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Segunda-feira, Julho 27, 2026
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Protestos pós-eleitorais em Moçambique causam danos em 77 viaturas do sector da saúde

As manifestações pós-eleitorais em Moçambique resultaram na destruição ou vandalização de 77 viaturas do sector da saúde em todo o país. Dentre essas, 55 eram novas e estavam estacionadas na Central de Medicamentos e Artigos Médicos, em Maputo, onde dois armazéns também foram destruídos.

O ministro da Saúde, Armindo Tiago, informou que os armazéns continham roupa hospitalar destinada a 70 mil funcionários de saúde, avaliada em dez milhões de dólares, além de materiais essenciais como pensos, algálias, seringas e agulhas. Este material é crucial para o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde.

Em uma visita aos Hospitais Gerais de Mavalane e José Macamo, o ministro destacou que a perda dessas infraestruturas e equipamentos terá um impacto negativo significativo nos serviços de saúde nos próximos dois anos.

Violência pós-eleitoral agrava escassez de combustíveis em Maputo

A violência desencadeada após as eleições em Moçambique tem provocado uma escassez significativa de combustíveis na cidade de Maputo.

Alexandre Muianga, vereador das Actividades Económicas e Turismo do Conselho Municipal de Maputo, destacou que o temor de vandalização dos camiões de transporte está a contribuir para esta crise.

Muianga explicou que várias bombas de combustível foram alvo de invasões e saques, resultando em um clima de incerteza que dificulta a reabertura total dos postos de venda. “Vimos camiões a serem incendiados, e isso gera um cepticismo quanto à normalização das operações de abastecimento”, afirmou.

O retorno à normalidade no fornecimento de combustíveis está a ocorrer de forma lenta, à medida que os riscos associados aos actos de vandalismo são avaliados e contidos.

Vagas de emprego do dia 27 de Dezembro de 2024

Foram publicadas hoje, dia 27 de Dezembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Técnico de Seguros

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Técnico de Seguros. Saiba mais.

2. Vaga para Técnicos de Farmácia

Uma empresa anónima está a recrutar dois (2) Técnicos de Farmácia. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Procurement Specialist

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Procurement Specialist. Saiba mais.

2. Vaga para Logístico

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Logístico. Saiba mais.

3. Vaga para Assistente de Distribuição

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Assistente de Distribuição. Saiba mais.

4. Vaga para Coordenador da Equipa (Engenharia Civil ou Química)

A Sanlo Moçambique, Lda (KINGMAN CONSTRUTORA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador da Equipa (Engenharia Civil ou Química). Saiba mais.

5. Vaga para Especialista em Engenheiro Civil

A Sanlo Moçambique, Lda (KINGMAN CONSTRUTORA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista em Engenheiro Civil. Saiba mais.

6. Vaga para Especialista em Engenheiro Químico

A Sanlo Moçambique, Lda (KINGMAN CONSTRUTORA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista em Engenheiro Químico. Saiba mais.

7. Vagas para Mecânicos Auto

Uma empresa anónima está a recrutar dois (2) Mecânicos Auto. Saiba mais.

8. Vagas para Oficiais – Resposta a Emergência

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Oficiais – Resposta a Emergência. Saiba mais.

9. Vaga para Coordenador – MEAL em Resposta a Emergência

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – MEAL em Resposta a Emergência. Saiba mais.

10. Vaga para Coordenador – Resposta a Emergência

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Resposta a Emergência. Saiba mais.

11. Vaga para Coordenador – Supply Chain

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Supply Chain. Saiba mais.

12. Vagas para Oficiais – Assistência Monetária e Cupões (CVA)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Oficiais – Assistência Monetária e Cupões (CVA). Saiba mais.

13. Vaga para Oficial – MEAL em Resposta a Emergência

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – MEAL em Resposta a Emergência. Saiba mais.

14. Vaga para E T Consultant – Infrastructure

O World Bank pretende recrutar um (1) E T Consultant – Infrastructure. Saiba mais.

15. Vaga para Assistente de Gestor de Particulares

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Assistente de Gestor de Particulares. Saiba mais.

16. Vaga para Coordenador – Recursos e Desenvolvimento de Programas

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Recursos e Desenvolvimento de Programas. Saiba mais.

17. Vagas para Facilitadores Vocacionais

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar dois (2) Facilitadores Vocacionais no Projecto UNHCR Funded. Saiba mais.

