Nos últimos cinco anos, dez empresas manifestaram interesse em participar do processo de reaproveitamento dos resíduos sólidos acumulados na lixeira de Hulene, situada na cidade de Maputo.
A informação foi revelada esta quarta-feira por João Munguambe, Vereador de Infra-estruturas e Salubridade do Conselho Municipal da capital moçambicana, durante a apresentação do concurso que visa o encerramento deste local.
Munguambe destacou que além do reaproveitamento dos resíduos, as empresas também expressaram a intenção de explorar o gás gerado na lixeira de Hulene. Para tal, será necessário apresentar estudos detalhados, que incluirão informações sobre as quantidades de resíduos disponíveis e a duração prevista para a exploração comercial.
A lixeira de Hulene, considerada a maior do país, recebe diariamente mais de mil e duzentas toneladas de resíduos sólidos e ocupa uma área superior a 25 hectares.
O encerramento da lixeira está previsto para o ano de 2027, marcando um passo significativo na gestão de resíduos na cidade e na promoção de práticas mais sustentáveis.
Os acessos à portagem de Maputo, considerada a principal entrada e saída da capital moçambicana, encontram-se bloqueados desde a manhã de hoje.
Manifestantes montaram barricadas em protesto contra a retoma da cobrança de portagens, uma medida que havia sido suspensa nas últimas semanas devido a agitações sociais em resposta aos recentes resultados eleitorais.
No local, a presença policial é notável, com um reforço significativo que inclui um blindado da Unidade de Intervenção Rápida. Um autocarro articulado foi utilizado pelos manifestantes para obstruir completamente o trânsito no sentido Maputo-Matola. Outros protestantes queimam pneus e colocam pedras na via, enquanto apitos e vuvuzelas ecoam, intensificando a atmosfera de contestação.
Numerosos automobilistas têm optado por não pagar a portagem, contribuindo para o caos no trânsito. A dificuldade de circulação está a forçar centenas de pessoas a abandonarem os seus veículos e a recorrerem a deslocações a pé para alcançarem os seus locais de trabalho.
Este protesto surge em um contexto de descontentamento generalizado, sendo uma continuação das tensões observadas após as eleições, que deixaram muitos cidadãos insatisfeitos com os resultados apresentados.
A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Consultor Técnico no Projecto Malaria Prevention. Saiba mais.
A Catedral Nacional de Washington foi o palco de um culto inter-religioso que destacou a unidade nacional, com a presença do ex-presidente Donald Trump e de diversas figuras políticas, num momento em que o país enfrenta tensões sociais e políticas.
Durante a cerimónia, o reverendo Randolph Budde apelou à misericórdia de Deus para com as pessoas que se sentem assustadas neste momento, referindo a crença de Trump de que teria sido salvo por uma intervenção divina.
A administração Trump tem enfrentado críticas por suas políticas, incluindo ordens executivas que revogam direitos dos cidadãos transgénero e que endurecem as políticas de imigração, conforme reportou a agência Associated Press.
Ao regresso à Casa Branca, Trump demonstrou desdém pelo sermão proferido, afirmando: “Não foi muito emocionante, pois não? Não achei que fosse um bom serviço.”
O culto, que contou com a presença de Trump, do vice-presidente J.D. Vance e do presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, teve como objectivo promover a unidade em tempos de divisão. Budde salientou que a reunião não visava apenas um acordo político, mas sim uma verdadeira unidade que celebra a diversidade.
A cerimónia, que não contou com a presença de líderes evangélicos conservadores como oradores, mas teve alguns de seus apoiantes na assistência, incluiu a participação de mais de uma dúzia de líderes religiosos de diferentes tradições, como as judaica, muçulmana, budista e hindu.
A Catedral Nacional já acolheu dez cerimónias de tomada de posse de presidentes desde 1933, mas esta teve um enfoque distinto, sublinhando a necessidade de união em vez de uma celebração da nova administração.
O cantor de ópera Christopher Macchio, que é conhecido por interpretar canções favoráveis a Trump, foi a única presença que pareceu feita à medida do ex-presidente, ao cantar “Ave Maria” e hinos como “How Great Thou Art” e “Hallelujah”, este último de Leonard Cohen.
