Membros do partido Frelimo na localidade de Muiane, no distrito de Gilé, organizaram uma marcha com o propósito de reforçar a unidade nacional e a coesão interna. A iniciativa contou com a participação de simpatizantes, que percorreram três quilómetros, acompanhados por motorizadas e música.
Durante o evento, Francisco Nangura, primeiro-secretário da Frelimo na Zambézia, abordou a necessidade urgente de resolver questões relacionadas com o regionalismo e a etnicidade. O dirigente sublinhou que, para que o partido se prepare adequadamente para os desafios eleitorais, é imperativo promover a inclusão e a convivência pacífica entre todos os moçambicanos. “O desenvolvimento de Muiane não poderá ser alcançado somente pelos nativos; todos têm o direito de viver em qualquer parte do nosso território”, afirmou Nangura.
Nos últimos tempos, a localidade de Muiane tem sido palco de tumultos, que se manifestaram através da queima e vandalização de bens públicos, além de ataques a pessoas oriundas de outras regiões do país. A marcha do partido Frelimo surge, assim, como uma resposta à necessidade de restaurar a paz e fomentar um espírito de unidade entre os cidadãos.
A XXI Conferência Anual do Sector Privado (CASP), programada para os dias 14 e 15 de Julho, em Maputo, terá como tema central as oportunidades de investimento avaliadas em aproximadamente 1,2 mil milhões de dólares norte-americanos.
Esta edição da conferência concentrar-se-á em sectores considerados estratégicos para a diversificação da economia nacional, como o agro-negócio, logística, turismo e digitalização.
A informação divulgada por Teresa Muenda, directora executiva da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), durante a XIII Sessão do Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios (CMAN). A conferência contará com a participação de dois painéis de alto nível, um liderado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, e outro pela Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi.
O programa inclui quatro sessões bilaterais de promoção de investimentos entre Moçambique e países como Japão, China, Portugal e outras nações africanas, assim como dez sessões paralelas previstas para três salas do Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano.
Muenda lembrou que a década de 2020 começou sob inúmeros constrangimentos resultantes da pandemia de Covid-19, seguidos de convulsões sociais, choques climáticos e as incertezas decorrentes do conflito no Médio Oriente. Não obstante o cenário adverso, a directora executiva mencionou sinais encorajadores de reformas estruturantes.
“Existem respostas estruturantes, visíveis pela inclusão no Plano Quinquenal do Governo 2025-2029 de políticas destinadas à diversificação da economia, fortalecimento da produção nacional e aumento de oportunidades de emprego para os jovens”, afirmou.
Por sua vez, o Presidente da CTA, Álvaro Massingue, salientou a persistência de constrangimentos estruturais que limitam a capacidade de investimento, produção, exportação e geração de emprego pelas empresas. No que diz respeito ao domínio fiscal, Massingue apontou que as recentes alterações aos regimes do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, do Imposto Simplificado para Pequenos Contribuintes e do Imposto sobre Consumos Específicos continuam a representar desafios significativos.
Estes constrangimentos resultam em elevados custos de conformidade, crescente complexidade administrativa e reduzida previsibilidade tributária. “A estabilidade fiscal é um dos principais determinantes da confiança dos investidores e da expansão do investimento privado. É imperativo reforçar a previsibilidade, simplificação e segurança jurídica do sistema tributário”, sublinhou.
A CTA expressou igualmente preocupação com a situação de empresas que possuem certificados de benefícios fiscais emitidos pela Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX), que continuam a ser alvo de intervenções por parte da Autoridade Tributária, comprometendo a confiança legítima dos investidores.
Relativamente ao sector extractivo, a CTA elogiou a aprovação do novo quadro legal do conteúdo local, considerando-o uma oportunidade estratégica para a transformação dos recursos naturais em desenvolvimento económico sustentável e inclusivo. O dirigente empresarial reconheceu também uma aceleração na aprovação de instrumentos legais e regulamentares, caracterizando este dinamismo como um sinal positivo do compromisso do Estado com as reformas económicas.
