Um homem de 50 anos foi detido no distrito de Zavala, na província de Inhambane, sob a suspeita de ter violado a sua filha de 12 anos.
Segundo informações fornecidas pelas autoridades policiais, o indiciado confessou a prática criminosa, revelando que os abusos eram sistemáticos e que se prolongavam desde o ano passado.
Os exames médicos realizados na menor confirmaram a existência de lesões graves decorrentes das violações sexuais a que era submetida pelo pai. As autoridades continuam a investigar o caso, uma vez que a segurança e o bem-estar da vítima estão a ser priorizados.
As autoridades apelam à comunidade para estar atenta a quaisquer sinais de violência e abuse em contextos familiares, incentivando a denúncia de situações semelhantes.
O Ministério do Trabalho, Género e Acção Social emitiu um alerta sobre a crescente incidência de casos de violência contra a população idosa em Moçambique.
Desde o início de 2025 até Maio de 2026, o país registou mais de mil casos de agressões a pessoas idosas, com relatos provenientes de quase todas as províncias.
Nguma Geraldo, Director Nacional da Acção Social, confirmou que a situação é alarmante e que os casos de violência têm aumentado diariamente. O responsável fez estas declarações durante o Café da Manhã da Rádio Moçambique, tendo referido que o alerta coincide com a comemoração do Dia Mundial de Conscientização sobre a Violência contra a Pessoa Idosa.
A problemática exige uma atenção redobrada e medidas eficazes para a protecção dos mais vulneráveis na sociedade.
O Governo de Moçambique lançou um apelo aos cidadãos que se encontram em situação irregular na África do Sul para considerarem o seu regresso voluntário ao país.
A declaração foi proferida ontem pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Moçambicanas no Exterior, Maria de Fátima Manso, durante uma reunião com líderes comunitários na capital sul-africana.
A iniciativa surge em resposta ao aumento da tensão entre grupos sul-africanos anti-imigração e comunidades de estrangeiros. Maria de Fátima Manso enfatizou a importância de garantir a segurança e o bem-estar dos moçambicanos que se encontram naquele país.
No âmbito da sua visita, a secretária de Estado planeia encontros com a vice-ministra das Relações Exteriores e Cooperação da África do Sul, bem como com representantes da Agência de Gestão de Fronteiras e da Organização Internacional para as Migrações. Estas reuniões têm como objectivo fortalecer a colaboração entre Moçambique e a África do Sul em questões migratórias e de protecção dos cidadãos moçambicanos.
As autoridades moçambicanas estão atentas à situação dos seus cidadãos no exterior e trabalham para assegurar a sua segurança e dignidade.
Um homem de 32 anos encontra-se sob custódia policial na cidade de Gurué, localizada no norte da província da Zambézia. O indivíduo é suspeito de ter assassinado um homem ao flagrá-lo a envolver-se sexualmente com a sua esposa.
A porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) na Zambézia, Belarmina Henriques, confirmou as informações ao “Notícias Online”. Segundo a responsável, após a consumação do crime, o detido procedeu ao enterramento do corpo numa residência abandonada.
A situação veio a público após residentes do Bairro Novo, no município de Gurué, denunciarem a presença de vestígios de sangue na casa em questão, levando as autoridades a intervirem.
O Presidente da República, Daniel Chapo, promulgou a Lei que estabelece o Banco de Desenvolvimento de Moçambique (BDM), realizando uma das principais promessas do seu discurso de investidura.
Este novo instrumento financeiro marca o início de uma nova abordagem ao financiamento do desenvolvimento económico e social do país.
O BDM terá como missão estruturar, financiar e impulsionar projectos estratégicos, promovendo um crescimento inclusivo e acessível a todos os moçambicanos. Através de um comunicado oficial, a Presidência da República informou que o Chefe do Estado, fundamentado nas competências conferidas pelo n.º 1 do artigo 162 da Constituição da República, decidiu promulgar a lei após verificar que esta não infringe a Lei Fundamental.
