A OMS ressalva que esses números devem ser analisados com cautela, devido à redução nos testes de diagnóstico e na sequenciação genética do coronavírus SARS-CoV-2, responsável pela Covid-19, bem como aos atrasos na notificação em muitos países.
Segundo a agência das Nações Unidas, 95 países relataram novas infecções, enquanto 35 registaram óbitos relacionados à doença.
Durante o mesmo período de análise, foram comunicadas mais de 23 mil hospitalizações e mais de 600 novos internamentos em unidades de cuidados intensivos (UCI), o que representa um aumento de 11% e 3%, respectivamente, em comparação com os 28 dias anteriores. A maior parte destes casos ocorreu na Europa e na América.
Na semana anterior, a OMS já tinha alertado para o aumento contínuo dos casos de Covid-19 no mundo, sublinhando a “improbabilidade” de uma redução a curto prazo, e assinalou o risco de surgimento de uma variante mais grave.
Segundo a OMS, novas ondas de infecção foram registadas na Europa, América e no Pacífico Ocidental.
A Covid-19 é uma doença respiratória pandémica causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, identificado pela primeira vez na China no final de 2019 e rapidamente se espalhou por todo o mundo, originando diversas variantes e subvariantes, algumas mais contagiosas do que outras.
As vacinas disponíveis previnem, principalmente, casos graves da doença, mas não impedem a infecção.
Desde Maio de 2023, a Covid-19 deixou de ser classificada como uma Emergência de Saúde Pública Internacional, o nível máximo de alerta.
Na quarta-feira, os governos de Moçambique e do Maláui fortaleceram a sua cooperação nas áreas de petróleo e energia através da assinatura de dois acordos em Maputo.
A cerimónia contou com a presença dos ministros responsáveis pelos sectores de energia dos dois países: Carlos Zacarias, por Moçambique, e Ibrahim Matola, pelo Maláui.
A assinatura destes instrumentos ocorreu no contexto da visita oficial de dois dias do Presidente do Maláui, Lazarus Chakwera, a Moçambique. Esta visita tem como objectivo reforçar e aprofundar as relações históricas de irmandade, amizade, solidariedade e cooperação entre os dois países e seus povos.
Os acordos visam promover uma maior integração e colaboração nas áreas de petróleo e energia, destacando a importância do desenvolvimento conjunto desses sectores estratégicos para ambos os países.
Numa iniciativa crucial para o bem-estar da população, o governo moçambicano aprovou a Política de Segurança Alimentar e Nutricional (PESAN) 2024-2030, acompanhada pela respectiva Estratégia de implementação.
Este conjunto de medidas pretende melhorar os meios de subsistência, aumentar a produtividade económica, prolongar a longevidade dos cidadãos e fomentar o desenvolvimento e a prosperidade do país.
Durante a mesma sessão, o governo também aprovou o plano de acção da terceira Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional (ESAN III) para o mesmo período.
Estes instrumentos visam definir prioridades claras nos sectores alimentar e nutricional, promovendo uma colaboração efectiva e integração multissectorial entre os diferentes sectores implementadores e outras partes interessadas.
Os documentos foram ratificados na 25ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, que decorreu em Maputo, a capital moçambicana.
Em conferência de imprensa realizada após a reunião, Filimão Suaze, porta-voz do governo e vice-ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, sublinhou a gravidade da desnutrição crónica em crianças menores de cinco anos e a persistente insegurança alimentar no país, problemas que continuam a prejudicar a saúde pública e o desenvolvimento económico.
Suaze revelou que, em 2014, o índice de desnutrição crónica entre as crianças menores de cinco anos era de 43 por cento, diminuindo para 39 por cento em 2019/2020 e para 37 por cento em 2022/2023.
A insegurança alimentar, por sua vez, registou uma queda significativa de 60 por cento para 25 por cento no mesmo período.
“Estes dados, entre outros, demonstram a necessidade de uma reflexão contínua e de ajustes estratégicos para alcançarmos melhorias concretas”, afirmou Suaze.
