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Sexta-feira, Abril 10, 2026
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Acidentes laborais prejudicam competitividade das empresas

FACIM

Há cada vez mais empresas que não observam as regras de segurança, higiene e saúde no trabalho em Moçambique, devido à negligência das mesmas.

Há cada vez mais empresas que não observam as regras de segurança, higiene e saúde no trabalho, o que contribui para a redução da sua competitividade no mercado, disse, ontem, o consultor Ricardo Bandin, numa conferência sobre a matéria organizada pelo “O País Emprego” e que teve lugar em Maputo.

Na conferência, onde participaram representantes de diversas empresas públicas e privadas que operam no país, discutiu-se o papel das empresas no capítulo da segurança, higiene e saúde no local de trabalho. O objectivo era mostrar às organizações que os acidentes industriais são uma fonte de desperdício. “Os acidentes podem afectar pessoas, equipamentos e materiais. Podem provocar, igualmente, danos incalculáveis, por vezes mortes. Podem causar prejuízos na produção, no ambiente e com o equipamento. Um acidente corta qualquer objectivo de uma empresa”, argumentou Ricardo Bandin.

Para o consultor argentino, a segurança no local de trabalho é um elemento de competitividade, na medida em que também contribui para que as empresas possam ser sustentáveis e consigam sobreviver no mercado.

Governo responsabiliza distribuidores pelos danos causados aos veículos

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Combustível contaminado.

Semana passada, o comunicado oficial do Ministério da Energia sugeria que a responsabilidade cabia às gasolineiras. Enquanto isso, ainda decorre a investigação encomendada pelo governo.

Uma semana depois de o Ministério da Energia ter anunciado que todos os automobilistas, cujas viaturas ficaram paralisadas devido ao combustível contaminado, deveriam procurar as respectivas gasolineiras para exigir a responsabilização pelos danos causados, o ministro da Energia surgiu ontem com outra versão.

Segundo Salvador Namburete, a responsabilidade pelos veículos danificados é das distribuidoras e não dos retalhistas, no caso, as gasolineiras.

A mudança relativamente ao discurso inicial, onde o governo sugeria que a responsabilidade era do retalhista, surge depois de muitos automobilistas se terem dirigido às gasolineiras, onde tinham abastecido, para que fossem ressarcidos pelos danos nas suas viaturas de correntes do uso da gasolina contaminada. Trata-de duma situação que nunca foi aceite pelas gasolineiras que, sempre, negaram responsabilidade, alegando falta de uma comunicação oficial por parte de uma entidade competente.

O incidente deixou muitos automobilistas lesados e indignados e, desde a sua ocorrência, ainda ninguém veio a público esclarecer devidamente quem deve assumir a responsabilidade pelos danos causados.

Esta quinta-feira, questionado sobre o assunto, Salvador Namburete disse ter-se reunido, no sábado passado, com todos os retalhistas, e ficou acordado que a responsabilidade primordial pelos danos causados aos veículos é dos distribuidores.

O ministro garantiu ainda ter deixado recomendações claras no sentido de as gasolineiras receberem todas as preocupações dos automobilistas e encaminhá-las aos distribuidores.

Quanto à eventual alteração de discurso em relação à primeira informação divulgada, através de um comunicado oficial do Ministério da Energia, o ministro diz ter havido um mal entendido e nega que o comunicado de imprensa tenha atribuído responsabilidades às gasolineiras.

Ministro da Defesa diz que Afonso Dlhakama merece protecção como qualquer cidadão

Ministro da Defesa diz que Afonso Dlhakama merece protecção como qualquer cidadão
O Ministro da Defesa de Moçambique, Filipe Nhussi, disse, Terça-feira (29), em Maputo, na sua saída do Conselho De Ministros, que o líder da Renamo, Afonso Dlhakama, merece protecção como qualquer cidadão do país precisa.

Para Nhussi, o diálogo é a solução e no país há debates públicos sobre o desporto, discute-se publicamente a lei eleitoral, megaprojectos entre outros assuntos, então existem vários pontos de vista, sendo assim, no caso de Dhlakama também iremos privilegiar o diálogo.

Questionado se, de facto, o Governo moçambicano vai enviar uma equipa à Gorongosa para negociar com Afonso Dhlakama, Nhussi respondeu: “Neste caso não, porque a pessoa deve dizer o que pretende e, pelo que eu saiba, não há nenhum documento formal que assim o faça”.

Em relação ao suposto envio de mercenários à Gorongosa para matarem o líder da RENAMO, o Ministro da Defesa referiu que “o líder da RENAMO disse isso, como já falou muitas coisas. As forças armadas não estão para matar pessoas que dialogam e que produzem debates, porém, está previsto na Constituição da República que quem violar o território, por vias externas ou internas, as forças da defesa podem responder, mas até ao momento não há motivos para tal. Agora, se, de facto, Dlhakama sente-se ameaçado, deve ir às instituições próprias, como esquadras e fazer a devida notificação, por que ele é um moçambicano e merece protecção”.

O titular da pasta da defesa informou que, até ao momento, não tem conhecimento de ter havido uma solicitação formal, por parte de RENAMO, a pedir um encontro com Guebuza, se existir, segundo avança Nhussi, o Presidente está aberto ao diálogo, tanto que já estiveram juntos em Nampula e trocaram números de telefone.

Nova Iorque tenta regressar à normalidade depois da tempestade Sandy

A “cidade que nunca dorme” parou à passagem da tempestade Sandy, mas não por muito tempo. Nova Iorque começou ontem a regressar à normalidade e a sarar as feridas abertas por uma das mais devastadoras tempestades que assolaram os Estados Unidos. Prova disso é que a maratona marcada para domingo vai realizar-se, garantiu ontem o mayor nova-iorquino.

