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Segunda-feira, Julho 27, 2026
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Moçambicanos fogem para o Malawi após controvérsia nos resultados eleitorais

Desde o anúncio oficial dos resultados das eleições gerais de 9 de Outubro, cerca de 13.000 pessoas fugiram de Moçambique para o Malawi, de acordo com fontes governamentais. 

O Conselho Constitucional de Moçambique proclamou, na segunda-feira (23), a vitória do partido FRELIMO e do seu candidato presidencial, Daniel Chapo. O desfecho eleitoral provocou uma onda de protestos violentos e instabilidade no país.

Protestos e êxodo

O anúncio dos resultados deu início a uma semana marcada por episódios de vandalismo, barricadas nas ruas e pilhagens em várias regiões de Moçambique. A tensão gerada forçou milhares de pessoas a procurar refúgio no Malawi, principalmente na região sul. Muitas destas pessoas arriscaram a travessia de rios para escapar da agitação.

De acordo com Dominic Mwandira, comissário do distrito fronteiriço de Nsanje, no sul do Malawi, cerca de 2.500 famílias já atravessaram a fronteira, mas este número pode continuar a aumentar. “Cerca de 11.000 pessoas cruzaram o rio Shire, enquanto outras 2.000 atravessaram o rio Ruo”, afirmou Mwandira.

Acolhimento e estado de emergência

O Governo malawiano activou vários ministérios para lidar com o fluxo de refugiados e está a alojar os requerentes de asilo em locais temporários. No entanto, a situação apresenta desafios significativos. Sob anonimato, um funcionário da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) descreveu a situação como uma emergência em desenvolvimento, sublinhando a necessidade de coordenação para atender às necessidades humanitárias.

Um contexto de instabilidade

A crise actual reflete as profundas divisões políticas e sociais em Moçambique, exacerbadas pelo processo eleitoral. A instabilidade gerada após a proclamação dos resultados destaca os desafios do país em assegurar a paz e a estabilidade, enquanto o Malawi enfrenta o peso de uma crise humanitária crescente.

As organizações internacionais estão a monitorizar a situação de perto, mas a magnitude do êxodo sugere que será necessário um esforço coordenado para apoiar as famílias deslocadas e estabilizar a região.

Casos de malária em Tete apresentam queda significativa nas mortes

A província de Tete registou, no presente ano, doze mortes devido à malária, inseridas num universo de mais de 600 mil casos diagnosticados com a doença. 

Apesar dos números elevados de infecções, os óbitos tiveram uma redução significativa, cerca de 40%, em comparação com o mesmo período do ano passado, em que foram contabilizadas vinte mortes.

Alex Bertil, Diretor Provincial de Saúde em Tete, destacou que, embora os resultados sejam animadores, a malária continua a ser uma preocupação central para o sector da saúde.

“Continuamos a distribuir redes mosquiteiras de forma gratuita a todas as mulheres grávidas durante as consultas pré-natais. Caso não as recebam na primeira consulta, entregamos na seguinte. Além disso, estamos a administrar o tratamento preventivo intermitente com FANSIDAR a mulheres grávidas a partir da 13.ª semana de gestação, com o objectivo de prevenir a malária”, explicou Bertil.

Nos últimos cinco anos, foram realizadas duas campanhas de grande escala na província, durante as quais foram distribuídas mais de 1,6 milhões de redes mosquiteiras, uma medida essencial para conter a propagação da doença.

Vagas de emprego do dia 30 de Dezembro de 2024

Foram publicadas hoje, dia 30 de Dezembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para HSSEQ Officer

A DP World pretende recrutar um (1) HSSEQ Officer. Saiba mais.

2. Vaga para Tuberculosis Baseline Team Lead, MozMEL Activity

A Tetra Tech pretende recrutar um (1) Tuberculosis Baseline Team Lead, MozMEL Activity. Saiba mais.

3. Vaga para Program Assistant

A RTI International pretende recrutar um (1) Program Assistant. Saiba mais.

4. Vaga para Auxiliar Administrativo

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Auxiliar Administrativo. Saiba mais.

