O distrito de Mocímboa da Praia tem alcançado resultados positivos no combate às doenças de origem hídrica, com uma significativa redução dos casos de diarreia nas primeiras semanas de 2024.
Segundo o director dos serviços distritais de saúde, mulher e acção social, Nelson Guambe, os registos passaram de 133 casos nas primeiras três semanas do ano passado para apenas 56 no mesmo período deste ano.
Esta diminuição é atribuída às intensas campanhas de sensibilização promovidas junto das comunidades, que têm incentivado as famílias a cumprir rigorosamente as medidas básicas de prevenção. Nelson Guambe sublinhou o papel crucial dos agentes polivalentes e dos membros dos comités de saúde, que têm estado na linha da frente na educação sanitária, assim como a implementação de brigadas móveis integradas.
Apesar dos avanços na redução das diarreias, a preocupação com a malária permanece elevada. Os dados recentes indicam um aumento significativo dos casos da doença, levando o sector de saúde a considerar a distribuição de redes mosquiteiras como parte das suas acções de combate a esta problemática. As autoridades apelam à população para continuar a aderir às campanhas de prevenção, para garantir a saúde e bem-estar das comunidades.
Pelo menos 27 soldados nigerianos foram mortos num dos atentados suicidas mais mortíferos dos últimos anos, ocorrendo no nordeste do país, de acordo com informações fornecidas por duas fontes militares à agência de notícias AFP.
O ataque teve lugar durante uma ofensiva terrestre lançada pelo exército nigeriano contra um bastião do grupo terrorista Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP), na região conhecida como Triângulo de Timbuktu, que abrange os estados de Borno e Yobe.
Na passada sexta-feira, um bombista suicida, escondido na densa vegetação, conduziu um veículo repleto de explosivos em direcção a um comboio de tropas em avanço. Segundo os oficiais militares que pediram para não serem identificados, o ataque resultou na morte de 27 soldados, incluindo um comandante, e deixou vários outros gravemente feridos.
Um dos oficiais relatou que “o ataque ocorreu à noite, o que dificultou a visualização clara por parte das tropas sobre os arredores”. As fontes militares apontaram ainda que o número de vítimas pode aumentar, uma vez que alguns dos feridos se encontram em estado crítico.
A Rede Viária de Moçambique (REVIMO) anunciou que o pagamento das taxas de portagens nas estradas sob sua gestão será retomado a partir desta segunda-feira.
Esta decisão surge após um período de paralisação motivado por manifestações que exigiam a revisão dos valores das portagens.
Em comunicado enviado à nossa redacção, a REVIMO esclarece que a cobrança das taxas é essencial para assegurar a manutenção das infraestruturas rodoviárias do país. A entidade sublinha a importância deste financiamento para garantir a segurança e a qualidade das vias, fundamentais para a mobilidade dos cidadãos e o desenvolvimento económico.
O comunicado também revela que a REVIMO continuará a implementar medidas de mitigação dos custos das portagens. Entre as iniciativas previstas, destacam-se os descontos destinados a transportadores colectivos de passageiros e a utilizadores frequentes, com o intuito de aliviar a carga financeira sobre estes grupos.
A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Consultor Técnico no Projecto Malaria Prevention. Saiba mais.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, exonerou, na passada quinta-feira, Bernardino Rafael do cargo de comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM).
A decisão foi comunicada através de um despacho presidencial, que também nomeou Joaquim Adriano Sive como o novo responsável pela corporação.
Bernardino Rafael ocupava a liderança da PRM desde 2017, tendo sido reconduzido ao cargo em 2021. Durante o seu mandato, Rafael dedicou-se a implementar diversas reformas na polícia moçambicana, num contexto de desafios significativos na segurança pública do país.
Por sua vez, Joaquim Adriano Sive, que anteriormente serviu como comandante provincial da PRM nas províncias de Cabo Delgado e Nampula, foi promovido à posição de inspector-geral da Polícia antes de assumir o novo cargo.
A sua ampla experiência nas forças de segurança é esperada para trazer uma nova abordagem à liderança da PRM, num período em que a instituição enfrenta exigências crescentes em matéria de segurança e combate ao crime.
