Um navio petroleiro grego foi alvo de um ataque violento perpetrado pelo grupo rebelde Houthis no Mar Vermelho. A embarcação, que transportava 150.000 toneladas de petróleo bruto do Iraque para a Grécia, foi atingida por pelo menos quatro foguetes e tiros disparados por dois barcos de curto alcance.
O ataque ocorreu na quarta-feira (21), e as impressionantes imagens da explosão foram divulgadas pelos Houthis na sexta-feira (23).
Os 25 tripulantes que se encontravam a bordo foram resgatados dois dias antes da explosão, após o navio ter sofrido um primeiro ataque. Felizmente, não houve registo de feridos entre a tripulação.
Após o ataque, o petroleiro ficou à deriva no Mar Vermelho, com o motor desligado. A empresa proprietária da embarcação assegurou que, apesar da gravidade do incidente, os danos causados pela explosão não foram significativos e que o navio poderá retomar a sua viagem em breve.
Este ataque insere-se numa série de agressões a navios comerciais no Mar Vermelho levadas a cabo pelos Houthis desde o ano passado, em protesto contra a guerra de Israel na Faixa de Gaza. Os rebeldes, que são apoiados pelo Irão, mantêm o controlo de uma grande parte do território do Iémen.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou a presença do poliovírus em seis das sete amostras ambientais recolhidas na Faixa de Gaza.
A escassez de produtos de higiene, a sobrelotação populacional e a falta de água, exacerbadas pela ofensiva israelita, estão a contribuir para a propagação de doenças.
Na sexta-feira, a Faixa de Gaza recebeu 1,6 milhões de doses de vacinas contra a poliomielite, destinadas a imunizar crianças com menos de 10 anos. A vacinação está pendente de uma pausa humanitária que permita a sua implementação.
O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo movimento islamita Hamas, advertiu que a campanha de vacinação enfrenta desafios significativos devido à falta de saneamento básico, água potável, produtos de higiene pessoal e à disseminação de esgotos entre as tendas dos deslocados.
O recente caso de poliomielite, detectado há uma semana – o primeiro na Faixa de Gaza em 25 anos – já resultou na paralisia de um bebé de 10 meses, que não estava vacinado e cuja vida está em risco, conforme informou Philippe Lazzarini, secretário-geral da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA).
Lazzarini destacou que “a poliomielite não faz distinção entre crianças palestinianas e israelitas”, referindo-se à rápida propagação da doença devido à falta de saneamento.
O responsável da UNRWA pediu uma pausa nos combates para permitir a realização segura da campanha de vacinação.
A campanha de vacinação está programada para começar na próxima semana. O Cogat, o organismo militar israelita responsável pelos assuntos civis nos territórios palestinianos, confirmou a chegada das vacinas e do equipamento de refrigeração necessário para o seu transporte, em colaboração com a OMS e a UNICEF.
O Ministério da Saúde da Autoridade Palestiniana, em coordenação com o Governo de Gaza e as agências da ONU, anunciou que está tudo preparado para lançar um plano nacional de vacinação contra a poliomielite. Equipes médicas foram seleccionadas e cerca de 400 centros de vacinação foram habilitados.
A campanha terá uma duração de um mês, devido à necessidade de duas doses, e está prevista para iniciar nas próximas semanas nas províncias do sul do enclave, com uma meta de cobertura superior a 95%, abrangendo cerca de 640 mil crianças.
Em 19 de Julho, a OMS confirmou a presença do poliovírus em seis das sete amostras ambientais recolhidas em Gaza, levantando preocupações sobre um possível surto. A escassez de produtos de limpeza e higiene, a sobrelotação, a poluição e a falta de água, resultado da ofensiva israelita, têm contribuído para a propagação de doenças.
Além da poliomielite, há uma elevada incidência de doenças infecciosas da pele, diarreia e um surto de mais de 40.000 casos de hepatite A, especialmente nos campos de deslocados, que estão cada vez mais sobrelotados.
Na passada sexta-feira, um trágico acidente de viação no distrito de Nhamatanda, na província de Sofala, resultou na morte de quatro pessoas e feriu outras vinte e uma.
O sinistro ocorreu na estrada nacional número seis, na localidade de Lamego, quando uma viatura de transporte de passageiros colidiu frontalmente com um camião-cisterna.
