Jesse Kipf, um homem de 39 anos do Kentucky, Estados Unidos, foi condenado a mais de seis anos de prisão por enganar os sistemas governamentais e empresariais para fingir a sua própria morte, numa tentativa de evitar o pagamento de mais de 100 mil dólares (89.000 euros) em pensão de alimentos em atraso.
No passado mês de Janeiro, Kipf acessou o sistema de registo de óbitos do Havai utilizando as informações de um médico residente em outro estado e criou um falso registo de óbito para si próprio.
Segundo os procuradores, Kipf preencheu um Certificado de Óbito do Havai, designou-se a si próprio como certificador médico e usou a assinatura digital do médico para certificar o registo da sua própria morte. Esta manobra resultou na sua inclusão como pessoa falecida em várias bases de dados governamentais.
O tribunal revelou que Kipf admitiu ter forjado a sua morte principalmente para evitar as suas obrigações de pensão de alimentos, que somavam mais de 116.000 dólares (104.014 euros). Contudo, a fraude não se limitou a esta tentativa de evasão.
Kipf também se infiltrou em outros sistemas estaduais de registo de óbitos, redes de empresas privadas e redes governamentais e empresariais, utilizando credenciais roubadas a indivíduos reais. Posteriormente, tentou vender o acesso a essas redes na dark web.
Além disso, as autoridades encontraram em seus dispositivos electrónicos bases de dados com informações pessoais identificáveis, como números de segurança social e registos médicos, que Kipf vendia a compradores internacionais, incluindo indivíduos da Argélia, Rússia e Ucrânia.
A sentença prevê que Kipf cumpra 85% da sua pena de prisão. Após a sua libertação, ficará sob a supervisão do Gabinete de Liberdade Condicional dos EUA durante três anos.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) emitiu um alerta para a ocorrência de condições meteorológicas adversas na região sul de Moçambique, com ventos fortes que poderão atingir até 70 quilómetros por hora e a possibilidade de ondas que podem chegar aos cinco metros de altura.
Estas condições poderão afectar significativamente as zonas costeiras das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane.
Segundo o comunicado divulgado pelo INAM, prevê-se ainda a ocorrência de chuvas fracas, acompanhadas de rajadas de vento, que poderão agravar as condições já desafiantes, especialmente nas áreas costeiras. Esta combinação de ventos intensos e precipitação, embora moderada, pode causar transtornos tanto no mar como em terra.
Face a estas previsões, o INAM aconselha as comunidades locais, pescadores, e todos os que planeiam actividades ao ar livre, a tomarem as devidas precauções para garantir a sua segurança.
O instituto reforça a necessidade de monitorização constante das actualizações meteorológicas e a observância das orientações emitidas pelas autoridades competentes, a fim de minimizar os riscos associados a este fenómeno meteorológico.
A Guarda Costeira da Sicília anunciou que os corpos de todos os homens dados como desaparecidos no naufrágio do iate do magnata britânico Mike Lynch, ocorrido na segunda-feira, foram recuperados, confirmando a morte do empresário.
Actualmente, nos destroços do iate ‘Bayesian’, resta apenas o corpo de uma mulher, conforme relatado pela mesma fonte.
Antes desta confirmação oficial, os meios de comunicação italianos já haviam noticiado que um dos corpos recuperados dos destroços pertencia a Mike Lynch, o magnata britânico do sector tecnológico.
O iate ‘Bayesian’, com bandeira britânica, afundou na segunda-feira ao largo da costa de Porticello, na Sicília, durante uma violenta tempestade. A bordo estavam 22 pessoas, incluindo 12 passageiros e 10 tripulantes. A Guarda Costeira conseguiu resgatar 15 pessoas com vida.
O primeiro corpo recuperado, algumas horas após a tragédia, foi o do cozinheiro do iate, Recaldo Thomas, um canadiano natural da ilha de Antígua.
O corpo identificado como sendo de Mike Lynch foi retirado pelos mergulhadores bombeiros e transportado para o porto de Porticello. Este cadáver havia sido localizado na tarde de quarta-feira dentro dos destroços da embarcação, que se encontrava a uma profundidade de 50 metros no mar siciliano, mas a sua recuperação foi adiada devido à chegada da noite e à suspensão das buscas.
