Uma mulher de 71 anos foi detida e acusada de tentativa de homicídio do marido, que recebeu um postal de uma ex-companheira com quem namorou há 60 anos. O incidente ocorreu na tarde de domingo, em North Miami Beach, no estado norte-americano da Flórida.
Bertha Yalter, casada com o homem há quase 52 anos, terá tentado sufocá-lo, de acordo com um relatório policial ao qual a NBC Miami teve acesso. Além disso, a mulher terá mordido e espancado o homem.
Segundo informações do The Independent, Bertha admitiu também ter urinado em cima do parceiro. As autoridades relataram que a vítima estava num estado extremamente frágil, apresentando vários hematomas graves, cortes abertos nos braços e na zona do estômago, além de mordidelas.
A mulher detida enfrenta acusações de tentativa de homicídio em segundo grau e agressão agravada contra uma pessoa com 65 anos ou mais.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) anuncia a previsão de chuvas moderadas a fortes, abrangendo a região centro do país e o norte da província de Inhambane, conforme relata a fonte Reuters.
As províncias de Manica e Sofala, inseridas na região Centro, são as áreas destacadas para a possibilidade de ocorrência de chuvas intensas, acompanhadas de trovoadas.
O INAM destaca a importância de adotar medidas de segurança e precaução diante das condições meteorológicas adversas.
Os residentes e autoridades locais nas mencionadas regiões são aconselhados a permanecerem atentos às atualizações meteorológicas e a tomar as devidas precauções para minimizar os potenciais impactos causados pelas chuvas intensas.
Imran Khan, que ocupou o cargo de primeiro-ministro do Paquistão de 2018 a 2022, foi condenado na quarta-feira a 14 anos de prisão, juntamente com a sua esposa, num processo que o acusou de vender ilegalmente presentes que recebeu durante o seu mandato.
A sentença também o declarou inelegível por um período de dez anos.
O veredicto foi anunciado uma semana antes das eleições nacionais e um dia após Khan ter sido condenado a dez anos de prisão num outro processo, relacionado ao vazamento de segredos de Estado.
Antes desta condenação, Khan já tinha sido sentenciado em agosto a três anos de prisão por outra corte, também por vender presentes recebidos durante o seu mandato. Contudo, aquela decisão teve o seu efeito suspenso após ele recorrer.
As autoridades paquistanesas acusam Khan de ter vendido em Dubai presentes no valor de mais de 140 milhões de rúpias (aproximadamente 2,7 milhões de euros). Entre esses itens, destacam-se joias de diamante, aparelhos de jantar e sete relógios, sendo seis deles da marca Rolex – o mais caro, do modelo Master Graff limited edition, avaliado em 1,5 milhões de euros.
Os funcionários do governo são obrigados a declarar todos os presentes, sendo permitido manter aqueles que têm um valor inferior a um determinado montante. Em alguns casos, podem adquirir presentes mais caros com desconto. As autoridades acusam Khan de não ter declarado os itens nem o lucro obtido com a sua venda.
A decisão foi tomada após uma investigação do principal órgão anticorrupção do país, o National Accountability Bureau (NAB), que também acusou a esposa de Khan, Bushra Khan, conhecida como Bushra Bibi, de envolvimento no caso.
Mais de 7 mil crianças em Moçambique estudam ao relento ou sentadas ao chão, segundo dados do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH).
Os registos mais altos situam-se nas províncias de Nampula e Zambézia, as mais populosas do país, com cerca de mil turmas ao relento em cada uma delas.
O porta-voz do MINEDH, Manuel Simbine, admitiu o problema e disse que as autoridades estão a trabalhar com as comunidades para mitigar o impacto.
“Estamos a trabalhar com as comunidades para que elas construam salas com material de construção local para permitir que as crianças tenham uma sombra”, disse Simbine.
“Tirar as crianças de baixo das árvores é um desafio que temos como sector”, acrescentou.
O MINEDH também está a mobilizar recursos junto do governo para garantir que, gradualmente, o número de crianças ao relento seja reduzido.
Para o ano letivo que começa hoje, o MINEDH inaugurou 10 novas escolas, o equivalente a 140 novas salas.
No total, cerca de 9,9 milhões de alunos vão regressar às aulas em Moçambique.
