No distrito do Bilene, província de Gaza, a polícia acaba de neutralizar três quadrilhas de supostos criminosos que aterrorizavam populares na região.
Uma das quadrilhas e composta por uma casal cujo homem dedicava-se à venda de falsos bilhetes da Associação dos Transportadores da província de Gaza, ASTROGAZA, aos transportadores que fazem a rota Moçambique-África do Sul, enquanto a esposa fazia se passar por uma juíza que, a coberto da falsa função, extorquía dinheiro a pessoas com familiares detidos.
O outro jovem foi interpelado pela policia quando tentava vender uma pistola alegadamente a mando do seu amigo.
A última quadrilha caiu nas mãos da polícia quando viajava até à vila de Massinga, já na província de Inhambane, para vender material roubado no sistema de painéis solares da empresa de telefonia móvel, Movitel.
O defesa da selecção moçambicana, Miro, salientou sábado, em Benguela, que o apuramento inédito dos Mambas para a fase final do CHAN2014 é um sinal do excelente trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na equipa.
Falando à Angop, após o jogo em que Moçambique empatou, por 1-1, com Angola, resultado com o qual garantiu a qualificação, o jogador da Liga Muçulmana elogiou o conjunto por ter correspondido ao adequado trabalho técnico feito pelo seleccionador.
«Já sabíamos de antemão o que iríamos fazer, uma vez que estávamos perante um adversário a jogar em casa», frisou, sublinhando que a presença no CHAN é uma conquista que orgulha os moçambicanos e é fruto da confiança do grupo.
Reconhecendo que, apesar da desvantagem, Angola disputou a eliminatória até ao fim, Miro disse que agora resta continuar a trabalhar para preparar convenientemente a participação dos Mambas na prova.
Manifestou confiança de que a selecção de Moçambique conseguirá uma participação exemplar na 3ª edição da Taça CHAN, que a África do Sul vai organizar em Janeiro de 2014.
Sábado, após o empate, jogadores e equipa técnica dos Mambas dirigiram-se ao Hotel Luso num ambiente de festa.
A primeira edição do CHAN disputou-se em 2009, por oito equipas divididas em dois grupos: Senegal, Costa do Marfim (país anfitrião), Tanzânia, Zâmbia, Gana, Líbia, RD Congo (vencedor) e o Zimbabwe.
O Sudão foi palco da 2ª edição, da qual participaram 16 selecções. Angola sagrou-se vice-campeã, após perder na final frente à Tunísia, por 0-3, no Estádio de El Merreikh, em Omdurman, nos arredores de Cartum, capital sudanesa.
O CHAN é reservado a jogadores dos campeonatos africanos, o que exclui todas as grandes vedetas que alinham nas ligas europeias e asiáticas.
O primeiro-ministro do Iémen, Mohammed Salem Basindwa, sobreviveu este sábado a uma tentativa de assassinato na capital do país, Sanaa, revelou um conselheiro do governante.
Um grupo de homens armados abriu fogo sobre a caravana em que seguia Basindwa, pondo-se de seguida em fuga. De acordo com Ali al-Sarari, conselheiro do primeiro-ministro, ninguém ficou ferido no ataque.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou em discurso à nação que vai pedir autorização ao Congresso norte-americano para realizar uma ação militar contra alvos sírios.
Obama defende que «as atrocidades» do regime de Bashar al-Assad «têm de ser confrontadas e não apenas investigadas», em resposta ao envio por parte das Nações Unidas de uma equipa de inspetores para Damasco.
O governo norte-americano diz ter em sua posse documentos que mostram que um ataque com armas químicas levado a cabo pelo regime sírio matou mais de 1400 pessoas a 21 de agosto.
«Este ataque é um atentado à dignidade humana. É tambem uma ameaça à nossa segurança nacional», disse Obama.
Esta intervenção militar assume características especiais: segundo Obama, será feita «à medida» e «sem tropas no terreno». Poderá levar vários dias até que a ação militar comece, uma vez que o Congresso só voltará a reunir-se a 9 de setembro.
Como chefe das forças armadas, Obama tem o poder de ordenar um ataque militar, mas o presidente diz ser necessário haver um debate nacional sobre esta matéria.