Durante o dia de quarta-feira, foram recuperados outros quatro corpos, cujas identidades ainda não foram divulgadas pelas autoridades italianas.
Após a recuperação do corpo do cozinheiro, os desaparecidos identificados incluíam Mike Lynch e a sua filha Hannah, de 18 anos, Jonathan Bloomer, presidente do banco Morgan Stanley International, e a sua esposa Judy, bem como o advogado do empresário, Chris Morvillo, e a sua esposa Neda.
As operações de busca e recuperação dos corpos foram complicadas pela profundidade e pela posição em que o iate se encontrava, além da autonomia limitada dos mergulhadores, que desde quarta-feira têm recebido o apoio de um robô subaquático.
Paralelamente, a Procuradoria de Termini-Imerese iniciou uma investigação para apurar as circunstâncias do acidente ocorrido na noite de segunda-feira. O capitão do iate, James Catfield, um neozelandês de 51 anos e um dos sobreviventes, foi interrogado por mais de duas horas num hotel.
Na província de Inhambane, um agente de saúde foi recentemente detido sob suspeita de envolvimento no roubo de sete computadores e outros materiais pertencentes ao Hospital Provincial de Inhambane.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) revelou que este não é um caso isolado e que outros funcionários da mesma unidade hospitalar estão também sob investigação, suspeitos de participação no esquema criminoso.
Nos últimos tempos, a maior unidade sanitária da província de Inhambane tem sido alvo frequente de roubos, resultando na subtracção de diversos bens. Segundo informações do SERNIC, o jovem agora detido é apontado como o principal responsável pelo desaparecimento dos computadores, que foram furtados das instalações hospitalares.
Além dos computadores, as autoridades conseguiram apreender outros materiais, incluindo lençóis e equipamento médico-cirúrgico, todos de uso hospitalar.
O SERNIC considera que, dado o “modus operandi” do crime, é altamente provável que mais funcionários do hospital estejam envolvidos nesta rede de furtos.
Apesar das acusações, o agente de saúde indiciado nega qualquer envolvimento no roubo, mantendo a sua inocência perante as autoridades. As investigações continuam, enquanto o SERNIC procura identificar todos os envolvidos e recuperar os bens subtraídos.
Quatro indivíduos foram detidos na província de Sofala, no centro de Moçambique, acusados de abuso sexual e homicídio de uma jovem após a família não ter pago o resgate exigido.
A vítima, identificada como Matilde Anselmo e residente em Tete, foi aliciada através da rede social Facebook por um dos detidos.
O caso, que chocou a nação, iniciou no passado dia 15 deste mês. Um dos indiciados, que se apresentava com uma falsa vida de luxo na rede social, conseguiu conquistar a confiança de Matilde Anselmo, que trabalhava no sector ambiental em Tete.
Através de um contacto virtual, combinaram que, no dia seguinte, Matilde viajaria de Tete para o distrito de Dondo, em Sofala, para um encontro pessoal com o falso namorado. Ao chegar a Dondo, a vítima foi recebida pelo suposto parceiro e por três cúmplices. Juntos, entraram numa viatura e deslocaram-se para uma zona de mata, onde a jovem foi amarrada e abusada sexualmente.
Os criminosos tiraram fotos da vítima ainda amarrada e despida, utilizando as imagens para reforçar o pedido de resgate.
Inicialmente, o grupo exigiu 100 mil meticais aos familiares de Matilde, mas o valor foi posteriormente negociado para 80 mil meticais. A vítima conseguiu realizar uma chamada telefónica para pedir ajuda.
No entanto, os sequestradores enviaram as fotos para pressionar a família a pagar o resgate. Dado que o dinheiro não foi disponibilizado, os criminosos decidiram matar Matilde.
Durante a investigação, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) descobriu que o grupo já actuava dessa forma desde o final do ano passado e que seis mulheres foram vítimas da mesma quadrilha, em conluio com uma mulher adicional.
O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, anunciou que o país irá instalar mais 20 aparelhos de Tomografia Axial Computorizada (TAC) até ao final deste ano.