Além das medidas de segurança alimentar, o Conselho de Ministros aprovou também um decreto que estabelece a nova estrutura, organização e composição dos Códigos de Endereçamento Postal (CEP) para as unidades territoriais e zonas urbanas de Moçambique.
Este ajuste visa adaptar o sistema de CEP à realidade actual do país, introduzindo, entre outras medidas, o escalão de localidade como a menor unidade territorial administrativamente organizada, e assegurando a inclusão de todas as zonas urbanas.
O decreto harmoniza ainda os códigos com os princípios e normas que regem a criação, organização e funcionamento das autarquias locais, bem como o respectivo regulamento.
No contexto das recentes movimentações no sector público, Elisa Zacarias foi oficialmente designada para o cargo de Presidente da Autoridade Tributária de Moçambique.
Anteriormente, Elisa Zacarias desempenhava funções como Secretária de Estado da província de Tete.
A sua nomeação para a liderança da Autoridade Tributária ocorre em substituição a Amélia Muendane, que assume agora a presidência do Conselho de Administração dos Aeroportos de Moçambique.
Esta mudança faz parte de uma reorganização estratégica no governo, visando fortalecer e optimizar as instituições chave no país.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve na passada terça-feira a suposta mandante que é acusada de liderar uma perigosa rede de raptos que tem aterrorizado Moçambique nos últimos dez anos.
Segundo as autoridades, esta mulher desempenhava um papel central na organização dos crimes, sendo apontada como a principal mandante dos raptos.
Em uma conferência de imprensa realizada, o SERNIC confirmou a detenção da mandante, sublinhando a importância desta captura na luta contra o crime organizado no país.
Além dela, o SERNIC identificou outros dois suspeitos ligados à mesma rede criminosa: o filho da mulher, que actualmente reside em Portugal, e o motorista da família, que se encarregava de movimentar os valores relacionados aos raptos. Este último já foi também detido pelas autoridades.
Durante a operação que levou à detenção, duas vítimas de raptos recentes, ocorridos a 24 de Abril na Avenida Joaquim Chissano e a 5 de Agosto em frente ao hotel Terminus, foram resgatadas e devolvidas às suas famílias.
Estes crimes, agora atribuídos à suposta mandante, ao seu filho e ao motorista, refletem a complexidade e a sofisticação da rede criminosa que as autoridades estão a desmantelar.
Nos últimos dias, o Reino Unido tem lidado com uma onda de motins anti-imigração, os mais graves registados desde 2011, resultando em mais de mil detenções, conforme a polícia britânica.
Estes distúrbios surgiram após um ataque com faca que vitimou três jovens, incluindo uma rapariga lusodescendente, em 29 de Julho.
Os tumultos, que se espalharam por várias cidades e aldeias na Inglaterra e na Irlanda do Norte, foram alimentados por rumores falsos sobre o suspeito do ataque. A extrema-direita, utilizando as redes sociais, propagou informações incorrectas, alegando que o suspeito era um requerente de asilo muçulmano.
Segundo o Conselho Nacional de Chefes de Polícia (NPCC), foram efectuadas mais de 1.000 detenções em todo o país relacionadas com os distúrbios. Adicionalmente, 575 pessoas foram formalmente acusadas, com os processos judiciais dos alegados envolvidos ainda a decorrer.
O ataque que desencadeou os motins deixou a comunidade abalada e exacerbou as tensões em torno da imigração no Reino Unido, reflectindo um clima de crescente polarização e descontentamento.
O Governo de Moçambique está a planear a introdução de uma nova taxa turística, que visa assegurar o desenvolvimento sustentável dos destinos turísticos do país, alinhando-se com as práticas internacionais mais recentes.
A iniciativa tem como objectivo não só proteger os recursos naturais e culturais do país, mas também garantir uma experiência de elevada qualidade para os turistas.
A ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, fez o anúncio durante o encerramento da 10.ª edição da Feira Internacional de Turismo (FIKANI), realizada na cidade de Maputo. O evento reuniu diversos profissionais do sector para debater estratégias que possam impulsionar o crescimento do turismo em Moçambique.
Segundo a ministra, a taxa será aplicada aos visitantes em hotéis e outros alojamentos turísticos. Os recursos arrecadados serão destinados ao financiamento de infraestruturas, à conservação do património, à promoção do turismo, e ainda para beneficiar as comunidades locais.
Esta medida é vista como crucial para dinamizar o sector, contribuindo significativamente para o crescimento económico do país.
No âmbito destas inovações, o Governo desenvolveu também a estratégia MICE (Meetings, Incentives, Conferences, and Exhibitions), destinada a explorar oportunidades de negócio no turismo de eventos. A estratégia está prestes a ser aprovada, e espera-se que traga um impacto positivo para o sector.
Materula destacou ainda a cooperação com a África do Sul e Eswatini, no contexto da Iniciativa Triland, que visa criar uma plataforma regional para atrair eventos e partilhar turistas, maximizando o potencial turístico dos três países.
Além disso, a ministra anunciou a continuação da política de isenção de vistos, como parte dos esforços para atrair mais turistas. Após o sucesso da isenção para cidadãos de 29 países, implementada no ano passado, o Governo está a considerar expandir esta medida para outros países.
Embora os detalhes ainda estejam em discussão, Materula manifestou confiança de que a expansão será aprovada em breve, reforçando a posição de Moçambique como um destino turístico de eleição.
Esta decisão também reflete os resultados positivos da fase-piloto da introdução do e-Visa e a revisão dos vistos de investimento, que agora possuem prazos mais alargados, facilitando assim o fluxo de turistas e investidores no país.
Ali Mamade, um empresário que estava sequestrado há três meses, retornou ao seio familiar. A informação foi divulgada pela página Anti-Raptos Beira (ARB), dedicada à partilha de informações sobre crimes de sequestro.
Mamade foi raptado no dia 11 de Maio de 2024, no cruzamento das avenidas Joaquim Chissano e Acordos Lusaka, no bairro de Maxaquene, em Maputo.
Conforme os relatos, um grupo de aproximadamente oito indivíduos interceptou-o quando saía de uma farmácia que possuía.
Não há detalhes disponíveis sobre se a polícia esteve envolvida na resolução do caso ou se houve o pagamento de algum resgate para a libertação da vítima.
O sequestro de Ali Mamade aconteceu apenas oito dias após outro incidente semelhante, ocorrido a 3 de Maio, na Escola Primária do Jardim. Naquele caso, um menor foi raptado por dois indivíduos, mas foi posteriormente resgatado pelas autoridades policiais, que detiveram os dois suspeitos.
A libertação de Ali Mamade ocorre exactamente uma semana após o Presidente da República, Filipe Nyusi, manifestar o seu descontentamento com o aumento dos casos de rapto. Esta declaração provocou uma reacção da comunidade islâmica, que foi respondida pelo Ministro do Interior, Pascoal Ronda.
O Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (África CDC) declarou a varíola do macaco (mpox) uma emergência sanitária em todo o continente africano. Esta decisão exige que todos os países africanos partilhem os relatórios actualizados sobre a situação da doença com o África CDC.
A nova variante de mpox, que se desenvolveu e se espalhou por pelo menos seis países africanos, já afectou cerca de 15.000 pessoas e causou a morte de mais de 500 indivíduos na República Democrática do Congo (RDC) somente este ano. Esta variante foi identificada pela primeira vez na RDC há menos de um ano.
A situação na RDC é particularmente grave, com muitos hospitais enfrentando sobrecarga extrema devido ao elevado número de pacientes.
Algumas unidades de saúde estão operando com uma capacidade 4.000% superior à sua capacidade normal. Além disso, aproximadamente 70% dos casos na RDC afectam crianças com menos de 15 anos.
