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Sexta-feira, Abril 10, 2026
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Lei da Probidade Pública entra em vigor hoje: Reduz-se espaço para mau uso da coisa pública

Lei da Probidade Pública entra em vigor hoje: Reduz-se espaço para mau uso da coisa pública

Tal vontade encontra suporte legal na lei nº 16/2012, de 14 de Agosto que estabelece as bases e o regime jurídico relativo à moralidade pública e ao respeito pelo património público, por parte do servidor público.

O instrumento jurídico reforça e introduz princípios orientadores do servidor público em matéria de ética, moral, conflitos de interesses, relações de património, de parentesco e de afinidade, enriquecimento ilícito, incluindo deveres específicos ao ex-servidor público.

É assim que, de acordo com a lei, além das obrigações gerais contidas na Constituição da República e demais legislação, uma série de deveres éticos são impostos aos servidores públicos. Servem como exemplos, a necessidade de declaração do património em que, nos termos da lei, o servidor público, ao assumir o cargo deve declarar, sob juramento, os seus rendimentos e interesses patrimoniais, antes da tomada de posse, assim como as suas modificações durante o mandato.

Outro dever de destaque é a probidade pública que obriga ao servidor público à observância dos valores de boa governação e honestidade no desempenho da sua função, não podendo solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, directa ou indirectamente, quaisquer presentes, empréstimos, facilidades ou quaisquer ofertas que possam pôr em causa a liberdade e autoridade a sua acção, a independência do seu juízo e a credibilidade e autoridade da administração pública, dos seus órgãos e serviços.

Porém, nem todos os servidores públicos estão sujeitos à declaração do seu património. A obrigatoriedade está para os titulares de cargos políticos providos por eleição ou nomeação; juízes e magistrados do Ministério Público sem excepção; gestores e responsáveis da Administração Central e Local do Estado; membros do Conselho de Administração do Banco de Moçambique; quadros de direcção da Autoridade Tributária; gestores do património público afecto às Forças Armadas e à Polícia, independentemente da sua qualidade; gestores e responsáveis dos institutos públicos, dos fundos ou funções públicas, das empresas públicas e os gestores públicos das empresas participadas pelo Estado e membros da Assembleia provincial.

Com o dispositivo legal surge a Comissão Central de Ética Pública (CCEP) que tem, dentre outras atribuições administrar o sistema de conflitos que doravante irão emergir.

A-propósito, juristas ouvidos pelo “Notícias” acreditam que as coisas podem mudar para o melhor. Todavia, apelam para que haja uma tomada de medidas concretas no capítulo da implementação e fiscalização da lei para que não seja mais um instrumento jurídico aprovado pela Assembleia da República.

Provisão de combustíveis: Governo afina regras

Provisão de combustíveis: Governo afina regras

Para o efeito, o Conselho de Ministros aprovou ontem, em Maputo, em mais uma sessão de trabalhos a revisão do decreto 63/2006, de 26 de Dezembro atinente a produção, distribuição e comercialização de combustíveis no país face as evoluções verificadas nos últimos tempos com a crise derivada da subida dos preços no mercado internacional.

`Verificamos que há algumas lacunas que não foram preenchidas. Neste sentido, vamos melhorar o controle das obrigações das operadoras que não podem, por exemplo, paralisar as actividades sem motivo plausível e esse motivo tem que ser aceite pela entidade licenciadora que é o Ministério da Energia´, disse a propósito o Ministro da Energia, Salvador Namburete.

Com base no mesmo dispositivo, a Importadora Moçambicana de Combustíveis (IMOPETRO) vai ser reformulada passando a ser detida em 51 por cento pela PETROMOC, a empresa de bandeira que opera no ramo e as restantes vão deter quotas em função da sua proporção no mercado.

Segundo o Ministro da Energia, trata-se dum processo que já estava em curso `porque estamos a viver numa crise desde 2005 e tudo isto exigiu a tomada destas medidas´.

`Neste incidente com o combustível, verificamos que também com a IMOPETRO organizada doutra maneira teríamos tido melhores condições de prevenir. Não podemos garantir, porém, que o combustível nunca mais vai ter problemas´, indicou.

Namburete garantiu, no entanto, que o combustível que circula neste momento é limpo e todo o que vai ser consumido até ao fim do ano já está no país e sem problemas.

`Continuamos a trabalhar com os especialistas e soubemos que a Tanzânia teve um problema idêntico recentemente e estamos a aprender com eles como lidaram com o assunto. Não adianta correr para resultados que não vão satisfazer. Estamos a reunir com as empresas, apreciar o que há e ainda não é conclusivo. Tal como decidimos no início, todos aqueles que sofreram o problema estão a ser devidamente atendidos e já há um número significativo de cerca de cinquenta viaturas que foram reparadas pelas gasolineiras as outras estão em processo´, acrescentou.

Do pacote de medidas adoptadas pelo Governo, os navios com combustíveis passam a ter prioridade de atracação nos portos nacionais para evitar ruptura de stocks e passa-se a proibir a construção de bombas de combustível debaixo de edifícios residenciais e noutras características em que a construção possa pôr em perigo a saúde a vida das pessoas e bens.

