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Sexta-feira, Abril 10, 2026
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Estudantes moçambicanos premiados em Angola

Estudantes e docentes da Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) participaram recentemente em Angola num seminário internacional e no Concurso de Ideias de Arquitectura e Urbanismo.

Pelo trabalho apresentado não só pelos estudantes como também por docentes, os moçambicanos foram classificados como o grupo com o melhor trabalho. A delegação era constituída por Lineia Caldeira, Helena Tito, Manuel Magalhães, Abdul Afande e pelo docente Albino Mazembe.

Jovem viola menor de 2 anos em Manhiça

Um indivíduo identificado por J. Mazivila, de 16 anos de idade, está encarcerado numa das celas da Polícia no comando distrital de Manhiça, na província de Maputo, acusado de violar sexualmente uma menor de apenas dois anos.
Jovem viola menor de 2 anos em Manhiça
O caso deu-se, semana passada, na localidade de 3 de Fevereiro, quando o jovem que trabalhava como pastor de gado bovino aproveitou-se da ausência dos pais da criança para protagonizar o crime.

Segundo o próprio violador, quando regressou à casa com o gado teria convidado a menor para lhe acompanhar para a casa de banho onde terá convencido a menor a tirar a roupa.

Mazivila contou que para a sua infelicidade, quando estava a vestir-se a criança saiu chorando e na mesma altura a sua mãe, cuja identidade não nos revelaram, acabava de chegar da machamba.

A mãe da criança teria questionado a menor porquê chorava e ela limitava-se a apontar a casa de banho. A mãe da criança ainda foi a tempo de encontrar o violador a tentar pôr a roupa.

“Quando voltei com o gado estava muito apertado tendo me dirigido directamente a casa de banho e a menina seguiu-me e daí forcei-a a fazer relações sexuais”, disse Mazivila acrescentado que depois do acto arrependeu-se, mas já tinha cometido o crime.

A mãe da menor tratou de participar o caso às autoridades policiais que rapidamente encaminharam a menor ao hospital para os exames médicos tendo sido confirmada a violação sexual.

A Polícia disse ter instaurado um processo-crime contra o violador. Foi legalizada a sua prisão e o processo segue os seus trâmites legais.

Arrancam exames finais da quinta e sétima classes

Iniciaram hoje, em todo país, os exames finais da quinta e sétima classes.
Arrancam exames finais da quinta e sétima classes
Os exames da quinta classe começaram às oito horas com as provas de Português e Ciências Naturais, enquanto as avaliações da sétima classe iniciam às 13.00 horas com as disciplinas de Português e Ciências Naturais. Um comunicado do Ministério da Educação refere que foram já concluídas todas as etapas de realização dos exames do 3.º ano de Alfabetização e Educação de Adultos (1.ª e 2.ª chamadas), bem como a realização dos exames do Ensino Técnico-Profissional e os do Ensino Secundário Geral.

Encontrado corpo sem vida em Nampula

Um corpo sem vida, aparentemente de 34 anos de idade, foi achado, na manhã desta segunda-feira (12), no prolongamento da Rua dos Continuadores, no bairro de Muatala, na cidade de Nampula.
Encontrado corpo sem vida em Nampula

Um corpo sem vida, aparentemente de 34 anos de idade, foi achado, na manhã desta segunda-feira (12), no prolongamento da Rua dos Continuadores, no bairro de Muatala, na cidade de Nampula.

Suspeita-se, por um lado, que o cidadão tenha encontrado a morte depois de uma agressão por desconhecidos na calada da noite, pois apresentava escoriações. Por outro, aventa-se a hipótese de a vítima ter se envolvido em rixas depois de um consumo excessivo de bebidas alcoólicas, uma vez que junto de si foram encontrados recipientes com algum conteúdo de “Rhino”.

Alguns moradores do bairro onde ocorreu o caso disseram ao @Verdade que entre 2 e 3horas de madrugada desta segunda-feira teriam ouvido gritos de pedido de socorro, mas nada foi feito devido ao medo.

Fátima Gaspar, de 42 anos de idade, afirmou que o malogrado teria sido agredido pelos marginais com recurso a catana. Ostentava ferimentos num dos braços e nos ombros.

Navios de guerra indianos escalam Moçambique

No quadro de cooperação internacional sobre a segurança marítima, dois navios da Marinha de Guerra indiana prosseguem uma escala técnica nos portos de Maputo e Pemba, entre os dias 2 a 9 de Novembro corrente.

Navios de guerra indianos escalam Moçambique
Trata-se de dois vasos modernos sendo um polivalente para apoio logístico a vasos de guerra no alto-mar e outro especificamente para combate que estiveram em exercícios conjuntos entre África do Sul, Índia e Brasil, que tiveram lugar no país vizinho.

Durante a escala técnica de 6 dias no país, a tripulação tem agendado encontros com as autoridades de Defesa Nacional de Moçambique, nomeadamente, o Ministro da Defesa Nacional, o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e o Comando da Marinha de Guerra de Moçambique, respectivamente, Filipe Nyusi, General de Exército Pulino Macaringue e Contra Almirante Lázaro Menete, para além de realização de actividades culturais a bordo dos vasos de guerra, troca de experiências com a contraparte Moçambique e visitas a locais de interesse histórico, cultural e turístico.

O Ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyusi falando a bordo do `DELTHI´ (vaso de guerra indiano) onde recebeu honras militares e teve um almoço de confraternização, disse que a passagem dos navios de guerra daquele país é uma demonstração da cooperação existente entre Moçambique com o mundo no domínio de combate a pirataria marítima e outras actividades ilícitas praticadas no mar.

De recordar que a recuperação do navio de pesca `VEGA 5´ sequestrado junto com a sua tripulação nas águas nacionais, em 2010, foi graças à intervenção da marinha de Guerra indiana.

Maputo à espera da Matola para actualizar tarifa de `chapa´

Já passam mais de duas semanas desde que a Assembleia Municipal de Maputo aprovou a actualização da tarifa de transporte semi-colectivo, por voto maioritário da bancada da Frelimo, que superou o voto contra da Renamo e abstenção da JPC (Juntos Pela Cidade).
Maputo à espera da Matola para actualizar tarifa de `chapa´
Apesar da aprovação, ainda continua a vigorar a tarifa anterior. Os utentes só aceitam o agravamento da tarifa quando as condições de transporte (encurtamento e disponibilização de melhores viaturas) estiverem melhoradas e o município tem se remetido ao silêncio. Mas neste fim-de-semana, no âmbito das celebrações dos 125 anos da cidade de Maputo, o edil da capital, David Simango, deu explicação sobre o assunto.

Em entrevista ao canal de televisão privada STV, David Simango disse que o município de Maputo está à espera do seu `parceiro, Matola´ para aprovar, por sua vez, a actualização da tarifa. Disse que o município da Matola já aprovou e `está para breve o ajuste da tarifa´.

De novo, Simango, que falava numa grande entrevista, não especificou as datas em que tal agravamento entrará em vigor.

A opinião pública interpreta o ensaio titubeante da edilidade de Maputo para agravar a tarifa de transporte, com o medo de enfrentar as manifestações populares dos maputenses que não estão satisfeitos com as condições em que o transporte público é efectuado, não aceitando, por isso, pagar mais por um serviço péssimo.

O agravamento aprovado pela Assembleia Municipal é de passar a actual tarifa de 5 meticais para 7 meticais e a tarifa de 7.5 meticais para 9 meticais. A tarifa da Empresa Municipal de Transportes Públicos de Maputo (ex-TPM) deve passar de 5 para 7 meticais.

No passado dia 01 de Novembro, data em que grande parte da população esperava que fosse da efectivação do agravamento da tarifa de transporte semi-colectivo, o Governo mandou forças policiais vigiarem a cidade de Maputo para repelir qualquer tentativa de manifestação que vinha já sendo convocada através do Facebook e SMS.

Nas convocatórias para as manifestações, os cidadãos diziam que só aceitam o agravamento da tarifa de transporte semi-colectivo em troca da melhoria das condições em que as pessoas são transportadas.

Actualmente, para além dos encurtamentos de rotas e longas filas de espera, as pessoas são transportadas em camiões, em condições piores do que de gado…

Grevistas de mina de platina na África do Sul rejeitam oferta

Grevistas de mina de platina na África do Sul rejeitam oferta

             
Johannesburgo – Os trabalhadores da Anglo American Platinum (Amplats), em greve há oito semanas, rejeitaram a nova oferta da maior companhia mundial de platina, afectada por uma greve que paralisa as suas minas sul-africanas de Rustenburg e Northam (norte).             
Milhares de mineiros se reuniram neste sábado em um estádio em Rustenburg, sob a supervisão da polícia e de um helicóptero.
             
“Ninguém voltará ao trabalho, a greve continua”, declarou Evans Ramokga, um representante dos mineiros da Amplats.
             
“Os trabalhadores não estão satisfeitos com as condições e, portanto, ninguém aceita a (nova) oferta, porque não há nem mesmo um aumento salarial”, acrescentou.
           
A reunião deste sábado foi realizada depois que a polícia anunciou que quatro funcionários da Amplats -dois homens e duas mulheres- haviam sido atacados, acusados de tentar trabalhar na sexta-feira.         
Os quatro funcionários foram hospitalizados e uma das vítimas se encontra na UTI, informou um porta-voz da polícia.
             
Depois de retomar na quarta-feira o diálogo com os sindicatos e representantes dos grevistas, a Amplats afirmou na sexta-feira que fez uma oferta nova e melhorada para tentar acabar com o conflito, oferecendo um bónus de 4.500 rands (405 euros) brutos.
             
Este bónus era para ser pago duas semanas após o retorno ao trabalho, enquanto 12 mil grevistas que a empresa anunciou a demissão seriam reintegrados no início de Outubro.           
O grupo também se comprometeu a começar rapidamente as negociações salariais, mas recusou-se a considerar qualquer aumento antes de um de Julho de 2013, data de expiração do actual acordo.
           
Os mineiros da Amplats, que iniciaram em 12 de Setembro uma greve para exigir aumentos salariais substanciais, se recusaram a voltar ao trabalho em 30 de Outubro, após a administração propor um bónus de 2.000 rands líquidos.
             
A Amplats é a última grande empresa de mineração ainda paralisada pela onda de greves que começou de forma violenta em Marikana, em agosto.             
Estes conflitos sociais causaram cerca de 60 mortes em dois meses e meio. Na mina de Lomnin, 34 mineiros foram morto a tiros pela polícia em 16 de Agosto em Marikana. Na Amplats a violência causou nove mortes, de acordo com fontes.