Estes novos equipamentos serão distribuídos por várias unidades de saúde em todo o território nacional, elevando o número total de máquinas TAC de 23 para 43.
Esta iniciativa visa melhorar significativamente a capacidade de diagnóstico e tratamento em Moçambique.
O anúncio foi feito durante a cerimónia de reinauguração do Hospital Provincial de Xai-Xai, na província de Gaza, após um extenso processo de reabilitação e ampliação.
O hospital, que agora possui 342 camas, oferece serviços de maternidade, cirurgia e outros cuidados especializados. Filipe Nyusi destacou que o hospital provincial também contará com um serviço de TAC, essencial para o diagnóstico de doenças musculares, ósseas, tumores e outras patologias.
O Presidente sublinhou que o Governo continuará a investir na construção de novos hospitais, na disponibilização de equipamentos modernos e no reforço dos recursos humanos qualificados, com o objectivo de proporcionar melhores cuidados de saúde à população.
Nyusi destacou ainda que o número de unidades sanitárias no país aumentou significativamente, passando de 1.534 em 2015 para 1.854 actualmente. Este crescimento reflete a construção de 320 novas unidades de saúde, bem como a reabilitação e ampliação de outras existentes, permitindo a oferta de uma maior variedade de serviços médicos.
O Hospital Provincial de Xai-Xai, em particular, conta agora com 628 profissionais de saúde, incluindo 23 médicos especialistas, reforçando a capacidade de resposta às necessidades da comunidade local.
A Procuradoria da Cidade de Maputo anunciou a decisão de encerrar 24 parques de venda de automóveis e proceder à apreensão de 608 viaturas, abrangendo tanto veículos ligeiros como pesados, com destaque para aqueles de luxo e de alta cilindrada.
Esta operação faz parte das acções em curso para combater o branqueamento de capitais e os crimes relacionados, uma iniciativa que está a ser implementada há mais de um ano.
A medida visa atacar práticas ilícitas associadas à comercialização de veículos e assegurar o cumprimento das normas legais no sector.
A Nova Zelândia enfrentou a interrupção de vários voos devido a uma erupção vulcânica, que lançou uma densa nuvem de cinzas no ar, informou a companhia aérea Air New Zealand.
O vulcão afectado é o White Island, também conhecido como Ilha Branca, localizado a aproximadamente 50 quilómetros da Ilha do Norte e a 200 quilómetros de Auckland, a cidade mais populosa do país. Em 2019, uma erupção deste vulcão resultou na morte de 22 pessoas.
Nesta manhã, a presença de cinzas vulcânicas nas rotas de voo forçou a Air New Zealand a cancelar dez voos, conforme comunicado pela empresa.
No entanto, um porta-voz da companhia aérea esclareceu mais tarde à agência de notícias France-Presse que a retomada dos voos foi possível após a dissipação das cinzas no espaço aéreo.
O instituto de investigação GNS Science revelou que imagens de satélite indicam o início de uma “actividade eruptiva menor” no início de Agosto. Este fenómeno é considerado parte dos “ciclos eruptivos típicos” do vulcão da Ilha Branca, também conhecido como Whakaari na língua maori. O instituto alerta que essa actividade pode persistir durante semanas ou até meses.
Especialistas alertam que os habitantes das principais ilhas da Nova Zelândia podem estar expostos a gases vulcânicos, o que pode causar irritações leves nos olhos e na garganta.
No início de Agosto, a Nova Zelândia elevou o nível de alerta vulcânico para três numa escala de cinco.
Desde a erupção mortal de 2019, o acesso à Ilha Branca está restrito. Esta medida tem dificultado o trabalho dos especialistas, impedindo-os de realizar reparações nos sistemas de monitorização e tornando mais complicado correlacionar a actividade actual com episódios eruptivos passados, segundo o vulcanologista Simon Barker, da University of Victoria, em Wellington.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, reinaugurou o Hospital Provincial de Xai-Xai, situado na província de Gaza, após um extenso processo de ampliação e requalificação das suas infraestruturas.
A cerimónia de reinauguração marcou a conclusão de um importante projecto destinado a melhorar significativamente as condições de atendimento e a capacidade de resposta do hospital às necessidades de saúde da população local.