«Sei que estamos cansados de guerra, mas somos os Estados Unidos da América, e não podemos virar as costas ao que se passa em Damasco», salientou o presidente.
A Agência de Segurança norte-americana (NSA) espiou durante vários anos a cadeia árabe de notícias Al Jazeera, de acordo com documentos a que o diário alemão SPIEGEL teve acesso e que foram obtidos pelo antigo funcionário da CIA Edward Snowden.
O governo norte-americano terá mesmo tido acesso ao sistema de comunicações interno da Al Jazeera, o que lhe permitiu recolher informações sobre fontes confidenciais da estação árabe.
Um documento datado de março de 2006 mostra que o acesso à rede interna de comunicações da Al Jazeera foi considerado «um sucesso notável» pela NSA, que enviou as informações recolhidas para um departamento específico para ser feita uma análise mais aprofundada.
Não se sabe, contudo, se a NSA continua a espiar a Al Jazeera, que chegou a semana passada ao mercado norte-americano. Há mais de uma década que a televisão árabe divulga mensagens vídeo e áudio da al-Qaeda.
Um casal foi preso ao ser encontrado em acto sexual na quarta-feira (28) numa loja da rede “Home Depot” em North Charleston, no estado da Carolina do Sul (EUA).
Emily Craig, de 20 anos, e Shaun Bowden, de 31, foram acusados de exposição indecente. Emily também vai responder por falsidade ideológica, pois deu um nome falso à polícia.
O caso ocorreu às 8h40 de quarta-feira. Clientes avisaram aos funcionários quando viram o casal a entrar numa casinha de madeira em exibição na loja e trancar a porta.
Emily foi encontrada semi-nua enquanto Shaun estava sem camisa e com a calça abaixada em torno dos joelhos.
A empresa namibiana de electricidade, NamPower, vai receber brevemente a energia eléctrica produzida em Moçambique no Parque Gigawatt de Ressano Garcia.
Esta informação foi ontem avançada pelo ministro da Energia e Minas da Namíbia, Isaki Katali, que testemunhou a inauguração das instalações onde o gás natural está a ser transformado em Ressano Garcia.
Falando na ocasião, Katali disse que com este projecto o problema de fornecimento de energia que aquele país sofria vai passar para a história.
“Com a industrialização a nível da região, aumentou-se a procura de energia e a capacidade de produção reduziu. Perante esta situação, a região não está de braços cruzados, tem feito esforços para garantir o fornecimento de energia”, disse, anunciando que a Namíbia tem em carteira 170 biliões de dólares para investir no sector energético nos próximos 15 anos.
Acrescentou que até 2018, a Namíbia vai implantar grandes projectos.
Por seu turno, o director executivo da NamPower, Paulins Shilamba, disse que a Namíbia é parte deste projecto.
“A região da SADC enfrenta baixas de produção de energia e Namíbia vai continuar por mais 4 anos enquanto se resolvam alguns problemas”, disse.
Shilamba afirmou que com a inauguração da segunda fase do projecto, o seu país vai renegociar os acordosregionais com as empresas fornecedoras de energia. A Aggreko garante que vai fornecer energia que os clientes estão à espera.
O acordo para o fornecimento de energia eléctrica à Namíbia foi assinado no início deste ano entre as empresas Electricidade de Moçambique (EDM), NamPower, da Namíbia, e a Aggreko, grupo escocês do sector de produção de energia eléctrica que opera em pelo menos 100 países.
Os 232 megawatts da capacidade instalada no Parque de Ressano Garcia serão repartidos entre as operadoras EDM e a NamPower.
O Parque de Ressano Garcia foi construído pela Aggreko em 2012 como parte de um projecto ambicioso de se tornar no primeiro empreendimento de geração de energia eléctrica a fornecer mercados transfronteiriços a nível da região austral de África.
Na primeira fase do projecto, inaugurado em Julho de 2012, a Aggreko passou a fornecer energia à EDM para satisfazer as necessidades de consumo interno, além de fornecer parte da energia produzida à vizinha África do Sul através da sua companhia de especialidade, a Eskom.
