O Presidente da China, Xi Jinping, irá juntar-se nos próximos dias aos líderes das economias do APEC (Cooperação Económica Ásia-Pacífico) na Coreia do Sul.
Este encontro surge num contexto de crescentes choques comerciais e incertezas geopolíticas, tendo como objectivo construir um consenso em prol da prosperidade partilhada e reafirmar o compromisso da China com a globalização económica aberta e inclusiva.
O Fundo Monetário Internacional prevê que o crescimento económico na região Ásia-Pacífico diminua de 4,5% este ano para 4,1% até 2026, um cenário que evidencia a urgência em manter vivo o espírito de cooperação e fomentar novos impulsos e dinâmicas de crescimento em tempos desafiantes.
Xi Jinping espera reiterar a sua visão de uma economia asiática-pacífica aberta, considerando esta região como um motor de crescimento global. Os membros do APEC representam mais de 60% do PIB mundial, tornando-se um foco prioritário para o avanço do comércio livre. A colaboração económica da China com os 20 países membros tem sido fortalecida, com 15 destes já sendo parceiros de comércio livre da China.
Um exemplo notável é a Malásia, que tem a China como maior parceiro comercial há 16 anos consecutivos. Durante uma visita à Malásia, Xi mencionou a crescente popularidade das duriãs malaias entre os consumidores chineses, evidenciando a robustez das relações comerciais bilaterais, que atingiram um recorde de 212 mil milhões de dólares em 2024.
O presidente chinês reiterou a sua determinação em trabalhar junto dos países da região para utilizar a estabilidade da Ásia como contrapeso à incerteza global. A Malásia, através do Primeiro-Ministro Anwar Ibrahim, também expressou a sua posição contra a imposição unilateral de tarifas, defendendo o crescimento económico através da cooperação.
Xi comprometeu-se a manter a abordagem de abertura, destacando que a história demonstra que a cooperação é um motor essencial para as actividades económicas internacionais. Desde a sua primeira participação na reunião de líderes do APEC em 2013, Xi tem promovido uma estrutura de cooperação regional que se estende pelos dois lados do Oceano Pacífico.
Com a recente assinatura da versão 3.0 da Área de Comércio Livre China-ASEAN, a agenda de comércio livre da China ganha novo ímpeto. Além disso, Xi continua a explorar a conectividade física através da Iniciativa do “Cinturão e Rota”, visando ligações de infraestruturas que fortalecem a cooperação económica na região.
Os líderes do APEC continuam a debater a formação de uma comunidade asiático-pacífica com um futuro partilhado. Com o 30º aniversário do APEC à porta, a questão central proposta por Xi é como a região poderá criar os próximos “trinta anos de ouro” de desenvolvimento, tendo a colaboração como pedra angular deste processo.
Uma sessão de auscultação pública ocorreu no Distrito Municipal Ka Mpfumo, onde cidadãos apresentaram propostas significativas para a alteração da Constituição da República e a modernização do sistema eleitoral. O evento insere-se no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo.
Os participantes expressaram a intenção de adoptar um sistema semipresidencialista, assim como reconsiderar as regras eleitorais, visando uma maior transparência e participação política. Uma das sugestões mais destacadas foi a necessidade de uma distribuição equilibrada de poderes entre os órgãos de soberania. Propôs-se que os dirigentes do sistema judicial sejam eleitos pelos seus pares, em vez de serem nomeados pelo Presidente da República, a fim de reforçar a independência do poder judicial.
Os cidadãos também sublinharam a importância de criar mecanismos internos de fiscalização, que garantirão maior celeridade e justiça nos processos judiciais. Relativamente ao sistema eleitoral, defendeu-se que os partidos políticos possam credenciar os seus próprios delegados de candidatura, o que aumentaria a supervisão e a confiança no processo.
A modernização do apuramento eleitoral foi outra proposta avançada, com a sugestão de implementar um sistema de apuramento parcial online em tempo real, assim como reforçar a autonomia da Comissão Nacional de Eleições. Discursos acerca da morosidade dos tribunais e a necessidade de agilizar os processos judiciais também marcaram a sessão.
