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Quinta-feira, Outubro 15, 2026
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Desmantelada `gang´ de roubo de viaturas em Maput

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Trata-se de uma `gang´ constituída por jovens identificados apenas por Jeremias, Carlitos, Vasco, Lourenço, Pedro e Orlando, membros de uma quadrilha que já eram procurados pela Polícia, segundo Pedro Cossa, porta-voz do Comando da Polícia.

Os assaltantes foram encontrados na posse de duas viaturas de marca Toyota Corolla, que entretanto já foram entregues aos legítimos donos.

`Trata-se de uma quadrilha especializada no furto de viaturas com recurso a chaves falsas que semeava terror aos cidadãos nos bairros da capital´, Sublinhou aquele responsável da Polícia.

Falando no briefing semanal com a Imprensa, Cossa justificou o aumento de casos de crime pela actual estação do ano, o Inverno, preferido, no seu entender, pelos malfeitores para perpetrar as suas acções, principalmente em residências.

`Apelamos a maior atenção por parte dos cidadãos. Antes de abandonar a viatura é necessário verificar se está trancada ou não estará alguém suspeito por perto e, em nas residências deve-se manter encerrados os protões e janelas durante a noite´, afirmou…

Terrenos baldios na cidade de Maputo viram lixeiras

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Apesar das novas construções na cidade de Maputo, há terrenos abandonados um pouco por todo o lado ante olhar impávido das autoridades municipais.

Apesar das novas edificações, continuam proliferar os terrenos baldios na cidade de Maputo. São vizinhos que ninguém quer por perto.  

Espaços aparentemente abandonados onde, regra geral, não há nada construído e acabam por ser transformados em depósitos de lixo. Os proprietários não fazem nada para melhorar o cenário.

 A postura municipal estabelece a obrigatoriedade dos titulares fazerem uso e aproveitamento dos espaços, mas a realidade que se assiste é esta.

Só quem vive próximo destes locais sente na pele o convívio diário com o lixo, fezes, insectos, mato, cheiro nauseabundo, enfim, uma combinação que representa um atentado à saúde pública. As autoridades municipais assistem impávidas e serenas à transformação destes terrenos em lixeiras.

Para alguns cidadãos, sobretudo jovens, algumas das soluções para os problemas de habitação ainda passam pelo centro da cidade.

Sabe-se, porém, que o Governo já submeteu à Assembleia da República uma proposta de lei que visa estabelecer normas sobre os imóveis em ruínas, inacabados e abandonados localizados nas cidades e vilas. Caso seja aprovada, os imóveis em ruínas, inacabados e abandonados, poderão ser alienados.

Mães Continuam a abandonar filhos recém-nascidos em Tete

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Tete está a registar casos de bebés recém-nascidos que são abandonados presumivelmente pelas respectivas mães, havendo já dois casos, um, ocorrido este mês e o outro, em Maio último. O caso verificado este mês envolveu uma mãe ainda não identificada, que abandonou a sua criança de sexo feminino, na porta da capela São José, da Igreja Católica.

Os crentes desta congregação religiosa viram e conduziram-no ao Hospital Provincial de Tete.

No mês passado, uma outra mulher abandonou o seu filho naquele hospital, depois de uma cesariana, facto que colocou o pessoal ali afecto preocupado, porque não sabia o que se tinha passado com a progenitora.

Os dois casos foram, Sexta-feira, confirmados pelo director clínico do Hospital Provincial de Tete, Narciso Bande, segundo o Diário de Moçambique. Explicou que o bebé vindo da igreja encontra-se no berçário desta unidade sanitária, gozando de uma boa saúde.

Assim, está-se a aguardar pela mãe ou mesmo familiares, bem como do sector da Mulher e da Acção Social para dar o seguimento do caso. Bande disse que quando receberam o recém-nascido, o pessoal ali afecto deu o leite e vestuário, para além de banho.

“Estamos preocupados, porque a mãe não aparece nem um dos familiares, por um lado, e, por outro, também este caso de abandono de bebés recém-nascidos está a preocupar-nos” – afirmou o director clínico do Hospital Provincial de Tete.

A fonte explicou que o caso registado no mês transacto já se encontra solucionado, porque a direcção daquela unidade sanitária fez o seguimento até que conseguiu localizar os familiares, que assumiram a responsabilidade de cuidar do bebé.