A promulgação representa a conclusão de um processo legislativo iniciado nos primeiros meses do mandato de Chapo. Desde a sua investidura, o Presidente destacou a importância de um instrumento financeiro robusto que apoie iniciativas estruturantes em sectores estratégicos para a diversificação da economia e a criação de emprego.
No seu discurso inaugural, Chapo enfatizou que a promoção do desenvolvimento inclusivo exige novas abordagens e mecanismos financeiros que respondam aos desafios de industrialização, modernização agrícola, desenvolvimento de infra-estruturas e apoio ao empresariado nacional. Foi neste contexto que anunciou a intenção de criar o BDM, agora formalizado com a promulgação da respectiva lei.
Segundo a nota de imprensa, a nova instituição terá como objectivo mobilizar recursos financeiros e canalizá-los para projectos com significativo impacto económico e social, contribuindo para a transformação estrutural da economia moçambicana. A criação de bancos de desenvolvimento tem sido uma estratégia adoptada por vários países para financiar sectores que frequentemente não obtêm apoio suficiente da banca comercial tradicional, actuando como catalisadores do investimento em áreas como agricultura, energia, indústria, infra-estruturas, inovação tecnológica e pequenas e médias empresas.
Em Moçambique, o debate sobre a necessidade de uma instituição financeira especializada no desenvolvimento tem adquirido força nos últimos anos, principalmente devido aos desafios enfrentados por empresários nacionais no acesso ao crédito e à necessidade de financiar projectos estruturantes que aumentem a competitividade da economia.
A promulgação da lei ocorre num momento crucial, à medida que o país procura consolidar a recuperação económica, aumentar a produção interna e criar mais oportunidades de emprego para a juventude. Este cenário faz prever que o BDM terá um papel determinante na promoção do investimento produtivo e no desenvolvimento regional equilibrado.
Embora ainda se aguarde informação adicional sobre a estrutura de funcionamento, capitalização e áreas prioritárias de intervenção da nova instituição, a Presidência considera que a criação do banco representa um marco relevante na implementação da agenda governativa.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar uma (1) Empresa para Elaboração de Projecto Executivo e Construção de Muro de Vedação. Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um (1) Prestador de Serviços para Assessoria Jurídica e Patrocínio Judiciário ao CESC. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dez (10) Supervisores Distritais. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Engajamento Comunitário. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Administrativo. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dez (10) Oficiais de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Assessores Provinciais. Saiba mais.
A Eazi Access pretende recrutar trinta (30) Operadores de Máquinas (Telehandler e MEWP-Mobile Elevating Work Platform/Charry Picker e Scissor Lift). Saiba mais.
A selecção de futebol da Costa de Marfim assegurou hoje uma vitória importante ao derrotar a sua congénere do Equador por uma bola a zero, em partida referente ao Grupo E do Mundial da FIFA 2026.
Este triunfo marca um passo significativo para a equipa marfinense na competição.
No mesmo grupo, a Alemanha teve uma exibição notável ao vencer o Curaçau por 7 a 1, resultado que demonstra a força da selecção germânica.
Hoje à tarde, a partir das 18 horas, Cabo Verde irá enfrentar a Espanha, numa expectativa elevada entre os adeptos. Paralelamente, às 21 horas, a Bélgica medirá forças com o Egipto, promete uma partida emocionante no Grupo G.
A competição continua a capturar a atenção dos fãs de futebol em todo o mundo, especialmente em Moçambique, onde o entusiasmo pelos jogos é palpável.
A cidade de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, enfrenta uma crise contínua de abastecimento de gasolina, segundo a constatação de uma reportagem do “Notícias Online”.
Apesar das afirmações das autoridades sobre a existência de stock suficiente no Porto de Pemba, os postos de abastecimento enfrentam uma escassez notável deste combustível.
Durante uma ronda realizada em 15 bombas de gasolina, a equipa de reportagem verificou que a disponibilização do produto se restringe a algumas bombas na zona conhecida como Embondeiro, no bairro de Cariacó. Nesta área, formam-se longas filas de espera, especialmente de motorizadas de jovens que prestam serviços de táxi-mota e que se revelam como os principais consumidores de gasolina.
