Um incêndio de grandes dimensões deflagrou no Hotel Pestana CR7, propriedade do internacional português Cristiano Ronaldo, na cidade de Marraquexe, no passado sábado.
Segundo informações avançadas pelo site Zanga 20, o fogo começou num dos quartos do hotel, cujas causas ainda se encontram a ser investigadas.
Felizmente, não houve registo de vítimas, graças à “rápida intervenção” dos bombeiros, que conseguiram controlar e apagar as chamas de forma eficiente. A direcção do hotel sublinhou que “os sistemas de segurança do hotel funcionaram de forma eficaz”, assegurando a protecção de hóspedes e funcionários durante o incidente.
Apesar do susto, o Pestana CR7 Hotel, inaugurado em 2021, continua a funcionar normalmente e a receber hóspedes. De acordo com meios de comunicação marroquinos, este hotel é um dos estabelecimentos hoteleiros mais populares de Marrocos, atraindo visitantes de várias partes do mundo.
Uma fuga de gás numa mina de carvão na província de Semnan, localizada a aproximadamente 300 quilómetros a leste de Teerão, resultou na morte de pelo menos sete pessoas.
O trágico incidente ocorreu na cidade de Damghan, conforme reportado pela agência noticiosa iraniana Mehr, que adianta que a origem da fuga permanece desconhecida.
Segundo as autoridades locais, os corpos das sete vítimas já foram recuperados, embora as buscas continuem, levantando preocupações de que outros mineiros possam ainda estar presos nas profundezas da mina. Relatos de alguns meios de comunicação sugerem que a fuga foi causada por monóxido de carbono, uma substância altamente tóxica que representa um grave risco para a saúde dos trabalhadores.
Esta não é a primeira vez que acidentes mortais ocorrem nas minas de carvão do Irão. Em 2023, uma explosão numa mina na mesma região de Damghan resultou na morte de seis mineiros. O Irão, que possui cerca de 1,5 mil milhões de toneladas de reservas comprovadas de carvão, tem uma história marcada por incidentes fatais nas suas explorações mineiras. Em Setembro de 2024, uma explosão numa mina em Tabas, situada a 540 quilómetros de Teerão, causou a morte de mais de 50 pessoas e deixou pelo menos 20 feridos.
O trágico acidente de 2017 em Azad Shahr, que resultou na morte de 43 mineiros, provocou uma onda de indignação pública contra as autoridades, destacando a necessidade urgente de melhorias nas condições de segurança nas minas do país.
O Monte Kanlaon, um dos vulcões mais activos das Filipinas, entrou em erupção, lançando uma impressionante coluna de cinzas a aproximadamente 4 quilómetros de altura.
Esta ocorrência foi confirmada pelo Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia (Phivolcs), que mantém o nível de alerta 3 em vigor desde Dezembro de 2024, após uma erupção anterior.
O nível de alerta 3, que se insere numa escala que vai até 5, indica um aumento significativo do risco de fluxos de lava e a possibilidade de uma erupção perigosa nas semanas seguintes. O Monte Kanlaon está situado nas províncias de Negros Ocidental e Negros Oriental e é uma das várias formações vulcânicas presentes no arquipélago, que se encontra na conhecida região do “Anel de Fogo” do Pacífico, onde a actividade vulcânica e os terremotos são fenómenos frequentes.
Em declarações à rádio DWPM, o director do Phivolcs, Teresito Bacolcol, alertou que a situação pode evoluir rapidamente. O especialista indicou que a possibilidade de alteração no nível de alerta está em aberto. Se o magma ascender à superfície rapidamente, existe a chance de uma erupção mais intensa, o que poderia resultar na elevação do nível de alerta para 4. Por outro lado, uma desaceleração ou uma pausa no movimento do magma poderá levar a uma redução do alerta para o nível 2.
Em Moçambique, ex-guerrilheiros da Renamo, que participaram no processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR), levantaram sérias acusações de burla no pagamento das suas pensões, apontando Ossufo Momade como o “cérebro” dos supostos desvios.
