Os Mambas, a selecção nacional de Moçambique, intensificam os preparativos para o crucial embate que terá lugar na terça-feira contra a selecção da Argélia.
O treino decorre na capital argelina, Argel, onde a equipa procura afinar as suas estratégias para este importante desafio.
Nini, central da equipa moçambicana, partilhou a sua perspectiva sobre a importância do jogo em entrevista à Rádio Moçambique. “É um jogo muito importante para nós, visto que temos os mesmos pontos. É difícil teoricamente, mas já provamos que os Mambas têm muito a dar. Quiçá sairemos com os três pontos, isso é que é o nosso desejo”, afirmou o defensor, evidenciando a determinação da equipa em alcançar um resultado positivo.
Com a igualdade pontual entre as selecções, a expectativa é elevada e os Mambas estão cientes da relevância deste encontro no contexto da competição.
O juiz de um tribunal de Istambul decidiu pela prisão do presidente da câmara municipal, Ekrem Imamoglu, sob acusações de corrupção e terrorismo.
A detenção de Imamoglu, ocorrida na passada quarta-feira, já tinha suscitado uma onda de protestos em várias cidades da Turquia, revelando a crescente tensão política no país.
Imamoglu, que é considerado o principal rival do actual presidente Recep Tayyip Erdogan, foi levado na noite de sábado, juntamente com 90 dos seus coarguídos, para o tribunal de Caglayan, onde se deu início ao processo judicial. Durante a noite, Imamoglu foi ouvido em duas ocasiões pela instância judicial, num ambiente marcado por uma forte presença policial, de acordo com informações da agência de notícias francesa AFP.
A decisão do juiz e os acontecimentos subsequentes têm amplificado o descontentamento social, com manifestantes a expressarem a sua indignação nas ruas, clamando por justiça e pela defesa da democracia. A situação continua a evoluir, com a expectativa de novas reacções tanto a nível local como internacional face à detenção do político, que goza de grande popularidade entre os cidadãos turcos.
O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul decidiu rejeitar o pedido de destituição do primeiro-ministro Han Duck-soo, tornando-o novamente presidente interino até que a decisão sobre o titular do cargo, que está envolvido no mesmo processo, seja conhecida.
Segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap, o processo de destituição de Han foi negado por uma votação de cinco votos a favor e um contra, entre os oito juízes que compõem o tribunal.
Han Duck-soo havia sido suspenso pelos deputados em Dezembro do ano passado, após um breve período de transição. Com a recente decisão do Tribunal Constitucional, o primeiro-ministro recupera temporariamente suas funções enquanto aguarda o desfecho do caso que envolve o actual detentor do cargo.
Esta decisão surge num contexto político delicado, em que a estabilidade do governo sul-coreano é um tema de crescente preocupação. A expectativa agora recai sobre a resolução do processo que envolve o titular do cargo, que poderá ter implicações significativas para o futuro político do país.
A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, garantiu que o seu Gabinete irá intensificar os esforços para mobilizar apoios às famílias afectadas pela Tempestade Tropical Jude.
A declaração foi proferida após uma visita às comunidades impactadas na vila-sede de Nacala-à-Velha, na província de Nampula.
Durante a sua visita, Gueta Chapo teve a oportunidade de dialogar com os residentes locais, ouvir as suas preocupações e avaliar as necessidades emergentes decorrentes da catástrofe natural. A Primeira-Dama expressou solidariedade às famílias que perderam bens e enfrentam dificuldades, afirmando que a mobilização de recursos e apoio institucional será uma prioridade nos próximos tempos.
“A nossa missão é apoiar as pessoas que mais necessitam neste momento difícil. O Gabinete da Primeira-Dama está empenhado em garantir que as famílias afectadas recebam a assistência necessária para a recuperação e reconstrução das suas vidas”, sublinhou Gueta Chapo.
A Tempestade Tropical Jude causou danos significativos na região, afectando milhares de pessoas e provocando destruição de infraestruturas. O governo e várias organizações não governamentais já iniciaram esforços para fornecer ajuda humanitária, mas a Primeira-Dama enfatizou que ainda há muito trabalho a fazer.
Gueta Chapo fez um apelo à solidariedade nacional, incentivando cidadãos e empresas a contribuírem para a causa, para aliviar o sofrimento das famílias impactadas. A visita da Primeira-Dama à província de Nampula é um testemunho do compromisso do governo em estar presente e apoiar as comunidades nos momentos de crise.