O problema das crianças a estudar ao relento é um desafio antigo em Moçambique.
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) exigiu a operacionalização da brigada anti-raptos, cuja criação foi anunciada em 2020, para estancar este tipo de crime.
A exigência foi feita pelo porta-voz do encontro, Zuneid Calumias, depois do encontro que o Corpo Directivo da CTA manteve com as associações económicas nacionais.
Calumias disse que a situação preocupa os empresários, dado que estes têm sido os principais alvos dos raptos.
“Os empresários estão a sentir-se inseguros e isso está a ter um impacto negativo na economia do país”, disse Calumias.
A CTA diz estar em contínua interacção com o Executivo no quadro do combate aos raptos, mas reconhece que a fraca resposta da polícia está a contribuir para a saída de empresários para outros países.
“A polícia precisa de agir com mais eficácia para deter os criminosos e proteger os cidadãos”, disse Calumias.
O outro porta-voz do encontro, Adelino Buque, apelou à Polícia da República de Moçambique (PRM) e aos órgãos de comunicação social para evitarem o uso da expressão “cidadão de origem asiática” para se referirem às vítimas de raptos.
Buque disse que esta expressão é discriminatória e pode levar ao aumento da xenofobia.
Depois das discussões entre a Direcção da CTA e as associações económicas em torno dos raptos de empresários, vão ser produzidas propostas de solução para este tipo de crime, que deverão ser submetidas ao governo.
O Banco de Moçambique (BM) reduziu a taxa de juros da Política Monetária (TPM) de 17,23% para 16,50%, anunciou o governador do BM, Rogério Zandamela, em conferência de imprensa em Maputo.
A decisão foi tomada pelo Comité de Política Monetária (CPM) do BM, que considerou que as condições económicas estão agora favoráveis para o início de um ciclo de redução gradual e paulatina das taxas de juro.
A redução da TPM é uma medida que visa estimular a economia, que está a crescer a um ritmo lento. A taxa de inflação também está a desacelerar, o que permite ao BM reduzir as taxas de juro sem colocar em risco a estabilidade dos preços.
Além da redução da inflação, o CPM também considerou os seguintes fatores na tomada de decisão:
O esforço da consolidação fiscal, que está a reduzir o défice orçamental;
A menor severidade dos eventos climáticos extremos, que tem reduzido a pressão sobre os preços dos alimentos;
O fraco impacto dos conflitos geopolíticos sobre os preços das mercadorias no mercado internacional.
O governador do BM, Rogério Zandamela, disse que a decisão de reduzir a TPM é sustentada pela consolidação das perspectivas de manutenção da inflação em um dígito, num período de 24 a 36 meses.
No entanto, o governador do BM também alertou que a inflação sobre o endividamento público interna mantém-se elevada.
O BM está a usar todos os instrumentos ao seu dispor para assegurar que a taxa de câmbio esteja baixa e estável, disse ainda Rogério Zandamela.
O governador do BM acrescentou que dados os vários fatores, não estão ainda criadas as condições para mexer com as reservas obrigatórias, salvo se as necessidades da economia o determinem.
A redução da TPM deverá ter um impacto positivo na economia, estimulando o consumo e o investimento.
O consumo deverá aumentar porque as pessoas terão mais dinheiro disponível para gastar. O investimento deverá aumentar porque as empresas terão um custo de capital mais baixo.
A redução da TPM também deverá ajudar a baixar os preços dos bens e serviços, o que poderá contribuir para aumentar o poder de compra das famílias.
No entanto, é importante notar que a redução da TPM também pode levar a um aumento da dívida pública, já que o Governo terá de pagar mais juros pelo seu endividamento.
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, criticou a lentidão da justiça administrativa, apelando ao Tribunal Administrativo (TA) para acabar com o “excesso de lentidão” na sua atuação.
Nyusi disse que as críticas à atuação do TA são feitas por cidadãos, instituições moçambicanas e parceiros de cooperação internacional.
“Quando é excessiva, a lentidão torna-se numa burocracia que prejudica o serviço”, disse Nyusi, durante a tomada de posse de três novos juízes-conselheiros do TA.
