O Secretário-Geral da Frelimo, Chackil Aboobacar, inicia uma visita de trabalho à província de Maputo. Esta deslocação tem a duração de dois dias e tem como objectivo a realização de encontros com os órgãos locais do partido.
Uma nota recebida pela nossa redacção revela que durante a sua estadia, Chackil Aboobacar irá ainda presidir a uma sessão extraordinária do Secretariado do Comité Provincial. A agenda da visita contempla, igualmente, reuniões com os órgãos sociais do partido.
A visita do Secretário-Geral visa fortalecer a estrutura do partido na região e promover o diálogo entre os militantes e os dirigentes locais.
Moçambique apelou a um reforço da colaboração entre a União Africana (UA) e a União Europeia (UE) na prevenção de conflitos e no combate ao terrorismo e extremismo violento.
A afirmação foi feita pela Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Comunidade Moçambicana no Exterior, Maria de Fátima Manso, durante a sua intervenção na 3ª Reunião Ministerial entre a UE e a UA, realizada em Bruxelas.
No seu discurso, Manso sublinhou a importância de investir em esforços que promovam uma abordagem eficaz para enfrentar estas questões, especialmente no âmbito da Arquitectura Africana de Paz e Segurança, que serve como um alicerce fundamental para a construção de uma paz duradoura no continente africano. “Neste momento histórico, em que a parceria entre a UE e UA celebra 25 anos, devemos empreender acções concretas”, afirmou a diplomata.
A reunião, co-presidida pela Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, pelo Ministro das Relações Exteriores de Angola, Tete António, e pelo Presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf, contou com a participação de 68 ministros das relações exteriores de diversas nações africanas e europeias. O encontro abordou temas cruciais como paz, segurança, governação, multilateralismo e migração.
Maria de Fátima Manso enfatizou também a necessidade de dar assistência humanitária a deslocados e refugiados, bem como à população afectada pelas ameaças à paz e segurança. A representante moçambicana partilhou as consequências devastadoras das acções terroristas em Cabo Delgado, que afectam tanto as comunidades locais como as infraestruturas económicas e sociais da região.
A Secretária de Estado expressou gratidão pelo apoio dos países membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), de Ruanda e da União Europeia na luta contra o terrorismo. Manso reconheceu ainda a liderança do Presidente da República, Daniel Chapo, na promoção de um diálogo inclusivo, visando reformas que contribuam para a estabilidade e o fortalecimento da democracia em Moçambique.
Nos próximos dias, Maria de Fátima Manso participará na 119ª sessão do Conselho de Ministros da Organização dos Estados Membros da África, Caraíbas e Pacífico (OEACP), onde será discutido o estado de implementação das decisões anteriores e a reestruturação do secretariado da organização.
A Secretária de Estado esteve acompanhada pelas embaixadoras de Moçambique na Etiópia e no Reino da Bélgica, Ana Nemba Uaiene e Berta Cossa, respetivamente.
Estudos recentes, incluindo o relatório “África Energy Outlook 2024, Mozambique Special Report”, apontam para a possibilidade de Moçambique ser responsável por cerca de 20% da produção de energia no continente africano até ao final do ano de 2040.
O Presidente da República, Daniel Chapo, fez esta revelação durante uma conferência internacional dedicada ao 50.º aniversário da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, que decorre sob o lema “Ontem, Hoje e o Futuro: Uma Empresa Estratégica e Estruturante de Moçambique e da Região”.
Segundo o Chefe de Estado, as projecções indicam que Moçambique poderá alcançar uma capacidade de geração de 187 Gigawatts (GW) de energia até 2040, proveniente de múltiplas fontes. “Estamos neste momento a construir uma central eléctrica em Temane, na província de Inhambane, com uma capacidade de 450 MW, alimentada a gás. Trata-se da maior central a ser erguida desde a independência”, afirmou Daniel Chapo.
O líder moçambicano enfatizou que a Hidroeléctrica de Cahora Bassa tem produzido, desde a independência nacional, um total de 2.075 MW. Por conseguinte, considera essencial a implementação de um plano de investimento que visa a reabilitação e modernização dos principais equipamentos da cadeia de produção e transporte de energia, com o intuito de aumentar a fiabilidade e a disponibilidade do sistema.
Este plano de investimento pretende também preparar o país para futuras iniciativas que incrementem a capacidade energética, na senda de transformar Moçambique num hub energético na região. Daniel Chapo sublinhou que a produção de energia eléctrica se destina a atender às metas de industrialização e à criação de empregos, particularmente entre os jovens, que constituem uma das prioridades do governo.
