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Quinta-feira, Outubro 29, 2026
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Venâncio Mondlane reitera abertura ao diálogo com o PR Chapo em meio à crise pós-eleitoral

O antigo candidato presidencial Venâncio Mondlane manifestou  a sua disposição para dialogar com o chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo, visando a resolução da crise pós-eleitoral que o país enfrenta. 

Em declarações à comunicação social, Mondlane revelou que ainda não foi contactado para participar nas negociações e sublinhou que, quando convidado, apresentará os seus pontos de vista sobre a situação atual.

“Não fui ainda contactado [para o diálogo], (…) quando for convidado vou apresentar os meus pontos de vista, já passei várias vezes esta mensagem. O único problema é que, neste momento, ele [Daniel Chapo] está vedado e não quer abrir espaço nesta mesa de diálogo”, afirmou Mondlane, durante uma visita ao Hospital Central de Maputo, onde se encontra a prestar apoio a pessoas feridas nas recentes manifestações.

O Presidente Daniel Chapo tem estado em conversações com diversos partidos políticos no intuito de discutir reformas estatais, incluindo a revisão da lei eleitoral e alterações na Constituição da República. Estas iniciativas foram iniciadas pelo seu antecessor, Filipe Nyusi, em resposta à crise que se instalou no país após as eleições gerais de 9 de Outubro, cujos resultados não são reconhecidos por Mondlane.

Na passada segunda-feira, Chapo anunciou a conclusão de consensos sobre termos de referência para abordar as reformas estatais, após um encontro com líderes de quatro forças partidárias. “Estivemos com as lideranças, trabalhamos durante a tarde no âmbito do segmento do diálogo político e temos termos de referências para trabalhar já no documento que pode terminar, depois de todo o consenso formulado, com assinaturas, como um compromisso concreto das lideranças com representação na Assembleia da República”, declarou Chapo.

Venâncio Mondlane reafirmou que muitas das reformas propostas alinham-se com ideias que defende há anos, reiterando a sua total disponibilidade para contribuir para o diálogo. “Eu estou totalmente aberto para isso”, frisou, enquanto visitava o bairro de Bobole, um dos locais onde os confrontos entre a polícia e manifestantes foram mais intensos.

Desde o dia 21 de Outubro, Moçambique tem sido palco de agitação social, com protestos e paralisações convocadas por Mondlane, que resultaram em violentos confrontos entre a polícia e os manifestantes, bem como em saques e destruição de bens públicos e privados. A plataforma eleitoral Decide, uma organização não-governamental que monitora os processos eleitorais em Moçambique, reportou pelo menos 315 mortos, incluindo cerca de duas dezenas de menores, e 750 pessoas feridas durante os protestos.

EUA: Professor sob investigação após denunciar alunos imigrantes

Um professor temporário da NorthSide High School, localizada em Fort Worth, foi afastado das suas funções e está sob investigação após uma controversa sugestão de que agentes da Agência de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) fossem à escola para localizar imigrantes ilegais. 

A declaração, feita através da rede social X (anteriormente conhecida como Twitter), suscitou uma onda de críticas e preocupações sobre a segurança e o bem-estar dos alunos.

Na publicação, o docente, cuja identidade não foi revelada, expressou descontentamento com a proficiência em inglês de alguns alunos, afirmando que muitos deles não falam a língua e utilizam tradutores para se comunicar. “Agentes da ICE devem ir à escola NorthSide, em Fort Worth, para encontrar imigrantes ilegais”, escreveu, ao mesmo tempo que criticava o sistema educacional do Texas. Ele acrescentou que alunos da 10ª e 11ª série deveriam ter um maior suporte linguístico.

Desde o início das operações da ICE na última quinta-feira, a agência contabilizou 4.521 detenções de imigrantes, enfatizando que suas acções são “direccionadas” e priorizam aqueles com antecedentes criminais.

Segundo a CBS News Texas, 93% dos alunos do distrito escolar em questão identificam-se como hispânicos ou latinos, o que torna a situação ainda mais delicada. Após a divulgação da publicação do professor, o Distrito Escolar de Fort Worth emitiu um comunicado em inglês e espanhol, assegurando à comunidade o seu compromisso em promover um ambiente positivo e inclusivo para todos os estudantes.

O deputado democrata do Texas, Marc Veasy, também se manifestou sobre o episódio, ressaltando a importância de um ambiente escolar seguro e acolhedor. “As crianças devem se sentir seguras e apoiadas na escola, não alvo dos próprios educadores que deveriam orientá-las. Esta situação alarmante na NorthSide High é um lembrete do trabalho que devemos fazer para proteger todas as crianças, não importa de onde venham”, afirmou Veasy.

Défice de 12 mil professores preocupa sector da educação em Moçambique

O sector da Educação em Moçambique enfrenta um preocupante défice de 12 mil professores, número que deveria ser coberto para garantir a leccionação nas escolas primárias e secundárias do país. 

