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Sábado, Julho 25, 2026
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Daniel Chapo afirma que plano do Governo não tem relação com recomendações de Mondlane

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, afirmou não ter sido contactado pelo alegado “amigo comum” citado pelo político Venâncio Mondlane, numa recente entrevista ao jornal norte-americano New York Times, que estaria a mediar um encontro entre ambos. 

Em declarações à CNN Portugal, Chapo expressou a sua expectativa de que este amigo comum entrasse em contacto, permitindo assim que fossem discutidas eventuais mensagens que possam contribuir para a paz no país.

“Eu também ouvi dizer destes contactos, mas este amigo comum ainda não me contactou. Mas, tenho certeza absoluta de que este amigo comum vai contactar-me e, a partir daí, vamos saber qual é a mensagem e, em função dessa mensagem, vamos trabalhar para pacificar o país”, afirmou o Presidente.

Na mesma entrevista, Venâncio Mondlane, que ficou em segundo lugar nas eleições presidenciais de 9 de Outubro, anunciou um conjunto de 25 medidas a serem implementadas nos primeiros 100 dias do novo Governo. Uma das suas propostas inclui a suspensão de manifestações durante três meses, com o intuito de permitir que o Executivo cumpra as suas promessas.

Mondlane enfatizou que o primeiro ponto do seu plano consiste em “parar com toda a violência contra a população”, referindo-se ao que descreveu como um “genocídio silencioso” perpetrado pelo Governo da Unidade de Intervenção Rápida (UIR). O também candidato presidencial solicitou a “libertação incondicional de todos os cerca de quatro mil moçambicanos detidos no âmbito das manifestações”, que considera estarem “detidos ilegalmente”.

Durante a entrevista à CNN, Daniel Chapo sublinhou que o plano de 100 dias do seu Governo “não tem nada a ver com recomendações do sr. Venâncio Mondlane”. O Presidente revelou que a sua administração está actualmente a avaliar os danos causados pelas manifestações, com o intuito de elaborar um plano de recuperação económica. “Nosso objectivo é a paz e a estabilidade social, económica e política do país”, afirmou.

Quanto às propostas de Mondlane, Chapo considerou que se tratam de um “ultimato que tem algumas medidas que são interessantes”, mas reiterou que a implementação das políticas governamentais não depende das sugestões do seu opositor.

Reconstrução de Gaza poderá prolongar-se por décadas

Com a recente entrada em vigor do cessar-fogo entre Israel e o Hamas, a região de Gaza começa a dar os primeiros passos em direcção à normalidade, após quinze meses de conflito devastador. 

Este período de violência deixou quase dois terços do território em ruínas, dificultando a possibilidade de sustentar as mais básicas condições de vida. De acordo com estimativas das Nações Unidas, o processo de reconstrução poderá levar várias décadas.

Um porta-voz do Programa da ONU para o Desenvolvimento revelou, no último fim-de-semana, que os efeitos da guerra foram tão severos que Gaza regrediu quase setenta anos em termos de desenvolvimento.

A reconstrução de infraestruturas e serviços essenciais exigirá um investimento colossal, que se cifra em milhares de milhões de euros. A tarefa de remover os detritos resultantes da destruição, que se estima em cerca de 50 milhões de toneladas, poderá prolongar-se até 2040 e terá um custo estimado de 1,5 mil milhões de euros.

Entretanto, um dos desafios mais urgentes e dolorosos é o reconhecimento e sepultamento das vítimas.

As autoridades palestinianas estimam que mais de 10 mil pessoas possam ainda estar soterradas sob os escombros dos edifícios destruídos. Além disso, muitos corpos poderão ter sido completamente destruídos pelas explosões, desafiando a possibilidade de um sepultamento adequado, como admitiu um responsável local.

Inspecção Nacional das Actividades Económicas falha na fiscalização de mercados

A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) não conseguiu cumprir a sua meta de fiscalização dos principais mercados do país, atingindo apenas 61,2% do objectivo estipulado.

A meta era inspeccionar 2900 estabelecimentos comerciais, mas apenas 1774 foram abrangidos, o que representa uma falha de 38,8%.