O executivo está actualmente em fase avançada de consultas comunitárias para a construção da hidroeléctrica de Mpanda Nkua, um projecto que adicionará 1.500 megawatts à matriz energética do país e da região. Este empreendimento não inclui as barragens de Borroma, Lupata, Chemba e outras sobre o rio Zambeze, que concentram cerca de 80% da capacidade hidroeléctrica nacional, tendo um impacto estruturante na economia de Moçambique.
“Contamos com iniciativas que englobam a central norte de Cahora Bassa, centrais térmicas, eólicas e fotovoltaicas em várias partes do país, aproveitando a disponibilidade de recursos naturais e os níveis solares favouráveis em algumas províncias”, concluiu Daniel Chapo.
O evento contou com a presença de diversas individualidades da região, países da Comunidade de Língua Portuguesa, parceiros de cooperação, acionistas, entre outros.
O aumento da extrema-direita em Portugal e na Europa está a suscitar apreensão nas organizações que defendem os Direitos Humanos.
A Amnistia Internacional – Portugal (AI-PT) manifestou preocupação após a divulgação dos resultados das eleições legislativas antecipadas, realizadas no passado domingo.
No contexto actual, a AI-PT alerta que o incremento de autoritarismo, discursos de ódio e discriminação não será tolerado em Portugal. A organização, reconhecida como a mais antiga do mundo na defesa dos Direitos Humanos, compromete-se a monitorizar atentamente possíveis abusos e violações.
A Amnistia Internacional dirigiu-se “aos deputados eleitos e ao Governo que for empossado”, enfatizando a sua responsabilidade em proteger, respeitar e cumprir os Direitos Humanos tanto nas políticas nacionais como nas relações com instituições europeias e internacionais.
“A hora é crítica”, afirma a AI-PT, sublinhando a necessidade de um governo e um Parlamento que coloquem os Direitos Humanos no centro das suas acções políticas na próxima legislatura. Neste sentido, a organização elaborou uma lista de recomendações a ser adoptada pelos partidos, abordando questões consideradas prioritárias para a população e a defesa dos direitos conquistados ao longo das últimas décadas, desde a Revolução do 25 de Abril de 1974.
Entre as 13 recomendações propostas, destaca-se a necessidade de “proteger o direito de reunião pacífica, garantindo a não discriminação e a proporcionalidade no policiamento durante protestos”, assim como uma abordagem cautelosa ao uso dos poderes policiais.
A presidente da Direcção da Amnistia Internacional – Portugal ressalta que a organização estará particularmente atenta a acções e propostas políticas que promovam o ódio, a xenofobia e a discriminação contra grupos minoritários e vulneráveis, incluindo migrantes. Esta vigilância visa prevenir uma crescente desvalorização dos Direitos Humanos, da tolerância e da dignidade humana no país.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) realizou na quarta-feira, um workshop em parceria com o governo, centrado nas questões de higiene e gestão menstrual, visando a prevenção do absentismo escolar entre as jovens moçambicanas.
O evento teve como principal objectivo explorar estratégias de empoderamento para raparigas e mulheres em situação de vulnerabilidade, com especial atenção às vítimas do terrorismo e de fenómenos climáticos na província de Cabo Delgado. Dados recentes da Be Girl indicam que a gestão inadequada da higiene menstrual é uma das principais causas do absentismo escolar nas regiões centro e norte do país, afectando cerca de 40% das raparigas. Durante cinco dias de cada mês, muitas jovens sentem-se obrigadas a abandonar as aulas, o que pode resultar em reprovações escolares.
Santos Simione, director executivo da AMODEFA, destacou as dificuldades enfrentadas nas escolas, onde a falta de condições sanitárias adequadas compromete a higiene e a gestão menstrual das alunas. Simione sublinhou que muitas meninas, por não terem acesso a kits de higiene menstrual, tornam-se alvo de estigmas e discriminações, culminando no abandono escolar.
O dirigente expressou a preocupação da AMODEFA em relação à suspensão de financiamentos pelo governo dos Estados Unidos e outros parceiros, que têm enfrentado desafios após a decisão do ex-presidente Donald Trump de cortar apoio financeiro. Mesmo assim, Simione reforçou a importância de respeitar a legislação moçambicana em todas as circunstâncias.