Banda disse que das investigações feitas, concluiu-se que a parturiente teve uma “depressão profunda” em consequência da cesariana a que foi submetida.

10ª classe com pouca afluência aos exames extraordinários na cidade de Nampula

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A realização dos exames extraordinários para 10ª e 12ª classes do ensino secundário-geral está prevista para o próximo mês de Julho e, neste momento, ao nível da cidade de Nampula foram já criados três centros onde irão acolher os candidatos de ambas as classes.

Trata-se da Escola Secundária de Nampula, Muatala e 12 de Outubro. Em entrevista com o director dos Serviços de Educação Juventude e Tecnologias da cidade de Nampula, Bruge Rupia, deu a conhecer que para a décima classe foram inscritos apenas 36 alunos para todos os centros.

Bruge Rupia explicou que a fraca afluência dos candidatos na décima classe deve-se ao facto de as pessoas sentirem que os questionários aparecem complicados, diferentemente da 12ª classe cujas perguntas trazem a facilidade de múltipla escolha.

Aquele dirigente referiu que, por isso, alguns estudantes preferem candidatar-se para os exames extraordinários do nível médio, porque encontram, entre várias vantagens, acesso ao ensino superior.

Por outro lado, revelou que para os exames da décima e segunda classe, foram inscritos 658 alunos, cuja distribuição por cada centro irá obedecer o seguinte, 330 na Escola Secundária de Nampula, 125 em Muatala e 205 na Escola Secundária 12 de Outubro, num total de 22 júris.

A fonte disse, ainda, que presentemente, decorrem trabalhos de confirmação dos documentos apresentados no acto da inscrição e se, por ventura, constatar-se alguma irregularidade será solicitada a apresentação do documento em falta no sentido de evitar a exclusão de algum estudante.

De referir que os exames extraordinários terão lugar no período de 9 a 14 de Julho, data que coincide com a realização do VII Festival Nacional de Cultura, evento que, também, decorrerá na cidade de Nampula.

Entretanto, o director dos Serviços de Educação Juventude e Tecnologias da cidade de Nampula descartou a possibilidade de a fase nacional do festival poder por em causa a realização dos exames extraordinários, embora reconheça que existem candidatos que estarão envolvidos directa ou indirectamente no evento.

Agente da polícia no banco dos réus no Chimoio por roubo de dinheiro

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O saque de 44 mil meticais em conta através de cartão alheio no Banco Internacional de Moçambique (Millenium Bim), na cidade de Chimoio, colocou no banco dos réus o agente da polícia Osvaldo Macamo. Com este está um funcionário do estabelecimento bancário, que responde pelo nome de Carlos Lewane.

Osvaldo Macamo e Carlos Lewane são acusados de atribuição e uso de cartão de crédito alheio, através do qual foi possível o saque, de uma conta associada, 44 mil meticais.

O dinheiro desviado estava depositado na conta em que é titular Osvaldo Francisco Sande. Este disse, em tribunal, em sessão de julgamento, cuja fase final de produção de provas teve lugar, Quinta-feira, que quando solicitou o extracto da sua conta à instituição bancária, descobriu que apenas tinha oitenta meticais.

Isso aconteceu depois de ter informações, num balcão do Millenium Bim, que o seu cartão, emitido em regime de renovação, estava a ser usado, embora não estivesse em suas mãos.

Carlos Lewane, funcionário bancário que tratou da tramitação do expediente de Osvaldo Francisco Sande, para a renovação do seu cartão, concordou ter havido desatenção, da sua parte, ao atribuir a Osvaldo Macamo, o cartão de Osvaldo Francisco Sande e o respectivo envelope com código secreto.

Do lado de Osvaldo Macamo, agente da lei e ordem, faltou honestidade ao movimentar uma conta de que não é titular, absorvendo os valores que lá se encontravam. No lugar de devolver o cartão, este foi fazendo uso de valores que não lhe pertenciam.

Segundo o Diário de Moçambique, as imagens captadas pelas câmaras de segurança do banco, mostram a frequência de Osvaldo Macamo, num dos balcões do Millenium Bim, em Chimoio. Mas, estas são descritas como não oferecendo fiabilidade, quanto aos prováveis movimentos feitos de forma ilegal, na conta de Osvaldo Sande, tanto mais que os dois são clientes do mesmo banco.