Tomás Timba, porta-voz da INAE, explicou que o desempenho da instituição foi severamente comprometido, especialmente durante o período das manifestações pós-eleitorais. Relatou que algumas equipas de fiscais enfrentaram situações de violência, incluindo o ataque a uma viatura da INAE em Bobole, que foi vandalizada e incendiada. Outros incidentes de agressão foram registados em diferentes províncias, como Inhambane e Niassa.

“Apesar de continuarmos a receber denúncias sobre o agravamento dos preços de produtos básicos, a situação de instabilidade no país limitou a nossa capacidade de resposta”, afirmou Timba, sublinhando os desafios enfrentados pela instituição.

Esta falha na fiscalização da INAE é particularmente preocupante, uma vez que se aproxima a Quadra Festiva de 2024, época em que se verifica um aumento acentuado dos preços. Além disso, é importante notar que este é o primeiro ano em que a INAE não consegue cumprir as suas metas, tendo nos últimos anos superado as expectativas em mais de 50%.

Mais de 85 mil alunos nas províncias de Nampula e Zambézia vão beneficiar de lanche escolar

Mais de 85 mil alunos de 157 instituições de ensino nas províncias de Nampula e Zambézia deverão receber, em breve, um lanche escolar, como parte de um esforço contínuo para garantir a retenção escolar. 

Esta iniciativa, promovida pela organização Visão Mundial, faz parte de um projecto ambicioso que se estenderá por cinco anos, com início previsto para 2024 e término em 2028.

Em declarações ao jornal “Notícias”, Estela Consula, gestora provincial da Visão Mundial, revelou que a introdução da alimentação escolar foi precedida pela capacitação de 157 professores em boas práticas de nutrição, bem como pela construção de instalações sanitárias, cozinhas e a perfuração de furos para abastecimento de água nas escolas.

“Pretendemos fornecer arroz, feijão, lentilha, óleo vegetal fortificado e hortícolas, que serão adquiridos a partir de agricultores locais para a confecção das refeições”, afirmou Consula, sublinhando a importância do envolvimento da comunidade.

Além da alimentação, o programa prevê a desparasitação de 83 mil alunos com o uso de mebendazol ao longo dos cinco anos de vigência. Também serão realizadas intervenções nas áreas de saúde e nutrição, visando 15 mil mulheres grávidas e 11 mil crianças com menos de cinco anos. “Trabalhamos na garantia da segurança alimentar, abordando outros determinantes sociais como o acesso à água potável, cuidados de saúde e saneamento do meio. O nosso foco reside na comunidade, onde mantemos comités locais de saúde”, acrescentou.

Nos últimos cinco anos, no âmbito deste programa, cerca de 40 mil mulheres foram capacitadas em nutrição e prevenção de doenças nas províncias de Nampula, Zambézia, Tete, Gaza e Pemba. Segundo a gestora, este passo é crucial na luta contra a desnutrição crónica e aguda.

“Os indicadores que temos registado demonstram que as estratégias implementadas pelo Governo, em colaboração com diversos parceiros, incluindo a Visão Mundial, têm contribuído para a redução dos níveis de desnutrição nas comunidades”, concluiu Estela Consula.

Imigrantes desolados com o encerramento de aplicativo para entrada nos EUA

O aplicativo CBP One foi oficialmente bloqueado, causando uma onda de descontentamento entre imigrantes que utilizavam a ferramenta para se comunicar com o departamento de imigração dos Estados Unidos e facilitar a sua entrada legal no país.

Desde o seu lançamento em Outubro de 2020, o CBP One permitiu a entrada legal de quase 1 milhão de migrantes através de agendamentos online.

O CBP One disponibilizava diversas funcionalidades úteis, incluindo a verificação dos tempos de espera nas fronteiras, a solicitação de entrada provisória (I-94) e a inspecção de produtos agrícolas, sendo uma ferramenta vital para muitos que buscavam oportunidades nos EUA.

No entanto, com o seu bloqueio, o site do Departamento de Alfândega e Protecção de Fronteiras (CBP) anunciou que todos os serviços estavam indisponíveis e que todos os agendamentos previamente estabelecidos foram cancelados.

Imediatamente após a divulgação do bloqueio, uma multidão de imigrantes formou-se em frente a uma unidade do CBP na cidade de Juárez, no México. O desespero foi visível, com uma mulher em lágrimas a manifestar a sua angústia pela suspensão dos serviços que representavam a esperança de uma nova vida nos Estados Unidos.