A organização empresarial reiterou a necessidade de uma resposta urgente do Governo para resolver os atrasos nos pagamentos do Estado ao sector privado e nos reembolsos pendentes do IVA, enfatizando que esta situação afeta gravemente a liquidez das empresas, limita a capacidade de investimento e prejudica a criação de empregos.
Para superar este problema, a CTA propõe uma abordagem baseada em três pilares fundamentais, começando pela confirmação e certificação do stock da dívida do Estado ao sector privado, incluindo todos os reembolsos pendentes do IVA.
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique iniciou os preparativos para o novo ciclo eleitoral, tendo aprovado um orçamento de 72,6 milhões de meticais para o ano de 2026. Este montante destina-se a dar início às actividades preliminares relacionadas com as próximas eleições no país.
Entre as inovações em discussão, destaca-se a possibilidade de realizar três eleições — legislativas, presidenciais e autárquicas — no mesmo dia. Esta proposta visa optimizar a utilização dos recursos financeiros do Estado, que frequentemente enfrenta pressões devido aos elevados custos associados à organização de processos eleitorais separados.
O plano de actividades e orçamento para 2026, que será ainda submetido ao Conselho de Ministros, inclui a definição da data das VII Eleições Autárquicas, previstas para 2028, e das VIII Eleições Gerais, calendarizadas para 2029. Além disso, o documento delineia um projecto abrangente de reforço da democracia e apoio aos parceiros eleitorais, com vigência entre 2027 e 2030.
A CNE também planeia estabelecer uma mesa de diálogo permanente com as forças políticas nacionais. Este espaço de debate incluirá a discussão sobre a introdução de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e a avaliação do impacto da Inteligência Artificial (IA) nos processos de votação e contagem de votos, reflectindo uma tendência de modernização num contexto regional cada vez mais tecnológico.
Embora a unificação das datas de votação apresente vantagens, a sua implementação requer consenso político e reformas organizacionais significativas, que já estão a ser abordadas neste ano económico. As auscultações com os partidos políticos também focarão na definição do período mais adequado para o recenseamento eleitoral, visando evitar constrangimentos logísticos durante as épocas chuvosas e assegurar a inclusão de todos os cidadãos eleitores.
A Polícia Federal do Brasil iniciou um inquérito para investigar possíveis irregularidades na produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, em relação ao uso de recursos públicos.
A confirmação veio do chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em uma conferência de imprensa.
A investigação surge após suspeitas de que cinco deputados do Partido Liberal (PL), alinhados a Bolsonaro, teriam destinado 4,6 milhões de reais, aproximadamente 777 mil euros, em emendas parlamentares a entidades envolvidas na produção do filme. As emendas parlamentares são verbas do Orçamento federal que permitem a deputados e senadores direccionar recursos para projectos em suas bases eleitorais.
O juiz Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a investigação na última sexta-feira, levando a Polícia Federal a tomar as medidas necessárias para avançar com as apurações. “A nossa equipa já deu os encaminhamentos necessários para prosseguir nas investigações”, declarou Rodrigues.
A Controladoria-Geral da União também iniciou no mês passado uma auditoria sigilosa para averiguar possíveis desvios de finalidade desses recursos públicos. A produção de “Dark Horse” tornou-se um tema controverso, especialmente para o senador Flávio Bolsonaro, que enfrenta escrutínio após o portal The Intercept Brasil relatar que o banqueiro Daniel Vorcaro teria contribuído financeiramente para o filme.
Áudios divulgados indicam que Flávio Bolsonaro negociou um total de 134 milhões de reais (cerca de 22,65 milhões de euros) com Vorcaro, que chegou a efectuar um pagamento de 64 milhões de reais (10,9 milhões de euros). Uma das conversas entre eles ocorreu um dia antes da prisão de Vorcaro, que foi detido por fraude financeira relacionada ao Banco Master.