18. Vaga para Facilitador de Literacia Financeira

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Facilitador de Literacia Financeira no Projecto UNHCR Funded. Saiba mais.

19. Vagas para Gestores do Projecto

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar dois (2) Gestores do Projecto no Projecto UNHCR Funded. Saiba mais.

20. Vaga para Instrutor Agrícola

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Instrutor Agrícola no Projecto UNHCR Funded. Saiba mais.

21. Vaga para Oficial de Monitoria e Avaliação

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Oficial de Monitoria e Avaliação no Projecto UNHCR Funded. Saiba mais.

22. Vaga para WASH Specialist

A ÁGUA POR ÁGUA (ApA) pretende recrutar um (1) WASH Specialist (40-100%). Saiba mais.

23. Vaga para Warehouse Manager

A Saipem pretende recrutar um (1) Warehouse Manager. Saiba mais.

24. Vaga para Técnico de Hidráulico

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Técnico de Hidráulico. Saiba mais.

25. Vaga para Director do Projecto

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Director do Projecto no Projecto ADPP – SUCESSO. Saiba mais.

26. Vaga para Director de Fortalecimento de Sistemas de Saúde

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Director de Fortalecimento de Sistemas de Saúde no Projecto ADPP – SUCESSO. Saiba mais.

27. Vaga para Director de Operações e Finanças

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Director de Operações e Finanças no Projecto ADPP – SUCESSO. Saiba mais.

28. Vaga para Director de Informação Estratégica

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Director de Informação Estratégica no Projecto ADPP – SUCESSO. Saiba mais.

29. Vaga para Director Técnico

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Director Técnico no Projecto ADPP – SUCESSO. Saiba mais.

30. Vaga para Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação

A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação – DREAMS. Saiba mais.

31. Vaga para Oficial de Projecto

A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Projecto. Saiba mais.

32. Vaga para Gestor de Projecto

A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Projecto. Saiba mais.

33. Vaga para Grants Assistant

A RTI International pretende recrutar um (1) Grants Assistant. Saiba mais.

34. Vagas para Serventes

Uma empresa anónima pretende recrutar dois (2) Serventes. Saiba mais.

35. Vaga para Secretária Executiva

Uma empresa anónima pretende recrutar uma (1) Secretária Executiva. Saiba mais.

36. Vaga para Internal Auditor

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Internal Auditor. Saiba mais.

37. Vaga para Motorista

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Motorista. Saiba mais.

38. Vaga para Responsável de Preparação e Resposta à Emergências (HEPR)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável de Preparação e Resposta à Emergências (HEPR). Saiba mais.

Incêndio em armazém de Maputo deixa onze corpos carbonizados

Um incêndio de grandes proporções num armazém próximo à ponte pedonal do bairro George Dimitrov (Benfica), em Maputo, resultou na descoberta de onze corpos carbonizados.

O incidente ocorreu mobilizando o Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) e a Polícia da República de Moçambique para controlar as chamas e realizar o resgate dos corpos no interior do local.

As causas do incêndio ainda não foram confirmadas até o momento, mas há suspeitas de que o fogo possa ter começado durante a madrugada, em meio a saques e tumultos associados às manifestações recentes.

As autoridades continuam a investigar para determinar as circunstâncias exactas que levaram a esta tragédia.

Aumento de mortes de migrantes nas rotas para Espanha alcança números recorde

Em 2024, um total de 10.457 migrantes morreram tentando chegar à costa espanhola, segundo a organização Caminando Fronteras.

Este número representa um aumento de 58% em relação ao ano anterior, com uma média alarmante de quase 30 mortes diárias, configurando o maior número registado desde que a ONG começou a monitorizar os desaparecimentos no mar.

A análise da Caminando Fronteras destaca que, entre as vítimas deste ano, 421 eram mulheres e 1.538 eram crianças ou adolescentes. A rota atlântica para as ilhas Canárias revelou-se a mais perigosa, contabilizando 9.757 mortes, o que equivale a 93% do total.

Outras rotas também apresentaram riscos significativos, com 517 mortes ocorrendo na rota da Argélia, 110 no Estreito de Gibraltar e 72 na rota de Alborán. O relatório “Monitorização do Direito à Vida 2024” detalha ainda 293 tragédias e 131 embarcações que desapareceram sem deixar rastro.