Esta decisão coincide com a nova política imigratória do presidente Donald Trump, empossado novamente como 47º presidente dos Estados Unidos na mesma data. Uma das primeiras acções do presidente foi declarar uma “emergência nacional”, com o intuito de fortalecer o controle da fronteira entre os EUA e o México, numa tentativa de conter a imigração ilegal.

Ventos fortes agravam situação de incêndios na Califórnia

O sul da Califórnia foi novamente confrontado na segunda-feira com ventos intensos, resultando em condições climáticas “críticas” na cidade de Los Angeles, que tem sido severamente afectada por incêndios devastadores. 

Desde o início do mês, os incêndios destruíram quase 16 mil hectares, levando à trágica perda de pelo menos 27 vidas.

Os bombeiros têm trabalhado incansavelmente para controlar as chamas, mas a situação permanece volátil com a previsão de ventos violentos que poderão intensificar a propagação dos incêndios. Algumas rajadas estão a ser registadas a ultrapassar os 140 km/h, o que equivale à força de um furacão.

As autoridades locais apelam à população para permanecer alerta e siga as orientações de segurança, à medida que as condições climáticas se deterioram. O impacto dos incêndios já é visível, com bairros e subúrbios a serem devastados e um aumento significativo no número de evacuações.

Saúde prepara aquisição de vacinas contra a cólera para reforço da prevenção

O sector da Saúde de Moçambique está a preparar-se para adquirir, em breve, mais vacinas contra a cólera, em resposta a possíveis surtos da doença, especialmente durante a época chuvosa, quando as condições de saneamento se deterioram significativamente no país. 

Este plano, que se executa anualmente, tem um carácter preventivo, mas poderá ser ajustado para uma abordagem reactiva, como demonstrado recentemente em Mogovolas, na província de Nampula, que beneficiou de uma vacinação de emergência.

Brayton Maculuve, representante do Programa Alargado de Vacinação (PAV) no Ministério da Saúde (MISAU), explicou que a iniciativa visa reduzir a transmissão da enfermidade nas áreas de risco e proporcionar imunidade à população local.

Em Mogovolas, a meta estabelecida era vacinar 198 mil pessoas com idade igual ou superior a um ano. No entanto, até ao final da campanha, foram vacinadas mais de 179 mil pessoas, o que corresponde a cerca de 86% do objectivo.

Maculuve sublinhou que diversos factores, como as condições climáticas adversas, caracterizadas por chuvas frequentes, a vandalização e o encerramento de algumas unidades sanitárias, bem como a desinformação sobre a origem da cólera, poderão ter contribuído para o não cumprimento da meta de imunização. Apesar destes desafios, as equipas de vacinação estiveram equipadas para deslocar-se a regiões de difícil acesso, assegurando que o maior número possível de pessoas recebesse a vacina.

As autoridades de Saúde contaram ainda com a colaboração das lideranças religiosas, comunitárias e da Polícia da República de Moçambique, que desempenharam um papel fundamental na sensibilização das comunidades e na garantia da segurança durante a campanha de vacinação.

Segundo os dados do boletim epidemiológico, desde Outubro, a cólera causou um total de 29 mortes, das quais 25 ocorreram fora das unidades de saúde, em mais de 302 casos diagnosticados. Neste momento, não há pacientes internados, situação que se agrava pela vandalização dos centros de tratamento da cólera em Nametil.

Jovem em Manica espanca a esposa até à morte e foge com a filha de um ano

Um trágico incidente abalou a comunidade de Manica, onde um jovem se tornou o principal suspeito do homicídio da sua esposa, após a agredir violentamente até à morte.

O crime, que ocorreu na madrugada de segunda-feira, deixou vizinhos e amigos atordoados e chocados pela brutalidade dos acontecimentos.

De acordo com relatos de testemunhas citados pelo jornal “O País”, o casal vinha enfrentando conflitos constantes nos últimos dias, com episódios de violência doméstica a tornarem-se frequentes. O que outrora fora uma relação marcada por promessas de amor e companheirismo deteriorou-se, culminando em tragédia.

Após o ato violento, o suspeito terá tentado encobrir o crime. Informações indicam que, após espancar a esposa até à morte, ele deu banho no corpo da vítima, vestiu-a e colocou-a na cama, na esperança de disfarçar o que havia feito. No entanto, a sua fuga com a filha de apenas um ano deixou a comunidade em estado de alerta, uma vez que o paradeiro da criança permanece desconhecido.