A imprensa brasileira tem destacado actividades suspeitas ligadas a empresas e indivíduos envolvidos na produção do filme, além das contradições nas declarações de Flávio e outros políticos sobre o financiamento da cinebiografia. Recentemente, uma ONG da empresária Karina Gama, responsável pela produtora Go UP e pelo filme, foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Estado de São Paulo por suposta fraude na execução de um contrato milionário.
As autoridades suspeitam que a ONG, Instituto Conhecer Brasil, não tenha realizado a instalação de 5 mil pontos de internet gratuita na cidade, como prometido.
Oito dias após a ocorrência de dois fortes terremotos que abalou o país, a situação continua crítica, com cerca de 40 mil pessoas ainda sem notícias.
As estimativas foram divulgadas pelo site Desaparecidos Terremoto Venezuela, parte da iniciativa Unidos Pela Venezuela, que reúne organizações civis e membros da diáspora venezuelana.
Desde a criação da plataforma, mais de 81 mil registos de desaparecidos foram recebidos. Contudo, muitos desses registos referem-se ao mesmo indivíduo, o que leva a uma contagem real aproximada de 55 mil.
Os trabalhos de busca e resgate prosseguem, embora o número de operações tenha diminuído, aumentando a preocupação entre familiares e amigos de quem está desaparecido. As autoridades e organizações locais esforçam-se para encontrar e auxiliar as vítimas deste desastre natural que deixou uma marca indelével na sociedade venezuelana.
A Bancada Parlamentar do PODEMOS enfrentou dificuldades ao tentar aceder ao Armazém Central de Medicamentos do Zimpeto, sendo impedidos de realizar a fiscalização por alegada ausência dos responsáveis, que se encontram em licença disciplinar.
De acordo com informações veiculadas pelo jornal “O País”, os deputados realizaram uma visita surpresa ao armazém com o intuito de inspeccionar a situação dos medicamentos, mas foram frustrados na sua intenção. “A direção do armazém não aceita que nós entremos como deputados para fiscalizar”, afirmou Ivandro Massingue, porta-voz da bancada, explicando que todos os funcionários responsáveis estavam de férias.
Massingue expressou a sua indignação, questionando: “O Estado tem que parar, o país tem que parar, o governo não funciona, as instituições não funcionam porque todos os directores estão de férias?”
O propósito da visita parlamentar era investigar um alegado esquema de desvio de medicamentos, conforme denunciado por fontes ligadas à instituição. “Recebemos informações sobre muitos lotes e caixas de medicamentos declarados fora do prazo, os quais, legalmente, deveriam ser retirados, mas há indícios de que estão a ser desviados para o mercado paralelo”, acrescentou Massingue.
O porta-voz da bancada informou que o grupo parlamentar decidirá ignorar o convite da direcção do armazém para fiscalizar o centro, aguardando o regresso dos responsáveis de férias para prosseguir com a investigação.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a detenção de dois indivíduos acusados de tentativa de tráfico de vinte crianças visando a sua exploração laboral.
A apreensão ocorreu na estação ferroviária de Malema, onde os suspeitos foram encontrados junto dos menores, dentro de uma locomotiva.
As crianças, com idades entre os 12 e 15 anos, foram supostamente recrutadas no distrito de Ribáuè.
Segundo as declarações dos detidos, o plano era transferir os menores para uma machamba em Cuamba, na província do Niassa, onde seriam utilizados para trabalho agrícola.
A porta-voz do Comando Provincial da PRM em Nampula, Rosa Chaúque, informou que, neste momento, estão em curso esforços para localizar os familiares das vinte crianças envolvidas no caso.
Um incêndio devastador deflagrou-se num edifício residencial na cidade de Antuérpia, resultando na morte de seis pessoas e deixando dezenas de feridos. O sinistro iniciou no oitavo andar do prédio de dez andares, que alberga mais de 200 residentes.