A informação foi revelada pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, durante uma conferência de imprensa realizada após a 2ª sessão ordinária, que decorreu ontem na capital moçambicana.

Com a aproximação do início do ano lectivo de 2025, agendado para sexta-feira (31), a situação torna-se ainda mais urgente. Impissa reconheceu que, apesar da intenção de contratar novos docentes, não será suficiente para sanar o défice existente. Para contornar a falta de professores, o governo, face à necessidade de reforçar o efectivo, poderá sobrecarregar alguns profissionais já em serviço, o que pode intensificar o problema das horas-extras.

“Por esta razão, muitas vezes temos o problema das horas-extras, que é uma forma de mitigar um pouco o défice que temos ao nível dos professores”, afirmou Impissa, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

O porta-voz destacou também que, neste momento, ainda não é possível determinar um número exacto de professores a serem contratados para o novo ano lectivo, uma vez que os documentos de governação necessários para tal ainda não foram aprovados pela Assembleia da República.

Reserva de Pomene alvo de incêndios e vandalismo após protestos

Nos últimos dias, a Reserva Nacional de Pomene, localizada no distrito de Massinga, foi palco de uma agressão sem precedentes, quando um grupo de indivíduos, presumivelmente pertencentes à comunidade local, invadiu a área protegida e ateou fogo a várias infra-estruturas. 

O acto de vandalismo surge, alegadamente, em protesto contra a condenação de um caçador furtivo, condenado a oito anos de prisão por caçar um macaco na reserva, uma prática ilegal que degrada a biodiversidade local.

Durante a onda de destruição, os infractores queimaram quatro casas construídas com materiais locais, danificaram a cancela principal da reserva, arrombaram portas e levaram diversos bens, incluindo chapas de cobertura e loiça sanitária da residência do administrador. Esta ação criminosa compromete ainda mais a biodiversidade da reserva, reconhecida pela sua riqueza em espécies faunísticas, florestais e marinhas.

Em declarações à imprensa, o administrador da Reserva, Abílio Tamele, desmentiu a ligação entre os actos de vandalismo e a condenação do caçador, sugerindo que as motivações por trás da destruição estão relacionadas com tensões político-eleitorais. Tamele indicou que as violências ocorreram entre os dias 8 e 18 de Janeiro, em um ambiente já polarizado pelos resultados das eleições de 9 de outubro de 2024.

Embora não tenha avançado com números específicos, Tamele advertiu que a reabilitação das infra-estruturas danificadas exigirá um investimento significativo. O administrador sublinhou que, apesar da situação ter voltado à calma, os danos causados são evidentes e poderão impactar negativamente o fluxo turístico na região.

A Reserva Nacional de Pomene, estabelecida em 1964, é conhecida pelos seus diversos habitats — incluindo dunas vegetadas, savanas, mangais e pântanos — e pelas suas praias que atraem turistas de todo o mundo. Além disso, a reserva é o lar de várias espécies de animais, como o boi-cavalo, cabrito cinzento, chipenhe, impala, macaco-cão e macaco cinzento, que agora enfrentam novos desafios devido a este recente episódio de vandalismo.

Zambézia: Populares lincham homem e ferem cinco após acusação de curandeiro

Uma tragédia abalou o posto administrativo de Maquival, no distrito de Quelimane, onde um acto de violência resultou na morte de uma pessoa e ferimentos em outras cinco, tudo após um suposto curandeiro alegar que as vítimas impediam a queda de chuva.

Os acontecimentos desenrolaram-se de forma abrupta, quando o curandeiro, cuja identidade ainda não foi revelada, afirmou que determinadas pessoas obstruíam a precipitação de chuvas na região. Esta alegação provocou uma reacção imediata e violenta por parte da população, que, em um momento de desespero e confusão, atacou os acusados.

Neste momento, as autoridades locais, em colaboração com a Polícia da República de Moçambique (PRM), estão empenhadas na busca do curandeiro, que se encontra em fuga. Zaqueu Moçambique, chefe do posto administrativo de Maquival, comentou a situação angustiante, afirmando que “o próprio curandeiro está em fuga. Então, estamos a acompanhar através da Polícia e elaboraram-se estes dois processos que é para disciplinar as pessoas que atentaram contra estes cidadãos.”

Moçambique apelou à população para manter a calma e não se deixem levar por comportamentos violentos. “Apelamos a população para que não se envergue neste tipo de atitude, porque há explicações claras daquilo que está a acontecer acerca da não caída de chuva da maneira como se previa”, sublinhou.

Papa Francisco condena violência na RDC e apela ao fim dos confrontos

Na recente audiência geral, o Papa Francisco fez um apelo urgente à cessação das hostilidades na República Democrática do Congo, especialmente na cidade de Goma, onde a situação se agravou drasticamente devido a combates intensos. 

