O Estado moçambicano enfrenta um aumento significativo nas despesas com a subsistência dos cerca de 24 mil reclusos detidos nos estabelecimentos prisionais do país.
Actualmente, o custo mensal ultrapassa os 500 milhões de meticais, representando um acréscimo considerável em relação aos 390 milhões que o Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) desembolsava em 2023.
Este aumento reflete-se também no custo diário de manutenção por recluso, que subiu de 600,00 para 700,00 meticais, um incremento que abrange as despesas básicas dos indivíduos privados de liberdade.
No entanto, esse valor exclui outros custos essenciais, como cuidados de saúde, uniformes, água, energia e outros serviços, aumentando ainda mais a carga financeira suportada pelo Estado.
A ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, abordou a situação recentemente durante a Conferência Nacional das Religiões, realizada na cidade de Maputo.
Segundo a governante, apesar do aumento orçamental, os fundos destinados ao SERNAP continuam a ser insuficientes para gerir de forma eficaz os estabelecimentos prisionais. Nesse sentido, o sector tem trabalhado no desenvolvimento de estratégias para reduzir a dependência do Orçamento do Estado.
Entre as iniciativas destacadas, está a produção de alimentos pelos próprios reclusos, com o objectivo de gerar excedentes que possam ser vendidos, criando receitas adicionais para ajudar na manutenção das prisões. “O esforço que fazemos como sector é depender o menos possível do Orçamento do Estado”, sublinhou Helena Kida, ao explicar as medidas adoptadas para aliviar o fardo financeiro.
Por outro lado, a ministra também abordou o desafio do descongestionamento das prisões, referindo que, apesar das várias medidas implementadas para reduzir a população reclusa, há um fenómeno que precisa de ser analisado com profundidade.
Segundo Kida, muitos dos reclusos libertados através de processos de facilitação acabam por regressar às cadeias, o que levanta questões sobre as causas desse ciclo de reincidência. “Parece que assim que saem, multiplicam-se ao voltar. É preciso estudar o que está na origem desta situação”, acrescentou.
A situação das prisões moçambicanas continua a ser um tema sensível, exigindo soluções integradas e sustentáveis para equilibrar os desafios económicos e sociais envolvidos.
As autoridades sul-africanas detiveram, no domingo, mais uma cidadã envolvida no tráfico de drogas no Aeroporto Internacional Oliver Tambo, em Joanesburgo.
A jovem, de 21 anos, foi detida após desembarcar de um voo proveniente de São Paulo, Brasil.
A detenção ocorreu após a polícia sul-africana suspeitar da passageira, que foi submetida a exames médicos num hospital local. Os exames confirmaram que a jovem transportava cocaína dentro do seu estômago, embora as autoridades não tenham revelado a quantidade exacta da droga apreendida.
Este caso aumenta para onze o número de detenções relacionadas com o tráfico de drogas no Aeroporto Oliver Tambo, apenas nos últimos dois meses.
As autoridades continuam a intensificar os seus esforços para combater o tráfico internacional de drogas, que tem utilizado frequentemente o aeroporto como ponto de trânsito.
Um incêndio de grandes proporções num laboratório químico no condado de Rockdale, em Atlanta, Geórgia, Estados Unidos, obrigou à evacuação de residentes e gerou uma densa nuvem tóxica, no domingo à noite.
O material químico envolvido no incidente ainda não foi identificado, mas as autoridades locais e a empresa KIK Consumer Products, responsável pela fábrica, confirmaram a resposta imediata ao acidente. A fábrica produz produtos de limpeza para piscinas da marca Clorox.
O incêndio deflagrou após um aspersor avariar por volta das 5 da manhã, provocando uma reação com um químico reativo à água e causando um incêndio no telhado da instalação.
O chefe dos bombeiros do condado de Rockdale, Marian McDaniel, explicou que o uso de água no combate às chamas, tanto pelo sistema de aspersores como pelos próprios bombeiros, pode ter exacerbado a reação química, complicando a situação.
A reação química resultou numa vasta nuvem que se espalhou pela área, levando as autoridades a emitir um alerta para que os residentes se mantivessem dentro de casa até à meia-noite.
No entanto, devido à gravidade da situação e à proximidade do BioLab, alguns moradores foram evacuados por precaução. A NBC News relatou que a nuvem tóxica continuou a cobrir a região, representando um risco contínuo para a saúde pública.