Actualmente, a África é o único continente a enfrentar uma crise sanitária tão alarmante devido a esta doença. Embora vacinas estejam disponíveis ao custo de 100 dólares por unidade, estima-se que o continente precisará de aproximadamente quatro mil milhões de dólares para controlar e conter o novo surto de mpox.
O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) está a financiar a construção de dez reservatórios de água em diversas comunidades do distrito de Chicualacuala, no norte da província de Gaza, como parte das iniciativas para mitigar os efeitos da seca na região.
Até agora, foram concluídas as obras de quatro desses reservatórios, o que já começou a aliviar a escassez de água para consumo humano e para o abeberamento do gado, uma necessidade crucial para a subsistência das populações locais.
Segundo Cacilda Banze, Administradora do distrito de Chicualacuala, os trabalhos de construção dos seis reservatórios restantes deverão ter início nos próximos meses.
Banze destacou que esta intervenção é de grande importância, pois permitirá que as comunidades beneficiárias deixem de percorrer longas distâncias para obter água potável.
O distrito de Chicualacuala, que conta com uma população superior a 29 mil habitantes, apresenta actualmente uma cobertura de abastecimento de água de 68%.
A conclusão destes reservatórios é vista como um passo significativo para melhorar ainda mais o acesso à água, um recurso vital numa região frequentemente afectada pela seca.
Um trágico naufrágio ao largo da cidade chinesa de Dalian, no nordeste do país, resultou na morte de pelo menos duas pessoas, com outras três ainda desaparecidas.
O acidente envolveu o barco de pesca ‘Liaodajinyu 25030’, que se virou perto da ilha de Dongmayi, no distrito de Jinpu.
O Gabinete Municipal de Desenvolvimento Oceânico de Dalian revelou que o naufrágio lançou para a água os oito membros da tripulação a bordo da embarcação. Até agora, as equipas de socorro conseguiram resgatar três pessoas, mas as operações de busca continuam em um esforço para localizar os três restantes.
As autoridades locais activaram uma operação de busca e salvamento, mobilizando recursos marítimos e aéreos, além de pessoal especializado. Simultaneamente, foi formada uma equipa de investigação para apurar as causas exactas do naufrágio.
Este acidente ocorre após um incidente semelhante em Dezembro passado, quando o naufrágio do barco de pesca ‘Shuiyuan 69’ nas mesmas águas causou a morte de quatro pessoas e deixou três desaparecidos.
O Governo do Sudão do Sul avalia actualmente a “viabilidade” das eleições agendadas para Dezembro, conforme anunciado pela Presidência do país.
Esta decisão surge após diálogos entre o presidente Salva Kiir e os líderes dos principais partidos políticos.
O Sudão do Sul, o país mais jovem do mundo que obteve a independência do Sudão em 2011, enfrenta crescente incerteza quanto à realização das suas primeiras eleições.
Estas eleições foram estipuladas no âmbito do acordo de paz de 2018, que pôs fim a cinco anos de guerra civil, marcada por uma enorme perda de vidas (cerca de 400.000 mortos) e milhões de deslocados internos.
O acordo de paz previa a realização de eleições para encerrar um período de “transição”, durante o qual o país é liderado por um Governo de unidade nacional.
Este Governo é composto pelo presidente Salva Kiir e pelo vice-presidente Riek Machar, e tem a responsabilidade de implementar a transição para um regime democrático.
No entanto, as eleições foram adiadas várias vezes. A Presidência anunciou que está a colaborar com os líderes dos principais partidos políticos para obter aconselhamento técnico das instituições eleitorais sobre a viabilidade das eleições futuras.
O objectivo é estabelecer um calendário realista para que os líderes políticos possam chegar a um acordo.
O país enfrenta numerosos desafios, incluindo lutas pelo poder, corrupção e conflitos étnicos locais. Os progressos em áreas fundamentais do acordo de paz, como a elaboração de uma nova constituição e a criação de um exército unificado, têm sido limitados.