Seis agentes da Polícia municipal da cidade de Maputo foram vaiados e escaparam ao linchamento na tarde de quinta-feira durante uma operação de apreensão de produtos de vendedores informais ambulantes, cuja medida é desincentivar a prática de comércio informal ambulante.
Ao que tudo indica, a guerra entre os agentes da Polícia municipais da cidade de Maputo e os vendedores ambulantes informais está longe de cessar, desde que o município decidiu impedir a prática desta actividade informal aos ambulantes.
O que parecia uma simples operação de rotina por pouco terminaria em tragédia para os agentes municipais.
O facto é que seis agentes se fazendo transportar numa viatura caixa aberta escaparam ao linchamento na tarde deste quinta-feira, após tentarem arrancar os produtos de alguns vendedores informais ambulantes na baixa da cidade de Maputo.
Tudo começou por volta das 12 horas quando seis agentes da Polícia municipal, na baixa da cidade de Maputo, concretamente no cruzamento entre as avenidas Guerra Popular e 25 de Setembro, apreenderam diversos produtos alimentares de alguns vendedores ambulantes, tendo uma das vítimas, jovem, para além de ter sido levado uma parte do seu negócio, perdeu uma carteira que continha documentos e dinheiro.
Esta situação não agradou a muitos utentes que presenciaram a cena e insurgiram-se contra os agentes, vaiando-os. Estes, por sua vez, puseram-se em fuga devido à fúria popular.
Moisés António, uma das vítimas da apreensão bastante indignado, lamentou o caso e acusa os agentes de o terem roubado a carteira durante a confusão.
No distrito do Bilene, província de Gaza, a polícia acaba de neutralizar trés quadrilhas de supostos criminosos que aterrorizavam populares na região.
Uma das quadrilhas e composta por uma casal cujo homem dedicava-se à venda de falsos bilhetes da Associação dos Transportadores da província de Gaza, ASTROGAZA, aos transportadores que fazem a rota Moçambique-Africa do Sul, enquanto a esposa fazia se passar por uma juíza que, a coberto da falsa função, extorquia dinheiro a pessoas com familiares detidos.
O outro jovem foi interpelado pela policia quando tentava vender uma pistola alegadamente a mando do seu amigo.
A última quadrilha caiu nas mãos da polícia quando viajava até à vila de Massinga, já na província de Inhambane, para vender material roubado no sistema de painéis solares da empresa de telefonia móvel, Movitel.
A Polícia da República de Moçambique em Gaza, sul de Moçambique, envolveu–se na última quinta-feira, 26, numa troca de tiros na Praia do Bilene com um grupo que se supõe ser responsável pela onda de raptos e sequestros de cidadãos de origem asiática na Cidade de Maputo.
Na sequência de um forte tiroteio, a quadrilha conseguiu escapulir-se quando os agentes da polícia encetava a sua captura, deixando para trás quatro viaturas de luxo e vários bens que se supõe terem sido roubados na capital do país.
No local onde ocorreu a acção, os supostos malfeitores tinham arrendado duas casas e estavam a construir uma nova casa, cuja inauguração, segundo soube a Rádio Moçambique, deveria ocorrer este sábado.
A porta-voz da PRM em Gaza disse à Rádio Moçambique presumir que, no grupo desbaratado, encontram-se dois indivíduos que conseguiram fugir da cadeia de máxima segurança da Machava, vulgo BO, acusados de serem responsáveis de de quarenta e cinco raptos.
A Ncondezi Coal Company Mozambique, subsidiária do grupo britânico Ncondezi Energy, obteve uma concessão mineira em Moçambique para o seu projecto integrado de mina de carvão e central térmica, informou o grupo em comunicado divulgado esta semana.
A concessão atribuída pelo Ministério dos Recursos Minerais, válida por 25 anos, diz respeito ao depósito de carvão Ncondezi, que se situa no distrito de Moatize, na província de Tete, relativamente próximo das minas de carvão a serem actualmente exploradas pelos grupos anglo-australiano Rio Tinto e brasileiro Vale.
De acordo com o grupo, a concessão, que reúne duas licenças de exploração, abrange uma área de 251 quilómetros quadrados, contempla ainda a construção de uma central térmica com uma capacidade de produção de 1800 megawatts, a ser construída em fases sucessivas de 300 megawatts cada.