De acordo com um comunicado emitido pela Presidência da República, as obras realizadas no hospital envolveram não apenas a ampliação das suas instalações, mas também a modernização dos equipamentos e a melhoria dos serviços oferecidos. Este investimento visa garantir um atendimento de saúde mais eficiente e de maior qualidade para os cidadãos da província de Gaza e das regiões circundantes.
O Presidente Nyusi destacou a importância desta reinauguração para o fortalecimento do sistema de saúde no país, sublinhando que a melhoria das infraestruturas hospitalares é uma prioridade do seu governo para assegurar que todos os moçambicanos tenham acesso a cuidados de saúde adequados e em condições dignas.
Um padre capuchinho de 48 anos, identificado como Pawel Bielecki, foi detido em Nova Iorque no passado sábado, sob suspeitas de fraude.
De acordo com os procuradores, o sacerdote terá enganado centenas de milhares de dólares num esquema complexo onde se fez passar por um membro da realeza e médico no Líbano.
A suspeita surgiu quando a própria ordem religiosa, os Capuchinhos, reportou atividades anómalas às autoridades.
Segundo o comunicado enviado ao portal católico The Pillar, a ordem afirmou que, apesar de não estar envolvida no esquema, tomou a iniciativa de informar os procuradores sobre as ações suspeitas de Bielecki. “Os Capuchinhos acreditam firmemente que ninguém deve violar a confiança pública, ainda mais um membro da Igreja. É por isso que reportámos a atividade suspeita [de Pawel] às autoridades e estamos a cooperar com elas”, afirmaram.
Segundo os procuradores, o padre terá utilizado a sua posição para ganhar a confiança das vítimas e, através de entrevistas em rádio e podcasts, assim como eventos de angariação de fundos, pediu dinheiro para supostas despesas médicas em clínicas que alegadamente geria no Líbano. No entanto, o dinheiro arrecadado era, na realidade, desviado para os seus próprios luxos pessoais.
Entre dezembro de 2017 e fevereiro de 2024, Bielecki terá movimentado grandes quantias de dinheiro. Despesas como uma mensalidade de 300 euros num ginásio de luxo, refeições em restaurantes caros e múltiplas cirurgias plásticas foram alguns dos gastos do padre.
Além disso, o capuchinho chegou a afirmar numa rádio local de Nova Iorque que era um padre e médico com uma clínica em Beirute destinada a apoiar cristãos no Médio Oriente.
No entanto, investigações revelaram que Bielecki não possui qualquer título de médico e os registos de viagem mostram que ele nunca saiu dos Estados Unidos entre dezembro de 2019 e abril de 2022, contrariando as suas alegações de estar ferido numa explosão no Líbano em agosto de 2020.
Bielecki também usou uma identidade falsa de descendente da realeza britânica e dinamarquesa para obter dinheiro. Parte dos fundos roubados terá sido utilizada para operações plásticas e para pagar a mensalidade do ginásio.
Como membro dos Capuchinhos, Pawel fez um voto de pobreza, o que lhe proíbe de possuir propriedades ou contas bancárias pessoais. A província proporciona a cada sacerdote um ‘salário’ de 250 dólares para despesas pessoais. Colegas do padre revelaram ao The Pillar que acreditavam que ele realmente tinha formação em medicina. Bielecki entrou para a ordem capuchinha com 18 anos, na Polónia, onde nasceu, e foi ordenado padre em 2001. Mudou-se para Nova Iorque em 2011.
Ainda não há uma decisão oficial sobre o futuro do padre por parte dos Capuchinhos. Pawel Bielecki enfrenta acusações de fraude e corre o risco de ser condenado a até 20 anos de prisão.
Thomas Lane, ex-polícia envolvido na trágica morte de George Floyd em 2020, foi liberto da prisão na passada terça-feira (20), após cumprir parte da sua pena. A informação foi divulgada pela ABC News.