As acusações foram tornadas públicas numa carta divulgada na quinta-feira.
Os desmobilizados afirmam que, segundo o acordado, cada um deveria receber aproximadamente 2,4 milhões de meticais (cerca de 35 mil euros) anualmente durante o primeiro ano após a desmobilização.
No entanto, em entrevista à DW, Vitorino Caravela, representante do grupo, revelou que a comissão que negociou a desmobilização prometeu a entrega do montante em cheque, juntamente com material de construção, mas que, no final, os ex-combatentes apenas receberam 1.500 meticais.
A RENAMO, por sua vez, rejeita essas alegações. André Magibire, chefe do Grupo de Diálogo sobre Assuntos Militares da RENAMO, esclareceu que não foi acordado com os desmobilizados o valor mencionado. “Os combatentes foram desmobilizados e, no ato, receberam um kit. Reconheço que era um kit básico, mas durante um ano receberam uma quantia que variava conforme a patente. Um general, por exemplo, recebeu cerca de 69 mil meticais mensais, enquanto um soldado recebeu seis mil”, afirmou Magibire.
A falência da EcoFarm, uma fábrica de açúcar orgânico inaugurada em 2019, resultou no desemprego de pelo menos 800 trabalhadores, contribuindo para um total de 1500 despedimentos contabilizados na província de Sofala desde o início do ano.
Este grave cenário foi revelado por Bento Gotine, secretário executivo provincial da OTM-Central Sindical, em declarações à imprensa.
O responsável sublinhou que a situação laboral na região é alarmante, com um aumento significativo de despedimentos em massa, atrasos no pagamento de salários e a prática de remunerações abaixo do salário mínimo, o que tem gerado grande preocupação entre os representantes dos trabalhadores. “Sofala tem neste momento duas empresas em situação de insolvência, nomeadamente Cimentos de Moçambique e EcoFarm. São mais de mil trabalhadores que se encontram prejudicados e sem os seus salários”, afirmou Gotine.
O líder sindical expressou a sua insatisfação perante estas circunstâncias, enfatizando que a EcoFarm tem a responsabilidade de indemnizar os seus colaboradores afectados pela falência. “Estamos a acompanhar de perto o processo da EcoFarm e exigimos que a empresa cumpra com as suas obrigações”, acrescentou.
Em paralelo, Gotine anunciou a intenção de criar um centro de formação profissional na cidade da Beira, com o objectivo de melhorar as competências técnicas dos trabalhadores locais. “Ter um centro na Beira será uma mais-valia não só para a OTM-Central Sindical, mas também para a província e a sociedade em geral. Estamos a estudar, junto dos nossos parceiros, a possibilidade de expandir esta iniciativa para outras áreas da nossa província”, concluiu.
De acordo com um estudo recente realizado pela consultora económica Luso-África, as novas taxas aduaneiras impostas pelos Estados Unidos, que visam uma série de produtos importados, não terão um impacto substancial nas economias dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
As tarifas, que entraram em vigor a 1 de Novembro, incidem principalmente sobre produtos agrícolas e manufacturados de diversos mercados, mas a análise revela que a exposição dos PALOP a estes produtos é limitada. Os países, que incluem Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, exportam uma quantidade reduzida desses bens para o mercado norte-americano.
O relatório destaca que, embora existam algumas indústrias locais que possam sentir pressão devido ao aumento das taxas, o efeito agregado nas economias dos PALOP deve ser mitigado pela diversificação das suas exportações e pela crescente procura em mercados alternativos, como a União Europeia e a China.
Além disso, o estudo sublinha que a maioria das exportações dos PALOP para os EUA está isenta de tarifas, devido a acordos comerciais existentes, o que proporciona uma almofada adicional contra qualquer consequência negativa que as novas taxas possam provocar.
Especialistas em economia afirmam que, apesar do cenário global de incerteza, principalmente devido a tensões comerciais e alterações nas políticas comerciais internacionais, os PALOP devem continuar a fortalecer as suas relações comerciais com parceiros estratégicos, minimizando assim a dependência do mercado norte-americano.