O Ministério da Economia de Moçambique anunciou a decisão de eliminar a protecção de 20% que actualmente incide sobre a indústria de produção de cimento, com o intuito de aumentar a competitividade do sector e, consequentemente, reduzir os preços do produto no mercado.
Esta medida marca uma fase de transição para um ambiente mais aberto e competitivo, tendo em vista as recentes investidas no sector.
A protecção em vigor foi implementada para apoiar investimentos significativos na indústria, nomeadamente a empresa Dugongo, que se destacou como a única produtora de matéria-prima durante um período em que o país contava apenas com quatro fábricas, com uma capacidade total de 400 mil toneladas. Actualmente, Moçambique conta com aproximadamente dez unidades fabris, apresentando uma capacidade de produção que ultrapassa os 16 milhões de toneladas.
Sidónio dos Santos, director nacional da Indústria, confirmou o plano do governo numa entrevista à AIM, destacando que a fase de consolidação dos investimentos está praticamente concluída, especialmente na zona sul do país. “Era preciso que os investimentos ocorressem num ambiente de protecção. Agora, acreditamos que ao retirarmos esta protecção, conseguiremos compreender melhor a dinâmica dos custos, uma vez que novos players entrarão no mercado”, afirmou.
Dos Santos admitiu que a protecção concedida à Dugongo limitou a concorrência, e sublinhou que abrir a indústria é essencial para o futuro do mercado. “Quando não havia protecção, o cimento chegava de países como a China e o Paquistão. Neste momento, a importação de cimento está reduzida”, acrescentou.
O governo também está atento aos investimentos em curso, nomeadamente na província de Nampula, onde uma nova unidade fabril está em fase experimental, e na zona centro, que seguem a mesma tendência. “A protecção foi crucial para atrair investimentos. Agora, a redução do preço do cimento é inevitável”, assegurou.
Além disso, o governo está a analisar a situação das empresas que produzem cimento e matéria-prima de forma simultânea, de modo a evitar conflitos de interesse, garantindo que as unidades fabris tenham acesso à matéria-prima local. “É importante ajustar a regulamentação para assegurar um ambiente de negócios saudável no sector”, afirmou.
Um trágico acidente aéreo ocorreu este sábado, durante um show aéreo na cidade de Saldanha, situada na província sul-africana do Cabo Oriental, resultando na morte de um piloto veterano.
A aeronave de pequeno porte, que participava do evento, sofreu uma queda fatal, deixando os espectadores em estado de choque.
Imagens dramáticas compartilhadas nas redes sociais capturaram o momento do acidente, mostrando o avião a subir inicialmente, antes de realizar manobras aéreas que culminaram numa queda abrupta, seguida de uma explosão ao impactar o solo.
Em resposta a este triste incidente, a Autoridade de Aviação Civil da África do Sul (AAC) anunciou que já estão em curso investigações para apurar as circunstâncias que levaram à queda da aeronave. As autoridades estão a trabalhar para esclarecer as causas do acidente e garantir a segurança em futuros eventos aéreos.
Este incidente levanta preocupações acerca da segurança em shows aéreos, onde os pilotos, muitas vezes, realizam manobras de alta complexidade. A comunidade local e os entusiastas da aviação lamentam profundamente a perda do experiente piloto, cuja paixão pela aviação e habilidades eram amplamente reconhecidas.
A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) anunciou a abertura de um novo processo de preenchimento de vagas remanescentes para o ano lectivo de 2025, proporcionando uma segunda oportunidade aos candidatos que não foram admitidos na primeira fase do processo de admissão.
As novas vagas abrangem cursos de graduação tanto na modalidade Presencial quanto em Ensino à Distância, permitindo que um maior número de estudantes possa integrar a maior instituição de ensino superior do país. Para os cursos presenciais, estão disponíveis mais de 760 vagas, enquanto os cursos de Administração Pública, Gestão de Negócios, Marketing e Relações Públicas, e Organização e Gestão da Educação, leccionados à distância, apresentam vagas ilimitadas.