A Mauritânia emergiu como um ponto central de partida para as ilhas Canárias, com 6.829 mortes registadas nessa rota. A travessia da Argélia para as ilhas Baleares também foi destacada pela sua periculosidade.

Os meses de Abril, Maio e Fevereiro foram os mais mortíferos, com 1.284, 1.103 e 1.093 mortes, respectivamente. As vítimas eram provenientes de 28 nacionalidades diferentes.

A Caminando Fronteras atribui o aumento dos naufrágios à omissão de auxílio, apontando falhas na activação de protocolos de resgate e na disponibilidade de recursos. A ONG critica a priorização do controle migratório em detrimento do direito à vida, mencionando a externalização das fronteiras como um factor que transfere responsabilidades de resgate para países com recursos limitados, comprometendo a resposta a emergências.

A falta de coordenação internacional e os atrasos nos resgates agravam a situação, segundo o relatório. A estigmatização de organizações que alertam sobre riscos também prejudica as operações de resgate.

Helena Maleno, coordenadora da investigação, enfatiza a “profunda falha” nos sistemas de salvamento e apela por uma maior protecção do direito à vida, reforço das operações de busca e garantia de justiça para as vítimas e suas famílias.

O relatório também ressalta a presença significativa de mulheres nas rotas migratórias, especialmente no Atlântico, onde enfrentam violência e condições de vida precárias, tornando-se vulneráveis a redes de tráfico.

Autoridades sul-africanas repatriam mais de 300 moçambicanos por permanência ilegal

Na terça-feira, a Autoridade de Gestão de Fronteiras da África do Sul deteve 350 cidadãos moçambicanos no posto de fronteira de Lebombo, em Mpumalanga, sob a acusação de permanência ilegal no país.

Este incidente ocorre num contexto em que já se contabilizam 26 mil moçambicanos processados e devolvidos a Moçambique pelas autoridades sul-africanas, segundo informações da polícia local.

Segundo o jornal O País, os moçambicanos detidos enfrentarão uma proibição de entrada na África do Sul por um período de cinco anos. Esta medida faz parte de uma estratégia mais ampla das autoridades sul-africanas para combater a imigração ilegal.

Em resposta à crescente insegurança ao longo do corredor Ressano Garcia-Maputo, a polícia sul-africana intensificou as medidas de segurança e tem informado os viajantes sobre as condições no terreno.

As autoridades reafirmaram o compromisso de reforçar a fiscalização e agir contra todos os estrangeiros que estejam no país de forma irregular.

OAM apela à reflexão nacional em meio a protestos pós-eleitorais

A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) emitiu um comunicado instando à reflexão sobre o futuro do país, diante dos crescentes protestos e actos de vandalismo que se seguiram à proclamação dos resultados eleitorais pelo Conselho Constitucional.

O documento, assinado pelo bastonário Carlos Martins, apela à confiança na capacidade da nação e do seu povo para superar a actual crise.

A Ordem destaca a necessidade de abandonar visões pessimistas sobre o destino do país e de investir na renovação dos valores e objectivos colectivos e individuais que conduzam à justiça social e ao bem-estar de todos.

A proclamação dos resultados, que deu vitória à Frelimo e ao candidato Daniel Chapo, desencadeou tumultos em Maputo, com barricadas e vandalismo generalizado.

A OAM expressou preocupação com a “institucionalização da anarquia”, o aumento do medo colectivo e a actuação das Forças de Defesa e Segurança, criticando a resposta às destruições de bens públicos e privados.

O comunicado também aborda a fuga de 1.534 prisioneiros da Cadeia Central de Maputo, considerando a resposta das autoridades como criminosa e reveladora de uma sociedade em crise de autoridade.

Desde 21 de Outubro, pelo menos 252 pessoas morreram nas manifestações, sendo que 125 mortes ocorreram desde o anúncio dos resultados finais, segundo a plataforma eleitoral Decide. O balanço inclui ainda 569 feridos por bala e 4.175 detenções relacionadas com os protestos.

O Conselho Constitucional proclamou Daniel Chapo como Presidente, com 65,17% dos votos, e confirmou a maioria parlamentar da Frelimo nas eleições gerais de 9 de Outubro. A situação continua tensa, com acusações de manipulação por parte das autoridades e críticas sobre a gestão da crise.