Contrariamente às outras empresas e grupos que pretendem extrair carvão para exportação, o projecto do grupo Ncondezi Energy baseia-se na extracção de carvão térmico para utilizar como combustível para a produção de energia eléctrica.
“A produção de carvão térmico para exportação terá lugar apenas quando a infra-estrutura de portos e caminhos-de-ferro em Moçambique estiver suficientemente avançada”, adianta on grupo, que acrescenta que esta abordagem tem a dupla vantagem de reduzir o capital necessário para a exploração da mina e reduz a dependêcia da Ncondezi em infra-estruturas de logística geridas por terceiros.
A Ncondezi Coal Company Mozambique assinou ainda um acordo com o Ministério dos Recursos Minerais, ao abrigo do qual a Empresa Moçambicana de Exploração Mineira receberá 5% do capital da empresa, outros 5% serão alienados em bolsa de valores a cidadãos moçambicanos e a empresa tem de gastar pelo menos 5 milhões de dólares em projectos de carácter social.
A venda de activos em Moçambique por parte de empresas estrangeiras será sujeita a imposto sobre mais-valias à taxa fixa de 32% a partir de 2014, disse em Maputo Rosário Fernandes, presidente da Autoridade Tributária de Moçambique.
Até à data a venda de activos locais era sujeita a uma taxa decrescente, que variava de acordo com o período de tempo em que o activo se mantinha na carteira da empresa, razão pela qual a irlandesa Cove Energy pagou apenas 12,8% quando em 2012 vendeu a participação de 8,5% que detinha no bloco Área 1 à estatal da Tailândia PTT Exploration and Production.
No ano passado, o parlamento de Moçambique aprovou uma alteração ao regime fiscal estipulando que a venda de activos detidos por empresas não-residentes seria uniformemente taxada a 32%, alteração que ficou dependente da promulgação pelo Presidente da República.
Em declarações à agência financeira Reuters, Rosário Fernandes disse que as considerações de carácter constitucional foram superadas e o Presidente promulgou a lei pelo que, a partir de 1 de Janeiro de 2014, “as mais-valias decorrentes da venda de activos em todos os grandes projectos, incluindo petróleo e gás, serão taxados de acordo com a nova legislação.”
Recentemente, o grupo italiano ENI acordou com o governo de Moçambique pagar 400 milhões de dólares em impostos e construir uma central térmica com um custo de 130 milhões de dólares em resultado da venda por 4,2 mil milhões de dólares de uma participação no bloco Área 4 ao grupo China National Petroleum Corporation (CNCP).
A “angariação de novos contactos” e o “posicionamento de marca” no mercado moçambicano são as principais razões que levam empresas estrangeiras a participarem na Feira Internacional de Maputo (Facim), este ano na sua 49ª edição, disseram empresários à macauhub.
A três dias do encerramento da maior feira empresarial de Moçambique, que decorre desde segunda-feira nos arredores da capital moçambicana, as empresas internacionais que participam no certame mostram-se “satisfeitas” com os resultados alcançados até ao momento, sobretudo pelo número de contactos que conseguiram estabelecer.
“Está a ser importante para aprendermos (sobre o mercado) e estamos a conseguir contactar muitas pessoas e divulgar a marca”, disse à macauhub, Henrique Lehrfeld, director-geral da filial portuguesa da Hörmann, “o maior fabricante do mundo de portas e automatismos”, representada pela primeira vez no certame.
Segundo o Instituto para a Promoção das Exportações (Ipex), a entidade responsável pela organização da Facim, estarão representadas no evento 480 empresas, oriundas de 20 países e territórios.
Além da promoção de negócios relacionados com os sectores da construção civil e industrial, que aparentam representar o maior número de expositores internacionais, destacam-se, ainda que em menor quantidade, empresas que trabalham na área das tecnologias de informação e comunicação, como é o caso da portuguesa Roff.
João Martins, responsável de marketing da empresa, disse que a Roff está, neste momento, “a constituir uma sociedade de direito em Moçambique”, pela que participação na Facim era essencial ao posicionamento da marca no país.