Entre os cursos mais procurados, destacam-se aqueles com um número reduzido de vagas, como Direito (6), Engenharia Civil (11), Engenharia Informática (7), Jornalismo (10) e Psicologia das Organizações (8), todos oferecidos no regime pós-laboral, exclusivamente em Maputo. Por outro lado, os cursos com menor demanda e que ainda possuem um número significativo de vagas disponíveis incluem Hidrogeologia e Recursos Hídricos (37), Geologia e Pesquisa Mineral (28), Ensino de Filosofia (27), Ciências de Informação Geográfica (27), além de Produção Pesqueira, que oferece 40 vagas na modalidade diurna.
Segundo o comunicado oficial da UEM, podem candidatar-se a estas vagas todos os estudantes que participaram nos exames de admissão, mas que não foram seleccionados, desde que tenham realizado os exames nas disciplinas exigidas para o curso desejado. A selecção será baseada na melhor média ponderada das disciplinas de exame, assegurando que os candidatos mais qualificados sejam admitidos.
Adicionalmente, os candidatos que não foram admitidos nos cursos presenciais têm a oportunidade de concorrer às vagas disponíveis no ensino à distância, conforme a tabela de cursos que se encontra publicada na página oficial da UEM. Esta iniciativa visa aumentar a inclusão e o acesso ao ensino superior, reafirmando o compromisso da UEM com a formação académica de qualidade.
O Secretário de Estado da Cidade de Maputo, Vicente Joaquim, realizou, na passada sexta-feira, uma visita às Escolas Secundária Francisco Manyanga e Josina Machel, com o intuito de se inteirar sobre o funcionamento das instituições de ensino na capital moçambicana.
Durante a sua visita, o governante fez questão de exortar os professores a manterem o normal decurso das aulas, apesar das dificuldades que estes enfrentam no quotidiano escolar. “É fundamental que a comunidade educativa se mantenha focada na missão de ensinar, mesmo diante de desafios”, afirmou Joaquim.
Vicente Joaquim mostrou-se ciente das condições precárias a que estão sujeitas as escolas, reiterando o seu compromisso em promover a requalificação das estruturas degradadas, que têm sido um entrave ao ensino de qualidade. “Iniciamos a visita após o arranque do ano lectivo, e pudemos constatar a necessidade de melhoria em algumas infraestruturas danificadas durante os protestos. Contudo, é digno de nota que esta situação não impediu os alunos de estudarem normalmente”, destacou.
Durante a sua passagem pelas escolas, o Secretário de Estado avaliou também a leccionação das matérias, garantindo que as metas programadas para o ano lectivo sejam cumpridas, numa clara demonstração do empenho do governo em assegurar um sistema educativo mais eficaz e resiliente.
Um incêndio de grandes proporções deflagrou na tarde deste sábado, afectando uma parte do parque Epcot, da Disney World, localizado em Orlando.
O incidente ocorreu nas proximidades de uma réplica da Torre Eiffel, o que levou à rápida evacuação de visitantes e à necessidade de fechar temporariamente uma das atracções, a Remy’s Ratatouille Adventure.
Imagens publicadas nas redes sociais por visitantes do parque mostram uma imponente coluna de fumaça, evidenciando a gravidade da situação. O fogo, que atingiu a área temática do bairro parisiense no Epcot, conhecido como “World Showcase”, fez com que o público fosse retirado às pressas, embora não tenham sido registados feridos.
De acordo com um porta-voz da Disney, as chamas tiveram origem em um refrigerador localizado nos bastidores, atrás do pavilhão da França. Assim que o incêndio foi identificado, os bombeiros foram accionados e conseguiram controlar rapidamente o fogo, evitando uma tragédia maior. No entanto, as causas exactas do início do incêndio ainda não foram determinadas.
Após algumas horas de contenção e investigação, o parque reabriu suas portas ao público no início da noite desse sábado, permitindo que os visitantes continuassem a desfrutar das atracções. Apesar do susto e da evacuação, a rápida resposta das equipes de emergência garantiu a segurança de todos os presentes.
O distrito de Murrupula, na província de Nampula, está a enfrentar sérios desafios na promoção de campanhas de educação sanitária, em meio a um surto de cólera que tem afectado diversas comunidades desde Fevereiro.
A desinformação sobre a origem da doença está a dificultar os esforços das autoridades de saúde e a provocar reacções hostis por parte da população contra os técnicos que trabalham na sensibilização.
O médico-chefe distrital de Murrupula, Alexio Fanso, revelou que o distrito já registou um total de duzentos e cinquenta e três casos de cólera, com quatro óbitos associados desde o início do surto. De acordo com Fanso, a falta de informação precisa e acessível tem contribuído para o aumento da desconfiança entre os cidadãos, dificultando as iniciativas de prevenção e controle da doença.
