Economia Banco de Moçambique recebe 109 milhões de dólares para Fundo Soberano

Banco de Moçambique recebe 109 milhões de dólares para Fundo Soberano

O Banco de Moçambique anunciou a recepção de aproximadamente 109 milhões de dólares, quantia destinada à operacionalização do Fundo Soberano de Moçambique (FSM). 

Este montante resulta de um Acordo de Gestão assinado no dia 19 de Novembro entre o Ministério das Finanças, gestor global do fundo, e o Banco de Moçambique, na sua função de gestor operacional.

O governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, fez o anúncio na passada sexta-feira durante um evento em Maputo, onde se realizou um brinde de final de ano com jornalistas. Zandamela destacou que esta alocação financeira representa um avanço significativo para a efectiva operacionalização do fundo, criado com a finalidade de garantir uma poupança colectiva e promover a estabilidade macroeconómica do país.

“Decorrente da assinatura deste Acordo, foram alocados ao Fundo Soberano, na semana em curso, cerca de 109 milhões de dólares”, afirmou o governador, acrescentando que a distribuição do montante teve em consideração valores que não haviam sido previamente canalizados para a Conta Única Transitória das Receitas do Petróleo e Gás.

Os dados oficiais confirmam que o capital inicial do FSM, sob a responsabilidade do Banco de Moçambique como gestor operacional, foi transferido pelo Governo, através do Ministério das Finanças, em 10 de Dezembro de 2025, totalizando 109.972.545,75 dólares americanos.

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Nos termos da legislação em vigor, o FSM visa maximizar os benefícios das receitas provenientes dos recursos naturais, reforçar a estabilidade macroeconómica e orçamental, além de estabelecer uma base sustentável de poupança e acumulação de riqueza para as gerações futuras.

As receitas que nutrem o Fundo resultam da produção de gás natural liquefeito nas Áreas 1 e 4 da Bacia do Rovuma, assim como de futuros projectos de desenvolvimento e exploração de petróleo e gás natural. Estas receitas são depositadas em dólares na Conta Única do Tesouro — Receitas Transitórias de Petróleo e Gás, situada no Banco de Moçambique.

Em termos de gestão, o Governo é responsável pela supervisão global do FSM, enquanto o Banco de Moçambique se encarrega da gestão operacional, aplicando os recursos no mercado financeiro internacional, de acordo com a Política de Investimentos do Fundo Soberano de Moçambique.

O fundo está sujeito a mecanismos de controlo e fiscalização rigorosos, que incluem auditorias tanto internas como externas, realizadas semestralmente e anualmente, respetivamente. As contas anuais do FSM são submetidas à apreciação do Tribunal Administrativo, conforme estipulado pela lei.

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