A nomeação de Sive é vista como uma oportunidade para revitalizar a Polícia da República de Moçambique, com a expectativa de que ele implemente estratégias eficazes para fortalecer a segurança pública no país.
A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Consultor Técnico no Projecto Malaria Prevention. Saiba mais.
A recente onda de manifestações em Moçambique, que resultou na destruição de pelo menos dez indústrias e vandalização de outras 500, levantou questões importantes sobre a cobertura de seguros em situações de risco político.
Em entrevista ao jornal “Notícias”, Momade Ali Macusse, secretário-geral da Associação Moçambicana de Seguradoras, esclareceu que as apólices de seguro geralmente não cobrem danos causados por atos de vandalismo, saques e destruição associados a manifestações, uma vez que estes são considerados riscos políticos, semelhantes a cenários de guerra e terrorismo.
Os tumultos deixaram cerca de 12 mil pessoas sem emprego e geraram um clima de incerteza entre os clientes das seguradoras. Momade Macusse detalhou que, em condições normais, as apólices não incluem prejuízos decorrentes de eventos políticos. “As condições da apólice numa situação normal não cobrem riscos políticos. O sentido próprio do seguro não prevê danos inerentes às manifestações”, afirmou, referindo-se à preocupação sentida durante a quadra festiva, onde as seguradoras enfrentaram dificuldades em garantir coberturas claras para os seus clientes.
Embora reconhecendo a apreensão dos clientes face a esta realidade, Macusse destacou que é complexo para as seguradoras responderem a situações que não estão previstas nos contractos.
Contudo, fez um apelo para que os clientes procurem informação junto das suas seguradoras para melhor compreenderem as condições específicas das suas apólices, sublinhando que “todo e qualquer risco pode ser coberto, desde que contratado”.
Momade Macusse também incentivou os segurados a explorarem possibilidades de cobertura adicional, caso tenham interesse em se proteger contra danos relacionados a manifestações. “Se determinado cliente achar que quer se sentir mais protegido, pode, com a sua seguradora, encontrar uma forma mediana de cobrir este dano”, explicou.
Além disso, o secretário-geral da Associação Moçambicana de Seguradoras mencionou que, embora as seguradoras façam parte de um sector económico que também sofre o impacto das manifestações, ainda não existem dados estatísticos disponíveis, uma vez que está em curso um trabalho de colecta de informações precisas.
As autoridades sanitárias moçambicanas expressaram preocupação com o alarmante aumento de novas infecções por HIV no país, apesar dos esforços significativos realizados nos últimos cinco anos para reduzir a taxa para menos de 30 por cento.
Em 2023, foram registadas 81 mil novas infecções, um número que continua a ser considerado demasiado elevado, segundo Francisco Mbofana, director executivo do Conselho Nacional de Combate ao SIDA (CNCS).
Durante uma entrevista à Rádio Moçambique, emissora nacional, Mbofana sublinhou a necessidade urgente de identificar portadores do HIV e de conectá-los aos cuidados e tratamentos adequados, como forma de mitigar o elevado número de mortes associadas à doença. “A redução de novas infecções também ajudará a diminuir a mortalidade, pois se tivermos mais pessoas em tratamento e estas alcançarem a supressão viral, o risco de transmissão a outros indivíduos será significativamente reduzido”, afirmou.
O CNCS tem implementado diversas acções de intervenção social e operacional, no âmbito do Plano Estratégico 2021-2025, com o intuito de combater a propagação do HIV.
Estas iniciativas são realizadas em colaboração com a sociedade civil e o sector privado e incluem a disseminação de informações sobre as formas de transmissão e prevenção da doença, bem como esforços para combater o estigma e discriminação que envolvem os portadores do HIV.
Mbofana destacou que, embora tenham sido registadas reduções nas novas infecções nos últimos cinco anos, ainda se enfrenta um desafio considerável. “As intervenções sociais são cruciais, pois o estigma e a discriminação impedem muitas pessoas de acederem aos serviços de prevenção disponíveis”, frisou.