Cerca de quatro meses após a sua inauguração, a nova ponte sobre o rio Revúbuè, inaugurada a 3 de Outubro do ano passado pelo ex-presidente da República, Filipe Nyusi, apresenta anomalias nas bordas da laje que suportam os contrapisos da infra-estrutura.
Esta nova estrutura foi erguida para substituir a antiga ponte, que desabou em 2022 devido à violenta tempestade Ana.
O delegado provincial da Administração Nacional de Estradas, Victor Maicolo, reconhece a existência dos problemas reportados, mas tranquiliza a população, assegurando que a situação não representa qualquer perigo e que não compromete a segurança da estrutura da ponte.
Adicionalmente, Maicolo informou que o empreiteiro responsável pela construção já iniciou a mobilização de materiais necessários para a substituição dos elementos danificados, com vista a garantir a durabilidade e segurança da nova ponte.
O governo do ex-presidente Donald Trump implementou novas directrizes que permitem a autoridades federais de imigração a detenção de imigrantes ilegais em locais considerados “áreas sensíveis”, como escolas e igrejas.
As medidas, anunciadas pelo secretário interino de Segurança Interna, Benjamine Huffman, revogam a política do governo anterior, de Joe Biden, que limitava a fiscalização em determinadas instituições.
No comunicado oficial, Huffman afirmou que “os criminosos não poderão mais se esconder nas escolas e igrejas dos Estados Unidos para evitar a prisão”. O secretário expressou confiança nas capacidades das forças policiais, enfatizando que o governo não impõe restrições à sua actuação e espera que utilizem o bom senso nas suas operações.
As novas directrizes surgem na sequência de decretos assinados por Donald Trump logo após a sua posse, que autorizaram a deportação de imigrantes não documentados. Durante seu discurso de posse, Trump já havia declarado emergência nacional na fronteira com o México e delineado uma abordagem firme contra a imigração ilegal, prometendo interromper toda entrada ilegal e iniciar a devolução de “milhões de imigrantes criminosos”.
A revogação da política anterior visa intensificar as operações de fiscalização de imigração e levantar as restrições que limitavam a actuação das autoridades em locais que fornecem serviços essenciais à comunidade.
A medida foi recebida com críticas por defensores dos direitos dos imigrantes, que argumentam que tal abordagem pode desincentivar a procura de ajuda em situações de emergência.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a sua esposa, Melania Trump, surpreenderam o mundo financeiro com o lançamento de uma nova gama de moedas digitais.
No entanto, esta iniciativa não encontra consenso entre os entusiastas do mercado de criptomoedas, que reagem com ceticismo à proposta, associando-a à imagem controversa do líder.
Classificadas como ‘meme coins’, estas novas moedas digitais foram criadas a partir de conceitos de entusiasmo e nostalgia, mas carecem de uma utilidade económica clara. Frequentemente, este tipo de activos é visto como meramente especulativo, o que levanta preocupações sobre a sua sustentabilidade a longo prazo.
Até à noite de terça-feira, o valor da ‘trump coin’, uma das moedas lançadas, situava-se em aproximadamente 46 dólares por unidade. Foram colocados em circulação 200 milhões de exemplares desta moeda, e está prevista a disponibilização de mais 800 milhões, todas sob a propriedade de Trump e de seus associados.
A Trans African Concessions (TRAC) anunciou que a retomada a cobrança de taxas de utilização na Estrada Nacional 4 (N4). Esta medida estava suspensa devido às recentes manifestações pós-eleitorais que afectaram a região.
Num comunicado divulgado no jornal “Notícias”, a TRAC esclareceu que as taxas de portagens são essenciais para financiar a construção, modernização, reabilitação e manutenção das infraestruturas rodoviárias, assegurando que estas cumpram com os padrões internacionais de qualidade e segurança.
A empresa sublinhou ainda a importância da N4, que se configura como uma artéria fundamental no plano de desenvolvimento do corredor de Maputo. A estrada não só promove o crescimento económico da região, como também melhora a conectividade entre diversas localidades.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que suspende por 75 dias a aplicação da lei que proíbe a popular rede social TikTok no país.
