O plano do Governo para facilitar o transporte de trabalhadores moçambicanos afectos às minas e explorações agrícolas sul-africanas que queiram passar a quadra festiva no país exclui os da região centro.
O Ministério do Trabalho afirma que a situação político-militar na região centro do país não permitirá o transporte trabalhadores oriundos de Muxunguè, em Sofala, pela transportadora Vaal Maseru, não obstante aquela transportadora estar credenciada para o efeito.
Melhor sorte sorte terá a mão de obra moçambicana proveniente das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, que terá à disposição 178 autocarros daquela companhia para vir ao país e regressar ao local de trabalho até ao dia 5 de Janeiro. O número de autocarros para o efeito poderá aumentar em função do eventual aumento da procura por trabalhadores que queiram passar a quadra no país, o que ocorre tipicamente a partir do dia 20, quando as minas e quintas encerram para mini-férias colectivas.
A cerimónia foi simplesmente emocionante, marcando o último dia de luto nacional decretado pelo governo em homenagem às vítimas do acidente aéreo das Linhas Aéreas de Moçambique, havido a 29 de Novembro, causando a morte de todos os 33 passageiros a bordo, incluindo 16 moçambicanos.
O chefe do Estado chegou ao pavilhão do Maxaquene, local que acolheu o culto, às 09h00 da manhã, acompanhado pela esposa, Maria da Luz Guebuza, trajado de preto, um sinal de luto na tradição africana.
Nessa altura, o pavilhão já estava lotado. Aliás, a concentração da população que se juntou ao culto começou por voltas das 07h00 da manhã em diferentes pontos da cidade. Havia transporte garantido para o pessoal, de tal forma que até às 08h00 quase todo o mundo já estava concentrado no complexo desportivo do Maxaquene.
Para além do chefe do Estado, várias figuras da esfera política juntaram-se à cerimónia religiosa, nomeadamente, o primeiro-ministro, Alberto Vaquina, presidente do Conselho Constitucional, Hermenegildo Gamito, presidente do Tribunal Administrativo, Machatine Munguambe, ministro da Agricultura, José Pacheco, ministro das Obras Públicas e Habitação, Cadmiel Muthemba, David Simango, edil da cidade de Maputo, Lucília Hama, governadora da cidade, Hama Thai, entre outros.
Continuam a vir às catadupas, as provas do envolvimento do general Bento Kangamba, auto-intitulado empresário da juventude e promotor de espectáculos em Moçambique, Angola e Brasil rota que funciona o seu negócio de tráfico de mulheres para a prostituição.
Uma reportagem da Globo que passou no último domingo, no programa Fantástico, denunciou uma rede de “prostituição de luxo”. Mulheres brasileiras eram levadas para fazer programas sexuais em Angola. Segundo as investigações, o principal cliente era o general, considerado um dos homens mais poderosos da África à custa do dinheiro público do povo angolano. Ele chegava a oferecer US$ 100 mil por um programa.
O Aeroporto Internacional de São Paulo (Guarulhos) é passagem frequente de muitos famosos. Artistas, celebridades, gente que viaja a trabalho para decolar nos palcos do Brasil e do mundo.
Agora, uma investigação da Polícia Federal revela que, durante os últimos sete anos, o aeroporto de Guarulhos funcionou também como ponto de partida de uma ponte aérea da prostituição, que ligava Brasil e África.
Brasileiras – algumas, rostos conhecidos de programas de TV – embarcavam pelo menos duas vezes por mês com destino a Angola ou à África do Sul. Em certos casos, essas expedições incluíam Portugal.
Entre os envolvidos, não havia segredo. O objectivo das excursões era abertamente sexual. Acompanhe a seguir a entrevista feita pela Globo à procuradora federal, Stella Scampini e as mulheres que estão envolvidas no turismo sexual patrocinado por Bento Kangamba com dinheiro da corrupção.
Fantástico: Essas mulheres sabiam que iam para lá para se prostituir?
Stella Fátima Scampini, procuradora federal: Sim.
Fantástico: Então, isso não descaracteriza o crime?
Stella: Não. O fato de a pessoa se prostituir, isso não é crime. A pessoa que explora a outra sexualmente, que tira proveito da prostituição alheia, essa sim comete crime. O simples fato de você promover a saída de uma pessoa para o exterior para exploração sexual, isso por si só já é um crime, que é justamente o crime de tráfico internacional de pessoas.
O destino final desse tráfico de pessoas era, na maioria das vezes, a cidade de Luanda. A precária capital angolana, marcada por quase 30 anos de guerra civil, foi o improvável cenário de prostituição para algumas mulheres brasileiras.
Se Angola ainda luta contra a pobreza, o mesmo não pode ser dito do homem que a Polícia Federal aponta como o grande patrocinador deste esquema, que pode ter movimentado quase US$ 50 milhões desde 2007.
Bento dos Santos Kangamba é general da reserva das Forças Armadas angolanas. Herói da guerra civil, líder político do partido do poder, o MPLA, ele é um dos maiores empresários do país. Com negócios na África e em Portugal, dono do time de futebol que é o atual campeão angolano, o general Bento tem forte ligação com o presidente José Eduardo dos Santos, no poder há 34 anos. Ele é, simplesmente, casado com uma sobrinha do chefe de estado de Angola.
Luiz Tempestini, delegado da Polícia Federal: Ele é uma pessoal muito influente naquele país.
Fantástico: Intocável?
Tempestini: Eu não diria intocável. Mas tem uma dificuldade maior sim.
De acordo com a Polícia Federal, as brasileiras eram enviadas em grupos de cinco ou seis para Angola. No auge do esquema, no meio deste ano, havia pelo menos dois grupos por mês. Em uma escuta feita com autorização judicial, uma das mulheres que já tinha visitado Luanda conta para outra como é a viagem. A conversa confirma: as moças sabiam muito bem com quem estavam lidando.
Mulher 1: Ele é famosíssimo. Esse cara é dono de tudo lá. Ele abre uma gaveta assim ó, cheio de dólares. Cheio. Milhões de dólares.