O Pontífice exortou todas as partes envolvidas no conflito a empenharem-se na protecção da população civil e a trabalharem para o “fim mais rápido possível de todas as formas de violência”.

Prometendo rezar “pelo restabelecimento da paz e da segurança”, o Papa pediu ainda às autoridades locais e à comunidade internacional que demonstrem um forte compromisso na resolução do conflito por meios pacíficos. A sua mensagem ressoou profundamente em tempos de crise, onde o sofrimento humano intensifica-se a cada dia.

Nos últimos dias, Goma, a principal cidade do leste da RDCongo, tem sido palco de violentos confrontos entre o grupo armado M23, que se opõe ao governo, e as tropas ruandesas, que tomaram na terça-feira o controlo do aeroporto local. Estes combates resultaram em mais de 100 mortos e cerca de mil feridos, conforme relatórios hospitalares citados pela agência de notícias France-Presse (AFP).

As consequências do conflito são devastadoras, com o Governo congolês a reportar que mais de 500.000 pessoas foram deslocadas desde o início deste ano, uma crise humanitária que exige atenção imediata.

Em Kinshasa, a capital do país, a tensão também aumentou, com manifestantes a atacarem várias embaixadas, incluindo a do Ruanda, acusado pelas autoridades congolesas de ter “declarado guerra” no leste do país. As missões diplomáticas de países como Quénia, França, Bélgica e Estados Unidos, criticados pela sua inação nesta crise, também foram alvo das manifestações.

Mineradores desafiam interdição e mantêm actividade em Gondola após tragédia

O Governo da província de Manica anunciou a interdição da mineração artesanal na mina de Gondola, em resposta ao trágico desabamento que resultou na morte de quatro pessoas há cerca de duas semanas. 

Apesar da proibição, a actividade de mineração continua a ser exercida por alguns garimpeiros no local, levantando preocupações sobre a segurança dos trabalhadores.

Durante uma conferência de imprensa, Silva Manuel, representante do Governo em Chimoio, afirmou: “No trabalho que estamos a fazer, notamos que ainda existem algumas pessoas, particularmente aquelas que dizem que não têm passagem para voltar à sua zona de origem. Contudo, a maior parte daqueles que estavam presentes já se retirou.”

Manuel também reconheceu a dificuldade em manter uma vigilância constante na mina, o que tem permitido que os mineradores retomem as suas actividades logo após a saída das equipas de monitorização e fiscalização. Quando questionado sobre a possibilidade de reforçar a segurança no local, ele destacou que, embora a intenção não seja utilizar força de forma mais contundente, essa opção será considerada se a situação não melhorar. “Não vamos permitir que as pessoas percam a vida por causa dessa situação. Isso não é bom para a comunidade”, afirmou.

A exploração de ouro na região de Manica é uma prática comum, abrangendo os distritos de Gondola, Barue, Manica, Sussundenga e Macossa. Muitas vezes, esta actividade é realizada por operadores artesanais que não respeitam normas de segurança, resultando em tragédias e perdas de vidas.

PME moçambicanas contabilizam prejuízos e apelam a apoio após violência

A Associação das Pequenas e Médias Empresas de Moçambique (APME) deu início a um levantamento abrangente dos prejuízos sofridos pelos seus associados em decorrência das recentes manifestações violentas que eclodiram em várias regiões do país. 

A iniciativa visa quantificar os danos e identificar as necessidades financeiras para a recuperação das empresas que foram vandalizadas e saqueadas.

Os relatos de empresários têm sido preocupantes e repletos de desespero. António Matuca, um operador do sector da restauração, partilhou a sua angústia: “É muito difícil porque neste momento não vejo luz verde para começar. Como podem ver, o circo está fechado, não há mais nada a fazer porque foi retirado o valor que estava aqui. Depois, tudo se complicou para mim.” Este sentimento de incerteza é comum entre muitos outros empreendedores afectados.

Em resposta a esta situação crítica, a APME está a trabalhar em campo para avaliar a extensão dos danos. Osvaldo Matúe, Presidente da APME, enfatizou a urgência da situação: “Temos uma situação de emergência para as pequenas e médias empresas. Assim, achamos que é altura de pensar em ações e não de discutir problemas. É tempo de discutir soluções e não de discutir problemas.”

A rápida recuperação dos negócios está dependente de vários factores, sendo o apoio do sistema financeiro um dos mais preponderantes. Cláudio Pondja, vice-presidente da APME, fez um apelo à banca comercial para prestar atenção às PME como fundamentais para o desenvolvimento do país: “Gostaria de deixar aqui um apelo ao sistema financeiro, neste caso à banca comercial, para dar especial atenção às empresas que foram efectivamente afectadas, permitindo assim a reestruturação das mesmas. A banca pode oferecer períodos de escassez que vão segundo as necessidades das próprias empresas, o que é fundamental neste momento crítico.”