Como resultado, o Governo adiou novamente o fim do período de transição, agora fixando o prazo em Fevereiro de 2025, após as eleições inicialmente previstas para Dezembro de 2024.
Além disso, a natureza das eleições (se presidenciais, legislativas, ou para governadores) ainda não está clara. Riek Machar anunciou em Março que boicotaria as eleições até que as principais disposições do acordo de paz fossem plenamente implementadas. Por outro lado, Salva Kiir comprometeu-se a realizar as eleições em Dezembro, mas até agora não houve progressos substanciais na organização do plebiscito.
Embora tenham sido criados um Conselho dos Partidos Políticos e uma comissão eleitoral, não foram tomadas medidas concretas até agora, e o recenseamento eleitoral, que deveria começar em Junho, está parado.
O Governo enfrenta também uma grave falta de recursos devido à perda da sua principal fonte de receitas, o petróleo, em consequência dos combates no Sudão, que danificaram o oleoduto utilizado para exportar o petróleo.
Em resposta às crises no Sudão do Sul, os Estados Unidos anunciaram recentemente 95 milhões de dólares (aproximadamente 86,2 milhões de euros) em assistência humanitária adicional através da USAID.
Desde o início de 2024, a assistência total dos EUA ao Sudão do Sul ascende a 508 milhões de dólares (cerca de 460,9 milhões de euros), conforme afirmou o embaixador dos EUA em Juba, Michael J. Adler.
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), em colaboração com diversos parceiros, está a desenvolver esforços para encontrar soluções sustentáveis para os deslocados internos resultantes do terrorismo em Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
A situação dos deslocados internos representa um desafio significativo para as autoridades moçambicanas, diferindo consideravelmente da gestão dos deslocados devido a desastres naturais, onde há possibilidade de mobilizar e coordenar recursos de forma antecipada, graças às informações prévias disponíveis.
Esta análise foi apresentada hoje em Macaneta, no município de Marracuene, por Gabriel Belém Monteiro, vice-presidente do INGD, durante a abertura do Seminário sobre a Harmonização das Acções de Prontidão, Resposta e Reconstrução Pós-Desastres no Contexto dos Deslocamentos Internos em Moçambique.
“Em casos de desastres naturais, temos a capacidade de identificar áreas de risco com antecedência, dialogar com as comunidades e delinear estratégias de intervenção. No entanto, no caso dos deslocados internos, não dispomos dessa previsibilidade. Eles chegam subitamente e exigem uma resposta imediata,” afirmou Monteiro.
Segundo o vice-presidente, a colaboração com parceiros estratégicos, particularmente a Organização Internacional para as Migrações (OIM), tem sido crucial para enfrentar este desafio.
“Felizmente, temos uma cooperação com parceiros das Nações Unidas que ajudam a mitigar os impactos. Por isso, hoje já existem deslocados internos que conseguiram retomar actividades económicas,” sublinhou.
De acordo com dados do INGD, actualmente existem cerca de 1,2 milhão de deslocados internos em Cabo Delgado, muitos dos quais provenientes de áreas severamente afectadas pelo terrorismo. Deste total, cerca de 600 mil pessoas já regressaram às suas zonas de origem, enquanto outras decidiram estabelecer-se permanentemente nos locais de acolhimento, conseguindo, assim, retomar uma vida relativamente estável.
O INGD reconhece que o processo de normalização tem sido árduo, exigindo um trabalho profundo para aliviar o trauma causado pelas atrocidades perpetradas pelos terroristas.
“Foi um esforço colossal, mas já conseguimos estabilizar a situação. Actualmente, as pessoas estão a regressar graças à melhoria das condições de segurança no terreno,” destacou Monteiro.
Apesar dos progressos, Monteiro admitiu que a situação ainda não está completamente resolvida, mas expressou optimismo, afirmando que as condições de segurança em Cabo Delgado continuam a melhorar.