A fábrica onde ocorreu o incêndio produz produtos de limpeza à base de cloro, utilizados para eliminar bactérias e algas em piscinas.
Segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, o cloro, quando libertado, pode formar uma nuvem gasosa e altamente tóxica, especialmente quando reage com água ou outros produtos químicos.
Apesar de o incêndio ter sido controlado, McDaniel alertou que a nuvem química persistirá na área durante vários dias, recomendando que os residentes mantenham portas e janelas fechadas para evitar a inalação de substâncias tóxicas.
Até ao momento, não foram registados feridos em resultado do incêndio ou da exposição à nuvem tóxica, mas as autoridades continuam a monitorizar a situação, enquanto prosseguem as investigações para determinar as causas exatas do incidente e os materiais químicos envolvidos.
Está prevista para a próxima semana a conclusão da retirada de mais de 200 famílias que vivem em zonas propensas a inundações em Malingapanse, no distrito de Marromeu, província de Sofala.
Esta ação faz parte de uma medida preventiva que visa salvaguardar vidas humanas face ao risco de intempéries durante o período chuvoso que se aproxima.
De acordo com Aristides Armando, delegado provincial do Instituto Nacional de Gestão de Risco de Desastres (INGD), o objectivo principal desta operação é minimizar a probabilidade de mortes e danos materiais que possam resultar de possíveis inundações na região, que historicamente sofre com enchentes durante a época das chuvas.
A retirada das famílias está a ser realizada com base em critérios de vulnerabilidade, priorizando as áreas de maior risco. Estas pessoas serão reassentadas em locais seguros, com melhores condições de vida e acesso a serviços essenciais.
As autoridades locais têm trabalhado em estreita colaboração com as comunidades afectadas, para garantir que o processo seja conduzido de forma ordenada e sem sobressaltos.
O INGD tem intensificado esforços no sentido de sensibilizar as populações para a importância de abandonarem as zonas de risco antes do início das chuvas, sublinhando que a protecção da vida deve ser a prioridade de todos.
Esta iniciativa insere-se numa estratégia mais ampla de gestão de desastres naturais na província de Sofala, frequentemente afectada por ciclones e inundações nos últimos anos.
Os órgãos de apoio da Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique estão há aproximadamente quatro meses sem receber subsídios, segundo informações fornecidas pelo vice-presidente da CNE, Fernando Mazanga.
A situação agrava-se ainda mais para aqueles vinculados ao Governo, que estão sem salários há cerca de seis meses, o que gera grande preocupação a nível nacional.
Mazanga afirmou que esta situação afecta todos os distritos do país, deixando aproximadamente 2.300 pessoas sem os devidos subsídios. O dirigente considera este quadro “grave” e “maquiavélico”, sublinhando que o Governo, através do Ministério da Economia e Finanças, responsável por efectuar os pagamentos, está ciente do problema. Para Mazanga, tal atraso deliberado fragiliza os órgãos de apoio, tornando-os vulneráveis a subornos e corrupção, o que compromete a transparência e a independência do processo eleitoral.
O vice-presidente expressou a sua profunda insatisfação com a atitude do Governo, que, na sua opinião, permite que a população associe a falha à CNE, quando o problema reside na falta de fundos disponibilizados pelas autoridades financeiras. “Estou muito desapontado com o Governo que não está a disponibilizar o dinheiro. As pessoas pensam que o problema está na Comissão Nacional de Eleições, mas não é o caso”, desabafou Mazanga.
De acordo com Mazanga, o problema dos atrasos nos pagamentos começou em Novembro do ano passado, e mesmo após várias reuniões, incluindo encontros com o Primeiro-Ministro, Adriano Maleiane, não foram encontradas soluções concretas.
O vice-presidente destacou que este é um problema especialmente grave num ano eleitoral, pois compromete o bom funcionamento das instituições encarregadas de garantir a legalidade do processo.
Mazanga sugeriu ainda que há influências externas a interferir na gestão da CNE, o que, segundo ele, viola a independência do órgão, que deveria operar de forma autónoma. Ele apontou a formação dos órgãos de apoio ao apuramento como exemplo dessa falta de independência. A formação, que deveria durar três ou quatro dias, foi reduzida a apenas três horas devido à falta de condições em algumas localidades.