As autoridades locais estão a investigar o caso, e esforços estão a ser feitos para localizar tanto o suspeito quanto a criança. A violência doméstica é uma questão grave em muitas comunidades, e este caso serve como um doloroso lembrete da necessidade de intervenção e apoio a vítimas desse tipo de crime.

Aumentam os casos de cólera em Angola

O Ministério da Saúde de Angola confirmou um aumento no número de casos de cólera, totalizando 612 desde o início do surto. No entanto, as autoridades sanitárias revelaram que não houve registos de novas mortes nas últimas 24 horas, mantendo o total de óbitos em 29.

Segundo os dados divulgados, foram notificados mais 36 casos entre domingo e segunda-feira, com Luanda a continuar a ser a província mais afectada. Nas últimas 24 horas, foram reportados 23 novos casos na capital, enquanto as províncias de Icolo e Bengo registaram 10 e 3 novos casos, respectivamente. Malange, que registou o seu primeiro caso no sábado, não teve novas notificações.

Os dados revelam que os casos de cólera afectam uma faixa etária diversificada, com idades que vão dos 2 aos 81 anos. O grupo mais vulnerável é o das crianças entre 2 e 9 anos, que contabiliza 155 casos, representando 10 dos 29 óbitos.

Este surto de cólera foi oficialmente declarado pelo Ministério da Saúde a 7 de Novembro, levando o Presidente João Lourenço a implementar medidas urgentes para conter a propagação da doença, que iniciou em Luanda. As autoridades apelam à população para manter os cuidados de higiene e evitem o consumo de água e alimentos potencialmente contaminados.

SENAMI repatria 31 cidadãos estrangeiros que tentaram entrar ilegalmente em Moçambique

O Serviço Nacional de Migração (SENAMI) procedeu  à repatriação de 31 cidadãos provenientes de Bangladesh, Paquistão e Etiópia, que tentaram entrar em Moçambique de forma ilegal através do Aeroporto Internacional de Maputo.

Segundo a porta-voz do SENAMI, Cláudia dos Santos, os repatriados não apresentaram os documentos necessários para a entrada no país, incluindo passaporte válido, bilhete de ida e volta e prova de meios de subsistência. A identificação dos indivíduos ocorreu durante os procedimentos de inspecção realizados no fim-de-semana, onde se constatou que não estavam nas listas de desembarque e não conseguiram fornecer informações sobre a sua hospedagem ou o propósito da sua viagem.

“A intenção destes indivíduos era utilizar Moçambique como um corredor para alcançar a África do Sul. Contudo, devido à falta de cumprimento das exigências legais, foram impedidos de entrar no nosso território”, esclareceu Cláudia dos Santos.

Trump assina decreto a perdoar 1.500 pessoas condenadas pelo ataque ao Capitólio

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que perdoa cerca de 1.500 indivíduos condenados em relação ao ataque ao Capitólio, que teve lugar a 6 de Janeiro de 2021.

Esta medida surge como uma das primeiras acções do novo mandatário, que já havia prometido o exercício do seu poder de indulto no início do seu mandato.

Durante a assinatura do decreto na Sala Oval da Casa Branca, Trump expressou que esta decisão é uma forma de justiça para os envolvidos no incidente de Janeiro. “Isto é para o dia 6 de Janeiro, para os reféns, cerca de 1.500 pessoas que serão completamente perdoadas”, declarou o Presidente, acrescentando que o perdão incluirá também comutações de penas.

A decisão de Trump foi anunciada apenas algumas horas após uma marcha protagonizada por cerca de 50 membros da organização ultranacionalista “Proud Boys”, que percorreu as ruas de Washington a exigir o perdão para os seus companheiros detidos devido ao ataque ao Capitólio. A marcha decorreu nas proximidades da Casa Branca enquanto o novo Presidente tomava posse, sublinhando a tensão que ainda paira sobre os eventos de Janeiro.

Homens armados com catanas bloqueiam EN1 na Zambézia e ameaçam automobilistas

Um grupo de homens armados com catanas está a causar perturbações significativas na Estrada Nacional Número Um (EN1), no troço que liga Ligonha a Alto-Molocué, na província da Zambézia. 