Relativamente ao número de mortes relacionadas ao HIV/SIDA, o director do CNCS fez referência a dados projectados para 2024, apontando para uma redução de 20 por cento em comparação com 2023, que registou cerca de 44 mil mortes. Para 2024, a expectativa é de que este número diminua para aproximadamente 39 mil.
Apesar da melhoria nas estatísticas, Mbofana alertou que as mortes relacionadas ao HIV/SIDA ainda são consideradas demasiado elevadas, dado que o VIH é hoje facilmente diagnosticável e tratável. “Com o tratamento adequado, as pessoas infectadas podem viver mais tempo, e as mortes deveriam ser uma raridade”, acrescentou.
O director executivo do CNCS reafirmou a importância do tratamento contínuo e recomendado pelo Ministério da Saúde (MISAU), embora reconheça que o estigma e a discriminação continuam a ser barreiras significativas para o acesso aos testes e tratamentos necessários.
Um incêndio florestal eclodiu na quarta-feira na região de Castaic Lake, nos Estados Unidos, provocando um estado de emergência e a necessidade de evacuação em várias áreas circundantes.
As equipas de bombeiros enfrentam dificuldades significativas no combate às chamas, devido à elevada humidade e aos fortes ventos que assolam a região.
Segundo a agência de notícias Reuters, já foram emitidas ordens de evacuação com avisos de “ameaça imediata” para os residentes locais. Este alerta crítico reflete a gravidade da situação, uma vez que algumas zonas da Califórnia permanecem sob alerta vermelho, sendo consideradas de risco extremo para incêndios florestais.
Com o intuito de conter o avanço das chamas e minimizar danos, cerca de mil bombeiros foram mobilizados para as áreas afectadas.
As autoridades locais estão a monitorizar de perto a evolução do incêndio, que, devido às condições climáticas adversas, apresenta um potencial de descontrolo elevado.
O anúncio da paralisação de actividades na Função Pública, motivado pela reivindicação do pagamento do 13.º salário, não está a afectar o atendimento aos utentes do Hospital Central da Beira (HCB).
A garantia foi fornecida pelo director-geral da instituição, Nelson Mucopo, durante uma conferência de imprensa realizada na terça-feira.
Mucopo revelou que, no primeiro dia após o anúncio da greve, o hospital registou uma taxa de absentismo de apenas 2,7%. “A grande maioria dos nossos funcionários está a cumprir com as suas funções normalmente. Ao todo, 41 colaboradores, entre técnicos, agentes de serviços e enfermeiros, faltaram ao serviço, mas isso não influenciou de forma alguma o atendimento aos nossos doentes”, declarou o responsável.
Segundo o director, todos os sectores do HCB, incluindo farmácias, enfermarias e bloco operatório, estão a funcionar sem interrupções. “O HCB conta com 1649 funcionários. Retirando os 153 médicos, restam cerca de 1486 profissionais que estão associados à greve, mas a sua ausência não tem afectado a rotina do hospital”, destacou.
Nelson Mucopo assegurou que a direcção está a monitorizar a situação e que os funcionários ausentes serão alvo das medidas disciplinares previstas no Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado. “Estamos a fazer o levantamento dos que estão ausentes. Sabemos que, em algumas áreas, pode ter faltado um funcionário, mas isso ocorre em sectores onde o número de profissionais é reduzido, não impactando as operações diárias”, frisou.
O director-geral expressou preocupação com a possibilidade de a ausência de mais colaboradores vir a sobrecarregar aqueles que continuam a trabalhar. “Esperamos que os colegas reflitam sobre a situação e percebam que as actividades no hospital são diferentes das de outras instituições. Trabalhamos com vidas humanas e é fundamental que sejamos sensíveis. Reconhecemos os direitos dos colegas que estão a reivindicar, mas é importante lembrar que existem formas de protestar que não comprometem a saúde das pessoas que dependem dos nossos serviços”, concluiu.
Dois jovens foram indiciados por pertencerem a duas quadrilhas responsáveis por assaltos à mão armada e encontram-se detidos no Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) na Beira.