“A desinformação é um fenómeno que tem travado os nossos esforços para eliminar os focos do vibrião colérico nas comunidades. É fundamental que a população compreenda a gravidade da situação e a importância das medidas de prevenção”, afirmou o médico-chefe, apelando à colaboração da comunidade.
As autoridades de saúde, juntamente com parceiros locais e internacionais, estão a intensificar os esforços para esclarecer a origem da cólera e incentivar práticas de higiene adequadas. No entanto, o caminho ainda é longo e a resistência da população representa um obstáculo significativo na luta contra este surto.
O Papa Francisco fez uma aparição notável no domingo, ao surgir numa varanda do Hospital Gemelli, onde se encontra internado desde 14 de Fevereiro.
Este momento foi amplamente aguardado por fiéis e admiradores que se reuniram tanto nos arredores do hospital como na Praça de São Pedro, onde um ecrã gigante transmitia a cena.
O sumo pontífice, visivelmente emocionado, acenou para a multidão que o aguardava, antes de se dirigir brevemente a todos através de um microfone. Com gestos de gratidão, agradeceu aos presentes e, ao final da sua intervenção, fez o sinal da cruz, abençoando os fiéis.
Cerca de dez minutos após a sua aparição, o Papa deixou o hospital para regressar ao Vaticano, num Fiat branco. Embora o percurso habitual entre o hospital e o Vaticano leve cerca de 20 minutos, a escolta policial permitiu uma chegada mais célere à residência papal.
O Papa Francisco continua a recuperar de uma pneumonia bilateral, condição pela qual está a receber tratamento no Hospital Gemelli.
Segundo o médico responsável pela sua recuperação, Sergio Alfieri, o líder católico enfrentará uma “longa convalescença” que poderá durar pelo menos dois meses.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, e o ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane reuniram-se na noite de domingo (23), no Centro de Conferências Joaquim Chissano, com o intuito de encontrar soluções para a crescente insegurança que afecta o país e que tem gerado um clamor significativo entre a população.
De acordo com uma nota divulgada pela Presidência de Moçambique e a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA teve acesso, este encontro insere-se no esforço contínuo do governo em promover a estabilidade nacional, bem como o compromisso com a reconciliação e unidade entre todos os moçambicanos.
A nota salienta que a reunião ocorre menos de um mês após Daniel Chapo ter assinado um Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo, que reúne nove formações políticas e que visa estabelecer princípios e directrizes para um diálogo abrangente. Este diálogo pretende abordar questões cruciais, como a revisão constitucional e a governança.
“O encontro entre o Presidente da República e Venâncio Mondlane é um passo importante para aprofundar a reconciliação e solidificar um ambiente político estável, essencial para o desenvolvimento socioeconómico do país. O diálogo entre as diversas forças políticas e sociais é fundamental para restaurar a confiança nas instituições e assegurar um futuro harmonioso para todos os moçambicanos”, afirma a nota oficial.
O Governo, guiado pelos princípios do Estado de Direito e pelo respeito pelos Direitos Humanos, reafirma o seu compromisso em promover a paz e a estabilidade, considerando a resolução da crise pós-eleitoral e o fortalecimento do Estado democrático como metas prioritárias para garantir um país mais justo e inclusivo.
Na sua página oficial na rede social Facebook, Venâncio Mondlane confirmou a realização do encontro com Daniel Chapo, destacando a urgência em responder aos apelos da população face à grave situação de insegurança que enfrenta. “Mantivemos um encontro com o chefe do Governo, Daniel Francisco Chapo, para iniciar um processo mútuo que atenda aos anseios do povo moçambicano”, informou Mondlane.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar duas (2) Enfermeiras de Saúde e Materno Infantil (ESMI). Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Oficial de Projecto. Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar quatro (4) Assistentes Comunitários. Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Assistente Administrativo. Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar dois (2) Motoristas. Saiba mais.
Em uma transmissão ao vivo na sua página do Facebook, o ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane reiterou a sua abertura para um diálogo genuíno com as autoridades moçambicanas, sublinhando que o seu compromisso em lutar pelos anseios da sociedade continua firme.