As moças eram contratadas por US$ 10 mil cada. O combinado: uma semana à disposição de Kangamba e seus amigos na África. Mas, para uma delas, a eleita, o cachê podia ganhar outra dimensão.
As escutas mostram que Bento Kangamba fazia uma seleção cuidadosa e escolhia uma das beldades para ser a sua própria acompanhante.
Mulher 1: No primeiro dia que ele foi ver a gente, ele pegou, foi lá pro quarto, mandou chamar nós duas. Aí ele mandou ficar em pé para ele ver meu corpo.
Mulher 2: De roupa mesmo ou sem nada?
Mulher 1: De vestido e calcinha.
Em um quarto do hotel, as moças desfilavam diante do poderoso angolano.
Mulher 1: Ele não gosta de baixa, ele gosta de mulher super bolada. Ele gosta de mulher com carne. Se eu tivesse o corpo de antes, a bunda do tamanho do mundo, eu tenho certeza que ele ia pirar na minha.
Quando Kangamba decidia, a escolhida recebia um bom pé-de-meia. O general pagava até US$ 100 mil, quase R$ 250 mil, para a sua favorita. Mas essa pequena fortuna tinha um preço alto, segundo a polícia. Um risco de vida. Quando se trata de sexo, o general tem os seus caprichos.
Mulher 2: Ah, não?
Mulher 1: Dizem que ele só gosta sem camisinha e por isso que ele dá R$ 100 mil, R$ 200 mil para as meninas.
Fantástico: O risco envolvido é muito alto.
Stella: Muito alto. Elas tinham consciência disso, muitas delas ficavam em dúvida, mas acho que a tentação e aquela ambição era maior.
Mulher: Eu não vou ficar com demagogia, não, tô lá na chuva é pra me molhar. Ninguém morreu de Aids até agora.
Para as moças que ficavam em dúvida, era oferecido um suposto antídoto, um coquetel de drogas antiaids.
Nesta escuta, uma das mulheres que topou fazer sexo sem camisinha com Bento Kangamba conta os efeitos da medicação recebida.
Mulher: Deixa eu te falar uma coisa, eu estou tomando os negócios e eu estou supermal.
Para o Ministério Público Federal, não há comprovação de que esses remédios de fato teriam algum efeito contra a contaminação pelo vírus.
“A gente não sabe do que seria composto, mas acho que todos sabemos que ainda não há cura para esse tipo de doença”, afirma a procuradora.
Segundo a Polícia Federal, ninguém conhecia melhor as exigências de Bento Kangamba do que um brasileiro, o encarregado de recrutar as prostitutas do lado de cá do Atlântico.
Músico, produtor de eventos, Wellington Eduardo Santos de Souza visitou Angola pela primeira vez em 2003 como percussionista do grupo de pagode Desejos. Wellington é conhecido como Latyno e não deve ser confundido com o músico mais famoso, que tem o mesmo apelido.
Os shows em Luanda iniciaram a parceria com Nino Republicano. O empresário artístico africano era o contato do brasileiro na capital angolana. Segundo a investigação, Nino era encarregado de reservar hotéis e pagar as despesas das brasileiras.
Latyno: Foi nove mil, nove mil e pouco das passagens de todo mundo.
Republicano: Você tinha seis mil dólares meus aí.
Latyno: Comprei cinco bilhete.
Republicano: Então, cinco bilhete dá quanto?
Latyno: Eu vou te passar as contas aí tem o dinheiro já, tu vai pegar aí com o coiso.
A Polícia Federal calcula que o esquema de prostituição internacional chegou a faturar mais de R$ 640 mil por mês. E o dinheiro não ficava todo com as mulheres. A comissão cobrada pelo chefe dos agenciadores, Wellington de Sousa, o Latyno, corroía pelo menos metade desse valor. E como a mesma rapidez com que ele dinheiro entrava, aparentemente ele saía, gasto em itens de luxo, como um supercarro que está apreendido pela Polícia Federal de São Paulo. Um veículo que zero quilômetro custa mais de R$ 380 mil.
“Ele era basicamente o líder da organização aqui no Brasil”, revela o delegado.
Em uma ligação, o ex-pagodeiro fala diretamente com o general angolano. O assunto é uma viagem a Portugal.
Kangamba: Qual o pessoal que vai agora?
Latyno: Tô com várias pessoas já preparadas, que era tudo pessoal de TV. Já tem um time bom, tudo montado pra lá.
Kangamba: Põe pra ir na quinta-feira, elas.
Em outra gravação, ele precisa lidar com a frustração do general, que não pode ter uma das moças que gostaria.
Kangamba: A cara é boa, né?
Latyno: Sim, é boa. É grande, né? Aquela eu tentei já, mas é difícil demais, tio.
Kangamba: É difícil por quê?
Latyno: É muito difícil, tio. Tentei muito, tentei muito.
Kangamba: Ah, tá bom, organiza lá então.
Latyno – que lembramos mais uma vez, não tem nada a ver com o músico mais famoso de mesmo apelido – também executava funções burocráticas. Em uma escuta, uma das mulheres explica que o ex-pagodeiro também cuidava do dinheiro recebido pelo grupo.
Mulher: Quem sempre vai pra pegar o dinheiro, trazer o dinheiro pra gente é o Latyno.
Mas, em pelo menos um dos casos, diz a polícia, o agenciador sumiu com o dinheiro. E a mulher escolhida pelo general ficou sem os US$ 100 mil pagos por Kangamba para fazer sexo sem preservativo.
Em uma troca de mensagens com Latyno, ela cobra a dívida. E o chama de ‘o maior cafetão do Brasil’.
Latyno está preso desde o final de outubro. Com ele, estão outros quatro brasileiros. Segundo a polícia, são seus dois auxiliares principais: Rosemary Aparecida Merlin e Eron Francisco Vianna. E o terceiro escalão da quadrilha, formado por Luciana Teixeira de Melo, a Lu Bob, e Jackson Souza de Lima, marido de Rosemary.