O abastecimento às plataformas, navios e outros equipamentos de pesquisa de recursos naturais nas nossas águas territoriais deve ser feito com recurso nas distribuidoras licenciadas no país.

O governo estendeu também o incentivo geográfico que permite a construção de bombas de combustíveis nos distritos não servidos, que devia terminar em 31 de Dezembro, foi estendido para permitir que todas as sedes distritais que não tem bombas possam beneficiar até 2014. Também foi alargado o período do incentivo geográfico para a instalação de bombas e de outras infra-estruturas de distribuição de gás natural em particular para viaturas.

Questionado sobre os resultados do inquérito em curso sobre o combustível impróprio que circulou no mercado em Outubro, Salvador Namburete deu conta que o problema é mais complexo do que parecia.

Ainda ontem o Executivo aprovou a estratégia Nacional de Mudanças Climáticas que visa estabelecer as directrizes de acção para criar a resiliência, incluindo a redução dos riscos climáticos, nas comunidades e na economia nacional e promover o desenvolvimento de baixo carbono e a economia verde, através da integração no processo de planificação sectorial e local.

Ainda ontem foi aprovada uma proposta de Lei que cria o serviço Nacional de Migração a ser submetido a Assembleia. O mesmo visa adequar a organização daqueles serviços a conjuntura actual.

Aterro sanitário será construído para as cidades Maputo e Matola

Aterro sanitário será construído para as cidades Maputo e Matola
Os conselhos municipais de Maputo e Matola rubricaram, ontem, um acordo de construção de um aterro sanitário para a gestão de lixo nas duas cidades. O mesmo será construído no município da Matola. O acordo foi rubricado pelos respectivos presidentes dos municípios, nomeadamente, David Simango, de Maputo, e Arão Nhancale, de Maputo.

Ainda sem datas concretas para o arranque das obras, o aterro será construído na zona de Matlhemele, cerca de quarenta quilómetros da cidade de Maputo. O mesmo vai ocupar 100 hectares de terra e está avaliado em 50 milhões de dólares, que poderão ser financiados pela Coreia do Sul.

No aterro, serão depositados todos os resíduos sólidos domésticos, comerciais, de serviços de saúde, da indústria de construção, produzidos nas cidades de Maputo e Matola, para posterior tratamento e aproveitamento económico.

“O lixo é dinheiro. temos que aproveitar estes resíduos para a produção de fertilizantes como adubos, energia, entre outros recursos importantes. Temos que fazer dinheiro, é isto que nós esperamos deste aterro”, disse Arão Nhancale, presidente do município da Matola.

Maputo e Matola com novas tarifas de transportes a partir de hoje

Maputo e Matola com novas tarifas de transportes a partir de hoje

As cidades de Maputo e Matola passam, a partir de hoje, a ter novas tarifas de transportes públicos. Os novos preços abrangem as carreiras normais dos transportes públicos urbanos e dos transportes semi-colectivos de passageiros, mais conhecidos por “Chapa 100”.

Aprovadas na última semana de Outubro, as tarifas passam de 5 meticais para 7 meticais nos transportes públicos, de 5 para 7.5 e de 7.5 para 9 meticais, no caso de  transportes semi-colectivos de passageiros em distâncias inferiores a 10 km e superiores a 10 km, respectivamente.

O vereador dos Transportes ao nível do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, João Matlombe, diz que esta revisão visa essencialmente continuar a estimular o sector privado para continuar a fazer investimentos e, por outro lado, garantir que a empresa pública, que hoje tem mais de 250 autocarros, possa dispor da sua frota total, aumentando a receita.

O encurtamento de rotas é um dos grandes problemas. Para Matlombe, “o compromisso é garantir que os operadores cumpram as rotas e a polícia está orientada para garantir uma total fiscalização e isenção. Mas o maior fiscalizador é o passageiro, que não deve aceitar pagar duas vezes antes de chegar ao seu destino”, explicou à Rádio Moçambique.

O presidente do Município de Maputo, David Simango, vê na revisão das tarifas dos transportes públicos e semi-colectivos uma forma de resgatar o sistema que se encontra em colapso e tirar os munícipes do sofrimento da falta de transporte.

Reabilitação da estrada para Nkobe arranca este ano

Reabilitação da estrada para Nkobe arranca este ano

O presidente do Conselho Municipal da Matola, Arão Nhancale, convocou, ontem, a comunicação social para anunciar o arranque das obras de reabilitação da via mais conhecida por Quilómetro 15 – Nkobe, na Machava, uma via que liga vários bairros de expansão na Matola, província de Maputo.

As obras estão avaliadas em vinte e quatro milhões de meticais e espera-se que as mesmas estejam concluídas em quatro meses. As obras, conforme explicou o presidente do município da Matola, Arão Nhancale, vão consistir na eliminação de passagens molhadas, colocação de argolas de circulação subterrânea das águas, para permitir que os carros circulem numa situação plana.

Para facilitar a circulação normal de veículos durante as obras, o Município vai definir uma via alternativa.

UEM eleita melhor marca universitária

UEM eleita melhor marca universitária

Para o Reitor daquela universidade, Orlando Quilambo, este acto representa um grandioso orgulho não somente para a instituição que dirige, como também para todos os moçambicanos que participam no brioso trabalho da Universidade Eduardo Mondlane, ao mesmo tempo que depositam confiança, o que faz com que ela tenha sempre um desempenho positivo.