Apesar das adversidades, alguns empresários mantêm uma visão optimista sobre o potencial de Moçambique para atrair investimentos. Pedro Silva, membro da direcção da APME, destacou que “vale a pena investir em Moçambique. Mesmo os investidores estrangeiros devem perceber que Moçambique é um país que contribui para o turismo, para a agricultura, tem matéria-prima e um povo muito simpático. Esta imagem de distribuição e saque não é deste povo moçambicano. Este povo é um povo amigável.”

EUA vão deportar mais de um milhão de imigrantes, incluindo moçambicanos

O recém-eleito Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpre uma das promessas de campanha com o lançamento da maior operação de deportação de cidadãos ilegais da história do país.

O Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE) divulgou que um total impressionante de 1.445.549 indivíduos indocumentados estão na lista para deportação, entre os quais se encontram 14 cidadãos moçambicanos.

A lista de deportação destaca a diversidade dos países de origem dos cidadãos indocumentados, com a Nigéria (3.690), Gana (3.228) e a República Democrática do Congo (1.068) a figurarem entre as nações africanas mais representadas. Esta operação assinala uma nova fase na política de imigração dos EUA, que tem sido reforçada desde a administração Trump.

Num comunicado oficial, o ICE afirmou que está a trabalhar diligentemente “para remover cidadãos indocumentados dos Estados Unidos, uma vez que estejam sujeitos a ordens finais de remoção em tempo hábil”. O governo dos EUA reitera que “todos os países são obrigados a aceitar o regresso dos seus cidadãos e nacionais que não são elegíveis para permanecer nos Estados Unidos”.

Além disso, os EUA sublinham que a falta de cooperação por parte dos países na aceitação do regresso dos seus nacionais poderá levar à classificação desses países como “não cooperantes” ou em risco de “não cumprimento”. Neste momento, a lista de países considerados não cooperantes inclui 15 nações, entre as quais se destacam o Butão, a Birmânia, Cuba, a República Democrática do Congo, a Eritreia, a Etiópia, Hong Kong, a Índia, o Irão, o Laos, o Paquistão, a República Popular da China, a Rússia, a Somália e a Venezuela.

INAE encerra 12 estabelecimentos por incumprimento das normas de saúde e segurança

No último trimestre do ano, a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) tomou a decisão de encerrar pelo menos 12 estabelecimentos de venda de produtos diversos devido ao incumprimento das normas relativas à saúde e segurança. 

Esta informação foi divulgada no balanço anual da INAE, a que o jornal “Notícias” teve acesso.

Do total de estabelecimentos encerrados, quatro já conseguiram regularizar as suas situações e foram reabertos, enquanto os restantes oito permanecerão fechados até que as infracções sejam devidamente corrigidas. As províncias de Tete e Inhambane lideram a lista dos encerramentos, evidenciando a necessidade de um reforço nas práticas de conformidade por parte dos comerciantes.

A cidade de Maputo também não ficou de fora, com mais de 50 unidades comerciais a serem processadas e multadas por violação das leis comerciais, com especial destaque para a especulação de preços, um fenómeno que tem suscitado preocupação nas autoridades e na população.

Apesar das medidas implementadas, a INAE expressou a sua preocupação em relação ao baixo nível de pagamento de multas, que, segundo as autoridades, pode ser atribuído a factores sociopolíticos que têm levado os comerciantes a reduzir a sua actividade comercial. Esta situação, por sua vez, tem prejudicado a capacidade dos mesmos em saldar as dívidas acumuladas.

Governo anuncia pagamento do décimo terceiro salário em Fevereiro

O governo moçambicano revelou que o pagamento do décimo terceiro salário aos funcionários e agentes do Estado ocorrerá no mês de Fevereiro do próximo ano. 

A informação foi divulgada pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, durante a conclusão da segunda sessão do executivo.

O décimo terceiro salário corresponderá a cerca de 50% do vencimento base para os funcionários e agentes do Estado, enquanto os pensionistas receberão a totalidade de 100%. Este pagamento será realizado numa única tranche em Fevereiro. Importa ressaltar que a medida não se aplica a ministros, vice-ministros, deputados da Assembleia da República, governadores provinciais, secretários de Estado e membros do conselho de administração das instituições da administração directa e indirecta do Estado que auferem remunerações provenientes do Orçamento do Estado.

Durante a mesma sessão, o governo reconheceu que a arrecadação de receitas foi significativamente impactada pelas manifestações violentas que ocorreram entre Outubro e Dezembro do ano anterior.

Inocêncio Impissa sublinhou ainda que o executivo está a envidar esforços para regularizar o pagamento de horas extras e outras dívidas do Estado.