“Cada um tinha uma função específica. Mas em termos gerais eles eram responsáveis por toda a logística da organização. Tanto para aliciamento, quanto para seleção, quanto para obtenção de vistos”, afirma Tempestini.
O grupo é acusado de formação de quadrilha, favorecimento à prostituição, tráfico internacional de pessoas e cárcere privado.
Mulher 1: A gente teve que ficar trancada no quarto todos os dias. Horrível, horrível, essa sensação de prisioneira, sabe?
Em uma escuta, a irmã de uma das moças levadas a Angola liga para Rose Merlin, assistente de Latyno.
Irmã: Ela tava surtando já no sábado lá, ela falou comigo. Não podiam fazer nada, ficaram trancadas, que não sei o quê.
Rose: Como o Latyno não está lá, sem autorização do Bento, ninguém sai de lá, também, né?
“Somados os crimes que as pessoas foram indiciadas e denunciadas pelo Ministério Público, o cálculo é aproximado de 41 anos de pena total”, explica o delegado.
O Fantástico procurou todos os acusados. Entre os brasileiros, nenhum quis dar entrevista. A defesa de Jackson Souza de Lima mandou uma nota em que nega todas as acusações e que seu cliente não tem antecedentes criminais. Os angolanos Bento Kangamba e Nino Republicano tiveram a prisão preventiva pedida pelo Ministério Público Federal.
“De uma forma direta eles participaram também dos crimes cometidos aqui. Esse núcleo brasileiro não existiria se não houvesse o fornecimento de dinheiro. Os fatos estão todos correlacionados”, avalia Stella.
Hoje, Kangamba e Republicano têm os nomes na lista vermelha da Interpol, a polícia internacional.
“De regra, Angola não extradita nacionais. No caso de eles buscarem algum outro país, será a ocasião em que eles poderão ser presos imediatamente, para uma futura extradição para o Brasil”, afirma Luiz Eduardo Navajas, chefe da Interpol no Brasil.
Bento dos Santos Kangamba contratou um advogado para defendê-lo no Brasil.
“Se algo como isso acontecia, acontecia absolutamente sem o conhecimento e domínio do Bento dos Santos. Ele contratou profissionais, artistas brasileiros, para fazer a promoção do clube de futebol dali”, argumenta Paulo Iasz de Morais, advogado de Bento Kangamba.
Nino Republicano também contratou um advogado brasileiro.
“O meu cliente não tem nenhum envolvimento com a dita quadrilha de tráfico internacional de mulheres. Ele tem uma empresa de eventos, responsável por levar inúmeros eventos de artistas brasileiros para Angola”, defende Pedro Iokoi, advogado de Nino Republicano.
As mulheres que viajaram a Angola não serão chamadas como testemunhas, segundo o Ministério Público Federal, para proteger suas identidades.
Fantástico: O papel dessas mulheres no processo é o de vítimas.
Stella: Sim.
Fantástico: Alguma dessas vítimas procurou o Ministério Público Federal para denunciar esse esquema?
Stella: Não. Esse tipo de crime envolvendo prostituição de luxo, elas tentam preservar a privacidade. Então é muito difícil que venham aos órgãos públicos.
Fantástico: Têm medo da exposição? vinculado à prostituição.
onde está o erro. Se são mulheres adultas, famosas, foram de livre e espontânea vontade em busca de dinheiro, será que os riscos envolvidos não são aceites popularmente.
Stella: É dever do Ministério Público reprimir e também proteger essas vitimas, que muitas vezes nem se vêem como vitimas.
A Comissão Política do partido Frelimo deliberou esta quarta-feira agendar a III sessão ordinária do Comité Central para os dias 27, 28 de Fevereiro e 01 e 02 de Março de 2014, segundo um comunicado daquele partido.
É nesta reunião que deverá sair o candidato do partido Frelimo para as eleições presidenciais. Há muita expectativa em torno deste comité central que como se sabe já foi adiada várias vezes, devido ao nervosismo que se vive dentro do partido Frelimo.
A Polícia da República de Moçambique, na província de Nampula, impediu, na manhã desta terça-feira, o secretário-geral da Renamo, Manuel Bissopo, de visitar os 35 membros da “perdiz” detidos.
Segundo disse Bissopo, o comandante provincial da PRM em Nampula, Alfredo Mussa, “negou-nos a visita por falta de autorização dos seus superiores”, facto que “nos coloca em dúvidas se eles estão vivos ou não”.
“Há dúvidas se as pessoas estão vivas ou não. Em todo o País, onde temos membros detidos, deixam-nos visitá-los e o caso de Nampula é excepção”, apontou Bissopo.
Questionados se os fuzilamentos que se têm registado em Nampula perpetrados por Forças de Defesa e Segurança têm, realmente, vítimas membros da Renamo, Manuel Bissopo disse “não posso confirmar esses dados porque não tive acesso às celas da PRM para ver os 35 detidos”.
Não há processo na PGR
Em audiência com o Procurador Chefe Provincial de Nampula, a equipa da Renamo, constituída por Manuel Bissopo, Maria Angelina Enoque, chefe da Bancada Parlamentar da Renamo, na Assembleia da República, e António Muchanga, conselheiro do Estado pelo partido Renamo, ficou a saber que aquela instituição que garante a legalidade no País não instruiu processo algum acusando homens da Renamo.
“A Procuradoria da República não instruiu nenhum processo contra os membros da Renamo ora detidos, o que quer dizer que algo não está bem”, disse Manuel Bissopo, considerando que “a observância dos prazos de prisão preventiva cuja responsabilidade é da PGR não está a ser cumprida”.
Entretanto, a equipa sénior da Renamo chegou a Nampula na noite da última segunda-feira com a missão de “viver de perto e avaliar o nível de perseguição”.
Dois mortos e dezasseis feridos, todos eles efectivos militares das forças governamentais, é o rescaldo de um ataque a uma coluna ocorrido no último domingo em Ripembe, na Estrada Nacional N1 no troço Muxúnguè-Save, na província central de Sofala.
Os corpos dos dois militares mortos, segundo as nossas fontes da região, foram transportados para Mambone, enquanto os dezasseis feridos foram levado a Vilanculos tudo na província de Inhambane.