Protestos forçam paralisação da transportadora Nagi em Moçambique

A transportadora Nagi Investimentos interrompeu suas operações após dois de seus autocarros terem sido incendiados por manifestantes em protesto contra os resultados das eleições gerais.

A empresa anunciou que retomará as actividades somente quando a paz e a tranquilidade forem restabelecidas no país.

A Nagi, que opera em várias rotas em Moçambique, suspendeu os serviços há cerca de uma semana devido aos incidentes. Arone Mucha, funcionário da Nagi, afirmou que a empresa está a tentar evitar zonas perigosas e negociar com os manifestantes, apesar dos prejuízos sofridos com a perda dos veículos.

Os passageiros que tentam adquirir bilhetes para a cidade de Tete enfrentam dificuldades, pois não há autocarros em circulação. Outra transportadora, a Space Liners, também decidiu suspender suas operações nas rotas Maputo-Tete, Tete-Beira e Tete-Chimoio, temendo vandalismo.

Enquanto isso, a paralisação das grandes transportadoras abriu oportunidades para os mecânicos, que agora realizam manutenções que antes eram adiadas.

Em Chimoio, apenas os transportes semi-colectivos de passageiros continuam a operar, embora de forma limitada.

Ex-sócio de Escobar retorna à Colômbia após deportação dos EUA

Fabio Ochoa Vasquez, ex-sócio de Pablo Escobar e um dos fundadores do notório Cartel de Medellín, foi deportado para a Colômbia após cumprir mais de 20 anos de prisão nos Estados Unidos.

Ochoa, agora com 67 anos, desembarcou no aeroporto de Bogotá na segunda-feira, 23 de Dezembro, conforme registado por uma foto divulgada pela Migración Colombia na rede X.

Ochoa foi condenado em 2003 a uma pena de 30 anos e cinco meses de prisão, além de uma multa de 25 mil dólares, por seu envolvimento em uma organização responsável pelo contrabando de cerca de 30 toneladas de cocaína para os Estados Unidos entre 1997 e 1999. Ele foi liberto no início deste mês, em 3 de Dezembro.

A trajectória de Ochoa no narcotráfico remonta à época em que Pablo Escobar, o infame líder do tráfico de drogas, dominava o cenário mundial até ser morto pela polícia colombiana em 1993. Fabio Ochoa era o mais jovem dos irmãos do influente “clã Ochoa”, uma família composta por um pecuarista milionário e seus três filhos, que se aliaram a Escobar no tráfico de drogas para a América do Norte e na violenta guerra contra o Estado colombiano na década de 1990.

Agora, sem pendências legais no sistema judiciário colombiano, Ochoa retorna ao seu país natal após décadas de um passado marcado pelo crime organizado.

Crise de combustíveis atinge Maputo e Matola em meio a manifestações

As cidades de Maputo e Matola enfrentam uma grave escassez de combustíveis líquidos, resultado da paralisação e dos assaltos ocorridos em postos de abastecimento devido às manifestações recentes.

Desde ontem, as bombas de combustível têm sido palco de longas filas de automobilistas desesperados por reabastecer seus veículos.

A demanda aumentada e a insegurança nos postos contribuem para agravar a crise de abastecimento, que afecta a mobilidade e as actividades diárias nas duas cidades.

As autoridades estão a monitorizar a situação enquanto a população aguarda uma normalização no fornecimento de combustíveis.

Oposição sul-coreana apresenta moção para destituição de presidente interino

Na quinta-feira, o principal partido da oposição na Coreia do Sul, o Partido Democrático (PD), formalizou um pedido de destituição do presidente interino, Han Duck-soo.

A acção surge em resposta à recusa de Han em nomear novos juízes para o Tribunal Constitucional.

Park Sung-joon, deputado do PD, informou à imprensa na Assembleia Nacional que a moção foi apresentada pouco antes do início da sessão plenária. “Vamos colocar isso a votação amanhã”, afirmou Park, destacando a urgência da questão.

O Partido Democrático havia estabelecido um prazo até segunda-feira para que Han nomeasse juízes para preencher as vagas existentes no Tribunal Constitucional, mas a falta de ação por parte do presidente interino levou à apresentação da moção de destituição. A votação está prevista para ocorrer na próxima sessão parlamentar.