O Presidente defendeu uma justiça administrativa próxima dos cidadãos e das instituições, através de uma relação de confiança com os juízes.
“O povo ou as instituições não devem ter medo de vocês, nem da vossa instituição, nem devem pensar que tudo o que atrasa ou demora a culpa é do Tribunal. Aquilo que estiver mal, corrijam imediatamente, não permitam que passem coisas mal feitas, mas façam isso com alguma celeridade”, exortou Nyusi.
O Presidente moçambicano sublinhou que os juízes devem pautar-se pela independência, imparcialidade, integridade e equilíbrio.
Nyusi notou que a entrada de mais juízes no TA é essencial para que a instituição melhore a prestação nos domínios dos contenciosos administrativos, financeiro, aduaneiro e fiscal.
As críticas de Nyusi foram recebidas com apoio por parte de organizações da sociedade civil moçambicanas.
“Alentidão da justiça administrativa é um problema real e que prejudica os cidadãos e as empresas”, disse a Associação Moçambicana de Juízes.
“O Presidente Nyusi está certo em chamar a atenção para esse problema”, disse a Associação Moçambicana dos Direitos Humanos.
A Ordem dos Advogados de Moçambique também manifestou o seu apoio às críticas de Nyusi.
“A lentidão da justiça administrativa é um problema que deve ser resolvido”, disse a Ordem dos Advogados de Moçambique.
Uma mulher da Califórnia, Estados Unidos, transformou um evento triste em um momento de alegria para crianças com deficiência.
A noiva, que não teve sua identidade revelada, cancelou seu casamento duas semanas antes da cerimônia. Ela descobriu algo sobre seu noivo que a fez desistir do casamento.
Como o local e outros serviços para o casamento não eram reembolsáveis, a noiva decidiu doar a festa para uma instituição de caridade. Ela escolheu a Parents Helping Parents (PHP), uma organização que oferece apoio a crianças e adultos com necessidades especiais.
A PHP organizou um evento chamado “Baile para Todos”, que contou com comida, música, dança e fotografias. A festa foi aberta a crianças com deficiência de todas as idades, de 0 a 100 anos.
“Fiquei incrivelmente emocionada ao ver que uma noiva, a enfrentar uma situação extremamente stressante e difícil, estava disposta a deixar de lado a sua própria dor e a usar o depósito financeiro do casamento para trazer alegria aos outros”, disse Maria Daane, diretora executiva da PHP.
O evento foi um sucesso. Todos os 100 lugares foram reservados, e as crianças se divertiram muito.
“Foi agitado, mas valeu a pena – ver os jovens com necessidades especiais a dançarem ao som do DJ Bryan naquele lindo salão de baile foi uma maneira maravilhosa de celebrar o espírito das festas de fim de ano”, disse Daane.
A PHP também oferece apoio ao irmão da noiva, que é deficiente.
“A alegria deles contaram a história do quão especial e único foi este evento – o momento em que o salão de baile foi aberto e todos nós entramos numa linda sala à luz de velas com mesas forradas com linho branco”, contou Daane.
A história da noiva é um exemplo de como mesmo em momentos difíceis, é possível encontrar oportunidades para ajudar os outros.
Um ataque com ácido em Clapham, no sul de Londres, no Reino Unido, deixou pelo menos nove feridos, incluindo duas crianças, na noite de quarta-feira.
O ataque ocorreu por volta das 19h25, quando uma mulher e seus dois filhos estavam em um carro. Um homem teria atirado ácido contra o veículo, causando ferimentos graves às vítimas.
A mulher e as duas crianças foram levadas para um hospital, onde recebem atendimento médico. Três outras pessoas, que tentaram ajudar as vítimas, também ficaram feridas e foram hospitalizadas.
Três agentes da polícia também foram atingidos pelo ácido quando tentavam deter o agressor, que fugiu do local. Os policiais sofreram ferimentos leves.
A polícia está investigando o caso e lançou uma caça ao homem. A Polícia Aérea também está a colaborar com as buscas.
A motivação do ataque ainda é desconhecida. A polícia investiga a possibilidade de que o agressor tenha agido por motivos pessoais ou políticos.
O ataque causou indignação no Reino Unido. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, classificou o ocorrido como “um ato hediondo”.