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra a angústia de um morador tentando escapar pela janela e pela sacada do seu apartamento, em meio à tragédia. As autoridades, que já iniciaram a investigação das causas do incêndio, confirmaram que o alerta foi recebido às 9h53, quando as chamas começaram a alastrar-se a partir de um apartamento localizado no bairro de Linkeroever.
Bombeiros da região foram rapidamente mobilizados para controlar o fogo, que gerou uma densa coluna de fumaça. Moradores relataram que a visibilidade foi severamente afectada, dificultando a evacuação dos apartamentos.
“Barricamo-nos no nosso apartamento e aguardámos na varanda. Os bombeiros conseguiram resgatar-nos cerca de 10 minutos depois com uma escada”, afirmou Geert Dewulf, um dos residentes, à televisão pública belga.
Face à gravidade da situação, a polícia apelou aos moradores da área que se protegessem da fumaça, recomendando o fecho de janelas e portas, além da desactivação de sistemas de ventilação até que a situação estivesse completamente normalizada.
Quatro agentes do Corpo de Investigação Científica, Criminal e Forense (CICPC) da Venezuela foram expulsos da corporação na passada terça-feira, após serem acusados de roubo de dinheiro encontrado entre os escombros provocados pelos terramotos que afectaram o país recentemente.
Um vídeo filmado por uma testemunha mostra o momento em que a população confronta os agentes, que estavam em posse de um bolo de notas. Uma mulher, visivelmente indignada, retira o dinheiro das mãos de um dos policiais e inicia o ato de rasgá-lo.
Segundo o director do CICPC, Douglas Rico, o incidente ocorreu no estado de La Guaira, uma das áreas mais afectadas pelos tremores da semana anterior. O director expressou em uma publicação que “diante dos recentes fatos ocorridos nas zonas afectadas pelos eventos sísmicos no estado de La Guaira, constatou-se que um grupo de funcionários, desviando-se de seus deveres e aproveitando-se das tarefas de resgate e assistência humanitária, agiu de maneira indecorosa ao apropriar-se de valores económicos encontrados entre os escombros”.
Os quatro policiais, identificados como Maya Aguilar Reyes, Fredy Rafael Lugo Oliveros, Roger Andrés Omaña e Josue Jhonatan Burgos Sánchez, foram detidos e colocados à disposição da 68ª Procuradoria Nacional, que se especializa em crimes relacionados com a corrupção, segundo informações do CICPC.
Douglas Rico reafirmou o compromisso da instituição em não tolerar desvios ou comportamentos corruptos entre os seus agentes. Ele agradeceu também à coragem dos cidadãos que denunciaram os actos ilícitos e contribuíram com provas que evidenciaram as irregularidades.
O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, enfatizou a necessidade de uma maior conexão entre as universidades e as comunidades moçambicanas.
Esta afirmação foi feita durante uma palestra realizada na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), inserida nas celebrações do 50.º aniversário da atribuição do nome à instituição.
Chissano expressou a sua preocupação acerca da distância que, segundo ele, ainda existe entre as universidades e o quotidiano da população. Durante a sua fala, abordou o tema “O Olhar do Presidente Chissano sobre o Papel da UEM na Construção do Estado Moçambicano Independente” e destacou que, apesar do trabalho académico relevante, a pesquisa e a produção científica realizadas nas instituições devem ter repercussões tangíveis na sociedade.
“Fazemos investigação, escrevemos, o Presidente vem aqui, discursa, e pensamos que o discurso do Presidente está lá e que o povo vai utilizar. Não é assim. O povo fica ainda um pouco afastado”, afirmou Chissano, sublinhando o desafio das universidades em não apenas disseminar conhecimento, mas também em integrar-se nos contextos comunitários.
O antigo Chefe do Estado apelou a uma mudança de paradigma, instando as instituições de ensino superior a olharem para as dificuldades e as realidades dos cidadãos moçambicanos, promovendo assim um verdadeiro diálogo e colaboração com as suas comunidades.