Nova Iorque tenta regressar à normalidade depois da tempestade Sandy

Na quarta-feira, as pessoas regressaram ao trabalho de carro, bicicleta ou de autocarro, uma vez que a rede de metro continuava inundada e fechada. Para evitar maiores engarrafamentos, o presidente da câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg, anunciou que a partir de hoje as viaturas terão de circular com pelo menos três pessoas. Nos transportes públicos não vão ser cobrados bilhetes pelo menos até sexta-feira.

A bolsa de Wall Street voltou ontem a funcionar depois de uma paragem histórica, a mais longa motivada pela meteorologia desde um nevão ocorrido em 1888. Os aeroportos John F. Kennedy e Newark reabriram de manhã.

No entanto, ainda há muito a fazer: grande parte de Manhattan, a sul de Times Square, continuava ontem às escuras e tão cedo não deverá ser restabelecido o fornecimento de electricidade. Os moradores têm-se refugiado como podem em hotéis, formam filas em bibliotecas e cafés para carregar os telemóveis e aceder à Internet. As escolas só deverão reabrir na próxima segunda-feira.

Enquanto tentam voltar à rotina, os norte-americanos choram pelas vítimas da tempestade. A Reuters actualizou hoje o número de mortos para 64 – dos quais 30 em Nova Iorque, nove no Estado de Mayland, seis em New Jersey e seis em Pennsylvania. Outros cinco Estados reportaram vítimas.

Em New Jersey, a devastação

Do outro lado do rio Hudson, em Hoboken, New Jersey, o cenário é ainda mais devastador. A tempestade destruiu bairros inteiros, as imagens das televisões norte-americanas mostram barcos arrastados para terra, lotes residenciais completamente destruídos. As autoridades estimam que cerca de um quarto da população de New Jersey (mais de dois milhões de pessoas) continuavam ontem sem electricidade e mais de seis mil pessoas continuavam em abrigos, segundo o New York Times.

“É uma inundação como nunca tínhamos visto”, disse o mayor de Hoboken, Dawn Zimmer, citado por aquele jornal norte-americano. As tropas da Guarda Nacional continuavam ontem a tentar socorrer milhares de pessoas que ficaram encurraladas. A tempestade Sandy “encheu a cidade como uma banheira”, sublinhou Zimmer.

Em New Jersey foi imposto o recolher obrigatório para evitar roubos. As prateleiras dos supermercados estavam ontem vazias e nos postos de gasolina os condutores faziam fila para abastecer, nos poucos que ainda têm combustível.

O presidente Barack Obama, que cancelou três dias de campanha na semana final antes das eleições (marcadas para terça-feira) para acompanhar a situação, sobrevoou ontem de helicóptero a zona costeira, lado a lado com o governador de New Jersey, o republicano Chris Christie. As praias entre Asbury Park e a ilha de Long Beach, ao longo de 80 quilómetros, desapareceram.

Hoje, Obama retoma o calendário da campanha eleitoral, marcando presença no Nevada, Colorado e Ohio.

Mitt Romney também interrompeu os eventos da campanha na segunda e terça-feira, mas recomeçou em força ainda ontem, apelando aos votos dos eleitores da Florida.

Jornalistas gregos suspensos por crítica a ministro

Dois jornalistas de uma popular emissão televisiva da manhã foram suspensos depois de fazerem comentários sobre o ministro do Interior, e um jornalista de uma emissora regional foi detido depois de ter ameaçado divulgar dados sobre acordos entre o Governo grego e a troika recolhidos pelo grupo de hackers-activistas Anonymous.

Jornalistas gregos suspensos por crítica a ministro


São os últimos casos de possíveis atropelos à liberdade de imprensa na Grécia.

Dois jornalistas de uma popular emissão televisiva da manhã foram suspensos depois de fazerem comentários sobre o ministro do Interior, e um jornalista de uma emissora regional foi detido depois de ter ameaçado divulgar dados sobre acordos entre o Governo grego e a troika recolhidos pelo grupo de hackers-activistas Anonymous.

Isto depois de um jornalista que divulgou uma lista de gregos com contas na Suíça ter sido detido e acusado por divulgar “dados privados”.

O caso que mais polémica provocou foi o da lista, com muitos gregos a questionar como é possível que os titulares não tenham sido investigados por possível fuga aos impostos enquanto o jornalista foi prontamente detido e acusado por apenas divulgar os nomes dos clientes do banco suíço.

Mas o caso dos apresentadores também está a levantar ondas, e levou mesmo a uma paralisação de jornalistas na estação pública NET TV.

Marelina Katsami e Costas Arvantitis discutiam, todas as manhãs, com uma chávena de café à frente, a actualidade nacional e internacional, num estilo descontraído.

Na segunda-feira, entre vários assuntos, comentaram o facto de o ministro do Interior ter ameaçado processar o diário britânico The Guardian por difamação, por causa de um artigo denunciando maus-tratos da polícia a activistas de esquerda anti-Aurora Dourada (o grupo-partido de extrema direita). “Não processou?”, perguntou Arvanitis. “Não, porque as conclusões [de relatórios médicos] mostram que de facto é um crime”, respondeu Katsami. “Não se vai demitir?”, perguntou ele de novo. “Penso que não”, respondeu ela. “É difícil para ele. Ele é do mesmo sítio que tu, Corfu”, comentou o jornalista. “Sim, e é um homem sério”, retorquiu ela.

Horas depois, os dois foram informados de que no dia seguinte não iam apresentar o programa.

“Fomos muito críticos de outros ministros, de todos os partidos, e já houve queixas, mas isto é novo”, comentou Katsami ao Guardian. A jornalista nota que esta é uma de várias “coisas peculiares” a acontecer na emissora. “Em todo o lado, nos media, as pessoas estão a ser despedidas. Aqui estão a ser contratadas. O Governo quer pessoas que concordem com os seus pontos de vista, e querem contratar os amigos.”

