Sociedade Directores de escolas garantem que não houve vazamento de exames

Directores de escolas garantem que não houve vazamento de exames

Os directores das escolas secundárias Eduardo Mondlane e Noroeste 1 afirmaram, em declarações recentes, que os mecanismos de segurança implementados nas instituições de ensino garantem a inviolabilidade dos exames, impossibilitando qualquer vazamento antes da sua realização.

Os gestores enfatizaram que, em caso de fraude, é viável rastrear a escola envolvida através do código presente em cada envelope.

A declaração surge após o Ministério da Educação ter decidido cancelar os exames finais da 9.ª classe, devido à detecção de fraude relacionada com a violação dos envelopes que continham as provas.

Alberto Cossa, director da Escola Secundária Noroeste 1, esclareceu que os exames são entregues às escolas poucos minutos antes do início da prova, por funcionários da Direcção Distrital da Educação e agentes da PRM. Ele destacou que a responsabilidade pela segurança dos exames recai sobre o director da escola, que os coloca numa sala de alta segurança até ao momento da distribuição.

“Assim que recebemos os exames, estes são levados para a cabine do director, que é a sala com maior segurança, para garantir que não haja violação. O controlo é efectuado directamente pelo director, aguardando o momento certo para distribuirmos os enunciados nas salas. Temos aqui a segurança interna, composta pelos nossos guardas, além da PRM que auxilia na protecção dos exames,” detalhou.

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Os exames são entregues em envelopes plásticos lacrados, em quantidades exactas para os júris a examinar, e o director assegura que nenhum envelope seja aberto antes do tempo estipulado. Martinho Namburete, director da Escola Secundária Eduardo Mondlane, por sua vez, corroborou que o vazamento não tem origem nas escolas.

“Recebemos os exames acompanhados pelo director-adjunto e, após a sua chegada, são encaminhados para um local seguro, sob a vigilância da polícia. Após 30 a 40 minutos, os exames são levados para as salas de aula. Não existe espaço para vazamentos,” garantiu.

Cossa também mencionou a codificação dos envelopes, o que facilitaria a identificação em casos de fraude. “Os envelopes têm um código. Quando são distribuídos, é possível identificar que o exame da escola X corresponde ao código X. Assim, em caso de vazamento, é fácil rastrear a origem,” explicou.

Os alunos abordados pela nossa reportagem manifestaram-se contra a prática de fraude, afirmando que “este acto é errado, uma vez que a nota obtida não é real, não prova a capacidade do aluno, e isso é falso.”

Até ao momento, quase uma semana após o incidente, o Ministério da Educação e Cultura não se pronunciou publicamente sobre os detalhes do vazamento dos exames no distrito de Milange, província da Zambézia.

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