“A raiz do problema está na falta de disponibilização de recursos por parte do Ministério da Economia e Finanças, que constantemente cria obstáculos. No fim, resulta em nada, o que é complicado para uma instituição que deveria ser independente. Estes problemas não dependem de nós”, explicou o vice-presidente, acrescentando que a própria CNE enfrenta obstáculos internos, causados por “elefantes brancos” que agravam a situação.
Apesar das dificuldades, Mazanga assegurou que o material de campanha já está a ser distribuído. Contudo, este foi produzido a crédito e por adjudicação directa, já que não há verba disponível para liquidar os custos.
Contactado pelo jornal “O País”, o Ministério da Economia e Finanças recusou-se a conceder uma entrevista formal.
No entanto, uma fonte da instituição confirmou o problema, garantindo que os pagamentos aos órgãos de apoio serão efectuados nos próximos dias, sem, contudo, adiantar uma data precisa.
Este cenário levanta preocupações sobre o impacto que tais atrasos podem ter na organização e execução das eleições, num momento em que o país se aproxima de um período eleitoral crítico.
Este ano, na província de Tete, mais de duas toneladas de pescado diverso foram apreendidas no âmbito das operações de fiscalização marítima.
As espécies capturadas ilegalmente incluem Kapenta e Tilápia, ambas provenientes da albufeira de Cahora Bassa, conforme relatou Plácido Maluza, responsável pela fiscalização marítima no Instituto Nacional do Mar.
De acordo com Maluza, além da apreensão do pescado, as autoridades confiscaram também dois veículos e oito motorizadas que eram utilizados no transporte do pescado contrabandeado. Estas operações fazem parte de um esforço contínuo para combater a pesca ilegal e o uso de métodos prejudiciais à sustentabilidade dos recursos aquáticos na região.
Maluza sublinhou que, para conter estas práticas, estão a ser intensificadas as acções de fiscalização em toda a província de Tete. A iniciativa visa não só reduzir a pesca ilegal, mas também promover o uso de técnicas de pesca mais sustentáveis e menos nocivas ao ambiente.
Até ao momento, o Instituto Nacional do Mar já realizou mais de 400 missões de fiscalização marítima neste ano, reforçando os esforços de controlo e vigilância na região.
As comemorações do Dia Mundial da Marinha, que tiveram lugar na província de Tete, foram marcadas por várias actividades, incluindo a limpeza das margens do rio Zambeze e palestras sobre a importância de uma pesca responsável. O evento, realizado sob o lema “Navegação: Mais Segurança em Primeiro Lugar”, destacou a importância da preservação dos recursos marinhos e da segurança nas actividades ligadas ao mar e aos rios.
Pelo menos 17 pessoas de uma mesma família foram brutalmente assassinadas a tiros enquanto dormiam, na madrugada deste sábado, em dois ataques simultâneos a propriedades na África do Sul.
O incidente ocorreu nos arredores da cidade rural de Lusikisiki, na província do Cabo Oriental, onde os familiares estavam reunidos para uma cerimónia tradicional.
Segundo a polícia local, 13 das vítimas foram mortas numa das propriedades, onde, à excepção de uma pessoa, todas eram mulheres. Entre os sobreviventes, encontram-se seis pessoas, incluindo um bebé de apenas dois meses. Uma das vítimas está hospitalizada em estado crítico, a lutar pela vida.
Na segunda residência, também pertencente à mesma família, as quatro pessoas presentes foram igualmente executadas pelos atiradores. As autoridades já abriram uma investigação para identificar e capturar os responsáveis por este ataque bárbaro.
Este trágico acontecimento insere-se num contexto de crescente violência armada na África do Sul, um país que, há vários anos, tem sido assolado por elevadas taxas de crimes violentos. Nos últimos quatro meses, a polícia sul-africana confiscou mais de 430 armas ilegais, entre as quais vários rifles automáticos, a maioria deles apreendidos na província do Cabo Oriental, onde o ataque ocorreu.
As estatísticas de crimes violentos divulgadas pelo governo em Agosto deste ano indicam que o número de homicídios aumentou em quatro das nove províncias do país, com grande parte dos crimes a serem impulsionados pelo uso de armas de fogo.
No primeiro semestre do ano passado, cerca de 40 pessoas foram mortas a tiros em três cidades sul-africanas, sublinhando a gravidade da crise de segurança que o país enfrenta.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente de Finanças. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar onze (11) Assistentes – Distribuição. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Fiel – Armazém. Saiba mais.
A Aga Khan Foundation (AKF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Monitoring, Evaluation, Research & Learning (MERL) Manager. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente de Desenvolvimento Comunitário. Saiba mais.