Greve de protesto

Os jornalistas lançaram de imediato uma acção de protesto em apoio aos colegas com uma série de greves. Hoje foi decretada uma paralisação geral dos jornalistas, a segunda greve nos media deste mês.

Outro caso que teve menor repercussão foi o do jornalista Spiros Karatzaferis, que tem um programa numa televisão local, a Art TV, de Arta (ocidente da Grécia).

Segundo a agência italiana ANSA e o site Greek Reporter, Karatzaferis foi detido depois de ter ameaçado divulgar informação confidencial sobre as negociações entre a troika e o Governo, que lhe teriam sido passadas pelo grupo Anonymous.

Karatzaferis (irmão do líder do Laos, o partido de extrema-direita populista que esteve brevemente no governo liderado pelo tecnocrata Lucas Papademos) foi detido por uma acusação anterior de difamação por alegações contra os juízes gregos. Mas o jornalista diz que a detenção foi muito conveniente antes de ele divulgar as informações no seu programa nesse mesmo dia.

A Grécia tem, segundo os Repórteres Sem Fronteiras, o segundo pior lugar da União Europeia em termos de liberdade de imprensa, a seguir à Bulgária.

Dois mineiros grevistas mortos a tiros na África do Sul

Dois mineiros grevistas mortos a tiros na África do Sul

Dois mineiros grevistas foram mortos ontem (quarta-feira) por guardas de segurança que atiraram quando tentavam entrar no depósito de armas da mina de carvão na África do Sul, informou a imprensa local.         

“Às 10H30, alguns trabalhadores aparentemente tentaram entrar no depósito de armas da mina e foram dispersados pelos guardas de segurança da mina”, indicou o coronel Jay Naicker, da polícia sul – africana, à agência local SAPA.

EMTPM reclama avaria de autocarros: Chuvas agravaram crise de transporte

Os utentes de transportes públicos e privados das cidades de Maputo e Matola viveram períodos de aflição na noite de terça-feira devido à paralisação dos autocarros da Empresa Municipal de Transportes Públicos de Maputo (EMTPM) e de viaturas de particulares.

EMTPM reclama avaria de autocarros: Chuvas agravaram crise de transporte
A situação verificou-se a partir das 17.00 horas quando as duas cidades foram fustigadas por ventos fortes acompanhados de chuvas e trovoadas, o que prevaleceu até a manhã de ontem, quando recomeçaram a circular as primeiras viaturas de serviços públicos e privados.
A nossa Reportagem testemunhou enchentes durante toda a noite na maioria das grandes terminais de transporte de ambas as cidades, com destaque para a da `Baixa´, `Museu´, `Entreposto´, `Xikhelene´, `Junta´, `Benfica´, `Magoanine´ e `Hulene´, na cidade de Maputo.

Enchentes também se verificaram nalguns pontos do município da Matola, com destaque para as paragens da Casa Branca, terminal do Fomento, Malhampswene, Liberdade, Quilómetro 15, entre outras.

Muitos autocarros da EMTPM foram vistos logo depois do início do mau tempo com a habitual indicação de recolha para o parque da empresa, numa altura em que se via muita gente nas paragens que procurava chegar à casa.

Esta situação continuou horas depois de parar a chuva para o desespero de muitos munícipes nas paragens.

Entretanto, a empresa pública nega que os seus autocarros tenham recolhido aos parques.

Lourenço Albino, administrador de Área de Negócios e Projectos na EMTPM, garantiu que em nenhum momento as viaturas da empresa recolheram aos parques devido a problemas de chuva. `Pelo contrário, a empresa teve problemas porque as chuvas provocaram avarias nalgumas viaturas que foram obrigadas a ficar paralisadas em diferentes zonas de Maputo e Matola´, disse Albino, acrescentando que não tinha ainda o número exacto de autocarros paralisados, mas que testemunhara as avarias de pelo menos quatro, dois dos quais da marca Tata e igual número de articulados.

Afirmou que ao princípio da noite de terça-feira pelo menos 120 autocarros estiveram a circular na via pública e este número foi reduzindo à medida que baixava a procura de transporte.

Governo estuda quantas portagens e onde fixar na circular de Maputo

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São questões que até aqui não estão esclarecidas sobre a Estrada Circular de Maputo. O governo está a pensar em colocar várias portagens nos 70 quilómetros de extensão da via, para rentabilizar o pagamento da dívida de 315 milhões de dólares aos chineses pela construção da infra-estrutura.

Contudo, segundo o presidente do Município de Maputo, David Simango, o executivo ainda está a avaliar quantas portagens, onde colocar e o preço a praticar, para não pressionar o bolso do cidadão. “Esta é uma questão que ainda estamos a analisar. O certo é que haverá, sim, portagens. agora estamos a estudar quantas vamos colocar, onde colocar e que preços praticar, para que isso não seja um grande encargo para os munícipes”, afirmou.

Gestão da circular

O edil de Maputo diz, ainda, que o executivo já está a analisar como será a gestão deste empreendimento, depois da conclusão das obras, mas há grandes probabilidades da mesma ser privatizada. “Estamos a avaliar qual é a melhor forma de gestão, se será uma parceria pública, privada, público-privada ou privada-pública, e daí sairá a decisão final. Não podemos afirmar nada agora senão corremos o risco de colocar a caroça à frente dos burros”, disse David Simango, acrescentando que “estamos a trabalhar com a empresa pública Maputo-Sul e já há interesses da TRAC pela gestão da zona da Matola”.