Automobilistas entrevistados expressaram a sua frustração face à continuidade da crise nas restantes bombas da urbe. Em contraste, o diesel parece estar disponível em quantidades satisfatórias, aliviando, assim, a situação de quem depende desse combustível para a sua locomoção diária.
As autoridades continuam a ser interpeladas sobre as medidas a serem tomadas para resolver esta situação que afecta a mobilidade e o dia-a-dia dos cidadãos.
O Governo moçambicano revelou hoje a sua intenção de diminuir, para perto de metade, o valor despendido anualmente na aquisição de autocarros para o transporte público.
Esta iniciativa visa uma redução de 40% nos custos, através da instalação de uma linha de montagem local.
A informação foi divulgada pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, durante um encontro com representantes da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, inserido no âmbito do Diálogo Público-Privado. O responsável governamental acrescentou que a decisão foi tomada na recente reunião do Conselho de Ministros, que autorizou o lançamento de um concurso público internacional para encontrar um parceiro encarregado de implementar a nova linha de montagem em solo moçambicano.
Esta medida, segundo Matlombe, não só permitirá a redução de custos no transporte público, mas também fomentará a indústria local, contribuindo para o desenvolvimento económico do país.
A iniciativa é vista como um passo importante para melhorar a qualidade e a acessibilidade do transporte público em Moçambique, beneficiando assim os cidadãos que dependem deste serviço diariamente.
Um trágico acidente envolvendo um avião ocorreu na cidade de Butler, no estado americano de Missouri, neste domingo, resultando na morte de todos os 12 ocupantes da aeronave.
De acordo com informações da Patrulha Rodoviária do estado, todos os passageiros e tripulantes perderam a vida no acidente. As autoridades estão no local a prestar assistência ao Departamento de Polícia de Butler e ao Escritório do Xerife do Condado de Bates, que estão a lidar com a situação.
“Os agentes estão no local prestando assistência ao Departamento de Polícia de Butler e ao Escritório do Xerife do Condado de Bates em um acidente fatal de avião perto do Aeroporto Memorial de Butler. Neste momento, os relatos indicam que todos os ocupantes (12 no total) morreram”, disse um porta-voz da Patrulha Rodoviária.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a dinâmica e a causa do acidente. As investigações estão em andamento para elucidar os detalhes do ocorrido.
Cerca de 150 famílias em situação de vulnerabilidade no Grande Maputo serão contempladas com uma nova linha de financiamento destinada à reabilitação das suas habitações. Esta iniciativa resulta de uma parceria entre o Moza Banco e a Oikos – Cooperação e Desenvolvimento.
O projecto, que conta com um investimento inicial de 250 mil euros, o que equivale a aproximadamente 18 milhões de meticais, visa apoiar obras de melhoria habitacional nas localidades de KaTembe, Matola e Marracuene, bem como no distrito de Matutuíne.
Jaime Joaquim, administrador do Moza Banco, destacou que a instituição terá a responsabilidade de avaliar a capacidade de reembolso dos beneficiários e de desembolsar os fundos, assegurando assim a sustentabilidade da linha de crédito.
Joaquim acrescentou que os valores reembolsados serão reinvestidos para apoiar novas famílias, garantindo a continuidade do programa. Caso os resultados sejam satisfatórios, existe a possibilidade de aumentar o montante destinado a esta iniciativa.
Por sua vez, David Prieto, director da Oikos em Moçambique, ressaltou que o projecto tem como intuito melhorar as condições de habitabilidade de famílias que ainda habitam em residências inadequadas, muitas das quais não oferecem condições de segurança e resistência a fenómenos climáticos adversos. A Oikos será responsável pela mobilização das comunidades, identificação dos beneficiários e pelo acompanhamento técnico das obras que receberão financiamento.
Dados divulgados durante o lançamento do projecto “A Minha Casa” revelam que esta iniciativa já permitiu a reabilitação de 79 habitações e a formação de 145 técnicos e artesãos especializados em construção resiliente.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a recuperação de 30 cabeças de gado bovino que haviam sido roubadas de um cural no distrito de Namaacha, na província de Maputo.
Os animais foram encontrados escondidos numa mata local. Neste contexto, dois pastores foram detidos pelas autoridades policiais.
