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Segunda-feira, Julho 27, 2026
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Manuel de Araújo inaugura três pontes cruciais em Quelimane após ciclone Freddy

Em um esforço contínuo de reconstrução após os danos causados pelo ciclone Freddy, o Presidente do Conselho Autárquico de Quelimane, Manuel de Araújo, inaugurou três pontes essenciais.

Estas novas infraestruturas restabelecem a conexão vital entre o centro da cidade e os bairros urbanos.

As pontes inauguradas atravessam os rios Muarua, Ilalane e Namuinho, que haviam sido severamente afectados pelo ciclone, de acordo com uma nota informativa oficial.

Durante a cerimónia de inauguração, Manuel de Araújo enfatizou que estas obras fazem parte de um programa abrangente de reconstrução, que também inclui melhorias nas estradas e a recuperação de outras duas pontes em Inhangome e Ivagalane.

No entanto, o autarca expressou preocupação com o atraso nas obras das duas últimas pontes, atribuindo a demora à lentidão do empreiteiro responsável.

Apesar disso, Araújo demonstrou satisfação com a qualidade das pontes recentemente concluídas e elogiou a empresa responsável por cumprir o cronograma estabelecido.

Hospital Central de Maputo regista 290 entradas durante a passagem de ano

Durante a transição para o novo ano, o Hospital Central de Maputo (HCM), a maior unidade de saúde de Moçambique, recebeu 290 pacientes.

A maioria dos atendimentos ocorreu na urgência de adultos, com 143 casos, seguida pela urgência de pediatria (79), maternidade (29) e urgência de ginecologia (25). Três óbitos internos foram registados por doenças gerais.

Dino Lopes, director do Serviço de Urgências do HCM, informou em conferência de imprensa que a maioria dos pacientes eram vítimas de trauma. Entre as 67 vítimas de trauma, 14 casos foram devido a quedas e 19 resultaram de acidentes de viação. Todos os acidentes de viação foram incidentes particulares, sem registos de acidentes colectivos.

Lopes também destacou que não houve registos de lesões causadas por objectos pirotécnicos. Em relação ao Banco de Sangue, o hospital conta com 237 unidades de sangue, um estoque considerado superior ao habitual em anos anteriores.

Polícia timorense investiga tiroteio na residência do ex-Presidente Lu Olo

A polícia em Timor-Leste está a investigar um incidente ocorrido durante a madrugada de quarta-feira, quando um disparo de arma de fogo foi efectuado contra a residência do ex-Presidente Francisco Guterres Lu Olo.

O acto ocorreu durante as celebrações de Ano Novo, aproveitando o som dos foguetes para camuflar o tiro.

De acordo com uma declaração publicada na página oficial de Lu Olo nas redes sociais, o disparo foi aparentemente feito com a intenção de assassinato. A bala perfurou uma parede da residência, atravessou-a e atingiu uma mesa próxima do local onde o ex-Presidente costuma sentar-se.

Atirador que matou pelo menos 10 pessoas em Montenegro morre após tentativa de suicídio

Aleksandar Martinovic, identificado como o atirador responsável pela morte de pelo menos 10 pessoas em Cetinje, Montenegro, faleceu na quinta-feira devido a ferimentos auto-infligidos após uma tentativa de suicídio, conforme reportado pela Reuters.

O ministro do Interior de Montenegro, Danilo Saranovic, confirmou que o suspeito, de 45 anos, morreu a caminho do hospital após tentar tirar a própria vida em sua residência.

Entre as vítimas estão duas crianças. O incidente iniciou, quando o atirador matou quatro pessoas em um restaurante e continuou seu ataque em outros três locais, segundo o director da polícia, Lazar Scepanovic.

Polícia sul-coreana conduz buscas no aeroporto de Muan após queda de avião

A Coreia do Sul iniciou na quinta-feira operações de busca no aeroporto de Muan e em outros locais, após a queda de um Boeing 737-800 da Jeju Air, que resultou na morte de 179 pessoas.

As buscas começaram às 09h00 (hora local) de 2 de Janeiro, abrangendo o aeroporto de Muan, o escritório da Jeju Air em Seul e um escritório da autoridade regional de aviação em Muan, conforme informou a polícia em comunicado à agência France-Presse.