5. Vaga para Oficial de Programas TB e Retenção-OCB

A Reencontro, uma organização não governamental, com sede em Maputo pretende recrutar um (1) Oficial de Programas TB e Retenção-OCB. Saiba mais.

6. Vagas para Estagiários de Logística, Informática (ICT), Meio Ambiente e Supply

A Action Contre La Faim pretende recrutar Estagiários de Logística, Informática (ICT), Meio Ambiente e Supply. Saiba mais.

7. Vaga para Adjunto – Emergências e Líder de Equipa do RRT

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Adjunto – Emergências e Líder de Equipa do RRT. Saiba mais.

8. Vaga para Psicólogo Clínico – Equipe de Resposta Rápida

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Psicólogo Clínico – Equipe de Resposta Rápida. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Técnico de Seguros

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Técnico de Seguros. Saiba mais.

2. Vaga para Técnicos de Farmácia

Uma empresa anónima está a recrutar dois (2) Técnicos de Farmácia. Saiba mais.

3. Vaga para Procurement Specialist

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Procurement Specialist. Saiba mais.

4. Vaga para Logístico

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Logístico. Saiba mais.

5. Vaga para Assistente de Distribuição

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Assistente de Distribuição. Saiba mais.

6. Vaga para Coordenador da Equipa (Engenharia Civil ou Química)

A Sanlo Moçambique, Lda (KINGMAN CONSTRUTORA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador da Equipa (Engenharia Civil ou Química). Saiba mais.

7. Vaga para Especialista em Engenheiro Civil

A Sanlo Moçambique, Lda (KINGMAN CONSTRUTORA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista em Engenheiro Civil. Saiba mais.

8. Vaga para Especialista em Engenheiro Químico

A Sanlo Moçambique, Lda (KINGMAN CONSTRUTORA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista em Engenheiro Químico. Saiba mais.

9. Vagas para Mecânicos Auto

Uma empresa anónima está a recrutar dois (2) Mecânicos Auto. Saiba mais.

10. Vagas para Oficiais – Resposta a Emergência

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Oficiais – Resposta a Emergência. Saiba mais.

11. Vaga para Coordenador – MEAL em Resposta a Emergência

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – MEAL em Resposta a Emergência. Saiba mais.

12. Vaga para Coordenador – Resposta a Emergência

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Resposta a Emergência. Saiba mais.

13. Vaga para Coordenador – Supply Chain

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Supply Chain. Saiba mais.

14. Vagas para Oficiais – Assistência Monetária e Cupões (CVA)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Oficiais – Assistência Monetária e Cupões (CVA). Saiba mais.

15. Vaga para Oficial – MEAL em Resposta a Emergência

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – MEAL em Resposta a Emergência. Saiba mais.

16. Vaga para Coordenador – Recursos e Desenvolvimento de Programas

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Recursos e Desenvolvimento de Programas. Saiba mais.

17. Vaga para Director do Projecto

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Director do Projecto no Projecto ADPP – SUCESSO. Saiba mais.

18. Vaga para Director de Fortalecimento de Sistemas de Saúde

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Director de Fortalecimento de Sistemas de Saúde no Projecto ADPP – SUCESSO. Saiba mais.

19. Vaga para Director de Operações e Finanças

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Director de Operações e Finanças no Projecto ADPP – SUCESSO. Saiba mais.

20. Vaga para Director de Informação Estratégica

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Director de Informação Estratégica no Projecto ADPP – SUCESSO. Saiba mais.

21. Vaga para Director Técnico

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Director Técnico no Projecto ADPP – SUCESSO. Saiba mais.

22. Vaga para Gestor de Projecto

A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Projecto. Saiba mais.

Colisão fatal entre autocarro e camião no México deixa oito mortos

Na madrugada de-feira, uma colisão entre um autocarro e um camião resultou em oito mortos e 27 feridos na costa do Golfo do México, no estado de Veracruz.

O acidente ocorreu em um trecho da auto-estrada próximo à capital estadual, Xalapa.