Uma das condições para aquisição de cartão é fotocópia do bilhete de identidade. Carlos Lewane admitiu ter faltado confrontação dos dados do requerente, na atribuição daquele instrumento, creditado numa conta-cartão. Com isso, estavam criadas todas condições para a movimentação fraudulenta do dinheiro na conta de Osvaldo Sande.

Osvaldo Francisco Sande afirmou ter-se queixado contra o Millenium Bim. A instituição, por sua vez, identificou o funcionário que tratou de cartões de crédito dos dois cidadãos com o mesmo nome. Carlos Lewane recorreu ao tribunal para se queixar contra Osvaldo Macamo, num processo 259/2012, por uso indevido de cartão bancário.

Dada a ligação objectiva existente nos processos 1303/2011A, em que o ofendido é Osvaldo Sande, e o 259/2012, em que se apresenta como denunciante Carlos Lewane, os dois estão a ser julgados em simultâneo, para se encontrar o verdadeiro culpado pelo sumiço de 44 mil meticais da conta de Osvaldo Sande.

O advogado do réu Carlos Lewane aponta como culpado o réu Osvaldo Macamo, pelo facto de não ter se portado com honestidade ao manusear um cartão que não lhe pertence. E acrescenta que, na sua qualidade de agente da polícia, tinha o dever de comunicar ao banco que o cartão atribuído a si não lhe dizia respeito.

Enquanto isso, a defesa do denunciante Osvaldo Sande, entende que o funcionário daquele banco, Carlos Lewane, deve ser responsabilizado pelo erro por si cometido, mesmo que, provavelmente, não tenha agido de forma objectiva, para defraudar aquele cliente.

A sentença deste caso, sobre atribuição de cartão de crédito do Banco Millenium Bim alheio e uso indevido, será conhecida,próxima Quinta-feira.

Bolseiros do Sudão: Governo atira responsabilidades para ministro da Educação

 Zeferino Martins
O vice-ministro da Justiça e, igualmente, porta-voz do Governo, e a vice-ministra da Educação, Alberto Nkutumula e Leda Hugo,  respectivamente, atiraram as responsabilidades de dar resposta ao caso dos 45 estudantes moçambicanos “deixados à sua sorte” no Sudão para o ministro da Educação, Zeferino Martins.

Segundo Nkutumula, “o Estado vela por todos os moçambicanos, onde quer que estejam. Todos os moçambicanos são súbditos ao Estado moçambicano, incluindo os estrangeiros que estão em Moçambique”. Para o porta-voz do Governo, a pessoa que pode responder com legitimidade à questão dos estudantes moçambicanos no Sudão é o ministro da Educação.

Recrudescimento de violações sexuais de menores preocupa a PRM

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O recrudescimento dos casos de violação sexual de menores e mulheres está a preocupar as autoridades policiais moçambicanas.

De acordo com o porta-voz do Comando-Geral da Polícia moçambicana (PRM), Pedro Cossa, por semana, as autoridades registam cinco casos de violação, um número que pode não representar a realidade, visto que muitos casos não chegam ao conhecimento destas entidades.

Em Moçambique está quase enraizada a prática de a família da pessoa violada chegar a um acordo com o violador, que consiste no pagamento de valores monetários, que chegam a ser irrisórios.

A província da Zambézia é a que mais preocupa a PRM pelo facto de contribuir com dois ou mais casos por semana.

“Este é o crime que mais preocupa a PRM neste momento. A Zambézia preocupa mais porque comparticipa com dois a três casos por semana. Este é um fenómeno muito mau, que deve ser estancado o quanto antes”, defendeu.

Face a esta situação, a polícia defende que devem ser aplicadas penas duras aos violadores de menores.

Universidade Mussa Bin Bique Tranquila em Quelimane

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O mau ambiente que estava instalado há, sensivelmente, duas semanas na universidade Mussa Bin Bique, delegação de Quelimane, está relativamente resolvido. O patronato daquela instituição liquidou, última sexta-feira, um dos três meses de salários em atraso na ordem de 624 075 meticais pagos a mais de 70 docentes, com destaque para os da curso de Direito.