“É um mercado com óptimas perspectivas, onde já temos alguns clientes, e fazia todo o sentido termos uma presença física (na feira), para dizermos que estamos presentes, à semelhança de Angola, porque o mercado valoriza essa opção”, considerou o responsável.
Além de Portugal, que à semelhança de edições anteriores está representado no certame com um pavilhão próprio, cuja novidade é a presença de grupos da indústria farmacêutica, outros países chamam a atenção pelo número de expositores, como a Alemanha, a África do Sul, o Brasil, a Itália e a Turquia.
Participam ainda na 49ª edição da Facim, que termina a 1 de Setembro, empresas da Tanzânia, Quénia, Zâmbia, Malawi, Suazilândia, Egipto, Indonésia, Japão, Tailândia, China, Argentina, Suécia, Polónia e Macau.
A segunda cimeira Moçambique-Portugal vai decorrer brevemente em Maputo e os acordos que serão assinados terão “reflexos práticos” na agricultura, garantiu quinta-feira em Maputo o secretário de Estado português das Florestas e do Desenvolvimento Rural.
Falando num seminário organizado pelas associações dos jovens agricultores de Portugal e de Moçambique, em Maputo, Francisco da Silva disse não ter “absolutamente dúvida nenhuma” de que matérias sobre o seu sector serão temas de discussão na reunião entre os governantes dos dois estados.
“Há documentos que têm sido trabalhados entre os dois países”, disse Francisco da Silva, a propósito dos preparativos da Cimeira Portugal e Moçambique, que pretendem avaliar e reforçar a cooperação entre os dois países.
Em declarações à agência noticiosa portuguesa Lusa, Francisco da Silva reafirmou a sua posição, afirmando estar “certo de que quando a cimeira ocorrer será certamente uma das oportunidades” para a assinatura destes acordos.
A primeira cimeira Moçambique-Portugal decorreu em Lisboa em 2011.
Um grupo composto por seis indivíduos, munidos de igual número de armas de fogo, tem estado, nos últimos dias, a semear medo nos bairros do posto administrativo da Machava, município da Matola.
Num espaço de uma semana, pelo menos cinco casos de assalto com recurso a pistolas, foram reportados nos bairros de Bunhiça e Machava Km-15. Entretanto, a Polícia está já no encalço destes malfeitores, segundo reporta o jornal Notícias na sua edição desta sexta-feira.
Na madrugada de ontem, segundo ainda o jornal, a quadrilha assaltou uma residência no bairro Bunhiça, de onde se apoderou de duas viaturas, electrodomésticos diversos, para depois roubar um televisor plasma, um computador e dinheiro no valor de 40 mil meticais numa Escola de Condução, já na Machava Km-15.
Na Escola de Condução Nkobe, por exemplo, a quadrilha aproveitou-se do facto dos guardas do estabelecimento estarem a dormir, para arrombar a porta principal, de onde retirou ainda 14 cadeiras plásticas.
“Os guardas foram descansar quando passava das 3:00 horas da manhã e ao acordarem, deram conta de que as portas tinham sido forçadas, o cofre violado e que alguns bens já não estavam nas instalações da escola”, disse Paulo Filipe, funcionário da escola, citado pelo Notícias.
Acredita-se que seja o mesmo grupo que instantes antes assaltara uma residência em Bunhiça, onde amarrou um casal e usurpou duas viaturas e electrodomésticos.
Tal como contam os moradores, os meliantes têm preferido a vandalização de viaturas, roubo de electrodomésticos, chegando até a amarrar as suas vítimas como forma de obrigá-las a entregar valores monetários.
“Só na última semana foram quatro casas “visitadas” pela quadrilha na mesma rua. Na primeira noite, eles assaltaram uma residência e um estabelecimento comercial, de onde levaram mercadoria diversa, um congelador e acessórios de um carro, e fugiram”, disse um dos residentes que se identificou pelo único nome de Armando.
Alguns dias depois, a mesma “gang” teria voltado para “levar” uma viatura, mas como não tivesse conseguido arrombar a casa para se apossar das chaves, voltou na madrugada de ontem, tendo roubado duas viaturas e electrodomésticos.