De acordo com informações fornecidas por Dércio Chacate, porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, o acidente aconteceu quando o condutor da viatura de passageiros tentava realizar uma ultrapassagem, resultando no impacto devastador com o camião.
Entre as vítimas mortais, contam-se duas crianças, uma perda que chocou profundamente a comunidade local. Dos vinte e um feridos, doze encontram-se em estado grave, tendo sido imediatamente transferidos para o Hospital Central da Beira, onde estão a receber cuidados intensivos.
Os restantes nove feridos, que sofreram lesões ligeiras, foram assistidos no Hospital Rural de Nhamatanda. Conforme relatou Nelson Salvador, director clínico do hospital, a maioria destes feridos já teve alta e regressou a casa.
Ainda no mesmo dia, outro incidente ocorreu em Nhamatanda, envolvendo uma ambulância que se dirigia do distrito de Maringue para o Hospital Central da Beira. O veículo capotou, causando ferimentos graves na única paciente que transportava.
O período das monções está a causar estragos dramáticos no Bangladesh, com chuvas intensas que já resultaram na morte de pelo menos 13 pessoas e afectam aproximadamente 4,5 milhões de indivíduos.
As enchentes têm levado ao transbordo de rios, com a força das águas a provocar destruição generalizada. Em algumas áreas, o fornecimento de energia eléctrica foi interrompido e as ligações rodoviárias foram severamente comprometidas, levando a uma situação de grande desespero entre as populações.
Os voluntários envolvidos nas operações de resgate estão a enfrentar sérias dificuldades e apelam urgentemente para o envio de embarcações para auxiliar nas operações de socorro.
Imshiad Alam, um dos voluntários, destaca a gravidade da situação: “A situação é muito grave. Há muita ajuda, mas se não conseguirmos ajudar quem está encurralado, quem vamos ajudar? Para receberem a ajuda, têm de conseguir sobreviver. Nós não temos barcos aqui. Apelo a todo o Bangladesh para que nos enviem barcos. Precisamos de barcos para poder salvá-los.”
Até ao momento, cerca de 13 pessoas morreram e aproximadamente 4,5 milhões de indivíduos estão a sofrer com as consequências das cheias que afectam 11 dos 64 distritos do país. Os voluntários que se oferecem para ajudar estão a encontrar dificuldades em contactar as populações devido à devastação das infraestruturas.
As previsões meteorológicas para os próximos dias não são promissoras. As autoridades temem que os níveis das águas nos rios das regiões leste, nordeste e sudeste do Bangladesh continuem a subir, exacerbando ainda mais a crise.
O Bangladesh é um dos países mais vulneráveis às alterações climáticas, que têm exacerbado a frequência e a severidade das catástrofes naturais.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) conseguiu impedir a entrada em funcionamento de uma casa clandestina de jogos de azar na área da Costa do Sol, em Maputo.
A operação resultou na apreensão de mais de 50 máquinas de jogos, assim como na confiscação de uma quantidade não especificada de estimulantes sexuais, que se encontravam no local.
Hilário Lole, porta-voz do SERNIC em Maputo, explicou que há suspeitas de que o estabelecimento pudesse estar envolvido em actividades de exploração sexual de menores.
As investigações estão em curso para apurar todos os detalhes e responsabilidades associadas ao caso.
O Governo do Mali declarou o estado de calamidade nacional em resposta às devastadoras inundações que, desde o início da estação das chuvas em Junho, já causaram a morte de 30 pessoas e afectaram cerca de 47.374 indivíduos.
Desde o começo do inverno até 22 de Agosto, o país registou um total de 122 incidentes de inundações, afectando 17 regiões, incluindo a capital, Bamako. As inundações têm impactado severamente a população, com 7.077 famílias, correspondendo a 47.374 pessoas, directamente afectadas, conforme comunicado oficial do Governo.
A tragédia resultou em 30 mortes confirmadas, das quais 12 ocorreram na região de Ségou, 6 em Gao, 5 em Bamako e 3 em Koutiala. Além disso, foram contabilizados 104 feridos, de acordo com informações da agência France-Presse (AFP).