Esta legislação, aprovada pelo Congresso em 2024 e que entrou em vigor no último domingo, exige que a ByteDance, empresa-mãe da plataforma de partilha de vídeos curtos, realize a venda do seu activo ou enfrente a proibição em solo americano. A implementação da lei resultou na inacessibilidade temporária do TikTok durante algumas horas no fim-de-semana.
A legislação impõe sanções severas, incluindo multas que podem ascender a 5.000 dólares por utilizador para os fornecedores de Internet e lojas de aplicações. Antecipando tais penalizações, o Departamento de Justiça foi instruído por Trump a não intervir nas operações da rede social durante este período de suspensão, permitindo assim uma análise mais profunda dos riscos de segurança associados ao TikTok e à sua empresa-mãe, a ByteDance.
As autoridades norte-americanas justificaram esta legislação com a necessidade de proteger os dados dos utilizadores de possíveis acessos indevidos por parte de autoridades chinesas, bem como impedir manipulações da opinião pública nos Estados Unidos.
Durante um evento na Casa Branca, onde ratificou este decreto, Donald Trump minimizou os riscos de segurança representados pela popular plataforma. “Existem tantos produtos fabricados na China e o único que se queixam é o TikTok”, comentou, referindo-se a críticas de legisladores. Trump sublinhou que existem questões mais prementes do que a possibilidade de a China obter informações sobre os jovens utilizadores da aplicação.
Em vez de procurar um comprador para o TikTok, uma hipótese que a ByteDance sempre refutou, Trump sugeriu que a empresa chinesa poderia ceder 50% do capital da plataforma aos Estados Unidos em troca da não aplicação da lei. Ele indicou que esta participação poderia ser distribuída entre interesses privados americanos, afirmando ainda que o governo poderia necessitar da aprovação da China para tal arranjo, mas expressando confiança de que isso seria concedido.
Em resposta às declarações de Trump, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China manifestou que, “em questões de operações e aquisições, as empresas devem decidir de forma independente, segundo os princípios do mercado”. No entanto, Trump não hesitou em garantir que, caso a China não desse luz verde para o acordo, seriam impostas tarifas aduaneiras.
Nos últimos dias, as ilhas Canárias têm sido palco de uma intensa actividade migratória, com cerca de 800 migrantes a chegarem a El Hierro, Tenerife e Grande Canária a bordo de pequenas embarcações. As autoridades locais confirmaram hoje que o fenómeno se intensificou nas últimas 24 horas.
O último resgate teve lugar a 60 quilómetros de El Hierro, onde a aeronave Sasemar 102 e o Salvamar Ácrux realizaram uma operação de salvamento, conseguindo resgatar 86 pessoas que se dirigiam para La Restinga, localizada a sul da ilha.
Além disso, foram detectadas três embarcações adicionais com um total de 222 migrantes, a uma distância entre cinco e sete quilómetros a sul de La Restinga. Na Grande Canária, o Salvamar Macondo assistiu outra embarcação a 3,7 quilómetros da costa, com 70 ocupantes, entre os quais se encontravam 67 homens, duas mulheres e um menor.
O Salvamar Alpheratz também teve uma participação activa, acompanhando uma embarcação até Los Cristianos, a sul de El Hierro, que chegou autonomamente com 57 migrantes subsaarianos, incluindo 12 menores de idade.
Na terça-feira, um grupo de 91 pessoas desembarcou no porto de Los Cristianos, após terem sido resgatadas próximo de Punta Rasca, em Tenerife. Durante a manhã desse mesmo dia, 46 migrantes foram socorridos perto de El Hierro, incluindo quatro mulheres, que viajavam em condições precárias. Outras duas embarcações chegaram à costa com um total de 170 migrantes a bordo, distribuídos por duas barcaças que transportavam 89 e 81 pessoas, respectivamente.
Daniel Chapo será oficialmente confirmado como o novo presidente da Frelimo durante uma sessão extraordinária do Comité Central marcada para o dia 14 de Fevereiro, conforme anunciou a porta-voz do partido, Ludmila Maguni.
Esta reunião, que se realizará na Escola Central da formação política na cidade da Matola, será crucial para a definição da nova liderança do partido.