Os automobilistas que tentam transitar por via estão a ser forçados a pagar quantias em dinheiro para poderem continuar a sua viagem.

Até ao momento, foram reportadas três barricadas ao longo de um percurso de 50 quilómetros. Vários condutores contactaram o jornal “O País” para relatar os momentos de terror que enfrentaram durante a sua travessia. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram os homens em questão, armados e a exigir dinheiro, enquanto bloqueiam a estrada.

Um dos condutores descreveu a situação: “Quando saímos de Alto-Molocué, logo antes da subida da cerimónia, encontramos barricadas. Então, descemos todos, porque era uma fila de camiões, descemos e removemos as barricadas.

No segundo local, em Alto Ligonha, jovens arremessaram pedras contra o camião. Os polícias estavam atrás de nós, então eu buzinei e eles chegaram e dispararam”, relatou, evidenciando a tensão e perigo vividos.

Foi apenas após os disparos da polícia que a situação foi controlada, permitindo que o condutor e os restantes viajantes prosseguissem em segurança. Este mesmo condutor mencionou que, após o incidente, a polícia sugeriu que o camião seguisse sob a escolta da Polícia da República de Moçambique (PRM) por razões de segurança.

“Encontramos mais barricadas, mas no primeiro local onde avistámos barricadas, havia um camião queimado. É assustador, eu agora carreguei, mas não posso sair porque o caminho está em péssimas condições”, acrescentou o condutor, manifestando preocupação com a situação.

A polícia provincial da Zambézia confirmou a ocorrência dos bloqueios e informou que está a intensificar esforços para restaurar a normalidade na EN1. “Após a nossa intervenção, tomámos medidas profiláticas para repelir comportamentos que perturbem a ordem pública. A polícia está a intensificar medidas para garantir a livre circulação de pessoas e bens”, afirmou Miguel Caetano, do Comando Provincial da Zambézia.

Em Nampula, a Associação dos Transportadores expressou a sua preocupação face a estas ocorrências. Além da exigência de valores monetários, os manifestantes estão a exigir bens, criando um clima de terror para os utilizadores da única via terrestre que liga o país.

Trump assina ordem executiva determinando retirada dos Estados Unidos da OMS

O recém-empossado Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que marca a retirada do país da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Esta decisão ocorre no seguimento de duras críticas dirigidas à organização, especialmente sobre a sua gestão da pandemia de covid-19.

Trump, ao justificar a sua decisão, afirmou: “A OMS defraudou-nos”, sublinhando a disparidade entre as contribuições financeiras dos Estados Unidos e da China para a entidade. A ordem executiva determina que todas as agências federais devem “suspender a futura transferência de quaisquer fundos, apoios ou recursos do governo dos EUA para a OMS”, além de instruir essas agências a identificar “parceiros norte-americanos e internacionais de confiança” que possam assumir as funções anteriormente desempenhadas pela organização.

A saída dos Estados Unidos, que são o principal doador da OMS e um parceiro fundamental da organização da ONU, poderá provocar uma significativa reestruturação interna, além de comprometer os esforços globais em matéria de saúde pública.

A OMS, cuja sede se localiza em Genebra, na Suíça, desempenha um papel crucial na coordenação de emergências de saúde globais, incluindo a vigilância epidemiológica e a resposta a surtos.

Actualmente, a OMS recebe financiamento dos Estados Unidos através de uma contribuição que é proporcional ao seu Produto Interno Bruto (PIB), bem como através de doações voluntárias. Com a retirada dos EUA, que representa uma parte substancial do orçamento da organização, os desafios para a OMS aumentam, especialmente em tempos de crise sanitária global.

Pagamento do décimo terceiro salário condiciona serviços no HCM

Os profissionais de saúde do Hospital Central de Maputo interromperam os seus serviços, exigindo o pagamento do décimo terceiro salário. 

A manifestação teve lugar em frente aos serviços de urgências, onde os trabalhadores clamaram por soluções imediatas para a situação financeira que enfrentam.

Segundo os profissionais, o regresso ao trabalho está condicionado ao pagamento do referido benefício ou, alternativamente, à apresentação de uma garantia concreta sobre a data em que este será efectuado. “Só iremos regressar caso nos paguem o que é nosso por direito ou nos dêem uma data certa para o pagamento,” declarou um dos trabalhadores em protesto.