Na capital Bamako, 563 famílias foram afetadas, totalizando 4.639 pessoas. A região mais severamente atingida é Gao, no norte do país, com 9.936 vítimas.
As inundações no Mali não são um problema isolado na região do Sahel. O país vizinho, Níger, também enfrentou graves consequências, com 217 mortos, 200 feridos e mais de 350 mil pessoas afectadas, conforme relataram as autoridades locais. Da mesma forma, o Chade sofreu também com as intempéries, resultando em dezenas de mortes e milhares de afectados.
Em resposta à crise, o Conselho de Ministros do Mali adoptou um plano de ajuda humanitária que inclui acções como a sensibilização contínua sobre os riscos de inundações, a proibição da atribuição de terrenos para uso residencial em áreas propensas a inundações e a limpeza de sarjetas, caleiras e vias.
A junta militar no poder anunciou ainda a mobilização de 4 mil milhões de francos CFA (aproximadamente 6 milhões de euros) para enfrentar as consequências das inundações, reforçar as reservas nacionais de segurança alimentar e fornecer assistência às famílias afectadas.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) na província de Sofala procedeu à detenção de dois indivíduos, suspeitos de integrarem uma rede criminosa dedicada à violação e homicídio de mulheres.
Durante a operação de captura, as autoridades apreenderam vários bens que se presume pertencerem às vítimas desta rede. Entre os detidos, um dos homens é identificado como o líder do grupo, enquanto o outro desempenhava a função de comercializar os bens roubados às vítimas, conforme explicou Alfeu Sitoe, porta-voz do SERNIC em Sofala.
Até ao momento, o SERNIC em Sofala registou seis casos de violação sexual seguidos de homicídio de mulheres, sendo que a maioria das vítimas estava envolvida em trabalho sexual.
As autoridades estão a investigar o naufrágio do iate de luxo Bayesian, que resultou na morte de sete pessoas, na Sicília, como um possível caso de homicídio involuntário.
Os investigadores estão a planear a recuperação dos destroços do navio do fundo do mar como parte da investigação em curso.
O procurador italiano Ambrogio Cartosio anunciou numa conferência de imprensa que o Ministério Público de Termini Imerese apresentou um dossier ao Estado contra um suspeito, acusando-o de naufrágio por negligência e homicídios por múltiplas negligências.
Cartosio destacou que “comportamentos que não estavam perfeitamente em ordem” poderão ter contribuído para o elevado número de vítimas.
A investigação encontra-se ainda “numa fase inicial” e irá focar-se na verificação de se todos os passageiros a bordo receberam as devidas instruções de segurança. Apesar disso, todas as linhas de investigação estão a ser avaliadas.
Entre as acções em curso está a tentativa de recuperação do iate naufragado, que se encontra a uma profundidade de 50 metros ao largo de Porticello, perto de Palermo. As autoridades também confirmaram que as autópsias às vítimas ainda não foram realizadas.
O Bayesian, um iate com bandeira britânica, afundou na segunda-feira devido a uma forte tempestade. A bordo estavam 22 pessoas, das quais 12 eram passageiros e 10 eram membros da tripulação. A Guarda Costeira conseguiu resgatar 15 sobreviventes, incluindo uma criança de apenas um ano.
Os corpos encontrados até agora incluem o do cozinheiro Recaldo Thomas, um canadiano natural de Antígua, e os de Jonathan Bloomer, presidente do banco Morgan Stanley International, e da sua esposa, Anne Elizabeth, além do advogado Chris Morvillo e da sua mulher, Neda. O último corpo recuperado foi o de Hannah Lynch, de 18 anos, encontrada um dia após o corpo de seu pai, conhecido como o ‘Bill Gates britânico’, ter sido localizado numa das cabines do iate.
A Procuradoria de Termini Imerese está a investigar o caso e interrogou o capitão do iate, James Catfield, um neozelandês de 51 anos e um dos sobreviventes, durante mais de duas horas num hotel.
O superiate de luxo, com 56 metros de comprimento e construído em 2008 pelo estaleiro italiano Perini Navi, afundou-se rapidamente após a passagem de um tornado na manhã de segunda-feira. Lynch, conhecido como “Bill Gates britânico”, havia organizado o cruzeiro para celebrar com a família, amigos e advogados a sua absolvição em Junho num processo de fraude nos Estados Unidos relacionado com a venda da sua empresa de software à Hewlett-Packard em 2011.
O Presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Dom Carlos Matsinhe, apelou durante uma conferência de imprensa em Maputo, para que os candidatos, partidos políticos, membros e simpatizantes mantenham uma conduta exemplar e ordeira ao longo da campanha eleitoral que terá início no próximo dia 24 de Agosto, abrangendo todo o país e as comunidades moçambicanas no estrangeiro.
Na sua intervenção, Dom Carlos Matsinhe sublinhou a importância de se evitar comportamentos que possam gerar desordem, incitamento ao ódio, violência moral e física, ou quaisquer outras formas de injustiça durante o período de campanha.
O Presidente da CNE destacou que a campanha eleitoral não deve ser utilizada como plataforma para promover a injúria, difamação ou violência, apelando ao respeito mútuo entre todos os concorrentes, que são, acima de tudo, compatriotas e adversários apenas por ocasião das eleições.
Dom Carlos Matsinhe fez ainda um apelo directo aos partidos políticos, recomendando que se abstenham de mobilizar menores ou permitir a participação de membros e simpatizantes sob o efeito de álcool ou drogas nas suas caravanas. Ele reforçou a necessidade de adoptar princípios de paz, tolerância, compreensão, temperança, perdão, empatia e irmandade durante a campanha.
O Presidente da CNE sublinhou a importância da colaboração com os órgãos do Estado, como a Polícia da República de Moçambique (PRM) e a administração pública, para garantir uma campanha segura e minimizar o risco de incidentes e violência.
Alertou também para a ilegalidade do uso de bens do Estado por partidos políticos e seus candidatos, o recurso a locais de culto e recintos escolares, bem como qualquer tentativa de impedir ou obstruir as actividades de outros intervenientes, ou sabotar materiais de campanha, lembrando que tais actos constituem ilícitos eleitorais sujeitos a punição pela lei.
Por fim, Dom Carlos Matsinhe apelou ao respeito pelas regras estabelecidas e pelos direitos dos outros, dirigindo-se a todos os intervenientes e à sociedade em geral.
A campanha eleitoral, que está prestes a começar, terá a duração de 45 dias e culminará com as Eleições Gerais Presidenciais, Legislativas e das Assembleias Provinciais, marcadas para o dia 9 de Outubro de 2024.
Em um desenvolvimento recente na política moçambicana, mais um partido extraparlamentar anunciou formalmente o seu apoio à candidatura de Venâncio Mondlane para o cargo de Presidente da República.
No dia 23 de Agosto, na cidade de Maputo, o Partido Revolução Democrática (RD), liderado por Vitano Caetano, declarou publicamente o seu respaldo a Mondlane. Este partido junta-se ao Partido Optimista pelo Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), que já havia manifestado apoio à candidatura de Mondlane para as eleições gerais agendadas para 9 de Outubro próximo.
Este apoio dos dois partidos ocorre após a perda de suporte de Venâncio Mondlane pela Coligação Aliança Democrática (CAD). A candidatura da CAD para as eleições legislativas foi excluída por decisão do Conselho Constitucional (CC).
Vitano Caetano, durante o anúncio do apoio, destacou que esta aliança está em sintonia com os princípios dos antigos líderes da Renamo, como Afonso Dhlakama e André Matsangaissa. “A mudança de governação na República de Moçambique é uma necessidade urgente para alcançar a independência política e económica,” afirmou Caetano. Ele também fez um apelo aos outros partidos para que se juntem à iniciativa de apoiar Mondlane na sua candidatura presidencial.
O presidente da CAD, Manecas Daniel, mencionou que outros partidos políticos poderão também se unir ao apoio a Venâncio Mondlane em breve. “Agradeço a presença do RD e de todos os outros partidos que, dentro em breve, também manifestarão o seu apoio. Eles aparecerão publicamente em conferências de imprensa para explicar aos moçambicanos o seu desejo de ver o jovem Venâncio Mondlane na Ponta Vermelha,” afirmou Daniel. Ele expressou a expectativa de que o movimento em torno da candidatura de Mondlane culminará com a sua eleição e a devolução do poder ao povo moçambicano.