Queda de avião no Cazaquistão deixa 29 sobreviventes entre 67 passageiros

Na madrugada de quarta-feira, um avião com 67 passageiros caiu no Cazaquistão, resultando em 29 sobreviventes que estão a receber cuidados médicos em hospitais na cidade de Aktau, local do acidente.

Informações preliminares indicam que a aeronave, pertencente à Azerbaijan Airlines e fabricada pela Embraer, teria sido atingida por um pássaro, causando a perda de altitude. Vídeos nas redes sociais mostram o momento em que o avião tenta um pouso de emergência a cerca de 3 km do centro de Aktau, próximo à costa do Mar Cáspio. Durante a manobra, a aeronave oscilou no ar antes de atingir o solo com força e incendiar-se.

Imagens gravadas no local revelam passageiros feridos e desorientados ao redor da fuselagem, enquanto equipes de resgate trabalham rapidamente para prestar socorro.

O Ministério dos Transportes do Cazaquistão confirmou no Telegram que o avião fazia a rota entre Baku e Grozny, na Chechênia, e caiu próximo de Aktau. A mudança de rota ocorreu devido ao nevoeiro em Grozny.

A bordo do voo estavam 62 passageiros e cinco tripulantes, incluindo 37 cidadãos do Azerbaijão, 16 russos, seis cazaques e três quirguizes, segundo o jornal britânico The Guardian.

As autoridades do Cazaquistão formaram uma comissão governamental para investigar as causas do acidente, em cooperação com o Azerbaijão, enquanto o órgão de vigilância da aviação da Rússia destacou que o impacto com um pássaro pode ter levado o piloto a tentar o pouso de emergência.

Moçambique vive onda de protestos após proclamação dos resultados eleitorais

Manifestantes bloqueiam ruas e queimam pneus na capital, contestando a vitória de Daniel Chapo. Polícia tenta conter os distúrbios.

Moçambique enfrenta um período de agitação social, marcado por protestos e bloqueios de estradas na capital, Maputo, após a validação dos resultados eleitorais pelo Conselho Constitucional. A proclamação confirmou Daniel Chapo, candidato da FRELIMO, como vencedor das eleições presidenciais de Outubro, decisão que foi imediatamente rejeitada pela oposição.

Desde o anúncio, manifestantes têm incendiado pneus e bloqueado vias em bairros considerados redutos da oposição, incluindo Chamanculo e Mavalane. A polícia e as forças armadas foram mobilizadas para dispersar os protestos, com relatos de tiros de advertência e confrontos.

Clima de tensão e bloqueios nas ruas

Nas imagens transmitidas ao vivo, é possível ver colunas de fumaça preta e grupos de manifestantes a erguer barricadas. Os protestos refletem a insatisfação generalizada da população, especialmente entre os jovens desempregados, que dizem não se identificar com a liderança tradicional do país.

Segundo declarações do líder da oposição, Venâncio Mondlane, a estratégia será manter a pressão nas ruas com uma paralisação nacional de cinco dias. “Não aceitaremos os resultados e continuaremos a lutar para que a vontade popular seja respeitada”, afirmou Mondlane.

Resposta do governo e apelo à calma

O governo de Moçambique, por meio do ministro do Interior, Pascoal Ronda, classificou os actos como “desordem pública” e alertou que as forças de segurança actuarão para restaurar a ordem.

“Esses comportamentos representam uma afronta directa à estabilidade e aos valores democráticos do país. Os responsáveis serão identificados e responsabilizados”, declarou Ronda.

As autoridades também sugeriram que os actos de vandalismo podem estar ligados a grupos organizados, levantando suspeitas sobre possíveis conexões com elementos terroristas.

Impacto económico e social

Os protestos já resultaram na destruição de infra-estruturas públicas e privadas, incluindo postos policiais, escolas e estabelecimentos comerciais. Além disso, o bloqueio de estradas tem causado escassez de bens essenciais e dificuldades para a mobilidade, afectando o transporte público e o abastecimento alimentar.

Relatos indicam que os hospitais estão sobrecarregados com feridos provenientes dos confrontos, muitos deles baleados. Em Nampula, 21 pessoas morreram e mais de 100 ficaram gravemente feridas nos últimos dias.

Legitimidade do governo em xeque

Analistas políticos apontam que, apesar de a decisão do Conselho Constitucional ser legalmente definitiva, o clima de descontentamento e as acusações de fraude eleitoral colocam em questão a legitimidade do novo governo.

