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Sexta-feira, Abril 10, 2026
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Parlamento Juvenil diz que o povo não pode ser sacrificado pelas elites

Parlamento Juvenil diz que o povo não pode ser sacrificado pelas elites

Na sequência das manifestações contra o agravamento da tarifa dos transportes dos habituais 05 e 07 meticais para 7.5 e 9 respectivamente, o Parlamento Juvenil emitiu uma nota a saudar a população que saiu a rua para protestar contra a carestia da vida e solidarizar-se com os munícipes que verão as suas contas domesticas complicadas.

O Parlamento Juvenil, liderado por Salomão Muchanga, lembra que diz “os ideais da luta de libertação jamais consentiriam que o povo fosse sacrificado enquanto a elite política navega na improbidade pública e na burguesia do Estado”.

A juventude Moçambicana segundo o PJ, não se pode deixar silenciar diante das precárias condições de transporte a que o povo é submetido diariamente e, não pode consentir vistas cegas aos religiosos encurtamentos de rota que transformam a nova tarifa dos transportes públicos dos actuais 9,00Mts para 36,00 Mts diários por membro de cada agregado familiar.

As políticas públicas anti-sociais e a falta de humildade dos servidores públicos para dialogar com o povo, aliadas às medidas económicas recessivas, estão na opinião do PJ, a conduzir o país a um “terramoto político e social de proporções incontroláveis”.

 “Temos advertido continuamente a necessidade de um projecto de sociedade orientado para o Estado Social, recordando que foi a opulência do colonizador que insuflou os jovens de 25 de Setembro de espírito patriótico e de vontade férrea para recuperar a dignidade dos moçambicanos” refere o documento.

Cinco pessoas morrem num acidente em Nampula

Cinco pessoas morrem num acidente em Nampula
CINCO pessoas morreram em consequência de dois acidentes de viação registados em menos de 24 horas, ao longo das Estradas Nacionais Número Um e Oito, na província de Nampula. Dez outras pessoas contraíram ferimentos, três das quais graves, nos mesmos desastres.

PR dirige quinta gala da educação

PR dirige quinta gala da educação

Na cerimónia, a ter lugar no Paços do Conselho Municipal de Maputo, serão premiados 11 professores, igual número de alunos oriundos de todas as províncias, inovadores, parceiros da Comunidade Académica de Desenvolvimento (CADE) e do Ministério da Educação (MINED), individualidades e jornalistas.

Estes últimos deverão receber um prémio de nove mil dólares americanos a serem subdivididos entre a imprensa escrita, radiofónica e televisiva.

Um comunicado da CADE, organizadora do evento, indica que, entre outros prémios, o melhor professor do país vai receber uma viatura e uma viagem internacional será atribuída ao melhor estudante.

A quinta Gala da Educação contará ainda com demais membros do Governo, com destaque para os Ministros da Educação, Ciência e Tecnologia, Juventude e Desportos, entre outros.

Países Baixos apoiam inclusão no Zambeze

Países Baixos apoiam inclusão no Zambeze

 O donativo será aplicado num programa que prevê, entre outros aspectos, o fortalecimento do papel do sector privado no desenvolvimento de cadeias de valor que envolvem interesses de Moçambique e dos Países Baixos; criação de capacidade ao nível da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze; bem como apoio técnico e financeiro para a expansão da rede de financiamento para pequenas e médias empresas, associações e cooperativas.

O ministro Aiuba Cuereneia disse na ocasião que o principal desafio do Governo na região do Vale do Zambeze, é “garantir um desenvolvimento harmonioso e célere, assegurando a segurança alimentar para todas as pessoas e em todos os momentos; o crescimento da renda das famílias e dos produtores, salvaguardando-se o uso sustentável dos recursos naturais e a preservação do equilíbrio ambiental”.

“A exploração mineira do carvão, que hoje constitui a segunda maior actividade da região, depois da geração de energia pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa e o desenvolvimento dos sectores agrário e pesqueiro, devem ser realizados sempre em estreita observância dos interesses nacionais. O desenvolvimento da capacidade de planeamento estratégico e de implementação coordenada das iniciativas de desenvolvimento na região constitui um dos pilares de intervenção deste projecto”, afirmou Cuereneia.

Por seu turno, a embaixadora Frederique de Man afirmou, na mesma ocasião, que com o projecto os Governos de Moçambique e do Reino dos Países Baixos pretendem obter resultados concretos a nível do aumento da segurança alimentar e nutricional; planificação sustentável do uso da terra e segurança da posse; melhoria do acesso dos pequenos produtores aos recursos financeiros para desenvolvimento dos seus negócios e uma interligação muito rentável entre o uso da água para irrigação e a segurança alimentar.

“Esta Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze pode estreitar ainda mais a cooperação entre Moçambique e o Reino dos Países Baixos. Estaremos de olhos postos no Vale, esperando ver em breve, para além de comboios escoando carvão, outros comboios, transportando cereais, hortícolas e outras riquezas da terra, para abastecer o país e também exportar”, disse Frederique de Man.

Dois detidos resultantes da manifestação em Maputo e Matola

Dois detidos resultantes da manifestação em Maputo e Matola
De acordo com a fonte, os dois jovens pertencem a um grupo de vândalos, que se encontravam até à data a fumentar o vandalismo. Embora a cidade esteja muito calma com os autocarros da TPM a circularem, o bairro Trevo regista actos de vandalismo.