As autoridades sul-africanas anunciaram a detenção de cinco suspeitos, entre os quais três estrangeiros, após uma tentativa mal-sucedida de sequestro com o objectivo de extorsão na cidade de Joanesburgo.
Os detidos incluem dois cidadãos sul-africanos, dois ugandeses e um malawiano, capturados ontem numa operação coordenada pelos serviços de inteligência sul-africanos.
De acordo com um porta-voz da polícia, a mente por trás do plano foi uma mulher sul-africana que conspirou para raptar o seu empregador, com a intenção de exigir uma quantia substancial como resgate.
Os cinco suspeitos enfrentam agora acusações de conspiração para sequestro e extorsão.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, assinou e mandou publicar a Lei de Revisão da Lei número 12/2012, que trata da Lei da Electricidade.
Esta revisão tem como objectivo actualizar e adaptar o quadro legal à actual realidade do sector eléctrico, promovendo maior eficiência e sustentabilidade.
Além disso, o Chefe de Estado também promulgou e mandou publicar a Lei de Revisão do Estatuto dos Magistrados Judiciais. Esta nova legislação visa ajustar o regime jurídico que rege a carreira dos magistrados, assegurando melhorias na administração da justiça e na supervisão dos processos judiciais.
Ambas as leis foram recentemente aprovadas pela Assembleia da República e foram submetidas ao Presidente da República para a devida promulgação. Após uma análise cuidadosa, Filipe Nyusi confirmou que as novas leis estão em conformidade com a Constituição da República, garantindo que não haja conflitos com a Lei Fundamental.
O Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Gaza realizou uma cerimónia de promoção de 854 agentes da polícia, marcando um momento significativo na carreira dos profissionais de segurança.
Dentre os promovidos, destacam-se nove oficiais superiores, 82 oficiais subalternos, 427 sargentos e 336 guardas da polícia.
Segundo o comandante provincial da PRM, Celestino Vianeque, o processo de promoção foi efectuado com base na antiguidade, sendo simultaneamente ajustado às patentes orgânicas dos agentes.
O comandante destacou ainda que este ano a corporação conseguiu esclarecer 136 casos criminais, uma redução face aos 221 casos registados no ano anterior. No entanto, a eficiência operacional melhorou, atingindo 95,5%, um aumento em comparação com os 89,8% registados no ano transacto.
Apesar destes avanços, o comandante Vianeque manifestou preocupação com a persistência dos acidentes de viação na província, sublinhando que este é um desafio contínuo para a corporação.
Na ocasião, ele apelou aos agentes recentemente promovidos para enfrentarem os desafios que se avizinham com determinação, garantindo a manutenção da ordem e tranquilidade públicas, especialmente durante o período de campanha eleitoral e no dia da votação. Vianeque reforçou a importância de conduzir as operações com segurança, imparcialidade e elevado profissionalismo.
O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, fez um apelo urgente para uma maior vigilância no controlo do desvio de medicamentos e outros materiais médico-cirúrgicos.
Este apelo surge em resposta aos casos de desvio protagonizados por alguns funcionários do sector de saúde no país.
Filipe Nyusi fez este apelo durante a reinauguração do Hospital Provincial de Xai-Xai, que foi reabilitado e ampliado. A cerimónia ocorreu ontem em Xai-Xai, e o Presidente destacou que os actos de desvio de medicamentos não só prejudicam a classe médica, como também comprometem os esforços do Governo em garantir os insumos de saúde necessários para assegurar uma vida saudável à população.
Além de abordar a questão do controlo de medicamentos, o Presidente anunciou a abertura de novas unidades sanitárias em Moçambique ainda este ano.
Durante a reinauguração do Hospital Provincial de Xai-Xai, Filipe Nyusi também procedeu à entrega de uma ambulância equipada com tecnologia avançada à unidade de saúde. Este gesto visa melhorar a qualidade dos serviços prestados e reforçar a capacidade de resposta da instituição a emergências.
António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas, apelou à Venezuela por total transparência nos resultados das eleições presidenciais, destacando a ausência da publicação das atas da votação ocorrida a 28 de Julho.
Apesar disso, e sem grande surpresa, o Supremo Tribunal da Venezuela validou a reeleição de Nicolás Maduro, gerando uma forte reacção por parte da oposição.