Recorde-se que a greve que havia sido convocada pelo corpo docente daquela instituição de ensino superior, no passado dia 24 do mês de Maio do ano em curso em Quelimane, tinha como génese a falta de pagamento de honorários dos docentes do curso de direito dos meses de Março e Abril (com o termo de Maio, o período de salários em atraso estendeu-se para três meses) e a falta de explicação plausível sobre a instabilidade que reina na direcção máxima da universidade em Nampula.

Após o pagamento dos ordenados em atraso, o grupo de docentes da universidade Mussa Bin Bique emitiu uma carta de suspensão da greve. Na referida carta, no seu quarto parágrafo, pode ler-se: “por questões humanitárias, para não prejudicar os estudantes, atendendo que nem todos os que estão a sofrer os efeitos directos da greve são culpados pela sua eclosão, mormente a comunidade académica da universidade e os encarregados de educação, concertamos nos termos do número 1 do artigo 212º da lei supracitada, em suspender a greve e reiniciar as aulas a partir da segunda-feira dia 11 de Julho de 2012”.

No entanto, segundo o documento em nosso poder, o encerramento do semestre, a publicação das pautas semestrais e a realização dos respectivos exames ficarão dependentes da observância escrupulosa dos termos contratuais pelas partes.

Espaços públicos vendidos em Khongolote

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Os residentes do bairro 1o de Maio, na zona de Khongolote, no município da Matola, estão agastados com as autoridades locais por, supostamente, terem vendido todos os espaços públicos. Trata-se de locais como campos de futebol, reservas de Estado, espaços reservados para jardins e até fontanários.
O primeiro caso deu-se no quarteirão 20. O espaço vendido, tal como explicam os moradores, foi  parte de um campo de futebol. O local em causa já foi parcelado e, num dos terrenos, já está a ser erguida uma residência, ao lado da qual está uma igreja.

Bernardo Luís, um dos residentes do bairro, também indignado com a situação, explica que o responsável da igreja, quando solicitado a prestar explicações sobre a sua presença no local, exibiu uma declaração com a assinatura do chefe do quarteirão, como sendo este quem lhe concedeu o espaço.

Entretanto, os moradores explicaram que se tratava de um documento forjado em nome do tal chefe do quarteirão. Segundo disseram, o secretário do bairro, que é a figura apontada como sendo o cabecilha de todas as falcatruas à volta de negócios de terra naquele bairro, aproveitou-se da vulnerabilidade do chefe do quarteirão para lograr os seus intentos.

Em contacto com a nossa equipa de reportagem, o chefe de quarteirão em causa, de nome Alberto Joaquim, distanciou-se de todas as acusações que supostamente pesam sobre ele. Explicou que o processo de concessão do espaço para a igreja foi transparente e que até houve consultas aos membros do quarteirão (…). Aliás, mesmo assim, o aval final foi dado pelo secretário do bairro.

“Não sei nada relacionado com a venda dos terrenos no campo. Confirmo que os responsáveis da igreja contactaram-me a manifestar a vontade de ocupar parte do local, já que grande parte do terreno estava abandonado e era concentração de bandidos. A seguir, reuni com os moradores e, depois, fomos consultar o secretário que autorizou a instalação da igreja”, explica o chefe do quarteirão.

Quanto aos novos projectos que aparecem, Alberto Joaquim diz nada saber e que qualquer esclarecimento devia ser solicitado ao Conselho Municipal da Matola e ao secretário do bairro.

Entretanto, o campo de futebol não foi o único espaço público vendido. Foi também vendida uma reserva localizada no quarteirão 16 que, de acordo com  os moradores, estava reservado para um jardim infantil. O local, tal como o primeiro, já está parcelado e até com obras erguidas

OTM-CS satisfeita com decisão de Helena Taipo

Helena Taipo

O sindicato considera que os actos perpetrados pelo Grupo Maeva inviabilizam o direito à livre associação aos seus trabalhadores e ferem a autonomia e independência das organizações sindicais, defensoras da classe trabalhadora

A Organização dos Trabalhadores de Moçambique – Central Sindical (OTM-CS) emitiu, esta semana, um comunicado no qual “repudia e condena a atitude da entidade empregadora daquele grupo”, por tentativa de retirar aos trabalhadores um direito fundamental constitucionalmente estabelecido e previsto na Lei de Trabalho.

