Uma megaoperação policial na cidade do Rio de Janeiro, dirigida contra o grupo criminoso Comando Vermelho, culminou na morte de pelo menos 20 indivíduos associados ao crime organizado.
Este evento, que ocorreu na terça-feira, é agora considerado a segunda operação mais mortal da história da cidade, equiparando-se à operação em Vila Cruzeiro, em 2022. A operação mais letal até agora aconteceu em Jacarezinho, em 2021.
De acordo com informações divulgadas pelo Governo carioca, o grupo criminoso retaliou com um ataque de drones durante a operação. O governador do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, expressou nas redes sociais a gravidade da situação, afirmando: “É assim que a polícia do Rio de Janeiro é recebida por criminosos: com bombas lançadas por drones. Esse é o tamanho do desafio que enfrentamos. Não é mais crime comum, é narcoterrorismo”.
O portal G1 informou que, além dos 20 suspeitos mortos, pelo menos quatro policiais também perderam a vida nos confrontos que tiveram lugar nos complexos do Alemão e da Penha, elevando o total de vítimas mortais para 24. Entre os criminosos falecidos, encontrava-se um dos principais líderes da facção.
No total, as autoridades detiveram 81 pessoas, das quais cinco ficaram feridas e foram hospitalizadas, estando sob custódia. Também foram apreendidos cerca de 30 fuzis, duas pistolas e nove motos durante a operação.
Os policiais que perderam a vida foram identificados como Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, conhecido como Máskara, de 51 anos, Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, Cleiton Searafim Gonçalves e Herbert, todos membros do Batalhão de Operações Policiais Especiais.
Além das mortes, três pessoas inocentes foram atingidas a tiro, incluindo um homem em situação de sem-abrigo ferido nas costas por uma bala perdida, uma mulher que estava no ginásio e um homem que se encontrava num ferro-velho.
As operações continuam a decorrer na região.

















