Sílvio Santos, o mais icónico nome do entretenimento televisivo brasileiro, faleceu aos 93 anos, na cidade de São Paulo, no sábado (17), vítima de broncopneumonia resultante de uma infecção pelo vírus influenza A (H1N1).
O célebre apresentador, que iniciou a sua carreira como camelô e locutor de rádio, estava internado desde o início do mês.
Sílvio Santos, nascido Senor Abravanel, construiu um império mediático e empresarial que incluiu a criação de marcas de renome, como Jequiti, Tele Sena e Baú da Felicidade, além de ter fundado e gerido as emissoras TVS e SBT.
O seu programa, “Programa Sílvio Santos”, que começou a ser transmitido em 1963, marcou profundamente a televisão brasileira e tornou-o uma figura incontornável na cultura popular do país.
Em Julho deste ano, Sílvio foi internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para tratar de uma infecção por H1N1, tendo recebido alta dois dias depois. Contudo, a 1 de Agosto, teve de ser novamente hospitalizado devido ao agravamento do seu estado de saúde.
Segundo informações divulgadas pelo hospital, Sílvio Santos faleceu às 4h50 deste sábado (17). O apresentador deixa a sua esposa, Íris Abravanel, com quem era casado desde 1978, e seis filhas: Daniela, Patrícia, Rebeca e Renata, do casamento com Íris, e Cíntia e Silvia, do seu primeiro casamento com Cidinha, falecida em 1977. Além das filhas, Sílvio deixa também 14 netos e 4 bisnetos.
Atendendo a um desejo expresso por Sílvio, não será realizado velório público. Em vez disso, será realizada uma cerimónia judaica restrita à família e amigos mais próximos, num cemitério israelita.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Motoristas. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente de Administração e Recepcionista. Saiba mais.
A Reencontro – Associação Moçambicana para Apoio e Desenvolvimento da Criança Órfâ e Vulnerável pretende recrutar um (1) Conselheiro/a Leigo/a. Saiba mais.
O MyBucks Banking Mozambique, com visão de ser prestador de serviços financeiros de escolha para os Moçambicanos, pretende recrutar um (1) Auditor Interno de Sistemas e Conformidade. Saiba mais.
O Centro Médico e de Treinamento em Segurança e Saúde (CMTSS), Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Motoristas de Ambulância (Prestadores). Saiba mais.
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A Visão Excelente – Viex Serviços – Sociedade Unipessoal Lda., pretende recrutar para o seu quadro de pessoal vinte e quatro (24) Auxiliares de Limpeza. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Sofala (Caia), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de Educação Acelerada para Crianças. Saiba mais.
As negociações para um cessar-fogo em Gaza, organizadas pelos Estados Unidos, Qatar e Egito, terão início em Doha na quinta-feira e estão previstas para durar “vários dias”.
O director da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), William Burns, estará presente nas conversações de quinta-feira para tentar alcançar um acordo de cessar-fogo em Gaza.
A Casa Branca expressou a sua esperança de que o encontro decorra conforme o planeado, apesar da ausência confirmada do Hamas. O grupo palestiniano acusa o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de bloquear qualquer possibilidade de entendimento.
Israel enviará a Doha uma equipa de negociadores de alto nível, incluindo os responsáveis pelos serviços secretos e pela segurança interna. A delegação israelita será liderada pelo chefe do Mossad, David Barnea, pelo director do Shin Bet, Ronen Bar, e pelo major-general Nitzan Alon, que supervisiona as negociações em nome do exército, conforme reportado pelo canal de notícias israelita 12.
Os principais tópicos em discussão incluem um acordo que poderia permitir a troca dos 111 reféns israelitas actualmente detidos em Gaza pela libertação de prisioneiros palestinianos em Israel. No entanto, as partes envolvidas continuam a divergir sobre uma questão crucial: o fim definitivo dos combates e a retirada das tropas israelitas do enclave.
A região do Médio Oriente tem estado em alta tensão devido aos recentes assassinatos do líder político do Hamas, Ismail Haniyeh, em Teerão, e do principal comandante militar do Hezbollah, Fuad Shukr, em Beirute, ocorridos há duas semanas.