Os indiciados, T. Chipinduca, de 25 anos, e C. Milissão, de 31 anos, foram detidos em circunstâncias distintas, mas ambas as operações resultaram na neutralização de actividades criminosas.
De acordo com Dércio Chacate, porta-voz do Comando Provincial da PRM em Sofala, o primeiro caso envolveu T. Chipinduca e três cúmplices que, armados com uma pistola de pressão de ar, tentaram assaltar a residência de um comerciante na zona da Mobeira. O crime ocorreu quando o grupo se fez passar por trabalhadores de uma empresa, alegando realizar uma fiscalização na casa.
No entanto, a sua ação foi frustrada pela rápida intervenção da população, que, ao ouvir os pedidos de socorro dos proprietários, alertou as autoridades. A Polícia, que se encontrava em patrulha nas proximidades, conseguiu capturar Chipinduca, enquanto os restantes elementos da quadrilha conseguiram fugir.
T. Chipinduca confessou o crime e admitiu que se juntou ao grupo pela primeira vez, motivado pela informação de que a família alvo possuía uma significativa quantia de dinheiro, estimada em dez milhões de meticais.
No segundo caso, a PRM apresentou C. Milissão, um suposto membro de uma quadrilha que opera à noite, utilizando catanas e facas para realizar assaltos. Milissão foi detido após ter agredido um cidadão na Munhava e ter roubado a sua motorizada. O proprietário da moto, após ter comunicado o incidente à polícia, conseguiu recuperar o seu veículo e identificar o suspeito.
Apesar das evidências, C. Milissão nega as acusações, afirmando ser um simples comerciante de chinelos e alegando ter adquirido a motorizada por 21 mil meticais.
Contudo, não conseguiu apresentar qualquer comprovativo da compra e admite que a transação foi feita sem documentação adequada, o que levanta suspeitas sobre a origem do veículo.
O governo do ex-presidente Donald Trump está a preparar uma investigação e possíveis processos judiciais contra autoridades policiais em estados e cidades que não cumpram as novas políticas de imigração dos Estados Unidos.
A informação foi divulgada através de um memorando interno do Departamento de Justiça, que tem sido amplamente comentado pela imprensa norte-americana.
A fronteira entre os Estados Unidos e o México continua a ser um dos principais focos da política de imigração do ex-presidente. Logo nas primeiras horas do seu mandato, Trump declarou um estado de “emergência nacional” naquela região, apresentando a imigração ilegal como um dos maiores desafios enfrentados pelo país.
Segundo o referido documento, as novas legislações que visam combater a imigração ilegal devem ser rigorosamente aplicadas por autoridades a nível estadual e local. O não cumprimento dessas directrizes poderá resultar em sanções severas, incluindo processos judiciais contra os responsáveis.
Durante a sua campanha presidencial, Trump comprometeu-se a implementar uma série de medidas rigorosas para limitar a entrada de estrangeiros de forma ilegal nos Estados Unidos, reiterando a sua posição de que os imigrantes ilegais constituem um problema significativo para a nação.
No primeiro dia do seu segundo mandato, Trump declarou “emergência nacional” na fronteira e, dois dias depois, assinou uma ordem executiva que proíbe a entrada de imigrantes ilegais pela área, sublinhando assim o seu compromisso com a implementação das suas políticas de imigração.
Uma tragédia abalou o Centro de Saúde de Chicumbane, quando um paciente perdeu a vida enquanto aguardava por atendimento. O incidente ocorreu na província de Gaza, gerando preocupação e indignação entre os cidadãos locais.
De acordo com informações avançadas pelo jornal “Notícias”, os profissionais de saúde presentes no local não conseguiram fornecer detalhes concretos sobre a condição médica do paciente falecido. A falta de informações sobre a doença que o afectava levanta questões sobre a situação crítica em que se encontram os serviços de saúde da região.
A situação é ainda mais alarmante, dado que o país enfrenta uma greve prolongada por parte dos profissionais da saúde, que reivindicam o pagamento em atraso do 13.º vencimento.
A paralisação tem afectado a normalidade do atendimento nos centros de saúde, deixando muitos pacientes em situações vulneráveis e sem o suporte necessário.