“Meus pensamentos estão com as vítimas e suas famílias neste momento difícil”, disse Johnson.
O ministro do Interior do Reino Unido, Priti Patel, também condenou o ataque.
“Este foi um ataque horrível que deixou pessoas inocentes feridas”, disse Patel. “Não vamos tolerar este tipo de violência em nossas ruas.”
A AMODEFA– Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família pretende recrutar um (1) Fotógrafo e Videomaker para o evento We Lead Global: Linking and Learning. Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Facilitadores Distritais. Saiba mais.
A Khandlelo – Associação para o Desenvolvimento Juvenil pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Monitor Social (Teatro e Dança). Saiba mais.
A Khandlelo – Associação para o Desenvolvimento Juvenil pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Dinamizador Comunitário de DPI. Saiba mais.
A Khandlelo – Associação para o Desenvolvimento Juvenil pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Comunicação e Monitoria & Avaliação. Saiba mais.
A Reencontro – Associação Moçambicana para Apoio e Desenvolvimento da Criança Órfã e Vulnerável pretende recrutar um (1) Oficial de Programas TB e Retenção-OCB. Saiba mais.
A Pathfinder International Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Designer Gráfico para Elaboração de Álbum Seriado. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Distrital de Projecto. Saiba mais.
A Save the Children International (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um/a (1) Coordenador(a) de Mentoria. Saiba mais.
O líder da ala política do movimento Hamas, Ismail Hanieyh, anunciou nesta terça-feira que o grupo está estudando uma proposta de cessar-fogo com Israel. A possível trégua exigiria o fim da “agressão” na Faixa de Gaza e a retirada das forças israelenses da região.
O comunicado divulgado pelo Hamas destacou a disposição do movimento para discutir iniciativas ou ideias sérias que conduzam a uma cessação abrangente da agressão israelense e garantam proteção ao povo na Faixa de Gaza e àqueles que foram forçados a migrar devido às medidas de ocupação.
Além disso, o Hamas reiterou a importância da troca de prisioneiros palestinos por reféns israelenses como um dos principais pontos para a possível implementação do cessar-fogo com Israel.
Ismail Hanieyh informou que a nova proposta foi apresentada após uma reunião envolvendo representantes de Israel, Estados Unidos, Catar e Egito, realizada em Paris no último fim de semana. Ele também revelou ter sido convidado para visitar o Cairo, capital egípcia, para discutir a potencial trégua.
Após o encontro na França, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu descreveu a reunião como “construtiva”, apesar da existência de “lacunas significativas” que serão discutidas em reuniões durante esta semana.
A enfermeira britânica Lucy Letby, que foi condenada a prisão perpétua por assassinar sete bebés e tentar matar outros seis, viu negada a autorização inicial para recorrer da condenação.
A decisão foi tomada por um juiz do Tribunal de Apelação de Manchester, no Reino Unido, que considerou que não existem “questões novas ou questões de lei” que justifiquem um recurso.
Letby, de 34 anos, foi considerada culpada em junho de 2023 de assassinar cinco bebés e duas raparigas na unidade neonatal do Hospital Countess of Chester, no norte de Inglaterra. Os bebés morreram entre 2015 e 2016.
A mulher foi condenada a uma pena de prisão perpétua, com um mínimo de 38 anos de prisão.
No seu recurso, Letby alega que não foi devidamente representada pelo seu advogado durante o julgamento. Ela também alega que as evidências contra ela eram insuficientes.
A decisão do juiz do Tribunal de Apelação pode ser contestada por Letby e pelos seus advogados. Nesse caso, o caso será analisado por um painel de três juízes.
A decisão do juiz foi recebida com críticas por parte de familiares das vítimas.
“Estamos desiludidos com a decisão do tribunal”, disse a mãe de uma das vítimas. “Acreditamos que Lucy Letby é culpada e que deveria ser dada a ela a oportunidade de apresentar as suas alegações num tribunal superior.”
O Ministério Público do Reino Unido também manifestou a sua deceção com a decisão.
“Estamos decepcionados com a decisão do tribunal de não autorizar o recurso”, disse um porta-voz do Ministério Público. “No entanto, respeitamos a decisão do tribunal e continuaremos a defender o caso do Ministério Público no tribunal superior, se necessário.”