Chapo, que actualmente ocupa o cargo de secretário-geral da Frelimo, ascende à presidência em substituição de Filipe Nyusi, que esteve à frente do partido desde a sua eleição em Setembro de 2022. Com a saída de Nyusi, que deixa o cargo após um mandato de cinco anos e meio, abre-se uma nova fase na história da Frelimo.
Além da confirmação de Chapo como presidente, a agenda da sessão extraordinária incluirá a eleição de um novo secretário-geral e a definição dos membros do secretariado do Comité Central.
A Frelimo, que conta com 250 membros no seu Comité Central, considera esta sessão como uma das mais significativas após o congresso, sendo um momento de grande importância para a reestruturação da liderança do partido.
Um incêndio trágico deflagrou a estância de esqui de Kartalkaya, resultando na morte de pelo menos 66 pessoas e deixando 51 feridos, conforme anunciou o ministro do Interior turco, Ali Yerlikaya.
O incêndio iniciou cerca das 03h30 (hora local) no restaurante do hotel Grand Kartal, um edifício de 12 andares situado na província de Bolu. As autoridades locais e os relatórios iniciais indicam que as chamas se alastraram rapidamente, dificultando a evacuação dos hóspedes.
Ainda segundo o Ministério do Interior, a causa do incêndio encontra-se sob investigação. Em declarações à imprensa após uma visita ao local, o ministro Yerlikaya expressou a sua dor: “Estamos a sofrer muito. Infelizmente, perdemos 66 vidas no incêndio que deflagrou neste hotel.”
O ministro da Saúde, Kemal Memisoglu, actualizou a situação dos feridos, indicando que pelo menos um deles se encontra em estado grave. Informações adicionais revelaram que duas das vítimas fatais morreram após saltarem em pânico do edifício em chamas, segundo o governador da região, Abdulaziz Aydin.
Relatos da televisão privada turca NTV referem que alguns hóspedes foram vistos a tentar descer dos seus quartos utilizando lençóis e cobertores na desesperada tentativa de escapar das chamas. No momento do incêndio, encontravam-se 234 pessoas alojadas no hotel.
As autoridades locais continuam a trabalhar no local para prestar auxílio às vítimas e apurar as circunstâncias que levaram a esta tragédia, enquanto a comunidade permanece em choque diante da perda avassaladora de vidas.
A manhã foi marcada por uma manifestação de descontentamento da população do bairro Luís Cabral, que tentou impedir a realização de enterros na vala comum do cemitério de Lhanguene, na cidade de Maputo.
A situação gerou um clima de indignação entre os habitantes, que expressam a sua insatisfação com a prática de despejo de corpos durante o dia.
Tradicionalmente, estas operações ocorriam à noite, duas vezes por semana. No entanto, o recente aumento da frequência e a realização dos enterros à luz do dia têm levantado preocupações e revolta entre os residentes, que consideram essa abordagem inaceitável e desrespeitosa.
Hoje, um camião chegou ao cemitério transportando vários corpos. Apesar de alguns serem enterrados, outros permaneceram no veículo devido à reacção negativa da comunidade. Uma fonte do bairro, que preferiu não ser identificada, revelou à Miramar que os enterros têm ocorrido quase diariamente, intensificando a situação durante a Quadra Festiva, quando o odor nauseabundo dos corpos em decomposição se torna insuportável.
Outro morador, que também falou em anonimato, expressou a preocupação com a presença de crianças que, acordando pela manhã, se deparam com a realidade angustiante dos enterros. “Os carros chegam sempre pela manhã, nós ainda a acordarmos, e até crianças podem ver”, lamentou.
Uma explosão devastadora no Porto de Barcelona resultou na morte de uma pessoa e deixou quatro feridos na manhã de terça-feira.
O incidente ocorreu por volta das 10h10 e teve lugar num depósito de acetato de metilo, uma substância reconhecida por ser altamente inflamável.
De acordo com fontes do comando de emergência, a explosão foi provocada por trabalhos de manutenção na instalação. Em resposta à gravidade da situação, o Departamento de Protecção Civil do governo catalão activou o plano especial de emergência externo destinado ao sector químico.