Durante a apresentação do seu ‘Programa Quinquenal 2025-2029’, Mondlane afirmou: “(Quero) voltar a realçar que nós permanecemos abertos, prontos e preparados para qualquer diálogo que seja genuíno, portanto, não estamos fechados”.
A declaração surge cinco meses após o início das manifestações pós-eleitorais, que Mondlane incentivou desde outubro, onde ele expressou a necessidade de um acompanhamento atento à “ação governativa”. “Não temos espingardas, não temos armas, mas enquanto esquivamos as balas, continuamos por outro lado a fazer a luta democrática pelo povo, é isso que vamos fazer”, declarou ele, enfatizando a sua determinação na luta pacífica.
A situação política em Moçambique tem gerado preocupações, especialmente após a assinatura de um acordo, em Maputo, entre o Presidente Daniel Chapo e os principais partidos políticos do país, focado em reformas estatais como parte do diálogo para acabar com a crise pós-eleitoral.
Mondlane, durante a transmissão, também sugeriu a suspensão do pagamento de taxas de portagem durante todo o ano de 2025, defendendo uma “reforma total” do setor. “Muitas das portagens que são ilícitas (…) têm de ser encerradas em definitivo. É nossa proposta que durante o ano de 2025 se suspenda a cobrança das portagens enquanto se faz a reforma completa desse setor”, afirmou, abordando um dos pontos do seu novo programa.
A retoma da cobrança de portagens este ano, após uma suspensão em 2024 devido a manifestações, provocou nova agitação social, resultando em bloqueios de estradas e a destruição de infraestruturas em protesto.
O Presidente Daniel Chapo, por sua vez, reconheceu que existem “outras motivações” por trás das manifestações e agitações sociais, que se intensificaram desde as eleições gerais de outubro, mas afirmou que a tensão nas ruas está a “baixar”. “A tensão vai baixando e esperamos que baixe cada vez mais”, disse Chapo, durante a sua participação na cerimónia de investidura da nova Presidente da Namíbia, Ndemupelila Netumbo Nandi-Ndaitwah, em Windhoek.
Desde as eleições de outubro, Moçambique tem vivido um clima de forte agitação social, com protestos convocados por Mondlane que contestam os resultados eleitorais que resultaram na vitória de Daniel Chapo. Os protestos, embora agora em menor escala, estão a ocorrer em várias regiões do país, com os cidadãos expressando descontentamento com o aumento do custo de vida e outras questões sociais.
Um trágico incêndio que deflagrou durante um concerto de hip-hop na discoteca Pulse, em Kocani, resultou na morte de 34 pessoas, a maioria delas jovens, e deixou cerca de 200 feridos.
Este incidente é considerado um dos mais mortíferos em discotecas na Europa nos últimos anos.
As autoridades revelaram que a discoteca operava com uma licença irregular e apresentava condições de segurança alarmantes, incluindo a ausência de extintores, apenas uma porta de saída em vez das duas exigidas por lei, e a utilização de dispositivos pirotécnicos sem autorização.
O procurador público, Ljupco Kocevski, anunciou que um total de 34 indivíduos e três empresas estão sob suspeita de envolvimento em actos criminosos relacionados com esta tragédia.
Entre os suspeitos encontram-se sete polícias, um ex-ministro da Economia, vários funcionários deste ministério, três antigos presidentes de câmara de Kocani, antigos responsáveis da Inspecção Nacional do Mercado, bem como o proprietário da discoteca e membros da banda que se apresentava na noite fatídica. Kocevski destacou que o incêndio foi resultado de infracções e actos ilegais que ocorreram ao longo de 15 anos, desde a concepção do projecto da discoteca, incluindo a violação das leis de prevenção de incêndios.
Dados da investigação indicam que, embora tenham sido vendidos aproximadamente 250 bilhetes, cerca de 650 pessoas estavam presentes na discoteca no momento do incêndio. O Instituto de Medicina Legal, representado por Aleksandar Stankov, confirmou que a causa das mortes foi asfixia, e que mais de dois terços das vítimas eram jovens entre 16 e 29 anos.
A comunidade local começou a realizar os funerais das vítimas, com centenas de pessoas a despedirem-se em homenagem a amigos e familiares. Muitos portavam rosas vermelhas e brancas e vestiam camisetas com retractos daqueles que perderam a vida na tragédia, reflectindo a dor e o luto que abateu a cidade de Kocani, que conta com cerca de 30 mil habitantes.