Apesar da paralisação, os profissionais de saúde asseguraram que os serviços mínimos continuam a ser prestados, de modo a atender os pacientes já internados e os novos casos de emergência que chegam ao hospital.

Contudo, a situação gerou apreensão tanto entre os profissionais de saúde, que se sentem desvalorizados, quanto entre os utentes da unidade hospitalar, que temem pela continuidade dos cuidados médicos.

Vagas de emprego do dia 21 de Janeiro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 21 de Janeiro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para National Soil Fertility Specialist

A Food and Agriculture Organization (FAO) pretende recrutar um (1) National Soil Fertility Specialist. Saiba mais.

2. Vaga para Distribution Supervisor

A AB InBev pretende recrutar um (1) Distribution Supervisor. Saiba mais.

3. Vaga para Profissional de Mobilização de Redacção de Propostas

A ADPP Moçambique procura um (1) Profissional de Mobilização de Redacção de Propostas. Saiba mais.

4. Vaga para Specialist: HR Services & Payroll

A Vodacom pretende recrutar um (1) Specialist: HR Services & Payroll. Saiba mais.

5. Vaga para Mineral Resources Manager

A Sound Mining pretende recrutar um (1) Mineral Resources Manager. Saiba mais.

6. Vaga para Deputy Head of Human Resources Department

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Deputy Head of Human Resources Department. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Assistente de Finanças

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Assistente de Finanças. Saiba mais.

2. Vagas para Jardineiros

Uma empresa anónima está a recrutar dois (2) Jardineiros. Saiba mais.

3. Vaga para National Project Coordinator

A Food and Agriculture Organization (FAO) pretende recrutar um (1) National Project Coordinator. Saiba mais.

4. Vaga para Monitoring, Evaluation, Learning (MEL) Speciliast

A DAI pretende recrutar um (1) Monitoring, Evaluation, Learning (MEL) Speciliast. Saiba mais.

5. Vaga para Specialist, Gender Equality and Social Inclusion (GESI)

A Search for Common Ground (SFCG) pretende recrutar um (1)  Specialist, Gender Equality and Social Inclusion (GESI). Saiba mais.

6. Vaga para Human Wildlife Coexistence Manager

A Peace Parks Foundation (PPF) pretende recrutar um (1) Human Wildlife Coexistence Manager. Saiba mais.

7. Vaga para Auxiliar Administrativo

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Auxiliar Administrativo. Saiba mais.

8. Vaga para Project Assistant

A Sightsavers pretende recrutar um (1) Project Assistant. Saiba mais.

9. Vaga para Grants & Contracts Officer

A VillageReach pretende recrutar um (1) Grants & Contracts Officer. Saiba mais.

10. Vaga para Site Owner: Niassa

A Vodacom pretende recrutar um (1) Site Owner: Niassa. Saiba mais.

11. Vaga para Cabeleireira

Uma empresa anónima está a recrutar uma (1) Cabeleireira. Saiba mais.

12. Vaga para Oficial Sénior de Finanças

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Oficial Sénior de Finanças. Saiba mais.

13. Vaga para Técnico de Recursos Humanos

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Técnico de Recursos Humanos. Saiba mais.

14. Vaga para HR Coordinator-Temp

A Coca-Cola Mozambique pretende recrutar um (1) HR Coordinator-Temp. Saiba mais.

15. Vaga para Programme & Administrative Assistant (Polio)

A World Health Organization (WHO) pretende recrutar um (1) Programme & Administrative Assistant (Polio). Saiba mais.

16. Vaga para Designer Gráfico

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Designer Gráfico. Saiba mais.

17. Vaga para Padeiro

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Padeiro. Saiba mais.

18. Vaga para Finance and Admin Assistant

A Sightsavers pretende recrutar um (1) Finance and Admin Assistant. Saiba mais.

19. Vaga para B2B Manager

A Puma Energy Mozambique pretende recrutar um (1) B2B Manager. Saiba mais.

20. Vaga para Secretária

A Pathway Consulting está a recrutar uma (1) Secretária. Saiba mais.

21. Vaga para Assistente Administrativa e Financeira

A Pathway Consulting está a recrutar uma (1) Assistente Administrativa e Financeira. Saiba mais.