Na esfera da função pública, os participantes chamaram a atenção para a acumulação de cargos e a falta de transparência nos concursos de ingresso. Para isso, solicitaram medidas que promovam maior eficiência e probidade na administração pública.
Questões fiscais foram igualmente abordadas, incluindo a revisão da pauta aduaneira, a diminuição da carga tributária e a criação de incentivos à industrialização. Além disso, foram discutidas políticas que visem beneficiar directamente as comunidades locais nos projectos de exploração de recursos naturais, juntamente com a proposta de instituir um banco de desenvolvimento agrícola para combater a fome nas zonas rurais.
Ainda foram apresentadas propostas sociais, como a formação de centros integrados de acolhimento para crianças em situação de vulnerabilidade e um reforço na capacitação das Forças de Defesa e Segurança. O tema da descentralização económica também foi considerado, com a recomendação de que os distritos e municípios retenham parte dos recursos arrecadados, promovendo assim a autonomia local.
Os cidadãos enfatizaram que o Diálogo Nacional Inclusivo deve culminar em propostas concretas e viáveis, orientadas para a promoção da paz, da justiça social, da boa governação e do desenvolvimento sustentável em Moçambique.
A multinacional Kenmare Resources, especializada na exploração de areias pesadas no distrito de Larde, província de Nampula, tem afirmado a sua posição como um dos principais catalisadores para o crescimento das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) no país, com 40% das suas aquisições realizadas através de fornecedores locais.
Com um investimento anual que ultrapassa os 73 milhões de dólares norte-americanos, a empresa destina uma parte significativa do seu orçamento a fornecedores moçambicanos, consolidando-se como uma parceira estratégica no fortalecimento da economia local. Esta abordagem não só promove a inclusão das MPMEs, mas também reforça as ligações entre a Kenmare e o tecido empresarial nacional.
A parceria entre a Kenmare e as MPMEs foi reforçada pelo Projecto Conecta Negócio, implementado pelo Ministério das Finanças e financiado pelo Banco Mundial. Isefa Sitoe, gerente de Procurement da Kenmare, esclareceu que a empresa tem uma política clara de priorização geográfica na selecção de fornecedores. “Iniciamos a busca por fornecedores em Topuito, depois em Nampula e, somente se necessário, consideramos opções do exterior”, afirmou.
Actualmente, a Kenmare colabora com 213 fornecedores moçambicanos, que representam 40% dos 700 parceiros activos da empresa. O montante total das compras tem variado segundo os projectos de expansão, com previsões de 79 milhões de dólares em 2023 e 77 milhões em 2024. Os serviços, que incluem manutenção e logística, constituem a maior fatia dos fornecimentos nacionais.
A empresa tem demonstrado um compromisso social significativo, exigindo que 80% a 90% da mão-de-obra nos subcontratados seja moçambicana, promovendo assim o emprego local. Simultaneamente, a Kenmare está a explorar oportunidades nas áreas de agricultura e pesca, com o objectivo de capacitar comunidades rurais para fornecer produtos alimentares directamente ao complexo mineiro, o que poderá contribuir para a diversificação da economia.
O Projecto Conecta Negócio tem como meta capacitar 1.000 empresas nas regiões de Cabo Delgado, Nampula e Tete, oferecendo formação em gestão e procurement. Até agora, 600 MPMEs receberam formação, sendo 200 apenas em Nampula.
Dentre os casos de sucesso, destacam-se o Fumilar, uma empresa de fumigação que recebeu 25 milhões de meticais para expandir as suas operações, e a Construção Auro, que tem historicamente colaborado com mega projetos. A Fumilar espera um crescimento de 20% até ao final do ano, enquanto a Construção Auro tem beneficiado de subvenções do Projecto Conecta Negócio.
Apesar dos progressos, a participação de empresas moçambicanas em concursos da Kenmare permanece limitada. A empresa espera, através do apoio do Projecto Conecta Negócio e da cooperação com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), encorajar uma maior adesão às oportunidades disponíveis, na tentativa de transformar realidades e criar novas oportunidades para o empresariado local.