Carmínia Leite, porta-voz do Comando Provincial da PRM em Maputo, revelou que este não é o primeiro incidente de roubo de gado associado à mesma proprietária. Em Dezembro do ano passado, um caso semelhante ocorreu, em que os meliantes simularam o desaparecimento de 38 cabeças de gado, exigindo posteriormente o pagamento de oito mil meticais para a sua recuperação. Horas depois, os criminosos afirmaram ter localizado os animais.
No mês passado, a proprietária registou o desaparecimento de sete cabeças de gado no cural e solicitou aos pastores que realizassem a busca, mas sem resultados concretos. As autoridades continuam a investigar os casos, no intuito de levar à justiça os responsáveis por estas práticas criminosas que afectam a comunidade local.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou na noite deste domingo que os Estados Unidos e o Irão chegaram a um acordo para o fim imediato da guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano.
O anúncio surge poucas horas após um novo ataque israelita em Beirute, que deixou as negociações de paz em uma situação delicada.
“Após negociações intensivas, podemos anunciar que o Acordo de Paz entre os EUA e a República Islâmica do Irão foi ALCANÇADO. Ambos os lados declararam o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano”, escreveu Sharif na plataforma X, indicando que o memorando de entendimento será assinado na próxima sexta-feira, dia 19, na Suíça. O primeiro-ministro paquistanês acrescentou que as partes iniciarão agora contactos para definir os parâmetros das “negociações técnicas” que seguirão, incluindo questões relativas ao programa nuclear iraniano.
Na sequência do anúncio, o presidente Donald Trump reagiu na plataforma Truth Social, confirmando que o acordo foi finalizado. “Parabéns a todos! Venho por este meio autorizar a reabertura do estreito de Ormuz sem portagens e o consequente levantamento do bloqueio naval dos EUA ao Irão. Navios de todo o mundo, podem arrancar os motores. Que o petróleo flua livremente”, proclamou.
O Irão, que horas antes do anúncio havia declarado estar a preparar um grande ataque contra Israel como retaliação pelo ataque no Líbano, não se pronunciou imediatamente sobre a finalização do acordo.
O anúncio de que os EUA e o Irão chegaram finalmente a um entendimento representa uma reviravolta inesperada após um dia tenso, em que o conflito parecia prestes a escalar novamente, especialmente após o ataque israelita contra posições do Hezbollah em Beirute.
O regime de Teerão ameaçou suspender as negociações e retaliar, levando Trump a fazer um apelo desesperado: “Não vamos estragar isto”, suplicou o presidente dos EUA, que viu a promessa de assinar o acordo durante o dia de domingo frustrada e voltou a criticar duramente o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. “Perguntei-lhe que c… é que achava que fazia. Não acredito como fizeram isto uma hora antes da assinatura do acordo. Ele [Netanyahu] não tem um mínimo de bom senso, eu disse-lhe isso”, declarou Trump à Fox News, demonstrando a sua irritação.
O ministro da Economia de Moçambique, Basílio Muhate, expressou descontentamento face à morosidade na entrada em operação da fábrica de processamento de ração localizada no distrito de Chimbunila, na província do Niassa.
As obras desta unidade fabril, que começaram em 2021, ainda não foram concluídas, o que tem gerado apreensão nas autoridades locais.
Durante a sua visita às instalações, o ministro manifestou insatisfação com as justificativas apresentadas sobre os atrasos na operacionalidade, que se devem à falta de conclusão de várias componentes das obras. Entre as pendências estão a construção do muro de vedação, o reforço da capacidade da corrente eléctrica e a abertura de um furo de água.
“Não ficamos satisfeitos com a qualidade do edifício, com o desgaste da maquinaria que está ali instalada. Portanto, vamos analisar e fazer um esforço de reverter, se for necessário responsabilizar, faremos isso”, enfatizou Muhate, sublinhando a gravidade da situação.
O ministro salientou que a entrada em funcionamento da fábrica poderia não apenas contribuir para a criação de emprego entre os jovens da província, mas também promover o desenvolvimento de uma cadeia de valor que, neste momento, se revela inexistente. A paralisação deste projeto é vista como uma oportunidade perdida para a população local.