As autoridades locais confirmaram que a maioria das vítimas eram passageiros de um autocarro da companhia ADO. Entre os mortos estão três homens, quatro mulheres e uma jovem.

As investigações estão em curso para determinar as causas do acidente, enquanto as operações de resgate e assistência aos feridos continuam.

Manifestações pós-eleitorais resultam em 32 detenções em Báruè e Macossa

Manifestações pós-eleitorais nos distritos de Báruè e Macossa, na província de Manica, centro de Moçambique, levaram à detenção de 32 pessoas.

Segundo a Agência de Informação de Moçambique (AIM), 15 indivíduos foram detidos na vila de Catandica, em Báruè, e 17 em Macossa.

Os protestos foram organizados por membros e simpatizantes do Partido Optimista pelo Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), seguindo um apelo do candidato presidencial Venâncio Mondlane. As manifestações, que inicialmente começaram pacíficas, evoluíram para uma fase mais violenta, chamada de turbo V8, após o anúncio dos resultados eleitorais.

Venâncio Mondlane, apoiado pelo PODEMOS, continua a reivindicar a vitória nas eleições gerais de 9 de Outubro. A oficial de imprensa do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), Eunice Faustino, informou que os manifestantes em Báruè colocaram barricadas na Estrada Nacional número sete, queimaram pneus e vandalizaram várias infraestruturas, incluindo lojas e estabelecimentos comerciais.

A polícia conseguiu restabelecer a ordem pública após algum tempo e actualmente mantém 15 pessoas detidas em conexão com os distúrbios, conforme explicou Eunice Faustino. As autoridades continuam a monitorar a situação para evitar novos episódios de violência.

Morre Jimmy Carter, antigo Presidente dos EUA aos 100 anos

Jimmy Carter, antigo Presidente dos Estados Unidos entre 1977 e 1981 e laureado com o Prémio Nobel da Paz, faleceu no domingo (29), aos 100 anos. 

Reconhecido pelo seu compromisso com os Direitos Humanos e pela tentativa de reconstruir a confiança dos norte-americanos após o escândalo Watergate, Carter deixa um legado marcado tanto por realizações quanto por desafios.

Uma trajectória singular

Nascido como James Earl “Jimmy” Carter numa pequena cidade no sudoeste da Geórgia, com cerca de 700 habitantes, o futuro líder saiu de Plains para se tornar uma figura nacional. Antes de ascender à Presidência, serviu como governador da Geórgia de 1971 a 1975, num período de grande agitação política e social nos Estados Unidos.

A sua candidatura presidencial surgiu como uma alternativa ao “fedor político” de Washington, na sequência da demissão de Richard Nixon devido ao escândalo Watergate. Nixon foi perdoado pelo seu sucessor republicano, Gerald Ford, o que impulsionou Carter, um democrata, a vencer as eleições de 1976, prometendo um novo começo para o país.

Presidência e desafios

Jimmy Carter assumiu o cargo numa época de grandes mudanças globais e internas. Durante a sua administração, priorizou a redução dos gastos com a Defesa, marcadamente elevados durante a Guerra do Vietname, e tentou limitar as actividades da CIA. Estas medidas atraíram tanto apoiantes quanto críticos, especialmente entre os conservadores fiscais que apreciaram os seus esforços para conter o desperdício governamental.

No âmbito das relações internacionais, Carter enfrentou desafios significativos. A sua relação com o Xá do Irão, Reza Pahlavi, foi um dos factores mais controversos do seu mandato. Em Novembro de 1977, recebeu o Xá numa visita de Estado, gerando protestos tanto no Irão quanto nos Estados Unidos. Estes episódios, somados à Revolução Iraniana e à subsequente crise dos reféns, contribuíram para o enfraquecimento da sua popularidade e para a sua derrota eleitoral em 1980.

Apesar dos desafios, Carter alcançou marcos históricos, incluindo ser o primeiro Presidente dos Estados Unidos a visitar a África Subsaariana, reforçando o seu compromisso com os Direitos Humanos a nível global.