As autoridades locais estão sob pressão para encontrar soluções que garantam o restabelecimento dos serviços essenciais de saúde, ao mesmo tempo que buscam responder às exigências dos trabalhadores da saúde.
A morte deste paciente levanta um debate urgente sobre as condições que afectam o acesso a cuidados médicos de qualidade em Moçambique, especialmente em tempos de crise.
A transportadora aérea estatal Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) anunciou a nomeação de Marcelino Gildo Alberto como o novo presidente do conselho de administração da companhia.
A decisão foi ratificada durante uma assembleia-geral extraordinária, realizada na sede da empresa, e entra em vigor de imediato.
Com esta mudança, Américo Muchanga, que até então liderava a LAM desde Julho de 2024, cessou funções, sendo agora designado para o cargo de ministro das Comunicações e Transformação Digital do país.
O novo presidente, Marcelino Gildo Alberto, traz consigo uma vasta experiência, tendo anteriormente ocupado a presidência do conselho de administração da estatal Electricidade de Moçambique (EDM) antes de ser exonerado em Julho do ano passado.
O Congresso dos Estados Unidos aprovou a controversa Lei Laken Riley, que permite a deportação de imigrantes ilegais acusados de crimes, mesmo antes de um julgamento.
A nova legislação é um reflexo das promessas de campanha do presidente Donald Trump, que desde o início do seu mandato tem intensificado as medidas contra a imigração ilegal.
Com a maioria republicana em ambas as casas do Congresso, a lei foi aprovada na Câmara dos Representantes, com um resultado de 263 votos a favor e 156 contra, após já ter passado pelo Senado no início da semana. O nome da lei é uma homenagem a Laken Riley, uma estudante que perdeu a vida em 2024 na Geórgia, vítima de um crime cometido por um imigrante ilegal oriundo da Venezuela, um caso que Trump frequentemente citou durante a sua campanha.
A nova legislação permite que imigrantes ilegais sejam deportados durante o processo judicial, desde que sejam acusados de crimes graves, como homicídio, latrocínio, lesão corporal, roubo e furto. Esta medida levanta preocupações sobre os direitos dos imigrantes e a possibilidade de deportações injustas, dado que não será necessário um julgamento prévio para a execução da deportação.
Além disso, Trump também tomou medidas drásticas na fronteira com o México, ao ordenar o fechamento da mesma para imigrantes e a suspensão de um aplicativo governamental que permitia o registo de candidatos à imigração. Em uma ação que também gerou polémica, o presidente declarou uma emergência nacional na fronteira sul e anunciou o envio de milhares de militares para a região.
As centrais sindicais da função pública em Moçambique entram em um dia de greve que promete prolongar-se até que o Governo cumpra a exigência do pagamento do 13.º salário.
A paralisação, que começou na segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional da Função Pública, juntamente com várias associações, incluindo a Associação Nacional dos Enfermeiros de Moçambique e a Associação Nacional dos Professores.
Em declarações à Voz da América, Isac Marrengule, porta-voz das centrais sindicais, foi claro ao afirmar que “a greve só vai terminar quando o Governo pagar o 13.º salário”. A insatisfação com a gestão do novo Executivo é palpável, com Marrengule a criticar a postura do Governo: “Temos um Governo hipócrita. Esperava-se que o novo Governo fosse diferente, mas a hipocrisia, a ignorância e a arrogância continuam”.
A tensão entre os sindicatos e o Governo acentuou-se após as declarações do ministro da Saúde, Hussene Isse, que na terça-feira, declarou que “deixar de trabalhar não é ético na saúde”. Marrengule respondeu a esta acusação, questionando a ética do Governo ao não cumprir com os direitos constitucionais dos trabalhadores: “É ético que um Governo continue a distanciar-se dos profissionais? É ético que um Governo deva três, quatro, cinco anos aos funcionários?”.
Sobre a adesão à greve, o porta-voz afirmou não poder quantificar a participação, mas assegurou que apenas os serviços mínimos estão a ser prestados.
No sector da educação, os professores deixaram de controlar os exames, sendo os membros da comunidade ou polícias a assumir essa responsabilidade.