O ex-cirurgião Joël Le Scouarnec, que se encontra a ser julgado por violação e agressão sexual de 299 vítimas, admitiu pela primeira vez a sua culpa em todas as acusações, segundo revelou um dos seus advogados na passada quinta-feira.
O julgamento, que começou a 24 de Fevereiro no tribunal penal de Morbihan, tem atraído a atenção mediática devido à gravidade das alegações, muitas das quais envolvem menores de idade.
O advogado Maxime Tessier, que representa Le Scouarnec, afirmou à agência de notícias France Presse que o arguido reconheceu a natureza criminosa dos actos que lhe são imputados. “Perguntei-lhe se reconhecia que os 299 actos processados eram crimes e ele disse ‘sim’”, declarou Tessier, acrescentando que esta confissão foi oficialmente registada na ata da audiência.
Até este momento, Le Scouarnec tinha admitido os factos de forma isolada, à medida que o processo progredia, focando-se nos cadernos de notas onde documentava de forma meticulosa os abusos cometidos. Durante a investigação anterior, o ex-cirurgião negou muitos dos actos, defendendo que os mesmos eram parte de procedimentos médicos realizados em pacientes, a maioria dos quais eram menores.
“Tenho o dever de dizer a verdade”, explicou o arguido, conforme relatado pelo seu advogado. Tessier também enfatizou a importância deste reconhecimento, afirmando que “o reconhecimento é uma etapa essencial para que as vítimas possam seguir em frente”.
A advogada Frédérique Giffard, que representa cerca de quinze partes civis no caso, elogiou a confissão de Le Scouarnec, considerando-a um passo positivo no processo judicial. “A devastação que criei é da minha responsabilidade, não do meu ambiente”, reconheceu Le Scouarnec, de 74 anos, que já tinha sido condenado em 2020 a 15 anos de prisão por outros crimes sexuais, incluindo a violação de quatro menores, duas das quais eram suas sobrinhas.
Pelo menos 400 palestinianos, incluindo mulheres e crianças, perderam a vida e mais de 500 ficaram feridos na sequência de intensos ataques aéreos lançados por Israel na Faixa de Gaza.
A confirmação foi feita por Mohammed Zaqut, líder do Ministério da Saúde de Gaza, que está sob o controlo do Hamas.
De acordo com Zaqut, “centenas” dos feridos encontram-se em estado crítico, levando a um cenário humanitário alarmante. Os ataques israelitas foram direccionados a várias áreas da Faixa de Gaza, incluindo o Norte da região, a cidade de Gaza, Deir al-Balah, Khan Younis e Rafah.
O gabinete do Primeiro-Ministro israelita emitiu instruções ao exército para intensificar as operações contra o Hamas em toda a Faixa de Gaza, numa escalada do conflito que já tem causado um elevado número de vítimas. Este aumento de hostilidades suscita preocupações adicionais sobre a situação humanitária na região, que já enfrenta sérios desafios.
A Turquia enfrenta um período de crescente instabilidade política, após a detenção de Ekrem Imamoglu, presidente da câmara de Istambul e membro do Partido Republicano do Povo (CHP), que foi preso na quarta-feira sob acusações de corrupção e ligações terroristas.
Esta detenção gerou um clamor por parte da oposição, que considera esta ação uma tentativa de golpe de Estado, especialmente à luz das primárias, nas quais Imamoglu seria o concorrente de Recep Tayyip Erdogan nas próximas eleições presidenciais.
Em resposta a esta situação, o líder do CHP, Ozgur Ozel, apelou aos cidadãos turcos para se juntarem a uma nova manifestação a decorrer hoje às 20:30, hora local, após o rompimento do jejum do Ramadão. Essa convocatória, no entanto, foi recebida com críticas por parte do governo. Erdogan descreveu o apelo de Ozel como uma “grave irresponsabilidade”, acusando a oposição de tentar incitar o caos nas ruas sob o pretexto de uma operação judicial em Istambul.
“Estamos a assistir a uma tentativa de provocar o caos nas nossas ruas, utilizando como pretexto uma operação de corrupção em Istambul”, comentou Erdogan durante uma declaração à agência Anadolu. O presidente assegurou que as autoridades não se deixarão intimidar por “um punhado de pessoas incompetentes e ambiciosas” que buscam perturbar a paz e a ordem pública.