Moçambique vai receber, numa fase inicial, 60 milhões de euros do plano Mattei, apresentado na Cimeira Itália-África, realizada em Roma, na semana passada.
A informação foi confirmada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, no balanço da sua participação na cimeira.
O plano Mattei, batizado em homenagem ao fundador da gigante italiana de petróleo e gás ENI, Enrico Mattei, é uma estratégia do Governo italiano para criar oportunidades de investimento em África, através de financiamentos, doações e garantias para empréstimos.
Os 60 milhões de euros que Moçambique vai receber serão destinados a projetos de infraestruturas, nomeadamente estradas, pontes e redes de telecomunicações.
O Presidente Nyusi disse que a Cimeira Itália-África foi um sucesso e que demonstrou o interesse da Itália em investir em Moçambique.
“A Itália foi feliz por organizar este evento e os africanos mostraram claramente que não vinham simplesmente para ouvir que vão receber, mas vinham também dizer o que é que podem dar, para juntos podermos avançar e viu-se claramente que Moçambique é um player importante na economia”, afirmou.
O plano Mattei prevê um investimento total de 100 mil milhões de euros em África, ao longo dos próximos dez anos.
O recebimento dos 60 milhões de euros do plano Mattei é uma importante notícia para Moçambique, pois representa um investimento significativo no país.
Estes recursos serão utilizados para financiar projetos de infraestruturas, que são essenciais para o desenvolvimento económico e social de Moçambique.
O plano Mattei também pode abrir portas para novos investimentos italianos em Moçambique, o que poderá contribuir para a criação de emprego e o aumento da riqueza do país.
Os pescadores da região insular de KaNyaka, na cidade de Maputo, queixam-se da fraca capacidade dos equipamentos de frio para a conservação do pescado na ilha.
A região dispõe de um mercado de peixe equipado com três congeladores funcionais, uma câmara de frio e uma máquina para fazer gelo, parcialmente inoperacionais.
Os pescadores manifestaram essa inquietação esta segunda-feira, durante a visita do Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala.
“Os congeladores são pequenos e não têm capacidade para armazenar todo o pescado que pescamos”, disse um dos pescadores. “O gelo que fazemos também não é suficiente para conservar o pescado durante vários dias.”
O vereador de Mercados e Feiras do Conselho Municipal de Maputo, Danúbio Lado, disse que o equipamento de frio do mercado do peixe está a ser rejeitado pelos pescadores.
“Os pescadores preferem vender o pescado fresco, sem passar pelo mercado”, disse Lado. “Isso está a prejudicar o comércio no mercado.”
A Ilha de KaNyaka, foi um dos 154 distritos do país a beneficiar do Fundo de Desenvolvimento Distrital, vulgo sete milhões de meticais, financiados para a compra de barcos que garantem hoje postos de trabalhos para a juventude.
Mateus Saikomo, líder comunitário de KaNyaka, disse que depois do encerramento da principal instância hoteleira, que servia de ponto de trocas comerciais, o desemprego tomou conta de muitos jovens.
“A compra de barcos para os pescadores é uma boa iniciativa, mas não é suficiente”, disse Saikomo. “Precisamos também de melhorar as condições de conservação do pescado, para que os pescadores possam vender o seu produto a um preço mais justo.”
O Governo de Moçambique poderia tomar várias medidas para resolver o problema dos pescadores da Ilha de Inhaca.
Uma das medidas seria investir na compra de novos equipamentos de frio para o mercado de peixe. Os equipamentos deveriam ser de grande capacidade e de alta eficiência energética.
Outra medida seria apoiar os pescadores na criação de unidades de congelação comunitárias. Essas unidades seriam equipadas com equipamentos de frio mais modernos e eficientes.
O Governo também poderia promover a formação dos pescadores em técnicas de conservação do pescado. Essa formação ajudaria os pescadores a aproveitar melhor os recursos disponíveis e a vender o seu produto a um preço mais justo.
Iskandar Safa, o empresário franco-libanês que era proprietário da Privinvest, uma empresa envolvida no caso das “dívidas não declaradas” em Moçambique, morreu aos 68 anos.