A resolução que apoia a decisão do Ministério do Trabalho foi produzida durante a 37ª sessão ordinária do Comité Executivo da OTM-CS, reunida aos 6 dias do mês em curso. De acordo com o comunicado da OTM-CS, a sessão apreciou, de entre outros pontos de agenda, a situação vivida nas empresas do grupo Maeva, que culminou com a interdição do direito ao trabalho, na República de Moçambique, do seu director-geral, Sr. Shemir Sokataly.

“O Comité Executivo aprecia os esforços que têm vindo a ser desenvolvidos pelo Governo de Moçambique na busca de investimentos, visando o desenvolvimento socioeconómico do país e a criação de mais postos de trabalho. Contudo, considera que os investidores têm a obrigação de respeitar as leis vigentes no país e que os direitos dos trabalhadores são inalienáveis”, refere a OTM-CS.

Agrava-se crise alimentar e de água em Pafuri

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Está a agravar-se a crise alimentar e de água que fustiga a população que se distribui por 14 aldeias no posto administrativo de Pafuri, distrito de Chicualacuala, em Gaza, algumas das quais localizadas ainda no interior do Parque Nacional de Limpopo (PNL).

Para a sua sobrevivência, os camponeses locais têm recorrido à caça furtiva no interior do PNL, segundo reconhece Samuel Francisco Cossa, chefe do posto administrativo de Pafuri, enquanto no que tange à água os mesmos camponeses compramna junto de transportadores deste precioso líquido após a sua aquisição em tambores na vizinha África do Sul para comercialização.

Cossa disse não haver condições nenhumas para se evitar a caça furtiva naquela estância turística, “porque não há nada para a população se alimentar porque a chuva não cai desde meados de 2011”.

Acrescentou que a carne dos animais abatidos dentro do Parque Nacional do Limpopo é depois vendida a funcionários das Alfândegas, Migração e do posto administrativo de Pafuri para posterior compra de produtos alimentares também trazidos da África do Sul por pequenos importadores nacionais que operam na região.

Meios bélicos

Os estabelecimentos fornecedores destes produtos distam a cerca de 70 quilómetros de Pafuri, parte da distância percorrida no interior do Kruger National Park (KNP), segundo ainda Cossa, esclarecendo, entretanto, não haver registo de casos de conflito Homem/animal naquela estância sul-africana, “senão os protagonizados por caçadores furtivos moçambicanos que se dedicam à caça de rinocerontes no interior do Kruger Park para extracção de cornos para venda em vários países a 500 mil dólares o quilograma”.

Cossa disse haver dificuldades para estancar este tipo de crime organizado por usar “artimanhas sofisticadas e meios bélicos modernos”, não obstante esforços conjuntos empreendidos pelas autoridades governamentais de Moçambique e África do Sul.

Trabalhadores queixam-se de mau relacionamento com o patronato na ponta de ouro

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Nove inspectores do ministério do trabalho estão, desde o último sábado, no posto administrativo da Ponta d’Ouro  para investigar os desmandos protagonizados por operadores turísticos.
Trata-se de casos de baixos salários, sobrecarga de horários, maus tratos, despedimento em massa sem justa causa, entre outras irregularidades que põem em causa a dignidade humana e azedam cada vez mais a relação laboral entre o patronato e os trabalhadores.

No âmbito das investigações, a ministra do Trabalho, Helena Taipo, deslocou-se ontem àquele ponto da província de Maputo para auscultar as preocupações da massa laboral e procurar soluções imediatas, que deverão ser encontradas nos próximos dez dias pela equipa de inspectores de trabalho.
Uma das reclamações apresentadas tem que ver com os valores descontados aos trabalhadores, mas que não são canalizados ao INSS.

A outra reclamação é relativa à falta de cumprimento, por parte das empresas, das suas responsabilidades sociais (…). “não é favor nenhum que as empresas  baseadas aqui cumpram com a sua responsabilidade social, de modo a ajudar as comunidades locais a saírem da pobreza”, afirmou Helena Taipo.

