As negociações entre o Paquistão e o Afeganistão, destinadas a estabelecer um cessar-fogo duradouro, não lograram resultado positivo.
O ministro da informação paquistanês, Attaulah Tarar, expressou o seu descontentamento com a falta de progresso nas negociações, que decorreram em Istambul durante quatro dias, com a mediação do Qatar e da Turquia.
“Infelizmente, o lado afegão não deu nenhuma garantia, desviou-se continuamente da questão central e recorreu a um jogo de acusações, evasão e artimanhas”, afirmou Tarar através da rede social X. O ministro lamentou que o diálogo não tenha conseguido produzir uma solução viável.
Os confrontos entre os dois países intensificaram-se nas últimas semanas, numa escalada de violência que resultou em dezenas de mortos. A tensão aumentou após uma ofensiva dos talibãs na fronteira, desencadeada por explosões em Cabul, atribuídas ao Paquistão.
Um cessar-fogo, mediado pelo Catar há cerca de dez dias, havia suspendido temporariamente os combates, que também afectaram civis. No entanto, a fronteira entre os dois países permanece fechada, com excepção de migrantes afegãos expulsos do Paquistão e que têm permissão para atravessar.
O Paquistão, que enfrenta um aumento de ataques contra as suas forças de segurança, expressou a expectativa de que as negociações levem o Afeganistão a retirar do seu território “grupos terroristas” que operam contra o país.

