A morte de Safa foi anunciada pela revista francesa “Valeurs Actuelles”, que ele comprou em 2015. A revista não especificou a causa da morte, mas disse que foi devido a uma “doença grave”.
Safa nasceu em Beirute, no Líbano, em 1955. Começou a sua carreira no mundo dos negócios na década de 1970, no Líbano. Em 1981, mudou-se para a França, onde fundou a Privinvest, uma empresa de construção naval.
A Privinvest foi acusada de envolvimento no caso das “dívidas não declaradas” em Moçambique. A empresa terá contribuído para a contratação de empréstimos fraudulentos de mais de 2 mil milhões de dólares por parte do Governo moçambicano.
Safa sempre negou qualquer envolvimento no caso. Em 2019, ele foi acusado de corrupção na França, mas o caso foi arquivado em 2022.
Além da Privinvest, Safa era também proprietário do semanário francês “Valeurs Actuelles”. A revista é conhecida pelas suas posições conservadoras.
A morte de Safa é uma perda significativa para o mundo dos negócios e da política. Ele era um empresário bem-sucedido que também era ativo na vida pública.
O parlamento das Maldivas viveu momentos de caos no passado domingo, depois de deputados do atual Governo e da oposição terem entrado em confrontos físicos em plena sessão.
A origem dos desacatos terá sido a recusa do partido da oposição, o Partido Democrático das Maldivas (PPM), em aprovar quatro novos ministros, que são membros do partido do presidente recém-eleito, Mohamed Muizzu.
O PPM decidiu reter a aprovação parlamentar para quatro membros do Gabinete de Muizzu antes da votação. Posteriormente, os deputados do Partido Progressista das Maldivas (PPM), também da oposição, iniciaram um protesto em que começaram a fazer ruídos com cornetas de criança, obstruindo o prosseguimento da sessão parlamentar.
A situação agravou-se quando os deputados do PPM se levantaram das suas bancadas e começaram a dirigir-se aos deputados do PPM. Os dois grupos trocaram socos e puxões de cabelo, e um deputado do PPM acabou por ser transferido para um hospital com ferimentos na cabeça.
Os confrontos só foram interrompidos pela intervenção da polícia, que entrou no parlamento e dispersou os deputados.
O incidente é mais um sinal de que as Maldivas vivem tempos difíceis. O presidente Mohamed Muizzu, considerado um líder pró-China, tem vindo a enfrentar oposição da parte do PPM, que é um partido pró-Índia.
A solicitação formal de Muizzu à Índia para que retire as suas forças militares do país agravou ainda mais as tensões entre os dois partidos.
O governo da Suécia vai investir 420 milhões de meticais (cerca de 4,3 milhões de euros) durante quatro anos no projeto de energias renováveis GERASOL, no norte de Moçambique.
O projeto, que será implementado pela organização SNV em coordenação com o Instituto Industrial e Comercial de Nampula, visa promover o uso de energias renováveis na região, como a energia solar, eólica e hidráulica.
A embaixadora da Suécia em Moçambique, Mette Sunnegren, destacou que o projeto vai contribuir para o desenvolvimento das comunidades locais, gerando emprego para três mil jovens.
“O projeto vai capacitar os jovens em matérias de reparação de sistemas de energia limpa, uma vez que, no país ainda há défice de técnicos treinados na área”, disse Sunnegren.
O diretor do Gabinete do Secretário de Estado de Nampula, Tomé Chacuchacha, assegurou que o governo vai criar mecanismos para que o projeto seja sustentável nas comunidades da região.
O projeto GERASOL será implementado em 16 distritos da província de Nampula, beneficiando cerca de 100 mil pessoas.
Quatro membros da Polícia da República de Moçambique (PRM) perderam a vida na segunda-feira (29) num acidente de viação na Estrada Nacional Número Um (EN1), na localidade de Ngulelene, no distrito do Limpopo, na província de Gaza.
O acidente, classificado como despiste e capotamento, também resultou em dois feridos graves e danos significativos na viatura em que seguiam.
A informação foi divulgada hoje, em Gaza, pelo porta-voz da PRM daquela província do sul de Moçambique, Júlio Nhamussua, à Rádio Moçambique, emissora nacional que reportava a situação do acidente que causou a morte de quatro membros da PRM.