A presidente do Conselho Directivo Nacional, Esperança Matsimbe, apelou à colaboração do governo para garantir a continuidade das actividades da AMODEFA, destacando o novo projecto “Uma escola que acolhe (Dignidade menstrual)”. Este projecto será implementado numa fase piloto em cinco escolas, abrangendo a Escola Secundária Armando Emílio Guebuza e várias instituições no distrito de Ka Tembe, com a previsão de beneficiar cerca de três mil raparigas.
A ministra do Trabalho, Género e Ação Social, Ivete Alane, elogiou a iniciativa da AMODEFA e abordou as acções governamentais no empoderamento de mulheres e raparigas vulneráveis, incluindo a promoção de políticas de género e planos de acção em conformidade com convenções internacionais.
Alane realçou a necessidade de combater preconceitos e desinformação sobre higiene menstrual e saúde sexual, enfatizando que o conhecimento sobre o próprio corpo deve ser um direito acessível a todas as mulheres.
Vale lembrar que o Dia Mundial da Higiene e Gestão Menstrual será assinalado a 28 de Maio, destacando a importância de abordar esse tema crucial para a saúde e educação das jovens.
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) anunciou uma receita impressionante de 115 mil milhões de meticais, o que equivale a 1,8 mil milhões de dólares norte-americanos, no período entre 2007 e 2014.
A informação foi divulgada pelo Presidente do Conselho de Administração da empresa, Tomás Matola, durante a Conferência Internacional que celebra os 50 anos da HCB, sob o lema “Ontem, Hoje e o Futuro: Uma Empresa Estratégica e Estruturante de Moçambique e da Região”.
Nos últimos dois anos, 2023 e 2024, a HCB transferiu ao Estado moçambicano 37 mil milhões de meticais, aproximadamente 580 milhões de dólares americanos. Matola destacou que, em 2024, a empresa reportou resultados líquidos históricos de mais de 14,1 mil milhões de meticais, dos quais 7,4 mil milhões de meticais serão distribuídos na forma de dividendos a accionistas, incluindo o Estado moçambicano, a Agência Reguladora de Energia, e várias instituições e cidadãos do país.
As contribuições da HCB ao Estado, em termos de impostos e taxas, previstas para 2024, rondam os 15,2 mil milhões de meticais.
Durante a conferência, Matola também abordou o impacto da seca severa que afecta a bacia do Zambeze, notando que esta tem contribuído significativamente para a redução da produção energética.
Segundo o presidente, a HCB, juntamente com as barragens vizinhas, enfrenta desafios consideráveis. Este fenómeno climático é inédito desde a fundação da HCB, que tem feito o máximo para garantir a manutenção da produção, atendendo às necessidades mínimas dos seus clientes.
“Até agora, não interrompemos o fornecimento de energia, continuando a atender a Electricidade de Moçambique (EDM) e a ZEZA do Zimbabwe. Temos aplicado métodos científicos de alta tecnologia na gestão da barragem,” afirmou.
Embora a produção tenha sido limitada, a HCB assegura que continuará a fornecer energia até que a situação se normalize. No último ano, a produção foi reduzida no segundo semestre como medida de precaução, de modo a garantir a continuidade do serviço até ao início da época chuvosa, em Outubro, face às previsões meteorológicas que indicavam a possibilidade do ciclone Chido.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador/a – Empoderamento e Inclusão de Adolescentes e Jovens. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – MEAL. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Consultor(a) para o estudo sobre os desafios enfrentados pelas Organizações da Sociedade Civil na implementação da legislação de Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Chief of Party (Projecto Food for Education). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Adaptação de Mudanças Climáticas (CCA) e Redução de Risco de Desastres (DRR). Saiba mais.
O gabinete do antigo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de 82 anos, anunciou que o cancro da próstata, diagnosticado na semana passada, se espalhou para os ossos, tornando-se incurável.
De acordo com um comunicado obtido pela Associated Press, o “último exame conhecido” realizado por Biden à próstata remonta a 2014.
O documento afirma que “o último PSA conhecido do Presidente Biden foi em 2014. Antes de sexta-feira, o Presidente Biden nunca tinha sido diagnosticado com cancro da próstata”.
Na cidade da Beira, uma nova campanha de fiscalização orientada para os moto-táxis foi lançada com o intuito de reduzir os elevados índices de acidentes de viação.
A iniciativa, que iniciou na terça-feira, visa assegurar que os taxistas cumpram as regras básicas de trânsito, frequentemente apontadas como a principal causa de sinistros. Um dado alarmante revela que mais de 90% dos mais de 4500 moto-taxistas da cidade não possuem cartas de condução.
