Capa HCB regulariza pagamentos a médicos residentes e evita paralisação de serviços

HCB regulariza pagamentos a médicos residentes e evita paralisação de serviços

O Hospital Central da Beira (HCB), a principal unidade de saúde da região central de Moçambique, anunciou que regularizou os pagamentos pendentes aos médicos residentes. 

A decisão foi tomada para evitar a paralisação do trabalho extraordinário que estava programada para iniciar esta segunda-feira.

Bonifácio Cebola, porta-voz do HCB, confirmou que o montante devido foi “desembolsado” e já se encontra “na plataforma financeira do hospital.” Cebola explicou que a demora nos pagamentos se deveu a questões de natureza “burocrática”, incluindo problemas nas transferências governamentais e na identificação das unidades de origem dos médicos.

A principal preocupação era a falta de pagamento das horas extras acumuladas ao longo de mais de dois anos e meio, referentes aos serviços prestados nas urgências médicas. A situação complicou-se pela indefinição sobre qual entidade deveria ser responsabilizada pelos pagamentos, dado que os médicos pertencem a diversas unidades hospitalares.

Cerca de 60 médicos residentes haviam notificado que iam suspender por tempo indeterminado os seus serviços extraordinários até que as dívidas fossem saldadas. Com a regularização de parte do montante devido, aguarda-se a decisão final dos profissionais em relação à paralisação.

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Os médicos esclareceram que não pretendiam realizar uma greve geral, mas sim interromper o trabalho nas urgências e as horas suplementares. Eles comprometeram-se a manter o horário de expediente regular, de segunda a sexta-feira, das 07:30 às 15:30, excluindo assim noites, feriados e fins de semana.

Os profissionais de saúde destacaram que a falta de pagamento também se estende às rondas realizadas em feriados e fins de semana, além de outras actividades realizadas fora do horário normal. Alertaram que esta situação traz consigo um “desgaste físico, emocional e económico”, agrava-se pela exaustão social provocada pela “carga das urgências”, que frequentemente exige dedicação integral dos médicos.

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