Segundo uma das fontes que viajava na coluna ido de Chimoio, os militares faziam-se transportar num autocarro cuja empresa proprietária não conseguimos apurar.
Uma mulher que viajava no cortejo disse que o autocarro que foi alvejado transportava militares que saiam do Centro de Preparação Militar de Montepuez, província de Cabo Delgado, o que pressupõe que os mesmos acabavam de encerrar mais um curso.
O major Benjamim Chabuala, do Gabinete de Imprensa do Ministério da Defesa, disse ao Canalmoz que “não tenho informação oficial sobre o assunto”.
“Não tenho informação sobre o assunto. Oiço também dizer por aí. Mas quando tivermos algo a dizer vamos convocar a Imprensa. Talvez contactar o senhor Pedro Cossa, ele pode saber alguma coisa”, disse Benjamim Chabuala.
O comandante-geral da Polícia, Jorge Khalau, diz que a Polícia será implacável ao crime, e não vai tolerar os cidadãos que não vão assumir uma postura e comportamento cívico durante a quadra festiva que se avizinha.
Disse também que a corporação não vai admitir assaltos simulados e apela às empresas que quiserem movimentar somas de dinheiro para contactar a Polícia, pois nada se paga.
Khalau falava ontem em conferência de Imprensa que serviu de exortação aos cidadãos nacionais e estrangeiros para assumirem uma postura e comportamento cívico que lhes permitem festejar condignamente.
Também apelou ao uso consciente e cuidadoso de objectos pirotécnicos, vulgo “paixões”, durante a festa do natal e a transição do ano com vista a garantir-se a ordem e segurança públicas.
“Não vamos tolerar actos de violência, desobediência e justiça com as próprias mãos durante a quadra festiva. Todo o movimento estranho deve ser reportado à esquadra mais próxima.
Também por estas alturas do fim do ano tem havido simulação de roubos nas empresas e em viaturas que transportam elevadas somas de dinheiro ”, disse.
As obras da construção da primeira secção da Estrada Circular de Maputo, que vai do Hotel Radisson, na Marginal, até à ponte da Costa do Sol, estão atrasadas. A “entrega e uso” desta secção estão previstos para finais de Dezembro corrente, segundo Nelson Nunes, director executivo da Empresa de Desenvolvimento de Maputo Sul, citado pela Rádio Moçambique, no dia 13 de Maio de 2013. O prazo para a conclusão das obras pode não ser cumprido devido à morosidade na execução das mesmas.
Esta fase do projecto consistirá na reabilitação, ampliação e modernização da secção num troço de cerca de seis quilómetros.
Quando faltam 14 dias para o fim do prazo (Dezembro) pouco ou quase nada foi feito que garanta a entrega das obras dentro do prazo previsto.
Segunda secção também atrasada
Outra secção também atrasada é a segunda, que consistirá na construção de uma estrada de raiz que parte da ponte da Costa do Sol, ligando a zona de Chihango à vila de Marracuene, numa extensão de cerca de 20 quilómetros. Esta secção debate-se com problemas sérios no capítulo dos reassentamentos. Por exemplo, da ponte à zona do Chihango, as pessoas afectadas pelo traçado da estrada ainda não foram reassentadas. Prevalece o braço-de-ferro entre o município e os pescadores, com os últimos a reclamarem que não podem ir para sítios distantes, uma vez que dependem da pescaria.
A “circular” tem no total seis troços. Foram lançadas oficialmente a 20 de Setembro do ano passado, têm duração de 30 meses, numa extensão total de 74 quilómetros da cidade de Maputo, Marracuene e Matola.
As obras são avaliadas em 315 milhões de dólares norte-americanos, financiados pelo Governo e pelo EximBank da China. A execução está a cargo do China Road and Bridge Corporation – CRBC.
Armindo Chavana já não é Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Televisão de Moçambique (TVM). Para o seu lugar foi indicado o jornalista Jaime Cuambe até então editor da secção de política no jornal “Notícias”.
Quem também deixou de ser PCA é Ricardo Malate que deixou a RM e para o seu lugar foi indicado o jornalista Faruco Sadique.
A informação foi confirmada ontem pelo porta-voz da sessão do Conselho de Ministros desta terça-feira, Henriques Banze, no habitual briefing com a Imprensa.
Estas mexidas vêm confirmar o quão fértil tornou-se o ano de 2013 em mexidas na comunicação social moçambicana e com a escalada de propaganda da imagem de Armando Guebuza e da Frelimo a nível dos órgãos pró-regime. Assim, Jaime Cuambe é novo “homem forte”. Jaime Cuambe é um jornalista muito próximo e fiel ao regime.
Faruco Sadique, o novo “homem forte” da Rádio Pública, vem também das fileiras do regime. Até à data da sua nomeação, desempenhava as funções de chefe da Redacção do Diário de Moçambique, um órgão que tem como accionista o chefe de Estado, Armando Guebuza.
“Estou no mesmo sítio, muito próximo dali onde estava, em Sadjundjira, a poucos quilómetros. Daqui basta-me levantar a cabeça e vejo os outros a andar. Como sabe, ali onde estive estava sempre a FIR (Força de Intervenção Rápida), mas nunca entrámos em confrontações. Os nossos homens bebiam e tudo, com a Frelimo. O Guebuza é que quis aquilo! No dia 21 de Outubro tentou matar o Dhlakama e agora está embaraçado porque não conseguiu”, começou assim a entrevista exclusiva que o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, concedeu ao director do Canal de Moçambique quando eram 23 horas da noite de segunda-feira, 09 de Dezembro de 2013.
Na entrevista que nos concedeu, que temos gravada e durou 31 minutos, Dhlakama disse, em seguida: “Nunca tinha entrado na nossa cabeça que se declarasse um conflito como a guerra dos 16 anos”.