Os Bombeiros de Barcelona foram rapidamente accionados e conseguiram extinguir o incêndio em cerca de 40 minutos, evitando que a situação se agravasse. Apesar de o acetato de metilo ser considerado não tóxico, a sua natureza inflamável apresentou riscos significativos, levando as autoridades a intensificarem as operações de segurança na área afectada.
As vítimas foram imediatamente transportadas para hospitais da região, onde estão a receber tratamento. As autoridades locais continuam a investigar as circunstâncias que rodearam o acidente, enquanto as autoridades de emergência permanecem em alerta para quaisquer desenvolvimentos adicionais.
A cidade da Beira foi palco de uma operação policial que resultou na detenção de um indivíduo que se fazia passar por funcionário da Electricidade de Moçambique (EDM).
O suspeito, que estava na posse de uma arma de fogo, foi apanhado em flagrante durante uma ação de patrulhamento da Polícia da República de Moçambique (PRM).
Segundo o porta-voz do comando provincial da PRM em Sofala, Marito Peralto, o detido fazia parte de uma quadrilha que se especializava em assaltos a residências. Os membros do grupo, vestidos com uniformes da EDM, abordavam as vítimas de forma a ganhar a sua confiança antes de perpetrar os crimes.
Peralto aproveitou a ocasião para alertar a comunidade, especialmente os agentes económicos, sobre os riscos associados ao armazenamento de grandes quantias de dinheiro em casa. O porta-voz enfatizou a importância de medidas de segurança adequadas para prevenir futuros incidentes.
O Ministro da Saúde, Ussene Isse, qualificou como “falta de ética” a decisão de profissionais de saúde de pararem de trabalhar para reivindicar melhores condições laborais.
Durante uma visita ao Hospital Provincial de Lichinga, o governante sublinhou que o Executivo está ciente dos problemas enfrentados pelo sector e está a envidar esforços para os resolver.
As greves, que começaram na segunda-feira, geraram grande preocupação e discussão em torno da gestão da saúde pública. Ussene Isse reconheceu a existência de problemas significativos, mas sustentou que interromper o atendimento aos pacientes não é a solução. “Não se trata de uma falta de vontade do Governo para resolver as questões, mas sim de uma falta de condições actuais para implementar as mudanças necessárias”, afirmou.
O ministro fez um apelo à calma e à paciência, assegurando que o Executivo está comprometido na busca de soluções que atendam às reivindicações dos profissionais de saúde. “Estamos a trabalhar arduamente para encontrar respostas adequadas e duradouras para os desafios que enfrentamos”, concluiu.
A situação continua a ser monitorizada, enquanto as autoridades buscam formas de mediar o conflito e garantir a prestação de cuidados de saúde à população. A expectativa é que, com diálogo e colaboração, se encontre uma solução que beneficie tanto os profissionais de saúde como os utentes do sistema de saúde.
Cabo Delgado, Zambézia e Sofala podem estar livres do surto de sarampo, conforme as autoridades de saúde que confirmam dois meses sem registo de novos casos da doença.
Esta tendência positiva é atribuída à implementação de diversas acções destinadas a controlar a transmissão do vírus nas comunidades, com destaque para campanhas de sensibilização sobre formas de prevenção e reforço da vacinação.
As medidas adoptadas pelo sector da Saúde incluem a intensificação da vigilância epidemiológica em todas as províncias, com especial atenção para Nampula e Niassa, regiões que continuam a registar casos activos da doença. Desde o início do surto, em Julho do ano passado, o país contabilizou 31 mortes relacionadas com complicações do sarampo, num total de 1.191 casos diagnosticados.
Recentemente, foram reportados oito novos casos nos distritos de Monapo, Angoche e na cidade de Nampula, elevando o total acumulado para 351 casos na província de Nampula, enquanto Niassa permanece com 428 casos confirmados.
O sarampo é uma doença infecciosa viral aguda que se transmite através do contacto directo com gotículas de saliva de indivíduos infectados. O Ministério da Saúde solicita a todos os cidadãos que apresentem sintomas como febre, erupção cutânea, tosse, corrimento nasal ou vermelhidão ocular que se dirijam imediatamente à unidade sanitária mais próxima.