Um legado de paz e serviço

Após deixar a Casa Branca, Carter dedicou-se a causas humanitárias, consolidando a sua reputação como um líder dedicado à paz e ao bem-estar global. Em 2002, foi agraciado com o Prémio Nobel da Paz pelos seus esforços na resolução de conflitos internacionais e na promoção dos Direitos Humanos.

Jimmy Carter será lembrado não apenas como um Presidente, mas como um estadista e humanitário, cujo impacto transcendeu o seu tempo no cargo, deixando um legado duradouro para os Estados Unidos e o mundo.

Azerbaijan Airlines suspende voos para a Rússia após queda de avião no Cazaquistão

A Azerbaijan Airlines anunciou a suspensão de voos para sete cidades russas, após o trágico acidente envolvendo um Embraer 190, que resultou em 38 mortes no Cazaquistão.

A decisão surge em meio a investigações que consideram a possibilidade de a aeronave ter sido atingida por um míssil do sistema antiaéreo russo.

Imagens da fuselagem danificada do avião, amplamente divulgadas nas redes sociais, aumentam as suspeitas de que o avião, que fazia a rota entre Baku e a Chechênia, tenha sido derrubado. Autoridades do Azerbaijão estão a dar atenção especial a esta hipótese.

Os voos suspensos incluem destinos no Cáucaso, como Mineralnyye Vody, Grozny, Sochi e Makhachkala, além de Volgogrado, Ufa e Samara. Entretanto, a companhia continuará a operar voos para outras cidades russas, como Moscou, São Petersburgo, Ecaterimburgo, Astrakhan, Kazan e Novosibirsk.

Rassim Moussa Bekov, deputado azerbaijano, destacou que as investigações continuam, observando que os buracos na carcaça do avião são compatíveis com danos causados por mísseis antiaéreos. Publicações na mídia internacional também sugerem que o avião pode ter sido atingido por engano por um míssil russo.

O Kremlin, por sua vez, optou por não comentar até que a investigação seja concluída. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que qualquer declaração antes dos resultados seria prematura.

O acidente ocorreu quando o Embraer 190, transportando 67 pessoas, caiu perto de Aktaou, no Cazaquistão, longe de seu destino original. Das 67 pessoas a bordo, 38 faleceram e 29 sobreviveram.

Venezuela liberta nove mulheres detidas após eleições presidenciais

As autoridades venezuelanas libertaram nove mulheres que haviam sido detidas na sequência das eleições presidenciais realizadas a 28 de Julho. 

A informação foi divulgada pelo Comité pela Liberdade dos Presos Políticos (CLPP), uma organização não-governamental que acompanha casos de detenção política no país.

Segundo comunicado publicado na rede social X, a CLPP afirmou que as mulheres foram libertadas após terem sido transferidas, no dia 26 de Dezembro, da instalação da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) em Valera, localizada no estado de Trujillo, para Los Teques, no estado de Miranda.

Exigências de justiça

A ONG manifestou a sua solidariedade para com as famílias das detidas, sublinhando que nunca deveriam ter enfrentado esta situação. “Estamos solidários com as famílias que nunca deveriam ter sido obrigadas a viver esta injustiça”, declarou o CLPP.

Além disso, a organização reforçou o apelo à libertação de todos os indivíduos considerados presos políticos no país, reiterando a sua posição contra práticas que violam os direitos humanos fundamentais.

A Venezuela tem sido alvo de críticas internacionais devido ao alegado uso de detenções arbitrárias como ferramenta de repressão política. Organizações de direitos humanos têm frequentemente apontado para o encarceramento de opositores e críticos do regime como uma prática comum durante processos eleitorais e momentos de instabilidade política.

Presidente do Quénia compromete-se a combater raptos de críticos do Governo

O Presidente do Quénia, William Ruto, assegurou que tomará medidas para acabar com os raptos, após uma declaração da Comissão Nacional dos Direitos Humanos do país ter expressado preocupação com o aumento de desaparecimentos de críticos do Governo.

Num discurso proferido na passada sexta-feira, e citado pela televisão queniana Citizen, Ruto apelou à unidade nacional e à protecção dos jovens. “Queremos caminhar juntos. Exorto todos os pais a protegerem os seus filhos, pois são uma bênção de Deus, e garanto que o Governo fará a sua parte”, afirmou.