Directora nacional do Tesouro da Guiné é assassinada

Directora nacional do Tesouro da Guiné é assassinada

Guiné Conacri – A directora nacional do Tesouro da Guiné, Aissatou Boiro, foi assassinada na sexta-feira por homens armados não identificados em um bairro residencial de Conacri, indicaram fontes próximas à família.

O assassinato ocorreu por volta das 21h00 (hora local) no bairro de Kipe, no momento em que Boiro voltava do ministério do Orçamento, segundo as fontes.         
Aissatou Boiro estava por trás do desmantelamento de uma rede, que tentou desviar em maio mais de 13 bilhões de francos guineenses (1,5 milhões de euros) do Banco Central da República da Guiné (BCRG), envolvendo vários funcionários do Tesouro, ministério das Finanças e do Banco Central, informaram fontes económica e financeiras.

“Boiro voltava do trabalho, quando o motorista que dirigia o seu veículo foi abordado por um outro carro de onde saíram alguns homens”, explicou uma fonte.
             
“O último a sair atirou enquanto ela falava ao telefone”, detalhou.
           
A morte foi confirmada por uma fonte próxima ao ministério do Orçamento.
             
“O assassinato da Sra. Boiro é nada menos do que um acerto de contas entre políticos”, disse a fonte do ministério.       
Pelo menos nove pessoas foram presas após o desmantelamento da rede que tinha tentado desviar fundos públicos. Outra está foragida.   
Descrita por seus colegas como uma mulher “valente”, “dinâmica” e “incorruptível”, Boiro, aos 58 anos, era casada e tinha quatro filhos.

Director da CIA demite-se devido a caso extra-conjugal

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O director da CIA, David Petraeus, demitiu-se, por causa de um caso extra-conjugal. Barack Obama teceu-lhe rasgados elogios e aceitou a demissão.

A demissão foi hoje apresentada por carta, onde o general na reforma David Petraeus, de 60 anos, sublinha que está casado há 37 anos e que “teve muito pouco bom senso” ao envolver-se num caso extra-conjugal. “Tal comportamento é inaceitável, seja como marido seja como líder de uma organização como esta”, escreveu, num extracto divulgado pela agência Reuters.

Petraeus tornou-se director da CIA em Setembro de 2011, depois ter comandado as forças internacionais no Afeganistão, de Julho de 2010 a Julho de 2011. Antes, tinha chefiado o Comando Central (USCENTCOM) do exército norte-americano e distinguiu-se na segunda guerra do Iraque. Na verdade, são-lhe atribuídos os créditos de ter dado a volta à guerra, em 2007, quando os Estados Unidos estavam no atoleiro da revolta sunita.

O vice de Petraeus na CIA, Michael Morell, ficará como director interino, até ser nomeado novo director, disse Barack Obama, numa declaração em que traça rasgados elogios ao trabalho do dirigente demissionário. “David Petraeus prestou serviços extraordinários aos Estados Unidos durante décadas”, afirmou o Presidente.

“Foi um dos mais destacados generais da sua geração, ajudou o exército a adaptar-se a novos desafios, e liderou os nossos homens e mulheres em uniforme num período extraordinário no Iraque e no Afeganistão, onde ajudou a pôr a nossa nação a pôr no caminho para um fim responsável a essas guerras .”Como director da CIA, continuou a servir com o rigor intelectual que lhe é característico, com dedicação e patriotismo. David Petraeus tornou o nosso país mais seguro e mais forte”, declarou Obama.

Até agora não vieram a lume mais pormenores sobre a relação extra-conjugal de Petraeus que o levou a pedir a demissão. Mas antes de se pensar que este é apenas um caso extremo de puritanismo americano, o “New York Times” nota que os affairs são mesmo assuntos muito sensíveis para um espião – e mais ainda para o chefe dos espiões de uma nação. Todas as agências de “informação” se preocupam com a possibilidade de agentes que têm relações extra-conjugais poderem ser chantageados por inimigos para obterem informação.

Nas últimas semanas, a CIA tinha estado sob fogo, devido ao assalto às instalações diplomáticas norte-americanas em Bengasi, na Líbia, na qual morreu o embaixador norte-americano, porque se veio a compreender que a agência secreta norte-americana teve um papel importante nas falhas de segurança que permitiram o atentado. Um artigo no Wall Strett Journal uma semana antes das eleições presidenciais, vários responsáveis da Admnistração Obama apontavam o dedo mesmo a Petraeus, e criticavam-no por ter gerido mal a controvérsia, e por parecer distraído e distante, e ter até informado mal a Casa Branca nos primeiros dias após o ataque. Devia testemunhar sobre este caso no Congresso na semana que vem, adianta a NBC.

Quanto a possíveis substitutos, o site Huffington Post cita o nome de Mike Vickers, que agora é subsecretário da Defesa para a Informação. Este responsável é o agente da CIA que liderou a guerra contra a União Soviética no Afeganistão que aparece retratado no livro (e também filme) Charlie Wilson’s War.