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, visitou o Campus da ExxonMobil em Houston, Texas, onde sublinhou os benefícios estratégicos da colaboração entre o país e a maior companhia petrolífera a nível mundial.
Durante a sua intervenção, Chapo abordou a importância da transferência de conhecimentos e da capacitação de jovens moçambicanos para o sector de petróleo e gás.
Após a visita, o Chefe de Estado referiu à imprensa que a assinatura de dois memorandos de entendimento com a multinacional norte-americana constitui um “sinal muito forte”, representando um passo crucial na consolidação das parcerias tecnológicas. Dentre os acordos, destaca-se a criação do Centro Tecnológico de Moçambique, uma instituição que se propõe a ser um ponto de referência na formação de quadros para o sector.
Chapo enfatizou que Moçambique está posicionado entre os dez principais produtores de gás natural do mundo e reforçou a necessidade de preparar jovens para liderar a exploração e gestão dos recursos energéticos do país. O futuro centro formará moçambicanos, alguns já integrados em equipas de operações nacionais e internacionais, que receberão formação em diversas partes do mundo.
O Presidente explicou que o acordo assinado destina-se ao desenvolvimento de projectos voltados para a transformação e distribuição de gás doméstico, uma iniciativa que visa fortalecer a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) na liderança de soluções energéticas internas, promovendo a industrialização do país. A primeira fase do acordo incluirá a realização de estudos de viabilidade sobre essa temática.
O gás, segundo Chapo, é uma matéria-prima estratégica para a produção de fertilizantes, a construção de centrais eléctricas e o abastecimento da indústria nacional, aspectos que são fundamentais para a concretização da visão de independência económica. O Presidente partilhou ainda a ambição de transformar Moçambique num centro regional de fornecimento de energia eléctrica, aproveitando a localização estratégica do país e a possibilidade de exportação para nações vizinhas.
Os benefícios mencionados por Chapo incluem um aumento das receitas, criação de postos de trabalho e fomento do crescimento de pequenas e médias empresas nacionais, que fornecerão bens e serviços às multinacionais do sector. Estima-se que a fase de construção destes projectos gere entre 40 mil a 50 mil postos de trabalho, o que irá resultar em mais impostos, rendimentos e um maior dinamismo na economia nacional.
O Chefe de Estado realçou que a visão do Governo vai além do gás natural, abrangendo a diversificação da economia e o investimento das receitas dos recursos naturais em sectores como a agricultura, turismo, transportes e infra-estruturas, assegurando um crescimento inclusivo e sustentável.
Chapo concluiu lembrando que o foco deve ser na identificação de soluções e que cada projecto e investimento deve beneficiar a população moçambicana através da melhoria das condições de vida, promovendo escolas, hospitais, estradas e mais oportunidades de emprego.
A Polícia sul-africana está a investigar as alegações de que os oitenta quilogramas de cocaína, apreendidos em Midrand, podem ter origem em Moçambique.
A apreensão ocorreu no início da semana e a droga está avaliada em cerca de 20 milhões de rands, o que equivale a aproximadamente 80 milhões de meticais.
A substância foi encontrada num depósito situado numa propriedade rural em Midrand, com destino final à cidade do Cabo. A porta-voz da polícia, Athlenda Mathe, confirmou que as autoridades estão a investigar a possível rota que a cocaína seguiu, que poderá ter incluído território moçambicano antes de entrar na África do Sul.
“Após receber informações de inteligência que sugeriam actividades ilegais neste local, obtivemos um mandado de busca e apreensão. Mobilizámos a nossa unidade de inteligência criminal, a unidade de combate ao crime organizado e a equipa canina especializada em drogas. Durante as buscas, foram encontrados 80 quilos de cocaína, avaliados em mais de 20 milhões de rands. O proprietário do terreno foi detido e enfrentará acusações, incluindo posse e tráfico de drogas. Ele encontra-se sob custódia e estamos a conduzir investigações adicionais para determinar a origem da droga, a rota percorrida, bem como a forma como chegou até aqui, se por autocarro ou camião, e quem mais poderá estar envolvido com este suspeito”, declarou Mathe.