Embora a formação libanesa e o Irão ainda não tenham reagido oficialmente aos ataques, que se acreditam ter sido perpetrados por Israel, um possível acordo sobre Gaza poderá, pelo menos, ajudar a evitar uma resposta iraniana e a escalada da situação.
Dez comunidades em Espanha foram colocadas em alerta devido às intensas chuvas e ventos fortes. Em Valência, um supermercado foi evacuado após o tecto desabar, forçando a retirada de 300 clientes e funcionários como medida de precaução.
O incidente ocorreu quando uma parte do tecto desabou, resultando numa situação em que a água da chuva se infiltrou no interior do estabelecimento, como se estivesse na rua. A estrutura do supermercado, localizado numa cidade próximo de Valência, não conseguiu suportar o peso e a força da chuva torrencial que caía, levando ao colapso parcial do tecto. A evacuação foi realizada para garantir a segurança das pessoas, temendo que outras partes da estrutura também pudessem desabar.
Palma de Maiorca esteve sob aviso vermelho devido à forte acumulação de chuva, e nas Ilhas Baleares, o tempo adverso só deverá melhorar no fim-de-semana.
Durante o mês de Agosto, foram emitidos avisos de nível amarelo a laranja em toda a costa, desde Barcelona até à Andaluzia, devido à combinação de chuva intensa, ventos fortes e granizo.
A sociedade civil em Moçambique está a manifestar sérias preocupações em relação à nova lei eleitoral, aprovada recentemente pelo parlamento.
Um dos pontos mais controversos é a transferência das competências dos tribunais distritais para o Conselho Constitucional, no que diz respeito à recontagem de votos, uma mudança que os críticos afirmam poder comprometer a transparência do processo eleitoral.
O consórcio Mais Integridade, que reúne várias organizações da sociedade civil, expressou dúvidas quanto à capacidade desta nova lei em garantir um processo eleitoral transparente. “A decisão tomada na nova lei não faz sentido algum, considerando especialmente os problemas que enfrentámos nas recentes eleições autárquicas. Esperávamos que a revisão trouxesse uma maior transparência na gestão dos processos eleitorais, mas, como consórcio, temos muitas dúvidas de que haverá transparência nas próximas eleições,” afirmou Edson Cortez, coordenador do consórcio.
A versão inicial da revisão da lei eleitoral, aprovada em Abril, previa um reforço das competências dos tribunais distritais no processo eleitoral. No entanto, esta versão foi devolvida ao parlamento por ordem do Presidente da República, Filipe Nyusi, que considerou a situação problemática.
Na aprovação da nova versão da lei, a Frelimo e a Renamo votaram a favor, mas esta decisão levou a uma forte reacção por parte das organizações cívicas, que agora criticam duramente a Renamo pelo papel que desempenhou na aprovação da lei. As organizações temem que estas mudanças possam enfraquecer o sistema de fiscalização e aumentar o risco de irregularidades nas eleições futuras.
À medida que Moçambique se aproxima de mais um ciclo eleitoral, estas preocupações levantadas pela sociedade civil destacam o crescente debate sobre a necessidade de garantir que o processo eleitoral seja conduzido de maneira justa e transparente, sem influências que possam comprometer a integridade dos resultados.
Ksenia Khavana, de 33 anos, com dupla nacionalidade russa e norte-americana, foi condenada a uma pena de 12 anos de prisão por um tribunal russo.
A acusação surge após Khavana ter realizado uma doação de 46 euros a uma instituição de caridade que presta apoio à Ucrânia, conforme relatado pela Sky News.
A detenção de Ksenia Khavana ocorreu em Fevereiro deste ano na cidade de Yekaterinburg, localizada no sudoeste da Rússia. O julgamento, que decorreu à porta fechada na semana passada, culminou com a declaração de culpa de Khavana, que admitiu os actos pelos quais foi acusada.
O tribunal regional de Sverdlovsk pronunciou a sentença, considerando Ksenia, cujo nome de solteira é Karelina, culpada de alta traição. Em resposta à acusação, a mulher recebeu uma condenação de 12 anos de prisão.
Ksenia Khavana obteve a cidadania americana após o casamento com um cidadão norte-americano em 2021. No início do ano, estava na Rússia para visitar familiares quando foi detida pelas autoridades.