No intuito de controlar a situação, as autoridades turcas fecharam duas pontes e várias vias de acesso à sede do município de Istambul durante 24 horas. Desde a detenção de Imamoglu, têm ocorrido manifestações em pelo menos 32 das 81 províncias do país, segundo a agência francesa AFP. O ministro da Justiça, Yilmaz Tunç, classificou as convocatórias da oposição como “ilegais e inaceitáveis”.
A tensão em Istambul aumentou na quinta-feira, quando a polícia utilizou gás lacrimogéneo e balas de borracha para dispersar os manifestantes que tentavam marchar da câmara para a emblemática Praça Taksim. Em Ancara, a polícia recorreu também a canhões de água, resultando em confrontos que culminaram com a detenção de 53 pessoas e 16 polícias feridos.
As autoridades impuseram ainda uma proibição de todas as concentrações em Ancara e Izmir, a terceira maior cidade da Turquia, até terça-feira à noite. Este actual surto de protestos é considerado sem precedentes desde as grandes manifestações que tiveram início na Praça Taksim em 2013.
Os Estados Unidos divulgaram a decisão de restringir o fornecimento de água ao México, um desenvolvimento que acentua as tensões entre os dois países vizinhos, já marcadas por questões relacionadas com tarifas comerciais e a imigração ilegal.
O Gabinete para a América Latina do Departamento de Estado norte-americano justificou a medida, afirmando que “os persistentes défices no fornecimento de água ao México, ao abrigo do tratado de partilha de água de 1944, estão a dizimar a agricultura dos Estados Unidos, em particular os agricultores do Vale do Rio Grande”. A declaração foi partilhada através da rede social X, destacando que esta é a primeira vez que o governo norte-americano opta por limitar o fornecimento de água ao seu vizinho.
Além disso, os Estados Unidos rejeitaram um pedido do México para a criação de um canal especial que permitiria a entrega de água do rio Colorado para Tijuana, uma cidade fronteiriça que enfrenta sérios desafios hídricos. Este canal seria uma solução para a escassez de água que afecta a região.
O tratado de 1944 estabelece que o México deve fornecer água aos Estados Unidos a partir do Rio Grande, enquanto os Estados Unidos se comprometem a fornecer água do rio Colorado em troca. No entanto, o cumprimento deste acordo tem gerado fricções diplomáticas, muitas vezes exacerbadas por atrasos na entrega e por protestos de agricultores mexicanos preocupados com os efeitos da seca nas suas colheitas.
Claudia Sheinbaum, presidente do México, comentou sobre a situação, afirmando que a questão deveria ser tratada pelas comissões de fronteira e de água de ambos os países, sem entrar em pormenores sobre possíveis soluções. “Tem havido menos água. Isso é parte do problema”, declarou à imprensa.
Em Novembro do ano passado, os dois países assinaram um acordo que visa mitigar a escassez de água nos estados áridos do sul dos Estados Unidos, prometendo um fornecimento mais fiável de água do Rio México. Este acordo, fruto de mais de 18 meses de negociações, surge num contexto de crescente preocupação com a gestão dos recursos hídricos em ambas as margens do Rio Grande.
Pelo menos sete voos internacionais foram cancelados no Aeroporto Internacional Ngurah Rai, em Bali, na sequência da erupção do vulcão Lewotobi Laki-Laki, localizado na ilha de Flores.
A erupção iniciou às 22h56, hora local, e durou aproximadamente 11 minutos, liberando uma coluna de cinzas que se elevou a cerca de 8 mil metros acima do cume da montanha.
De acordo com um comunicado da agência indonésia de vulcanologia, a erupção foi acompanhada de ruidosos estrondos, que puderam ser ouvidos a mais de 80 quilómetros a leste, na localidade de Maumere, e a mais de 50 quilómetros a oeste, no distrito de Larantuka. Em resposta à actividade vulcânica, as autoridades elevaram o nível de alerta para o máximo da escala, que conta com quatro níveis, e estabeleceram um perímetro de exclusão de sete a oito quilómetros ao redor do vulcão.
Embora as operações no aeroporto local de Flores não tenham sido afectadas pelas cinzas, a situação causou atrasos em outros voos tanto locais quanto internacionais. O impacto da erupção é significativo, uma vez que em Novembro passado, o mesmo vulcão já havia provocado uma série de erupções que resultaram em nove vítimas mortais, obrigaram ao cancelamento de dezenas de voos e forçaram a evacuação de milhares de residentes.
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