Em conexão com este caso, um cidadão de 56 anos foi também detido. Em Setembro, a polícia já havia desmantelado um laboratório de drogas na província de Mpumalanga, que faz fronteira com Moçambique, onde foram apreendidos narcóticos avaliados em mais de 350 milhões de rands.
Desde o início do ano, a polícia sul-africana deteve mais de 180 suspeitos ligados a grandes cartéis de drogas, fruto de uma melhor coordenação de informações e cooperação transfronteiriça. O foco das autoridades continua a ser o desmantelamento de toda a cadeia de suprimentos, desde os fabricantes até aos traficantes de rua.
O Parlamento da República de Gana ratificou e aprovou os acordos bilaterais de isenção de vistos em passaportes ordinários com Moçambique.
De acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, a ratificação deste acordo tem como objectivos fundamentais o fortalecimento da cooperação e a promoção do intercâmbio entre os dois países e seus cidadãos.
Este entendimento facilitará a mobilidade dos cidadãos moçambicanos para Gana, além de promover transacções comerciais e o turismo bilaterais.
Recorde-se que o acordo referente à isenção de vistos em passaportes diplomáticos e de serviço foi assinado em 2022 em Gana. A proposta de isenção de vistos para passaportes ordinários foi apresentada pelo Alto-Comissariado de Moçambique em Julho deste ano.
O furacão Melissa, uma das tempestades mais poderosas dos últimos anos, deixou um rasto de devastação nas Caraíbas, com dados recentes a indicar um total de 37 vítimas mortais.
Segundo informações da Associated Press, as mortes ocorreram em diversos países da região: uma na República Dominicana, oito na Jamaica e 28 no Haiti, onde também se registam dezenas de desaparecidos.
No Haiti, a situação é particularmente grave, com o número de mortos a aumentar para 28 e 18 pessoas ainda sem notícias. As autoridades locais manifestam preocupação com a magnitude dos danos.
Cuba também foi severamente afectada, com relatos de danos materiais significativos e 735 mil pessoas a serem acolhidas em abrigos. Na Jamaica, cerca de 77% do país permanece sem electricidade, dificultando ainda mais a recuperação.
O furacão, classificado como categoria 5 na escala de Saffir-Simpson, impactou principalmente a Jamaica e Cuba.
A Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) emitiu um alerta sobre o risco moderado de inundações ao longo do rio Maputo.
Este aviso surge em consequência do aumento gradual das descargas na Barragem de Pongolapoort, localizada na África do Sul.
As descargas começaram ontem e deverão atingir o seu pico no dia 3 de Novembro, como parte das medidas de gestão preventiva para a época chuvosa de 2025/26.
As previsões apontam para uma subida significativa do nível das águas na estação hidrométrica de Madubula até ao dia 8 de Novembro, sendo possível que o nível ultrapasse o limite de alerta estabelecido. As autoridades locais recomendam cautela e monitorização da situação na região.
José Caldeira, presidente da Associação Moçambicana de Juristas (ANJUR), manifestou a sua preocupação face à crescente onda de assassinatos de agentes da polícia, apelando aos órgãos de justiça para investigarem adequadamente os casos e implementem medidas destinadas a proteger magistrados, procuradores e advogados.
As declarações de Caldeira ocorreram em Maputo, durante a Conferência da ANJUR, onde destacou que os juristas enfrentam enormes desafios, especialmente num período marcado por crimes violentos contra policiais.
Recentemente, a mais recente vítima desta violência foi Leonor Célia Inguane, cuja morte ocorreu nas mãos de assaltantes desconhecidos na cidade de Matola. Inguane, que ocupava a posição de Superintendente, era Comandante da Polícia no Distrito de Marracuene, a cerca de 30 quilómetros ao norte de Maputo.
“O que se passa com os juristas é, na realidade, um reflexo da situação do país. A insegurança não favorece que advogados, juízes ou procuradores tomem decisões de forma serena. Contudo, não podemos ser intimidados. Temos de continuar a cumprir o nosso papel e confiar que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) sejam capazes de resolver as questões relacionadas com o terrorismo e a criminalidade”, afirmou Caldeira.