“Admiramo-nos quando (Guebuza) mandou o grupo dele para mandar matar o Dhlakama onde havia jornalistas e os do Observatório Eleitoral enviados dele. Foi uma tentativa de praticar um crime, mas agora está envergonhado por estarmos vivos e agora estarmos a reagir para eles enquanto querem ainda nos matar. Por isso gritam, no Rio Save, e gritam aqui na Gorongosa. Até há gente que diz: mas se a guerra está em Sadjundjira por que é que atacam no Rio Save? Atacamos no Rio Save porque é ali onde passam todos os miúdos treinados em Maputo, com blindados e com tanques para virem aniquilar a Renamo. E qualquer estratega pensa em diminuir a intensidade da logística de quem ataca.
Escreva que falo para si em exclusivo mas dentro em breve convocarei uma conferência de Imprensa.
Canal – Podemos publicar já ou é sigilosa esta nossa entrevista?
Dhlakama – Não é nenhum sigilo. Já passa um mês e meio que estou caladinho.
Canal – Mas presidente: nós Canal de Moçambique/Canalmoz ouvimos dizer todos os dias que o senhor já não estava vivo.
Dhlakama – Então é melhor publicar já. Publique já! Amanhã mesmo. Diga: falei com o Dhlakama e ele estava com um tom de poder, com um tom de satisfação, com um tom de desprezo pelo Guebuza e pela Frelimo. Escreva que o Dhlakama acha que pode chegar o dia de morrer mas não vai ser a Frelimo que o há-de matar. Porque não vai conseguir!
E escreva ainda que da mesma maneira que não me conseguiram matar, durante 16 anos quando havia cubanos, alemães do leste, russos, tanzanianos e zimbabweanos, não seria hoje com crianças e miúdos com idade dos filhos dele que podem matar o Dhlakama.
Canal – Hoje segunda-feira, 09 de Dezembro de 2013, seria mais um dia de conversações, em Maputo, mas não houve.
Dhlakama – Sim. Não há nada porque tudo ainda não está organizado e porque o Dhlakama se lembra ainda do dia 21 de Outubro em que seria morto. Estas coisas primeiro devem ser bem organizadas! Ainda estou a lembrar-me do Guebuza que ataca o Dhlakama e depois marca reuniões em que a data do encontro é tudo uma confusão.
“Matar o Dhlakama é acelerar a revolução”
Canal – Mas o senhor acha que realmente o que o senhor Guebuza quer é matá-lo?
Dhlakama – Com certeza. Quer matar-me só que não está a conseguir.
Canal – Desculpe levar a conversa para este outro ponto: Acha que a Renamo acaba se o matarem?
Dhlakama – Se eu dissesse que sim estaria a seguir a estratégia do Caso Savimbi. Penso que não! O que posso dizer é que matar o Dhlakama é acelerar a revolução.
O Dhlakama tem generais mais novos. O Dhlakama já tem 60 anos mas tem rapazes que são generais com 35 anos, treinados pelo Dhlakama, que não haveriam de tolerar que me matassem. Se o Dhlakama tem tolerado durante estes últimos vinte anos ser atacado sem responder, de facto a geração nova de generais que o Dhlakama treinou e lutou com eles, esses podem surpreender o mundo e surpreender a Frelimo.
“A morte de Dhlakama não é o fim da Renamo”
A morte de Dhlakama não é o fim da Renamo, assim como a morte do André Matsangaice, em 1979, não foi o fim da Renamo. Podia ter desaparecido quando o André morreu. Agora com mais pessoas e generais que são mais radicais, em 24 horas podem pôr a Frelimo a desaparecer. Mas, se isso não acontece, é porque o Dhlakama tem outra formação, tem por natureza outro comportamento e é tolerante. A morte do Dhlakama deixou de ser um perigo que possa ditar o fim da Renamo.
Canal – Muitos observadores concordam com essa sua visão (de que a morte de Dhlakama não é o fim da Renamo) mas parece que o assalto a Sadjundjira de facto tinha o objectivo de fazer com que o presidente da Renamo deixasse de existir.
Dhlakama – Não, não, não, não! Não vamos dizer assalto a Sadjundjira. Vamos dizer ataque a Sadjundjira. Porque se eu for atacar o palácio não quero matar os filhos, nem a mulher, nem qualquer trabalhador; quero atingi-lo a ele, porque ele é que vive aí. E atacar Sadjundjira, o sítio onde todos os jornalistas vinham, não era um sítio escondido e até bebíamos cerveja com o administrador e os meus guardas. Éramos família. Num dia em que eu acabava de fazer um discurso sobre o 17 de Outubro em que falava do desenvolvimento de infra-estruturas, de eleições livres e transparentes, na presença de jornalistas de renome, atacam a minha residência. Não restam dúvidas que era uma tentativa de matar o Dhlakama para acabar com a Renamo como aconteceu com o MPLA e com a UNITA. Não acertou. Foi uma estratégia errada.
“Pazes com Daviz? Para quê?”
Canal – O senhor estaria disposto a fazer as pazes com Daviz Simango?
Dhlakama – Não! Para quê?
Canal – Muita gente, na opinião pública, defende que o senhor e o engenheiro Daviz Simango, sem terem que se juntar deviam fazer as pazes como o senhor fez com Raul Domingos.
Dhlakama – Mas eu vou dizer-lhe o seguinte: eu sei que o meu amigo apesar de ser branco é beirense. O Daviz é da Machanga e eu também sou de Chibabava e por natureza eu e o Daviz somos mandaus. Quem é que é mau? – Eu reconheço que o engenheiro Daviz Simango é um engenheiro da construção civil. Quem meteu o Daviz Simango na política fui eu, contra tudo e todos. Contra o meu partido, em 2003. O Daviz Simango andava em Inhambane a construir casas. Eu é que o fui buscar. Não por ser Ndau. Achei naquela altura que podia ser o nosso candidato na Beira, contra todos. Diziam-me que o pai é traidor. Mas o miúdo, com a ganância do poder estragou tudo. Eu é que disse ao povo da Munhava: votem neste!