Passa a custar menos indemnizar quem recebe acima de 28 mil Mt

Joaquim

Os trabalhadores abrangidos pela antiga lei laboral  tinham direito a três meses de indemnização em cada dois anos de serviço, independentemente do ordenado que auferem. A nova lei fixa indemnizações em função do salário. Ou seja, quem ganha mais é indemnizado pouco e vice-versa. Por exemplo, abaixo de oito salários mínimos tem 30 dias de salário anualmente, e quem ganha acima de 16 salários mínimos tem apenas 3 dias de salário em cada ano de serviço.

Os empregadores do sector privado, Organizações Não-Governamentais, embaixadas, entre outros, passam, a partir desta quinta-feira,  a pagar menos para indemnizar os seus trabalhadores que recebem salários que variam de 11 a 16 salários mínimos em vigor no país (28 400 a 38 400 meticais, tendo referência o salário mínimo de 2 400 Mt) em caso de despedimento sem justa causa, mesmo para aqueles que estavam abrangidos pela antiga Lei do Trabalho, (Lei número 8/98 de 20 de Julho), que lhes era favorável.

Ou seja, todos os trabalhadores que recebem o equivalente a 11 até 16 salários mínimos e que assinaram os seus contratos individuais na vigência da antiga lei laboral passam a ser abrangidos pela nova lei, para efeitos de indemnização, a partir de hoje. Ou melhor, deixam de receber uma indemnização calculada com base em três meses em cada dois anos, e passam a receber apenas por 20 dias em cada dois anos de serviço, considerando que a Lei prevê 10 dias, anualmente.

A primeira derrogação aconteceu em Maio de 2010 e abrangeu trabalhadores que auferem ordenados acima de 16 salários mínimos. Estes passaram a ter direito de três dias de indemnização em cada ano de serviço, contra três meses em cada dois anos, tal como previa a antiga lei laboral.

Na verdade, este cenário vem previsto na actual Lei do Trabalho, que entrou em vigor no dia 1 de Novembro de 2007. Só que o legislador aplicou o princípio da não retroactividade da lei, previsto no artigo 57 da Constituição da República, e os trabalhadores que haviam assinado os seus contratos antes dessa data ficaram com direitos adquiridos, sobretudo no que tange às indemnizações, e, portanto, continuavam a ser regidos pela antiga lei laboral, que lhes era favorável.

Entretanto, à luz do Direito Transitório, que tutela soluções transitórias e duradouras para dar solução aos problemas de sucessão da lei no tempo, o legislador moçambicano previu, no artigo 270 da actual lei do trabalho, que, tratando-se de redução de benefícios, a passagem dos trabalhadores cujos contratos individuais foram assinados na vigência da antiga lei para a actual seria de forma gradual, e aqueles que recebem salários mais baixos teriam mais tempo para a passagem para esta nova lei e vice-versa.

Governo diz que haverá seca no sul e inundações no centro e norte

O executivo que parte para uma acção financeiramente fragilizado aprovou, na última terça-feira, o plano de Contingência para a época chuvosa 2012/2013. Para o efeito, tem disponíveis 120 milhões de meticais, contra os 373 456 mil meticais que seriam o ideal.

Normalmente quando chega esta fase do ano, o governo tem feito a análise da época chuvosa, a localização das zonas de risco e protecção, para além de definir as actividades a realizar. No rol das suas medidas, faz ainda a verificação do material que será necessário e aloca os recursos necessários para a sua intervenção.

Neste sentido, e porque a época chuvosa já começou, o executivo apresentou, na última terça-feira, dados segundo os quais, até Dezembro, haverá a ocorrência de chuvas normais com tendência para baixo do normal na zona sul e nas províncias de Manica e Sofala, bem como na parte sul das províncias de Tete e da Zambézia.

Enquanto isso, para a zona norte e numa grande extensão da Zambézia, prevê-se a ocorrência de chuvas normais com tendência para cima do normal.

Quanto à entrada ao novo ano, os meses de Janeiro, Fevereiro e Março de 2013 poderão registar a ocorrência de chuvas com tendência para cima do normal nas zonas centro e norte e chuvas normais com tendência para baixo do normal na zona sul.

Em relação às bacias, o governo garantiu que, até Agosto deste ano, se encontravam todas abaixo do nível de alerta e, por isso, não constituem perigo até agora. Todavia, para Janeiro e Março de 2013, o cenário poderá inverter-se, pois poderá haver um risco médio nas bacias do Lúrio, Mucuburi, Monapo, Meluli, Ligonha, Milela, Púnguè, Búzi, Save e Mabuti; e poderá haver um risco muito alto nas bacias de Zambeze, Licungo e Missalo e nas bacias hidrográficas da Orla Marítima de Nampula.

Perante este cenário e, em relação à agricultura, tida como base de desenvolvimento e que é praticada pela maioria da nossa população, o governo diz prever um nível de satisfação das necessidades hídricas nas culturas de Outubro a Dezembro de 2012. Mas nem todo o país poderá beneficiar desta acção da chuva, pois, na região sul, há uma grande probabilidade de ocorrência de seca, particularmente nas províncias de Gaza e Inhambane.

Outro risco iminente na presente época chuvosa tem que ver com a probabilidade de ocorrência de ciclones em toda a nossa costa, com maior incidência nas províncias de Nampula, Sofala, Inhambane e, em certas ocasiões, acompanhados de  vendavais em todo o país.

Haverá, igualmente, inundações nas cidades, particularmente da Beira e de Quelimane, e algumas vilas como de Nicoadala, Maganja da Costa, Mutarara, Machanga, Zumbo, Marromeu, Nacala, Búzi. É possível também que ocorram sismos  em baixa magnitude.