O presidente da ANJUR assinalou ainda que a intimidação persiste. Quando aqueles que aplicam a lei, não conseguem agir livremente, os problemas de segurança agravam-se. Tornar-se-ia essencial que o governo assegurasse condições adequadas para que os operadores de justiça possam desempenhar as suas funções com liberdade e segurança.
Caldeira considera de extrema importância a união entre juízes, procuradores, advogados e outros profissionais dos sectores público e privado, de modo a enfrentar as dificuldades com maior força.
“Juízes e procuradores não são uma ilha”, ressaltou. “Infelizmente, temos casos de magistrados envolvidos em actos de corrupção. O Estado deve garantir que estes casos sejam punidos adequadamente, com a expulsão e responsabilização criminal dos envolvidos.”
O presidente da ANJUR defendeu ainda a necessidade de digitalização e inovação nos tribunais, como forma de aumentar a transparência e reduzir as oportunidades para a corrupção. “A digitalização permitirá maior celeridade, menos burocracia e um controle mais eficaz sobre os casos”, concluiu Caldeira.
Um homem de 45 anos foi detido na cidade da Beira, em Sofala, após ser apanhado em flagrante na posse de 98 envoltórios de heroína, além de papéis de alumínio recortados, utilizados para embalar drogas.
A detenção decorreu de uma operação efectuada pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), que tem estado a intensificar as investigações e averiguações em locais associados à venda e consumo de estupefacientes. O porta-voz do SERNIC em Sofala, Alfeu Sitoe, informou que, no momento em que o indivíduo foi surpreendido, mais dois cúmplices estavam presentes no local, mas conseguiram evadir-se.
Em outra operação em Sofala, um cidadão de 41 anos foi também detido por posse de cannabis sativa, popularmente conhecida como swazi-gold, que provém da vizinha E-Swatine. Durante o interrogatório, o detido alegou ter adquirido a droga no distrito de Marracuene, na Província de Maputo.
As autoridades continuam a intensificar as suas acções de combate ao tráfico de drogas na região, com o objectivo de desmantelar redes de distribuição e consumo de estupefacientes.
Dois agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) encontram-se detidos e indiciados pelo assassinato de um indivíduo durante actividades de garimpo no distrito de Chifunde, na província de Tete.
O Comando Provincial da PRM em Tete afirma desconhecer os detalhes do caso, mas a Procuradoria Provincial já confirmou a ocorrência e a detenção dos agentes envolvidos.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal “O País”, o incidente ocorreu no passado dia 9 de Outubro, quando a vítima, identificada como Jacala Daison, de trinta e quatro anos, exercia a sua actividade de garimpo nas proximidades de uma prospecção de mina da empresa Mule Mule, pertencente a um grupo de cidadãos de nacionalidade inglesa.
O processo, que já está a ser tratado sob o número 118/2025, está actualmente em fase de instrução preparatória na procuradoria distrital de Chifunde. As autoridades estão a realizar audições para esclarecer as circunstâncias que levaram os agentes a disparar contra a vítima.
O Governo moçambicano anunciou a sua intenção de modernizar o sector da justiça, enfatizando que esta modernização não deve se restringir apenas à adopção de tecnologias.
O processo exige, igualmente, uma transformação cultural institucional com o intuito de proporcionar maior celeridade, transparência e proximidade com os cidadãos.
O Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, expressou estas ideias durante a abertura da conferência promovida pela Associação Nacional de Juristas Moçambicanos (ANJUR). O governante evidenciou que a inovação no sistema judicial abrange não só a utilização de ferramentas digitais, mas também a reestruturação de mentalidades, a simplificação de procedimentos e o reforço da transparência.
“Um sistema judicial moderno deve responder com eficácia e integridade às demandas da sociedade”, afirmou Saize, sublinhando os esforços do Executivo em digitalizar processos e capacitar profissionais do sector.
Saize salientou que a acessibilidade e previsibilidade da justiça são vitais para fomentar a confiança pública, atrair investimento e estimular o desenvolvimento económico. O sucesso desta empreitada, segundo o Ministro, requer a participação activa de todos os intervenientes no sistema de justiça.