O objectivo das operações é determinar de forma rápida e rigorosa a causa e a responsabilidade pelo acidente, seguindo os parâmetros legais.

OMS apela ao fim de ataques a centros médicos na Faixa de Gaza

O director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) fez um apelo urgente nesta segunda-feira, exigindo a cessação imediata dos ataques a centros médicos na Faixa de Gaza.

Este pedido ocorre poucos dias após as tropas israelitas terem realizado um ataque ao hospital Kamal Aduan, intensificando as preocupações internacionais sobre segurança das instalações de saúde na região.

OMS destacou a importância de proteger as infraestruturas médicas e a segurança dos profissionais de saúde e pacientes, sublinhando que tais ataques constituem uma violação do direito internacional humanitário.

A organização instou todas as partes envolvidas no conflito a respeitar a neutralidade dos serviços de saúde, essenciais para o atendimento da população civil em tempos de crise.

Posse dos deputados da Assembleia da República agendada para 13 de Janeiro

Os deputados eleitos para a Assembleia da República, no âmbito das eleições realizadas a 9 de Outubro, tomarão posse no próximo dia 13 de Janeiro. 

Esta decisão foi oficializada pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) numa deliberação aprovada no sábado (28).

Segundo informações divulgadas pelo Centro de Integridade Pública (CIP), a aprovação desta deliberação contou exclusivamente com os votos do partido no poder, a Frelimo, que foi declarado vencedor das eleições gerais pelo Conselho Constitucional.

Segundo a deliberação, além da posse dos deputados, está agendada para 20 de Janeiro a investidura dos membros das Assembleias Provinciais, completando assim o processo de transição política decorrente das eleições.

Outro ponto relevante abordado na mesma sessão da CNE foi a decisão de proceder à destruição do material utilizado no processo eleitoral. Este procedimento deverá ser concluído até ao dia 22 de Janeiro, conforme o cronograma estabelecido.

Vandalismo em postos de combustível atinge cerca de 100 estruturas no país

Cerca de 100 postos de abastecimento de combustíveis foram alvo de vandalismo durante as recentes manifestações violentas que têm ocorrido em várias regiões do país.

Apesar do impacto significativo, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia assegura que o país dispõe de reservas de combustíveis suficientes para os próximos três meses.

Moisés Paulino, director nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, esclareceu que a escassez temporária de combustíveis em determinados postos não resulta da falta de produto, mas sim das restrições na circulação automóvel provocadas pelas manifestações.

“Não há falta de combustíveis no país. O que existe são dificuldades na movimentação do combustível dos terminais oceânicos para os postos de abastecimento devido às restrições impostas pelos protestos violentos. Temos reservas suficientes para três meses. Não devemos falar em falta de combustível no país. Contudo, o sector foi impactado pelas manifestações, com cerca de cem postos de abastecimento vandalizados desde o início dos protestos”, afirmou Moisés Paulino.

O responsável acrescentou que os trabalhos de reposição de combustíveis já estão em curso nos postos afectados, numa tentativa de normalizar o abastecimento e minimizar os transtornos causados à população.

Cinco anos após o início, Covid-19 continua a preocupar especialistas

Cinco anos após os primeiros casos de covid-19, a doença já não é vista como uma ameaça iminente, mas continua a causar mortes e a manter a Organização Mundial da Saúde (OMS) em alerta.

Em 2024, foram reportadas cerca de 70.000 mortes relacionadas com a doença, uma redução significativa comparada com os 3,52 milhões de óbitos em 2021, o ano mais letal da pandemia.

De acordo com dados divulgados pela EFE, em 2024, o número de casos notificados mundialmente foi de três milhões, uma queda acentuada em relação aos 445 milhões de casos registados em 2022. A diminuição das mortes e dos casos graves deve-se, na maioria, às vacinas e à evolução do vírus para variantes mais contagiosas, mas menos letais, tornando o SARS-CoV-2 semelhante à gripe em termos de impacto.