Durante uma cerimónia em La Guaira, no norte da Venezuela, Nicolás Maduro inaugurou uma estátua em homenagem ao seu mentor, Hugo Chávez, e comemorou a decisão do Supremo Tribunal. “Hoje, a Divisão Eleitoral do Supremo Tribunal de Justiça, após um trabalho técnico, científico, profissional e jurídico, fundamentado nas leis como poder judicial da nação, emitiu uma decisão histórica e contundente. E nós dizemos, das ruas de La Guaira e da Venezuela: palavra santa. Que haja paz”, declarou Maduro.
A decisão do Supremo Tribunal, cujos juízes foram escolhidos pelo parlamento, onde Maduro detém a maioria, confirmou os resultados já anunciados, apesar da ausência das atas da votação de 28 de Julho. Estes resultados têm sido contestados nas ruas há quatro semanas. Caryslia Rodríguez, presidente do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, afirmou: “Nicolás Maduro Moros foi eleito Presidente da República Bolivariana da Venezuela para o período constitucional 2025-2031. Fica assim decidido.”
A oposição, liderada por Edmundo González, rejeitou prontamente a decisão judicial. González, que reivindica ter vencido as eleições com 70% dos votos, criticou a validação dos resultados. “Nenhuma decisão judicial pode suprimir a verdade do que aconteceu a 28 de Julho, nem está acima da soberania popular. A tentativa de judicializar os resultados eleitorais não altera a verdade, ganhámos por esmagadora maioria e temos as atas que o comprovam”, afirmou González.
Em resposta às alegações de González, Maduro desafiou-o publicamente: “Sr. Edmundo González Urrutia, olha-me nos olhos, cobarde, onde estás, cobarde? Desafio-o a enfrentar-me nas ruas deste país, seu criminoso, assassino, terrorista.”
Enquanto na capital Caracas se registaram manifestações de apoio a Maduro, as Forças Armadas renovaram a sua lealdade absoluta ao presidente reeleito. No entanto, a validação judicial foi vista com desconfiança pelos Estados Unidos, que questionaram a credibilidade do processo.
A contestação dos resultados eleitorais, reprimida pelas autoridades, já provocou centenas de vítimas e milhares de detenções, agravando a crise política, económica e social que tem assolado a Venezuela nos últimos anos. Esta situação levou à fuga de mais de 7 milhões de venezuelanos, resultando numa das maiores vagas migratórias do mundo.
Iniciou-se hoje a campanha eleitoral para as eleições gerais agendadas para o dia 9 de Outubro, marcando o início da “caça ao voto” em todo o país.
Com quatro candidatos à Presidência da República e 37 forças políticas concorrendo nas eleições legislativas e provinciais, o cenário político promete ser disputado.
Daniel Chapo, candidato da Frelimo, e Lutero Simango, candidato do MDM, escolheram a cidade da Beira, na Província de Sofala, para lançar as suas campanhas. Já Ossufo Momade, candidato da Renamo, dará início à sua campanha em Quelimane, na Província da Zambézia. Por sua vez, Venâncio Mondlane, apoiado pelo partido PODEMOS, arrancará a sua campanha no município da Matola, na cidade de Maputo.
Segundo os dados fornecidos pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), mais de 17 milhões de eleitores estão registados para votar, incluindo mais de 300 mil cidadãos recenseados no estrangeiro, o que evidencia a importância destas eleições no panorama nacional e na diáspora.
Para assegurar que o processo eleitoral decorra de forma pacífica e organizada, o Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, garantiu que as forças de segurança estão preparadas para enfrentar qualquer eventualidade. “Vamos unir-nos para garantir que o processo eleitoral deste ano seja bem-sucedido, com o dia 9 de Outubro a ser o momento mais crucial”, afirmou Rafael.
Com o início da campanha, o país entra numa fase decisiva que determinará o rumo político dos próximos anos, com os candidatos a percorrerem as várias regiões em busca de apoio popular.
O MyBucks Banking Mozambique, com visão de ser prestador de serviços financeiros de escolha para os Moçambicanos, pretende recrutar um (1) Gestor de Clientes do Business Banking. Saiba mais.
A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (MOE UE) pretende recrutar um (1) Assistente do Chefe da Missão e do Chefe Adjunto da Missão. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Suporte ao Projecto LINK. Saiba mais.