Guebuza visita mega-projecto em Gaza

Guebuza visita mega-projecto em Gaza

O Projecto “Massingir Agroindustrial” (MAI), cuja entrada em funcionamento está prevista para 2016, vai absorver um financiamento no valor de 740 milhões de dólares americanos e criar sete mil postos de trabalho na forma de mão-de-obra directa.

Trata-se, fundamentalmente, de um projecto de produção de açúcar que será executado numa extensão territorial calculada em 37 mil hectares no distrito de Massingir, oeste da província meridional de Gaza, na mesma área onde devia se concretizar o defunto “sonho” da Procana.

O projecto, detido conjuntamente pela Sociedade de Investimentos Agroindustriais do Limpopo (SIAL) com 49 por cento das acções e a Tbs (51 por cento), subsidiária integral da REMGRO, alistada na bolsa de Joanesburgo, foi alvo de uma visita do Presidente moçambicano, Armando Guebuza, para se inteirar dos progressos no terreno.

Octávio Muthemba, Administrador do Projecto e Presidente do Conselho de Administração (PCA) do SIAL, disse que o MAI terá um efeito multiplicador na economia do distrito e do país, porque não só vai alimentar os negócios das pequenas e médias empresas, mas também contribuir para a captação de divisas, dado que 70 por cento da produção se destina essencialmente à exportação.

Muthemba disse estar a decorrer, no momento, a demarcação das áreas envolvendo as comunidades a fim de identificar as áreas que eram da Procana, bem como a sua confirmação, um trabalho que esta , por sinal, quase concluído, aguardando-se, desta feita, a aprovação do projecto pelo Conselho de Ministros.

A expectativa dos parceiros do projecto MAI, segundo a fonte, é que seja nessa altura também atribuído o Direito de Uso e Aproveitamento da Terra (DUAT).

Enquanto isso, o passo subsequente consistirá no arranque do estudo de viabilidade devendo olhar questões que vão desde a qualidade dos solos para a concretização do projecto, a disponibilidade da água (custos relacionados com a sua captação), o impacto ambiental que deve estar em conformidade com os convénios internacionais.

Aliás, na fase de consulta, os representantes das comunidades abrangidas tiveram a oportunidade de visitar, em Março, às fábricas de Malalane e Komatipoort, província sul-africana de Mpumalanga, a fim de perceberem melhor como é que uma empresa do ramo funciona e ver alguns benefício que advirão do desenvolvimento do projecto.

“Em termos de desenvolvimento às comunidades, estão previstos, numa primeira fase, mil hectares para a segurança alimentar com o auxílio do projecto, assim como uma fábrica de produção da ração animal”, disse Muthemba.

Mais tarde, segundo o administrador do MAI, serão igualmente abertos 2500 hectares onde as próprias comunidades vão produzir a cana, para além dos centros de formação, escolas e centros de saúde contemplados no projecto.

O director geral da Tbs, John du Plessis, disse, por seu turno, acreditar no forte potencial existente no país que vai desde a natureza dos solos para a produção da cana sacarina, fonte de água segura que é a barragem de Massingir, boa luz solar e bacias hidrográficas longas.

O país, segundo o director-geral, oferece óptimas previsões para alta produção da cana, a comunicação entre Maputo e Macarretane é feita de estrada alcatroada até ao Porto de Maputo, donde o produto vai sair para os mercados.

“O projecto MAI está próximo das operações existentes da Tbs na África do Sul, o que facilitará todo o apoio técnico na implementação do projecto”, disse du Plessis, que prevê a expansão de uma vasta gama de actividades secundárias no país.

Ainda em Massingir, o estadista moçambicano escalou a barragem, construída entre 1972/77, onde foi se inteirar das obras de reabilitação do descarregador auxiliar que visa garantir a segurança daquela infra-estrutura no caso de ocorrência de cheias extremas.

Os trabalhos, avaliados em 29 milhões de dólares americanos, financiados pelo governo em parceria com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) estarão, segundo as previsões, concluídos até Março de 2014, e estão a ser executadas pelo empreiteiro chinês CHICO.

Lula da Silva em Maputo

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Entre 16 e 23 deste mês, o ex-presidente do Brasil, Lula da Silva, visita três países africanos – Moçambique, África do Sul e Etiópia -, e estica a viagem à Índia, no continente asiático, cumprindo agenda do Instituto Lula, do qual é presidente de honra.

Na viagem, o ex-presidente vai encontrar-se com chefes de Estado, dirigentes sindicais, lideranças populares e empresários para discutir, entre outros temas, acções de combate à fome.

O roteiro teria sido cumprido no ano passado, mas teve de ser adiado em função do cancro diagnosticado na laringe de Lula. Com a sua recuperação, ele decidiu retomar a agenda.

O Instituto Lula desenvolve, desde a sua criação em 2011, um trabalho de aproximação com países do continente africano, segundo a assessoria.

Lula da Silva vai encontrar-se com os presidentes de Moçambique, Armando Guebuza, da África do Sul, Jacob Zuma, e ainda com os primeiros-ministros da Etiópia, Hailemariam Desalegne, e da Índia, Manmohan Singh.