22. Vaga para Manager: Fintech Engineering

A Vodafone pretende recrutar um (1) Manager: Fintech Engineering. Saiba mais.

23. Vaga para Specialist: Public Cloud Planning & Engineering

A Vodacom pretende recrutar um (1) Specialist: Public Cloud Planning & Engineering. Saiba mais.

24. Vaga para Guarda

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Guarda. Saiba mais.

Governo analisa opções para o pagamento do 13.º salário após declarações de crise financeira

O Governo moçambicano encontra-se a avaliar cenários viáveis para solucionar o impasse relacionado com o pagamento do 13.º salário a funcionários públicos e pensionistas, após declarações recentes do antigo ministro das Finanças, Adriano Maleiane, que apontaram a falta de recursos financeiros como um obstáculo à sua materialização.

Num comunicado oficial, o Governo reconheceu as dificuldades em garantir o pagamento imediato do 13.º salário, devido às repercussões negativas nas receitas fiscais provocadas por manifestações violentas que resultaram em destruição de património público e privado. “O Governo apreciou a situação do pagamento do 13.º salário para os funcionários públicos e pensionistas, constatando as dificuldades de sua materialização imediata”, refere o documento.

O porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, sublinhou que o Executivo não está sem alternativas e recordou que “não há-de ser a primeira experiência”. O governo já implementou anteriormente soluções criativas, incluindo pagamentos parciais e a distribuição do salário por grupos.

Entretanto, a situação continua a gerar inquietação entre os trabalhadores da função pública. Em resposta à incerteza quanto ao pagamento do 13.º salário, representantes dos funcionários públicos anunciaram uma paralisação de todas as actividades na função pública, que terá início a partir de segunda-feira, caso não haja uma resolução favorável.

A pressão sobre o Governo aumenta à medida que os funcionários aguardam respostas claras e eficazes, numa altura em que o clima económico se torna cada vez mais delicado. A situação exige uma análise cuidadosa e uma abordagem rápida para evitar uma crise ainda mais profunda nas relações laborais e na gestão pública.

Condições precárias na morgue do HCM geram preocupação entre famílias enlutadas

A conservação dos corpos na morgue anexa ao Hospital Central de Maputo (HCM) tem suscitado sérias preocupações, com diversas denúncias de negligência e deterioração dos restos mortais entregues às famílias. 

Nos últimos tempos, têm sido relatados casos em que os familiares recebem os corpos de entes queridos em avançado estado de decomposição, levantando suspeitas sobre a adequação dos serviços prestados.

As queixas apontam para um ambiente de trabalho pouco higienizado, o que ao que parece resulta da insatisfação dos funcionários face aos baixos salários que auferem. Esta situação é agravada pela falta de equipamentos essenciais, como mesas de lavagem adequadas e elevadores para o manuseio dos corpos, o que compromete ainda mais a dignidade no tratamento dos falecidos.

Devido ao estado de degradação e ao odor insuportável que emana dos corpos, muitas famílias sentem-se impossibilitadas de realizar o tradicional ritual de abertura do caixão, um momento de despedida que é culturalmente significativo em várias comunidades. Em relatos obtidos pela equipa de reportagem do jornal “Notícias”, alguns familiares afirmam ter sido forçados a subornar trabalhadores do necrotério para garantir que os corpos fossem preservados de forma digna, enquanto se organizavam para os funerais.

As autoridades competentes, por seu lado, asseguram que existem fundos disponíveis para a requalificação das morgues, com o objectivo de melhorar as condições de trabalho e a capacidade de resposta dos serviços.

As promessas de intervenção visam proporcionar um atendimento de qualidade, almejando minimizar o sofrimento das famílias enlutadas que têm enfrentado desafios significativos neste momento já tão delicado.

Mais de 600 camiões de ajuda humanitária chegam à Faixa de Gaza

Após 15 meses de intensos confrontos, um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrou em vigor no domingo, permitindo a entrada de ajuda humanitária tão necessária para os sobreviventes da devastadora guerra. 

O subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, destacou a urgência da situação, afirmando que “não há tempo a perder” face às alarmantes necessidades humanitárias que se avolumam na região.

De acordo com fontes egípcias, a maioria dos camiões de ajuda humanitária, que aguardavam nas proximidades do território palestiniano, está carregada com alimentos não perecíveis, água, mantimentos como cobertores e edredões, bem como material médico e combustível.