Um jovem de 32 anos encontra-se sob custódia na 1.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), suspeito de roubar aproximadamente 130 telemóveis de diversas marcas e modelos.
A detenção ocorreu na sequência de uma operação policial desencadeada após denúncias sobre a venda de um elevado número de telemóveis na via pública do bairro Namacula, o que despertou a desconfiança dos moradores.
De acordo com Nelson de Sousa, porta-voz da PRM no Niassa, o acusado é um ex-funcionário da operadora de telefonia móvel Movitel, e é acusado de ter subtraído os aparelhos de um armazém localizado no bairro Cimento. Durante a acção policial, foram recuperados 116 telemóveis na residência do suspeito, enquanto os restantes 14 haviam sido vendidos.
As autoridades continuam a investigar o caso, na tentativa de desmontar a rede de comercialização ilegal dos aparelhos roubados.
Na cidade de Quelimane, o delegado político provincial da Renamo, Inácio Reis, manifestou-se em conferência de imprensa, levantando sérias acusações contra António Muchanga. Reis alega que Muchanga está a manipular a opinião pública e a veicular narrativas que visam criar divisões dentro do partido.
Durante o seu discurso, Reis contestou as declarações feitas por Muchanga, que criticou a ascensão de Ossufo Momade à liderança da Renamo após o falecimento de Afonso Dhlakama.
O delegado sublinhou que tal afirmação não encontra respaldo nos estatutos do partido. Conforme explicou, não existe qualquer artigo que estipule que, após a morte do líder, o cargo deva ser assumido pelo presidente da Mesa do Conselho Nacional.
Reis reafirmou que Ossufo Momade foi legitimamente eleito e goza do apoio das bases na Zambézia. O dirigente destacou que o partido se encontra coeso e determinado na consolidação da sua estrutura interna. Recentemente, brigadas provinciais realizaram visitas a vários distritos, onde constataram que a maioria das bases permanece fiel à liderança de Momade.
Embora tenha reconhecido a existência de focos de contestação em algumas áreas da província, Reis considerou que esses representam grupos isolados, supostamente influenciados por indivíduos que procuram desestabilizar o partido. Importa destacar que a conferência de imprensa teve lugar fora das instalações da Delegação provincial, actualmente sob o controlo da ala que defende a demissão de Ossufo Momade.
Moçambique assinala uma significativa redução dos índices de mortalidade materna, neonatal e infantil, um feito que atesta os progressos no sector da saúde.
A informação foi revelada hoje pela Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, durante a abertura do Fórum sobre o Subsistema Comunitário de Saúde, onde o Governo reafirmou o seu compromisso com o fortalecimento dos cuidados de saúde nas comunidades.
A Primeira-Ministra sublinhou que os resultados obtidos refletem os investimentos realizados pelo Executivo na expansão dos serviços de saúde e na melhoria da assistência destinada à população, em especial às mulheres e crianças. “A redução da mortalidade materna, neonatal e infantil demonstra que estamos a avançar na promoção da saúde e do bem-estar dos moçambicanos”, declarou.
Levi reconheceu que os desafios persistem e necessitam de um reforço contínuo nas intervenções comunitárias. Durante o evento, reafirmou a determinação do Governo em consolidar os ganhos verificados, por intermédio da robustez do sistema nacional de saúde e da aproximação dos serviços à população.
A Primeira-Ministra também enfatizou a continuidade do investimento na expansão da rede sanitária, no aumento do número de profissionais de saúde e no reforço dos cuidados pré-natais, com o intuito de garantir partos seguros e assistidos em todo o território.
Para além disso, Maria Benvinda Levi defendeu a importância da melhoria das condições de trabalho dos agentes comunitários de saúde, da expansão das infra-estruturas sanitárias de base comunitária e do fortalecimento dos mecanismos de referência e contrarreferência dos pacientes.
Levi acrescentou que a modernização dos sistemas de informação e monitorização sanitária é crucial para assegurar uma prestação de serviços de saúde mais eficiente e uma resposta célere às necessidades das comunidades.