Durante uma visita ao distrito de Meluco, na província de Cabo Delgado, o Presidente da República, Daniel Chapo, enfatizou a importância da participação activa das comunidades no combate ao terrorismo.
Em um comício popular, Chapo afirmou que a colaboração entre a sociedade civil e as Forças de Defesa e Segurança é fundamental para a consolidação da paz e o desenvolvimento do país.
O Chefe de Estado sublinhou que a luta contra o terrorismo não deve ser apenas uma resposta militar, mas exige o compromisso dos cidadãos na defesa da paz e na denúncia de práticas que possam gerar instabilidade. “Estamos a trabalhar dia e noite, de segunda a segunda, para haver paz em Cabo Delgado”, referiu Chapo, destacando que a estabilidade é condição essencial para a expansão de infra-estruturas básicas.
Chapo exortou as comunidades a manterem-se vigilantes quanto à desinformação e discursos de ódio, que podem favorecer as acções dos grupos terroristas e comprometer os esforços de estabilização na província. “O inimigo da paz não gosta de ver o povo em paz. Precisamos de ficar atentos”, advertiu.
O Presidente também salientou que os efeitos da violência em Cabo Delgado afectam todo o território nacional e apelou ao reforço da unidade entre os moçambicanos, comparando a nação a um corpo onde uma lesão local pode provocar dor geral.
No âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, Chapo reiterou a abertura do Governo ao diálogo, incluindo cidadãos envolvidos no conflito, defendendo que a reconciliação é uma ferramenta vital no combate ao terrorismo. “Nós estamos abertos ao diálogo para encontrarmos juntos um caminho para a paz”, afirmou.
Além disso, alertou para os danos causados pela desinformação, que têm levado à destruição de escolas, hospitais e outras infra-estruturas públicas, afectando profundamente as comunidades. “Destruíram hospitais, destruíram escolas, queimaram medicamentos para o povo moçambicano”, declarou o Presidente.
Chapo também anunciou que a emissão do Bilhete de Identidade será gratuita até Dezembro deste ano, uma medida destinada a facilitar o acesso dos cidadãos aos serviços públicos. Concluiu reforçando que o desenvolvimento económico e social depende da paz e estabilidade, afirmando que “podemos trazer mais estradas, mais água, mais energia, mais escolas e mais hospitais, mas tudo isso só é possível se houver paz”.
O Procurador-Geral da República, Américo Letela, alertou para os perigos que a corrupção representa para o fortalecimento do Estado de Direito em Moçambique.
Durante uma reunião com magistrados e funcionários dos órgãos de administração da justiça, na cidade de Tete, Letela enfatizou que este fenómeno compromete a credibilidade das instituições e mina a confiança dos cidadãos na justiça.
O encontro, parte de uma visita de trabalho à província, foi uma oportunidade para o Procurador-Geral apelar à abstenção de práticas nocivas que dificultam o progresso do país. Letela salientou que o combate à corrupção deve iniciar-se dentro das próprias instituições que aplicam a lei.
Recordou ainda que, enquanto perdurar a Declaração de Maputo, todos os magistrados e funcionários da justiça estão obrigados a manter-se afastados de condutas ilegais que possam prejudicar o desenvolvimento nacional.
Defendendo uma magistratura íntegra, independente e livre de qualquer forma de influência ou favorecimento, Letela afirmou que apenas assim será possível restaurar a confiança dos cidadãos no sistema judicial. “O combate à corrupção não será efectivo se formos os primeiros a praticar actos de corrupção”, declarou.
O Procurador-Geral acrescentou que a reunião visou também reforçar o compromisso dos profissionais da justiça com os objectivos institucionais de moralização e mudança de comportamento, sublinhando a necessidade de que os quadros da justiça permaneçam mobilizados na luta pelos propósitos de transformação.
Por fim, Letela reiterou que o Ministério Público deve continuar a desempenhar o seu papel de garante da legalidade, preservando a dignidade da magistratura e contribuindo para o fortalecimento da confiança dos moçambicanos na administração da justiça.