Por outro lado, o porta-voz do governo anunciou que as condições de segurança na vila de Namapa, no distrito de Eráti, foram restabelecidas após a destruição de infraestruturas provocada por supostos naparamas.

Vagas de emprego do dia 29 de Janeiro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 29 de Janeiro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Senior Process Engineer

A ENI pretende recrutar um (1) Senior Process Engineer. Saiba mais.

2. Vaga para Secretária

Uma empresa anónima pretende recrutar uma (1) Secretária. Saiba mais.

3. Vaga para Oficial de Segurança Alimentar e Meios de Subsistências/FSL Officer

A Action Contre La Faim pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Segurança Alimentar e Meios de Subsistências/FSL Officer. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Oficial de Educação em Emergências (EiE) e Proteção à Criança em Emergências

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Educação em Emergências (EiE) e Proteção à Criança em Emergências. Saiba mais.

2. Vagas para Técnicos de Campo

A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento Rural (AMDER) pretende recrutar dois (2) Técnicos de Campo. Saiba mais.

3. Vaga para HR & Admin Specialist

A Counterpart International pretende recrutar um (1) HR & Admin Specialist. Saiba mais.

4. Vaga para Accountant

A Prime360 pretende recrutar um (1) Accountant. Saiba mais.

5. Vaga para Oficial de MEAL

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de MEAL. Saiba mais.

6. Vaga para Gestor de Clientes – Corporate

A First Capital Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Gestor de Clientes – Corporate. Saiba mais.

7. Vaga para Medidor Orçamentista

A ProConstrói pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Medidor Orçamentista. Saiba mais.

8. Vaga para Logístico

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Logístico. Saiba mais.

9. Vaga para Assistente de Distribuição

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Assistente de Distribuição. Saiba mais.

10. Vaga para Técnico do Crédito de Projecto

A CESAL pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a do Crédito de Projecto. Saiba mais.

11. Vaga para Associate Upstream Investment Officer

A International Finance Corporation (IFC) pretende recrutar um (1) Associate Upstream Investment Officer. Saiba mais.

12. Vaga para Logistic Coordinator

A Saipem pretende recrutar um (1) Logistic Coordinator. Saiba mais.

13. Vaga para Health & Nutrition Specialist

A UNICEF pretende recrutar um (1) Health & Nutrition Specialist. Saiba mais.

14. Vaga para Balconista/ Vendedora

A PCP Universal Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Balconista/ Vendedora. Saiba mais.

15. Vaga para Education Coordinator

A Street Child pretende recrutar um (1) Education Coordinator. Saiba mais.

16. Vaga para Packaging Process Operator

A AB InBev pretende recrutar um (1) Packaging Process Operator. Saiba mais.

17. Vaga para Senior Administrative Assistant (Grants Management Unit)

A International Organization for Migration (IOM) pretende recrutar um (1) Senior Administrative Assistant (Grants Management Unit). Saiba mais.

18. Vaga para Professor de Biologia

A Academia Aga Khan Maputo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Professor de Biologia. Saiba mais.

19. Vaga para Community Field Assistant OCHA

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Community Field Assistant OCHA. Saiba mais.

20. Vaga para MERL and GESI Country Manager (MGM)

A iDE pretende recrutar um (1) MERL and GESI Country Manager (MGM). Saiba mais.

21. Vaga para Secretária Executiva

Uma empresa anónima pretende recrutar uma (1) Secretária Executiva. Saiba mais.

22. Vagas para Mecânicos Auto

Uma empresa anónima está a recrutar dois (2) Mecânicos Auto. Saiba mais.

23. Vaga para National Soil Fertility Specialist

A Food and Agriculture Organization (FAO) pretende recrutar um (1) National Soil Fertility Specialist. Saiba mais.

24. Vaga para Distribution Supervisor

A AB InBev pretende recrutar um (1) Distribution Supervisor. Saiba mais.

25. Vaga para Profissional de Mobilização de Redacção de Propostas

A ADPP Moçambique procura um (1) Profissional de Mobilização de Redacção de Propostas. Saiba mais.

26. Vaga para Specialist: HR Services & Payroll

A Vodacom pretende recrutar um (1) Specialist: HR Services & Payroll. Saiba mais.

27. Vaga para Mineral Resources Manager

A Sound Mining pretende recrutar um (1) Mineral Resources Manager. Saiba mais.

28. Vaga para Assistente de Finanças

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Assistente de Finanças. Saiba mais.

29. Vagas para Jardineiros

Uma empresa anónima está a recrutar dois (2) Jardineiros. Saiba mais.

30. Vaga para National Project Coordinator

A Food and Agriculture Organization (FAO) pretende recrutar um (1) National Project Coordinator. Saiba mais.

31. Vaga para Monitoring, Evaluation, Learning (MEL) Speciliast

A DAI pretende recrutar um (1) Monitoring, Evaluation, Learning (MEL) Speciliast. Saiba mais.