Mas ele fez o que fez, falcatruas, começou a corromper-se e começou a estragar tudo. Pronto! E em 2008 dissemos que já não podia continuar como candidato. Eu Afonso Dhlakama não fui à Beira desmentir e pedir para que os beirenses não votassem nele. Ele continuou a dizer “Papa Dhlakama” e tudo…
Apesar de ser mandau ninguém votou no Manuel Pereira e eu nem apoiei a candidatura dele. Nem fui à Beira para dizer “abaixo o Simango” ou “agora viva o Manuel Pereira”.
Isto é para as pessoas entenderem bem. Ele tem de entender quem o meteu na política. Ele tem de reconhecer: o pai é o pai.
E veja lá!: os beirenses da Renamo, porque não quiseram que a Frelimo levasse a Beira, votaram nele (Daviz Simango). Não porque é boa pessoa…Mesmo aquele miúdo machuabo, Manuel de Araújo, sabe que o Dhlakama se quisesse pô-lo fora, podia. Os membros da Renamo porque não quiseram que o Município de Quelimane esteja com os comunistas, voltaram a votar nele agora.
Mesmo em Nampula as pessoas não foram votar, mas mesmo assim deram a vitória ao MDM. Era vingança: a Renamo não veio aqui mas nós não podemos deixar esses da Frelimo ganharem aqui. Tal e qual como aconteceu com o Venâncio, em Maputo. Se tudo tivesse corrido bem, havia de ganhar. Não tem nada a ver com o MDM. É tudo contra o Guebuza, porque a Renamo não concorreu.
As pessoas devem ter consciência de que é o fim do MDM no dia em que a Renamo concorrer.
Agora respondendo à sua pergunta: cabe ao Daviz pedir desculpa porque é um miúdo que nós criámos. Mesmo aquele irmão dele mais velho – aquele traidor – fui eu que pus na Assembleia da República em 1999 com a Renamo-União Eleitoral…foi ele que andou a aliciar os membros da Renamo para irem para o MDM. No dia em que o Dhlakama andar a mobilizar as pessoas, todos aqueles vêm e o MDM vai ficar a zero.
Agora se me perguntar: está disposto a fazer com que o MDM viva mais dez (10) ou vinte (20) anos, posso dar cinco (05) anos, posso dar vinte (20) anos, porque veja lá: não há sequer um que não tenha sido Renamo, a partir da Beira até Nampula !
Agora, eu posso dizer que no dia em que o partido e o Daviz, humildemente se “ajoelharem” porque ofenderam muita gente…É que ele tem dezasseis 4×4 e eu não tenho nem uma barraca…isso não é traição?
“Eu sei que a Frelimo já perdeu agora!”
Canal – Mas a questão que as pessoas põem vai para além de tudo o que se passou. As pessoas o que dizem é que, se a Frelimo, a Renamo e o MDM entrarem, se os três entrarem a Frelimo perde as eleições…
Dhlakama – Eu sei que a Frelimo já perdeu agora! Veja lá meu irmão: 80% não foi votar do Rovuma ao Maputo, nos Municípios. Não foi porque a Renamo andou a disparar e as pessoas pensaram que “se for votar vão-me matar”. 80% não foram votar e isso significa que as pessoas não estavam satisfeitas. Concordaram com os argumentos da Renamo. Se a Renamo tivesse ido a eleições limparia tudo isto! Você como jornalista e todos podem ver que a Renamo conseguiu que as suas políticas fossem concordadas pela maioria.
Canal – O senhor acha que a abstenção é uma resposta ao seu apelo, ao apelo da Renamo?
Dhlakama – Sim, senhor!!! Afinal de contas você viu alguém atacar a Beira ou atacar aonde para as pessoas não irem votar? Foi uma questão política! E votando como não o regime não vai mudar. Por isso a maioria não foi votar. Meia dúzia foi votar. Os que não foram votar foram organizados por um partido organizado. Não foi preciso dizer a quem vai votar que vamos matar. E se andássemos a disparar em redor ninguém mesmo teria ido votar.
A Renamo demonstrou que se votarem o regime mesmo assim vai continuar. Se a Renamo tivesse concorrido, seria o fim do MDM.
Agora quando me pergunta se o Dhlakama e o Daviz Simango podem fazer as pazes, dependerá dele como miúdo que tentou trair o próprio pai.
Guebuza vai sair se não vão matá-lo
“A Frelimo já o mandou passear”
Canal – Acha que o senhor Guebuza vai mesmo deixar a Presidência ou vai tentar se impor?
Dhlakama – Eu sei que vai deixar, porque se tentar impor-se vão lhe matar. Ele vai deixar. A partir do dia 22 vai deixar.
O que (Guebuza) pode fazer é tentar impor a sua influência, tentar pôr uma Teresa ou uma Maria qualquer que vai obedecer a ele e quando for eleito não venha a levar Guebuza para a prisão, por causa dos roubos. De certeza que Guebuza não vai concordar com figuras importantes que lhe possam complicar se for presidente da República. Mas ele vai deixar (o cargo de Presidente). Vai ter de deixar porque se não vão-lhe fazer como fizeram noutros países.
Canal – Falou no dia 22. O que quer dizer esse dia 22?
Dhlakama – Eu sei que dia 22 (deste mês) vai começar a reunião do Comité Central (da Frelimo) que tem dois pontos de agenda. PONTO UM: analisar por que é que a Frelimo teve derrota e por que é que as pessoas não foram votar no dia 20 de Novembro. PONTO DOIS: a indicação do substituto como presidente do partido Frelimo.
Canal – Já ouviu alguma coisa sobre o possível substituto do senhor Guebuza?
Dhlakama – Não!! Eu sei que há muitos candidatos. Sei que há candidatos do Partido Frelimo e depois há os candidatos da preferência dele como pessoa. Em África às vezes os comunistas fazem isso; não dão liberdade ao partido. Pensam em continuar a mandar. Mas a Frelimo já o mandou passear. Ele tentou fazer essas brincadeiras mas acho que já não consegue. Tentou ter as Forças Armadas, o SISE, os funcionários. Ele estava apostado em pessoas sujas, como ele, corruptas e analfabetas. Mas eu não sou membro da Frelimo para fazer juízos. Apenas estamos a acompanhar isso.