Por sua vez, o representante da OIM em Moçambique, Sascha Nlabu, destacou a necessidade de uma abordagem abrangente para lidar com a vulnerabilidade e o deslocamento interno no país. Esta abordagem deve integrar a gestão do risco de desastres no planeamento de desenvolvimento, com o objetivo de mitigar os efeitos adversos dos desastres e das mudanças climáticas.
Nlabu referiu ainda que, em consonância com o Plano Estratégico Global da OIM para 2024-2028, a organização procura abordar as causas do conflito e do deslocamento por desastres, trabalhando para salvar vidas, proteger os deslocados internos e os migrantes, promover soluções duradouras e facilitar a migração regular, visando alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.
O representante da OIM garantiu que a organização continuará a colaborar estreitamente com o INGD e outras entidades governamentais para apoiar as comunidades afectadas e os migrantes em todo o país, oferecendo assistência em áreas como abrigos, gestão de centros de acomodação, água e saneamento, saúde, entre outras.
“A OIM mantém o seu compromisso em apoiar a liderança do governo no apoio às comunidades afectadas por desastres, trabalhando em estreita colaboração com as autoridades governamentais e os parceiros,” concluiu Nlabu.
O escritório de campanha do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, juntamente com a sede do Comitê Republicano do 10º Distrito da Virgínia, localizado em Ashburn, foi assaltado na noite de domingo (11).
As autoridades locais estão a investigar o incidente para determinar o que foi levado durante a invasão.
O assalto ocorreu em Ashburn, uma localidade situada no norte da Virgínia, a cerca de 50 quilómetros do centro de Washington, a capital dos Estados Unidos.
De acordo com um comunicado emitido pelo Gabinete do Xerife do Condado de Loudoun, a polícia foi alertada por volta das 21h de domingo, após a detecção do furto.
O local do incidente, uma zona relativamente isolada de parques de escritórios, estava aparentemente deserto no momento do assalto.
O porta-voz do xerife, Thomas Julia, comentou que, devido à localização remota, havia pouca ou nenhuma movimentação de pessoas no momento do crime. Ele acrescentou ainda que, assim que a identidade do suspeito e as suas motivações forem determinadas, um novo comunicado será emitido.
As autoridades já possuem em mãos imagens de vigilância que mostram um indivíduo do sexo masculino, vestido com roupas escuras, um boné de cor preta e a carregar uma mochila, na cena do crime.
O xerife Mike Chapman destacou que este tipo de crime, envolvendo a invasão de um escritório de campanha política, é raro e que as forças de segurança estão empenhadas em identificar o suspeito, compreender as motivações por trás do assalto, e determinar com exactidão o que foi levado e se algo foi deixado para trás.
Na província de Inhambane, mais de quatro mil alunos, pertencentes a vários subsistemas de ensino, vão beneficiar de melhores condições de aprendizagem com a inauguração, nos próximos dias, de quarenta novas salas de aula distribuídas por sete distritos.
As novas infraestruturas estão a ser construídas nos distritos de Massinga, Jangamo, Inharrime, Vilankulo, Mabote, Inhassoro e Govuro, como parte de um esforço contínuo para melhorar o ambiente escolar na região.
Na terça-feira, foi dado início às obras de construção de oito novas salas de aula na Escola Secundária 25 de Setembro, em Mudauca, no distrito de Massinga. A cerimónia de lançamento da primeira pedra contou com a presença do governador de Inhambane, Eduardo Mussanhane, que reiterou o compromisso do governo em continuar a trabalhar para o aprimoramento das condições de ensino e aprendizagem na província.
Os estudantes da Escola Secundária 25 de Setembro de Mudauca estão ansiosos pela conclusão das obras, que prometem proporcionar um ambiente educativo mais adequado e confortável.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente de Administração e Recepcionista. Saiba mais.
A Reencontro – Associação Moçambicana para Apoio e Desenvolvimento da Criança Órfâ e Vulnerável pretende recrutar um (1) Conselheiro/a Leigo/a. Saiba mais.