Na visita que fará à sede da União Africana, na Etiópia, o ex-presidente tratará do encontro organizado pela Fundação das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), com apoio do instituto brasileiro, a ser realizado em março de 2013, naquele país, para discutir ações de combate à fome na África. Na Índia, onde encerra o roteiro internacional, Lula receberá o prêmio Indira Gandhi para a Paz, que lhe foi concedido em 2010, ainda na Presidência, em reconhecimento pelo reforço nas relações entre as nações em desenvolvimento. Em conferência no Nehru Memorial, ele fará discurso em homenagem a Jawaharlal Nehru, líder da luta pela independência indiana.

Demissão do cargo: Bispo de Pemba abre-se e explica o que aconteceu

Continua assunto quente, em Pemba, e não só, a renúncia ao cargo do bispo da Diocese de Pemba, Dom Ernesto Maguengue, anunciada pelo próprio domingo último perante os seus fiéis seguidores, crentes e outros interessados. O Jornal Notícias traz aqui a sequência dos factos por si narrados, que desembocaram na sua decisão, considerada atípica, entre nós.
Demissão do cargo: Bispo de Pemba abre-se e explica o que aconteceu
Para tanto, o “notícias” tem em mãos o documento escrito por Dom Ernesto Maguengue, ordenado bispo em 24 de Outubro de 2004, no qual ele tenta explicar o desenrolar dos acontecimentos, dos quais se destaca a intriga no seio da Igreja, sobretudo depois da morte, por doença, de quatro jovens sacerdotes, de forma consecutiva.

A intriga veio tomar mais consistência em Setembro de 2010, quando, segundo o prelado, um sacerdote sacramentino, padre Christopher Mahendra, escreveu uma carta largamente difundidacom um conteúdo alegadamente difamatório contra a pessoa do bispo e do respectivo ministério.

“Sabe-se que não era a primeira vez, pois outras cartas do género tinham sido enviadas por certos sacerdotes para outras instâncias, inclusive ao governador da província. Na sequência destas ocorrências, em Outubro do mesmo anodesloquei-me a Maputo para um momento de diálogo com Sua Excia. Reverendíssimo Dom António Arcari, Núncio Apostólico de Moçambique”, explica Dom Ernesto Maguengue.

Dentro do mesmo contexto, em finais de Janeiro e inícios de Fevereiro de 2011 o secretário da Nunciatura e Encarregado de Negócios, Monsenhor Mário Codamo, deslocou-se a Pemba e contactou os membros do clero e os institutos religiosos. Em fins de Maio Dom Maguengue teve que comparecer a Roma por solicitação do Cardeal Prefeito, Ivan Dias, que o recebeu em audiência para tratar do funcionamento do seu ministério pastoral na Diocese de Pemba.

Terá sido depois disso que resultou no envio a Pemba de um visitador apostólico (figura equiparável a inspector), já em Outubro de 2011, no caso, à responsabilidade de Dom Gabriel Mbelinge, que em Cabo Delgado visitou as principais regiões da diocese, contactou e falou com quase todos os sacerdotes diocesanos superiores das congregações presentes.

Em Março deste ano, segundo conta o bispo demissionário, estando em Portugal para visita médica foi mesmo assim recebido em audiência, no Palácio da Propaganda Fide, a fim de expor a sua situação de embaraço, diante da demora de receber a resposta de tudo o que estava a acontecer.

“O último deste itinerário foi o recente encontro com o Núncio Apostólico no início do mês de Julho para um momento de diálogo e conselho, após o qual tomei a resolução de escrever ao Santo Padre e ao Cardeal Prefeito manifestando em substância duas coisas: que efectivamente durante oito anos de exercício do sagrado ministério episcopal surgiram dificuldades de vária ordem que foram aumentando de intensidade, criando na diocese um ambiente de tensão, tal que, em termos práticos, não permitia continuar a exercer de modo frutuoso a autoridade de guia pastoral”, explica Dom Ernesto Maguengue.

Ele diz que, a fim de evitar a exasperação desta situação crítica e continuar a acarretar os efeitos danosos aos fiéis e à sua pessoa, apresentou a intenção e o pedido de renunciar ao governo da diocese, deixando, porém, clara a sua vontade e entusiasmo de servir a Deus e ao seu povo sempre em comunhão com a sede apostólica e em obediência às indicações que houver, por bem, darem-no.

“Humanamente pensando, não me faltou o desejo de um momento de conforto em que me fossem indicadas as constatações positivas e negativas, para melhor aprender e corrigir o que há por corrigir”, diz, a dado passo, o bispo.

Na verdade, conforme ele próprio confessa, “nestes anos todos manifestaram-se na minha vida provas e resistências de ordem vária provindas de mim mesmo, de fora de mim, com variada motivação. Constituíram-se duras provocações, a doença dos padres, as mortes prematuras e consecutivas, agravadas pelo clima de tensão, murmurações e acusações até públicas contra a minha pessoa e o meu ministério”.

Sem se explicar melhor, o bispo acha que constituiu desafio, igualmente, o contexto actual marcado pelas grandes e rápidas transformações que se estão a operar no nosso país, em geral, e na província de Cabo Delgado, em particular, sobretudo na maneira de pensar e agir das pessoas, nos valores que vão sendo priorizados e veiculados pelo ambiente imperante, mormente pelos meios de comunicação de massas.