A N´weti, Organização não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenadora Nacional de Engajamento Juvenil. Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Oficial de Campo. Saiba mais.
A CARE Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (MEAL) Director. Saiba mais.
A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Especialista em Reformas Políticas e Institucionais – PIR (Transportes). Saiba mais.
A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Director de Agregação da Agricultura Comercial e Gestão de Subvenções. Saiba mais.
A Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, acusou a Comissão Nacional de Eleições (CNE) de violar a recentemente aprovada Lei Eleitoral ao decidir utilizar urnas que, segundo o partido, foram alvo de debate e reprovação no parlamento.
Durante uma conferência de imprensa em Chimoio, província de Manica, o porta-voz da Renamo, Marcial Macome, criticou também a postura do Conselho Constitucional (CC) em relação ao caso, afirmando que a decisão de permitir o uso das referidas urnas compromete a integridade do processo eleitoral.
A questão centra-se no uso de urnas que, segundo a Renamo, foram previamente discutidas e rejeitadas pela Assembleia da República, devido a problemas relacionados com as ranhuras das mesmas.
A Renamo apresentou uma petição ao Conselho Constitucional, solicitando a anulação da decisão da CNE de utilizar essas urnas, mas a petição foi recusada.
“O Conselho Constitucional rejeitou a nossa petição, que visava a anulação da deliberação 76 da CNE, que autoriza o uso de urnas que já haviam sido discutidas e rejeitadas no parlamento. A nova Lei Eleitoral estipula que as urnas deviam ser ajustadas, nomeadamente as suas ranhuras”, explicou Marcial Macome.
O porta-voz criticou fortemente a decisão da CNE, sublinhando que a entidade está a ignorar a lei recentemente aprovada.
De acordo com Macome, a CNE justificou o uso das urnas reprovadas alegando a falta de tempo para a produção de novo material. No entanto, a Renamo considera essa explicação insuficiente e alerta para o que poderá estar por vir nas eleições de 9 de Outubro. “Condenamos a postura do Conselho Constitucional porque isto é um prenúncio de práticas recorrentes, onde as irregularidades do processo eleitoral não são consideradas suficientes para alterar os resultados”, afirmou o porta-voz da Renamo.
A conferência de imprensa serviu para reiterar as preocupações da Renamo com o processo eleitoral e a possível repetição de irregularidades nas próximas eleições.
Uma tragédia abalou a cidade do Dondo, na província de Sofala, onde Maria Zeca, uma jovem de 28 anos, morreu afogada num poço tradicional localizado no Bairro Madrinha.
Conforme reportado pelo jornal Notícias, Maria sofria de epilepsia e, no momento do incidente, dirigia-se ao poço com a intenção de buscar água. Acredita-se que tenha sofrido uma convulsão enquanto realizava essa tarefa, o que a fez escorregar e cair no poço, acabando por se afogar.
O porta-voz do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) em Sofala, Fernando Meque, lamentou o ocorrido e alertou para a importância de adoptar medidas de segurança, especialmente com indivíduos que sofrem de epilepsia, dado o carácter inesperado das crises. “É fundamental que estas pessoas não sejam deixadas sozinhas em situações de risco sem supervisão”, afirmou Meque. Ele ainda recordou um caso recente envolvendo uma jovem com a mesma condição que faleceu num incêndio.
Meque sublinhou que a vigilância constante e o apoio são essenciais para evitar tragédias semelhantes, reforçando o apelo para que a sociedade esteja atenta e ajude a prevenir acidentes que possam ser fatais para pessoas que padecem de doenças como a epilepsia.
O homicida do jornalista e comentador João Chamusse foi condenado, na sexta-feira (27), a 20 anos de prisão, além de uma multa de 300 mil meticais (aproximadamente 4.700 dólares), a ser paga à família da vítima.
A sentença marca o fim de um processo judicial que iniciou em Dezembro do ano passado, após o brutal assassinato de Chamusse, que foi encontrado sem vida na sua própria residência, no distrito municipal de KaTembe, com evidentes sinais de estrangulamento.
O condenado, Elias Dlate, um jovem de 24 anos, foi capturado poucos meses após o crime e, agora, enfrenta a longa pena de prisão. Para o advogado da família de João Chamusse, a condenação é vista como adequada, dado o valor inestimável da vida humana. “A vida humana é o maior bem, em termos de direitos humanos e direitos fundamentais”, afirmou o representante da família, sublinhando que, apesar da justiça feita, o caso não é totalmente satisfatório.