Paz ainda este ano?
“A guerra dos 16 anos durou muito porque não havia investimento estrangeiro”
Canal – Presidente Dhlakama, acha que vamos ter paz este ano?
Dhlakama – Vamos ter!
Canal – Este ano?
Dhlakama – Este ano pode não ser, mas em Janeiro ou Fevereiro vamos ter. Sabe? Eu estou convencido! Sabe por que é que eu estou motivado?
Canal – Diga, diga!…
Dhlakama – Os americanos estão a fazer a prospecção de gás e petróleo na Bacia do Rovuma. Os navios norte-americanos por dia estão a gastar 01 milhão de dólares. Já andam nisto há muitos meses. Num mês gastam trinta milhões de dólares ou mais. Mesmo os brasileiros, da Vale, e os australianos, da Rio Tinto, em Moatize/Tete estão a gastar muito a investir. Nas areias pesadas, em Moma, estão a gastar muito. Várias prospecções estão a ser feitas por franceses, britânicos, portugueses…eu não quero por isso aceitar que esses países permitam que a Frelimo continue a fazer desmandos para obrigar a que a Renamo destrua tudo.
A guerra dos 16 anos durou muito porque não havia investimento estrangeiro. Era tudo estatal ou para-estatal. Por isso os zimbabweanos entraram para destruir tudo ao proteger o Corredor da Beira. Por isso tanzanianos e cubanos entraram. Hoje a comunidade internacional não vai permitir que alguém entre para destruir um, cinco, dez biliões de dólares investidos, antes de haver retorno. Quer na Renamo, quer mesmo os grandes quadros da Frelimo já têm carpintarias, moageiras, muitas coisas e não querem que essas coisas sejam afectadas pela guerra.
Mensagem aos soldados governamentais
“Estão a morrer para manterem Guebuza no poder, a roubar tudo em Moçambique”
Canal – Tem alguma mensagem para os soldados governamentais?
Dhlakama – Abandonem a luta contra a Renamo porque é uma luta sem justificação!
Canal – Acha que já estamos em guerra civil?
Dhlakama – Não estamos em guerra civil porque os jovens nem sabem, nem estão a entender por que é que estão a lutar. Estão a lutar só para defenderem os interesses do Guebuza e das suas filhas(os).
Todos os militares sabem que aqui em Sadjundjira fogem 30 a 40 por dia; em Casa Banana, em Marínguè, mesmo na Ponte do Rio Save 20 a 30 fogem por dia, outros vão presos, outros largam as armas e vão para o Zimbabwe e para a África do Sul porque não entendem por que é que estão a morrer.
Sabem que estão a morrer para manterem Guebuza no poder, a roubar tudo em Moçambique. É totalmente diferente de guerra civil.
Canal – O que é que os civis devem fazer entre Muxúnguè e o Rio Save? Devem deixar de passar ou podem continuar a passar desde que não tenham nas suas viaturas soldados ou polícias?
Dhlakama – Meu amigo. No dia 17 de Outubro fiz uma declaração a desafiar o Governo da Frelimo para deixar de haver colunas. Com uma BTR à frente a 150 kms, depois deixam os carros sozinhos. É atacada e depois pegam numa criança e dizem que a Renamo atacou civis…
Eu gostaria que declarássemos cessar-fogo entre Muxúnguè, Chibabava, minha terra, até ao Rio Save porque aquilo não significa nada; é só um negócio sujo… Não serve para nada. Os camiões são obrigados a pagar aos militares para correrem e deixarem os carros sozinhos. A Renamo não ataca civis, ataca militares.
E ataca militares porque a maioria que escraviza o Centro e o Norte provém da Região Sul. Vêm para paralisar ou matar os “chingondos”. Qualquer general sabe que se deve fechar o caminho por onde passa a logística de quem ataca.
Os civis devem saber que é por ali que passa a logística de quem vem atacar Sadjundjira e Dhlakama.
A Frelimo faz campanha e diz que a Renamo não é nada. Depois um civil morre. Devem saber que essa propaganda é conhecida!
Todos os generais sabem, generais americanos, franceses…sabem que um exército quando está a perder leva crianças e mulheres grávidas para dar a entender que “aqueles do mato é que estão a matar”. Mas não é isso: o que se passa em Muxúnguè é um negócio que a Frelimo está a fazer. No dia em que deixar de passar a logística da Frelimo para virem atacar em Sadjundjira, a Renamo e Dhlakama, os civis vão poder passar à vontade. Aliás, a guerra acabou em 94. Em 22 anos de guerra nunca fechámos o Save. Agora fazemos isso porque a Frelimo nos ataca e veio atacar Sadjundjira.
O líder do maior partido da oposição em Moçambique, Afonso Dhlakama, abriu hoje a porta à participação da Renamo nas eleições presidenciais e legislativas do próximo ano, depois de ter boicotado as municipais de novembro passado.
Numa entrevista à Lusa por telefone, e falando de um local desconhecido “mas em Moçambique”, Dhlakama fez depender a participação do seu partido nas eleições gerais de uma nova lei eleitoral e não, como anteriormente, de um extenso pacote reivindicativo, que não foi aceite, levando a Renamo a boicotar as municipais.
“Essa palavra ‘boicote’ não está boa, nada. É exigência da democracia própria, aquela que em Portugal vocês têm participado. O que houve não são eleições, são uma fantochada, as eleições não podem ser contestadas por mais de nove pequenos partidos, todos a dizerem que foi uma fantochada, com um único partido, a Frelimo, a dizer que correu bem”, disse o líder da Renamo.
Nos últimos dias, nas redes sociais, nomes de algumas figuras de proa da Frelimo têm sido lançados como possíveis candidatos. Primeiro, foi um grupo que se considera apoiante da candidatura de Eneas Comiche. O grupo escreve, no mural do candidato, que aquela é “Página de apoio à candidatura presidencial de Eneas Comiche. A página não é da responsabilidade de Eneas Comiche, mas de um grupo de cidadãos anónimos”.