Uma potencial negociação com os vizinhos Zâmbia e Zimbabwe poderá permitir a entrada no território moçambicano de entre 20 a 25 mil milhões de metros cúbicos de água do rio Zambeze.
Esta medida visa responder ao preocupante baixo nível de armazenamento na albufeira da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), que actualmente se encontra apenas a 20% da sua capacidade.
A informação foi confirmada ao jornal “Notícias” por Agostinho Vilanculo, chefe do Departamento de Gestão de Bacias Hidráulicas no Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos. O nível de armazenamento da albufeira em época chuvosa é normalmente de pelo menos 70%, o que corresponderia a aproximadamente 30 a 35 mil milhões de metros cúbicos.
Vilanculo sublinha a importância desta negociação, uma vez que, em caso de precipitação a montante, a prioridade dos países vizinhos será o aumento dos níveis das suas próprias barragens. “O mercado de água é uma possibilidade. Significa negociar e comprar água do Zimbabwe e Zâmbia. A Zâmbia foi clara ao dizer que não vai deixar passar mais de 12 mil milhões de metros cúbicos e esta quantidade não é suficiente para nós”, declarou.
O responsável destacou que a quantidade ideal para revitalizar a albufeira da HCB seria a passagem de pelo menos 20 a 25 mil milhões de metros cúbicos de água. Segundo Vilanculo, esta alternativa de negociação é crucial, tendo em vista a elevada capacidade de geração de energia da HCB em comparação com a barragem de Kariba, situada entre a Zâmbia e o Zimbabwe, que, embora grande, opera com menos potência.
“A HCB tem uma capacidade maior de produção em relação a Kariba, que somente é grande, mas com baixa potência. Então, a alternativa seria enchermos a HCB, produzirmos e comercializarmos energia a preços bonificados. Acho que seria uma saída razoável, porque, normalmente, os escoamentos no Zambeze vão até Maio”, concluiu Vilanculo.
A albufeira de Kariba apresenta uma capacidade total de 181 mil milhões de metros cúbicos, dos quais actualmente apenas cerca de seis mil milhões estão armazenados. Em contrapartida, a HCB possui uma capacidade de 51 mil milhões de metros cúbicos, mas encontra-se com apenas 12 mil milhões.
Na ilha de Java, que alberga mais de 150 milhões de habitantes, a tragédia fez-se sentir com a ocorrência de deslizamentos de terra em três locais distintos, resultando na morte de 16 pessoas.
Além das vítimas fatais, outras 10 sofreram ferimentos de gravidade variável, enquanto onze permanecem desaparecidas, de acordo com informações divulgadas pela Agência Nacional de Busca e Salvamento (Basarnas).
Os relatos preliminares não oferecem pormenores adicionais sobre as circunstâncias das mortes ou sobre as vítimas.
Em simultâneo, a ilha turística de Bali enfrentou um trágico episódio de avalanches que ocorreram entre domingo e segunda-feira, resultando na morte de nove indivíduos e deixando sete feridos, conforme reportou a Agência Nacional de Gestão de Catástrofes (BNPB). O primeiro deslizamento de terra atingiu uma cabana onde as vítimas, todas de nacionalidade indonésia, se encontravam alojadas, enquanto o segundo incidente ocorreu na véspera, na capital da ilha, Denpasar. Este último deslizamento soterraram diversas habitações, causando cinco mortos e três feridos.
Os feridos foram prontamente transportados para hospitais locais, numa ilha onde a coexistência de estâncias de luxo contrasta com infraestruturas deficientes e habitações precárias, especialmente nas áreas rurais.
A BNPB alertou que são esperadas chuvas moderadas a fortes na maior parte de Bali e advertiu para o aumento do risco de catástrofes, como inundações e deslizamentos de terra, devido a estas condições meteorológicas. “Se houver chuva intensa por mais de duas horas, os residentes em áreas sob risco, como zonas inferiores a penhascos ou nas margens dos rios, devem evacuar para locais mais seguros”, recomendou a agência.
As autoridades indonésias planeiam intensificar a vigilância nas áreas susceptíveis a desastres naturais. Em Março do ano anterior, um deslizamento de terra resultou na morte de dois turistas estrangeiros, uma australiana e um holandês, que se encontravam na aldeia afectada.
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