Entretanto, a Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Maputo, está a trabalhar no sentido de neutralizar estas quadrilhas de malfeitores e devolver a tranquilidade à população destes bairros. O porta-voz da Polícia, Emídio Mabunda, prometeu trazer mais esclarecimentos, na manhã de hoje, sobre estes crimes.
Depois do Parlamento inglês ter votado contra uma participação britânica numa eventual operação militar na Síria, François Hollande, presidente francês, em entrevista, publicada esta sexta-feira, ao jornal “Le Monde”, considerou como “um dado adquirido” a utilização de armas químicas, pelo regime de Assad, no ataque do passado dia 21 de Agosto. Depois de reconhecer que “existem poucos países com capacidade para infligir o tipo de sanções apropriadas”, assumiu que “França será um destes países” e, como tal, “estamos preparados e iremos decidir a nossa posição em colaboração próxima com os nossos aliados”.
Hollande lamenta que o “Conselho de Segurança esteja bloqueado há dois anos”, mas vaticina que será formada uma coligação internacional, “o mais ampla possível”, que deverá “coordenar-se com a Liga Árabe”. “Eu não falaria de uma guerra, antes de uma sanção à violação monstruosa dos direitos humanos. Será uma acção de carácter dissuasório, porque não actuar significaria deixar fazer. Uma resposta terá de impor uma solução política”, resumiu quando confrontado com os reais objectivos de uma eventual intervenção em território sírio.
Depois de Cameron garantir que irá respeitar a votação, feita no Parlamento, contrária a uma acção militar contra Assad, Hollande considerou que “cada país é soberano para participar.
Eu não falaria de uma guerra, antes de uma sanção à violação monstruosa dos direitos humanos. Será uma acção de carácter dissuasório, porque não actuar significaria deixar fazer. Uma resposta terá de impor uma solução política não, numa operação”. O Presidente gaulês aproveitou para anunciar que irá conversar, esta sexta-feira, com o Barack Obama, Presidente norte-americano. Ao longo desta entrevista, Hollande deixou transparecer que uma eventual intervenção deverá contar com a participação francesa e americana enquanto líderes da operação.
Depois da votação na Câmara dos Comuns ter sido desfavorável às pretensões iniciais de Cameron, que defendia uma acção militar contra Damasco, a Administração americana, de acordo com o “Washington Post”, tentou deixar vincada a “autoridade e determinação” do Presidente Obama para tomar uma decisão sobre o problema sírio. Num documento oficial da Casa Branca, distribuído ao final do dia, garantia-se que, apesar de tudo, os “Estados Unidos vão continuar em consulta com o Governo do Reino Unido”.
Entretanto a Reuters anunciou que os Serviços de Informação americanos irão divulgar um relatório, ainda esta sexta-feira, sobre os ataques com recurso a armamento químico. Recorde-se que esta semana, a revista americana “Foreign Policy” publicou que os serviços de inteligência americanos teriam interceptado, segundo um elemento dos serviços de informação americanos, uma conversa telefónica entre um oficial do Ministério da Defesa sírio e um líder da unidade de armamento químico síria, em que o oficial do Ministério exigia respostas sobre um ataque com recurso a armas químicas.
Também ao longo desta sexta-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas voltar-se-á a reunir, desta feita com a presença de Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas. Deverá tratar-se de uma reunião de carácter consultivo, uma vez que não se aguardam decisões definitivas, pelo menos até que os inspectores da ONU, que se encontram em Damasco, divulguem os resultados preliminares da investigação ao bombardeamento, nos arredores da capital síria, no dia 21 de Agosto. Os inspectores vão abandonar a Síria no próximo sábado e nesse mesmo dia vão anunciar as primeiras conclusões sobre a investigação iniciada esta segunda-feira.
A China tem uma ‘tradição’ de roubo de órgãos para tráfico, mas o caso mais recente está a chocar o país devido à idade da vítima. Um menino de seis anos, pobre, foi drogado para lhe arrancarem os globos oculares. Ao acordar, “perguntou por que estava escuro”, relata o tio.
O tráfico de órgãos humanos é um dos ‘negócios’ mais lucrativos na gigantesca China, afectando sobretudo as zonas rurais e mais isoladas. Só que o caso mais recente está a chocar o país devido à idade da vítima do crime: uma mulher terá drogado uma criança de seis anos para lhe roubar os olhos.