Ruto destacou ainda a importância de erradicar os raptos, afirmando: “Os raptos são um problema grave. Vamos pará-los, para que os jovens quenianos possam viver em paz, com disciplina, e contribuir para a construção do nosso país.” Estas declarações foram feitas durante a realização de um evento desportivo.

Na mesma ocasião, o antigo vice-presidente Rigathi Gachagua criticou abertamente o actual Governo, acusando-o de ser responsável pelos desaparecimentos e ligando os raptos às críticas dirigidas à governação de Ruto.

Escalada de raptos e preocupação internacional

A Comissão Nacional dos Direitos Humanos do Quénia revelou, na quinta-feira anterior, a sua inquietação com o desaparecimento de quatro indivíduos no último fim-de-semana, elevando para 82 o número total de casos desde os protestos antigovernamentais realizados em Junho.

Os desaparecidos mais recentes incluem utilizadores de redes sociais que haviam partilhado imagens de Ruto geradas por inteligência artificial, consideradas ofensivas pelos apoiantes do Governo. A comissão alertou que o país poderá estar a regressar aos “dias negros” do regime do falecido Presidente Daniel Moi (1978-2002), quando raptos e torturas de opositores eram práticas comuns.

Roselyne Odede, presidente da comissão, instou as forças policiais a tomarem medidas, sublinhando que alguns raptos ocorreram à luz do dia e foram captados por câmaras de vigilância, sem que houvesse detenções até ao momento. “Relembramos à polícia o seu papel na protecção dos cidadãos contra estes actos violentos”, declarou Odede.

Grupos de direitos humanos exigem justiça

Organizações de defesa dos direitos humanos apontam para o envolvimento das forças policiais nos raptos, algo que estas rejeitam, garantindo estar a investigar os casos. Na quarta-feira, um grupo de 21 organizações emitiu um comunicado conjunto, apelando à polícia que identifique os responsáveis. “A falta de ação cria um precedente perigoso e incentiva novas violações dos direitos humanos”, alerta o documento.

A preocupação com os desaparecimentos chegou à comunidade internacional. Em Outubro, nove enviados especiais europeus expressaram inquietação com os raptos forçados e apelaram ao Presidente Ruto para assegurar justiça e protecção aos críticos do regime.

Papel do Quénia no conselho dos direitos humanos

Paradoxalmente, o Quénia foi eleito, a 9 de Outubro, para integrar o Conselho dos Direitos Humanos da ONU. Esta posição exige do país um compromisso com os direitos humanos, o que contrasta com as recentes acusações de violações desses mesmos direitos no território nacional.

Presidente Interino da Coreia do Sul destituído e Ministro das Finanças assume cargo

O Parlamento da Coreia do Sul votou pela destituição do presidente interino Han Duck-soo na sexta-feira (27). Han, que era primeiro-ministro, assumiu a presidência interina após a suspensão de Yoon Suk Yeol devido à imposição da lei marcial em 3 de Dezembro.

A decisão foi anunciada pelo presidente da Assembleia Nacional, Woo Won-shik, que afirmou: “Anuncio que a moção de destituição do primeiro-ministro Han Duck-soo foi aprovada. Dos 192 legisladores que votaram, 192 votaram pela destituição.”

Han enfrentou acusações da oposição de ter “participado activamente na insurreição” após a tentativa falhada de introduzir a lei marcial por seu antecessor. Além disso, ele se recusou a nomear três juízes para o Tribunal Constitucional, necessários para julgar a impugnação de Yoon Suk Yeol, justificando que seu mandato era temporário.

A votação foi adiada devido a protestos dos deputados do Partido do Poder Popular (PPP), que contestaram a necessidade de apenas uma maioria simples para a impugnação. O líder do PPP, Kweon Seong-dong, afirmou que Han deveria continuar a liderar os assuntos de Estado, apesar da aprovação da moção.