32. Vaga para Secretária

A Pathway Consulting está a recrutar uma (1) Secretária. Saiba mais.

33. Vaga para Assistente Administrativa e Financeira

A Pathway Consulting está a recrutar uma (1) Assistente Administrativa e Financeira. Saiba mais.

Cerca de 25 mil candidatos concorrem a vagas na Universidade Eduardo Mondlane

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a mais antiga instituição de ensino superior de Moçambique, receberá cerca de 25 mil candidatos na sua primeira fase de admissões para o ano lectivo de 2025. 

A UEM disponibiliza um total de 4.610 vagas, sendo 3.100 para cursos no período laboral e 1.510 para o período pós-laboral. Destes, 56% são do sexo feminino e 44% do sexo masculino.

Comparativamente ao ano lectivo anterior, em que se inscreveram 24.626 candidatos para 4.275 vagas, verifica-se um aumento de 335 vagas, o que representa um incremento de 2,5%.

O informe divulgado na segunda-feira destacou que os cursos mais concorridos incluem Direito, Medicina, Engenharia Informática, Contabilidade e Finanças, Engenharia Eléctrica, além de Biologia e Saúde.

Os exames de admissão serão realizados em regime misto, com provas integradas de três horas para duas disciplinas e provas não integradas de uma hora e meia para uma única disciplina, especialmente nos cursos de Música, Teatro e Aptidão Física, destinados às Ciências do Desporto. As provas estão agendadas para decorrer entre os dias 28 e 31 de Janeiro em todas as capitais provinciais, em simultâneo com as Universidades Zambeze e Lúrio.

A UEM oferece actualmente 123 cursos de graduação, abrangendo tanto o ensino presencial como o à distância. Este ano, a instituição introduzirá novos cursos no período laboral e pós-laboral, incluindo Geociência de Petróleo e Gás, Geofísica Aplicada e Ambiental, Hidrogeologia e Recursos Hídricos, Geologia e Pesquisa Mineral, e Ensino de Filologia, no âmbito das reformas curriculares.

Congelamento de financiamentos dos EUA preocupa governo moçambicano

A governante moçambicana expressou a sua preocupação em relação ao recente congelamento de financiamentos por parte do governo dos Estados Unidos, afirmando que este apoio é crucial, especialmente nas áreas sociais. 

“É um grande desafio porque o apoio dos EUA é extremamente importante, particularmente nas áreas sociais. Então, nós teremos que ver, com os nossos recursos, como podemos redireccionar alguns recursos para essas áreas, para que elas não fiquem sem nenhuma estrutura de desenvolverem as suas actividades”, disse a responsável.

O Departamento de Estado norte-americano anunciou na última sexta-feira a suspensão de novos financiamentos para quase todos os programas de ajuda em todo o mundo, excepto para programas humanitários alimentares e ajuda militar a Israel e ao Egito. Esta medida, que envolve um congelamento por 90 dias, afecta particularmente os fundos canalizados pela agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), reconheceu a governante.

“Não vale a pena a gente se antecipar. Então vamos esperar, entretanto, vamos fazer a nossa gestão interna”, afirmou, sublinhando que o país já enfrentou situações preocupantes no passado e conseguiu gerir os seus recursos. “Eu acredito que desta vez também vamos conseguir gerir com os nossos recursos internos”, acrescentou.

O congelamento de financiamentos foi implementado através de uma directiva enviada às embaixadas dos EUA em todo o mundo, o que limita a continuidade dos programas de ajuda a depender do dinheiro disponível em caixa. O Departamento de Estado irá avaliar quais programas poderão continuar a ser financiados.

A directiva surge na sequência de uma ordem executiva de congelamento de ajuda, assinada pelo Presidente norte-americano, Joe Biden, no primeiro dia do seu segundo mandato. Esta decisão, que desapontou especialmente trabalhadores humanitários, não inclui isenções que poupam clínicas e outros programas de saúde ao congelamento.

Em contrapartida, os EUA anunciaram recentemente uma doação de 435 mil euros para assistência às vítimas do ciclone Chido, que devastou várias regiões de Moçambique em Dezembro, causando pelo menos 120 mortos. O valor, disponibilizado pela USAID, visa atender “às necessidades urgentes” das populações afectadas, especialmente na província de Cabo Delgado, no norte do país. O embaixador dos EUA em Moçambique, Peter H. Vrooman, destacou que “a nossa assistência fornecerá ajuda vital às pessoas mais impactadas pelo ciclone, ajudando a aliviar o sofrimento humano e a apoiar os esforços de recuperação”.

Ano lectivo do ensino geral arranca a 4 de Fevereiro

Este dia marca o início oficial das aulas do ensino geral em todo o território moçambicano, com a previsão de 1,6 milhão de novos alunos a ingressarem na 1.ª classe.