Neste primeiro dia da campanha, a polícia de trânsito apreendeu cerca de 200 moto-táxis devido a diversas ilegalidades. Nos últimos três anos, o número de acidentes envolvendo este tipo de transporte tem aumentado de forma preocupante.
De acordo com informações provenientes do Hospital Central da Beira, há cinco anos a média de acidentes diários relacionados a moto-taxistas era de três a cinco casos. Actualmente, esse número eleva-se para cerca de 20 casos diários, colocando uma pressão significativa sobre os recursos humanos e materiais da unidade hospitalar.
Para abordar esta problemática, os reguladores de trânsito, liderados pela polícia, iniciaram uma fiscalização rigorosa dos moto-táxis, complementada por campanhas de sensibilização entre os condutores. As orientações incluem a importância do uso de capacetes e coletes reflectores, medidas que visam aumentar a segurança dos moto-taxistas e de outros utentes da via.
O Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) procedeu à remoção de dois corpos de cidadãos que faleceram em circunstâncias ainda por esclarecer, na cidade de Maputo e na vila de Boane.
As autoridades competentes informaram que os corpos foram entregues ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), que ficará responsável pela investigação das causas das mortes.
Após a conclusão das averiguações, os corpos serão devolvidos às respectivas famílias.
A presidente da Assembleia da República de Moçambique, Margarida Talapa, inicia uma visita de trabalho à Federação Russa, que se estenderá até sábado.
A deslocação visa a participação no XI Congresso Ecológico Internacional de Nevsky, que terá lugar em São Petersburgo, a convite da sua homóloga russa, Valentina Matvienko.
Durante o congresso, subordinado ao tema “Planeta Terra – vivendo em harmonia com a natureza”, Talapa terá a oportunidade de partilhar experiências sobre o papel das mulheres moçambicanas como agentes centrais na gestão dos recursos naturais e na protecção dos ecossistemas.
Um incêndio ocorrido na madrugada de terça-feira na plataforma petrolífera Benguela Belize Lobito Tomboco (BBLT), da Cabinda Golf Oil Company Limited (Cabgoc), subsidiária da Chevron, resultou no desaparecimento de uma pessoa e deixou 17 feridos, dos quais quatro encontram-se em estado grave.
A situação está a ser acompanhada de perto pelas autoridades competentes.
Em comunicado emitido na quarta-feira, a Chevron revelou que as operações de busca e salvamento estão em curso, com a empresa a trabalhar em estreita colaboração com as entidades governamentais para mobilizar os recursos necessários.
O incidente teve lugar durante um período de manutenção anual programada da plataforma, a qual estava com a produção encerrada desde o dia 1 deste mês. A causa do incêndio está a ser objecto de investigação, conforme informado pela Cabgoc.
Todos os feridos estão a receber cuidados médicos adequados em terra, e a empresa reiterou que a segurança e o bem-estar dos seus trabalhadores representam a sua maior prioridade. A Cabgoc está a colaborar com empresas contratadas para assegurar apoio às pessoas afectadas e às suas famílias, prometendo fornecer actualizações assim que novas informações estiverem disponíveis.
A Primeira-Dama da República de Moçambique, Gueta Chapo, encontrou-se em Maputo com a renomada antiga campeã olímpica Lurdes Mutola, com o intuito de explorar parcerias que visem a protecção e o empoderamento das raparigas moçambicanas.
Este encontro teve como foco o fortalecimento da colaboração entre o Gabinete da Primeira-Dama e a Fundação Lurdes Mutola (FLM).
A parceria pretende impulsionar o desenvolvimento do desporto nacional e, ao mesmo tempo, promover a capacitação das raparigas, destacando a realização de duas competições integradas nas celebrações dos 50 anos da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e da Independência Nacional. Lurdes Mutola anunciou que a FLM está a organizar uma corrida em Chimoio, na província de Manica, no dia 30 de Maio, seguida de outra competição em Songo, na província de Tete, marcada para o dia 23 de Junho, a qual será a grande final das comemorações.
Mutola enfatizou a importância simbólica destes eventos para o país, afirmando que a colaboração com o Gabinete da Primeira-Dama busca utilizar o desporto como um meio de transformação social. A antiga atleta sublinhou que o desenvolvimento do desporto em Moçambique, em particular o futebol feminino e o atletismo, é fundamental para o crescimento integral da juventude.