A Primeira-Dama da República de Moçambique, Gueta Chapo, visitou ontem o Terminal de Transportes Inter-provincial (Junta), onde manifestou solidariedade às vítimas dos recentes actos de xenofobia.
Estas pessoas, que se encontram em situação vulnerável, estão a ser acolhidas no local à espera de regresso às suas províncias de origem.
Durante a visita, Gueta Chapo interagiu com as famílias afectadas, ouvindo os seus testemunhos e oferecendo palavras de apoio. A Primeira-Dama descreveu o momento como “um dos mais difíceis das suas vidas”, sublinhando a necessidade de transmitir esperança e encorajamento a todos os presentes.
Na sua intervenção, Gueta Chapo realçou a importância de todos os moçambicanos sentirem a dor das vítimas. Reforçou que a resposta a esta situação deve basear-se em princípios de unidade, fraternidade e amor ao próximo. “Somos todos irmãos. Somos moçambicanos, africanos. Estamos aqui movidos pelo amor ao próximo, para dizer-vos que não estão sozinhos e que todo o povo moçambicano está convosco neste momento difícil”, afirmou.
Com esta visita, a Primeira-Dama procura sensibilizar a sociedade para a importância de erradicar a xenofobia e promover a harmonia entre todos os cidadãos.
Durante as manifestações anti-imigrantes que ocorreram ontem na África do Sul, um total de duzentos e oitenta e três cidadãos moçambicanos foram afectados por actos de violência e intimidação.
Este episódio alastrou-se por diversas localidades, levando a graves consequências para a comunidade moçambicana naquele país.
De acordo com um comunicado divulgado pelo Gabinete de Informação, as vítimas, que incluem homens, mulheres e crianças, estão a receber assistência do Alto Comissariado de Moçambique em Pretória. Além do apoio alimentar, encontra-se em marcha a organização logística para o repatriamento das vítimas.
O relatório destaca que cento e noventa e quatro moçambicanos perderam as suas habitações após terem sido incendiadas por manifestantes na região de Mamelodi. Adicionalmente, trinta e oito cidadãos moçambicanos foram agredidos e forçados a abandonar os seus lares na Província de KwaZulu-Natal. Por outro lado, cinquenta e um outros indivíduos que se encontravam na Província de Limpopo buscaram abrigo devido aos ataques xenófobos.
Este cenário evidencia as tensões crescentes que afectam as comunidades imigrantes na África do Sul, colocando em evidência a necessidade de medidas urgentes para proteger a segurança e a dignidade dos cidadãos afectados.
Jean-Pascal Clémençon, presidente da empresa francesa de petróleo e gás Total Energies em Moçambique, incentivou as empresas a juntarem-se ao Projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) de Moçambique, sublinhando que este oferece “oportunidades ao longo de toda a sua cadeia de valor, seja em operações em terra, no mar, marítimas ou submarinas”.
Este projecto de GNL, liderado pela Total Energies, tem um orçamento estimado em cerca de 20 mil milhões de dólares, tornando-se o maior projecto de investimento estrangeiro na África subsaariana.
O desenvolvimento do projecto foi retomado em Janeiro passado, após uma interrupção em 2021, em consequência de um ataque terrorista significativo na vila de Palma.
Durante uma reunião com a Câmara de Comércio e Indústria França-Moçambique, Clémençon destacou a escala da participação local, com cerca de 5000 moçambicanos actualmente envolvidos no projecto, juntamente com várias iniciativas socioeconómicas, programas de formação e esforços de desenvolvimento comunitário.
“Na discussão, Clémençon interagiu com a comunidade empresarial, partilhando perspectivas sobre o progresso do projecto e as suas perspectivas futuras. Embora muitos de nós conheçamos a importância estratégica do projecto para Moçambique e os mercados de energia globais, dissertámos sobre a complexidade das operações, e as milhares de pessoas que trabalham actualmente no local evidenciam por que razão o GNL de Moçambique é considerado um dos maiores projectos energéticos já realizados no continente africano”, pode ler-se em um comunicado.