A cerimónia de abertura, que contará com a presença de directores de escolas, professores, quadros do sector da Educação e encarregados de educação, promete ser um momento significativo para a comunidade educativa.

Segundo o Ministério da Educação e Cultura (MEC), o processo de matrículas para os novos alunos ainda se encontra em curso. O prazo que deveria ter terminado a 31 de Dezembro foi prorrogado, com o intuito de assegurar que nenhuma criança em idade escolar fique fora do Sistema Nacional de Educação. Directores e gestores de escolas receberam orientações para continuar a aceitar inscrições até que todas as vagas sejam preenchidas. Até ao final de 2024, foram matriculadas 1,1 milhão de crianças, o que representa 68,7% da meta estabelecida.

Contudo, o início do ano lectivo não ocorre sem desafios. A distribuição gratuita de livros escolares enfrenta dificuldades em várias províncias. Apesar de algumas regiões, como Inhambane, já terem recebido mais de 100 mil manuais, a situação é preocupante em outros locais. Domingos Chibinje, chefe do Departamento de Estudos e Planificação na Direcção Provincial de Educação, informou que a distribuição de materiais está em curso, com a expectativa de que cheguem aos distritos de Govuro, Funhalouro e Mabote ainda esta semana.

Na província de Nampula, as autoridades esperam receber mais de dois milhões de livros escolares, abrangendo da 1.ª à 6.ª classe, dos quais 38 mil são destinados a manuais e guiões para professores. Faruck Carimo, porta-voz da Direcção Provincial em Nampula, garantiu que a chegada de material didáctico começou na semana anterior e que todas as condições estão a ser criadas para que os alunos, especialmente os da 1.ª classe, iniciem as aulas com os livros necessários.

Por outro lado, a província de Tete ainda se encontra à espera da chegada dos livros, sem previsões claras sobre quando os materiais estarão disponíveis. A situação levanta preocupações sobre a preparação adequada dos alunos para o novo ano escolar.

Donald Trump anuncia proibição de pessoas transgénero nas Forças Armadas dos EUA

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou na passada segunda-feira a intenção de assinar uma ordem executiva que visa proibir as pessoas transgénero de servirem nas forças armadas do país. 

Esta declaração foi feita durante um encontro com legisladores republicanos na Florida, onde o presidente defendeu a medida porque é essencial para garantir a eficácia e a performance das tropas.

“Para garantir que temos a força de combate mais letal do mundo, vamos livrar as nossas forças armadas da ideologia transgénero”, afirmou Trump, suscitando reacções variadas tanto a nível nacional como internacional. A decisão surge num contexto de crescente debate sobre a inclusão de minorias nas instituições militares, um tema sensível que já gerou diversas controvérsias.

Estima-se que cerca de 15 mil pessoas transgénero estejam actualmente integradas nas forças armadas dos Estados Unidos, num total de aproximadamente dois milhões de militares. Esta proibição poderá ter um impacto significativo na vida de muitos indivíduos que se dedicam ao serviço militar, levantando preocupações quanto à discriminação e aos direitos humanos.

A medida de Trump representa um retrocesso na política anterior, que permitia a inclusão de pessoas transgénero nas forças armadas, reflectindo uma mudança na abordagem do governo em relação à diversidade e à igualdade no seio das forças armadas. Organizações de defesa dos direitos civis já expressaram a sua oposição a esta nova ordem, prometendo lutar contra a discriminação e defender os direitos das pessoas transgénero.

Moçambique enfrentará a Costa do Marfim no Grupo F do CAN 2025

Moçambique está prestes a estrear-se num desafio de grande envergadura, após ser sorteado para o Grupo F da fase final da Copa Africana de Nações (CAN) 2025.

A selecção nacional terá como adversário a actual campeã africana, a Costa do Marfim, além das selecções dos Camarões e do Gabão.

A cerimónia de sorteio, realizada ontem em Rabat, foi um verdadeiro espectáculo de som e luz, reunindo figuras icónicas do futebol africano, entre antigos jogadores e dirigentes. Patrice Motsepe, presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), abriu o evento destacando o papel crucial que o futebol desempenha na união e desenvolvimento do continente.

Com grande expectativa no ar, cada movimento das bolas nos potes revelou as selecções que irão competir pelo prestigiado troféu. Moçambique, que marca a sua sexta participação nesta competição, pretende conquistar finalmente a tão almejada vitória no torneio.

O CAN 2025 ocorrerá entre 21 de Dezembro de 2025 e 18 de Janeiro de 2026, tendo Marrocos como país anfitrião. A selecção moçambicana, sob a orientação da sua equipa técnica, prepara-se para dar o seu melhor e surpreender os adversários numa competição repleta de grandes desafios e emoções.