Apesar da redução na visibilidade pública e no número de testes, a OMS continua a monitorizar a situação de perto. Maria Van Kerkhove, especialista da OMS, alerta que o vírus ainda circula amplamente, embora a vigilância tenha sido reduzida.

A OMS estima que a circulação real do vírus possa ser até 20 vezes maior do que as estatísticas oficiais indicam.

A preocupação persiste devido à “covid longa”, uma condição que afecta cerca de seis por cento dos casos graves após a recuperação, com impactos potenciais em múltiplos órgãos, incluindo o coração, pulmões e cérebro, além de possíveis consequências para a saúde mental.

Governo compromete-se a apoiar na recuperação económica após vandalismo

O ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Silvino Moreno, anunciou no sábado em Maputo que o próximo governo terá que implementar medidas para apoiar a recuperação das actividades comercial e industrial no país.

O anúncio ocorreu após uma visita à loja Shoprite no bairro de Hulene, que foi alvo de saques e destruição.

Moreno expressou solidariedade com os investidores e empresários afectados, enfatizando a necessidade de um plano de apoio governamental para evitar o caos económico. Ele destacou a destruição significativa na Shoprite, onde não apenas produtos alimentares foram saqueados, mas também equipamentos especializados, o que qualificou como um ato de sabotagem.

O ministro sublinhou a importância do comércio como uma actividade económica central e a necessidade de manter a cadeia de negócios operando para garantir o acesso da população a produtos. Ele reconheceu que a recuperação exigirá investimentos significativos e que medidas arrojadas serão necessárias para ajudar as empresas a se reerguerem.

A destruição não se limitou a grandes empresas, mas também afectou pequenas indústrias, especialmente na Avenida das Indústrias e na Matola, onde fábricas foram vandalizadas. Moreno alertou sobre as dificuldades alimentares iminentes para a população devido à destruição das capacidades produtivas.

Dados preliminares indicam que cerca de 150 empresas foram vandalizadas, e o governo espera que seguradoras possam ajudar na recuperação dos empresários afectados. Moreno ressaltou a urgência de uma resposta coordenada para mitigar os danos e promover a recuperação económica do país.

MINEDH prepara exames especiais para alunos da 10.ª e 12.ª classes

Os alunos da 10.ª e 12.ª classes que não realizaram os exames nacionais devido à insegurança provocada pelos protestos pós-eleitorais terão a oportunidade de realizar exames especiais, agendados para decorrer entre os dias 20 e 24 de Janeiro de 2025.

Esta decisão foi anunciada pelo Instituto Nacional de Exames, Certificação e Equivalências (INECE) do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), através de um edital publicado recentemente. O documento informa que as inscrições para os exames especiais de chamada única estarão abertas de 30 de Dezembro de 2024 a 08 de Janeiro de 2025. Estas provas destinam-se tanto a candidatos internos como externos que, por diversas razões, não puderam comparecer aos exames regulares.

O processo de inscrição exige que os pais ou encarregados de educação dos alunos internos, bem como os próprios candidatos externos, apresentem um requerimento solicitando a inscrição nos exames especiais.

Este documento deve incluir uma justificação para a ausência nos exames regulares, acompanhada do número do júri de admissão no caso dos alunos internos ou do código de candidato para os externos.

Além disso, será necessário apresentar um termo de compromisso, garantindo que o aluno ou candidato externo comparecerá à realização dos exames nas datas estipuladas.

Esta medida demonstra o empenho do MINEDH em assegurar que os estudantes afectados pelos recentes acontecimentos políticos e sociais possam concluir o seu ano lectivo de forma satisfatória, garantindo-lhes uma segunda oportunidade de avaliação e progressão escolar.

Adolescente condenado a prisão perpétua na China por assassinato de colega de turma

Um tribunal na província de Hebei, no norte da China, emitiu, na segunda-feira, uma sentença que condena um adolescente de 13 anos a prisão perpétua pelo assassinato de um colega de turma, um caso que gerou grande comoção na opinião pública chinesa.

O Tribunal Intermédio de Handan decidiu, segundo a agência de notícias oficial Xinhua, que Zhang, de 13 anos, seria condenado a prisão perpétua pelo homicídio de Wang, também de 13 anos, ocorrido em Março deste ano.