Maputo viveu na manhã desta quinta-feira uma situação de tensão com a população residente nos arredores a regressar cedo a casa e a pé pelo facto de os transportadores privados de passageiro, vulgo `chapas´, não estarem a circular, devido ao receio de protestos contra os novos preços de viagem no transporte rodoviário.

O Hospital Central de Maputo não recebeu hoje `nenhum caso clínico´ relacionado com esta situação, segundo o director clínico do Banco de Socorros da unidade, contactado pela nossa fonte.

Várias notícias não confirmadas referiram a existência de protestos populares contra os aumentos de preços, o que está a provocar receio na população quanto à possibilidade de se repetirem as manifestações violentas registadas em 2008 e 2010, aquando da tentativa de aumentos de preços dos `chapas´, que provocaram vários mortos.

Em declarações a nossa fonte, Raul Cossa, diretor clínico do Banco de Socorros do Hospital Central de Maputo, a maior unidade hospitalar do país, afirmou que não deu entrada no estabelecimento `nenhum caso clínico relacionado com qualquer tumulto´ na cidade.

`Estamos em prontidão como sempre estivemos e não recebemos nenhum caso clínico relacionado com qualquer tumulto´, enfatizou Raul Cossa.

Na revolta contra o aumento do preço dos transportes públicos em 2010, morreram mais de 10 pessoas e mais de 50 ficaram feridas, em confrontos entre a população e a polícia.

Frelimo anuncia equipa que vai negociar com Dhlakama

Frelimo anuncia equipa que vai negociar com Dhlakama
Um comunicado da comissão política do partido Frelimo, enviado a nossa fonte, anuncia que este partido criou uma comissão que irá negociar com a Renamo para chegar a um consenso sobre as reivindicações que levaram Afonso Dhlakama a se mudar de Nampula para as matas de Gorongosa.

`Tendo a Renamo manifestado interesse no diálogo, a Frelimo decidiu criar uma Comissão para debater as questões que aquele partido apresentar. A Comissão é constituída pelos seguintes camaradas: Afonso Meneses Camba; Manuela Mapungue; Yolanda Matsinhe; Renato Mazivila´, é o que se pode encontrar de essencial no comunicado da Frelimo que também, `exorta o povo moçambicano, a continuar a participar activamente na consolidação da Unidade Nacional, da Paz e da Harmonia, factores fundamentais na Luta Contra a Pobreza´.

ICOR cura corações e restitui alegria às famílias

ICOR cura corações e restitui alegria às famílias

O coração humano, órgão que sustenta as actividades vitais do organismo, é responsável por internamentos hospitalares devido às anomalias do seu funcionamento, cujo tratamento chega a custar milhares de meticais ou de dólares, valores que muitas famílias moçambicanas não têm para custear as despesas de reposição da sua saúde. Entretanto, o Instituto do Coração (ICOR) tem vindo a garantir que vidas não se percam. “Repara” corações de gente desprovida de meios para o efeito.

No ICOR, semanalmente são submetidas à cirurgia do coração duas pessoas, número que aumenta quando há missões estrangeiras provenientes de Portugal, França e Suíça. Neste contexto, recentemente o Instituto recebeu uma missão de cirurgiões portugueses que veio curar 22 pacientes que padeciam de diferentes complicações no coração, dentre as quais valvular reumática, mitral, isqueronia ou doença das artérias coronárias, em adultos. Do grupo constam três crianças que sofriam de cardiopatia congénita.

João Macave, anestesista-animador do ICOR, contou ao como é que decorreram as cirurgias. Segundo ele, qualquer intervenção cirúrgica feita ao coração é complicada e delicada, sobretudo quando o paciente é submetido a mais duas operações.

A complexidade varia de caso para caso. Há doentes que chegam numa fase avançada e terminal da doença. Na última missão portuguesa os pacientes, provenientes de diferentes partes do país, estavam em situações semelhantes. Mas as cirurgias foram um sucesso e eles estão a recuperar gradualmente.

O nosso entrevistado refere que as doenças do coração, que têm apoquentado muita gente, estão associadas à rotina diária e aos hábitos alimentares de cada pessoa. É preciso seguir uma dieta alimentar variada e sem excessos, por exemplo de sal e gorduras porque debilitam o corpo humano e deixando o coração fraco e cansado.

O anestesista refere que nos adultos os problemas de coração mais frequentes são os adquiridos. “Uma vez doente cardíaco, sempre o será, por isso tem que medicar por toda a vida”.

A cardiopatia adquirida é causada por bactérias responsáveis pela produção de toxinas que posteriormente se depositam nas válvulas, dificultando a circulação do sangue. Um dos sintomas é a febre reumática.

Contrariamente aos adultos, as crianças nascem com uma má formação do coração e que só é operada para se corrigir o defeito, o que não leva a uma medicação ininterrupta. E dos vários problemas congénitos que afectam o coração, constam a troca de posições entre as cavidades das aurículas e dos ventrículos e a existência de um ou mais buracos no coração, o que provoca uma comunicação intra-ventricular.

Coronários, segundo a explicação de Macave, são vasos (canais que alimentam o coração), que apesar de serem distribuidores do sangue, também precisam deste líquido vital para poderem funcionar. Esses vasos são, muitas vezes, entupidos. Isto acontece geralmente em adultos que são obesos.

João Macave aconselha as pessoas a encararem o coração como um sistema de canalização da água, onde esta sai do rio, passa pela estação de tratamento, depois segue para os tanques, e por fim para as torneiras. Nunca no sentido contrário. O sistema das válvulas do coração não tem muitas diferenças, o sangue não pode recuar e a válvula mitral é a peça fundamental que se encontra no coração e impede o refluxo do sangue.