Dois armazéns do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (INGD) foram alvo de saques por parte da população local, resultando na perda de 52 toneladas de produtos alimentares que estavam destinados às vítimas do fenómeno climático El-Niño.
O incidente ocorreu no distrito de Mutarara, na província de Tete.
De acordo com informações prestadas pelo INGD, a acção dos cidadãos foi desencadeada pela ausência de alguns nomes nos critérios de selecção para a distribuição de alimentos. A delegada provincial do INGD, que não foi identificada, revelou que o vandalismo dos armazéns e o consequente roubo de produtos resultaram na privação de assistência alimentar para cerca de 450 famílias afectadas pela crise causada pelo El-Niño.
As autoridades locais estão em alerta e a situação levanta preocupações sobre a gestão de recursos e a necessidade de uma abordagem mais eficaz para garantir que as comunidades vulneráveis recebam a assistência de que necessitam, especialmente em tempos de crise.
A sede do posto administrativo de Pafúri encontra-se isolada do restante dos distritos e da província, em consequência do transbordo dos rios Limpopo e Nwanetsi.
Esta situação alarmante, que se vive desde o fim-de-semana, decorre do aumento do caudal das águas que descem da montante, resultando na intransitabilidade das vias de acesso e na inundação de mais de mil hectares de culturas diversas.
A administradora distrital de Chicualacuala, Cacilda Banze, confirmou que o transbordo dos rios afectou mais de mil famílias que viram as suas machambas submersas. “Estamos também a enfrentar problemas nas vias rodoviárias, nomeadamente na estrada Mapai/Pafúri, onde em alguns pontos a circulação de viaturas tornou-se impossível”, declarou Banze.
Kyle Clifford, de 26 anos, o principal suspeito no homicídio de Carol Hunt, de 61 anos, e das suas duas filhas, Hannah, de 28, e Louise, de 25, admitiu na quarta-feira ter assassinado as três mulheres.
O crime ocorreu a 9 de Julho do ano passado e chocou a comunidade local, bem como o país.
Durante uma audiência no tribunal da Coroa de Cambridge, Clifford, que era ex-namorado de uma das vítimas, declarou-se culpado de homicídio e também admitiu a posse de uma faca e de uma besta, armas utilizadas nos crimes. A investigação revelou que Carol sofreu múltiplas facadas no peito e abdómen, enquanto Hannah e Louise foram mortas por ferimentos causados por flechas disparadas pela besta.
Após os homicídios, Clifford foi encontrado pelas autoridades num cemitério, após um longo período de fuga que durou quase 24 horas. A busca por parte das forças policiais levou à mobilização de uma grande operação, com o intuito de localizar o suspeito.
De acordo com informações divulgadas pelo The Sun, Kyle Clifford foi encontrado com ferimentos graves, resultantes de uma tentativa de autoinfligir-se, tendo mesmo perfurado a medula espinhal, o que lhe causou paralisia.
Após ser resgatado, foi transportado para um hospital, onde ficou sob cuidados médicos. Em Setembro, durante uma aparição no tribunal, foi noticiado que o homem se encontrava numa cadeira de rodas, sinalizando a gravidade das suas lesões.
O Presidente da República, Daniel Chapo, revelou que já foram iniciadas conversações com a oposição, com o objectivo de alcançar consensos que garantam a estabilidade política em Moçambique.
A declaração foi feita em uma recente entrevista ao canal britânico BBC.
Chapo sublinhou que as discussões em curso abordam diversos aspectos cruciais, que poderão culminar numa proposta de Revisão Constitucional.
Esta medida visa adaptar a legislação vigente às realidades políticas e sociais do país, promovendo um ambiente mais harmonioso e propício ao diálogo.
O Presidente expressou a sua preocupação face à crescente onda de violência associada aos pleitos eleitorais, lamentando as mortes que têm sido reportadas em decorrência dos conflitos eleitorais. “É imperativo que trabalhemos juntos para garantir que as eleições sejam um momento de expressão democrática, e não de tragédias”, afirmou Chapo, ressaltando a importância de um clima de paz e respeito mútuo entre todas as forças políticas.
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