A consultora Luso-África recomenda que os governos dos PALOP continuem a investir na diversificação das suas economias e a explorar novas oportunidades de mercado, para garantir a sustentabilidade e o crescimento a longo prazo das suas economias.
Desde o início do ano, Angola tem enfrentado um grave surto de cólera, que já provocou a morte de mais de 400 pessoas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o país registou um total de 10.771 casos da doença, dos quais 206 foram notificados apenas nas últimas 24 horas, representando 36% do total de casos reportados em 2023.
Neste contexto alarmante, a província de Benguela emergiu como o epicentro do surto, com 83 casos confirmados. A capital, Luanda, também foi severamente afectada, contribuindo para a alarmante estatística de quase 3.500 casos registados no último mês, o que equivale a 56% do total de casos de cólera em África.
Philippe Barboza, representante da OMS, sublinha que o aumento global da cólera está a ser impulsionado por factores como conflitos, catástrofes naturais e alterações climáticas, que exacerbam a propagação da doença. Angola, com 36% dos casos notificados a nível mundial, destaca-se como um dos países com uma das maiores taxas de letalidade, que se aproxima dos 4%, muito acima do limite de 1% considerado aceitável pela OMS.
O surto de cólera em Angola não se limita ao país, pois outros estados africanos que estavam previamente livres da doença, como a Namíbia, registaram recentemente casos de infecção pela primeira vez em uma década.
Além disso, países como Quénia, Malawi, Zâmbia e Zimbabué também estão a enfrentar um ressurgimento da cólera, o que levanta preocupações sobre a eficácia das medidas de contenção e a necessidade urgente de intervenção sanitária.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Motoristas. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director Financeiro. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director de Programa EmpowerED. Saiba mais.
Inicia-se uma importante campanha de vacinação contra o sarampo e a rubéola, que abrangerá pouco mais de um milhão de crianças com idades entre os nove meses e os cinco anos, em todos os distritos da cidade e províncias de Maputo e Gaza.
Esta iniciativa é promovida pelo Ministério da Saúde (MISAU) em colaboração com diversos parceiros, com o objectivo de reforçar a prevenção contra estas doenças altamente contagiosas e potencialmente letais.
Recentemente, as províncias de Niassa, Cabo Delgado e Zambézia enfrentaram surtos de sarampo, que resultaram em mais de 31 mortes entre um total de 1.191 casos notificados. O director nacional do Programa Alargado de Vacinação (PAV) do MISAU, Leonildo Nhampossa, enfatizou que esta campanha vem completar o ciclo de imunização iniciado em 2023. “Neste ano, priorizámos as províncias do centro, tendo em conta o registo do surto de sarampo. No ano passado, abrangemos Niassa, Cabo Delgado, Nampula e Inhambane, e agora estamos a cobrir os restantes pontos”, afirmou Nhampossa.
Para a presente campanha, estão envolvidos cerca de 13 mil profissionais, incluindo mobilizadores, vacinadores e registadores. As equipas de vacinação estarão distribuídas não apenas nas unidades sanitárias, mas também em locais com grande concentração de pessoas, como mercados, paragens de transportes e igrejas.
As autoridades de saúde apelam aos pais e encarregados de educação que levem as crianças menores de seis anos aos postos de vacinação, mesmo que já tenham sido imunizadas anteriormente. “Esta ação visa reforçar a imunidade da criança contra a doença, que é prevenível apenas através da vacinação”, sublinhou o director do PAV.
O vice-presidente do Irão, Shahram Dabiri, foi destituído do seu cargo em resultado de uma viagem controversa à Antártida, considerada “extravagante” pelas autoridades do regime iraniano. A decisão foi anunciada pelo presidente Masoud Pezeshkian.
A polémica em torno de Dabiri começou quando ele partilhou nas redes sociais imagens da sua estadia junto ao navio de cruzeiro Plancius, famoso por oferecer experiências de luxo no continente antárctico. A divulgação das fotografias provocou uma onda de críticas, especialmente em um contexto de dificuldades económicas que o Irão enfrenta.