Em face deste cenário inquietante, o executivo, através da ministra da Administração Estatal, Carmelita Namashulua, chamou atenção para alguns factores que concorrem para a vulnerabilidade ou risco das populações, principalmente, a questão das construções precárias das habitações nas zonas rurais e peri-urbanas e a existência de bairros informais.

Entretanto, tendo em conta o drama registado na época passada, onde mais de mil salas de aulas ficaram destruídas, o Ministério da Educação está em alerta, sobretudo na situação de ocorrência de ventos fortes e ciclones.

Para fazer face a estes cenários, Namashulua disse que “temos realizado várias acções como, por exemplo, a criação dos comités locais de gestão de risco e, neste momento, temos 760 em todo o país, que ajudam a prevenção. Até este momento, temos feito simulações, e faremos uma outra simulação no dia 2 de Novembro, em Govuro, na província de Inhambane. Há melhoria no sistema de aviso prévio nas bacias do Zambeze e é por isso que melhorámos bastante a questão de pessoas que são afectadas nessa época. não só no Zambeze, mas também na bacia do Búzi, Licungo e Save”.

Ainda não há data para se cobrar a nova tarifa dos transportes

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“Há pessoas que querem falar em nosso nome. Não se guiem por especuladores e por boatos, os transportadores semi-colectivos e os Transportes Públicos de Maputo estão avisados para não cobrar as novas tarifas antes de receberem o nosso comando”, disse David Simango.

Ainda não há data para a entrada em vigor das novas tarifas dos transportes público e privado na cidade de Maputo. O Conselho Municipal diz que ainda não estão criadas as condições necessárias para se cobrar 7 e 9 meticais por viagem.

Eram várias as dúvidas sobre a data para a entrada em vigor da nova tarifa, com muita gente a especular que a mesma poderá acontecer no início do mês de Novembro. Entretanto, o presidente do Conselho Municipal da cidade capital veio, esta quarta-feira, esclarecer que ainda não se decidiu quando é que os novos preços poderão ser cobrados pelos “chapas” e TPM, pelo facto de ainda não haver condições para o efeito. “Há pessoas que querem falar em nosso nome, enquanto não as autorizámos. Continuamos a dizer que quando as condições estiverem criadas, vamos avisar sobre a entrada em vigor da nova tarifa, agora ainda não há data para isso”, explicou David Simango.

Novo regime de indemnizações entra em vigor no país

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Um novo regime de indemnizações decorrentes da rescisão de contrato de trabalho por iniciativa do empregador entra, esta Quinta-feira (01), em vigor no país, cinco anos após a aprovação da actual Lei do Trabalho (lei nº 23/2007, de 1 de Agosto), por revogação da Lei nº 8/98, de 20 de Julho.

O referido preceito, aprovado pela Assembleia da República no dia 11 de Maio de 2007 e promulgado pelo Presidente da República a 17 de Julho do mesmo ano, é tido, quanto às indemnizações, como uma relativa perda de direitos trabalhistas.

A lei revogada naquele ano, no caso de contrato por tempo indeterminado, compensações de “45 dias de remuneração”, se o tempo de serviço for superior a três meses, mas sem exceder seis meses. Com “seis meses de serviço”, sem ultrapassar os três anos, o trabalhador tinha uma indemnização correspondente a “três meses de remuneração”.

Por fim, estava previsto na lei nº 8/98, o pagamento de “três meses de remuneração por cada dois anos ou fracção de serviço prestado à mesma entidade empregadora, se esse tempo exceder três anos”.

Já na actual lei, por cada ano de serviço, a compensação é equivalente a “trinta dias de salário”, “se o salário base do trabalhador, incluindo bónus de antiguidade, corresponder ao valor compreendido entre um a sete salários mínimos nacionais”.

O empregador deverá pagar “quinze dias de salário por cada ano de serviço, se o salário base do trabalhador, incluindo o bónus de antiguidade, corresponder ao valor compreendido entre oito a dez salários mínimos nacionais”.

Prevê-se ainda na lei 23/2007, uma indemnização de “dez dias de salário por cada ano de serviço, se o salário base do trabalhador, incluindo o bónus de antiguidade, corresponder ao valor compreendido entre onze a dezasseis salários mínimos nacionais”.

O trabalhador cujo salário base, também incluindo o bónus de antiguidade, “corresponder ao valor superior a dezasseis salários mínimos”, por cada ano de serviço terá o ressarcimento equivalente a “três dias de salário”.

As indemnizações sofreram uma alteração nas bases de cálculo, que se limita ao tempo de serviço do trabalhador numa empresa, dada a introdução dos elementos salário base, incluindo o bónus, e salários mínimos nacionais.

Uma das grandes constatações aponta para o facto de que à medida que a remuneração sobe, de acordo com a actual Lei do Trabalho, a compensação baixa, tal como se pode verificar no caso em que se recebe recompensa de “três dias por cada ano de serviço” com compensação.

Este assunto é, aliás, uma das matérias a serem afloradas numa conferência de imprensa convocada pelo Ministério do Trabalho, na véspera da entrada em vigor da actual principal lei laboral.

Um comunicado daquele departamento do Governo central recorda, a propósito da conferência de imprensa, que “a actual Lei do Trabalho (LT), Lei 23/2007, de 1 de Agosto, completa cinco anos no próximo dia 01 de Novembro, desde que entrou em vigor no país, em substituição da Lei 8/98, de 20 de Julho.

Nos termos legais, após completar cinco anos de vigência, um novo regime entra em vigor, no âmbito das indemnizações de trabalhadores em Moçambique”.

Assim, o Ministério do Trabalho pretende “esclarecer os trabalhadores, empregadores e a sociedade”, “sobre os contornos consequentes deste novo regime e outras medidas que vigoraram no âmbito transitório da Lei do Trabalho”.