No entanto, a distribuição enfrenta desafios logísticos significativos, incluindo escombros e munições não detonadas que dificultam o acesso às áreas afectadas.

Fletcher sublinhou a importância da segurança dos trabalhadores humanitários, enfatizando que esta deve ser uma prioridade. O dirigente apelou ainda a “países com influência sobre as partes” envolvidas para garantir que a ajuda vital chegue a quem realmente precisa.

O recente acordo de cessar-fogo, que entrou em vigor com quase três horas de atraso, ocorre após um período de intensos bombardeamentos que devastaram o território palestiniano desde o ataque do Hamas a Israel, ocorrido em 7 de Outubro de 2023. A crise humanitária em Gaza é considerada sem precedentes, com a maioria das infraestruturas, incluindo as de saúde, destruídas ou severamente danificadas.

Joe Biden, presidente cessante dos Estados Unidos, anunciou que a primeira fase do acordo implica a retirada das tropas israelitas das zonas mais densamente povoadas de Gaza e um aumento significativo da ajuda humanitária.

As autoridades egípcias informaram que o acordo prevê a entrada de 600 camiões de ajuda por dia, dos quais 50 serão destinados ao transporte de combustível, com especial ênfase no norte de Gaza, região mais afectada pelo conflito.

Presidente Chapo reitera disponibilidade para diálogo com Venâncio Mondlane

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou, em entrevista à CNN Portugal, a sua disponibilidade para dialogar com o candidato presidencial Venâncio Mondlane, na busca pela estabilidade do país. 

Chapo sublinhou a importância de estabelecer canais de comunicação que promovam a concórdia entre os moçambicanos, apesar de ainda não ter sido contactado pelo amigo comum mencionado por Mondlane.

“O diálogo é fundamental para a paz e a estabilidade. Estou aberto a qualquer iniciativa que vise unir os cidadãos moçambicanos”, afirmou o Presidente, destacando a sua postura conciliatória.

No entanto, Daniel Chapo expressou críticas em relação às medidas de cem dias propostas por Mondlane, considerando-as insuficientes para a resolução dos desafios que o país enfrenta. O Presidente enfatizou a necessidade de um plano mais abrangente e eficaz que atenda às exigências da população.

Além disso, Chapo revelou que o governo está actualmente a realizar um levantamento dos danos provocados pela violência nas manifestações que se seguiram às eleições, com o intuito de elaborar um plano de recuperação para o sector empresarial. “É fundamental restaurar a confiança dos investidores e assegurar a retoma económica do nosso país”, concluiu.

Polícia indiana detém 57 homens acusados de abusar sexualmente de adolescente

As autoridades policiais do distrito de Pathanamthitta, no sul da Índia, confirmaram a detenção do último suspeito de um caso de abuso sexual prolongado que envolve uma jovem de 18 anos da comunidade dalit. 

O homem, de 25 anos, foi capturado no passado domingo, segundo declarações do chefe da polícia local à agência de notícias indiana PTI.

A vítima, cuja identidade permanece em anonimato, relatou ter sido alvo de abusos sexuais sistemáticos desde os 13 anos, perpetrados por pelo menos 62 homens. Até o momento, as autoridades apresentaram acusações formais contra 59 dos suspeitos, enquanto outros dois ainda se encontram no estrangeiro.

Os indivíduos detidos eram conhecidos da jovem, incluindo vizinhos e amigos da família, que, segundo Rajeev N., advogado responsável pelo comité distrital de protecção de menores, não tinham conhecimento do sofrimento vivido por sua filha. “A jovem está a ser mantida afastada dos meios de comunicação e apenas a polícia a visita para registar as suas declarações”, acrescentou o advogado.

A situação é ainda mais alarmante, uma vez que um dos acusados terá recorrido à chantagem, utilizando um vídeo das relações sexuais que gravou, o que teria levado outros amigos a agredirem a jovem.

Segundo a investigação, a vítima foi violada colectivamente em pelo menos cinco ocasiões, incluindo uma vez dentro de um hospital local.

Os números de violência sexual na Índia são alarmantes, com cerca de 90 violações registadas diariamente em 2022. Apesar da elevada incidência, muitos destes crimes permanecem sem ser denunciados, reflectindo a necessidade urgente de melhorias na protecção e no suporte às vítimas.

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