Adriano Nonga, director do Centro para Democracia e Direitos Humanos, afirmou que a insatisfação nacional é generalizada e que a situação representa um teste crucial para a capacidade da FRELIMO de governar o país.

Cenário incerto

Enquanto a oposição continua a mobilizar os seus apoiantes e planeia acções para contestar os resultados, incluindo a tentativa simbólica de investidura de Venâncio Mondlane em 15 de Janeiro, o governo promete reforçar a segurança para evitar mais distúrbios.

Observadores internacionais monitoram a situação de perto, alertando para o risco de escalada de violência e instabilidade prolongada.

Renamo convoca sociedade moçambicana para defesa da democracia

A Renamo, através de seu líder Ossufo Momade, fez um apelo à população moçambicana, partidos políticos, confissões religiosas, sociedade civil, comunidade internacional e académicos, para se unirem na defesa da democracia no país.

O pronunciamento foi feito durante uma conferência de imprensa em Maputo, em reacção aos resultados das eleições gerais, recentemente validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.

Momade expressou a insatisfação do partido com os resultados eleitorais, afirmando não reconhecer o vencedor ou os números apresentados. Ele enfatizou a necessidade de se guiar por justiça e patriotismo, acima de interesses partidários ou individuais, e destacou o papel da Renamo em garantir a preservação da democracia.

O líder da Renamo descreveu a decisão do Conselho Constitucional como uma traição à nação, acusando o órgão de falhar em sua missão de proteger a integridade do sistema democrático ao ignorar denúncias de fraude e manipulação eleitoral.

Segundo Momade, o Conselho tornou-se uma ferramenta de opressão, desrespeitando a verdade eleitoral.

Ele criticou a postura do Conselho, afirmando que seus membros demonstraram um profundo desrespeito pela verdade e justiça, e deveriam ser responsabilizados por sua conivência e omissão.

Momade assegurou que a Renamo e o povo moçambicano não permitirão que o órgão continue a agir acima da lei, prometendo mobilizar esforços para exigir responsabilidade e proteger a legitimidade do sistema democrático do país.

Momade apelou a todos para reflectirem sobre o tipo de sociedade que desejam para o futuro e o legado a ser deixado para as próximas gerações, sublinhando que a decisão do Conselho Constitucional coloca em risco o futuro da nação.

Febre de Lassa causa 190 mortos na Nigéria em 2024

A febre de Lassa, uma doença hemorrágica viral, resultou na morte de 190 pessoas na Nigéria este ano, com mais de 1.100 infecções registadas em seis estados.

Em resposta, o país estabeleceu um centro de resposta a emergências, após o Centro Nigeriano de Controlo de Doenças classificar o risco como elevado.

O responsável pela agência destacou que o pico de transmissão da doença ocorre tipicamente entre Outubro e Maio, com um aumento notável de casos e mortes nas últimas quatro semanas. A febre de Lassa é transmitida principalmente através do contacto com alimentos ou utensílios domésticos contaminados por urina, ou excrementos de roedores.

A Organização Mundial de Saúde classifica a febre de Lassa como uma doença prioritária devido ao seu potencial epidémico e à ausência de vacinas certificadas.

As autoridades nigerianas continuam a monitorar a situação de perto, em esforços para conter a propagação do vírus.

Unidades sanitárias da Zambézia enfrentam escassez de sangue em casos de emergência

Durante a quadra festiva, algumas unidades sanitárias da Província da Zambézia estão a enfrentar um déficit preocupante de sangue, comprometendo o atendimento de casos urgentes. Este problema é mais acentuado nos distritos de Morrumbala, Lugela e Pebane.

Saíde Sábado, Médico Chefe Distrital de Pebane, destacou que os esforços para realizar campanhas de doação de sangue não tiveram o sucesso esperado. Nos hospitais distritais de Morrumbala e Lugela, a situação é considerada crítica, levantando preocupações sobre a capacidade de prestar assistência adequada aos pacientes.

As autoridades de saúde apelam à comunidade para intensificar a doação de sangue, a fim de mitigar esta situação delicada e assegurar que os serviços de emergência possam continuar a operar de forma eficaz.