Os pacientes na primeira pessoa

Ziabe Carlos, de 18 anos de idade, vive na Zona Verde, arredores da cidade de Maputo. Foi operada recentemente e está em recuperação. Ainda sente-se um pouco debilitada, mas os especialistas garantiram-na que vai ficar bem porque o pior já passou.

À semelhança do que tem acontecido com muitos pacientes, ela deu voltas pelos hospitais da praça. Enquanto os pais pensavam que a filha padecia de asma, alguns médicos sugeriam que fosse malária.

Com o tempo a doença foi-se agravando e queixava-se de dores nas pernas, nos braços e no peito. O corpo ficou inchado e não conseguia andar. Em Outubro de 2009, numa consulta no Hospital Central de Maputo, foi diagnosticado que sofria de uma anomalia no coração.

A sua salvação chegou a 04 de Novembro corrente, quando o ICOR o submeteu a uma cirurgia através do cardiologista português, professor Antunes, da Universidade de Coimbra. “Já estou a melhorar e quero recuperar o tempo perdido na escola. Interrompi os estudos na 8ª classe”, afirmou Ziabe, esperançada.

Lígia David Tembe, de 16 anos de idade, também residente em Maputo, acompanhava, atentamente, a nossa a nossa conversa com a sua companheira de quarto no ICOR, Ziabe. Timidamente contou-nos a sua história: “sofria deste problema desde criança.

Os meus pais viviam na África do Sul, onde o meu pai trabalhava como mineiro. Quiseram operar-me lá, mas com medo fugiram comigo para Moçambique”.

De acordo com ela, chegados a Maputo procuraram por um atendimento médico no Hospital Central de Maputo, de onde foram transferidos para o ICOR. Na altura não podia ser operada porque o seu peso estava abaixo do recomendado.

Esperou durante dois meses e em Novembro corrente conseguiu ser operada. Ela frequentava 7ª classe na Escola primária de Bagamoio e não foi a tempo de realizar os exames que iniciaram esta segunda-feira.

Aida Domingos é acompanhante da sua filha, de 11 anos de idade. Veio da Beira e está hospedada na pousada dos Caminhos de Ferro de Moçambique. Segundo conta a menina, andou com os membros superiores e inferiores inchados e com dores no peito.

Levou-a a um centro de saúde em Tete e nada foi diagnosticado. Ela não melhorava. Rodou por muitos hospitais até que um dia, no Hospital Provincial de Tete, um Raio X detectou que tinha problemas de coração. Ficou um mês internada e tempos depois recebeu transferência para o ICOR e a 08 deste mês foi operada.

Serviços básicos estiveram fechados com receio da violência

Serviços básicos estiveram fechados com receio da violência
A falta de transporte na cidade de Maputo resultou numa espécie de feriado na capital do país. Grande parte dos serviços básicos, incluindo ministérios e diversos estabelecimentos comerciais, não abriu as portas por temer a violência.

A paralisação dos transportes por parte dos seus proprietários causou prejuízos na economia da cidade de Maputo, tudo porque muitas instituições que prestam serviços básicos estiveram inoperacionais, a começar pelos órgãos do governo central, já que maior parte dos seus funcionários depende deste transporte para se fazer aos seus postos de trabalho.

Por exemplo, os ministérios dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, de Turismo, Administração Pública e da Educação não funcionaram esta quinta-feira, ou funcionaram apenas nas primeiras horas do dia. A mesma situação acabou sendo evidente também a quase todos os bancos comerciais que operam na cidade.

Por isso mesmo, a baixa de Maputo registou uma situação atípica. Esteve quase todo o dia vazia, sem sequer uma loja aberta. E, ao final da tarde, a situação continuava. Tudo calmo, apenas filas longas nas paragens das pessoas que conseguiram chegar à cidade muito cedo e que, por aquela hora, tiveram de esperar por transporte para regressar à procedência. A situação agravou-se ainda mais porque as empresas e instituições públicas que oferecem transportes aos seus funcionários tiveram receio de os levar às suas residências por temer que os seus autocarros fossem atacados.

Entretanto, os utentes de viaturas particulares circulavam sem nenhuma restrição em toda a cidade, porém, poucos se atreveram a sair de casa por temer episódios semelhantes aos dos anos passados.

Município de Maputo procura medidas para melhorar sistema de drenagem

Município de Maputo procura medidas para melhorar sistema de drenagem

O presidente da Assembleia Municipal de Maputo, Alberto Sebastião, disse ser fundamental a concepção de um plano de acção para a construção de sistemas de drenagem em alguns bairros da capital moçambicana, a fim de minimizar a desgraça dos munícipes em épocas chuvas.
Sebastião realçou que “as recentes chuvas deixaram, mais uma vez, parte dos nossos munícipes mergulhada na desgraça, ao ver alagadas as suas casas e danificados os seus bens”.

Segundo a AIM, Sebastião referiu que os distritos municipais mais afectados são os de Nhlamakulu, KaMaxakene e KaMavota, onde se afigura fundamental “a concepção de um plano de acção que vise monitorar, da melhor maneira, as drenagens existentes e a construção de novas em locais onde a sua falta se faz sentir”.