Em resposta à situação, o presidente Pezeshkian sublinhou que viagens desta natureza “não são defensáveis nem justificáveis” e reafirmou a necessidade de priorizar a honestidade e a justiça em tempos de crise. “Nossa amizade de longa data e seus serviços inestimáveis na vice-presidência não impedem a priorização da adesão à honestidade, à justiça e às promessas feitas ao povo”, declarou o presidente ao formalizar a destituição de Dabiri.
A possibilidade de um aumento do preço do pão paira sobre os consumidores moçambicanos, em virtude da crescente escassez de divisas para a aquisição da farinha de trigo nas moageiras do país.
De acordo com uma comunicação formal citada pelo jornal Miramar, as moageiras nacionais alertaram que a actual crise cambial tem repercussões directas nos custos de importação e aquisição do trigo. Este cenário preocupante poderá levar a uma inevitável subida no preço do pão, caso a situação não se estabilize até ao final do mês de Abril.
Os responsáveis do sector têm manifestado a sua preocupação com a continuidade da produção e a segurança alimentar dos cidadãos, uma vez que o pão é um alimento básico na dieta da população moçambicana. A confirmar-se o aumento, o impacto poderá ser significativo, especialmente para as famílias de rendimentos mais baixos.
Um trágico acidente no vale de Mandruzi, no distrito do Dondo, resultou na morte de três estudantes do Instituto de Ciências do Mar e Pesca, todos com idades entre 22 e 28 anos.
Os alunos foram vítimas de afogamento durante uma aula prática, tendo um quarto estudante sido dado como desaparecido.
De acordo com Fernando Meque, porta-voz do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), o incidente ocorreu por volta das 11:00 horas, quando a canoa de fabrico caseiro, na qual os estudantes se encontravam, era pilotada por um dos formandos. Na embarcação, estavam seis estudantes que se encontravam em estágio.
As autoridades locais estão a investigar as circunstâncias que levaram a este fatal acontecimento, enquanto os serviços de salvamento continuam a busca pelo estudante desaparecido. Este trágico acidente levanta questões sobre a segurança nas aulas práticas e a supervisão durante as actividades de campo, susceptíveis de perigos inerentes.
Milhares de manifestantes tomaram as ruas de várias cidades norte-americanas em um ato de descontentamento contra as políticas do presidente Donald Trump, no que foi o primeiro grande protesto desde a sua posse em Janeiro deste ano.
O movimento, intitulado “Hands Off” (ou “Tire suas mãos”, em tradução livre), contou com o apoio de grupos de esquerda e também se espalhou para países como Itália, França, Reino Unido, Alemanha, Canadá e México.
Na capital Washington, a multidão reuniu-se nas imediações da Casa Branca, com estimativas apontando para pelo menos 5 mil participantes. Os manifestantes expressaram suas críticas não apenas a Trump, mas também a Elon Musk, chefe do Departamento de Eficiência Governamental (Doge), com slogans como “Abaixo a oligarquia”, “Deporte Musk” e “o fascismo chegou” estampados em cartazes.
Os protestos surgem em um contexto de tensão, na mesma semana em que Trump anunciou a imposição de tarifas elevadas, um “tarifaço”, sobre centenas de países, incluindo alguns aliados. Esta controversa medida proteccionista gerou uma onda de instabilidade no mercado global, reflectida no colapso das bolsas de Nova York, que tiveram o pior desempenho desde 2020, ano marcado pela pandemia de Covid-19.
O Ministério do Interior da África do Sul anunciou que, no último ano fiscal, foram deportados aproximadamente 47 mil imigrantes ilegais, contabilizando o maior número de deportações registado nos últimos anos.
Este número representa um aumento significativo em comparação com o ano anterior, quando cerca de 40 mil imigrantes foram expulsos do país.
As autoridades sul-africanas explicam que este incremento nas deportações deve-se a uma estreita colaboração entre o Ministério do Interior e a Agência de Controlo de Fronteiras, que tem resultado em operações mais eficazes no combate à imigração ilegal. Entre as iniciativas destacadas, encontra-se a operação “Vhala Umugodi”, orientada para o combate à mineração ilegal, que tem contribuído para a identificação e detenção de imigrantes ilegais.
