As negociações para um cessar-fogo em Gaza, organizadas pelos Estados Unidos, Qatar e Egito, terão início em Doha na quinta-feira e estão previstas para durar “vários dias”.
O director da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), William Burns, estará presente nas conversações de quinta-feira para tentar alcançar um acordo de cessar-fogo em Gaza.
A Casa Branca expressou a sua esperança de que o encontro decorra conforme o planeado, apesar da ausência confirmada do Hamas. O grupo palestiniano acusa o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de bloquear qualquer possibilidade de entendimento.
Israel enviará a Doha uma equipa de negociadores de alto nível, incluindo os responsáveis pelos serviços secretos e pela segurança interna. A delegação israelita será liderada pelo chefe do Mossad, David Barnea, pelo director do Shin Bet, Ronen Bar, e pelo major-general Nitzan Alon, que supervisiona as negociações em nome do exército, conforme reportado pelo canal de notícias israelita 12.
Os principais tópicos em discussão incluem um acordo que poderia permitir a troca dos 111 reféns israelitas actualmente detidos em Gaza pela libertação de prisioneiros palestinianos em Israel. No entanto, as partes envolvidas continuam a divergir sobre uma questão crucial: o fim definitivo dos combates e a retirada das tropas israelitas do enclave.
A região do Médio Oriente tem estado em alta tensão devido aos recentes assassinatos do líder político do Hamas, Ismail Haniyeh, em Teerão, e do principal comandante militar do Hezbollah, Fuad Shukr, em Beirute, ocorridos há duas semanas.
Embora a formação libanesa e o Irão ainda não tenham reagido oficialmente aos ataques, que se acreditam ter sido perpetrados por Israel, um possível acordo sobre Gaza poderá, pelo menos, ajudar a evitar uma resposta iraniana e a escalada da situação.