Lane, de 41 anos, cumpria duas penas na prisão de FCI Englewood, nos Estados Unidos. Foi condenado a dois anos e meio de prisão federal por impedir que Floyd tivesse os seus direitos civis respeitados. Além disso, Lane recebeu uma sentença adicional de três anos de prisão estadual por auxílio e cumplicidade em homicídio culposo. Ambas as sentenças foram executadas simultaneamente.
A primeira sentença de Lane terminou no início deste ano, enquanto a segunda foi concluída esta semana, segundo o porta-voz do Bureau of Prisons. Lane completou a sua pena federal em Abril de 2024, permanecendo sob custódia para cumprir o restante da pena estadual.
Outros dois ex-policiais envolvidos no caso, J. Alexander Kueng e Tou Thao, têm a libertação prevista para Abril de 2025. Derek Chauvin, o principal responsável pela morte de George Floyd, deverá permanecer preso até 2038.
A morte de Floyd ocorreu a 25 de Maio de 2020, após este ter sido suspeito de tentar usar notas falsificadas para comprar um cigarro. Derek Chauvin, durante a detenção, manteve o joelho pressionado no pescoço de Floyd durante 8 minutos e 46 segundos, mesmo após este ter perdido a consciência nos últimos 2 minutos e 53 segundos.
Uma escola da Organização das Nações Unidas (ONU) na Faixa de Gaza, que funcionava como abrigo para civis, foi alvo de um ataque aéreo das Forças de Defesa de Israel (IDF) na quarta-feira (21), resultando na morte de pelo menos duas pessoas e ferindo outras 18, de acordo com autoridades locais.
Entre os feridos, encontram-se 10 crianças, atingidas pelo bombardeio à Escola Salah al-Din.
As IDF confirmaram a autoria do ataque, justificando que a ação foi “precisa” e que a escola era utilizada pelo grupo Hamas como um dos seus centros de comando em Gaza. “Os agentes do Hamas usaram o complexo como esconderijo e base para planeamento e execução de ataques contra as nossas tropas e o estado de Israel”, declarou o exército israelense, embora sem apresentar evidências que sustentem essa alegação.
Este não foi o único incidente recente de violência contra instituições educacionais na Faixa de Gaza. Dias antes, um ataque aéreo israelense contra outra escola na região resultou em pelo menos 100 mortos e dezenas de feridos.
A ofensiva israelense contra o Hamas ocorre num momento de elevada tensão diplomática. Nas últimas semanas, representantes de diversos países, incluindo os Estados Unidos, Egito e Catar, têm-se reunido no Médio Oriente numa tentativa de mediar um cessar-fogo na guerra em Gaza, que se aproxima de completar um ano.
No entanto, apesar dos esforços, ainda não se chegou a um acordo.
Após o ataque à Escola Salah al-Din, o chefe da Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos (Unrwa), Philippe Lazzarini, condenou veementemente a ação, sublinhando a devastação que as crianças em Gaza estão a enfrentar. “Ainda resta alguma humanidade?”, questionou Lazzarini numa publicação na plataforma X. “Crianças foram mortas e feridas. Algumas foram queimadas até a morte. Gaza já não é um lugar seguro para as crianças. Elas são as primeiras vítimas desta guerra implacável”, concluiu o chefe da Unrwa.
Setenta advogados estão actualmente a enfrentar processos disciplinares em todo o país, acusados de diversas infracções, incluindo burlas e corrupção activa, muitas vezes relacionadas com cobranças ilícitas.
Hermenegildo Guilasse, presidente do Conselho Jurisdicional, apelou aos advogados para que se afastem de práticas corruptas no exercício das suas actividades profissionais. Ele enfatizou a importância de os advogados observarem rigorosamente a ética e a deontologia no desempenho das suas funções, garantindo assim a prestação de um serviço de qualidade aos cidadãos.
Estas declarações foram feitas públicas na quarta-feira, em Lichinga, durante uma palestra sobre Ética e Deontologia Profissionais.
Na mesma ocasião, a Secretária de Estado na Província do Niassa, Lina Portugal, manifestou a sua insatisfação com as frequentes queixas da população sobre a má qualidade dos serviços prestados por alguns advogados na região, bem como sobre outros comportamentos desviantes que têm sido reportados. Ela reforçou a necessidade de uma actuação mais responsável e ética por parte dos profissionais da advocacia.
