba, a polícia e as autoridades sanitárias confirmaram que os linchamentos causaram cinco mortes na região, distribuídas entre Mocímboa da Praia, Ancuabe, Chiúre e Metuge. O comandante da polícia provincial, Assane Nyito, anunciou a detenção de 25 pessoas em relação a estes homicídios.

O diretor dos Serviços de Saúde de Cabo Delgado, Edson Fernando, afirmou que as equipas multidisciplinares constituídas para investigar os supostos casos de encolhimento dos pénis não identificaram anomalias nos indivíduos analisados. “Estes casos são resultado de pânico social coletivo”, declarou Fernando.

As alegações de bruxas que roubam pénis não são novidade; relatos semelhantes existiram durante as perseguições às bruxas na Europa medieval. O controverso manual de caça às bruxas do século XV, “Malleus Malificarum”, afirmava que as bruxas podiam roubar pénis e até transformá-los em animais de estimação.

FMF distribui 1200 bolas para impulsionar futebol escolar em Moçambique

O campo do Mahafil foi o palco da entrega de 1200 bolas a várias escolas, numa iniciativa promovida pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF), liderada pelo presidente Feizal Sidat. 

Este evento insere-se no âmbito do projecto de massificação do futebol em Moçambique, que visa incentivar a prática do desporto-rei em todo o país.

A cerimónia contou com a participação de representantes do Município de Maputo e da Associação de Futebol da cidade, reforçando a colaboração entre as entidades locais e a FMF. O programa, intitulado FIFA For Schools, tem como objectivo fundamental educar e motivar os jovens para a prática desportiva, enfatizando a importância do investimento no futebol como meio de desenvolvimento social e educativo.

Feizal Sidat destacou, durante o evento, a relevância de ocupar as crianças com actividades desportivas, afastando-as de comportamentos prejudiciais como o consumo de drogas. “Queremos com este tipo de iniciativas chamar atenção para a necessidade de ocupar as crianças com desporto. A ideia é que o desporto esteja sempre aliado à educação, razão pela qual priorizamos as escolas”, afirmou.

Este esforço da FMF reflete um compromisso contínuo de promoção do futebol e dos seus valores nas comunidades, alicerçando bases sólidas para um futuro desportivo mais robusto em Moçambique.

Integração dos direitos humanos nas Forças Armadas de Moçambique é prioridade

O Secretário Permanente do Ministério da Defesa Nacional, Casimiro Mueio, realçou a relevância da integração dos direitos humanos nas operações das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). 

Durante a abertura da Primeira Conferência sobre os Direitos Humanos e as Forças Armadas de Moçambique, realizada no Instituto Superior de Defesa Tenente-General Armando Emílio Guebuza, Mueio sublinhou a necessidade de valorizar e respeitar a dignidade humana nas actividades militares.

Mueio enfatizou que o compromisso com os direitos humanos, no âmbito da defesa e segurança, fortalece a eficácia das actuações das FADM. O evento reúne especialistas e autoridades do sector, com o intuito de promover o diálogo sobre a importância da protecção dos direitos fundamentais no contexto militar.

A conferência representa um passo significativo para a construção de uma cultura de respeito pelos direitos humanos nas Forças Armadas, tornando-as mais confiáveis e adaptadas às exigências contemporâneas de segurança.

Vacinação contra câncer de colo do útero avança em Moçambique

As autoridades de saúde moçambicanas procederam, em 2025, à vacinação de pelo menos 2,9 milhões de raparigas com idades entre os 12 e os 18 anos contra o cancro do colo do útero.

A informação foi avançada pelo Ministro da Saúde, Ussene Isse, durante o lançamento da Semana Africana de Imunização, realizado na passada segunda-feira no município de Matola.

Apesar da cobertura significativa, Isse destacou que ainda persistem desafios em alcançar áreas remotas. No último ano, 3,5 milhões de pessoas foram vacinadas contra a cólera, evidenciando o empenho do governo em reforçar a saúde pública.

O ministro anunciou, igualmente, a introdução da vacina contra a Hepatite B no sistema de saúde do país. “Moçambique dispõe actualmente de vacinas para 14 doenças, o que contribuiu de forma significativa para a redução da mortalidade infantil. Temos a intenção de ampliar a vacinação contra a malária e introduzir a vacina da Hepatite B. Pretendemos também reforçar a vacinação contra a poliomielite, cólera e Mpox. Será garantida a distribuição de equipamentos, como arcas frigoríficas com painéis solares, para assegurar a preservação das vacinas, mesmo nas zonas mais remotas”, afirmou.

Isse fez um apelo aos jovens, sensibilizando-os para a prevenção de gravidezes precoces, uma vez que o país regista anualmente cerca de 700 mil gravidezes indesejadas, principalmente entre adolescentes.

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