A confissão do réu, apresentada de forma espontânea, acabou por limitar as investigações posteriores, o que deixou muitas perguntas sem resposta, especialmente quanto às motivações que levaram Elias Dlate a cometer o crime. “Apesar da sentença, ficámos sem entender claramente os motivos por trás deste homicídio. Esta confissão dificultou uma investigação mais profunda e detalhada”, lamentou o advogado.
O representante legal da família de Chamusse apelou para que o caso seja reaberto, sugerindo que haja mais pessoas envolvidas no crime e que a confissão do réu, por si só, não oferece uma explicação completa dos factos.
No entanto, advertiu que uma nova investigação poderá levar tempo. “Abrir um novo processo judicial exigirá tempo e recursos, e estamos limitados pela confissão inicial, o que, infelizmente, representa um obstáculo significativo na investigação criminal”, concluiu.
Com o veredicto já proferido, o caso ainda gera inquietação, especialmente para a família de João Chamusse, que continua à procura de respostas sobre os reais motivos que levaram à sua morte, esperando que a justiça total seja alcançada.
Um incêndio devastador consumiu por completo três armazéns localizados no Jardim dos Namorados, no Município de Maputo.
As equipas do Serviço Nacional de Salvação Pública (bombeiros) foram prontamente mobilizadas e conseguiram controlar o incêndio, no entanto, os armazéns já estavam reduzidos a cinzas no momento da intervenção.
O incidente ocorreu nas primeiras horas da manhã de sexta-feira, quando as chamas e uma densa coluna de fumo começaram a tornar-se visíveis, sinalizando mais um incêndio na cidade de Maputo.
O alerta foi dado por um dos funcionários do Jardim dos Namorados, que, ao chegar ao local, foi surpreendido pelas chamas. Infelizmente, os extintores presentes no local não funcionaram, limitando qualquer tentativa de combate ao fogo antes da chegada dos bombeiros.
Os três armazéns abrigavam uma variedade de bens, incluindo material de manutenção, geleiras e outros itens de valor. “Foi uma coincidência. Eu vinha buscar algo num dos armazéns e, quando cheguei, vi que o fogo já tinha começado no armazém do meio, onde guardamos materiais sensíveis e inflamáveis.
Ali estavam armazenados materiais de manutenção do jardim, geleiras e expositores”, relatou James Maronda, o responsável pelos armazéns, visivelmente consternado com a perda total dos bens.
Até ao momento, a origem do incêndio permanece desconhecida, e James acrescenta que os armazéns, que existem há já bastante tempo, nunca tinham enfrentado um incidente semelhante.
Apesar da rápida resposta dos bombeiros, que impediram que o fogo se alastrasse para outras áreas, todo o conteúdo dos armazéns foi destruído.
Este incêndio junta-se a uma preocupante série de incidentes semelhantes que têm assolado a cidade de Maputo nos últimos meses, sendo este o quinto registado num espaço de menos de dois meses. A frequência dos incêndios levanta questões sobre as condições de segurança dos armazéns e outros estabelecimentos na cidade.
As autoridades locais dos Estados Unidos confirmaram que pelo menos 33 pessoas morreram devido à passagem devastadora do furacão Helene, que atingiu várias regiões do país.
Este balanço foi divulgado na sexta-feira, segundo informações da Reuters.
A Carolina do Sul foi uma das áreas mais afectadas, registando pelo menos 13 mortes. As autoridades estão em alerta máximo, visto que a tempestade continua a causar estragos.
O governador da Geórgia, Brian Kemp, confirmou que “esta tempestade tem sido mortal”, ao anunciar que o estado contabilizou 11 vítimas. Entre os falecidos encontra-se um membro de uma equipa de salvamento, destacando a gravidade do fenómeno.
Na Florida, o condado de Pinellas, localizado na costa oeste, foi particularmente atingido. O gabinete do xerife confirmou que cinco mortes no local estão directamente relacionadas com o furacão, evidenciando a força destrutiva de Helene, que continua a representar uma ameaça significativa para as populações e infraestruturas.
As equipas de emergência continuam a trabalhar incansavelmente para prestar assistência e socorrer os afectados, numa altura em que as autoridades temem que o número de vítimas possa aumentar à medida que se avaliam os danos causados pela passagem do furacão.