O MyBucks Banking Mozambique, com visão de ser prestador de serviços financeiros de escolha para os Moçambicanos, pretende recrutar um (1) Auditor Interno de Sistemas e Conformidade. Saiba mais.
O Centro Médico e de Treinamento em Segurança e Saúde (CMTSS), Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Motoristas de Ambulância (Prestadores). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Segurança Alimentar e Meios de Vida. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Protecção Social e Género. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Saneamento, Água e Higiene – WASH. Saiba mais.
A Visão Excelente – Viex Serviços – Sociedade Unipessoal Lda., pretende recrutar para o seu quadro de pessoal vinte e quatro (24) Auxiliares de Limpeza. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Sofala (Caia), pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de Educação Acelerada para Crianças. Saiba mais.
O Quénia destacou-se como o país africano com melhor desempenho nos Jogos Olímpicos de Paris, conquistando um total de 11 medalhas, o que lhe garantiu o 17.º lugar na classificação geral.
O país arrecadou quatro medalhas de ouro, duas de prata e cinco de bronze, superando os seus concorrentes africanos.
A Argélia seguiu com três medalhas, sendo duas de ouro e uma de bronze, o que lhe rendeu o 39.º lugar na classificação geral.
A África do Sul, embora tenha conquistado mais medalhas do que a Argélia, terminou na 44.ª posição devido à menor quantidade de medalhas de ouro, reavivando o debate sobre o que é mais valioso: a quantidade total de medalhas ou a quantidade de ouros.
O Quénia também se destacou ao ocupar o terceiro lugar na lista de países com um Produto Interno Bruto (PIB) inferior a 10.000 dólares, ficando atrás apenas do Uzbequistão e da Ucrânia.
Um momento curioso da participação africana ocorreu na maratona feminina deste fim-de-semana, onde Sifan Hassan, da Holanda, levou o ouro. Tigist Assefa, da Etiópia, ficou com a prata, e Hellen Obiri, do Quénia, conquistou o bronze.
Sifan Hassan, nascida na Etiópia, imigrou para a Holanda aos 15 anos, adquirindo a nacionalidade holandesa em 2013. Este facto levou muitos etíopes a reivindicarem Hassan como sua, alegando que a Etiópia, de certa forma, conquistou tanto o primeiro quanto o segundo lugar na maratona feminina.
No quadro geral de medalhas, os Estados Unidos foram os grandes vencedores, com um total de 126 medalhas, das quais 40 foram de ouro, 44 de prata e 42 de bronze. A China seguiu em segundo lugar, com 91 medalhas (40 de ouro, 27 de prata e 24 de bronze).
O Japão ficou em terceiro lugar, com um total de 45 medalhas, enquanto a Austrália e a França ocuparam o quarto e quinto lugares, respectivamente, com 53 e 64 medalhas. A classificação, no entanto, favoreceu o Japão devido às suas 20 medalhas de ouro, comparadas com as 18 da Austrália e as 16 da França.
O Conselho Municipal de Maputo iniciou, a operação de desmantelamento de vários pontos que eram utilizados como urinóis informais.
Este esforço visa eliminar os urinóis clandestinos que proliferavam em diversos locais da cidade, considerados uma ameaça à saúde pública.
Durante o início das operações, o administrador substituto do distrito Municipal de KaMpfumu, Celso Fulano, expressou a sua preocupação com a situação, classificando estes urinóis como uma violação grave das normas de higiene e saúde pública.
Fulano assegurou que, após a remoção destes pontos, a autarquia irá intensificar a fiscalização para garantir que a prática não seja retomada.
Além das acções correctivas, o administrador anunciou que estão a ser implementadas medidas de longo prazo para resolver o problema. Está em andamento a construção de sanitários permanentes e a instalação de unidades sanitárias móveis, com o objectivo de fornecer alternativas adequadas e evitar a reincidência de situações semelhantes.
A imponente fábrica de produção de gás liquefeito, em fase final de construção em Temane, no distrito de Inhassoro, está prestes a ser concluída e deverá estar operacional até Setembro deste ano.