Aquele responsável destacou o trabalho do Conselho Municipal de Maputo na construção de infra-estruturas económicas e sociais, sobretudo a reabilitação de parte da avenida Julius Nyerere, danificada pelas enxurradas do ano 2000 e da rua Marcelino dos Santos, bem como a resselagem de vias de acesso a nível da cidade.

“Contudo, persistem preocupações em algumas áreas, tais como a limpeza da cidade e remoção dos resíduos sólidos resultantes da varredura nas estradas, a necessidade de se continuar a regular e controlar a actividade do comércio informal que tende a ocupar toda a cidade”, sublinhou.

Alberto Sebastião afirmou ainda que o Conselho Municipal precisa de “vocacionar parte dos agentes da Polícia Municipal para que, a par do transporte público, se ocupe também do monitoramento da saúde e salubridade nas vias públicas e nos quintais, de modo a que os moradores dos prédios, e não só, sejam responsabilizados pela manutenção de um ambiente saudável nas suas residências”.

Cidade de Maputo está “calma e sob controlo”

Cidade de Maputo está “calma e sob controlo”
A Polícia da República de Moçambique (PRM) garante que a cidade de “Maputo está calma e sob controlo”, apesar da tensão que a capital vive na sequência da entrada, ontem, em vigor de novos preços dos transportes rodoviários.

Depois de a manhã de ontem ter começado com alguma tranquilidade, notando-se, contudo, a ausência dos transportadores privados de passageiros, vulgo “chapa”, Maputo viveu horas de alguma agitação, com a população a ter pressa de voltar cedo à casa a pé, devido à memória da revolta popular de 2008 e 2010 contra o aumento dos preços de transporte público.

Em declarações à Lusa em Maputo, o porta-voz do Comando da Polícia da Cidade de Maputo, Orlando Modumane, afirmou que “Maputo está calmo e sob controlo, salvo algumas tentativas de instabilidade logo abortadas pela polícia” moçambicana.

“Até esta altura, posso informar que temos todas as nossas linhas operacionais em funcionamento. Seguimos de perto alguns cabecilhas, controlados sem necessidade de qualquer detenção”, frisou Orlando Modumane.

Devido ao receio de manifestações, o comércio esteve literalmente paralisado ontem, em Maputo, e os residentes de fora da capital regressaram às suas casas, deixando a baixa da cidade, o principal centro de negócios da capital, com a imagem de uma cidade fantasma.

“Quem atende mal os pacientes deve ser denunciado”

“Quem atende mal os pacientes deve ser denunciado”
O ministro da Saúde, Alexandre Manguele, pediu ontem que todos os funcionários do sector que dirige, que atendam mal os pacientes nas unidades sanitárias do país, sejam denunciados. A ideia é responsabilizar quem presta o serviço, de forma a permitir que haja melhorias na qualidade do atendimento hospitalar no país.

O ministro da Saúde falava ontem, em Maputo, numa reunião nacional de balanço e partilha de experiências em matérias de humanização dos cuidados de saúde no país.

Manguele defende que o mau atendimento nos hospitais deve ter rostos e nomes. Ou seja, quem for mal atendido deve denunciar tal funcionário, se quiser contribuir para a melhoria dos cuidados de saúde no seu país.

Manguele entende que, apesar de existirem funcionários que atendem mal os doentes, há alguns técnicos exemplares cujo trabalho deve ser valorizado. A generalização de que todos os funcionários da saúde ou todos os hospitais do país atendem mal os seus pacientes “é um acto de injustiça e uma tentativa de denegrir a imagem do Serviço Nacional de Saúde por parte de um grupinho de pessoas com interesses obscuros e desconhecidos. Isso porque nem todos os profissionais de saúde atendem mal os seus doentes. Há funcionários exemplares”, justificou o ministro.

Chegam hoje ao país restos mortais do mineiro assassinado por colegas na África do Sul

Chegam hoje ao país restos mortais do mineiro assassinado por colegas na África do Sul

O funeral, segundo o comunicado do Ministério do Trabalho, terá lugar no próximo sábado, no posto administrativo da Machava, na Matola, província de Maputo.

Os restos mortais do mineiro moçambicano que perdeu a vida na passada segunda-feira na cidade de Northam, província de Limpopo, na África do Sul, chegam hoje ao país.
Rafael Quive, de 56 anos de idade, foi assassinado por colegas quando se dirigia ao seu posto de trabalho na mina de platina Anglo Platinum Amadulbet, da companhia Ashanti Thumela Mine, do grupo Anglo-American.

O funeral, segundo o comunicado do Ministério do Trabalho, terá lugar no próximo sábado, no posto administrativo da Machava, na Matola, província de Maputo.

Na mesma mina, trabalham outros 879 moçambicanos. E, desde que eclodiu a onda de greves na região, este é o primeiro registo de morte de um trabalhador moçambicano, quando os estrangeiros que não aderem às greves estão a ser atacados.

Enquanto isso, o trabalhador Jossefa Macamo, outro mineiro gravemente ferido por colegas de trabalho, já está fora de perigo e aguarda apenas a autorização médica para o regresso ao posto de trabalho. Jossefa Macamo trabalha na mina de ouro Vaal Reefs, do grupo Anglo Gold Ashanti, na cidade de Klerksdorp e, depois do ataque, ficou internado no hospital local de 17 a 26 de Outubro passado.

Em ambos os casos, as agressões decorreram de acções de intimidação de colegas, sobretudo os locais, que acusam os estrangeiros de não aderirem às manifestações grevistas, a maioria das quais declarada ilegal.