Aliás, o facto de a UEM ser eleita, pela segunda vez consecutiva, melhor marca do Ensino Superior em Moçambique traduz essa aspiração: confiança e qualidade desempenhada por todos os profissionais e colaboradores a ela ligados.

Orlando Quilambo garantiu que a instituição por si dirigida vai continuar a envidar esforços no sentido de honrar a confiança que se deposita nela, dando sempre o melhor para o público, não somente em termos de ensino, como também de pesquisa científica, emprestando o seu saber técnico e científico em prol do desenvolvimento de Moçambique nos seus diversos domínios.

“Numa altura em que se celebra os 50 anos da Universidade em Moçambique, esta eleição constitui o maior presente para todos os que contribuíram para a edificação”, sublinha Orlando Quilambo.

Refira-se que a Universidade Eduardo Mondlane comporta, actualmente, 11 faculdades e seis escolas localizadas em Maputo e províncias, com cerca de 31 mil estudantes, entre licenciaturas, mestrados e doutoramentos em diversas áreas do saber científico.

Maputo: Militares vendiam armas

Maputo: Militares vendiam armas
Trata-se de A. Francisco, de 29 anos de idade, M. Kunamende, 42, e I. Naveta, 29, afectos a duas diferentes unidades das FADM na cidade e província de Maputo, e F. João, de 28 anos, comprador de uma das armas do tipo AKM.

Segundo Orlando Mudumane, porta-voz da Polícia no Comando da Cidade, os detidos vendiam as armas em causa no valor de 23 mil meticais cada. Uma delas terá sido recuperada no distrito na Macia, em Bilene, província de Gaza, já nas mãos de um comprador ainda a monte.

“São membros das Forças Armadas e com alguns anos na área de Defesa que se aproveitavam das suas posições para adquirir e vender armas a meliantes, sendo que depois eram usadas para o cometimento de crimes”, disse.

Tal como conta a nossa fonte, a detenção dos meliantes resultou de denúncias paralelamente a um trabalho de investigação levado a cabo pela corporação para desmantelar a quadrilha e recuperar o armamento.

“A Polícia tinha conhecimento do “modus operandi” da quadrilha e levou a cabo uma operação no bairro do Alto Maé com vista a impedir que mais armas parassem nas mãos de bandidos. Foi neste exercício que se deteve o quarteto tentando efectuar mais uma transacção”, explicou.

Questionado sobre a frequência com que estes casos acontecem, Mudumane disse tratar-se de casos isolados em que agentes com o dever de proteger a sociedade são quem abre campo para a criminalidade.“Casos desta natureza que chegam ao conhecimento da Polícia são muito poucos. São pessoas que fizeram uso da sua posição e facilidade de adquirir armas para tirar benefícios, e pensamos que não deviam fazer parte desta força” concluiu.

MFW prepara semana de moda

MFW prepara semana de moda

Para a presente edição, o MFW dará continuidade a duas vertentes introduzidas na edição passada, o Mozambeat (um desafio lançado aos DJ’s moçambicanos para criação de músicas dirigidas exclusivamente para o evento) e MFW School (um concurso para jovens estudantes que têm como sonho ser estilistas).
Para a primeira vertente, esta edição conta com alguns dos Dj’s de renome na praça, nomeadamente Dj Wireless, Dj Cidinho, Dj Celsinho, Dj Júnior, Dj Bucho e Dj Serito, que irão tocar nos “After Partys” do Vodacom MFW 2012, culminando com produção de um CD contendo as músicas dos Dj’s vencedores. 
Já para a segunda vertente os participantes irão beneficiar de uma sessão de formação com estilistas estabelecidos, recebendo o grande vencedor valiosos prémios.
Vodacom Mozambique Fashion Week contará com a presença de vários estilistas nacionais desde young designers e estabelecidos. Contará também com estilistas pan-africanos e ainda com a presença de Fátima Lopes, uma das maiores estilistas portuguesas de todos os tempos, com mais de 18 anos de carreira, que este ano desfilou as suas propostas Outono/Inverno 2012/13 na moda de Paris que irá presentear o público moçambicano com as mesmas.

Distrito do Ile: Água potável para sete mil pessoas

Distrito do Ile: Água potável para sete mil pessoas
A nova rede de distribuição que tem um período útil de vida de vinte anos compreende duzentas ligações domiciliárias, sete fontenários públicos e tem por objectivo melhorar o abastecimento de água às comunidades de forma a reduzir as distâncias entre as fontes de água ao consumidor, melhoria das condições sanitárias, reforçar a capacidade de captação com bombas e limpeza.

A nova rede ainda não foi inaugurada mas os ensaios feitos na presença do ministro das Obras Públicas e Habitação, Candmiel Mutemba, que há dias trabalhou naquele distrito confirmaram haver água de qualidade e com bastante pressão. Aliás, o empreiteiro terá de fazer com urgência algumas intervenções uma vez que o ensaio feito arrebentou em alguns pontos a tubagem adutora.