Este ambicioso projecto integra uma rede de 10 poços de gás conectados por cerca de 100 quilómetros de gasoduto, cujo processo de perfuração e ligação já se encontra concluído, bem como a construção dos gasodutos.
Com um investimento de 760 milhões de dólares americanos, a nova unidade terá a capacidade de produzir 23 milhões de gigajoules de gás natural por ano, resultando em 30 mil toneladas de gás de cozinha (GPL) anualmente. Esta produção permitirá a Moçambique reduzir em cerca de 75% a sua actual dependência de importação de GPL, promovendo a sua utilização a nível nacional e contribuindo significativamente para a redução do desflorestamento.
Além de reforçar a segurança energética do país, a nova fábrica irá alimentar 40% do mercado interno de gás de cozinha e será uma fonte crucial para a geração de energia eléctrica, com potencial para produzir 450 megawatts na Central Térmica de Ciclo Combinado de Temane. Esta energia será integrada na rede nacional, contribuindo para a electrificação do país e proporcionando energia limpa e acessível para o desenvolvimento regional da SADC.
O projecto, que se insere num pacote mais amplo de investimentos no sector energético, inclui ainda a construção da Central Térmica de Temane, com capacidade para gerar 400 megawatts, e a linha de transmissão Temane-Maputo. Estão previstas a construção de três subestações em Vilankulo (Inhambane), Chibuto (Gaza) e Matalane (Maputo), essenciais para a evacuação da energia a ser gerada pela Central Térmica de Temane.
Durante o processo de construção da fábrica, foram criados cerca de 3 mil postos de trabalho, dos quais a maioria foi ocupada por moçambicanos. Na fase de operação, a fábrica deverá empregar 120 pessoas, incluindo 34 trabalhadores locais de Inhassoro, formados na Escola Profissional local.
Nazário Bangalane, Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Petróleo, destacou a relevância deste projecto na diversificação e fortalecimento da matriz energética de Moçambique, sublinhando o seu papel estratégico no desenvolvimento económico e industrial do país.
A Igreja Anglicana emitiu um pedido de desculpas na terça-feira (13), devido à forma como geriu o caso de Andrew Hindley, um padre do noroeste da Inglaterra suspeito de representar riscos para crianças.
Hindley, que serviu na paróquia de Blackburn entre 1991 e 2021, continuou nas suas funções durante três décadas, apesar de várias acusações que o apontavam como uma ameaça para os menores.
De acordo com uma investigação realizada pela BBC, a Igreja da Inglaterra é acusada de inacção perante alegações de pedofilia no seu clero. Em resposta, a instituição prometeu reforçar os seus procedimentos para lidar com tais situações, na sequência de críticas crescentes.
Em 2022, a Igreja Anglicana terá oferecido a Hindley uma soma significativa de 240 mil libras esterlinas (aproximadamente 1,2 milhão de reais na cotação da época) para que este abandonasse as suas funções. O montante exacto pago ao padre permanece desconhecido devido a acordos de confidencialidade.
Os arcebispos de Canterbury, Justin Welby, e de York, Steven Cottrell, manifestaram profundo arrependimento pelo facto de as vítimas não terem recebido o apoio necessário. “Estamos absolutamente convencidos de que não há lugar no clero para aqueles que representam um risco para os outros”, afirmaram os dignitários em comunicado.
Julian Henderson, ex-arcebispo de Blackburn, defendeu a decisão da igreja, afirmando que o acordo financeiro foi “a única opção” face ao risco que Hindley representava para crianças e pessoas vulneráveis.
Hindley, por seu lado, alega ser inocente e que é alvo de homofobia e vinganças pessoais. Desde 1991, foi investigado em cinco ocasiões pela polícia, incluindo duas investigações por alegadas agressões sexuais a menores. No entanto, nenhuma dessas investigações resultou em acusações formais, segundo recordou a BBC.
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