A Primeira-Ministra reiterou ainda que o Executivo vai alargar o acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, assim como expandir a cobertura vacinal ao introduzir novas vacinas no calendário nacional.
“Focaremos a nossa atenção na proteção da mulher, da rapariga e da criança, garantindo melhores condições de saúde, educação, acesso à água potável e ao saneamento”, afirmou.
Por fim, a governante comprometeu-se a intensificar as ações de prevenção e combate aos partos prematuros e às gravidezes precoces, que continuam a representar desafios para a saúde pública nacional.
O Fórum sobre o Subsistema Comunitário de Saúde reuniu membros do Governo, parceiros de cooperação, representantes de organizações internacionais, profissionais de saúde e organizações da sociedade civil, centrando-se na avaliação dos progressos realizados e na formulação de estratégias para o fortalecimento dos cuidados de saúde comunitários em Moçambique.
A relação entre Moçambique e os Emirados Árabes Unidos (EAU) continua a aprofundar-se, ganhando uma dimensão estratégica. O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, e o Presidente dos EAU, Sheikh Mohamed Bin Zayed Al Nahyan, mantiveram um contacto telefónico que reafirmou o compromisso de elevar a cooperação bilateral para um novo patamar.
Durante a conversa, os líderes discutiram o estado das relações de amizade e solidariedade, salientando a intenção conjunta de fortalecer parcerias em áreas prioritárias como comércio, investimento, energia, infra-estruturas, agricultura, turismo e desenvolvimento sustentável.
Este diálogo surge num momento crucial, em que Moçambique busca consolidar alianças internacionais para impulsionar a sua transformação económica, enquanto os Emirados Árabes Unidos reforçam a sua presença e influência no continente africano através de investimentos e programas de cooperação.
Chapo expressou, na ocasião, o apreço do povo moçambicano pelo apoio contínuo dos Emirados Árabes Unidos, sublinhando a importância da contribuição deste país para o desenvolvimento económico e social de Moçambique. Em comunicado de imprensa, destacou a solidariedade demonstrada pelos EAU durante as recentes cheias que devastaram diversas regiões do país, através de assistência humanitária e iniciativas direccionadas às populações afectadas.
Os dois Presidentes ainda discutiram questões de interesse regional e internacional, enfatizando a relevância do diálogo e da cooperação multilateral na promoção da paz e estabilidade, num cenário internacional marcado por desafios económicos e geopolíticos complexos.
O actual estado das relações entre Moçambique e os Emirados Árabes Unidos é reconhecido como um dos mais dinâmicos na diplomacia moçambicana. Nos últimos anos, os contactos políticos e económicos entre os dois países têm sido intensificados, com registos de avanços significativos em investimento, comércio e cooperação para o desenvolvimento.
Maputo e Abu Dhabi prosseguem, assim, na consolidação de uma parceria assente na confiança mútua, solidariedade e uma visão comum de progresso.
O Ministro dos Recursos Minerais de Moçambique, Estêvão Pale, apelou ao sector privado para intensificar os seus investimentos com o intuito de expandir a rede eléctrica do país.
A sua intervenção teve lugar durante a V Conferência Empresarial sobre Energias Renováveis em Moçambique (RENMOZ-2026), realizada na cidade de Maputo.
O ministro destacou que a recente aprovação da nova legislação sobre electricidade visa atrair mais investimento para Moçambique, promovendo maior transparência e segurança jurídica. “Moçambique acredita numa transição energética equilibrada e inclusiva, reconhecendo o papel fundamental das energias renováveis na expansão do acesso à energia e na redução das emissões. Compreendemos que diferentes países enfrentam realidades distintas”, afirmou.
Estêvão Pale sublinhou que o gás natural continuará a desempenhar um papel relevante como fonte de energia de transição, contribuindo para a segurança energética, industrialização e geração de receitas para o desenvolvimento do país, além da gradual integração de fontes renováveis na matriz energética nacional. “Os nossos recursos energéticos são abundantes e diversificados, com mais de 18 Gigawatts de energia hidroeléctrica, 23 Gigawatts de energia solar e recursos eólicos resilientes em várias regiões costeiras e interiores”, acrescentou.