Entretanto, o ministro Candmiel Mutemba orientou o governo distrital para encontrar um gestor do sistema de abastecimento de água naquela região por forma a rentabilizar a rede. Um dos grandes problemas que os pequenos sistemas de abastecimento de água têm enfrentado é a fuga de responsabilidade quando as agências do governo controlam os sistemas, dai que o ministro do pelouro das Obras Públicas e Habitação tenha insistido muito para se lançar um concurso para apurar um gestor sério e responsável. Segundo ainda o ministro, o Estado tem vindo a investir muito na reabilitação desses sistemas, mas em pouco tempo ficam inoperacionais por falta de mecanismos concretos de controlo e gestão.

Os residentes de Errego manifestaram-se satisfeitos, uma vez que o sofrimento que tinham de percorrer longas distâncias para buscar água nos riachos que atravessam a vila passou para a história. Marta Pinto é residente de Errego e afirma que o sistema ora construído poderá trazer muitas vantagens, uma vez que no passado as mulheres, principalmente, sofriam muito pois tinham que percorrer longas distâncias à busca de  água nos rios para as necessidades diárias. Agora, segundo ela,  as mulheres passaram a ter mais tempo para cuidar das suas famílias.

Outros residentes entendem que o governo deve mobilizar mais fundos para reabilitar o anterior sistema que está inoperacional por forma que haja sempre alternativas quando o novo ti esforço do executivo na criação de condições para o abastecimento de água.

O Pequeno sistema de abastecimento de água da vila sede distrital de Errego faz parte de outros dez que se encontram num estado obsoleto e inoperacionais nas sedes distritais de Alto Molócuè, Maganja da Costa, Morrumbala, Pebane, Gilé, Milange, Chinde, Namacurra e Nicoadala. Até ao presente momento, apenas dois, o de Mopeia e Ile é que se beneficiaram de reabilitação.

Mais de 200 automobilistas proibidos de conduzir na Beira

Mais de 200 automobilistas proibidos de conduzir na Beira
Falando há dias à Reportagem da nossa Delegação da Beira, o delegado provincial do Instituto Nacional de Transportes Terrestres (INATER), Joaquim Chiro acrescentou que além da retenção das respectivas cartas de condução os referidos infractores estão ainda sujeitos a pagar pesadas multas por transgressão do Código de Estrada.

Trata-se, conforme soubemos junto da nossa fonte, de uma medida preventiva dos eventuais casos de acidentes de viação que, diariamente, provocam luto, mutilam vidas humanas e provocam avultados danos materiais.

Com efeito, equipas multissectoriais da Polícia de Trânsito, INATER e dos Transportes e Comunicações desdobram-se, em Sofala, nas operações de fiscalização rodoviária.

A medida visa essencialmente consolidar a educação pública, mormente no seio dos automobilistas e beneficia igualmente aos peões na travessia de passarelas incluindo alunos de diferentes estabelecimentos localizados nas bermas das principais vias.

Para Chiro, a província de Sofala conta com os chamados pontos-negros, ou seja, locais que ciclicamente ocorrem acidentes de viação como nas cidades da Beira e Dondo, zonas de Muxúnguè, Gorongosa e Nhamatanda.

 O facto acontece fundamentalmente ao longo das Estradas Nacionais números Seis (N6), entre a vila fronteiriça de Machipanda e cidade portuária da Beira, e Um (N1) que liga o país do Rovuma ao Maputo.

AT e RM lançam “ABC da fiscalidade”

AT e RM lançam “ABC da fiscalidade”

Segundo Raimundo Mapanzene, Director de Comunicação e Imagem da AT, o programa irá difundir matérias básicas sobre o Sistema Tributário em língua portuguesa, na antena nacional, e em pelo menos seis línguas nacionais, mais faladas nas três zonas do país, nas respectivas rádios comunitárias locais.

Na mesma ocasião, será inaugurado naquele distrito de 382 mil habitantes um posto de cobrança da AT, num acto a ser dirigido pelo Presidente da AT, Rosário Fernandes. Estima-se que aquele posto arrecade receitas de cerca de 2.5 milhões de Meticais por ano.

Mineiro moçambicano morto na RAS

Mineiro moçambicano morto na RAS

A Coronel, Ronel Otto, Porta-voz da Polícia sul-africana, referiu que tudo indica que a vítima terá sido assassinada por um grupo de colegas grevistas que atacaram igualmente outros mineiros que se têm apresentado ao trabalho desde o início da paralisação daquela mina. O mineiro morto, de 56 anos, cuja identificação não será tornada pública até a família ser notificada, foi morto na noite de segunda-feira, quando regressava a casa depois de mais uma jornada de trabalho na mina.

Crédito malparado aumenta em Moçambique

Crédito malparado aumenta em Moçambique

O crédito malparado aumentou para 3,5 por cento, revelam dados divulgados, Terça-feira (13), em Maputo, pelo Administrador do Banco Central, Valdemar de Sousa, em conferência de imprensa sobre a conjuntura económica e perspectiva de inflação em Moçambique.

Na ocasião, o interlocutor sublinhou que não existem motivos para alarme, porque estes níveis de crédito malparado ainda são sustentáveis.

Em 2009, o nível de crédito malparado era de 1,8 por cento, tendo aumentado no ano seguinte para 1,9 por cento. Em 2011 o mesmo cresceu para 2,6 por cento, em Junho voltou a aumentar para 3,2 e em Setembro situou-se em 3,5 por cento.