Segundo o documento, a reunião “proporcionou uma oportunidade única para os membros da Câmara de Comércio e Indústria França-Moçambique ouvirem directamente o líder de um dos investimentos mais significativos em curso actualmente em África.”
O Grupo Mega anunciou a abertura de um novo espaço comercial do tipo cash and carry na cidade de Maputo, com um investimento de cerca de 60 milhões de meticais.
Este projecto, que integra a venda por grosso e a retalho, destaca-se pela forte ênfase em produtos nacionais, contribuindo assim para a valorização da produção local e mitigando as dificuldades relacionadas com a importação de determinados bens.
O novo estabelecimento conta com aproximadamente três mil referências de produtos, distribuídas por diversas áreas. Segundo o administrador do Grupo Mega, João Seara, a iniciativa visa não apenas oferecer uma ampla gama de produtos, mas também criar empregos, resultando na geração de 29 postos de trabalho directos, além de cinco novas funções na área administrativa e de suporte.
O conceito de cash and carry foi desenvolvido para atender a diferentes perfis de clientes, desde aqueles que preferem adquiri produtos em grandes quantidades até os consumidores que optam pela compra unitária. Este modelo de negócio garante condições diferenciadas para as compras em caixa, mantendo também o funcionamento típico de um supermercado.
Entre as secções mais relevantes do novo espaço, destacam-se a área de produtos congelados e a oferta de vinhos, considerada pela empresa como um dos segmentos principais da nova unidade. Relativamente à política de preços, João Seara mencionou que a empresa realizou estudos de mercado com a finalidade de estabelecer valores competitivos.
Com esta nova abertura, o Grupo Mega reforça a sua presença no sector da distribuição alimentar em Moçambique, ampliando assim a sua rede comercial no país.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Educação em Emergência – (Gaza – Xai-Xai). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor – Projeto (Formador Nacional e Supervisor) – Cabo Delgado – Pemba (com viagens regulares para as Províncias de Nampula e Zambézia). Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitória e Avaliação. Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) Oficial de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem do Projecto LAGO. Saiba mais.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, anunciou em Montepuez, na província de Cabo Delgado, um aumento significativo dos recursos do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL).
Esta medida irá incluir a isenção de taxas para a emissão do Bilhete de Identidade (BI) até Dezembro deste ano e a continuação das iniciativas destinadas a restabelecer a paz nas áreas afetadas por atos de terrorismo.
Durante um comício popular que assinalou o início da sua visita de trabalho à província, Chapo enfatizou que a estabilidade é a condição primordial para fomentar o desenvolvimento económico e social do país. “Estamos a trabalhar dia e noite para que haja paz em Cabo Delgado,” afirmou o Chefe do Estado.
O Presidente apelou à população para que apoie os esforços de combate ao terrorismo e promova o diálogo como método na resolução de conflitos.
De acordo com Chapo, o Governo está comprometido com a implementação do Diálogo Nacional Inclusivo, que procura agregar contribuições de partidos políticos, organizações sociais, líderes religiosos e cidadãos em geral.
“Não é com conflito, não é com confusão, não é com ódio, mas é com a paz que se desenvolve Moçambique,” reiterou Chapo. O reforço da paz facilitará a captação de investimentos em setores estratégicos como estradas, energia, fornecimento de água, agricultura, indústria, saúde e educação.
O Presidente também revelou a intenção de duplicar o valor do FDEL em todos os distritos do país, visando atender à crescente demanda de financiamento por parte de jovens e mulheres empreendedores. “Este ano vamos duplicar o valor do FDEL em todos os distritos de Moçambique,” prometeu.
Muitos projetos deixaram de ser financiados devido à falta de recursos, levando o Governo a aumentar os fundos destinados a pequenos negócios. Chapo destacou que o apoio ao empreendedorismo é uma das formas mais eficazes de gerar emprego e rendimento para as famílias moçambicanas.