A conferência, que decorre sob o lema “Construindo o Futuro da Justiça: Inovação e Desenvolvimento Inclusivo”, conta com a presença de diversos actores do sistema de justiça e do sector produtivo. Este evento destina-se a reflectir sobre o papel transformador do direito no progresso nacional.
Por sua vez, o presidente da ANJUR, José Caldeira, afirmou que a conferência marca o relançamento das actividades da classe jurídica, após um período de restrições imposto pela pandemia da Covid-19. “Queremos dar continuidade aos trabalhos e apoiar no que for possível para o desenvolvimento do nosso país”, concluiu.
O Governo de Moçambique reafirmou o seu compromisso de trabalhar em conjunto com parceiros institucionais e a sociedade civil na construção de um sistema de justiça mais justo e inclusivo.
O Conselho Municipal da cidade de Nacala Porto, na província de Nampula, apreendeu mais de 100 motorizadas por falta de documentos necessários.
Esta acção foi implementada com o objectivo de reforçar o cumprimento das normas de circulação e promover a segurança rodoviária na região.
As irregularidades identificadas durante a operação incluem a ausência ou o vencimento dos livretes de licença de circulação, além da falta de manifesto. A autarquia local sublinha que esta iniciativa faz parte de um esforço contínuo para o ordenamento urbano e responsabilização dos condutores.
As motorizadas representam uma parcela significativa do transporte informal na cidade, sendo por isso crucial garantir que os veículos em circulação estejam devidamente legalizados. A operação visa não apenas a conformidade legal, mas também a melhoria da segurança para todos os utilizadores das vias públicas.
O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas anunciou que Moçambique produziu, nos primeiros nove meses do ano, um total de 99,2 mil toneladas de frango e 23,2 milhões de dúzias de ovos.
O ministro Roberto Albino afirmou que a avicultura é um dos sectores da pecuária com maior impacto na redução do défice de proteína animal, na segurança alimentar e na criação de emprego e rendimento no país.
De acordo com Albino, os incentivos governamentais a investimentos privados, como incubadoras, fábricas de ração e matadouros, têm contribuído para a integração de pequenos e médios criadores na cadeia de produção, resultando numa produção nacional significativa. No último ano, o sector atingiu aproximadamente 135 mil toneladas de frango e 29,8 milhões de dúzias de ovos.
O compromisso do governo em criar um ambiente propício ao investimento e à inovação tecnológica é fundamental, especialmente para incluir jovens e mulheres nas cadeias de valor da produção avícola. O sector avícola é considerado prioritário para atingir a plena autosuficiência alimentar em proteína animal, uma vez que menos de 20% do mercado é actualmente abastecido por frango importado.
Durante o workshop nacional sobre o sector avícola, o governo, em colaboração com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), o GAIN, a Associação da Indústria Avícola e outros actores do sector público e privado, está a finalizar o plano director para o sector avícola em Moçambique. Albino evidenciou a importância desta ocasião para fortalecer as parcerias entre o governo, o sector privado e parceiros internacionais, visando uma avicultura moderna, sustentável e inclusiva.
O ministro destacou ainda que o sector contribui significativamente para o fornecimento de proteína animal acessível e para a criação de oportunidades de emprego. Contudo, reconheceu que a avicultura enfrenta desafios, incluindo a disponibilidade e a qualidade dos insumos, como pintos de um dia e o acesso a mercados sustentáveis.
Nos últimos anos, a indústria nacional de frango de corte tem apresentado um crescimento progressivo. É importante ressaltar que, há duas décadas, o sector produzia apenas cerca de 4.500 toneladas de frango anualmente. De janeiro a setembro deste ano, foram importadas 21,8 mil toneladas de frango e 5,4 milhões de dúzias de ovos.
O país aspira a um sector avícola competitivo, onde as matérias-primas para a produção de ração sejam integralmente produzidas no território nacional. Rafael Estevão, director nacional da Pecuária, sublinhou que a dependência de soja e milho importados tem dificultado o desenvolvimento mais acelerado da avicultura.
Contudo, expressou otimismo ao afirmar que Moçambique está mais próximo da autosuficiência na produção de milho do que anteriormente.