“O crédito malparado tem uma tendência de crescimento, mas não há motivos para alarme porque o crédito malparado não está a crescer descontroladamente. Os 3,5 por cento mantêm-se a um nível que nos dá uma margem de cautela e prudência do ponto de vista de crédito que é disponibilizado pelo sistema à sua clientela”, disse Sousa.

O Administrador explica que este crescimento justifica-se pelo facto de em 2009, na sequência da crise financeira internacional, o Governo ter autorizado a expansão de crédito à economia para amortizar os efeitos da crise no país.

“As empresas têm maior crédito bancário no país e, por conseguinte, são as que mais se encontram em situação de inadimplência, portanto não cumprem com os planos de pagamento das dívidas. A crise financeira poderá ter contribuído para está situação”, disse.

Segundo Sousa, “é preciso contextualizar esta situação. Quando eclodiu a crise em 2007 e se agravou em 2008, o Banco de Moçambique decidiu tolerar a abertura de concessão de maior crédito a economia para amortizar os efeitos da crise, também porque com a crise as fontes de financiamento estão a fechar, daí esta situação”.

Dados do Banco de Moçambique, citados no relatório da conjuntura económica e perspectivas de inflação, divulgado em Outubro último, referem que até 31 de Agosto do corrente ano o endividamento do sector privado junto do sistema bancário nacional foi de 106.211,8 milhões de meticais (um dólar equivale a 29,5 meticais ao câmbio actual).

Estes números equivalem a uma expansão bimensal de 3.265 milhões de meticais (3,2 por cento). Enquanto isso, em termos acumulados e anuais, a referida expansão foi de 8,1 por cento e 10,3 por cento, respectivamente.

A evolução anual do crédito à economia resultou do incremento tanto da componente em moeda nacional, bem como da moeda estrangeira, que contribuiu com uma maior fatia.

Esta última foi determinada pelo financiamento para as importações e o efeito da depreciação do metical face ao dólar americano.

Fraca oferta de produtos alimentares vai acelerar inflação neste último trimestre

Fraca oferta de produtos alimentares vai acelerar inflação neste último trimestre

O Banco de Moçambique prevê que neste último trimestre a aceleração da inflação seja inevitável devido à evolução de preços de diversos produtos alimentares. Porém, trata-se de um aspecto característico e típico deste período porque há fraca oferta interna de legumes e vegetais e, em contrapartida, há aumento da procura do amendoim e do milho para fazer face a primeira época da sementeira e também verifica-se uma maior procura de divisas.

O administrador Banco Central, Valdemar Sousa, disse, esta terça-feira (13), à Imprensa, em Maputo, que neste quarto trimestre os principais determinantes da inflação são a depreciação do metical face ao dólar dos Estados Unidos da América (EUA) e o rand. Estes factores reflectem-se nos preços dos produtos importados, com realce para os alimentos e apara quadra festiva que é caracterizada pela maior procura de bens e serviços.

Os outros factores que concorrem para esta tendência, de acordo com Valdemar Sousa, são a fragilidade da economia mundial, o baixo crescimento do mercado financeiro mundial, a timidez na recuperação da economia dos EUA, a desaceleração económica na zona euro e a moderação do investimento económico nas economias emergentes.

O administrador realçou que “no segundo semestre de 2012, Moçambique cresceu em 8,0 por cento, contra 6,3 do semestre precedente, impulsionado pelo bom desempenho da indústria transformadora e o sector de transportes e comunicações, bem como pelo aumento da exploração e exportação dos recursos minerais, com destaque para o carvão”.

A tendência da redução dos preços das matérias-primas e de produtos energéticos no mercado internacional reflectiram se, segundo Sousa, na generalidade na desaceleração da inflação das economias na região da SADC, com a excepção da economia do Malawi, por causa da subida dos preços da classe de bens alimentares, aliado ao impacto da desvalorização da moeda sobre os custos de importação de alimentos.

Plantio de 600 mil espécies exóticas garante produção de carvão vegetal

Plantio de 600 mil espécies exóticas garante produção de carvão vegetal

Três distritos de Sofala, nomeadamente Dondo, Muanza e Nhamatanda, foram escolhidos para o projecto piloto de plantio, de forma escalonada, de 600 mil espécies florestais exóticas para a produção de carvão vegetal, em grande escala, sem danos ao meio ambiente.

O empreendimento é liderado pela Associação Para o Desenvolvimento Sustentável (ABIODES-BIOMASSA) sediada em Sofala, onde, desde 2010, fornece plantas e apoia aos mais de cinco mil dos 40 mil camponeses previstos no programa quatrienal.

As espécies exóticas florestais foram escolhidas para servir de matéria-prima para a produção de carvão vegetal pelo facto de serem sustentáveis.

Caracterizam-se pelo rápido crescimento, ocorrendo o seu desenvolvimento em quatro anos. Tal medida poderá, segundo os proponentes do projecto, minorar, a médio prazo, o abate desenfreado de árvores nas florestas dos três distritos abrangidos pelo programa.

O carvão vegetal, que posteriormente será comercializado pelo projecto no mercado da província de Sofala, será produzido numa fabriqueta móvel, cuja montagem está prevista para Junho do próximo ano.