De acordo com o artigo 130 do referido preceito, o empregador “pode rescindir um ou mais contrato de trabalho, com aviso prévio, desde que essa medida se funde em motivos estruturais, tecnológicos, ou de mercado e se mostre essencial à competitividade, saneamento económico, reorganização administrativa ou produtiva da empresa”.

Refira-se que a revogação da anterior lei, que, entretanto, não produziu alterações ao “disposto no nº 4 do artigo 270”, uma norma transitória que confere atribuições ao Ministério que tutela a área de trabalho a competência de resolução extrajudicial de conflitos laborais enquanto os centros de mediação e arbitragem não entrarem em funcionamento.

A nova lei laboral foi produzida e aprovada pela Assembleia da República tendo em conta que a “evolução económica, social e política do país exige a conformação do quadro jurídico-legal que disciplina o trabalho, o emprego e a segurança social”.

Parlamento delega manutenção patrimonial a terceiros

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A manutenção do património da Assembleia da República, o parlamento moçambicano, passará a ser feita por “outsourcing”, o mesmo que delegar este serviço a terceiros.

Até ao presente momento, a manutenção patrimonial da magna casa é feita de forma ‘ad hoc’, segundo disse, Terça-feira (30), o porta-voz da Comissão Permanente da Assembleia da República (CPAR), Mateus Katupha.

Segundo ele, esta foi uma das decisões tomadas na sessão da Terça-feira da CPAR , que reuniu na sua II Sessão Extraordinária para tratar de questões meramente administrativas.

Sem avançar detalhes dos passos a seguir para o “outsourcing”, Katupha disse que o organismo executivo da AR propôs ainda uma nova forma de acesso e parqueamento das viaturas ao redor do parlamento.

Entretanto, Katupha confirmou a informação de que o ex-primeiro-ministro, Aires Ali, exonerado do cargo nos princípios do presente mês, solicitou a ocupação do seu assento na AR. Aires Ali foi eleito pela lista da província de Inhambane, tendo pedido a suspensão do seu mandato aquando da sua nomeação ao cargo de primeiro-ministro.

O porta-voz da CPAR indicou, contudo, que os dois lugares deixados vagos na comissão permanente pelos deputados Cidália Chaúque e Joaquim Veríssimo, nomeados nos princípios deste mês para governadores de Nampula e Zambézia, ainda não foram ocupados.

A ocupação destes dois lugares depende muito da bancada maioritária, a Frelimo, que devera’ apresentar as respectivas propostas.

Magia negra mata quatro pessoas da mesma família em Nampula

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Quatro pessoas da mesma família residentes no bairro de Murrapaniua, cidade de Nampula, morreram, semana passada, vítimas de um tratamento supersticioso feito por um curandeiro natural do Posto Administrativo de Namina, distrito de Mecuburi, província de Nampula.

O episódio começou quando um membro da referida família, identificado pelo nome de Rafael Paulino, de 32 anos de idade, natural de Alto-Ligonha, decidiu contratar um médico tradicional para ajudar-lhe a identificar um parente que supostamente recorria ao obscurantismo para matar os outros membros.

O curandeiro, depois de ter sido colocado a par do problema garantiu ao seu “paciente” que tinha solução, mas para tal era preciso que os outros membros da família estivessem presentes. Chegada a hora de proceder ao tratamento, puxou uma sacola, da qual tirou algum milho e pilou-o.

De seguida, obrigou a todos que tomassem para posteriormente consumirem uma farinha e água de cuja proveniência só ele tinha conhecimento.

A primeira vítima desta acção foi um idoso de 80 anos de idade que perdeu a vida instantaneamente.

Duas horas depois, mais três pessoas morreram. Horas depois, foram no total,  12 pessoas evacuadas para o Hospital Central de Nampula, onde encontram-se sob observação médica.

Em declarações à polícia, o médico tradicional ora detido na primeira esquadra da PRM em Nampula disse que as autoridades policiais foram precipitadas em algemá-lo porque ainda podia virar os efeitos da magia para não causar os danos humanos que ocorreram.

Na mesma instância, o indivíduo foi levado (num processo de escolta) para a zona onde aconteceu o incidente, no sentido de refazer a sua magia. O médico explicou que as pessoas internadas estariam livres de qualquer perigo de morte.

Mas as informações do Ministério Público indicam que a procuradoria provincial nesta região do país decidiu autorizar a detenção do suposto médico tradicional, embora seja portador do cartão da AMETRAMO que lhe permite o exercício da sua actividade na província de Nampula.

As autoridades policiais a nível da província de Nampula afirmam a ocorrência do caso e explicam que a PRM fez o seu trabalho.

Polícia recupera bens roubados

O assessor de imprensa no comando provincial da PRM em Nampula, Miguel Bartolomeu, disse que 11 pessoas foram detidas nas diversas sub-unidades policiais em conexão com dez casos criminais contra propriedade e contra pessoas.

Nas mãos dos malfeitores foram recuperados diversos bens com destaque para uma motorizada, dois congeladores, quatro telemóveis, 12 chapas de zinco, 55 artigos de utilidade doméstica, entre outro material que, neste momento, uma parte foi entregue aos legítimos proprietários.

Importa referir que no dia 27 do mês corrente duas pessoas foram encontradas mortas na linha férrea.

Suspeita-se que as vítimas tenham sido trucidadas pelo comboio que, presumivelmente, tenha passado por volta das zero horas. Mas as testemunhas oculares suspeitam que tenham sido alvos de espancamentos devido às ranhuras que apresentavam nas faces.

Islamita radical morre em confronto com a polícia na Tunísia

Islamita radical morre em confronto com a polícia na Tunísia

Um militante islamita radical morreu e dois agentes das forças de segurança ficaram feridos terça-feira à noite em confrontos que se seguiram a um ataque contra dois postos da guarda nacional tunisina na periferia de Tunis, informou à AFP o ministério do Interior.