A localidade de Matsinho, situada no distrito de Sussundenga, na província de Manica, acaba de receber acesso à água potável, beneficiando mais de 7.000 habitantes.
Esta inovação resulta da construção de um fontanário, financiado pelo Programa Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento Rural (PRONASAR).
O novo sistema de abastecimento de água inclui uma rede de distribuição com uma extensão de 6,032 quilómetros, com diâmetros variando entre 50 e 110 milímetros. Numa fase inicial, será possível realizar 100 ligações domiciliárias, estando previstas futuras expansões para atender mais moradores da localidade.
O projecto conta com um centro distribuidor que possui uma capacidade de 30 metros cúbicos, complementado por um tanque elevado com 20 metros cúbicos e 15 metros de altura. A conduta adutora, composta por tubagem de polietileno de alta densidade, estende-se por 1,464 quilómetros, com diâmetros entre 40 e 90 milímetros.
A obra, iniciada em Outubro de 2023, teve uma duração total de dois anos e custou 23,6 milhões de meticais, aproximadamente 390 mil dólares, oriundos do governo moçambicano. Durante a cerimónia de inauguração, a governadora da província de Manica, Francisca Tomás, sublinhou a importância do uso adequado do novo sistema, a fim de garantir a sua longevidade.
A governadora lembrou que esta iniciativa é parte dos esforços do governo para assegurar o fornecimento de água de qualidade à população, solicitando a vigilância dos residentes para evitar eventuais actos de sabotagem ao sistema. “Foi pensando na população que o governo decidiu implementar este sistema”, disse.
Com a nova infra-estrutura, a taxa de abastecimento de água no distrito de Vanduzi subiu de 49,85% para 60,54%. A governadora anunciou ainda que um novo sistema será inaugurado brevemente na zona do cruzamento de Tete.
No distrito de Vanduzi, já estão em funcionamento dois sistemas de abastecimento, nomeadamente o de Belas, que serve a sede do distrito e o de Matsinho, inaugurado hoje. O líder comunitário de Matsinho, Tarira Waite Fore, expressou a gratidão da população ao governo pela disponibilização de água, garantindo que isso ajudará a eliminar doenças associadas ao consumo de água imprópria.
“Matsinho possui uma população de 49.385 habitantes distribuídos por cinco bairros. A satisfação é maior agora que teremos água potável a beneficiar mais famílias, contribuindo para a melhoria da saúde pública”, afirmou Tarira.
A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Coordenadora de Comunicação e Marketing Estratégico. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Líder de Equipa Integrada. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Administração (Matola). Saiba mais.
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A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Diretor Adjunto de Projecto – (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Supply Chain (Matola). Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um/a (1) Oficial Administrativo(a) & Financeiro(a). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor – Monitoria e Avaliação (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Protecção Social e Género para o projecto LINK/MEGA LINK (LPSG). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável – Supply Chain (Maputo). Saiba mais.
Chuvas torrenciais atingiram o centro do Vietname, resultando em significativas inundações que submergiram casas, terras agrícolas e locais turísticos, entre os quais se destacam as cidades históricas de Hué e Hoi An.
Na manhã de hoje, o nível da água no rio Perfume, em Hué, elevou-se para 4,62 metros, alcançando a altura da cintura na antiga capital imperial, classificada como Património Mundial pela UNESCO. Em Hoi An, um importante centro turístico, o rio Hoai viu a sua água subir quase dois metros em consequência da chuva incessante e da libertação de água em excesso de barragens hidreléctricas.
Meios de comunicação estatais vietnamitas reportaram que cerca de 40.000 turistas foram evacuados de Hoi An, devido à rápida subida do nível das águas. Nguyen Ngoc Anh, proprietário de um hotel nas proximidades do rio Thu Bon, afirmou: “A água subia tão rápido que tivemos que transferir rapidamente os nossos hóspedes para outros hotéis fora da área inundada, por questões de segurança”.
Em Hué, várias casas ficaram submersas e as principais vias de acesso foram cortadas ao trânsito, levando os moradores a utilizarem barcos para se deslocarem. A rota ferroviária entre Hanói, no norte, e a cidade de Ho Chi Minh, no sul, foi suspensa, impactando milhares de passageiros.