Muito algodão continua nas mãos dos produtores em Nampula

Cerca de 2500 toneladas de algodão-caroço, o equivalente a 25 milhões de meticais, estão em risco de deteriorar no distrito de Mecubúri, maior produtor da cultura na província de Nampula.
Muito algodão continua nas mãos dos produtores em Nampula
A consumar-se tal tragédia, segundo o Governo Distrital, levanta-se o risco de insegurança alimentar, pois os produtores dedicaram a sua atenção ao algodão em detrimento de culturas alimentares.

Informações avançadas à nossa Reportagem pelo administrador de Mecubúri, Hilário Anapacala, indicam que dificuldades de ordem financeira podem estar a afectar a empresa fomentadora de algodão no seu distrito.

De acordo com aquele dirigente, a Sociedade Algodoeira de Namialo, Sanam, alega falta de sacaria no mercado para distribuir aos produtores de algodão, um factor fundamental para a comercialização do produto.

Estimativas baseadas na monitoria permanente dos resultados da última campanha agrícola apontam que a produção global de algodão no distrito de Mecubúri se situa em cerca de doze mil toneladas, mais que o dobro da meta.

Dados em nosso poder indicam que a Sanam comercializou, até ao momento, cerca de nove mil toneladas de algodão. Entretanto, os produtores da cultura mantêm cerca de 2,5 mil toneladas em seu poder, expostas à chuva que está a cair naquela região montanhosa do interior de Nampula, nas últimas semanas.

As dificuldades de comercialização de algodão pela Sanam não se resumem apenas a Mecubúri, pois dados em nosso poder indicam que nos distritos de Muecate estão ainda na posse dos produtores cerca de mil toneladas e em Monapo 1,5 mil toneladas.
Por essa razão, Hilário Anapacala disse que não concorda com a alegada falta de sacaria no mercado evocada pela empresa fomentadora da cultura para não concluir a comercialização do algodão no seu distrito, processo que encerrou oficialmente em finais de Outubro, de acordo com o calendário fixado pelas autoridades que superintendem o sector algodoeiro.

Face à experiência negativa que caracteriza o processo de comercialização de algodão em Mecubúri, o administrador local lançou uma campanha de mobilização aos produtores apelando para que se empenhem mais na prática de culturas alimentares na campanha agrícola em curso.

Em mais uma graduação: UEM reajusta currículo

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) procedeu-se ao reajustamento curricular em praticamente todas as unidades da instituição garantindo, assim, que os currículos possuam a devida relevância, actualidade e conversibilidade regional.
Em mais uma graduação: UEM reajusta currículo
Segundo Orlando Quilambo, Reitor da UEM, que ontem falava em mais uma cerimónia de graduação, os cursos de Mestrado é que foram extremamente reforçados, com a aprovação de Mestrados nas áreas de recursos naturais, ciências veterinárias, serviços sociais e reassentamento urbanos.

Na cerimónia de ontem, a UEM graduou 911 estudantes, sendo 836 Licenciados e 48 Mestres nas diferentes áreas do conhecimento. Estes se juntam aos 601 que em Abril deste ano se graduaram, o que conduz a uma graduação no presente ano de cerca de 1521 cidadãos, entre Licenciados, Mestres e Doutores.

Para Orlando Quilambo, a cerimónia de graduação tem um significado particularmente singular na História do nosso país, em virtude de ela ter lugar num contexto em que se celebra o 50º aniversário do Ensino Superior em Moçambique, um facto marcante na vida social, política e económica da nação. De modo particular, o acto ganha ainda mais consistência e relevância quando se constata que durante os 50 anos, a UEM assumiu e continua a assumir, um papel de extrema relevância na mudança ideológica da intelectualidade moçambicana, através da formação de quadros superiores que se engajam na construção da moçambicanidade e no fortalecimento da nossa identidade.

“Por isso, reafirmamos, mais uma vez, a nossa convicção de que a História da UEM está ligada à História da construção do nosso país. A nossa aposta vai continuar a ser os programas de investigação, priorizando a solução de problemas mais prementes ligados ao processamento de matérias-primas, estudos arqueológicos, saúde, ciências marinhas e costeira” – disse Orlando Quilambo.

Em 2012 mais de 25 mil estudantes candidataram-se a UEM, tendo sido admitidos mais de 4200, o que representa dois por cento de ingresso. Desde universo, três mil solicitaram apoio na forma de bolsas, tendo sido apenas possível satisfazer a 2031, sendo que 1134 se encontram nas residências.

“Estes números mostram que as necessidades sociais dos nossos estudantes são enormes, mas a nossa capacidade de resposta é, infelizmente, ainda limitada” – disse.

Entretanto, na sua mensagem de fim do curso, a Associação dos Estudantes da UEM recomendou aos graduados a procurarem realizar os seus sonhos mas sem nunca esquecer que a sociedade é quem mais precisa deles para resolver os demais problemas que os afligem.

Por seu turno, os graduados comprometeram-se a trabalhar arduamente para o desenvolvimento do país. Ao apresentarem sua mensagem, disseram que não querem ser mais uns dos tantos graduados espalhados por este país fora, mas sim parte integrante dos quadros que estão a trabalhar para o bem da nação.

A cerimónia de ontem foi presenciada pelo Ministro da Cultura, em nome do Governo moçambicano.

