Pelo menos 17 pessoas de uma mesma família foram brutalmente assassinadas a tiros enquanto dormiam, na madrugada deste sábado, em dois ataques simultâneos a propriedades na África do Sul.
O incidente ocorreu nos arredores da cidade rural de Lusikisiki, na província do Cabo Oriental, onde os familiares estavam reunidos para uma cerimónia tradicional.
Segundo a polícia local, 13 das vítimas foram mortas numa das propriedades, onde, à excepção de uma pessoa, todas eram mulheres. Entre os sobreviventes, encontram-se seis pessoas, incluindo um bebé de apenas dois meses. Uma das vítimas está hospitalizada em estado crítico, a lutar pela vida.
Na segunda residência, também pertencente à mesma família, as quatro pessoas presentes foram igualmente executadas pelos atiradores. As autoridades já abriram uma investigação para identificar e capturar os responsáveis por este ataque bárbaro.
Este trágico acontecimento insere-se num contexto de crescente violência armada na África do Sul, um país que, há vários anos, tem sido assolado por elevadas taxas de crimes violentos. Nos últimos quatro meses, a polícia sul-africana confiscou mais de 430 armas ilegais, entre as quais vários rifles automáticos, a maioria deles apreendidos na província do Cabo Oriental, onde o ataque ocorreu.
As estatísticas de crimes violentos divulgadas pelo governo em Agosto deste ano indicam que o número de homicídios aumentou em quatro das nove províncias do país, com grande parte dos crimes a serem impulsionados pelo uso de armas de fogo.
No primeiro semestre do ano passado, cerca de 40 pessoas foram mortas a tiros em três cidades sul-africanas, sublinhando a gravidade da crise de segurança que o país enfrenta.

