A iniciativa não se limita apenas à vertente competitiva, incluindo um forte componente social que visa cuidar das raparigas em situação de vulnerabilidade. Mutola salientou que “Moçambique é um país com raparigas que enfrentam dificuldades nas suas famílias, muitas vezes engravidando precocemente. Acreditamos que o desporto pode desempenhar um papel crucial em atrasar esse processo”.
A fundadora da FLM recordou que a sua instituição já desenvolveu projectos de apoio directo a raparigas vulneráveis, incluindo a construção de dois lares no distrito de Magude, na província de Maputo.
Os recentes ataques de grupos armados na província do Niassa, Moçambique, resultaram no deslocamento de cerca de 2.085 pessoas, de acordo com estimativas do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
Este fenómeno decorreu principalmente das agressões a duas aldeias situadas numa área protegida do norte do país.
O relatório de campo da ACNUR, com dados até os primeiros dias de Maio, revela que o receio crescente em relação à violência tem levado os habitantes dos distritos de Macalange e Mbamba a abandonarem as suas casas.
Os ataques, perpetrados por supostos terroristas contra a Reserva Especial do Niassa, resultaram em duas mortes e dois desaparecimentos. Recentemente, o Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade por um ataque na província, alegando três vítimas fatais.
No dia 29 de Abril, homens armados invadiram o acampamento de caça desportiva de Mariri, que abrange uma área de 42 mil quilómetros quadrados em oito distritos, incluindo Mbamba e parte da província de Cabo Delgado. Este incidente seguiu-se a outro ataque registado em 24 de Abril, levantando preocupações sobre a segurança na região.
Durante os confrontos, muitos habitantes fugiram para o mato, enquanto outros iniciaram longas caminhadas em busca de segurança em aldeias vizinhas, com a cidade de Mecula a ser o destino mais procurado.
Segundo os líderes comunitários, até 09 de Maio, havia 516 famílias deslocadas na cidade, das quais cerca de 400 estão alojadas na Escola Primária 16 de Junho, partilhando seis salas de aula, enquanto 116 famílias foram acolhidas por anfitriões locais.
A ACNUR sublinha que 60% dos deslocados abandonaram as suas casas devido ao temor de um “ataque iminente” dos grupos armados, não tendo conseguido recolher os seus bens pessoais durante a fuga.
A revelação de que o ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, enfrenta um cancro da próstata em estado avançado, com metástases nos ossos, gerou uma onda de solidariedade, mas também de críticas dentro do país.
Vários especialistas e observadores questionam a transparência da Casa Branca, alegando que a doença foi ocultada durante os últimos anos do seu mandato.
O ex-presidente Donald Trump manifestou-se sobre a situação na segunda-feira, afirmando que a progressão da doença “leva anos até chegar a este ponto” e destacou que Biden deveria ter sido mais aberto sobre o seu estado de saúde. “É uma notícia muito triste e estou surpreendido por o público não ter sido informado mais cedo. Acho que se devia investigar o que aconteceu”, afirmou Trump, levantando preocupações sobre a falta de comunicação em torno da saúde do ex-líder.
A Electricidade de Moçambique (EDM) enfrenta um grave problema no distrito de Cuamba, na província do Niassa, com prejuízos estimados em aproximadamente 3,5 milhões de meticais desde o início do ano.
Este montante resulta de roubos e vandalizações de material eléctrico, conforme reportado pelo director da área de serviço ao cliente em Cuamba, Aurélio Luís.
Os ataques à infra-estrutura eléctrica têm-se intensificado não só em Cuamba, mas também nos distritos vizinhos de Marrupa e Mecula.
No entanto, a incidência tem sido particularmente elevada em Cuamba, onde os malfeitores têm como alvo transformadores e outros materiais eléctricos, como cabos de espia, condutores de baixadas e disjuntores, predominantemente fabricados em aço e cobre.
Aurélio Luís revelou à Rádio Moçambique que os assaltantes aproveitam as horas da noite para invadir os postos de transformação e subtrair equipamentos essenciais. “Decorrente destas acções, a Electricidade de Moçambique registou nos primeiros quatro meses do ano uma perda significativa”, afirmou.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) de Moçambique anunciou a detenção de um cidadão suspeito de tráfico humano, após ter recrutado 16 indivíduos da província de Sofala com o objectivo de os transportar para o Vietname.