Ao acordar, o menino, oriundo de uma família pobre e que vive numa zona rural, não entendeu que estava cego. “Ele perguntou por que estava escuro e por que ainda não tinha amanhecido”, revelou um tio da criança, citado pelo Diário Pequinês da Juventude.
O crime ocorreu no sábado e a família demorou a perceber que o menino tinha sido vítima de uma dupla extirpação, pensando que tinha dado uma queda com alguma gravidade. “Tinha a cara cheia de sangue e as pálpebras estavam ao contrário, só os olhos é que não estavam lá”, explicou o pai, ao canal estatal CCTV.
A polícia ainda conseguiu encontrar os dois globos oculares, mas sem a córnea. A recompensa para quem fornecer informações que ajudem a encontrar a mulher suspeita do crime ascende aos 12.200 euros.
O tráfico de órgãos é um crime em crescimento numa China onde, por ano, se realizam 10 mil transplantes: a lista de espera é de quase 300 mil. A falta de órgãos leva a que sejam extirpados de cadáveres, geralmente de condenados à morte e quase sempre sem autorização das famílias.
A Autoridade Tributária de Moçambique (ATM) anunciou, quarta-feira, que o valor total pago pela multinacional petrolífera italiana ENI resultante da venda das suas acções da Área 4 na Bacia do Rovuma a companhia chinesa CNODC Ducth Cooperatief U.A foi de 530 milhões de dólares americanos.
Com uma participação de 70 por cento, na altura da venda das suas acções, a ENI liderava um consórcio na área 4 da Bacia do Rovuma que também integra a Galp Energy (Portugal), Korea Gás (Coreia do Sul) e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (Moçambique), com 10 por cento das acções cada.
As quantidades de gás natural descobertas na Área 4 ascendem a 80 triliões de pés cúbicos.
Refira-se que a ENI assinou um acordo a 13 de Março corrente com a CNODC para o pagamento de 4,21 biliões de dólares, correspondentes a 28,57 por cento das acções daquela multinacional italiana na Área 4.
Considerando que a ENI detinha 70 por cento das acções na Área 4, isso equivale a 20 por cento do total das acções.
Segundo o presidente da AT, Rosário Fernandes, o pagamento do imposto inclui duas parcelas, sendo uma referente a prestação pecuniária e outra patrimonial.
Os 400 milhões de dólares referem-se apenas a parcela pecuniária, que corresponde a 32 por cento da taxa única de imposto. O pagamento deste valor foi confirmado a 23 de Agosto corrente pela instituição bancária norte-americana Deutsche Bank Trust Company Americas New York.
Este montante não corresponde ao total dos 4,21 biliões de dólares pagos pela CNODC para a aquisição das acções, mas de apenas 1,25 biliões de dólares, porque a ATM teve em consideração o tempo que ENI detinha a concessão e investimento realizado.
Para fundamentar estes dados, o presidente da AT apresentou a fórmula que foi usada para o apuramento deste valor.
O segundo pagamento será na forma de espécie, sob a forma de investimento directo no valor de 130 milhões de dólares, aplicáveis na construção de raiz de uma central eléctrica de 75MW.
A nova central eléctrica, uma propriedade do Estado moçambicano em 100 por cento, a custo e risco zero, será construída em Palma, distrito de Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, onde a ENI tenciona construir a unidade de liquefacção de gás natural.
Esta unidade deverá começar a operar em 2018, ou seja no mesmo ano em que prevê iniciar a produção de gás natural.
A Autoridade Tributária fez questão de vincar que só a prestação pecuniária, representa aproximadamente 2,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique e é 74 por cento superior as contribuições fiscais de todos os mega-projectos em 2012.
O Presidente da República, Armando Guebuza, apela a todos os moçambicanos para que saibam valorizar os recursos naturais existentes no país, trabalhando com afinco na sua exploração para a erradicação da pobreza.
Falando hoje, no posto administrativo de Pafúri, distrito de Chicualacuala, onde se encontra desde terça-feira no âmbito da Presidência Aberta e Inclusiva a província de Gaza, Guebuza apontou a necessidade da captação de mais investimentos para a transformação dos recursos em riqueza.