Governo anula concurso público controverso do INSS

Helena Taipo
O Governo de Moçambique, através da Ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo, anulou um concurso público para compra de material de propaganda para o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) que iria custar aos contribuintes cerca de 25 milhões de meticais.

O anúncio foi feito esta segunda-feira por Helena Taipo que referiu terem sido identificados erros na escolha da proposta da empresa vencedora do concurso publico em questão, a Ntuzi Investimentos. Recorde-se que apesar de ter apresentado a proposta financeira mais alta, no valor 25.341.974,10 Meticias (acrescidos de IVA), cerca do dobro da segunda proposta mais elevada, esta empresa havia ganho o concurso para a produção blocos de notas, canetas, isqueiros, bandeiras, brochuras entre outros materiais de marketig para o INSS.

A Ministra lamentou e considerou estranho o silêncio do Presidente do Conselho de Administração (PCA) do INSS, Inocêncio Matavele, que desde que o caso foi conhecido, e veiculado por quase toda imprensa moçambicana, não se pronunciou sobre este aquisição.

“Temos obrigação de satisfazer os nossos pensionistas e explicar o que está a acontecer e é estranho, muito estranho mesmo, e eu lamento bastante o facto de não ter havido esta aparição” afirmou Helena Taipo.

Entretanto, e na sequência da aquisição de uma habitação avaliada em cerca de um milhão de dólares norte americanos para o PCA do INSS, a Ministra do Trabalho afirmou que a referida aquisição vai ser investigada.

Detido em Mágoè caçador furtivo na posse de 122 comprimidos

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Um presumível caçador furtivo, que responde pelo nome de Bento Cambadzo, de 50 anos de idade, natural de Chintopo, Tete, foi detido na semana passada pelas autoridades policiais na posse de 122 comprimidos para o envenenamento de animais, através da fontes de água na selva.

O envenenamento, segundo o jornal Diário de Moçambique, é uma estratégia dos furtivos para evitar o barulho das armas de fogo, porque alerta os fiscais e as autoridades policiais em Mágoè, um dos distritos de Tete ricos em recursos faunísticos.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) descobriu esta artimanha dos caçadores furtivos, pelo que Cambadzo foi surpreendido com 122 comprimidos, facto que levou à sua detenção.

Ele foi capturado durante a operação que culminou igualmente coma detenção de quatro indivíduos, que tinham abandonado as suas armas de caça furtiva na região de Chimondzo, mais concretamente em Camberembende.

Uma nota da Polícia da República de Moçambique refere que os detidos respondem pelos nomes de Keniade Djane, de 43 anos de idade, de nacionalidade zimbabweana, Gribeth Lofo, de 34, Joseph Emílio Catuluza, de 19, e Albaque Quiniasse, de 35, todod naturais de Chinthopo.

“Importa frisar que esta operação contou com o grande trabalho de inteligência policial, pois, das pistas existentes, foi possível chegar aos quatro indiciados deste acto” – sublinha a fonte documental, assinada por Jaime Bazo, porta-voz da corporação na província de Tete.

As autoridades policiais não revelaram os animais que poderiam ser mortos através do envenenamento das águas com recurso a comprimidos, mas é provável que se trate de elefantes e outros que possam fornecer troféus para tráfico, em particular marfim.

Segundo o Diário de Moçambique, das quatro armas apreendidas, uma é de tipo AK47 e outra metralhadora 7,7 as restantes duas são de fabrico artesanal, conhecidas localmente por “guguda”.

No entanto, o facto de Máguè ser um distrito rico em recursos faunísticos levou a que o Governo provincial de Tete projectasse a criação de um parque, cuja proposta será submetida ao Conselho de Ministros para a sua aprovação.

Será, segundo o Diário de Moçambique, chamado Parque Nacional de Máguè (PNM) para a conservação da biodiversidade (flora e fauna bravia), cuja proposta para sua criação foi aprovada pelo executivo de Tete.

Na referida área existem abundantemente elefantes, leões, búfalos, leopardos, hipopótamos e crocodilos, bem como outras espécies faunísticas que precisam de ser preservadas, de modo a que não se extingam.

O PNM terá dimensão de 3.558 quilómetros quadrados, sendo que uma pequena porção pertence ao adjacente distrito de Cahora Bassa.