Pemba a braços com matequenha

O surto de epidemia da tunguiase, nome científico do bicho mais conhecido por matequenha, continua a assolar a cidade de Pemba, apesar do sector da Saúde ter lançado uma campanha de combate massivo daquela pulga, considerada nefasta para a saúde humana, alegadamente porque alguns doentes não quiseram aderir.
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Segundo Miguel Maziwa, director da Saúde, Mulher e Acção Social da cidade de Pemba, em Agosto último, foi lançado um movimento de combate daquela pulga que tinha como foco as escolas de todos bairros da cidade, que consistiu na montagem de tendas com equipas munidas de uma bacia contendo um medicamento (permanganato de potássio) diluído em água.

A fonte explicou que a campanha de tratamento foi gratuita e alguns doentes não quiseram aderir a ela, desconhecendo-se as reais causas que concorreram para tal.

Num outro desenvolvimento, a fonte informou que para além do método de introdução dos pés na bacia contendo água onde foi diluída permanganato de potássio, houve a pulverização com o mesmo medicamento em algumas zonas consideradas críticas, sobretudo em redor de algumas escolas.

“Pessoas atacadas com matequenha dirigiam-se às tendas e introduziam os pés na bacia. Porque o medicamento é muito sensível, uma vez mergulhados os pés a matequenha morre imediatamente e sai para a superfície e se retira. Mas foi uma campanha que já terminou. Neste momento quem tem matequenha deve dirigir-se ao posto de saúde e será tratado ”-explicou Maziwa.

Na cidade de Pemba, de acordo com a nossa fonte, a campanha teve sucesso nos bairros de Cariacó, Mahate, e Eduardo Mondlane e nos restantes, embora o seu grau de contaminação fosse significante, não houve muita aderência por parte dos doentes.

“Aqui em Pemba é um fenómeno novo e normalmente em tempo de chuva tem havido matequenha e as pessoas que foram tratadas não podem pensar que não serão mais atacadas. O segredo é tirar logo não obstante sentir dores, sem deixar para o outro dia, sem o que a pulga vai-se reproduzindo e criar infecções ”-apelou Maziwa.

125 anos da cidade de Maputo

Passam hoje, dia 10 de Novembro, 125 anos desde que a cidade de Maputo, capital do país, ascendeu à categoria de cidade.
125 anos da cidade de Maputo
Por ocasião da efeméride, o Presidente do Município, David Simango, considera que este período é, de facto, “muito tempo e as marcas são visíveis em vários pontos da cidade, onde temos edifícios envelhecidos, alguns dos quais em escombros”, particularmente na zona da baixa. Para além do aspecto físico, uma característica importante é a sua multiculturalidade, adquirida não apenas por ser a capital do país e, por isso mesmo, uma espécie de centro de atracção para todos os cidadãos nacionais, mas, sobretudo, porque durante muito tempo foi a única onde se podia cursar níveis superiores de ensino e pelas oportunidades de trabalho e crescimento a todos o níveis. Por isso, a cidade acabou “albergando muitos cidadãos moçambicanos que para cá afluíam, cada um com os seus hábitos e cultura, que enriquecem a cidade e a tornam num lugar único”

Mozabanco responde ao crescimento de Manica

Mozabanco responde ao crescimento de Manica

O Mozabanco inaugurou ontem a sua nova e primeira agência na cidade de Chimoio, em resposta ao crescimento económico e os significativos investimentos que a província de Manica está a registar ano após ano.

Esta afirmação foi feita por Prakash Ratilal, presidente do Conselho de Administração daquela instituição financeira, no referido evento, que contou com a presença de diversas individualidades do mundo de negócios neste ponto do País, como também da vizinha Sofala e Maputo.

Falando momentos após a abertura da agência, acto presidido pela governadora de Manica, Ana Comoane, Ratilal afirmou que Manica caminha de forma vigorosa e segura na produção agrícola, no seu processamento e na industrialização, posicionando-se de forma ambiciosa para os crescentes desafios da integração regional.

Para o Presidente do Conselho da Administração do Mozabanco, o desenvolvimento da província de Manica, assenta também no seu enorme potencial em termos de recursos naturais, que incluem para além de florestas, o nó ferroviário, os produtos minerais como o ouro, o ferro e as gemas preciosas e semi-preciosas. Por isso, de acordo com o orador,, com esta expansão dos serviços financeiros na cidade de Chimoio, este banco responde às necessidades dos investidores que apostam na província e no pais.

Ainda na referida ocasião, Ratilal revelou que o Mozabanco, instituição financeira de raiz moçambicana, está a empreender um ambicioso plano de expansão ao nível nacional, contando até este momento com 13 agências e um total de 22 unidades de negócios já estabelecidas nas cidades de Maputo, Matola, Beira, Tete, Nampula, Nacala, Xai-Xai e agora na cidade de Chimoio.

Ate ao final deste ano, segundo a fonte, o Mazabanco vai abrir mais unidades de negócios, prevendo-se que brevemente a instituição venha a ter cobertura nacional, consolidando-se assim como um banco de referencia no sistema financeiro moçambicano.

Com um capital social actualmente fixado em 45 milhões de dólares norte-americanos, Prakash Ratilal disse que o Mozabanco está determinado a crescer à medida do progresso de Moçambique, sendo igualmente este o compromisso dos colaboradores da instituição.