O homem foi apanhado na tarde de terça-feira no Aeroporto Internacional de Maputo, enquanto tentava embarcar com os 16 homens, todos originários de Sofala, a mando de um empresário de nacionalidade chinesa.
João Adriano, porta-voz do Sernic, explicou à agência Lusa que o detido tinha estabelecido contacto com o empresário chinês no passado, durante o tempo em que trabalhou para ele em Sofala. Recentemente, o empresário solicitou que recrutasse 17 pessoas para trabalharem no Vietname, mas apenas 16 foram recrutados.
O indiciado recebeu dinheiro do filho do empresário chinês, que se encontrava na província de Tete, para cobrir as despesas de emissão de passaportes e vistos dos recrutados, que acreditavam estar a viajar para uma oportunidade de trabalho numa fábrica de papel.
A polícia levantou suspeitas de tráfico humano, uma vez que os cidadãos apresentaram vistos de turismo com duração de 30 dias, apesar de alegarem que viajavam por motivos laborais, e não possuíam documentos que identificassem a empresa que os empregaria.
Na província de Tete, a malária tem-se revelado uma preocupação crescente, com cerca de quatrocentas pessoas diagnosticadas com a doença e dezasseis mortes registadas este ano.
Este número representa um aumento de cinquenta por cento em relação ao período homólogo do ano passado, que contabilizou a morte de cinco indivíduos devido à mesma doença.
As unidades sanitárias da província continuam a lutar contra o impacto da malária, que permanece como uma das principais causas de internamento e mortalidade.
Segundo as autoridades de saúde, até ao dia 11 de Maio, os casos e as hospitalizações têm aumentado, uma tendência alarmante em comparação com o ano anterior. A falta de redes mosquiteiras e a demora na procura de assistência médica foram identificadas como factores que contribuem para o agravamento da situação.
Hélder Dombole, chefe do Departamento de Saúde Pública, revelou que a cidade de Tete é a que mais registos de óbitos apresenta nas primeiras dezasseis semanas do ano, com uma proporção significativa de vítimas a ser composta por crianças.
Dombole destacou ainda que estão a ser implementadas acções de sensibilização com o objectivo de fomentar mudanças de comportamento nas comunidades afectadas, com um enfoque particular em mulheres grávidas.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, manifestou-se de forma contundente, acusando a Rússia de atrasar as negociações de paz após uma conversa de duas horas entre Donald Trump e Vladimir Putin.
A declaração foi feita na terça-feira (20), em um cenário de desconfiança crescente em relação a um possível cessar-fogo entre as partes envolvidas.
Zelensky criticou a Rússia, afirmando que o Kremlin está a “ganhar tempo” enquanto continua a realizar ataques em território ucraniano. O líder ucraniano reiterou a sua disposição para negociar uma trégua incondicional, independentemente do local das conversações, mencionando opções como o Vaticano ou a Turquia.
A situação permanece tensa, com a Ucrânia a sofrer novos ataques nocturnos, incluindo o lançamento de mais de cem drones russos sobre várias regiões do país. Zelensky denunciou as condições impostas por Moscovo, considerando-as “irrealistas”, e sublinhou que, segundo a Constituição ucraniana, é inaceitável aceitar a perda de qualquer território, incluindo a península da Crimeia e as regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia, que estão sob ocupação russa.
O presidente ucraniano destacou que milhões de cidadãos ainda residem nestas áreas, o que reforça a legitimidade da sua posição. Também fez referência à questão humanitária, mencionando uma conversa anterior com Trump sobre a troca de mil prisioneiros de guerra, negociada em Istambul no dia 16 de Maio. Apesar dos esforços, Trump afirmou ainda não ter certeza se a Ucrânia está preparada para avançar nas negociações.
Pelo menos quatro crianças perderam a vida e 30 ficaram feridas na quarta-feira num ataque suicida dirigido a um autocarro escolar no Baluchistão, uma região situada no sudoeste do Paquistão.
O autocarro transportava crianças para uma escola destinada aos filhos de militares, conforme revelaram as autoridades locais.
O comissário adjunto do distrito, Yasir Iqbal, confirmou que o ataque ocorreu em Khuzdar e destacou que, segundo os resultados preliminares da investigação, tratou-se de um ato suicida.
O incidente gerou uma onda de consternação na comunidade local e levantou preocupações quanto à segurança na região, especialmente em instituições educativas.
Na última sessão do Conselho de Ministros, o Governo moçambicano aprovou o Regulamento de Exploração e Prática dos Jogos de Fortuna ou Azar, através...