Esta é a primeira vez na história sul-coreana que um presidente interino é destituído. O ministro das Finanças, Choi Sang-mok, assumiu interinamente a presidência, conforme prevê a Constituição do país.

Após a votação, Han declarou que “respeita a decisão do Parlamento” e aguardará a decisão subsequente do Tribunal Constitucional. A oposição acusou Han de evitar uma investigação sobre a insurreição e de rejeitar intencionalmente as nomeações para o Tribunal Constitucional.

Nigéria intensifica combate ao comércio ilegal de petróleo

A Nigéria, maior produtor de petróleo bruto da África, está a intensificar seus esforços para combater o comércio ilegal de petróleo, com forças militares e de segurança desmantelando 56 locais de abastecimento ilegal.

O país enfrenta grandes desafios devido ao roubo em grande escala e à sabotagem de oleodutos, especialmente na região do Delta do Níger, rica em petróleo.

Umaru Ahmadu, consultor financeiro na área do petróleo e gás, destacou à DW que o roubo continuará se as autoridades não priorizarem a justiça social e económica na região. Ahmadu critica os sucessivos governos nigerianos por negligenciarem os residentes das áreas produtoras de petróleo, que carecem de infra-estrutura básica, apoio social e económico, e cujos meios de subsistência e meio ambiente estão seriamente comprometidos.

O comércio ilegal de petróleo tem reduzido a produção e exportação, impactando as finanças do governo e apresentando um desafio significativo para o Presidente Bola Tinubu.

Entre 2009 e 2020, a Nigéria perdeu cerca de 620 milhões de barris de petróleo bruto, avaliados em 46 mil milhões de dólares, segundo a Iniciativa de Transparência das Indústrias Extractivas da Nigéria, que busca promover a responsabilização na gestão das receitas do petróleo e gás.

Indulto presidencial em Angola levanta suspeitas de “branqueamento” de imagem

O recente indulto concedido pelo Presidente de Angola, João Lourenço, a 51 pessoas em conflito com a lei, incluindo activistas e figuras proeminentes, tem sido alvo de críticas e suspeitas.

A medida, que entrará em vigor no primeiro dia de 2025, é vista por alguns como uma tentativa de melhorar a imagem do presidente.

Entre os perdoados está José Filomeno de Sousa dos Santos “Zénu”, filho do ex-presidente José Eduardo dos Santos, condenado por crimes de peculato, burla e tráfico de influências. Também figura na lista a influenciadora digital “Neth Nahara”, condenada por ofensas ao presidente na rede social TikTok.

O indulto também abrange activistas como Abrão Pedro dos Santos “Pensador” e outros, que estavam presos há mais de um ano por ultraje e injúrias ao chefe de Estado durante um protesto de mototaxistas. As famílias dos activistas expressaram satisfação pela libertação, mas destacaram a injustiça das detenções.

Simão Cativa, activista e amigo dos presos, criticou a decisão, afirmando que o indulto deveria ter ocorrido antes do que considera uma punição injusta. “A política é suja. Não sei o que está por trás dessa decisão do Presidente João Lourenço”, disse Cativa, sugerindo que se fosse uma ação genuína, teria sido tomada mais cedo.

Juristas também questionaram o indulto, argumentando que os activistas não deveriam ter sido incluídos no perdão presidencial, levantando dúvidas sobre as motivações por trás da decisão.

Peru fecha 30 portos devido a ondas gigantes no litoral

O Peru tomou a decisão de fechar temporariamente 30 dos seus 121 portos após o litoral ter sido atingido por ondas gigantes na sexta-feira (27).

A força das ondas, que chegaram a ser até três vezes maiores do que o habitual, provocou danos significativos em embarcações e estabelecimentos comerciais próximos à costa, conforme informou a Marinha local.

O capitão Enrique Varea anunciou a medida em entrevistas a emissoras de televisão peruanas, explicando que “temos vários portos fechados na costa norte e central do Peru, devido às ondas vindas do hemisfério Norte”.

A Directoria de Capitania e Guarda Costeira decidiu fechar os portos em áreas consideradas mais vulneráveis às condições marítimas adversas. A decisão visa proteger tanto as operações portuárias quanto a segurança das comunidades costeiras afectadas pelo fenómeno.