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) decidiu avançar com o pagamento de mais de 24 milhões de meticais, no âmbito do contencioso com o Grupo Mondego, referente à construção das residências denominadas “Casa do Empresário” nas cidades de Xai-Xai e Inhambane.
O valor total da dívida ascende a pouco mais de 26,3 milhões de meticais, mas a CTA, que já interpôs recurso em tribunal, argumenta que o montante exigido não corresponde aos trabalhos efectivamente realizados, sobretudo no que diz respeito à Casa do Empresário de Inhambane, cujas obras permanecem inacabadas até ao presente momento.
Num comunicado emitido pela confederação, a CTA esclarece que apresentou a sua contestação dentro do prazo legal, solicitando que o valor exigido fosse ajustado aos serviços que foram, de facto, executados.
O pagamento dos 24 milhões de meticais reflete, segundo a CTA, um esforço de conciliação, apesar das divergências quanto ao valor final em dívida, ainda em discussão judicial.
Joaquim Chissano afirmou que Manuel Chang deveria ter sido julgado em Moçambique para servir de exemplo no combate à corrupção. O ex-Presidente da República sublinha que não deve haver criminosos no seio da Frelimo.
A condenação de Manuel Chang, antigo ministro das Finanças, continua a ser um tema de grande relevância. Esta quinta-feira, a nossa equipa de reportagem entrevistou Joaquim Chissano, o qual, recorde-se, foi o responsável por introduzir Chang no governo, nomeando-o Vice-Ministro das Finanças durante o seu último mandato.
Para Chissano, o julgamento de Chang deveria ter ocorrido em território moçambicano. “Manuel Chang foi julgado sob uma perspectiva orientada pelos interesses americanos. Portanto, ele foi condenado. Não podemos avaliar se o julgamento foi justo ou não. Os advogados nos Estados Unidos fizeram o que puderam, e ele foi condenado. Acredito que teria sido mais educativo se a condenação tivesse ocorrido em Moçambique, como aconteceu com outros casos semelhantes, julgados aqui e as pessoas puderam aprender com isso sobre o que não se deve fazer”, afirmou.
Chissano acredita que uma condenação exemplar em Moçambique ajudaria a melhorar a imagem do país, embora não resolva todos os problemas relacionados com a corrupção. “A boa imagem do país deve ser construída por nós, moçambicanos, trabalhando juntos para vencer a corrupção. Manuel Chang envolve dados distintos de outros casos de corrupção que encontramos na sociedade. É necessário analisar todas as facetas da corrupção para realmente estarmos a avançar na direcção certa”, explicou.
No que toca à corrupção, Fernando Faustino, membro do Comité Central da Frelimo, reiterou na terça-feira (13) que Chang está a pagar pelos seus próprios erros. “Quem comete irregularidades deve ser punido e sancionado. O que aconteceu com Chang é consequência dos seus próprios actos. Isso não tem a ver com a Frelimo. Ser membro da Frelimo não dá permissão para cometer falcatruas”, declarou Faustino.
Joaquim Chissano, por sua vez, foi mais profundo na sua análise. Reconheceu a existência de criminosos dentro do partido e apresentou uma solução. “Não deve haver criminosos na Frelimo. Se houver, é necessário tomar as medidas adequadas contra esses indivíduos.”
Sobre a recente decisão de Moçambique de conceder parte do porto de Nacala ao Malawi, anunciada pelo Presidente da República na recepção de Chakwera, cuja visita termina hoje (15), Chissano considera a decisão estratégica para a economia dos dois países. “Moçambique tem a obrigação de reconhecer os países do Interior, não apenas o Malawi, mas também a Zâmbia. Iniciámos há algum tempo a aproximação e a busca de soluções para facilitar a vida dos países do Interior. O Zimbábue, apesar de ter uma distância menor para a África do Sul, ainda depende das saídas por Moçambique. Portanto, temos três países vizinhos importantes para Moçambique”, justificou.