Na última quinta-feira, em Gravatal, Santa Catarina, Brasil, uma mulher de 34 anos, identificada como Isabel Cristina Fernandes Martins, foi brutalmente assassinada pelo próprio irmão, na sequência de uma violenta discussão sobre a partilha de uma herança familiar.
O trágico crime ocorreu em frente à mãe de ambos, no interior da casa onde o irmão da vítima também residia.
Segundo informações divulgadas pelo portal g1, o crime aconteceu por volta das 16h00, hora local, quando Isabel estava de visita à família. Embora as causas exactas que levaram à agressão fatal ainda estejam sob investigação, sabe-se que a discussão entre os dois irmãos culminou no ataque com uma faca, que resultou em ferimentos fatais para a vítima.
Após o crime, o irmão fugiu para uma área de mata nas proximidades e, até ao momento, as autoridades locais continuam as buscas, sem sucesso na sua captura.
Os bombeiros foram chamados ao local, mas, ao chegarem, já não puderam fazer nada pela vítima, que sucumbiu aos ferimentos antes de qualquer intervenção médica ser possível.
O funeral de Isabel Cristina realizou-se na sexta-feira, em Capivari de Baixo, também no sul de Santa Catarina, onde familiares e amigos se reuniram para prestar as últimas homenagens à mulher, cuja vida foi tragicamente interrompida por um conflito familiar.
As autoridades continuam a investigar as circunstâncias que levaram ao assassinato e intensificaram a busca pelo irmão da vítima, que permanece em fuga.
Pelo menos 46 pessoas morreram, das quais 37 eram crianças, durante uma celebração religiosa hindu no estado de Bihar, situado no leste da Índia.
As vítimas afogaram-se enquanto participavam num ritual de banho sagrado, informou hoje a administração local à agência de notícias France Presse.
De acordo com um responsável pela gestão de catástrofes, os afogamentos ocorreram em rios e reservatórios de água que estavam sob o impacto de cheias, as quais têm devastado a região. “As vítimas ignoraram os perigos associados ao nível excessivamente elevado das águas e decidiram banhar-se para comemorar a festividade”, afirmou o responsável, que preferiu não ser identificado.
Os trágicos incidentes ocorreram na terça e quarta-feira, espalhando-se por quinze distritos do estado de Bihar, no contexto das celebrações do festival hindu Jitiya Parv, um evento dedicado às mães, que rezam e realizam rituais pelo bem-estar e longevidade dos seus filhos.
As equipas de resgate continuam as buscas por três pessoas desaparecidas, indicaram as autoridades, mantendo a esperança de recuperar os corpos o mais breve possível.
As cheias durante a época das monções, que se estende de Julho a Setembro, são fenómenos recorrentes na Índia, provocando frequentemente desastres naturais de grande magnitude.
Especialistas em clima alertam que o impacto das alterações climáticas está a agravar a frequência, intensidade e imprevisibilidade destas inundações, colocando cada vez mais vidas em risco.
O naufrágio de uma embarcação que transportava migrantes nas Ilhas Canárias resultou na morte de nove pessoas e no desaparecimento de 48, informaram as autoridades espanholas.
O incidente ocorreu na noite de sexta-feira, ao largo da ilha de El Hierro, uma das componentes do arquipélago das Canárias. Até ao momento, 27 pessoas foram resgatadas com vida.
A embarcação transportava um total de 84 homens, entre os quais um adolescente, cujo corpo foi recuperado pelas equipas de salvamento. A idade do jovem situava-se entre os 12 e os 15 anos, segundo os serviços de emergência de El Hierro, que comunicaram com a agência noticiosa EFE.
Os mesmos serviços relataram que o alarme foi dado pelos próprios ocupantes da embarcação, permitindo às equipas de socorro localizar o local do naufrágio e realizar a operação de resgate durante a noite.
Segundo informações obtidas pela organização não-governamental espanhola Caminando Fronteras, um familiar de um dos passageiros revelou que os 84 migrantes haviam partido da Mauritânia com destino às Ilhas Canárias. Entre os passageiros, encontravam-se vários adolescentes e, pelo menos, quatro crianças com idades entre os 7 e os 11 anos.
Desde as primeiras horas de sábado, elementos da Guardia Civil e do Salvamento Marítimo têm estado empenhados nas operações de busca, concentrando os seus esforços na área de Las Playas, na esperança de encontrar mais sobreviventes ou recuperar os corpos das vítimas.