O ministro enfatizou que o sector privado tem um papel central na implementação da visão energética do executivo moçambicano.
Ricardo Pereira, líder da Associação Moçambicana de Energias Renováveis (AMER), informou que, no âmbito da Iniciativa Global Gateway, a União Europeia confirmou um investimento de 300 milhões de euros em Moçambique, dos quais 178 milhões de euros estão destinados à energia, agroindústria, transformação digital e outros sectores. “O embaixador da UE deixou claro que, através da RENMOZ, alcançaremos resultados adicionais e coerentes”, afirmou.
Mayra Pereira, responsável pela Associação Lusófona de Energias Renováveis (ALER), referiu que, nos últimos anos, “Moçambique revelou uma visão clara para o seu futuro energético, colocando a transição energética no centro da agenda de desenvolvimento, competitividade, inclusão e resiliência climática”. Ela acrescentou: “Continuamos esta jornada, mas com responsabilidade acrescida, transformando o interesse em compromisso, investimentos e resultados concretos para o país e as suas comunidades”.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que concluiu a avaliação do pedido de Moçambique para um arranjo suportado pelo Fundo, num momento em que o país está a recuperar gradualmente de uma contração económica.
Segundo Pablo Murphy, chefe da missão do FMI que visitou o país entre os dias 8 e 12 de Junho, Moçambique enfrenta uma “situação económica desafiadora”. A equipa do FMI realizou discussões iniciais sobre as políticas necessárias para restaurar a estabilidade macroeconómica e a sustentabilidade da dívida.
O comunicado do FMI indica que “o país está a enfrentar uma situação económica complicada num ambiente global cada vez mais difícil. A actividade económica está a recuperar gradualmente de uma contração em 2025, mas o crescimento continua a ser moderado. A inflação aumentou recentemente, embora a partir de níveis moderados. Os desequilíbrios fiscais diminuíram em 2025, num contexto de condições financeiras restritivas, mas as vulnerabilidades fiscais e da dívida persistem”.
Murphy explicou que o objetivo do FMI era rever os desenvolvimentos económicos recentes, discutir os planos das autoridades para restaurar a sustentabilidade fiscal e da dívida, e investigar como o Fundo pode melhor apoiar Moçambique no futuro.
O responsável sublinhou ainda que “a guerra no Médio Oriente, que fez subir os preços dos combustíveis e dos fertilizantes, está a afectar Moçambique numa altura em que o crescimento é fraco, incluindo devido a choques climáticos recentes, deixando uma margem de manobra limitada. Estes desenvolvimentos adversos apresentam riscos adicionais para a baixa crescimento e riscos para a alta inflação.”
A situação da dívida também foi abordada, sendo que Moçambique já saldou completamente a sua dívida pendente de 515.04 milhões de Direitos Especiais de Saque (equivalente a 630.1 milhões de dólares) ao FMI, um passo que pode facilitar os esforços do governo para obter novos empréstimos do Fundo.
O FMI prevê um crescimento económico de 0.5 por cento para Moçambique este ano, representando uma recuperação moderada face à desaceleração observada nos últimos anos, influenciada por desafios internos e incertezas nos mercados internacionais. Esta projeção macroeconómica foi actualizada com base nos dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Para 2026, Moçambique tinha programado reembolsar 98 milhões de dólares ao FMI, 107.5 milhões em 2027, 129.3 milhões em 2028 e 136.4 milhões em 2029. Contudo, esse calendário foi cancelado uma vez que o país optou por liquidar a dívida antecipadamente.
O último programa de Facilitação de Crédito Ampliado (EFA) viu o FMI aprovar cerca de 468 milhões de dólares para Moçambique em 2022, com o programa a ser suspenso em Abril de 2025, após a liberação de quatro tranches que totalizavam aproximadamente 343 milhões de dólares.
Os próximos meses deverão ser cruciais, uma vez que a missão do FMI planeia retornar a Maputo para discutir detalhadamente o pedido de apoio e os planos de política das autoridades.
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