A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (MOE UE) pretende recrutar um (1) Assistente do Chefe da Missão e do Chefe Adjunto da Missão. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Suporte ao Projecto LINK. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Suporte ao Projecto LINK. Saiba mais.
O CISP (Comitato Internazionale per lo Sviluppo dei Popoli), no âmbito do projeto Pro-Paz, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Implementação de Actividades de Apoio a Terceiros. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável de Preparação e Resposta à Emergências (HEPR). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, pretende recrutar quinze (15) Enumeradores. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Segurança Alimentar e Meios de Vida. Saiba mais.
Irmgard Furchner, uma mulher de 99 anos, teve o seu recurso rejeitado por um tribunal alemão. Em 2022, Furchner foi condenada por cumplicidade em 10.505 assassinatos ocorridos durante o regime nazi, quando actuava como secretária do comandante do campo de concentração de Stutthof durante a Segunda Guerra Mundial.
A Justiça Federal da Alemanha confirmou a condenação imposta pelo tribunal estadual de Itzehoe, situado no norte do país.
A pena, que não foi ainda cumprida, havia sido suspensa devido aos recursos apresentados pela defesa.
A acusação descreve Irmgard Furchner como parte integrante do sistema que permitiu o funcionamento do campo de concentração situado perto de Danzig, actualmente conhecido como Gdansk na Polónia. Furchner foi acusada de cumplicidade no assassinato de 10.505 pessoas e tentativa de assassinato.
Durante uma audiência recente no tribunal federal em Leipzig, a defesa de Furchner questionou a veracidade das acusações, alegando a falta de provas concretas de que a mulher tinha realmente participado dos crimes perpetrados pelo comandante e outros altos funcionários do campo. Além disso, questionaram se Furchner estava efectivamente ciente das atrocidades ocorridas em Stutthof.
A reconstrução após o ciclone Idai, que devastou a região centro de Moçambique em meados de Março de 2019, já consumiu pelo menos 704 milhões de dólares.
Este montante representa 56% do Programa de Reconstrução (PREPOC) que foi implementado para restaurar as infraestruturas e apoiar as comunidades afectadas.
Em um briefing habitual à imprensa, após a 26ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, o porta-voz do governo, Filimão Suaze, revelou que actualmente existem nos cofres um saldo de 526,77 milhões de dólares, destinados a ser aplicados até 2026.
Suaze, que também é vice-ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, destacou que o governo conseguiu mobilizar fundos adicionais no valor de 71 milhões de dólares. Destes, 16 milhões vieram do Banco Africano de Desenvolvimento, 25 milhões foram concedidos pela Fundação Tzu Chi e o Banco Mundial desembolsou cerca de 30 milhões de dólares.
“Todos os valores mobilizados estão a ser utilizados na reabilitação das infraestruturas sociais e outras, conforme o plano aprovado em colaboração com os nossos parceiros de cooperação”, afirmou Suaze.
O PREPOC já completou a construção de pelo menos 5.750 novas casas, entregues aos beneficiários. Além disso, foram construídas e reabilitadas cerca de 3.269 salas de aula, das 4.745 que foram destruídas pelo ciclone.
O programa também restaurou a transitabilidade rodoviária em todos os 4.154 quilómetros de estradas afectadas e reconstruiu 28 pontes. Além disso, foram restaurados 1.066 quilómetros das linhas de transmissão de energia eléctrica, dos 1.352 quilómetros originalmente destruídos.
No sector de abastecimento de água e saneamento, o Programa fornece actualmente água potável para pelo menos 43.403 beneficiários, superando a meta inicial de 21 mil pessoas.
O ciclone Idai causou a morte de 603 pessoas e afectou cerca de 2,5 milhões de indivíduos.
Na mesma sessão, o Executivo analisou o Programa Emprega, uma iniciativa presidencial lançada em Outubro de 2021 pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.
No âmbito da componente de competição do plano de negócios, Suaze informou que o Emprega capacitou pelo menos 3.850 empresas geridas por jovens, das quais 550 estão a receber financiamento de até 750 milhões de meticais (equivalente a cerca de 63 meticais por dólar, conforme a taxa de câmbio actual).