Fragilidades do ensino superior preocupam o governo

Fragilidades do ensino superior preocupam o governo

O governo moçambicano manifestou-se “insatisfeito” com a qualidade e infra-estruturas do ensino superior em várias instituições instaladas no país, recomendando uma correcção para as alinhar com as conjunturas do crescimento do país.

Falando, esta quarta-feira, no Chimoio, centro de Moçambique, Arlindo Chilundo, vice-ministro da Educação, deplorou a actual qualidade do ensino superior, a qualificação dos docentes e a inexistência de infra-estruturas, equipamento e laboratórios adequados para responder à dinâmica que, disse, exige o subsistema de ensino.

“Ainda vemos instituições sem salas de aulas apropriadas, equipamentos adequados aos cursos que se oferecem. O ensino superior de qualidade é possível com a combinação de professores, infra-estruturas e equipamentos”, disse à Lusa Arlindo Chilundo.

Governo não pode usar a força contra quem tem razão de protestar

Governo não pode usar a força contra quem tem razão de protestar

O aumento da tarifa de transporte colectivo urbano em menos de 50% do que actualmente se pratica, oito anos após o último reajuste, não deveria constituir problema para os utentes, muito menos para as autoridades municipais e governamentais se vivêssemos num Estado normal, bem governado.

Em 8 anos, seria óbvio que as condições de vida tivessem melhorado para todos de uma forma geral, desde os salários, condições de transporte, vias de circulação, de tal forma que agravar a tarifa de transporte em menos de 50% não seria problema. Mas em Moçambique, onde as coisas parecem caminhar no sentido inverso do normal, quando se fala de aumento da tarifa de transporte todos ficam com medo.

Ficam com medo os utentes porque não tendo aumentado substancialmente os seus rendimentos, o agravamento da tarifa de transporte significa redução, ainda mais, dos seus rendimentos ao ponto, em grande parte dos casos, de pouco sobrar do salário para comer e outras despesas essenciais; ao ponto de correrem até o risco, certas pessoas, de passarem a não ter dinheiro para irem ao local de trabalho buscar o que lhes faz falta para viver.

O medo é sobretudo grande para quem está a governar, que perante situações tão adversas que permitiu que fossem criadas, precisamente por governar mal, acaba por estar hoje praticamente sem legitimidade para continuar no poder.

O Governo e os municípios de Maputo e Matola, ao invés de se concentrarem a organizar os transportes, têm andado empenhados a tratar de tudo menos de condições para evitar os grandes impactos de qualquer correcção nos preços. Usam o Estado para tratarem das suas empresas e interesses particulares e deixam as coisas chegar ao ponto que chegaram, depois deitam as mãos à cabeça quando o Povo se prepara para lhe dar um pontapé.

Sabem que ao aumentar a tarifa de transporte sem antes terem sido criadas condições, este aumento vai sufocar os cidadãos, mas como andaram distraídos a fazer que governam, mais empenhados a tratar das suas vidas do que do bem público agora andam aflitos.

Agora, naturalmente, as pessoas vão-se irritar porque não reconhecem legitimidade a quem deveria ter andado a governar bem, mas preferiu andar a usar o Estado como base para tratar dos seus interesses pessoais.

Agora, como não investiram em melhoria das condições de vida dos cidadãos, investem na Polícia, na indústria da repressão, para, depois de violentar social e economicamente as pessoas, em caso de uma explosão reactiva, violentá-las também fisicamente.

Maior é ainda a incongruência quando estes ineficientes senhores das instituições públicas, já sem argumentos, acabam por tentar justificar a sua incompetência acusando os moçambicanos de serem violentos, depois de terem repetido enjoativamente, cada vez que abrem a boca, que o nosso Povo é um “maravilhoso povo”.

Quem não sabe travar o custo de vida porque é incompetente, o Povo tem toda a legitimidade em mandar sair do Governo e das instituições municipais para que venham outros arrumar a casa.
Amanhã, quinta-feira, data em que se espera a entrada em vigor da nova tarifa de transporte colectivo, ninguém sabe ao certo o que irá suceder, mas pelos antecedentes está meio mundo com o coração nas mãos, receoso que os protestos terminem em violência.

O atraso entre a decisão tomada e a entrada em vigor da nova tarifa é sintoma de que o Governo está sem poder para governar. E um Governo que chega a este ponto, deixa de ter legitimidade para se manter em funções.

Todos estão com medo de alguma coisa. O Governo teme uma eventual manifestação como a que se assistiu nos dias 05 de Fevereiro de 2008 e entre 01 e 02 de Setembro de 2010.

Os cidadãos estão com medo de mandar seus filhos para a escola com receio de que uma eventual manifestação possa receber reacção brutal – como sempre – da polícia e saldar-se em assassinatos com “balas de borracha”, tal como aconteceu com o pobre Hélio, a criança que pagou com a vida a acumulação da incompetência do Governo do País e dos municípios da Matola e Maputo.

Os transportadores estão com medo de ver seus carros serem incendiados pelo povo revoltado.
Então todos estão com medo. Medo de uma decisão que seria absolutamente normal, num Estado normal, com um Governo normal.

Quando já toda a gente viu que hoje o Governo é a maior causa dos problemas que vamos tendo, é óbvio que algo reactivo acabará por ser recorrente.

Se a tarifa aumentasse, mas acabassem com as longas horas de espera pelo transporte, nada se temeria.
Se a tarifa aumentasse, mas se colocassem transportes em condições aceitáveis para transportar seres humanos, cremos também que nada se estaria hoje a temer.