Governo brasileiro critica EUA por desrespeito aos direitos dos cidadãos deportados

O Governo do Brasil manifestou a sua indignação em relação às acções do Governo dos Estados Unidos, acusando-o de “flagrante desrespeito aos direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros” deportados. 

A crítica surge após a revelação de que autoridades norte-americanas tentaram manter cidadãos brasileiros algemados durante um voo de deportação para o Brasil.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, informará o Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre a situação, que suscitou preocupações significativas. Em resposta, o Presidente determinou o envio de uma aeronave da Força Aérea Brasileira para Manaus, local onde o avião norte-americano fez uma paragem. O objectivo foi garantir que os cidadãos deportados fossem transportados para o seu país de origem “com dignidade e segurança”.

Ao todo, oitenta e oito cidadãos brasileiros foram deportados pela nova administração norte-americana. O Governo brasileiro recebeu a informação através do director-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues.

Num comunicado oficial, o Ministério da Justiça e Segurança Pública sublinhou que “a dignidade da pessoa humana é um princípio basilar da Constituição Federal e um dos pilares do Estado Democrático de Direito, configurando valores inegociáveis”. Esta declaração reflete a posição firme do Brasil em defesa dos direitos humanos, especialmente no que respeita a situações de deportação.

Nos últimos meses, o Brasil e Angola têm liderado a lista de países de língua portuguesa com maior número de cidadãos deportados pelos Estados Unidos em 2024. Em contraste, São Tomé e Príncipe não registou a deportação de nenhum cidadão.

Importa ainda referir que, durante os primeiros dias do seu segundo mandato, o Presidente dos EUA, Donald Trump, promulgou diversas ordens executivas que potencialmente podem resultar na deportação de milhões de imigrantes presentes no território norte-americano. Até ao momento, não houve qualquer comentário por parte das autoridades dos Estados Unidos em resposta às críticas do Governo brasileiro.

Colômbia aceita receber imigrantes deportados após pressão de Trump

O Presidente colombiano, Gustavo Petro, cedeu às ameaças do novo líder norte-americano, Donald Trump, ao aceitar, na segunda-feira, o desembarque de voos com imigrantes deportados pelos Estados Unidos. 

Esta decisão surge na sequência de uma crise diplomática que perdurou pouco mais de 12 horas, marcada por sanções económicas severas anunciadas por Trump.

A tensão iniciou no último fim-de-semana, quando a Colômbia recusou a aterragem de dois voos militares carregados com imigrantes deportados. A resposta de Trump foi rápida, com o Presidente dos EUA a impor tarifas comerciais de 25% sobre produtos colombianos, bem como a suspensão de vistos e outras sanções que afectariam as relações bilaterais.

Face à firmeza da administração norte-americana, o Presidente Petro reavaliou a sua posição, esclarecendo que a recusa inicial se baseou no carácter militar dos voos. O líder colombiano manifestou inclusive a disponibilidade de utilizar o seu avião presidencial para a repatriação dos deportados.

Em comunicado oficial, a Casa Branca confirmou que o governo colombiano concordou em aceitar todos os imigrantes ilegais deportados, independentemente do meio de transporte utilizado, e sublinhou que as sanções anunciadas por Trump estão agora “suspensas”, podendo ser reactivadas em caso de incumprimento dos acordos estabelecidos.

Uruguai anuncia acordo de cessar-fogo entre exército da RDCongo e M23

O exército uruguaio confirmou que um acordo de cessar-fogo foi alcançado entre as forças armadas da República Democrática do Congo (RDCongo) e o grupo armado Movimento 23 de Março (M23), mediado pela Missão das Nações Unidas na RDCongo, conhecida como MONUSCO.

Segundo a comunicação oficial do exército uruguaio, “após os esforços da MONUSCO, foi alcançado um acordo de cessar-fogo entre as facções em guerra”. Este entendimento surge após intensas operações junto à cidade de Goma, capital da província de Kivu do Norte, onde as forças congolenses têm estado em combate contra o M23, um grupo que alegadamente conta com o apoio de Ruanda.

O acordo de cessar-fogo, que entra em vigor a partir das 19:00 (18:00 em Lisboa), visa a cessação completa das hostilidades. As Forças Armadas uruguaias informaram que os seus soldados, que participaram de operações intensivas durante 96 horas, agora terão um período de descanso.

Até ao momento, não houve confirmação oficial do cessar-fogo por parte do Governo congolês ou do grupo M23. Contudo, o presidente da Assembleia Nacional congolesa, Vital Kamerhe, anunciou que o Presidente Félix Tshisekedi se dirigirá à nação “em breve”, aumentando as expectativas em torno do desfecho deste conflito.

Adicionalmente, a Câmara Baixa do parlamento congolês recomendou uma reorganização imediata do comando militar na região do Kivu do Norte, especialmente no que diz respeito ao sector operacional e militar, o que poderá ser um passo importante na estabilização da situação na área afectada.

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