O académico Calton Cadeado também partilha da opinião de Chissano e acredita que o acordo poderá trazer benefícios para ambos os países. “O porto não está a ser entregue ao Malawi, mas sim a cooperação económica está a ser promovida. O Malawi está a participar na nossa economia, assim como Moçambique está presente na economia malawiana. Há um projecto em curso para continuar a linha férrea, que ainda não está concluído. O Estado moçambicano, através do Presidente Nyusi, ofereceu-se para realizar as obras do outro lado devido ao reconhecimento do valor económico para Moçambique. Este acordo envolve Moçambique, Malawi e também a Zâmbia”, afirmou.
Chissano e Cadeado fizeram essas declarações após a cerimónia de atribuição do título de doutor honoris causa a Lazarus Chakwera.
O Tribunal de Barberton, situado na província de Mpumalanga, na África do Sul, determinou a deportação imediata de 16 mulheres moçambicanas, detidas na semana passada sob a acusação de violação da lei de imigração sul-africana.
Na terça-feira, as cidadãs moçambicanas foram julgadas e consideradas culpadas, tendo sido sentenciadas a seis meses de prisão ou ao pagamento de uma multa de 2 mil rands cada uma.
No entanto, conforme a Rádio Moçambique (RM), as penas impostas foram suspensas por um período de cinco anos, permitindo que as mesmas evitem o cumprimento imediato das sentenças, desde que não reincidam durante este tempo.
Além deste caso, o Tribunal de Barberton não conseguiu dar seguimento ao processo envolvendo dez crianças moçambicanas que também foram detidas, uma vez que a decisão está pendente da disponibilidade de assistentes sociais para procederem à avaliação necessária.
Quanto aos 15 homens moçambicanos que também foram apanhados na tentativa de entrar ilegalmente no país, o tribunal decidiu adiar a apreciação dos seus casos para a próxima terça-feira.
É relevante salientar que, ao todo, foram detidos 41 cidadãos moçambicanos enquanto tentavam cruzar ilegalmente a fronteira para a África do Sul, destacando-se a complexidade e a gravidade do problema da imigração irregular entre os dois países.
Suga, de 31 anos, membro da famosa boy band sul-coreana BTS, está a enfrentar uma possível pena de prisão após sofrer um acidente enquanto conduzia uma trotineta eléctrica sob o efeito de álcool.
A taxa de álcool no sangue do artista foi de 0,227%, significativamente acima do limite legal na Coreia do Sul. Em consequência, Suga pode ser condenado a uma pena de prisão ou a pagar uma multa substancial.
No início deste mês, Suga conduzia a trotineta quando o acidente ocorreu. A situação foi captada por uma câmara de videovigilância e divulgada esta quarta-feira pela TV Chosun, uma emissora sul-coreana.
Segundo a legislação sul-coreana, qualquer indivíduo apanhado a conduzir com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 0,2% pode enfrentar uma pena de prisão que varia entre dois e cinco anos, ou uma multa que pode oscilar entre 10 e 20 milhões de wons (aproximadamente entre seis e treze mil euros). Esta legislação aplica-se igualmente a veículos de menor dimensão, como as trotinetas eléctricas, bem como a automóveis.
No dia seguinte ao incidente, Suga publicou um pedido de desculpas nas redes sociais, especificamente na plataforma X (antigo Twitter). No seu post, o artista explicou que foi multado e teve a carta de condução confiscada por um polícia que o abordou após um teste de alcoolémia.
“Após beber durante o jantar, decidi voltar para casa numa trotineta eléctrica. Não percebi que violava as leis de trânsito, acreditando erroneamente que poderia usar a trotineta devido à curta distância até casa,” escreveu Suga. “Um polícia estava nas proximidades e, após realizar um teste de alcoolémia, a minha carta de condução foi cassada e fui multado,” acrescentou.
Actualmente, Suga está a ser alvo de uma investigação policial em relação ao incidente.
Na passada quarta-feira, foi oficialmente lançada a primeira pedra para a construção do terminal rodoviário provincial misto de Ngolhoza, localizado na província de Maputo.
Este projecto ambicioso será implementado numa área de 10 hectares e conta com um orçamento total de 17 milhões de dólares.
Segundo o governador da província de Maputo, Manuel Tule, a primeira fase da construção, que se estenderá por um período de três meses, incluirá a edificação de um alpendre de 25 metros, além de outros serviços essenciais, ocupando uma área de dois hectares. Esta fase inicial terá um custo de 1 milhão e 840 mil meticais.