Dez detidos por desordem pública em Inhambane

Na província de Inhambane, dez manifestantes foram detidos sob a acusação de vandalizar empreendimentos públicos e privados e de erguer barricadas na Estrada Nacional Número 1 (N1), perturbando a circulação rodoviária.

Segundo Nércia Bata, chefe das Relações Públicas do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Inhambane, os autos de notícia já foram redigidos e encaminhados ao Ministério Público para serem tomadas as providências legais.

Apesar dos incidentes, Nércia Bata assegura que a situação está actualmente calma e sob controle. No entanto, ainda existem alguns focos de manifestações em locais como as cidades de Inhambane, Maxixe, Vilankulo e nos distritos de Govuro, Inhassoro, Jangamo e Morrumbene.

As autoridades continuam a monitorizar a situação para garantir a ordem pública.

Mercado grossista do Zimpeto retoma actividades de forma limitada em Maputo

O Mercado Grossista do Zimpeto reabriu suas portas na quarta-feira, após ter sido afectado pelas manifestações em Maputo, que tiveram início na segunda-feira, em resposta à validação dos resultados eleitorais.

No entanto, o funcionamento do mercado continua comprometido, operando apenas parcialmente devido à paralisação dos transportes e à crise de combustíveis.

Apesar de algumas camionetas estarem a carregar produtos como batata e cebola, muitos retalhistas enfrentam dificuldades para chegar ao mercado devido à escassez de transporte público.

Os comerciantes presentes relataram ter superado diversas barricadas para alcançar seus locais de trabalho e expressam preocupação sobre como retornarão para casa caso a situação não melhore até o final do dia.

A continuidade das operações no Mercado Grossista do Zimpeto depende do restabelecimento das condições de transporte e do abastecimento de combustíveis, essenciais para o pleno funcionamento das actividades comerciais na região.

Violência pós-eleitoral compromete resposta da EDM a avarias elétricas

A Electricidade de Moçambique (EDM) enfrenta desafios significativos na mobilização de suas equipas técnicas de piquete para atender às solicitações de avarias eléctricas, devido à violência registada no período pós-eleitoral.

Conforme um comunicado divulgado pela EDM, a situação tem resultado em interrupções prolongadas no fornecimento de energia eléctrica.

A problemática é agravada pelas condições meteorológicas adversas que têm assolado várias regiões do país, aumentando a demanda pelos serviços de piquete.

A empresa apelou à colaboração da população para facilitar a circulação das viaturas de assistência técnica e alertou contra intervenções não autorizadas nos equipamentos eléctricos, além de condenar actos de vandalismo que possam agravar ainda mais a situação.

A EDM reforçou a importância da cooperação comunitária para garantir a segurança e a continuidade dos serviços energéticos durante este período conturbado.

Ataques em Gaza atingem jornalistas e aumentam sofrimento da população

Em um incidente trágico, um veículo claramente identificada como pertencente à imprensa foi destruída, deixando apenas restos fumegantes.

O veículo pertencia ao canal de TV via satélite palestino Al Quds, cujo slogan é “hoje somos de vocês e para vocês”. Os jornalistas, como muitos em Gaza, haviam buscado abrigo na van.

Poucas horas antes, um ataque israelita devastou uma casa no bairro de Zaytun, na Cidade de Gaza, prendendo mais de 30 pessoas sob os escombros. Os corpos de algumas vítimas ficaram parcialmente enterrados e esmagados pelo concreto.

Esses ataques fazem parte de uma série de operações militares israelitas que têm causado mortes, ferimentos e destruição por toda a Faixa de Gaza. As acções ocorrem em meio a negociações de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que se culpam mutuamente pela falta de progresso. Com cada dia que passa as condições de vida na região se deterioram.

No campo de deslocados de Khan Younis, três bebés palestinos sucumbiram à hipotermia. As crianças foram forçadas a deixar suas casas devido à guerra e enfrentaram o frio intenso em tendas improvisadas. Apesar de saudáveis ao nascer, a queda drástica de temperatura comprometeu o funcionamento de seus organismos, levando à morte.

Este é apenas um dos muitos exemplos das consequências devastadoras deste conflito, que impacta severamente o povo da Faixa de Gaza. Os deslocados vivem em condições precárias, dormindo na areia sem cobertores suficientes para se proteger do frio. “Só Deus conhece as nossas condições”, desabafa uma das vítimas, ilustrando a extrema dificuldade enfrentada por muitas famílias.

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