Segundo Júlio Nhamussua, presume-se que o acidente tenha sido causado por um problema mecânico, já que a viatura dos agentes da polícia teria perdido uma das rodas, despistando-se em seguida e colidindo contra um obstáculo fixo.
O porta-voz explicou que, até ao momento, o Comando Provincial da PRM está a envidar esforços para apoiar os familiares dos falecidos e prestar assistência aos feridos graves.
“Na tarde de ontem, registámos um acidente do tipo choque com obstáculo, envolvendo o carro da PRM, com membros a caminho de uma missão. No local, foram declarados dois óbitos, e outros foram socorridos para o hospital, tendo também perdido a vida mais dois agentes”, esclareceu Nhamussua.
Ele acrescentou que estão a trabalhar para obter mais informações sobre as causas e circunstâncias do acidente: “Neste momento, estamos a trabalhar no sentido de podermos trazer atualizações sobre as notícias, dando as devidas causas e os contornos desse acidente”.
O porta-voz da PRM em Gaza salientou a complexidade do trabalho policial, destacando que quando a população chama pela polícia, não há critérios a observar. Ele informou que a PRM estava numa missão delicada e continuará nessa missão.
Nhamussua assegurou que a polícia está a cuidar dos assuntos relacionados com o acidente, com um setor específico para tratar dos casos. Para os hospitalizados, há um departamento de saúde que está a acompanhar, e as famílias dos que perderam a vida estão a ser apoiadas emocionalmente.
O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, reiterou o apelo aos moçambicanos que se juntaram aos grupos rebeldes em Cabo Delgado para reconsiderarem a sua posição, alertando que “os terroristas não vão ter bons dias para sempre”.
Durante uma conferência de imprensa realizada em Roma, onde participou na Cimeira Itália-África, Nyusi instou aqueles que estão envolvidos no terrorismo a reconsiderarem as suas atitudes e a regressarem, pois “bons dias não serão para sempre do lado deles, e nós não vamos ficar de braços cruzados”.
As incursões de grupos rebeldes na província de Cabo Delgado foram um dos temas discutidos por Filipe Nyusi com representantes de diversos países durante a cimeira.
O Presidente da República salientou que o combate ao terrorismo é uma questão global, e a partilha da situação sobre o combate é essencial, pois esta guerra não conhece fronteiras.
Nyusi assegurou que as Forças de Defesa e Segurança continuarão a trabalhar para garantir a paz na província, adaptando as estratégias ao novo modelo apresentado pelos rebeldes.
“Vamos continuar com medidas concretas, tendo em conta a forma como os terroristas atuam agora”, afirmou o Presidente Filipe Nyusi.
A província de Cabo Delgado enfrenta uma insurgência armada há seis anos, com alguns ataques reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico. Desde julho de 2021, uma resposta militar, com o apoio do Ruanda e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), tem sido implementada, resultando na libertação de distritos próximos aos projetos de gás.
O recenseamento eleitoral de raiz no território nacional nos distritos sem autarquias e de actualização em áreas não autarquizadas vai decorrer de 15 de março a 28 de abril do ano em curso, anunciou o Governo.
A decisão foi tomada ontem pelo Conselho de Ministros, em resposta à aprovação, pela Assembleia da República, da revisão da Lei sobre Recenseamento Eleitoral.
O objetivo da alteração do período de recenseamento é evitar que o censo coincida com a época chuvosa, que se verifica em Moçambique entre os meses de novembro e abril.
Assim, o recenseamento eleitoral de raiz no estrangeiro terá lugar de 30 de março a 28 de abril, conforme a proposta submetida à Comissão Nacional de Eleições (CNE).
O Governo também aprovou, ontem, o decreto que revê o Decreto n.º 64/2021, de 1 de setembro, que altera o Decreto n.º 26/2015, de 20 de novembro, que cria a Unidade de Gestão do Processo Kimberley Metais Preciosos e Gemas.
A revisão deste dispositivo visa conferir à Unidade de Gestão do Processo Kimberley Metais Preciosos e Gemas a autonomia financeira e patrimonial, nos termos do nº 4 do artigo 21 do Decreto nº 41/18, de 23 de julho.
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