Segundo o “Diário de Moçambique”, Domingos Simbe, supervisor de campo do projecto ABIODES-BIOMASSA, revelou que as plantas exóticas entregues gratuitamente aos camponeses e alguns carvoeiros, são usadas de forma escalonada em solos marginais e sem fertilidade para produção de alimentos.

Neste momento, segundo a fonte do DM, estão abrangidos cinco mil dos 40 mil camponeses previstos, os quais, dentro de três anos, poderão iniciar o abate das referidas árvores.

Sessenta por cento destas serão vendidas ao projecto e o restante 40 por cento para o seu uso pessoal, podendo ser matéria-prima para carvão vegetal e construção de habitações.

“Aquele camponês que cuidar bem das árvores pode, em aproximadamente quatro anos, possuir árvores prontas para o abate. Este projecto é como um dinheiro guardado no banco” – disse Domingos Simbe.

Benefícios ambientais do projecto

Convidado a pronunciar-se sobre os benefícios ambientais do projecto, o entrevistado do DM afirmou que o programa foi desenhado para evitar o abate indiscriminado de árvores por parte dos camponeses, para além de que as referidas plantas propiciam a queda de chuvas.

“As árvores exóticas têm efeito muito benéfico para os solos, pois algumas delas têm a capacidade de repor o nitrogénio, ou seja, adubam os solos. As árvores têm ainda o sistema radicular que no lugar de tornar os solos duros, afofam a terra e à medida em que o camponês fará o abate das árvores ficará com os solos férteis em terra onde anteriormente tinha abandonado” – explicou Domingos Simbe.

“Como disse, por se tratar de áreas criadas pelos camponeses, haverá espaço para a selecção de árvores para o abate” – indicou o nosso entrevistado.

Segundo ainda o “Diário de Moçambique”, o projecto também trabalhará com o eucalipto. O coordenador do projecto ABIODES-BIOMASSA, Henderson Maposa, disse, por seu turno, que “no total, queremos, numa primeira fase, colocar no solo 600 mil plantas, numa área de 500 hectares, isto até 2014”.

Em elaboração plano-director do Porto de Pemba

Em elaboração plano-director do Porto de Pemba

A empresa pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) está a elaborar um plano-director para o Porto de Pemba, em Cabo Delgado, para manusear cerca de 1,2 milhão de toneladas/ano de carga para exploração de gás natural a ser produzido, a partir de 2018, na bacia do Rio Rovuma, mais concretamente no distrito de Palma.

O plano está a ser elaborado depois da descoberta, de 2010 a 2011, de entre 33 e 38 triliões de pés cúbicos de gás natural naquela região pelas companhias petrolíferas multinacionais Anadarko Petroleum e ENI, segundo Adelino Mesquita, administrador executivo da empresa CFM, acrescentando que a elaboração do plano está a ser feita em colaboração com “parceiros estratégicos” que não especificou.

Entre vários itens a serem preenchidos no referido plano-director figuram a definição clara do papel da empresa CFM na logística da venda de gás de Palma, dentro e fora do país, o tipo de preparativos necessários para o Porto de Pemba para receber o gás das plataformas para ser exportado e para o tráfego de gás ao longo da costa marítima moçambicana e ainda os volumes de exportação do produto que podem atingir os 50 milhões de toneladas/ano, “dependendo, evidentemente, dos planos dos produtores de gás e da evolução do mercado global de gás”, enfatizou Mesquita.

O director executivo dos CFM falava semana finda durante a terceira conferência internacional e exposição da Associação dos Caminhos de Ferro da África Austral (SARA), que terminou na última quinta-feira, em Maputo.

Participaram no evento representantes de empresas dos caminhos de ferro da África Austral, particularmente.

No documento será definido claramente o papel dos CFM na logística das outras indústrias/mega projectos relacionados com gás, como a empresa planeia suportar o fornecimento dos insumos e a exportação dos produtos da exploração de gás e como é que as percentagens das vendas serão colocadas no mercado local e regional e como responder à necessidade de frotas ferroviárias específicas para este tráfego especializado e ainda as datas do início das operações das indústrias a surgirem com a produção do gás natural, em Cabo Delgado, para se poder determinar as acções que os CFM precisam de realizar para corresponder às necessidades dessas mesmas indústrias.

Mesquita enfatizou ainda na sua apresentação que “tudo isto é crucial para planificar os terminais portuários onde o gás vai ser necessário”, e acrescentou que haverá pequenas centrais de geração de energia à gás e consumo doméstico de gás que poderão necessitar deste recurso nos portos de cabotagem, devendo a empresa CFM, em parceria com os sectores público e privado, responder às necessidades com infra-estruturas apropriadas.

Inhambane: População come raízes silvestres devido à fome

Inhambane: População come raízes silvestres devido à fome
A situação é de tal sorte grave que se medidas não forem tomadas a tempo, nos próximos dias será notícia a morte de pessoas devido à fome em Funhalouro. O discurso do Governo local está virado ao incentivo da população a aproveitar as zonas baixas ou as margens dos rios para a segunda época agrícola. Só que os rios são periódicos e a água corre só quando chove.