Este trágico incidente junta-se a outros ocorridos recentemente nesta rota migratória. No início de Setembro, o naufrágio de outra embarcação ao largo da costa do Senegal causou a morte de, pelo menos, 39 migrantes, de acordo com informações da agência francesa AFP.
O número de vítimas mortais na tentativa de atravessar a perigosa rota atlântica tem aumentado de forma preocupante nos últimos anos, com muitos migrantes a arriscarem a vida a bordo de embarcações sobrelotadas e frequentemente em más condições.
Em resposta a este aumento do fluxo migratório e à crise humanitária associada, o governo espanhol celebrou, no final de Agosto, acordos com a Mauritânia e a Gâmbia. Estes entendimentos visam reforçar a cooperação no combate às redes de tráfico humano e promover uma migração legal e segura.
Até ao dia 15 de Agosto deste ano, 22.304 migrantes chegaram às Canárias, um número que representa um aumento de 126% face ao mesmo período em 2023, quando haviam sido registadas 9.864 entradas.
A nível nacional, o número total de migrantes que entraram em Espanha aumentou 66%, passando de 18.745 no ano passado para 31.155 em 2024.
A rota entre África e as Canárias é considerada uma das mais mortíferas, devido às embarcações improvisadas que tentam enfrentar as fortes correntes do Atlântico. Algumas destas embarcações partem de pontos situados até mil quilómetros de distância das ilhas.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), desde 2014, pelo menos 4.857 pessoas morreram ou desapareceram nesta rota. No entanto, a ONG Caminando Fronteras, que baseia as suas estimativas nos relatos de sobreviventes, eleva o número para 18.680 vítimas.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve três cidadãos moçambicanos suspeitos de envolvimento no homicídio de um homem de 49 anos, ocorrido na cidade de Maputo, especificamente no distrito municipal da Ka Tembe. Um quarto suspeito permanece em fuga.
O crime ocorreu na noite de 11 de Setembro, quando os suspeitos sequestraram a vítima, residente no bairro de Chamissava, exigindo um resgate de 50 mil meticais (cerca de 783 dólares) à família. Em resposta ao pedido, os familiares conseguiram inicialmente depositar cinco mil meticais na conta bancária da vítima, enquanto tentavam arrecadar o restante do valor exigido.
De forma violenta, um dos sequestradores atacou a vítima com uma faca, ferindo gravemente um dos seus membros inferiores. O homem acabou por sucumbir aos ferimentos no local, devido a uma hemorragia massiva.
Após a constatação da morte, os suspeitos, com idades compreendidas entre 24 e 26 anos, contactaram novamente a família, exigindo o restante do valor do resgate, mas eventualmente confessaram que a vítima já havia falecido.
As autoridades afirmam que a detenção dos suspeitos resultou das investigações que começaram imediatamente após o crime ter sido reportado. “O SERNIC actuou rapidamente, recolhendo depoimentos de testemunhas residentes na área e reunindo outras informações pertinentes”, explicou Hilário Lole, porta-voz do SERNIC para a cidade de Maputo.
Segundo as autoridades, este grupo já estava envolvido em crimes semelhantes há algum tempo. “Este não é o primeiro caso registado na Ka Tembe. Num outro incidente, conseguiram extorquir 13 mil meticais à família de uma vítima, o que nos leva a concluir que não se tratava de um caso isolado, mas de um grupo organizado que actuava de forma recorrente”, acrescentou Lole.
Os suspeitos confessaram os crimes, alegando que o objectivo era unicamente obter dinheiro e que não tinham intenção de matar a vítima. “Pedimos 50 mil meticais, mas a família só conseguiu transferir cinco mil. Não pretendíamos matá-lo”, afirmou um dos suspeitos. Outro cúmplice mostrou-se surpreso ao ver a vítima a sangrar, negando qualquer envolvimento directo no esfaqueamento. “Quando o vi, já sangrava. Eu não estava presente no momento em que foi esfaqueado”, afirmou.
O irmão da vítima lamentou o desfecho trágico, explicando que a família seguiu as instruções dos raptores na esperança de salvar a vida do ente querido. “O meu irmão tinha cinco mil meticais no telemóvel, que foi o valor inicial transferido enquanto tentávamos reunir o restante do dinheiro”, explicou.
Caso sejam condenados, os suspeitos enfrentam penas de prisão que podem variar entre 20 a 24 anos.