O aumento das deportações levanta preocupações e debates sobre as políticas de imigração e os desafios sociais que a África do Sul enfrenta em relação ao fluxo migratório. A situação exige uma análise cuidadosa das medidas implementadas e das suas implicações para as comunidades locais e os imigrantes.
A administração norte-americana recebeu propostas de negociação de mais de 50 países em relação às tarifas alfandegárias recentemente anunciadas pelo presidente Donald Trump. A informação foi divulgada pelo conselheiro económico da Casa Branca, Kevin Hassett.
De acordo com Hassett, os países que manifestaram interesse em abrir negociações o fazem porque compreendem que serão significativamente afectados pelas novas tarifas. “Eles entendem que vão suportar uma parcela significativa destas tarifas”, declarou o director do Conselho Económico Nacional, que apoia o presidente dos EUA nas questões de política económica.
As tarifas, que preveem um aumento universal de 10%, entraram em vigor no passado sábado e serão incrementadas a partir de quarta-feira para vários parceiros comerciais dos Estados Unidos, incluindo a União Europeia, que enfrentará um aumento de 20%, e a China, com um aumento previsto de 34%.
Apesar das preocupações, Kevin Hassett refutou a ideia de que estas novas taxas alfandegárias terão um impacto negativo substancial na economia americana. “Não creio que vamos assistir a um grande impacto nos consumidores nos Estados Unidos”, afirmou o consultor em entrevista ao canal de televisão ABC.
A maioria dos economistas, contudo, antecipa que os novos impostos sobre produtos importados poderão provocar uma aceleração da inflação e um abrandamento do consumo interno. Hassett reconheceu a possibilidade de aumentos de preços, mas defendeu que as tarifas são uma forma de “tratar os trabalhadores americanos de forma justa” e protegê-los da concorrência desleal.
Em resposta a questionamentos sobre a ausência da Rússia na lista de países que sofrerão as novas tarifas, o conselheiro económico indicou que a decisão foi tomada em virtude das negociações em curso com Moscovo e Kiev relacionadas com a guerra na Ucrânia. “Penso que o presidente tomou a decisão de não confundir as duas questões”, explicou, sublinhando que isso não significa que a Rússia não será tratada de forma semelhante a outros países no futuro.
A estação das chuvas que se iniciou em Novembro na Bolívia já resultou na trágica morte de 55 pessoas, com oito desaparecidos, e impactou mais de meio milhão de famílias, de acordo com informações divulgadas pelo vice-ministro da Defesa Civil, Juan Carlos Calvimontes, no domingo.
Em declarações ao canal Bolivia TV, Calvimontes revelou que todas as nove regiões do país registaram danos significativos, com mais de mil casas totalmente destruídas devido a deslizamentos de terra e inundações. A magnitude da crise levou o governo a mobilizar mais de quatro mil militares para prestar assistência às comunidades afectadas.
As previsões meteorológicas indicam que as chuvas continuarão em Abril, aumentando o risco de transbordo dos rios em diversas áreas. A situação é particularmente crítica na região de Beni, onde as inundações transformaram pastagens em terrenos alagados, forçando os agricultores a transportarem o seu gado em barcaças de madeira para áreas mais elevadas.
Em resposta à calamidade, o Governo boliviano anunciou que a Marinha está a trabalhar na adaptação de um navio anteriormente utilizado como hospital, com o objectivo de transportar até 40 toneladas de ajuda humanitária para as comunidades indígenas da região de Beni.
O distrito de Dondo, em Sofala, foi palco de uma tragédia aquática quando uma canoa naufragou no rio Colovane, resultando na morte de três pessoas e deixando outras duas desaparecidas.
As vítimas, todas estudantes do Instituto de Ciências do Mar e Pescas, regressavam de aulas práticas quando o infortúnio ocorreu.