A nossa fonte esteve em Funhalouro e testemunhou o drama da população local, tendo inclusive conversado com alguns habitantes.

Luís Matango, 43 anos,juntamente com os seus três filhos vão todos os dias à procura de raízes de `Chikutsi´ (planta que produz um tubérculo pequeno) para aliviar a fome.

`Na machamba não produzimos devido às temperaturas altas que se fazem sentir nos últimos dias. Sem dinheiro e comida temos como alternativa raízes silvestres´.

Maria Gonçalves, de 32 anos de idade, disse a nossa fonte que este ano mandou voltar os seus dois filhos da escola devido à fome.

`Os meus filhos estavam a estudar na Massinga mas devido a fome mandei os voltar para virem me ajudar a cavar raízes de `Chikutsi´ e também para apanhar frutos silvestres para ver se podemos sobreviver´.

O distrito de Funhalouro tem cerca de 38 mil habitantes, segundo o Censo 2007, e é ciclicamente assolado por efeitos combinados de chuva e seca, enfrentando problema de défice alimentar, na sequência da perda da maior parte das culturas. Em função desta situação, já se fala de migração de famílias para outras regiões em busca de alimentos.

Algumas pessoas que se vêem privadas de migrarem alimentam-se de frutos silvestres e, como consequência disso, se reportam sinais de mal-nutrição em crianças e mulheres grávidas. A agricultura não dá muitos resultados. Este ano a fome levou à desistência de vários alunos do sistema de alfabetização e educação de adultos.

Segundo ficámos a saber, devido à seca que assola aquele distrito o gado está a ter poucas hipóteses de sobrevivência nos últimos meses. O gado está a morrer devido à falta de campos de pastagem.

Provisão de combustíveis: Governo afina regras

Provisão de combustíveis: Governo afina regras

Para o efeito, o Conselho de Ministros aprovou ontem, em Maputo, em mais uma sessão de trabalhos a revisão do decreto 63/2006, de 26 de Dezembro atinente a produção, distribuição e comercialização de combustíveis no país face as evoluções verificadas nos últimos tempos com a crise derivada da subida dos preços no mercado internacional.

“Verificamos que há algumas lacunas que não foram preenchidas. Neste sentido, vamos melhorar o controle das obrigações das operadoras que não podem, por exemplo, paralisar as actividades sem motivo plausível e esse motivo tem que ser aceite pela entidade licenciadora que é o Ministério da Energia”, disse a propósito o Ministro da Energia, Salvador Namburete.

Com base no mesmo dispositivo, a Importadora Moçambicana de Combustíveis (IMOPETRO) vai ser reformulada passando a ser detida em 51 por cento pela PETROMOC, a empresa de bandeira que opera no ramo e as restantes vão deter quotas em função da sua proporção no mercado.

Segundo o Ministro da Energia, trata-se dum processo que já estava em curso “porque estamos a viver numa crise desde 2005 e tudo isto exigiu a tomada destas medidas”.

“Neste incidente com o combustível, verificamos que também com a IMOPETRO organizada doutra maneira teríamos tido melhores condições de prevenir. Não podemos garantir, porém, que o combustível nunca mais vai ter problemas”, indicou.

Namburete garantiu, no entanto, que o combustível que circula neste momento é limpo e todo o que vai ser consumido até ao fim do ano já está no país e sem problemas.

“Continuamos a trabalhar com os especialistas e soubemos que a Tanzânia teve um problema idêntico recentemente e estamos a aprender com eles como lidaram com o assunto. Não adianta correr para resultados que não vão satisfazer. Estamos a reunir com as empresas, apreciar o que há e ainda não é conclusivo. Tal como decidimos no início, todos aqueles que sofreram o problema estão a ser devidamente atendidos e já há um número significativo de cerca de cinquenta viaturas que foram reparadas pelas gasolineiras as outras estão em processo”, acrescentou.

Do pacote de medidas adoptadas pelo Governo, os navios com combustíveis passam a ter prioridade de atracação nos portos nacionais para evitar ruptura de stocks e passa-se a proibir a construção de bombas de combustível debaixo de edifícios residenciais e noutras características em que a construção possa pôr em perigo a saúde a vida das pessoas e bens.

O abastecimento às plataformas, navios e outros equipamentos de pesquisa de recursos naturais nas nossas águas territoriais deve ser feito com recurso nas distribuidoras licenciadas no país.

O governo estendeu também o incentivo geográfico que permite a construção de bombas de combustíveis nos distritos não servidos, que devia terminar em 31 de Dezembro, foi estendido para permitir que todas as sedes distritais que não tem bombas possam beneficiar até 2014. Também foi alargado o período do incentivo geográfico para a instalação de bombas e de outras infra-estruturas de distribuição de gás natural em particular para viaturas.

Questionado sobre os resultados do inquérito em curso sobre o combustível impróprio que circulou no mercado em Outubro, Salvador Namburete deu conta que o problema é mais complexo do que parecia.

Ainda ontem o Executivo aprovou a estratégia Nacional de Mudanças Climáticas que visa estabelecer as directrizes de acção para criar a resiliência, incluindo a redução dos riscos climáticos, nas comunidades e na economia nacional e promover o desenvolvimento de baixo carbono e a economia verde, através da integração no processo de planificação sectorial e local.