As autoridades ferroviárias do Vietname posicionaram 19 vagões pesados, totalizando 980 toneladas, sobre uma ponte para evitar que esta fosse arrastada pelas águas, conforme reportado pela imprensa estatal.
Cerca de mil pessoas em áreas rurais da província de Thua Thien Hue ficaram isoladas devido a inundações e deslizamentos de terra, segundo a organização não governamental australiana Blue Dragon Children’s Foundation.
Especialistas indicam que o aquecimento global está a intensificar as tempestades tropicais, resultando em chuvas mais fortes e alterações nos padrões de precipitação em toda a Ásia Oriental. O Vietname é um dos países mais afectados por inundações no mundo, com quase metade da sua população a residir em áreas de risco.
As negociações entre o Paquistão e o Afeganistão, destinadas a estabelecer um cessar-fogo duradouro, não lograram resultado positivo.
O ministro da informação paquistanês, Attaulah Tarar, expressou o seu descontentamento com a falta de progresso nas negociações, que decorreram em Istambul durante quatro dias, com a mediação do Qatar e da Turquia.
“Infelizmente, o lado afegão não deu nenhuma garantia, desviou-se continuamente da questão central e recorreu a um jogo de acusações, evasão e artimanhas”, afirmou Tarar através da rede social X. O ministro lamentou que o diálogo não tenha conseguido produzir uma solução viável.
Os confrontos entre os dois países intensificaram-se nas últimas semanas, numa escalada de violência que resultou em dezenas de mortos. A tensão aumentou após uma ofensiva dos talibãs na fronteira, desencadeada por explosões em Cabul, atribuídas ao Paquistão.
Um cessar-fogo, mediado pelo Catar há cerca de dez dias, havia suspendido temporariamente os combates, que também afectaram civis. No entanto, a fronteira entre os dois países permanece fechada, com excepção de migrantes afegãos expulsos do Paquistão e que têm permissão para atravessar.
O Paquistão, que enfrenta um aumento de ataques contra as suas forças de segurança, expressou a expectativa de que as negociações levem o Afeganistão a retirar do seu território “grupos terroristas” que operam contra o país.
O exército israelita divulgou que irá restabelecer o cessar-fogo na Faixa de Gaza, após uma série de ataques que visaram dezenas de alvos considerados terroristas.
Esta decisão surge após intensos bombardeamentos que resultaram na morte de pelo menos 91 palestinianos, dos quais 24 eram crianças e sete mulheres, conforme indicado por fontes médicas e da Defesa Civil do enclave.
Num comunicado oficial, os militares israelitas afirmaram que a retoma do cessar-fogo se dá em conformidade com as directivas do Governo, após a neutralização de vários elementos do Hamas em resposta a violações cometidas pelo grupo.
A situação na Faixa de Gaza continua a ser crítica, com as forças de segurança e organizações humanitárias a alertarem para o impacto devastador dos ataques na população civil.
A Organização das Nações Unidas (ONU) expressou preocupação com a situação alarmante no Sudão, após a cidade de Al-Fashir, capital de Darfur do Norte, ter caído sob o controlo dos paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF).
Esta conquista marca um ponto crítico, uma vez que Al-Fashir era o último bastião do exército sudanês na região, que se encontrava cercada há 18 meses.
Relatos de atrocidades emergem da área, levantando temores de uma possível limpeza étnica. As agências da ONU documentaram casos de execuções em massa, criando um cenário de terror para a população local. A situação gerou um apelo urgente à comunidade internacional para intervir e proteja os civis em Darfur.
A queda de Al-Fashir representa um cenário de instabilidade crescente no Sudão, onde as tensões entre as forças militares e os paramilitares têm exacerbado a violência e os abusos dos direitos humanos. A ONU continua a monitorar a situação de perto e a instar as partes envolvidas a pôr fim à violência e a buscar soluções pacíficas para a crise no país.
Edson Macuácua, Presidente da Comissão Técnica (COTE) para o Diálogo Nacional Inclusivo, revelou que o Presidente Daniel Chapo assumiu o compromisso de submeter uma...