Após o ataque aos dois postos, “a intervenção das forças de segurança matou um atacante a bala”, informou o porta-voz do ministério, Khaled Tarrouche.

Segundo a fonte, após o anúncio da detenção de um salafista suspeito de ter ferido o líder da brigada de segurança pública de Manouba, Wissem Ben Slimane, no sábado passado, um “número importante de pessoas de tendência radical” atacou durante a noite dois postos da periferia da Tunísia.

“Atacaram o posto da guarda nacional de Douar Hicher e de Khalid ibn Walid em Manouba. Neste segundo posto, atacaram os agentes com objectos afiados, com sabres. Dois têm ferimentos importantes, um na cabeça e o outro na mão”, disse Tarrouche.

O porta-voz do ministério informou que tinham sido mobilizados “reforços importantes” neste bairro da periferia oeste de Tunis e que a situação permanecia tensa por volta das 21H30 GMT (19h30 de Brasília).

“Há tensões, mas as forças de segurança estão decididas a fazer respeitar a lei e dispõem de todos os meios para isso”, declarou.

Wissem Ben Slimane, de 35 anos, explicou no domingo ter sido atacado durante o fim-de-semana por um suposto salafista, armado com um objecto pungente, e ficou ferido na cabeça.

A agressão ocorreu quando agentes da guarda nacional se interpuseram durante uma briga entre vendedores clandestinos de álcool e um grupo de salafistas, em um bairro popular de Manouba.

O governo tunisino, dominado por islamitas do Ennahda, costuma ser criticado pela oposição por sua postura frouxa perante salafistas jihadistas, um braço linha dura do Islão sunita.

Confronto entre estudantes e polícias causa dois feridos em Madagascar

Dois polícias ficaram feridos e 11 estudantes interpelados terça-feira em Antananarivo durante confrontos à margem de uma manifestação de estudantes que protestavam contra o atraso no pagamento das suas bolsas, segundo testemunhas no local.

Confronto entre estudantes e polícias causa dois feridos em Madagascar
O confronto começou quando os estudantes colocaram uma barragem sobre a via pública, perto da porta da Universidade. As forças da ordem usaram bombas de lacrimogéneo para dispersar os manifestantes. Esses últimos responderam com pedras. As forças da ordem seguiram os manifestantes dentro do recinto da universidade.

Os manifestantes protestavam contra o não – pagamento de cinco meses de bolsas de estudo, devido à falta de orçamento segundo as explicações já dadas há meses por responsáveis da Universidade de Antananarivo.

O Madagáscar atravessa uma grave crise política desde o final de 2008 e o derrube do ex-presidente Marc Ravalomanana em Março de 2009 por Andry Rajoelina, então prefeito da capital Antananarivo e, tornou-se depois presidente não eleito de transição. A universidade é um dos sectores afectados por essa crise, com greves repetidas.

Bandidos matam 20 pessoas na Nigéria

Vinte pessoas foram mortas terça-feira por bandidos na aldeira do Estado de Zamfara (norte), que é regularmente teatro de violentos confrontos entre criminais e grupos de auto – defesa.
Bandidos matam 20 pessoas na Nigéria
“Vinte pessoas foram mortas terça – feira e duas outras gravemente feridas por um grupo de bandidos no decurso de um raid efectuado na aldeia de Kaboro”, declarou a AFP o porta – voz do governo o Estado de Zamfara, Nuhu Salihu Anka. 
“Os bandidos surgiram na aldeia e começaram a atirar às cegas”, disse desse ataque na numa região situada a cerca de 120 km da capital do Estado.
Após a morte da várias pessoas, um dirigente local tentou convencer os assaltantes a parar de atirar, mas eles voltaram as armas contra o responsável, segundo o porta – voz “os bandidos mataram o chefe e em seguidaforam a sua casa para roubar o dinheiro e bens antes de fugir”, prosseguiu.
Em Junho , um grupo de bandidos havia morto 23 pessoas nas aldeias vizinhas de Dan – Gulbi e Guru, num raid em que algumas vítimas lhes foi cortada a garganta.
O massacre de Junho foi segundo tetemunhas levado a cabo por criminosos que provuram se vingar de um grupo de auto – defesa.
Habitantes haviam afirmado que esse grupo de auto – defesa cansados dos repetidos roubos na região havia morto várias pessoas que eles acusam de pertencer aos grupos de bandidos.
O norte da Nigéria foi surpreendido por vagas de ataques do grupo islamita radical  Boko Haram, mas as violências mais graves concentraram-se até agora no nordeste e norte, e não nos Estados do nordoeste como Zamfara.

Brancos sul africanos tem mais dinheiro que os negros do mesmo país

O rendimento de um sul-africano branco é seis vezes superior ao de um sul-africano negro, revelou o censo à população cujos resultados foram divulgados esta terça-feira.

Brancos sul africanos ganham mais que os negros do mesmo país
O censo mostrou que, na última década, os rendimentos dos negros aumentou 170% e, ainda assim, são os que menos ganham no país. O Presidente Jacob Zuma disse que passados 18 anos depois do fim do apartheid (acabou e 1994, antes só a minoria branca governava a África do Sul), o negro sul-africano continua em último lugar.

O rendimento médio anual de uma família branca é de 365 mil rands (perto dos 32 mil euros). A seguir na tabela surgem os sul-africanos de origem mista (251 mil e 500 rands), os de origem indiana (250 mil randes) e os negros surgem com um rendimento médio por família de 60 mil e 600 randes (cerca de 5500 euros).

