Internacional Ataque israelense a escola da ONU na faixa de Gaza deixa dois...

Ataque israelense a escola da ONU na faixa de Gaza deixa dois mortos e 18 feridos

Uma escola da Organização das Nações Unidas (ONU) na Faixa de Gaza, que funcionava como abrigo para civis, foi alvo de um ataque aéreo das Forças de Defesa de Israel (IDF) na quarta-feira (21), resultando na morte de pelo menos duas pessoas e ferindo outras 18, de acordo com autoridades locais.

Entre os feridos, encontram-se 10 crianças, atingidas pelo bombardeio à Escola Salah al-Din.

As IDF confirmaram a autoria do ataque, justificando que a ação foi “precisa” e que a escola era utilizada pelo grupo Hamas como um dos seus centros de comando em Gaza. “Os agentes do Hamas usaram o complexo como esconderijo e base para planeamento e execução de ataques contra as nossas tropas e o estado de Israel”, declarou o exército israelense, embora sem apresentar evidências que sustentem essa alegação.

Este não foi o único incidente recente de violência contra instituições educacionais na Faixa de Gaza. Dias antes, um ataque aéreo israelense contra outra escola na região resultou em pelo menos 100 mortos e dezenas de feridos.

Recomendado para si:  Pelo menos 65 migrantes etíopes em risco de execução na Arábia Saudita

A ofensiva israelense contra o Hamas ocorre num momento de elevada tensão diplomática. Nas últimas semanas, representantes de diversos países, incluindo os Estados Unidos, Egito e Catar, têm-se reunido no Médio Oriente numa tentativa de mediar um cessar-fogo na guerra em Gaza, que se aproxima de completar um ano.

No entanto, apesar dos esforços, ainda não se chegou a um acordo.

Após o ataque à Escola Salah al-Din, o chefe da Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos (Unrwa), Philippe Lazzarini, condenou veementemente a ação, sublinhando a devastação que as crianças em Gaza estão a enfrentar. “Ainda resta alguma humanidade?”, questionou Lazzarini numa publicação na plataforma X. “Crianças foram mortas e feridas. Algumas foram queimadas até a morte. Gaza já não é um lugar seguro para as crianças. Elas são as primeiras vítimas desta guerra implacável”, concluiu o chefe da Unrwa.

Destaques da semana