Li, um cúmplice do crime, igualmente com 13 anos, foi condenado a 12 anos de prisão, enquanto Ma, o terceiro menor envolvido no caso, também de 13 anos, não participou directamente do assassinato, mas ajudou a destruir as provas, sendo isento de responsabilidade criminal. Ma será, em vez disso, submetido a um programa de reintegração juvenil.

Venâncio Mondlane propõe mudanças políticas com nova bandeira e constituição para Moçambique

O candidato presidencial Venâncio Mondlane, que tem liderado a contestação aos resultados das eleições de Outubro em Moçambique, apresentou uma agenda política ambiciosa que inclui a criação de uma nova constituição e a substituição da bandeira nacional.

Num vídeo divulgado na rede social Facebook, Mondlane, apoiado pelo partido Podemos, anunciou que irá propor um projecto de revisão da Constituição da República no próximo dia 15 de Janeiro, mas não especificou quais as alterações planeadas.

Uma nova bandeira sem armas

Mondlane afirmou que pretende implementar uma nova bandeira para Moçambique até 10 de Janeiro de 2025, defendendo a remoção do símbolo da arma. “A bandeira representa o espírito do povo, a personalidade de um Estado. Se há uma arma, a nossa mentalidade também está armada”, justificou o candidato.

Eleições alternativas e nova liderança

O político propõe ainda a realização de eleições populares nos dias 6 e 7 de Janeiro, alegando que estas servirão para o povo eleger “os seus titulares”. Segundo Mondlane, os eleitos assumirão funções a 15 de Janeiro, incluindo governadores provinciais, administradores distritais, chefes de postos administrativos, localidades e quarteirões.

Mondlane não reconhece os resultados eleitorais validados pelo Conselho Constitucional, que declarou a Frelimo como vencedora das eleições, e acusa o partido de “linchamento” e de responsabilidade pelas mortes e sequestros de manifestantes que têm protestado nas ruas contra os resultados eleitorais.

Medidas de curto prazo e fundo de recuperação

Entre as medidas que pretende implementar, o candidato anunciou a manutenção das portagens de acesso livre até 15 de Janeiro, fornecimento gratuito de água potável e a proibição da exploração de madeira e outros recursos naturais. Além disso, propõe a criação de um fundo de garantia bancária para revitalizar negócios afectados pelos protestos, garantindo que há recursos disponíveis para financiar esta iniciativa.

Conselho Municipal de Maputo perdeu seis viaturas de recolha de lixo durante as manifestações

O Conselho Municipal de Maputo enfrentou a perda de seis viaturas destinadas à recolha de lixo devido aos actos de vandalismo ocorridos durante manifestações violentas. 

A destruição desta frota, somada aos danos causados a vários contentores de resíduos, comprometeu significativamente a capacidade de recolha de lixo na capital moçambicana.

Rasaque Manhique, Presidente do Conselho Municipal, abordou o impacto desta situação no sábado, durante uma jornada de limpeza em locais críticos de acumulação de resíduos, como o bairro da Polana Caniço. Segundo o edil, a crise obrigou o município a recorrer a camiões privados, disponibilizados por cidadãos e empresas solidárias.

“Estamos a trabalhar com camiões privados, fruto da boa vontade de algumas pessoas que decidiram ajudar. Contudo, uma das empresas que presta serviços de recolha em vários distritos viu todos os seus veículos vandalizados. Na segunda-feira passada, seis camiões dessa empresa foram destruídos durante as manifestações, o que nos coloca numa situação bastante difícil”, explicou Manhique.

O edil apelou à população e aos manifestantes para permitirem o acesso dos veículos de recolha de lixo aos locais de depósito, para minimizar os impactos da crise e garantir a limpeza da cidade.

Ex-marido de Gisèle Pelicot aceita sentença de 20 anos por crimes de violação

Dominique Pelicot, ex-marido de Gisèle Pelicot, decidiu não recorrer da sentença de 20 anos de prisão, conforme anunciado por sua advogada, Béatrice Zavarro, na segunda-feira. A decisão foi divulgada pela agência France-Presse.