“Falta fazer muita coisa para melhorar a vida do nosso povo, especialmente nas disparidades que ainda existem enrte pobres e ricos. Estes números mostram que a maioria negra continua em último lugar e a ser confrontada com a pobreza, o desemprego e a desigualdade, apesar dos progressos que fizemos desde 1994”, disse o Presidente Zuma.

O recenseamento da população mostou que os sul-africanos são agora 52 milhões (79% deles negros), um aumento de sete milhões de pessoas desde 2001, quando se realizara o censo anterior. Este aumento pode explicar-se, de acordo com o director do departamento de Análise Estatística da África do Sul, citado pela BBC, com os números da sida (que baixaram) e da natalidade (que aumentaram).

O censo mostrou ainda que o desemprego é muito elevado, atingindo 30% da força de trabalho. E que há mais de três milhões de crianças órfãs.

Outros dados, apesar de terem áreas muito negativas, mostram algum progresso. Mais de nove milhões de pessoas vivem em habitações e o número de barracas desceu para dois milhões desde 2001. O número de casas com casa de banho aumentou de 50% para 57%; o número de licenciados subiu de 8,4% para 11,8%; o número de casas com electricidade subiu quase 30% (de 58,2 para 84,7, e já só 7,5% das casas usam a parafina como fonte de energia).

Defesa e segurança têm mais dinheiro que saúde, água e educação

O estudo do CIP mostra que os sectores prioritários recebem menos dinheiro do Orçamento do que outras áreas. Esta realidade revela que o discurso político é desarticulado com a distribuição do dinheiro público.
Defesa e segurança têm mais dinheiro que saúde, água e educação
O Centro de Integridade Pública (CIP) divulgou, esta terça-feira, na cidade de Maputo, o relatório de execução orçamental dos programas prioritários do Governo, referente ao período que vai de 2008 a 2011, baseado no estudo que pretende monitorar e avançar recomendações sobre aplicação de fundos do Estado no cumprimento do seu programa quinquenal.

O CIP, um organismo da sociedade civil, constatou que, no período em referência, o Governo se mostrou mais preocupado com o sector de soberania, concretamente o da defesa e segurança, que integram os Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE), a Casa Militar, o Ministério da Defesa e a Presidência da República.

De 2008 a 2011, foram concedidos maiores bolos orçamentais a estes sectores, ao invés dos sectores sociais considerados prioritários, como os da educação, saúde, agricultura, infra-estruturas, entre outros.

De acordo com o mesmo documento, a disparidade entre os discursos políticos, que encontram a sua força no combate à pobreza absoluta, e a prática no que diz respeito à alocação e à execução orçamental pode estar relacionada ao poder, que é conferido ao Executivo, de efectuar alterações orçamentais sem necessitar de recorrer à Assembleia da República para solicitar aprovação de um orçamento rectificativo, o que pode abrir espaço para suspeitas a nível de transparência das políticas orçamentais em vigor no país.

Entretanto, a prioridade dada ao Orçamento do Estado pelo Governo aos sectores neste período reduziu bastante na dotação aprovada pela Assembleia da República na execução. Por exemplo, em 2008, enquanto o Governo colocava em dotação inicial 2.04 meticais nos sectores prioritários por cada metical, que colocava nos outros sectores, em 2011, este valor baixou para 1.24 unidade, uma redução de 39 por cento.

Em termos de insuficiência na execução, enquanto em 2011 o rácio de prioridade na dotação havia descido para 54 por cento em relação a 2008, na execução havia descido para 56.5 por cento, uma redução de 39,5 por cento.

Segundo o director do Centro de Integridade Pública, Adriano Nuvunga, presentemente, parece não existir diferença entre sectores prioritários e não prioritários, ficando a recomendação para que o Governo procure repor, com maior urgência possível, a prioridade entre os sectores que prevaleciam há quatro anos.

Surto de peste suína na Matola e Marracuene

Um surto de peste suína foi detectado na semana passada em dois focos de criação de porcos no distrito de Marracuene, a cerca de 30 quilómetros da cidade de Maputo, que já causou até aqui a morte de cerca de 90 animais.
Surto de peste suína na Matola e Marracuene

Para além da morte de suínos, a doença obrigou os Serviços Provinciais de Pecuária de Maputo a abaterem, desde então, perto de 100 porcos e a isolar outros 38 apenas naquele distrito.

José Mendonça, chefe dos Serviços Provinciais de Pecuária de Maputo, explicou que a peste foi detectada no passado dia 23 de Outubro com dois focos activos da doença, um dos quais já com a confirmação laboratorial.

Disse também que para além do distrito de Marracuene há suspeitas de contaminação de animais em pocilgas no bairro de Mahlampswene, no município da Matola, onde as autoridades já estão a tomar medidas para aferir estas dúvidas.

Mendonça esclareceu que a peste suína africana é causada por um vírus altamente letal em suínos, apelando, deste modo, a que sejam tomadas e reforçadas as medidas de biossegurança nas pocilgas.

Entre as medidas a tomar pelos criadores de suínos, segundo o nosso fonte, destaque vai para a higiene geral e lavagem sistemática dos currais, o uso de pé-de-lúvio com desinfectantes à entrada principal das unidades de produção, a obrigatoriedade de uso de uniforme dentro das pocilgas.

‘Os acessos às pocilgas devem ser restritos, os materiais de trabalho corrente devem ser de uso exclusivo da pocilga e obrigatório o abate sanitário dos animais doentes e posterior incineração’, salientou Mendonça.

Acrescentou ainda que deverá ser proibida a movimentação de animais doentes ou sadios de uma unidade para outra sem que seja acompanhado de devida licença de trânsito e inspeccionados por técnicos veterinários.

Mendonça alertou igualmente para a necessidade de qualquer cidadão participar à autoridade veterinária ou administrativa local o aparecimento de qualquer anormalidade do estado de saúde dos animais.

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