No que diz respeito à promoção do auto-emprego, o Emprega disponibilizou 20.750 bolsas de formação profissional. Destas, cerca de 4.900 jovens empreendedores estão a beneficiar de financiamento para formalizar os seus negócios, num montante total de aproximadamente 260 milhões de meticais.
Uma dezena de deputados do partido uMkhonto we Sizwe (MK) recorreu ao sistema judicial da África do Sul após terem sido destituídos de seus cargos pelo líder do partido e ex-Presidente do país, Jacob Zuma.
A informação foi divulgada hoje, sublinhando um novo capítulo de tensão política no cenário sul-africano.
Os dez parlamentares, que fazem parte do mais recente partido de oposição no Parlamento sul-africano, surgido de uma cisão com o Congresso Nacional Africano (ANC), argumentaram junto ao Tribunal Superior da Cidade do Cabo que a sua demissão, ocorrida em 7 de Agosto, teve como objectivo abrir espaço para dissidentes do partido Combatentes da Liberdade Económica (EFF).
Este último é liderado por Julius Malema, uma figura política proeminente na África do Sul. A imprensa local relata que a demissão dos deputados MK se deve a uma reestruturação interna destinada a fortalecer alianças políticas.
Na terça-feira, Floyd Shivambu, cofundador e vice-presidente do EFF, anunciou sua saída do partido, conhecido por sua linha radical de esquerda, para se juntar à formação política de Jacob Zuma. Este movimento gerou especulações sobre possíveis reconfigurações políticas no país.
Nas eleições realizadas em 29 de Maio, o partido MK de Jacob Zuma emergiu como a terceira força política mais votada, conquistando 14,58% dos votos, o que resultou na eleição de 58 deputados para a Assembleia Nacional. Os novos membros tomaram posse a 22 de Junho.
Em contraste, o EFF, que perdeu força política, caiu para o quarto lugar, elegendo apenas 39 deputados no parlamento composto por 400 lugares. Ao mesmo tempo, o ANC sofreu um revés significativo, perdendo a sua maioria absoluta ao eleger 159 deputados, em comparação com os 230 obtidos em 2019. Este declínio marca a primeira vez em 30 anos que o ANC não possui maioria suficiente para governar sozinho o país, que é a maior economia do continente africano desde o fim do regime de apartheid.
O partido Aliança Democrática (DA) reforçou a sua posição como a principal força de oposição, conquistando 87 assentos, um aumento de três em relação às eleições anteriores.
Diante deste cenário político fragmentado, o Presidente Cyril Ramaphosa, que também lidera o ANC, formou um novo governo de coligação, composto por representantes de 11 partidos diferentes, embora o ANC continue a desempenhar um papel dominante na nova configuração governamental.
Um tiroteio numa escola secundária em Sanski Most, na Bósnia Ocidental, resultou na morte de três funcionários e em um ferido grave na quarta-feira.
O incidente ocorreu no ginásio da escola, onde o autor dos disparos, identificado como um funcionário da instituição, utilizou uma espingarda automática.
Segundo o porta-voz da polícia local, o tiroteio resultou na morte do director da escola, do secretário e de um professor. Uma outra pessoa ficou gravemente ferida. O porta-voz acrescentou que, no momento, as investigações estão em curso e mais detalhes serão divulgados posteriormente.
Relatos não oficiais indicam que o autor dos disparos era um auxiliar na escola e tinha problemas com a administração da instituição. A imprensa local informa que o homem havia sido alvo de processos disciplinares e que, nesta manhã, interrompeu uma reunião de professores antes de iniciar o ataque.
Pelo menos três pessoas morreram e mais de 100 estão desaparecidas após o naufrágio de uma embarcação que transportava mais de 300 passageiros, ocorrido num rio da República Democrática do Congo (RDCongo), de acordo com informações divulgadas pelas autoridades locais.
O trágico incidente ocorreu no domingo, quando o barco se afundou nas águas do rio Lukenie, enquanto atravessava o território de Kutu, na província de Mai-Ndombe.