O combate a pobreza deve ser feito por todos, de todas as formas e em todos os sectores de actividade, disse Guebuza, adiantando que para que seja coroado de êxito é preciso manter a unidade, a paz, espírito de trabalho e muita paciência porque não é possível ter tudo imediatamente.
“A construção de um país não é feita de uma única vez. Faz-se pouco a pouco, com trabalho de todos”, explicou.
No princípio muitas pessoas não acreditavam que seria possível acabar com a pobreza, mas os feitos mostram que os moçambicanos estão a registar progressos, disse o mais alto magistrado da nação, destacando que na maioria dos casos o problema é pensar na pobreza de forma abstracta.
O Presidente da Republica sublinhou que a mensagem que lhe foi apresentada pela população de Pafúri mostra claramente que apesar das cheias ela não deixou de produzir.
“Olhando para a situação real do país podemos concluir que já temos algumas coisas que precisávamos, pois construímos escolas hospitais, estradas, machamba, criamos gado. Isso mostra que ainda somos pobres, mas estamos a trabalhar para eliminar este mal”, disse o Presidente da República.
Maia uma vez vincou “Não nascemos para sermos pobres. Nascemos para usufruirmos das riquezas que nos foram deixadas pelos nossos antepassados. Nascemos para usufruirmos aquilo que existe para nós”.
Em mensagem apresentada ao Chefe do Estado a população de Pafúri enalteceu os feitos do Governo na busca de soluções conducentes ao desenvolvimento, apontando como exemplos a asfaltagem de raiz da estrada Chjicanhanine/Chicualacuala, numa extensão de 309 quilómetros, e que vai facilitar a circulação de pessoas e bens, bem como estimular a atracção de investimentos.
A população enalteceu a instituição do Fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD), vulgo sete milhões, que está a beneficiar maioritariamente os jovens para a criação de postos de trabalho e promoção do auto-emprego. Outros feitos incluem a expansão da rede escolar e da telefonia móvel que já foi instalada em todos os distritos.
Apesar de todos estas realizações, os residentes de Pafúri pediram ao Chefe do Estado, a continuidade do alargamento da rede escolar, construção de mais hospitais e postos de saúde, abertura de mais poços de água, construção da barragem de Mapai, alargamento da rede eléctrica e preservação da paz.
A Rede Aga Khan abriu em Moçambique uma academia de educação, que seguirá “padrões internacionais de qualidade”, para estudantes das 11 províncias moçambicanas com mérito académico e provenientes de vários estratos sociais.
Desde 2012, o Fundo Aga Khan para o Desenvolvimento Económico (AKFED) investiu 37,5 milhões de euros na construção do estabelecimento de ensino, que integra uma rede composta por 18 escolas em regime de internato em outros tantos países, desde o ensino pré-primário até ao secundário.
A nova Academia de Maputo segue o modelo criado pelas duas primeiras academias – em Mombaça, no Quénia, em 2003, e em Hyderabad, na Índia, em 2011 – cujo ensino assenta na cultura e língua oficial de cada país, sendo o currículo concebido no âmbito de programas internacionais de bacharelato.
A responsável pelos serviços administrativos e departamento de admissões na Academia Aga Khan de Maputo, Patrícia Marques, disse hoje que as aulas, ministradas nas línguas portuguesa e inglesa, arrancaram no dia 19 de Agosto nas quatro turmas do pré-primário até ao terceiro nível de escolaridade, mas a instituição continua a receber alunos para o preenchimento das 50 vagas existentes
Localizada na cidade da Matola, a Academia vai oferecer “uma educação de classe mundial às crianças de elevado potencial, com idades entre cinco e oito anos de idade”, acrescentou Patrícia Marques, destacando o conceito de excelência de qualidade que visa a formação de “futuros líderes”.
Segundo o plano dado a conhecer anteriormente pelo director da Aga Khan de Maputo, Lee Davis, a Academia deverá, até 2017, albergar 700 crianças e adolescente das 11 províncias moçambicanas.
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Moçambique registou um total de 39.625 incidentes cibernéticos em 2025, reflectindo um panorama preocupante, marcado por uma literacia digital insuficiente e pela rápida evolução...