Na mesma ocasião, foi anunciado que todos os cidadãos sem Bilhete de Identidade poderão obter gratuitamente este documento até Dezembro. “Todos aqueles que não têm BI podem recensear-se e ter o documento. Não se paga nada,” assegurou.
Adicionalmente, o Presidente mencionou que o Governo está a envidar esforços para melhorar as condições dos funcionários públicos, incluindo a retoma gradual do pagamento de horas extras e outros direitos laborais. Chapo também frisou a importância do pagamento atempado dos salários, recordando que os funcionários receberam os seus vencimentos antes das celebrações do 25 de Junho.
O Chefe do Estado abordou ainda as recentes reformas na exploração dos recursos naturais, defendendo uma maior participação dos moçambicanos na gestão das riquezas do país. “Queremos que os moçambicanos sejam donos do seu próprio ouro, grafite, rubis e da sua riqueza,” afirmou.
Em resposta a preocupações da população, Chapo garantiu que a reabilitação das estradas Montepuez-Pemba, Montepuez-Namuno, Montepuez-Balama e Montepuez-Mueda está integrada nos planos do Governo. “As estradas são como as veias no nosso corpo,” concluiu, sublinhando que a melhoria da rede viária promoverá a circulação de pessoas e bens e impulsionará o desenvolvimento da província.
O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) e a Câmara de Minas de Moçambique (CMM) assinaram recentemente um memorando de entendimento que estabelece novas bases de colaboração entre o Estado e o sector privado, com o objectivo de impulsionar o desenvolvimento do sector de Minas no país.
O acordo, formalizado na capital, visa reposicionar o sector extractivo nacional em um contexto onde se observa um crescente foco na melhoria do ambiente de negócios e na atracção de investimento estrangeiro.
Durante a cerimónia, o presidente da CMM, Edson Matches, realçou que o memorando vai além do simples formalismo, tornando-se uma ferramenta essencial para reconfigurar a relação entre investidores e reguladores.
Matches enfatizou ainda que o acordo apresenta uma nova abordagem à gestão do risco no sector mineiro, um sector historicamente exposto a incertezas regulatórias e alterações nas políticas públicas.
O documento assenta na criação de mecanismos formais de diálogo, que visam aproximar a elaboração de políticas públicas das dinâmicas reais que caracterizam o mercado mineiro.
Um homem de nacionalidade australiana, identificado como Simon Peter Carman, de 46 anos, foi detido pelas autoridades tailandesas sob a acusação de homicídio, ocultação de cadáver e aliciamento de menor para fins sexuais.
A vítima é Thunchanok Donhomla, uma jovem de 17 anos que estava desaparecida desde a passada sexta-feira. O corpo da adolescente foi descoberto no sábado, no interior de uma mala de viagem deixada junto a uma linha ferroviária em Pattaya.
A detenção ocorreu no aeroporto de Banguecoque, no início da tarde de sábado, no momento em que o suspeito se preparava para embarcar num voo de regresso à Austrália. A localização do corpo aconteceu escassos 15 minutos após a captura do indivíduo.
A investigação ganhou contornos decisivos através da análise de imagens de videovigilância de um condomínio local. As gravações mostraram a menor a entrar no edifício na companhia do cidadão australiano e, horas mais tarde, captaram o homem a abandonar o prédio sozinho, transportando a mala de viagem. Segundo a polícia, o suspeito utilizou um motociclo para transportar a mala até às imediações da estação de comboios.
Em sede de interrogatório, Simon Peter Carman rejeitou as acusações formais e alegou ter agido em legítima defesa. O arguido explicou que tinha combinado pagar cerca de 26 euros por serviços sexuais, mas que se gerou uma forte discussão depois de ter tentado entregar apenas metade da quantia acordada. O suspeito argumentou ainda que, durante o desentendimento, a jovem o terá ameaçado com uma faca.
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