O porta-voz do Serviço Nacional de Salvação Pública em Sofala, Fernando Faria, confirmou que, a bordo da canoa, se encontravam seis indivíduos, dos quais um foi resgatado com vida.
As circunstâncias que levaram ao naufrágio ainda permanecem desconhecidas, e as autoridades estão a investigar o caso para determinar as causas subjacentes a este lamentável acidente.
Pelo menos 17 pessoas perderam a vida nas tempestades que têm afectado o centro e sul dos Estados Unidos de quarta-feira, conforme o último balanço divulgado pelas autoridades locais.
A situação continua crítica, com alertas de inundações ainda em vigor, particularmente nos estados do Kentucky, Tennessee e Alabama, segundo os serviços de previsão meteorológica do país.
O estado do Tennessee foi o mais severamente atingido pela intempérie, registando até agora 10 fatalidades. Desde então, diversas regiões, que vão do Arkansas ao Ohio, têm enfrentado ventos violentos, frequentemente acompanhados por tornados e chuvas torrenciais.
O mau tempo obrigou o encerramento de escolas, incluindo aquelas em Nashville, a capital do Tennessee. Cenários alarmantes têm circulado nas redes sociais, com imagens que mostram edifícios danificados, árvores derrubadas e automóveis capotados em várias localidades.
Além do impacto humano, cerca de 110 mil pessoas ficaram sem electricidade em cinco estados norte-americanos, resultante dos danos causados pelos ventos fortes e pelas condições meteorológicas adversas.
O ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro fez declarações contundentes durante um protesto que atraiu milhares de apoiantes na cidade de São Paulo, no domingo.
Os manifestantes exigiam amnistia para os condenados pelos ataques ocorridos a 8 de Janeiro de 2023 em Brasília, que resultaram em repercussões legais para mais de 1.400 apoiantes do ex-Presidente.
“Nós temos esperança. O movimento é pela liberdade das pessoas de bem – mães, pais, irmãos e avós, pessoas que nunca pegaram armas na vida e que estão entre os condenados e respondendo a processos”, afirmou Bolsonaro, referindo-se aos indivíduos detidos após os violentos ataques às sedes dos Três Poderes e que estão a ser julgados por vários crimes.
O ex-Presidente, que continua a ser uma figura polarizadora no Brasil, expressou optimismo em relação à possibilidade de uma solução para a situação dos seus apoiantes. “Não se preocupem comigo (…) Tenho esperança que, de fora, venha alguma coisa para cá”, disse, aludindo à expectativa de receber apoio externo.
Bolsonaro também mencionou o seu filho, Eduardo Bolsonaro, deputado federal em função suspensa a seu pedido, que actualmente se encontra nos Estados Unidos. O filho do ex-Presidente está a liderar uma campanha para expor uma alegada perseguição política contra os ‘bolsonaristas’ e outros políticos conservadores em território brasileiro.
As autoridades governamentais do distrito de Lalaua, na província de Nampula, expressaram preocupações crescentes face a uma iminente crise alimentar, resultante dos cortes de estradas provocados pela passagem da tempestade tropical Jude.
Estes obstáculos estão a dificultar gravemente o acesso às zonas de produção agrícola, comprometendo o fornecimento de bens essenciais.
O administrador do distrito, Alfredo Matata, sublinhou a gravidade da situação, destacando que a interrupção das vias de comunicação tem impactado directamente a disponibilidade de produtos de primeira necessidade. “Os cortes nas estradas estão a condicionar a nossa capacidade de distribuir alimentos e outros bens essenciais à população”, afirmou Matata.
Além dos desafios logísticos, a tempestade tropical Jude causou estragos significativos nas lavouras da região, devastando mais de 250 hectares de culturas diversas. A destruição das plantações poderá agravar ainda mais a já precária situação alimentar, levando a um aumento da insegurança alimentar entre os residentes.
As autoridades locais estão a trabalhar em colaboração com várias entidades para mitigar os efeitos da crise e garantir que a população receba a assistência necessária. Contudo, a urgência da situação exige uma resposta rápida e eficaz para evitar que o panorama se torne ainda mais alarmante nas próximas semanas.
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