Anomalia na subestação da Matola-Rio deixa milhares sem energia eléctrica

Uma anomalia na linha de alta tensão afectou a subestação da Matola-Rio, resultando na falta de energia eléctrica em vários bairros, incluindo Matola “C”, Xinonaquila, Km 16, Campoane, Belo Horizonte e a própria cidade da Matola.

Milhares de residentes nessas áreas estão actualmente sem electricidade.

A Electricidade de Moçambique (EDM) divulgou um comunicado informando que equipas técnicas estão a trabalhar intensamente para restabelecer o fornecimento de energia nas zonas afectadas o mais rapidamente possível.

No entanto, a EDM destacou que a circulação limitada das equipas de Piquete, uma situação observada em todo o país, tem dificultado a intervenção rápida nas avarias, resultando em interrupções prolongadas no fornecimento de energia para os clientes.

Forças Israelitas evacuam e atacam hospital no norte de Gaza

Militares israelitas realizaram um ataque ao hospital Kamal Adwan, no Norte de Gaza, alegando que as instalações eram utilizadas como base de operações por militantes do Hamas.

O hospital, um dos últimos ainda operacionais na região, foi cercado por várias semanas antes da evacuação forçada de doentes e pessoal médico pelas tropas israelitas.

Testemunhas relataram que diversos departamentos, incluindo o de cirurgia, o laboratório e um armazém, foram incendiados após a entrada das forças israelitas.

No entanto, Israel afirmou que apenas um pequeno edifício anexo ao hospital foi atingido pelas chamas. Os pacientes evacuados foram transferidos para o Hospital Indonésio, que já opera sob condições extremamente difíceis.

As forças israelitas têm conduzido operações em larga escala no Norte de Gaza, que incluem a demolição de bairros inteiros. O objectivo aparente é criar uma zona-tampão ao longo da fronteira para prevenir futuros ataques.

Israel lança ataques no Iémen como retaliação

Em um movimento separado, Israel anunciou que os recentes ataques contra posições dos rebeldes houthis no Iémen “são apenas o começo”. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que qualquer ataque contra Israel será respondido.

Os ataques israelitas visaram o Aeroporto de Sana’a, centrais eléctricas e o porto de Hodeida. Em retaliação, os houthis lançaram um míssil contra o Aeroporto de Ben Gurion, que foi abatido pelas defesas israelitas.

África do Sul oferece apoio a Moçambique para resolver tensão pós-eleitoral

O governo sul-africano manifestou sua disposição em apoiar Moçambique na busca de soluções para resolver a tensão pós-eleitoral que o país enfrenta.

A oferta foi feita por Sidney Mufamadi, enviado especial do presidente da África do Sul, durante sua visita a Maputo.

Mufamadi destacou que as discussões foram extensas, focando em compreender detalhadamente a natureza dos problemas e identificar o papel que a África do Sul pode desempenhar para encontrar uma solução pacífica e sustentável. “Analisamos em detalhe para ver que papel países como a África do Sul podem desempenhar”, afirmou.

O enviado especial fez essas declarações após um encontro com o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi. Mufamadi enfatizou a importância do diálogo como meio para pôr fim às manifestações que ocorrem em Moçambique, sublinhando a necessidade de encontrar um caminho para a paz e estabilidade na região.

Ciclone Chido: Fornecimento de água em Pemba continua restrito

A cidade de Pemba, na província de Cabo Delgado, ainda enfrenta restrições no fornecimento de água após a passagem do ciclone tropical Chido, que danificou a linha eléctrica crucial para os sistemas de abastecimento na região. Esforços estão em andamento para restabelecer o serviço.

Eugénio Matsinhe, director da Águas do Norte em Cabo Delgado, informou à Rádio Moçambique que, apesar das limitações, alguns bairros já estão a receber água. “Ficamos sete dias sem sucesso aqui na cidade de Pemba, mas a partir do dia 23, o abastecimento de água começou a voltar à normalidade”, afirmou Matsinhe.