Pelicot foi condenado por uma série de crimes de violação cometidos ao longo de uma década. Durante as investigações, ficou comprovado que ele drogava Gisèle para entregá-la a estranhos na localidade de Mazan, ampliando a gravidade dos abusos.

A sentença de 20 anos foi proferida no dia 19 de Dezembro. A advogada Zavarro explicou que o processo de apelação obrigaria Gisèle a enfrentar novamente o trauma e os confrontos judiciais, algo que Dominique Pelicot, de 72 anos, deseja evitar. “É hora de encerrar judicialmente”, afirmou Zavarro.

Presidente do Azerbaijão acusa Rússia por queda de avião no Cazaquistão

O Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliev, acusou a Rússia de ser responsável pela queda avião da Azerbaijan Airlines, que ocorreu na-feira no Cazaquistão, resultando na morte de 38 pessoas.

Em uma entrevista transmitida no domingo, Aliev afirmou que a aeronave foi atingida por “fogo” proveniente do território russo, conforme relatado pela agência de notícias Azertag.

Segundo Aliev, o avião civil foi danificado externamente enquanto sobrevoava território russo, com a cauda seriamente comprometida por disparos vindos do solo. O presidente azeri também alegou que o avião foi tornado “incontrolável” devido a meios militares de interferência electrónica.

O líder do Azerbaijão criticou as múltiplas versões apresentadas pela Rússia após o incidente, sugerindo que estas tentativas de explicar o acidente indicam um desejo de encobrir a verdade. Aliev reafirmou que, embora o incidente não tenha sido intencional, a responsabilidade recai sobre a Rússia.

Durante a entrevista, Aliev revelou ter apresentado três exigências à Rússia: um pedido formal de desculpas ao Azerbaijão, a admissão de culpa pelo incidente e a punição dos responsáveis, além de compensação pelos danos ao Estado do Azerbaijão e às vítimas.

Ele destacou que a primeira condição foi cumprida com as declarações do presidente russo, Vladimir Putin, no sábado, expressando confiança de que as demais exigências serão atendidas.

Província de Maputo enfrenta crise alimentar em unidades sanitárias devido a vandalismo

As unidades sanitárias da província de Maputo enfrentam uma grave escassez de alimentos, colocando em risco a saúde e o bem-estar dos doentes internados.

A situação resulta de actos de vandalismo e pilhagem ocorridos nos armazéns e centros de armazenamento de alimentos que abastecem os hospitais da região.

Daniel Chemane, director provincial da Saúde, revelou a gravidade da situação neste domingo, durante uma reunião do conselho de representação do Estado e da província, realizada na Matola. O encontro teve como objectivo avaliar os danos causados pelas manifestações violentas que têm abalado a província.

Segundo Chemane, a destruição e os saques interromperam o fornecimento regular de alimentos às unidades sanitárias, agravando ainda mais a crise. A preocupação aumenta devido ao crescente número de pacientes internados, muitos dos quais dependem exclusivamente das refeições fornecidas pelos hospitais.

O director provincial apelou ao governo para serem encontradas soluções urgentes que permitam assegurar a alimentação dos doentes, garantindo a continuidade dos cuidados de saúde e mitigando o impacto das manifestações. “É essencial mobilizar alternativas para evitar que a situação se deteriore ainda mais, especialmente considerando o aumento de internamentos devido aos episódios de violência”, frisou Chemane.

Maputo: Cerca de 120 instituições afectadas por manifestações violentas

Desde a última segunda-feira, cerca de 120 instituições, tanto públicas como privadas, foram vandalizadas na cidade de Maputo, conforme dados preliminares fornecidos pelo Conselho Municipal da cidade. 

Este incidente surge no contexto das recentes manifestações violentas que afectaram a capital moçambicana.

Durante uma visita aos locais afectados, Rasaque Manhique, responsável pelo Conselho Municipal, expressou a necessidade urgente de ação colectiva para superar os danos causados pelos protestos. “É hora de trabalharmos todos juntos, mais do que lamentar. A situação já está estabelecida, temos de olhar para o futuro e seguir em frente. Vamos nos reorganizar”, afirmou Manhique enquanto percorria os estabelecimentos atingidos, com o objectivo de avaliar o impacto das manifestações.