Ainda ontem foi aprovada uma proposta de Lei que cria o serviço Nacional de Migração a ser submetido a Assembleia. O mesmo visa adequar a organização daqueles serviços a conjuntura actual.

Bebé morre após ser deixado no congelador pela mãe

A mãe de um bebê que foi encontrado morto no congelador de sua casa foi presa nesta segunda-feira (12) sem fiança por ordem de um tribunal de uma cidade do sul da Espanha, acusada de assassinar seu filho, informaram à “Agência Efe” fontes judiciais.
Bebé morre após ser deixado no congelador pela mãe

A acusada, cuja identidade não foi revelada, foi detida depois que no dia 9 encontraram o cadáver de seu bebê no congelador de sua casa na cidade de Pilas, na província de Sevilha.

O tribunal da cidade vizinha de Sanlúcar la Mayor ordenou a prisão sem fiança para a ré, a quem se a acusa de assassinato com aleivosia.

A mulher admitiu ser a mãe do bebê morto, segundo disse à Efe Jesús María Sánchez, prefeito de Pilas, onde viviam a mulher com seu marido e seus dois outros filhos.

A autópsia da criança e as provas de DNA determinarão as circunstâncias da morte e confirmarão a relação da mulher com o bebê já que, segundo o prefeito, o marido da acusada não sabia que ela estava grávida.

O marido encontrou o cadáver do bebê no congelador enquanto limpava a casa, e em seguida chamou seu irmão, bombeiro, que foi para casa acompanhado de outros soldados do corpo de bombeiros.

Eles alertaram a polícia local, cujos agentes foram buscar a mulher em seu local de trabalho e a levaram para casa, relatou o prefeito.

Sánchez afirmou que o marido da mulher está muito abalado pelos fatos assim como os habitantes da cidade e seus dois outros filhos, de 14 e 10 anos, a quem foi oferecido apoio psicológico. 

Encurtamento de rotas poderá precipitar manifestações populares

O desentendimento entre os munícipes e autoridades municipais em relação à questão dos transportes semi-colectivos de passageiros ainda está longe de ser resolvido. E a partir de amanhã, quinta-feira, a tarifa dos transportes semi-colectivos será agravada.

Encurtamento de rotas poderá precipitar manifestações populares
Mas os verdadeiros problemas prevalecem e estão longe de serem resolvidos,a falta dos transportes enquanto unidades de autocarros e a questão de desvio e encurtamentos de rotas.

O facto é que durante suas reuniões os municípios de Maputo e Matola abordaram apenas questões relativas ao agravamento das tarifas e não apresentaram planos concretos para minimizar ou mesmo resolver definitivamente a questão dos encurtamentos de rotas.

Com esta situação, para além de ter que pagar pelo preço agravado os passageiros terão ainda que enfrentar encurtamentos e desvios de rotas, sob olhar impávido das autoridades.

O que se ouve nas conversas de rua é que a população considera que o verdadeiro problema não reside na dificuldade de ter que pagar os preços agravados, mas sim com a questão dos encurtamentos de rotas e falta de meios de transportes. Depois de terem impedido, por duas vezes (05 de Fevereiro de 2008 e 1 e 2 de Setembro de 2010) o agravamento da tarifa de `chapas´, muitos munícipes admitem a possibilidade aceitarem, sem dificuldades, os novos preços. Mas as fontes aventam a possibilidade de haver um levantamento propriamente em contestação aos encurtamentos de rotas.

Durante suas reuniões com vista a debater a situação dos `chapas´ os dois municípios não abordaram questões relacionadas com encurtamento de rotas, situação que poderá contribuir para a prevalência destes actos por parte dos `chapeiros´. Tudo indica que os dois municípios já não têm ideias para resolver a questão dos transportes.

Por reconhecer a sensibilidade do assunto, quando se trata da subida dos preços de `chapas´, a Polícia da República de Moçambique (PRM) em parcerias com a Polícia Municipal montarão a partir de amanhã nalgumas zonas batalhões policiais para responderem quaisquer eventuais casos de manifestações populares. Falando à Imprensa, há dias durante o anúncio da data para entrada em vigor da nova tarifa, António Espada, comandante da Polícia Municipal, garantiu que os referidos batalhões serão colocados nos locais considerados como principais focos de manifestações complicados, nomeadamente a rotunda de Missão Roque, no mercado Benfica, na paragem do terminal de semi-colectivos, no bairro Zona Verde, no bairro do Jardim ao longo da Estrada Nacional nº1; na zona do Estádio da Machava, concretamente no cruzamento entre Av. 4 de Outubro e Eduardo Mondlane; na `Junta´, terminal de transportes inter-provinciais, entre outros lugares.

`O desejo é que não haja desordem, pois a Polícia da República de Moçambique, em coordenação com a Polícia Municipal, estará preparada para responder à qualquer situação. Vamos distribuir panfletos para que os munícipes saibam o que está a acontecer e o que devem fazer. Os passageiros só devem pagar quando chegarem ao destino´, prometeu.

Refira-se que a nova tarifa aprovada há dias pelo Conselho Municipal de Maputo e Matola estabelece que os novos preços serão de 7 e 9 meticais contra os actuais 5 e 7,5 meticais cobrados.

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