Ele explicou que o fornecimento está a ser feito conforme o calendário estabelecido, embora nem todos os bairros estejam ainda a ser atendidos. “A estação de bombagem de Mieze, por exemplo, sofreu danos significativos e estamos a operar com apenas uma estação de bombagem”, detalhou.

Explosão de avião faz 179 mortos na Coreia do Sul

Uma tragédia aérea abalou o mundo no domingo (29), quando um avião explodiu no Aeroporto Internacional de Muan, na Coreia do Sul, deixando 179 mortos. 

Este foi o pior desastre aéreo de 2024, de acordo com dados do Aviation Safety Network, ultrapassando o acidente de Vinhedo, São Paulo, ocorrido em Agosto, que vitimou 62 pessoas.

O acidente em Muan ocorreu durante a manhã de domingo, horário local, sendo noite de sábado no Brasil. Das 181 pessoas a bordo, apenas duas foram resgatadas com vida, ambas em estado crítico, e estão a receber cuidados intensivos.

A magnitude da tragédia marca um dos eventos mais devastadores da aviação recente, mobilizando autoridades e equipas de emergência na busca por respostas e apoio às famílias das vítimas.

Pelo menos 261 mortos em manifestações pós-eleitorais em Moçambique

Moçambique enfrenta uma crise social profunda após as eleições gerais de 09 de Outubro, com um balanço de pelo menos 261 mortos desde o início dos protestos em 21 de Outubro.

Nos últimos dias, apenas em Maputo, morreram 36 pessoas, enquanto a província registou 20 mortes. Nampula e Sofala também foram gravemente afectadas, com 34 e 33 mortos, respectivamente.

A ONG moçambicana que monitora os processos eleitorais contabilizou ainda 573 pessoas baleadas até agora, com inúmeros incidentes a ocorrer em Maputo, Nampula e Sofala. Desde o início das manifestações, 4.199 pessoas foram detidas, das quais 161 apenas nesta semana.

A tensão aumentou após o Conselho Constitucional proclamar Daniel Chapo, apoiado pela FRELIMO, como vencedor das eleições presidenciais com 65,17% dos votos. Este anúncio desencadeou protestos em todo o país, com manifestantes pró-Venâncio Mondlane a contestarem os resultados, levando a pilhagens, barricadas e confrontos com a polícia.

A situação se agravou com a fuga de 1.534 reclusos da Cadeia Central de Maputo, um evento que o comandante-geral da polícia, Bernardino Rafael, classificou como “premeditado” por manifestantes. Apenas 150 dos fugitivos foram recapturados, incluindo 29 indivíduos considerados “altamente perigosos”. Rafael alertou para um possível aumento da criminalidade em Maputo nos próximos dias.

Contradizendo a polícia, a ministra da Justiça, Helena Kida, afirmou que a fuga foi resultado de um motim na prisão e não estava ligada aos protestos. Por outro lado, Venâncio Mondlane acusou as autoridades de usar a fuga para desviar a atenção das alegações de fraude eleitoral.

Mondlane chamou seus apoiantes a intensificarem os protestos, mas pediu que evitassem destruir propriedades privadas, focando as manifestações nas instituições responsáveis pela alegada fraude.

Protestos pós-eleitorais em Moçambique causam danos em 77 viaturas do sector da saúde

As manifestações pós-eleitorais em Moçambique resultaram na destruição ou vandalização de 77 viaturas do sector da saúde em todo o país. Dentre essas, 55 eram novas e estavam estacionadas na Central de Medicamentos e Artigos Médicos, em Maputo, onde dois armazéns também foram destruídos.

O ministro da Saúde, Armindo Tiago, informou que os armazéns continham roupa hospitalar destinada a 70 mil funcionários de saúde, avaliada em dez milhões de dólares, além de materiais essenciais como pensos, algálias, seringas e agulhas. Este material é crucial para o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde.

Em uma visita aos Hospitais Gerais de Mavalane e José Macamo, o ministro destacou que a perda dessas infraestruturas e equipamentos terá um impacto negativo significativo nos serviços de saúde nos próximos dois anos.

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