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O CISP (Comitato Internazionale per lo Sviluppo dei Popoli), no âmbito do projeto Pro-Paz, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Implementação de Actividades de Apoio a Terceiros. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável de Preparação e Resposta à Emergências (HEPR). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, pretende recrutar quinze (15) Enumeradores. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Segurança Alimentar e Meios de Vida. Saiba mais.
A placa da rua Dilon Djindji, situada no município de Marracuene, foi roubada por indivíduos desconhecidos, apenas uma semana após a sua inauguração.
Esta rua foi baptizada em homenagem a Dilon Djindji, considerado um dos maiores ícones da marrabenta, um estilo musical tradicional moçambicano.
Shafee Sidat, presidente do município de Marracuene, expressou a sua indignação nas redes sociais, lamentando a falta de civismo que este ato representa. “Assim é difícil desenvolver Marracuene! Já roubaram a placa com o nome da rua… há que educar alguns”, afirmou o edil, apelando à necessidade de uma maior conscientização da população para a importância da preservação dos símbolos culturais.
A inauguração da placa ocorreu no contexto das comemorações dos 98 anos de Dilon Djindji, celebrados no dia 14 de Agosto. Neste mesmo dia, foi também inaugurado um mural dedicado ao músico, com o objectivo de eternizar o autor de clássicos como “Podina”, “Maria Teresa” e “Marracuene”.
Além de homenagear Djindji, a iniciativa visava inspirar as gerações mais jovens a preservar e valorizar a marrabenta, especialmente por ele ser natural daquele distrito.
Na Índia, uma explosão numa empresa farmacêutica causou a morte de pelo menos 17 pessoas e feriu outras 40, conforme divulgado pelas autoridades locais na noite de terça-feira.
O incidente ocorreu durante a hora de almoço, o que, segundo especialistas, pode ter contribuído para a redução do número de vítimas. A fábrica afectada, localizada em Andhra Pradesh e pertencente a uma empresa com sede nos Estados Unidos, emprega aproximadamente 380 trabalhadores, segundo informações do portal “Notícias ao Minuto”.
O chefe do governo do Estado de Andhra Pradesh, Chandrababu Naidu, ordenou a abertura de um inquérito para apurar as causas da explosão e planeia deslocar-se ao local na próxima quinta-feira para supervisionar a situação.
Acidentes industriais são relativamente comuns na Índia, devido, principalmente, ao estado precário das infraestruturas e à falta de manutenção, factores agravados pela corrupção e pelas práticas ilegais no sector de comunicação, bem como pelo incumprimento das normas de segurança.
Vale lembrar que, em Maio passado, uma explosão semelhante em uma fábrica de produtos químicos no oeste da Índia resultou na morte de 12 pessoas e feriu outras 60.
Na localidade de Mulotana, distrito de Boane, um autocarro de transporte de passageiros que fazia a rota Mulotana-Museu despistou-se e capotou, momentos após o início da viagem.
O acidente, ocorrido numa estrada de terra batida, gerou uma situação de pânico entre os passageiros, alguns dos quais registaram em vídeo o desespero vivido no local, onde pessoas tentavam abandonar o veículo o mais rápido possível.
Os passageiros que seguiam a bordo apontam as más condições da estrada como a principal causa do despiste e subsequente capotamento. Relatam que o estado precário da via, caracterizado por buracos e falta de manutenção, terá dificultado o controlo do veículo por parte do condutor, levando ao acidente.
Entretanto, as autoridades da Província de Maputo estão no terreno para apurar os factos e fornecer informações detalhadas sobre as circunstâncias do acidente e o estado de saúde das vítimas. Até ao momento, ainda não foram divulgados dados precisos sobre o número de feridos ou a gravidade dos ferimentos, mas há uma mobilização em curso para garantir a assistência necessária.
Os vídeos capturados pelos primeiros passageiros a sair do autocarro mostram um cenário caótico, com pessoas visivelmente abaladas a tentar escapar da viatura capotada, realçando a gravidade do ocorrido. As investigações prosseguem para determinar com exactidão as causas do acidente e evitar futuras tragédias numa estrada frequentemente utilizada pelos habitantes locais.
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