Manuel Tule destacou que o principal objectivo do terminal de Ngolhoza é melhorar significativamente a circulação de pessoas e bens dentro da província, facilitando o acesso dos cidadãos aos serviços de transporte, ao reduzir as distâncias percorridas.
Além de proporcionar melhores condições de transporte, o terminal de Ngolhoza visa atrair investimentos para o sector de transportes e comunicações. Está prevista a introdução de novas frotas de autocarros de luxo na rota interprovincial, o que promete melhorar a qualidade dos serviços oferecidos aos passageiros.
O novo terminal não será apenas um ponto de embarque e desembarque, mas sim um complexo multifuncional.
A infra-estrutura incluirá serviços complementares como hotelaria, restauração, supermercados, agências de viagem, um posto policial, um posto de saúde, bem como serviços bancários e de comunicação. Estes serviços adicionais visam tornar o terminal num polo de desenvolvimento económico e social, proporcionando comodidade e segurança aos utilizadores.
A Suécia confirmou, na quinta-feira, o primeiro caso de varíola dos macacos no país, seguindo a declaração de emergência global pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
O ministro da Saúde e dos Assuntos Sociais da Suécia, Jakob Forssmed, anunciou que “durante a tarde, recebemos a confirmação de que existe um caso na Suécia do tipo mais grave de mpox, conhecido como Clade I”. Esta confirmação ocorre após a OMS ter classificado o surto de varíola dos macacos como uma emergência global.
Este é o primeiro caso registado na Suécia desde o início do surto, que tem afectado principalmente a África, e marca uma expansão significativa da doença para fora do continente africano.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a criticar as redes sociais, desta vez dirigindo as suas acusações ao WhatsApp, alegando que a plataforma teria compartilhado informações sensíveis dos cidadãos venezuelanos com líderes da oposição.
Na passada quarta-feira (14), Maduro declarou que o WhatsApp teria entregue “todo o banco de dados” dos utilizadores venezuelanos a Edmundo González Urrutia e María Corina Machado, ambos opositores proeminentes do seu regime. Estas alegações, no entanto, foram feitas sem a apresentação de provas concretas, mas, segundo Maduro, constituiriam uma grave violação da privacidade dos venezuelanos.
As declarações de Maduro surgem no contexto de uma série de ataques recentes contra as plataformas digitais, num esforço contínuo para controlar o fluxo de informações no país. Além disso, o Twitter, agora conhecido como X, foi temporariamente suspenso na Venezuela após um aceso confronto verbal entre Maduro e Elon Musk, o actual proprietário da rede social.
Numa tentativa de consolidar a sua posição, Maduro anunciou a abertura de uma consulta pública na Assembleia Nacional da Venezuela, onde será debatida a possibilidade de sancionar discursos que o governo considera “fascistas” nas redes sociais. Num dos seus discursos, Maduro referiu-se a María Corina Machado como “terrorista e assassina, fugitiva da Justiça”, acusando-a, juntamente com Edmundo González Urrutia, de utilizar dados pessoais dos venezuelanos para fins políticos.
Desde as eleições presidenciais que confirmaram a reeleição de Maduro, o governo venezuelano tem enfrentado uma crescente onda de protestos, duramente reprimidos pelas forças governamentais. As redes sociais, particularmente o WhatsApp, tornaram-se ferramentas cruciais para a oposição, que as utiliza para se organizar e denunciar as acções do governo. Maduro, por sua vez, acusa estas plataformas de serem utilizadas para intimidar militares, polícias e líderes comunitários, apelando à população para desinstalar o WhatsApp dos seus dispositivos.
Esta ofensiva contra as redes sociais ocorre num ambiente onde a imprensa local opera sob uma rígida censura, com hashtags como “VenezuelaLivre” e “AtéOFim” a serem amplamente usadas para denunciar supostas fraudes eleitorais. A crescente tensão entre o governo venezuelano e as plataformas digitais continua a agravar-se, com Maduro a intensificar os seus esforços para combater o que considera ser uma ameaça à estabilidade do seu regime.
O Tribunal Superior de Recurso da Cidade de Maputo tomou a decisão de suspender o embargo imposto às obras de construção de uma central de betão situada no bairro Costa do Sol. Segundo o entendimento do tribunal, a competência para tal decisão não pertence a um tribunal comum.