Além disso, Rasaque Manhique apelou aos proprietários dos estabelecimentos vandalizados para que olhassem para o futuro e se concentrassem na reconstrução das suas infraestruturas, em benefício da cidade de Maputo e do país. “Devemos focar-nos na reconstrução e não fomentar o ódio. O que aconteceu nas instituições que estamos a visitar, sejam públicas ou privadas, não é algo que devemos repetir. É inaceitável. Precisamos dessas instituições para o nosso desenvolvimento”, sublinhou, destacando a importância dessas estruturas para a sociedade moçambicana.

Moçambicanos fogem para o Malawi após controvérsia nos resultados eleitorais

Desde o anúncio oficial dos resultados das eleições gerais de 9 de Outubro, cerca de 13.000 pessoas fugiram de Moçambique para o Malawi, de acordo com fontes governamentais. 

O Conselho Constitucional de Moçambique proclamou, na segunda-feira (23), a vitória do partido FRELIMO e do seu candidato presidencial, Daniel Chapo. O desfecho eleitoral provocou uma onda de protestos violentos e instabilidade no país.

Protestos e êxodo

O anúncio dos resultados deu início a uma semana marcada por episódios de vandalismo, barricadas nas ruas e pilhagens em várias regiões de Moçambique. A tensão gerada forçou milhares de pessoas a procurar refúgio no Malawi, principalmente na região sul. Muitas destas pessoas arriscaram a travessia de rios para escapar da agitação.

De acordo com Dominic Mwandira, comissário do distrito fronteiriço de Nsanje, no sul do Malawi, cerca de 2.500 famílias já atravessaram a fronteira, mas este número pode continuar a aumentar. “Cerca de 11.000 pessoas cruzaram o rio Shire, enquanto outras 2.000 atravessaram o rio Ruo”, afirmou Mwandira.

Acolhimento e estado de emergência

O Governo malawiano activou vários ministérios para lidar com o fluxo de refugiados e está a alojar os requerentes de asilo em locais temporários. No entanto, a situação apresenta desafios significativos. Sob anonimato, um funcionário da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) descreveu a situação como uma emergência em desenvolvimento, sublinhando a necessidade de coordenação para atender às necessidades humanitárias.

Um contexto de instabilidade

A crise actual reflete as profundas divisões políticas e sociais em Moçambique, exacerbadas pelo processo eleitoral. A instabilidade gerada após a proclamação dos resultados destaca os desafios do país em assegurar a paz e a estabilidade, enquanto o Malawi enfrenta o peso de uma crise humanitária crescente.

As organizações internacionais estão a monitorizar a situação de perto, mas a magnitude do êxodo sugere que será necessário um esforço coordenado para apoiar as famílias deslocadas e estabilizar a região.

Casos de malária em Tete apresentam queda significativa nas mortes

A província de Tete registou, no presente ano, doze mortes devido à malária, inseridas num universo de mais de 600 mil casos diagnosticados com a doença. 

Apesar dos números elevados de infecções, os óbitos tiveram uma redução significativa, cerca de 40%, em comparação com o mesmo período do ano passado, em que foram contabilizadas vinte mortes.

Alex Bertil, Diretor Provincial de Saúde em Tete, destacou que, embora os resultados sejam animadores, a malária continua a ser uma preocupação central para o sector da saúde.

“Continuamos a distribuir redes mosquiteiras de forma gratuita a todas as mulheres grávidas durante as consultas pré-natais. Caso não as recebam na primeira consulta, entregamos na seguinte. Além disso, estamos a administrar o tratamento preventivo intermitente com FANSIDAR a mulheres grávidas a partir da 13.ª semana de gestação, com o objectivo de prevenir a malária”, explicou Bertil.

Nos últimos cinco anos, foram realizadas duas campanhas de grande escala na província, durante as quais foram distribuídas mais de 1,6 milhões de redes mosquiteiras, uma medida essencial para conter a propagação da doença.

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