Por seu turno, a governadora de Manica, Ana Comoane, revelou que com aquela agência bancária Manica passar a contar com sete bancos comerciais em funcionamento, para além de cinco instituições de micro-credito, sendo que 58.3 por cento destes estão localizados na cidade de Chimoio.

Com efeito, Comoane apelou ao Mozabanco e a outras instituições financeiras, a expandir os seus serviços aos distritos, facto que poderá ser facilitado com a expansão dos sistemas de transmissão de dados e voz através de fibra óptica que cobre cinco sedes distritais e cinco postos administrativos, e com a perspectiva de os distritos de Machaze, Mossurize e Tambara serem abrangidos com esses serviços até ao próximo ano.

Moçambique cria a maior reserva ambiental de vida marinha de África

Moçambique cria a maior reserva ambiental de vida marinha de África

O governo de Moçambique anunciou a criação da maior reserva ambiental da vida marinha da África, com 10,4 mil km² de áreas protegidas nos arredores de um conjunto de dez ilhas no litoral do país, ao largo da costa de Angoche, conhecido como Arquipélago das Primeiras e Segundas.

Alberto Nkutumula, Vice-Ministro da Justiça e porta-voz do governo, disse que com a criação da reserva será possível proteger animais como as tartarugas marinhas e os dugongos, em vias de extinção. Aliás é neste arquipélago de Moçambique que se encontra a maior população de dugongos do Oceano Índico Ocidental.

As autoridades governamentais esperam aprovar dentro em breve um plano de gestão para a zona, que deverá permitir o desenvolvimento turístico controlado e ordenado.

Na zona foram igualmente identificados mais de 30 mil ninhos de pássaros importantes da fauna local.

Grupos de baleias são vistos frequentemente nos arredores do arquipélago.

Mais de mil famílias abrangidas pelo traçado da “Circular” na Matola

Mais de mil famílias abrangidas pelo traçado da “Circular” na Matola

As comunidades abrangidas manifestaram-se preocupadas com os critérios adoptados para o cálculo dos valores das compensações.

Cerca de 1 200 famílias de cinco bairros do Município da Matola são abrangidas pelo traçado da estrada circular Maputo – Matola, facto que vai impor a sua transferência ou de seus bens das zonas que actualmente ocupam.

Os dados foram tornados públicos à margem da reunião popular realizada no bairro da Matola-Gare, na qual, as populações locais foram informadas sobre a base dos critérios de compensação aprovados no âmbito da obra.

 As comunidades abrangidas manifestaram-se preocupadas com os critérios adoptados para o cálculo dos valores das compensações, bem como a necessidade duma maior divulgação da obra nos bairros.

 Devido a dificuldades de comunicação, populares abrangidos pelo projecto manifestaram-se, recentemente, impedindo o curso normal das obras. Aliás, os técnicos chineses foram forçados a abandonar a obra por largas horas, uma vez que a população reclamava explicações detalhadas sobre as compensações relativas aos seus bens e infra-estruturas.  

O presidente do Município da Matola, Arão Nhancale, informou, na ocasião, que nenhuma família será retirada do espaço que ocupa sem a devida compensação relativa aos bens e infra-estruturas que possui, porque a transferência das famílias está prevista no projecto.

“Ninguém será forçado a sair do lugar que ocupa sem consenso. o que queremos é colaboração por parte dos residentes de todos os bairros. Queremos que colaborem com o Conselho Municipal e todos os técnicos da empresa que está a construir a estrada. Este projecto veio para desenvolver a nossa zona e não prejudicar ninguém”, disse Nhancale.

A “circular” Maputo-Matola atravessa cinco bairros do município da Matola, nomeadamente Intaka, Muhalaze, Mwamatibjana, Nkobe e Matola-Gare.

Livros escolares para o próximo ano lectivo já chegaram

Livros escolares para o próximo ano lectivo já chegaram

O ministro da Educação, Augusto Jone, visitou, ontem, na cidade de Maputo, a Distribuidora Nacional de Material Escolar (DINAME), onde foi informado que 40 por cento de um total de 14 milhões de livros escolares da 1ª a 7ª classes a ser usados no próximo ano lectivo já estão no país.

Augusto Jone visitou a DINAME para conhecer os preparativos para o próximo ano lectivo e ficou, também, a saber pelo director-geral da distribuidora, Assane Sufiane, que os restantes livros estão nos portos de Maputo, Beira, Quelimane e Nacala, aguardando pelo desalfandegamento.

Enquanto se aguarda a chegada do restante material, Sufiane garantiu ao ministro que, já na próxima semana, a DINAME vai iniciar o processo de distribuição dos livros pelas províncias e sedes distritais, como forma de assegurar que os alunos iniciem as aulas em 2013 com o material necessário. As províncias que vão receber maior quantidade de material são as de Zambézia, com 20 por cento, e Nampula, com 17. Niassa, com seis por cento, e cidade de Maputo, com quatro por cento, são as que irão receber menos livros.

Na visita que fez ontem, Augusto Jone pediu à DINAME maior controlo do material, para evitar desvios e a consequente venda no mercado paralelo. O ministro também apelou a que sejam seleccionadas transportadoras idóneas para fazer chegar os materiais aos destinatários, de forma a evitar atrasos, em prejuízo dos alunos.

A operação de impressão e transporte dos 14 milhões de livros está orçada em 17 milhões de dólares.

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