Se o Estado não tirasse tanto dinheiro de impostos às empresas para depois o esbanjar em futilidades e até a desviar para os bolsos de alguns funcionários seniores e organizar congressos, os salários também poderiam ser melhores para se poder pagar tarifas de transporte que ajudassem à exploração dos serviços de transporte de forma mais rentável e sustentável.

O problema é que aumenta a tarifa de transporte, mas o resto piora. Piora pelo menos para o tal “maravilhoso povo”…
Nas condições actuais em que as pessoas são transportadas na capital do País, pensar em “fazer subir o preço do chapa”, sem antes se eliminarem os problemas como o de encurtamento de rotas, indisciplina dos transportadores semi-colectivos, sem antes se disponibilizar o mínimo de transportes públicos para reduzir  as longas horas de espera, é, no mínimo, uma decisão arriscada.

A questão não é pagar dois meticais a mais ou 1,5 metical a mais. Pelo que parece, todos estariam dispostos a pagar mais um pouco em troca de um sistema de transporte organizado. O problema é sempre o mesmo: pagar-se mais por serviços que só pioram, chegando-se ao ponto péssimo em que hoje se encontram.

Aumentar os preços nas condições actuais é premiar serviço medíocre. Ninguém está disposto a aceitar o actual estado dos transportes. E com toda a razão.

O problema é como o transporte é feito em Maputo e Matola. Numa distância de menos de 10 quilómetros, as pessoas chegam a apanhar três “chapas”, em condições desumanas. Por exemplo, quem vive no Bairro de Guava ou Mateque, gasta neste momento o mínimo de 15 meticais para chegar ao centro da cidade.

Com a volta são trinta meticais. Só nisto já se foram quase mil meticais/mês do salário ou de seus parcos recursos. Apanha um camião em Mateque para a CMC, da CMC apanha outro camião para Xiquelene e de Xiquelene apanha um minibus de 15 lugares mas que chega a carregar 25 pessoas, para o Museu, junto à Escola Josina Machel. Este é o trajecto mais racional. Com o aumento a mesma pessoa vai ter que pagar no mínimo 21 meticais pelo mesmo trajecto, Com a volta passam a pagar 42 meticais/dia, se não usar o transporte para mais nada.

Ninguém estará disposto a pagar o novo valor por um serviço com qualidade péssima.
Se as pessoas não estão dispostas a pagar mais por um serviço péssimo, e quem Governa impõe que paguem mais sem melhorarem os serviços, o que se pode esperar que as pessoas façam? – Revoltam-se, naturalmente. Portanto, uma eventual revolta da população contra a subida do preço do “chapa”, não seria de espantar, pelo menos a quem conhece a realidade do povo.

Nestas condições, não se pode pedir muito ao Povo. É legítimo, isso sim, que o Povo se insurja contra quem acha que ele é “maravilhoso” apenas porque não exige mais de quem governa. É legítimo, isso sim, que o Povo escorrace quem não lhe tem respeito.

Principal partido da oposição pede mais tempo para analisar proposta de lei eleitoral

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A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição em Moçambique, pediu hoje (quinta-feira) à Assembleia da República tempo para reflectir sobre a proposta da nova lei eleitoral, anunciou a comissão encarregue do processo de revisão, noticiou à AFP.
 
O pedido da Renamo, que detém a segunda maior bancada no parlamento moçambicano, com 51 deputados, é mais uma indicação das fortes divergências que o partido mantém com a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), principal bancada parlamentar e partido no poder, com 191 deputados, sobre o conteúdo da nova lei eleitoral.
 
A Renamo defende que a futura Comissão Nacional de Eleições (CNE) seja constituída apenas por membros dos partidos políticos com assento parlamentar e extraparlamentar.
 
Por sua vez, a Frelimo advoga a manutenção do modelo da actual CNE, integrada maioritariamente por figuras da sociedade civil e com uma representação partidária minoritária.
 
Num relatório à plenária da Assembleia da República, o presidente da Comissão da Administração Pública, Poder Local e Comunicação Social, Alfredo Gamito, disse que os representantes da Renamo na comissão pediram tempo para reflectir em torno da proposta do pacote eleitoral.
 
“A Renamo diz precisar de tempo para reflectir melhor, tendo em conta que este pacote eleitoral não é apenas para ser usado hoje, mas também no futuro. A Comissão sugere ao plenário que seja acolhido favoravelmente o prazo proposto de até 21 de Novembro”, afirmou Alfredo Gamito.
 
A nova lei eleitoral moçambicana deve estar pronta até meados do próximo ano, para poder regular as eleições autárquicas de 2013 e gerais (presidenciais e legislativas) de 2014.

Situação tensa em Maputo, mas sem incidentes de vulto

Situação tensa em Maputo, mas sem incidentes de vulto
A capital moçambicana está quase deserta, com o comércio encerrado e a maioria das pessoas a regressarem a pé às suas casas nos bairros periféricos de Maputo, após os transportes públicos terem desaparecido das ruas da cidade.  

A meio da manhã, os “chapas”, carrinhas de transporte público informal, deixaram de circular, alegadamente por temerem represálias contra o aumento de preços, que entrou hoje (quinta-feira) em vigor, e na cidade continuam a circular rumores, ainda não confirmados, de protestos populares.

Temendo a repetição das manifestações de 2008 e de 2010, que provocaram vários mortos, em confrontos perante o mesmo cenário de aumento de preços, a população abandonou o trabalho e, a pé, pôs-se a caminho de casa.