Prevê-se que sejam abrangidas dez mil pessoas, as quais serão deslocadas para locais seguros, isto é, menos propensos aos ataques pelos animais bravios.

Actualmente, decorre o processo de auscultação da comunidades, de modo a ouvir as suas sensibilidades, que constarão da proposta a ser submetida ao Conselho de Ministros para a sua aprovação.

A ser aprovada a criação do Parque Nacional de Máguè, Moçambique passará a contar com sete unidades do género.

Actualmente existem os parques nacionais das Quirimbas, Gorongosa, Banhini, Zinave, Limpopo e arquipélago do Bazaruto. O país tem também sete reservas nomeadamente do Niassa, Gilé, Marromeu, chimanimani, Pomene, Maputo e a recentemente criada Reserva Nacional da Marinha da Ponta do Ouro.

Sul-africano amarrado e espancado na Beira

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Um cidadão sul-africano foi encontrado por uma patrulha da Polícia da República de Mocambique (PRM), Terça-feira passada (5), algures na Ponta Gêa, na cidade Beira, amarrado e com sinais de ter sofrido agressão física, resultando em graves ferimentos.

Trata-se de Senehllua Ncubo, de 28 anos de idade, que, de imediato, foi socorrido para Hospital Central da Beira, encontrando-se internado, concretamente na cirurgia II, a receber cuidados médicos.

O oficial da imprensa no comando provincial da PRM na província central de Sofala, Mateus Mazibe, disse que a corporação está a acompanhar a recuperação clínica do cidadão. Este, depois, vai esclarecer o que teria acontecido, para a polícia efectuar diligências para a captura dos autores deste acto.

Contudo, Mazibe referiu que o sul-africano está em franca recuperação: “logo que o cidadão tiver alta hospitalar, será questionado para esclarecer à polícia o que teria acontecido com ele, e assim permitir a neutralização dos indivíduos para responderem pelo acto que cometeram”.

Funcionários da do Plano e Finanças desviam desvio de 348.366 meticais

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Dois funcionários da Direcção do Plano e Finanças e um comerciante de Lichinga, no Niassa, encontram-se detidos em conexão com o desvio de 348.366 meticais, com recurso à falsificação de documentos para acesso fraudulento a uma conta da instituição pública em referencia no banco Barclays.

Segundo o jornal Diário de Mocambique, que cita Sizi Panguene, porta-voz do comando da polícia da República de Moçambique no Niassa, o qual disse que os detidos respondem pelos nomes de Isabel Aiuba e Rachide Issufo, ambos funcionários do Plano e Finanças, afectos na área das pensões, e Salimo Omade, comerciante, o qual teria falsificado documentos para o cometimento do crime.

Sizi Psnguene não avançou mais detalhes sobre o assunto. Faduco Dembele, director Provincial do Plano e Finanças do Niassa, confirmou a detenção dos seus colegas, mas também sem fornecer pormenores. “vieram aqui dois polícias com um mandado de busca e captura”, referiu a fonte.

Dembele acrescentou que estava escrito no documento que os funcionários “são acusados de terem falsificado documentos, mais detalhes não temos”.

Universidade Internacional do Sudão Expulsa Seis Estudantes Moçambicanos

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Enquanto o Governo continua a “sacudir o capote”, a situação dos estudantes moçambicanos no Sudão está cada vez mais a complicar-se. Ontem, seis dos 45 cidadãos moçambicanos naquele país informaram-nos, por diferentes meios de comunicação, que haviam sido expulsos na sequência das cartas que fizeram ao Governo e aos órgãos de informação.

Os seis escorraçados da universidade – dizem estar a residir defronte do recinto daquela instituição (desde domingo passado), ao relento – contaram-nos, em contacto telefónico, que a sua expulsão resulta do facto de terem negado assinar uma carta que escreveram à força para desmentir a anterior enviada a Moçambique.

