A falência da EcoFarm, uma fábrica de açúcar orgânico inaugurada em 2019, resultou no desemprego de pelo menos 800 trabalhadores, contribuindo para um total de 1500 despedimentos contabilizados na província de Sofala desde o início do ano.
Este grave cenário foi revelado por Bento Gotine, secretário executivo provincial da OTM-Central Sindical, em declarações à imprensa.
O responsável sublinhou que a situação laboral na região é alarmante, com um aumento significativo de despedimentos em massa, atrasos no pagamento de salários e a prática de remunerações abaixo do salário mínimo, o que tem gerado grande preocupação entre os representantes dos trabalhadores. “Sofala tem neste momento duas empresas em situação de insolvência, nomeadamente Cimentos de Moçambique e EcoFarm. São mais de mil trabalhadores que se encontram prejudicados e sem os seus salários”, afirmou Gotine.
O líder sindical expressou a sua insatisfação perante estas circunstâncias, enfatizando que a EcoFarm tem a responsabilidade de indemnizar os seus colaboradores afectados pela falência. “Estamos a acompanhar de perto o processo da EcoFarm e exigimos que a empresa cumpra com as suas obrigações”, acrescentou.
Em paralelo, Gotine anunciou a intenção de criar um centro de formação profissional na cidade da Beira, com o objectivo de melhorar as competências técnicas dos trabalhadores locais. “Ter um centro na Beira será uma mais-valia não só para a OTM-Central Sindical, mas também para a província e a sociedade em geral. Estamos a estudar, junto dos nossos parceiros, a possibilidade de expandir esta iniciativa para outras áreas da nossa província”, concluiu.
