O comércio está praticamente encerrado, assim como repartições públicas, e escolas, como a Escola Americana e a Escola Francesa da capital moçambicana.

A Escola Portuguesa continua aberta e a TAP mantém o voo para Lisboa previsto para hoje (quinta-feira) à noite, disse à Lusa o cônsul-geral de Portugal, Gonçalo Teles Gomes.

“Não temos razões para lançar um alerta à comunidade, mas aconselhamos a que evitem locais que têm sido referenciados como problemáticos e que, em caso de dúvida, fiquem em casa”, disse Gonçalo Teles Gomes.

O consulado, acrescentou, vai continuar a acompanhar a situação.
 
Segundo um relatório da principal empresa de segurança do país, a que a Lusa teve acesso, há concentrações significativas de pessoas em Mavalane (nas redondezas do aeroporto), no final da avenida 24 de Julho e na avenida de Angola, na zona da Malanga, nos bairros Chiquelene e Luís Cabral, e junto da empresa Coca Cola, na Machava.

No entanto, passando por alguns desses locais, a Lusa observou apenas incidentes de pouca monta, como um pequeno caixote de lixo a arder, no final da avenida 24 de Julho, e restos de pneus queimados, junto das portagens da Matola, mas sem grandes ajuntamentos de pessoas.
 
A polícia está presente em força, mas com os chamados agentes de giro e não com elementos anti – motim. Em vários locais, foi possível observar esses agentes a afastarem grupos de jovens que, aparentemente, não estavam a manifestar-se.
 
Apenas circulam autocarros da empresa pública TPM, que também agravaram os preços, e que são insuficientes para cobrirem a Grande Maputo.

Verificam-se alguns problemas de comunicação, sobretudo com a principal operadora de telemóveis, e meios de comunicação social públicos, como TVM e Rádio Moçambique, mantinham silêncio sobre a situação.

Motociclistas perigam vidas de crianças em Magoanine

Motociclistas perigam vidas de crianças em Magoanine

A população do bairro de Magoanine “C”, arredores de Maputo, acordou em pânico no último sábado quando um grupo de 20 motociclistas invadiu aquela zona com corridas e gincanas com motos de duas e quatro rodas, perigando assim a vida de crianças.

Segundo os residentes, esta não é a primeira vez que os motociclistas realizam corridas naquela zona.
A polícia municipal e a vereação de KaMubucuane dizem que não receberam nenhum pedido para a realização de provas de motos em Magoanine “C”.

Os residentes do quarteirão 76, no bairro Magoanine “C”, contaram ao Canalmoz que de algum tempo a esta parte os motociclistas têm frequentado aquela zona. Aproveitando-se do areal e das pequenas dunas que existem, fazem corridas e acrobacias, ante uma assistência inocente de crianças.

A pequenada é inocente do que pode acontecer. Perseguem os motos e nalgumas vezes chegam a atravessar as ruas de lado para outro durante os rallys. Outro facto observado é que além de crianças vimos adultos a saírem dos seus quintais convidados pelo roncar dos motores dos motos.

As corridas partiam da zona do terminal dos Transportes Públicos de Maputo (TPM) percorrendo a rua Graça Machel. A partir desta rua, entravam em direcção ao Quartel de Regimento aproveitando os desníveis e areal.
“Antes estas corridas eram feitas nas praias. O Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental está a apertar o cerco nas praias e eles refugiam para este bairro que tem muito areal. Não sei qual é o impacto que isto nos traz do ponto de vista ambiental ”, comentava um residente.

Município reconhece desmandos

O vereador do Distrito Municipal KaMubucuane, David Guambe, disse ao Canalmoz que no seu gabinete não deu entrada nenhum documento de pedido de autorização para a realização de corrida de motas em Magoanine.

“No fim-de-semana estivemos concentrados nas festividades dos 125 anos da cidade de Maputo. Hoje (ontem) falei com o secretário do bairro e disse que não autorizou”, disse Guambe.

Por seu turno, Lázaro Valoi, da Repartição das Relações Públicas, no Comando da Polícia Municipal de Maputo, também disse que não foram contactados. “Todas as provas autorizadas na cidade de Maputo devem ser acompanhadas pela polícia municipal. Temos feito acompanhamento de provas de karts nalgumas artérias da cidade. No sábado não teve informação, mas vamos investigar”, disse.

Chamadas grátis para consultas sobre ITS

Chamadas grátis para consultas sobre ITS

Através de um Projecto denominado “Alô Vida ”, a Vodacom Moçambique, em parceria com a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade-FDC e o Ministério da Saúde, irá disponibilizar uma linha telefónica grátis (Linha Verde) para esclarecimento sobre doenças sexualmente transmissíveis.

Neste âmbito, a Vodacom acaba de assinar uma parceria com o Ministério da Saúde e a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, no âmbito do Projecto “Alô Vida 146”, que  visa contribuir para melhoria da prestação dos cuidados nas componentes de infecções de transmissão sexual (ITS’s), Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR) e outras informações relativas à saúde pública.

“É com muito orgulho que a Vodacom se associa ao MISAU e à FDC para disponibilizar um serviço que irá certamente ajudar muitos cidadãos a tirar todas as suas dúvidas, garantindo a preservação da sua identidade e dignidade”, refere Lucas Chachine, Administrador da Vodacom.

“Esta será, certamente, uma plataforma que garantirá o respeito pelo anonimato do cidadão e representa mais um passo na melhoria do Sistema Nacional de Saúde de Moçambique e dos seus mecanismos de proximidade ao cidadão”.