“Viemos por este meio dizer (…) que a situação dos estudantes moçambicanos no Sudão está a agravar-se, visto que estamos a ser obrigados a escrever uma carta para o governo moçambicano, contrariando tudo aquilo que narrámos na carta passada, e estamos a ser obrigados a assinar um papel que não sabemos para onde querem levar as nossas assinaturas”, revelaram os bolseiros numa outra comunicação, acrescentando que “devido ao medo, a maior parte dos estudantes escreveu a carta contradizendo tudo que contámos na carta passada (…). Nós recusamo-nos a escrever e a assinar. Nós não aceitamos. Fomos obrigados a sair da universidade”.

Curiosamente, referem, as matérias escritas nas cartas e nos jornais “foram traduzidas de Português para Árabe e enviadas para o Sudão”.

Arrancaram-nos todos os documentos de identificação
Os mesmos estudantes contaram ao “O País” que, na sequência dessas denúncias, foram acusados de terem ofendido a religião islâmica. “Acusaram-nos de termos ofendido a religião islâmica. Assim, alegam que, na carta que enviamos, ofendemos imensamente as pessoas que nos enviaram para cá e ofendemos a religião islâmica.”

Morre Ahamad Jassat, sócio da Expresso Câmbios

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Morreu esta segunda-feira, numa clínica de Johanesburgo, na África do Sul, o sócio da Expresso Câmbios, Ahmad Jassat, baleado na noite da última quarta-feira na cidade Maputo.

Segundo uma fonte familiar, Ahmad Jassat perdeu a vida na manhã desta segunda-feira em Johanesburgo, por não ter resistido aos ferimentos causados por uma bala que lhe atingiu a cabeça.

No dia do baleamento, Ahmad Jassat deu entrada no Hospital Privado de Maputo e, dias depois, foi transferido para Joanneburgo, onde veio a perder a vida.

Refira-se que Ahamad Jassat vivia em Joannesburgo há cerca de três anos.

Rovuma: Mais uma descoberta de gás

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Com uma perfuração iniciada no dia 5 de Abril último, a companhia diz ter descoberto a acumulação de gás a 16,5 quilómetros a noroeste do Furo Golfinho, que também permitiu a descoberta de gás natural em Maio último, fazendo presumir que estes dois furos possam ter descoberto o mesmo depósito daquele hidrocarboneto.

Em Comunicado de Imprensa, o Instituto Nacional de Petróleos (INP) refere que o furo Atum descobriu o gás natural em areias de idade Oligoceno, com a espessura de 92 metros.

No Furo Atum foi descoberta uma acumulação de gás natural que está inteiramente confinada à área 1, estimando-se que as reservas deste novo depósito de gás natural estejam entre 10 e 30 triliões de pés cúbicos de gás natural de reservas recuperáveis (18-55 Tcf gás in place). O Furo Atum foi aberto até à profundidade de 3860 metros num local com lâmina de água de 1000 metros.

Refira-se que após a finalização das operações neste furo, seguirá a abertura de mais 4 furos de avaliação e operações de testagem nos depósitos descobertos pelos furos Atum e Golfinho.

Com a descoberta do Furo Atum, estima-se que o volume total de reservas in place na área 1 seja estimado em 85 Tcd in place e mais de 60 Tcf reservas recuperáveis de gás natural.

A bacia sedimentar do Rovuma é neste momento a mais próspera em termos de pesquisa de hidrocarbonetos em Moçambique. Nos últimos tempos, a Anadarko e a Eni têm anunciado sucessivamente a descoberta de quantidades significativas de gás natural naquela zona…

Arrancaram estudos ambientais para a exploração de fosfatos em Nampula

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Decorrem estudos de impacto ambiental para a projecção de uma mina de fosfatos e respectiva unidade de processamento, na província de Nampula.

Os estudos estão a ser realizados pela empresa canadiana SRK Consulting, informou o site Mining Weekly.

Citando Chris Dalgliesh, parceiro da SRK, a publicação adianta que a procura mundial por adubos parece “insaciável” e que uma empresa mineira internacional identificou depósitos de fosfatos numa região a 75 quilómetros para o interior da cidade portuária de Nacala, onde a futura unidade de processamento será construída.

“A SRK Consulting foi contratada para realizar os estudos de impacto ambiental da mina da fábrica, bem como os relativos à construção de uma linha-férrea e de uma represa para armazenamento de água”, disse Dalgliesh, para acrescentar que, a fim de respeitar a legislação de Moçambique, a SRK está a trabalhar em parceria com uma empresa local.

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