Segundo relatos, a embarcação embateu em troncos de madeira submersos, o que provocou o seu afundamento. Este desastre ocorreu durante a noite, um período em que a navegação já não era permitida, conforme explicou Lizorongo, uma autoridade local.
“A navegação nocturna e a sobrecarga da embarcação são as causas principais deste acidente,” declarou Fidèle Modjuu, presidente do município de Tolo, à imprensa local.
O governador da província de Mai-Ndombe, Nkoso Kevani, expressou as suas condolências às famílias das vítimas e anunciou a implementação de medidas rigorosas para evitar novos naufrágios no futuro.
“Precisamos garantir a segurança das embarcações. Este é um dos nossos compromissos, e nos próximos meses, haverá melhorias significativas na segurança dos barcos que operam na região,” assegurou Kevani.
Este não é um caso isolado na RDCongo, que partilha fronteiras com Angola. No dia 28 de Julho, outro naufrágio fatal no rio Lualaba resultou na morte de pelo menos 36 pessoas.
Os naufrágios são frequentes na RDCongo devido à dependência dos rios e lagos como principais vias de transporte num país com infraestruturas limitadas e vastas áreas florestais. As embarcações, muitas vezes em condições precárias, navegam sobrecarregadas, e a falta de sinalização adequada agrava o risco de acidentes.
Entre 2010 e 2023, a dívida dos países africanos quase triplicou, alcançando a impressionante cifra de 1,1 biliões de dólares (cerca de 990 mil milhões de euros).
Este aumento significativo representa um desafio considerável para a estabilidade financeira e o desenvolvimento económico do continente.
Segundo a Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), o serviço da dívida para os países africanos custa anualmente 163 mil milhões de dólares.
Este encargo financeiro cria uma crise orçamental severa, com mais de um terço dos países africanos enfrentando situações de sobre-endividamento ou um elevado risco de enfrentar tal situação. O porta-voz da UNECA sublinha que a dívida soberana em África ultrapassou 1 bilião de dólares, destacando a gravidade da crise.
O impacto da dívida pública na capacidade dos países africanos de financiar investimentos essenciais para o desenvolvimento económico tem sido uma preocupação constante para Claver Gatete, secretário executivo da UNECA.
Gatete tem defendido a necessidade urgente de reformar a arquitectura financeira global para favorecer empréstimos concessionais, que oferecem taxas de juros mais baixas e maturidades mais longas do que os empréstimos comerciais tradicionais.
Esta reforma é vista como crucial para mitigar as dificuldades de acesso a recursos financeiros, necessários para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Entre 2010 e 2023, a dívida de África cresceu 192%, subindo para 1,1 biliões de dólares. O custo anual para servir a dívida aumentou para 163 mil milhões de dólares, o que equivale a mais de 146 milhões de euros. Este é o valor mais elevado já registado, limitando o espaço financeiro disponível para os países implementarem medidas necessárias para os ODS e o programa a 10 anos da União Africana.
A UNECA defende que uma possível solução para a crise da dívida pode ser a emissão de títulos de dívida verdes, azuis ou sustentáveis, que estão associados a causas ambientais, marítimas e de desenvolvimento. Estes títulos podem atrair investidores dispostos a aceitar juros mais baixos.
A pandemia de covid-19 agravou a tendência crescente da dívida pública, deixando muitos países africanos em graves dificuldades financeiras. A Zâmbia foi pioneira em 2021, negociando uma reestruturação da sua dívida pública com os credores.
Cristina Duarte, conselheira especial do secretário-geral da ONU para África, destacou recentemente que a implementação das medidas dos ODS está longe de satisfazer as necessidades, com apenas 12% das 140 metas estabelecidas sendo cumpridas.
Duarte enfatizou a importância de compreender as causas fundamentais dos desafios de financiamento enfrentados pelo continente e de focar no financiamento sustentável e no fortalecimento institucional para construir resiliência.
As propostas dos países africanos para reformar a arquitectura financeira global, incluindo a canalização dos Direitos Especiais de Saque para os bancos multilaterais de desenvolvimento, serão formalmente apresentadas na Cimeira do Futuro, que se realiza à margem da Assembleia-Geral da ONU, em Setembro, em Nova Iorque.
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