“A Vodacom apoia todas as iniciativas que caminhem no sentido do desenvolvimento da melhoria das condições de acesso à saúde para todos os cidadão e é um orgulho para a Vodacom poder contribuir com os seus serviços para que Moçambique se torne um país de referência nesta área”, conclui.

Barragem de Massingir pede fundos adicionais

Barragem de Massingir pede fundos adicionais

De acordo com o Director-Geral da Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul), Belarmino Chivambo, a expectativa é de que as obras possam arrancar em Maio do próximo ano, atendendo ao ritmo em que decorrem as negociações com potenciais parceiros do país.

“Os fundos que temos do Banco Africano de Desenvolvimento para reabilitar os descarregadores de fundo são insuficientes e o Governo está a mobilizar fundos adicionais para podermos garantir a reabilitação. A nossa expectativa é de que as obras arranquem rapidamente e há negociações bastante avançadas nesse sentido. Com base nas discussões que estão a ser realizadas pensamos que no final da época chuvosa, nos princípios do próximo ano, em Maio, estaremos em condições de iniciar com as obras”, disse Chivambo.

De igual modo, segundo avançou, há negociações com o sector privado e público para a viabilização da central eléctrica (avaliada inicialmente em 30 milhões de dólares), o que se demonstra pertinente e urgente graças a grande demanda de energia que se regista bem como ao facto de a instalação das comportas ter significado mais água na albufeira.

 A quantidade de energia a produzir está dependente da demanda de água para a irrigação e para abastecimento urbano que são prioridades.

Presentemente apenas um terço da capacidade é que é usada que corresponde a cerca de 500 a 600 milhões de metros cúbicos por ano, mas que se espera que cresça bastante nos próximos anos.

Com a ruptura verificada no descarregador de fundo, a disponibilização de água para uso a jusante é feita através do descarregador de superfície.

“Esta não é a melhor via, porque em caso de seca não poderemos abastecer, dado que  a água pode não atingir o descarregador de superfície”, disse.

Entretanto, arrancaram em Outubro último as obras de construção dum descarregador de cheias auxiliar para aumentar a capacidade de vazão das águas. As cheias de 2000 mostraram que o descarregador colocado nas obras de reabilitação não tem capacidade suficiente para uma cheia extrema e sendo uma barragem de terra, não pode ser galgada.

Com relação ao descarregador de fundo, a avaliação inicial tinha mostrado a necessidade de 13 milhões de dólares para repor as infra-estruturas danificadas, entre as quais a casa de comando da comporta do descarregador de fundo número um, derrubada pela força das águas, que chegaram a atingir 1400 metros cúbicos por segundo.

Para além da reposição da casa de comando, há ainda outras obras que terão que ser feitas por forma a repor a conduta rompida. A referida conduta, com cerca de 50 centímetros de espessura, terá que ser reposta recorrendo não só ao betão, que era a composição inicial, mas ainda a um reforço metálico que não foi previsto na altura da construção da barragem.

Para além desta conduta, a outra que deverá ser intervencionada é a das descargas destinadas à central hidroeléctrica, que também não dispõe de reforço metálico que permita responder a qualquer impacto.

Troca da primeira e segunda família do Metical vai até Dezembro

Troca da primeira e segunda família do Metical vai até Dezembro

Assim, de acordo com o Banco de Moçambique, todos aqueles que ainda têm notas e moedas das antigas famílias devem proceder à sua troca na sede do Banco de Moçambique, em Maputo, ou nas suas filiais espalhadas pelas províncias. Igualmente, a troca pode ser efectuada mediante depósito em qualquer banco comercial mais próximo do cidadão.

De 1 de Janeiro de 2007 a 31 de Dezembro de 2007, foi a troca do metical da antiga família, que ainda se encontrava em poder do público, nos estabelecimentos bancários. Depois de 31 de Dezembro de 2006, as notas e moedas do Metical da antiga família deixaram de ser aceites para pagamentos, e a sua troca por notas e moedas da nova família foi efectuada junto de instituições de crédito, até 31 de Dezembro de 2007 e junto do Banco de Moçambique, até 31 de Dezembro de 2012.

A entrada em circulação das novas notas e moedas do Metical, a 1 de Julho de 2006, não implicou a retirada imediata das notas e moedas antigas. As notas e moedas do Metical da antiga família e os da nova família do Metical circularam em simultâneo até 31 de Dezembro de 2006.

A introdução da taxa de conversão não implicou a mudança do nome da nossa moeda e nem afectou o poder de compra dos cidadãos, uma vez que o seu impacto se reflectiu na grandeza quer do lado dos rendimentos, quer do lado dos preços.

A taxa de conversão do Metical da antiga família foi de 1000 unidades, o que significa que para obter-se o valor correspondente ao Metical da nova família foi necessário dividir-se o valor expresso em Meticais da antiga família por 1000 unidades.

A partir do dia 1 de Julho de 2006 iniciou a dupla indicação de preços dos bens e serviços, isto é, os preços passaram a ser indicados simultaneamente no Metical antigo e no da nova família. Este exercício visava familiarizar os agentes económicos e o público em geral sobre os preços de bens e serviços na nova família do Metical.

As denominações do Metical da nova família são em notas de 1000, 500, 200, 100, 50 e 20, enquanto que em moedas são de 10, 5, 2 e 1 meticais e de 50, 20, 10, 5 e um centavo.

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