Esta decisão surge na sequência do recurso apresentado pela empresa chinesa Africa Great Wall Concrete Manufactured, responsável pela construção da referida central de betão numa zona residencial da Cidade de Maputo. O Tribunal Superior de Recurso deu provimento ao recurso, argumentando que o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, que havia decretado o embargo, não tinha jurisdição para fazê-lo.
Os juízes do Tribunal Superior de Recurso fundamentaram a sua decisão na verificação da “excepção dilatória da incompetência absoluta do Tribunal recorrido”, absolvendo, assim, a empresa da instância do tribunal que havia decidido pelo embargo.
Apesar desta decisão, o Tribunal Superior de Recurso reconheceu que a construção da central de betão poderia gerar impactos ambientais que afectam negativamente a população local.
Os moradores que se opõem à construção da central de betão na Costa do Sol já manifestaram a intenção de recorrer da decisão do Tribunal Superior de Recurso para o Tribunal Supremo. Além deste recurso, existe ainda um processo pendente no Tribunal Administrativo sobre a mesma questão.
Milhares de pessoas tomaram as ruas de Calcutá, na Índia, em protesto pela violação e morte de uma médica dentro do hospital onde trabalhava.
Este ato de violência horrendo provocou uma onda de indignação pública, sublinhando a crise de violência de género que afecta o país.
A vítima, uma médica de 31 anos, foi encontrada morta dentro do hospital público onde exercia a sua profissão. A autópsia confirmou que a médica foi sujeita a agressão sexual antes de ser assassinada. A família da vítima acredita que o crime foi perpetrado por um grupo de homens.
O Primeiro-Ministro indiano, Narendra Modi, fez apelos públicos à calma e à justiça, exigindo que os responsáveis sejam severamente punidos e que se imponham sanções mais rigorosas para crimes desta natureza. Modi também pediu uma ação judicial rápida para que os culpados sejam devidamente responsabilizados.
A violência contra as mulheres é um problema persistente na Índia, com uma média alarmante de 90 violações diárias, e a maioria dos crimes permanece impune. Os manifestantes em Calcutá criticaram as autoridades pela lentidão na investigação e pelos erros no tratamento do caso pela polícia. A insatisfação como os casos de violência de género são geridos é um tema recorrente nos protestos.
Em resposta ao caso, a Associação de Médicos da Índia anunciou uma paralisação dos serviços não urgentes como forma de protesto e exigiu melhores condições de segurança nos hospitais públicos para proteger os profissionais de saúde.
A pressão pública e os protestos refletem uma crescente demanda por mudanças efectivas no sistema judicial e de segurança, à medida que a Índia enfrenta uma crise persistente de violência contra as mulheres.
Nos últimos dois meses, o Sudão tem sido severamente afectado por chuvas torrenciais, resultando na morte de pelo menos 65 pessoas e no impacto directo sobre mais de 112.000 famílias, segundo fontes oficiais.
O comissário de Trabalho Humanitário do Governo do Sudão, Adam Sadiq, revelou, em uma conferência de imprensa, que as chuvas têm causado danos significativos em 22 localidades espalhadas por sete estados do país.
Sadiq descreveu a situação como “difícil”, enfatizando que as chuvas deste ano foram particularmente intensas em vários estados. Ele destacou a necessidade de um “grande esforço por parte da liderança do Estado” para lidar com a crise actual.
O Sudão enfrenta ainda um conflito armado desde Abril de 2023, que desencadeou uma das piores ondas de deslocados no mundo. A temporada de chuvas, que se estende por quase quatro meses a partir de Julho, frequentemente provoca estragos, prejudicando a população e a já debilitada infra-estrutura do país, que tem sido atormentado por guerras sucessivas durante décadas.
Além dos danos materiais e humanos, a acumulação de água aumenta o risco de surtos de doenças infecciosas, como a cólera. Esta é uma das principais preocupações das autoridades e das organizações humanitárias, que enfrentam dificuldades em acessar as áreas afectadas e em garantir a disponibilidade de vacinas devido ao conflito em curso.