Treze agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), pertencentes à segunda esquadra na cidade da Beira, foram formalmente acusados de homicídio agravado, após a morte de Tomás Evaristo, um detido sob custódia policial.
A acusação foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que confirmou que a vítima faleceu devido a maus-tratos enquanto se encontrava detida. O processo-crime encontra-se em fase de instrução, com mais agentes sob investigação.
O caso, que gerou grande comoção, envolve a morte de Tomás Evaristo, um suspeito que morreu na cela da segunda esquadra da PRM na Beira. O Ministério Público, através do seu porta-voz Joaquim Tomo, revelou que a investigação está em curso e que já foram ouvidos outros detidos que partilhavam a cela com a vítima. Tomo sublinhou que as autoridades continuam a recolher informações e que, além dos 13 agentes já constituídos arguidos, outros poderão ser também responsabilizados à medida que o processo avança.
A PGR foi categórica ao afirmar que os maus-tratos infligidos a Evaristo ocorreram durante a noite de 13 de Setembro, nas dependências da segunda esquadra.
O detido terá sido submetido a actos de violência física, o que resultou em ferimentos graves. Apesar dos esforços para o transportar ao hospital, Tomás Evaristo não resistiu aos ferimentos e faleceu durante o percurso. “As agressões ocorreram dentro da cela, e as feridas que provocaram a sua morte foram infligidas dentro da própria esquadra”, confirmou a PGR.
A Procuradoria-Geral da República condena veementemente a conduta violenta dos agentes da polícia e alerta que tais práticas não são toleradas, mesmo em casos de suspeita de crimes graves. “Torturar ou maltratar um cidadão, independentemente das acusações, é considerado linchamento, algo que vai contra os princípios legais e éticos que regem as forças de segurança”, advertiu a PGR, numa tentativa de desencorajar futuros abusos policiais.
O caso continua a ser acompanhado de perto pelas autoridades judiciais, com a expectativa de que novos desenvolvimentos surjam à medida que as investigações avançam e mais elementos sejam revelados sobre as circunstâncias que levaram à morte de Tomás Evaristo.
Na manhã de quinta-feira, um incêndio deflagrou num dos armazéns localizados no Mercado Brandão, em Quelimane, provocando a destruição parcial de produtos alimentares e materiais de construção.
Entre os bens consumidos pelas chamas encontravam-se farinha, bolachas, arroz e outros produtos essenciais.
A rápida intervenção de populares e do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) foi crucial para evitar que o incêndio causasse ainda mais danos.
No entanto, Filipe Januário, responsável pelo armazém, não conseguiu ainda quantificar o prejuízo resultante deste incidente.
Em declarações à Rádio Moçambique, o porta-voz do Comando Provincial do Serviço de Salvação Pública, Manuel Cumaio, afirmou que é cedo para determinar as causas exactas que levaram ao incêndio, estando as investigações em curso.
Devido à inalação de fumo, três pessoas necessitaram de ser socorridas de imediato e foram transportadas para o centro de saúde de Chabeco, conforme relatado por uma testemunha presente no local. As autoridades continuam a monitorizar a situação para garantir a segurança na área afectada.
Pelo menos 32 pessoas perderam a vida em Catmandu, capital do Nepal, devido a inundações causadas por chuvas intensas que têm assolado a região nos últimos dias, informou a polícia local.
Além dos mortos, 12 pessoas continuam desaparecidas, enquanto 17 ficaram feridas. As chuvas torrenciais começaram na sexta-feira e deverão continuar durante o fim de semana, agravando a situação na cidade.
As autoridades nepalesas estão em alerta máximo, tendo resgatado 1.053 pessoas até agora. O Governo emitiu avisos de emergência para todo o território nacional, em virtude das previsões de chuva intensa.
Com o objectivo de reduzir os riscos, foi imposta a proibição de circulação de autocarros durante a noite nas autoestradas, e as autoridades aconselham os condutores de veículos particulares a evitarem as estradas.
Além de Catmandu, outras regiões do Nepal também estão a sofrer com as consequências das chuvas das monções, que têm provocado deslizamentos de terras e inundações.
A época das monções, que se caracteriza por chuvas abundantes, começou em Junho e deverá prolongar-se até meados de Setembro, segundo os meteorologistas.
As forças de segurança nepalesas permanecem em alerta, prestando assistência às populações afectadas, enquanto as equipas de resgate continuam à procura dos desaparecidos em meio à devastação.
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