Os números da ONU indicam que 2020 foi um dos anos mais devastadores para o Sudão, com pelo menos 138 mortos devido a inundações, mais de 900.000 pessoas afectadas e 2,2 milhões de hectares de terras agrícolas destruídos.
O Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Rui de Barros, desmentiu os rumores sobre a sua alegada demissão, assegurando que se manterá no cargo e que uma remodelação governamental está em curso.
Estas declarações foram feitas após o regresso de Rui de Barros ao país, após uma ausência de mais de um mês para tratamento médico.
O chefe do Governo abordou o tema na sequência de uma audiência com o Presidente Umaro Sissoco Embaló. Durante a ocasião, o Presidente fez questão de sublinhar que Rui de Barros goza de boa saúde, desmentindo assim as especulações sobre uma suposta doença grave que teria levado à sua demissão.
Rui de Barros reafirmou que nunca apresentou qualquer pedido de demissão e que manteve uma comunicação constante com o Presidente da República durante o seu tratamento. Além disso, mencionou que a anunciada remodelação do Governo será realizada em plena coordenação com o Presidente Embaló.
Entretanto, devido a divergências com o Presidente da República, vários membros do Governo optaram por abandonar os seus cargos. Entre eles estão os ministros da Saúde Pública, da Juventude, Cultura e Desporto, e da Energia, além do secretário de Estado da Juventude. A saída destes responsáveis sugere que as mudanças no executivo serão profundas e a remodelação anunciada visa reforçar a coesão interna do Governo, face aos desafios políticos que o país enfrenta.
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A Electricidade de Moçambique (EDM) está a canalizar mais de 300 milhões de dólares na segunda fase do programa de electrificação universal, com o objectivo de atingir todos os lares moçambicanos até 2030.
Esta fase do projecto abrange o período entre 2024 e 2027 e representa um passo crucial na missão de expandir o acesso à energia em todo o país.
Segundo Sílvio Romeu, gestor do projecto “Energia para Todos”, o principal desafio actual da EDM é conectar mais de 4 milhões de famílias à rede eléctrica nacional, um esforço essencial para cumprir a meta de electrificação total até ao final da década. Romeu destacou essas questões durante sua participação no programa Café da Manhã, transmitido ontem pela Rádio Moçambique.
No entanto, Romeu alertou que a vandalização das infra-estruturas da EDM está a dificultar o progresso do projecto, atrasando a implementação das metas estabelecidas. Apesar desses contratempos, a segunda fase do programa de electrificação universal já está em andamento em diversas regiões do país.
Lançada em 2018 como uma iniciativa presidencial, o programa “Energia para Todos” tem como objectivo garantir que todos os moçambicanos tenham acesso à electricidade até 2030, contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico de Moçambique.
Pelo menos 16 pessoas morreram em confrontos violentos numa aldeia no norte do Chade, envolvendo mineiros armados da Líbia, tropas do exército e residentes locais, conforme relatado pelas autoridades locais e por uma fonte militar.
De acordo com Moustapha Ali, um dos líderes locais do cantão de Wour na província de Tibesti, a situação surgiu após a população ser informada sobre a presença de mineiros líbios numa mina.
Tentando expulsar os intrusos, os habitantes locais enfrentaram resistência armada. “Os mineiros, que estavam fortemente armados, não hesitaram em abrir fogo contra os residentes”, explicou Ali à agência de notícias EFE.
A intervenção das forças armadas pôs fim aos confrontos, mas não conseguiu evitar a perda de 16 vidas, incluindo sete mineiros, seis civis e três soldados.
O coronel Koubra Hissein, responsável pela operação militar, confirmou que os mineiros eram originários da Líbia e expressou lamento pelo ocorrido. “Estamos a tomar medidas para assegurar a segurança na área e decidimos aumentar o contingente das nossas forças”, afirmou Hissein.
A província de Tibesti tem sido uma zona de frequentes conflitos mortais desde a descoberta de grandes reservas de ouro e minerais há pouco mais de uma década.
Confrontos semelhantes, envolvendo mineiros não autorizados, residentes e o exército chadiano, têm sido comuns na região. Um dos episódios mais recentes, ocorrido em Abril, resultou na morte de pelo menos 22 pessoas, incluindo 17 mineiros e cinco soldados, a cerca de 30 quilómetros de Kouri-Bougoudi.
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