O grupo de apoiantes tem publicado frases contundentes sobre a governação e o debate político. Por exemplo, ontem, publicou para o debate a seguinte frase: “Para aqueles camaradas mais fundamentalistas que acham que não se deve comentar assuntos do partido nas redes sociais, aí está o exemplo de um ilustre membro do Comité Central. Participem na discussão, as redes sociais são um meio válido para auscultar a vontade dos militantes e do povo em geral. Gostaria de ouvir a opinião sobre os pré-candidatos proposto pela Comissão política da Frelimo às eleições gerais! Vaquina , Pacheco , Nyusi!”
A seguir, foi a vez de os apoiantes de Eduardo Mulémbwè criarem um mural de apoio à sua candidatura. No mesmo mural, lê-se que “esta página foi criada por quem acredita no perfil de Eduardo Mulémbwè a candidato presidencial nas eleições de 2014.”
Em contacto telefónico, Eduardo Mulémbwè disse desconhecer a existência de um mural em apoio à sua candidatura. “Não tenho conhecimento. Não autorizei ninguém para criar mural e lançar a minha candidatura. Eu fui secretário do Comité de Verificação, conheço bem os estatutos da Frelimo”. Porém, reconhece: “não posso impedir as pessoas de se manifestarem. Não tenho como impedi-las”.
Sete pessoas perderam a vida e seis ficaram gravemente feridas na manhã do último domingo na região de Ligonha, distrito de Gilé, província da Zambézia, em consequência de um acidente de viação ocorrido no local.
O acidente envolveu um autocarro da companhia de transportes terrestres “Maningue Nice” e teve como causa o estouro de um pneu frontal e excesso de velocidade que concorreu para que o condutor do mesmo tenha desgovernado o veículo. Segundo apurou o Canalmoz no local, 32 pessoas seguiam na viatura.
De acordo com fontes do Canalmoz que assistiram ao sinistro, “o autocarro vinha em alta velocidade e quando o pneu da frente estourou e o motorista não conseguiu controlar o veículo, por isso capotámos”.
Uma vítima disse à Reportagem, no Hospital Rural de Alto Molócuè, que “o motorista vinha em alta velocidade e os passageiros já haviam reclamado ao motorista sobre o excesso de velocidade”.
Entretanto, este caso não é o primeiro que envolve um autocarro desta companhia, outros casos já se deram anteriormente e, em muitos casos, a responsabilidade é dos motoristas.
O Banco de Moçambique (BM) convocou a Imprensa na tarde desta segunda para informar que a onda de raptos que se têm registado no País nos últimos meses, sobretudo nas cidades de Maputo, Matola e Beira, não está ligada às instituições bancárias, tal como tem vindo a ser feito referência.
O governador do BM, Ernesto Gove, que falava durante um encontro do balanço preliminar do desempenho da economia nacional referente ao ano prestes a terminar, foi quem deu essa garantia.
“As instituições financeiras nacionais têm colaborado com as autoridades da lei na denúncia de práticas inadmissíveis e na prestação de informação que ajuda no processo de investigação criminal tal como apurámos através de uma investigação levada a cabo pelo banco emissor”, disse Ernesto Gove.
“ Por isso posso garantir que essas informações são falsas”, sentenciou Gove.
A Polícia da República de Moçambique (PRM), a nível da província de Maputo, anunciou a apreensão de três viaturas e uma arma de fogo, que supostamente eram usadas na caça furtiva no distrito de Magude, província de Maputo. Magude faz fronteira com o Parque Transfronteiriço de Kruger, na África do Sul, através do Posto Administrativo de Mapulanguene.
Simiana Fondo, oficial de Imprensa no Comando Provincial da PRM, ontem, não explicou em que ocasião as viaturas foram apreendidas, mas disse que dois indivíduos indiciados de estarem envolvidos na caça furtiva estão a contas com a Polícia.
“Foram apreendidas três viaturas e detidos dois indivíduos, no distrito de Magude. Na posse dos caçadores foi apreendida uma arma de fogo, usada para casa furtiva”, disse Fondo.
Acidentes
Num outro desenvolvimento, a porta-voz do Comando Provincial disse que no mesmo período foram registados seis óbitos e oito feridos, dos quais quatro ligeiros como consequência de oito acidentes de viação. Ainda de acordo com Simiana Fondo, foram fiscalizadas 697 viaturas, das quais 305 foram autuadas com multas
A cidade de Maputo regista nos últimos tempos casos de roubos de viaturas com recurso a chaves falsas. Durante a semana finda foram roubadas seis viaturas: quatro de marca Toyota Vitz, um Mitsubishi-Pajero e um Land Cruser. A informação foi avançada, ontem, pelo porta-voz da polícia, a nível do Comando, Orlando Mudumane no habitual briefing semanal com a imprensa.
A polícia chama atenção aos automobilistas para a necessidade de estacionarem as viaturas em locais seguros.
Um jovem estudante do Instituto Industrial e Comercial da Matola, de nome Abdul Ali, natural da província de Cabo Delgado, continua desaparecido depois de no passado dia 5 de Dezembro corrente, pelas 2 horas da madrugada, seis agentes da Força de Intervenção Rápida (FIR) terem tentado raptá-lo no Centro Interno daquela instituição de ensino técnico e médio.
Fonte familiar e colegas disseram ao Canalmoz que o episódio deu-se na última quinta-feira, no dia 5 de Dezembro, quando pelas 2 horas da madrugada seis homens armados – três dos quais vestidos de FIR e dois à paisana – invadiram o internato, sem nenhum mandado judicial com o agravante de ser alta noite. Estes agentes obrigaram o guarda do Centro Interno do Instituto Industrial e Comercial da Matola a abrir o portão porque alegadamente tinham um trabalho a fazer no centro.
No recinto do centro os cinco supostos agentes da Polícia puseram-se a revistar os bens dos estudantes ali acomodados. Quando chegaram ao quarto de um dos estudantes de nome Abdul Ali, para além de revistarem os seus bens, levaram consigo o telemóvel do estudante entre livros, roupa, cadernos, documentos e convidaram o jovem a segui-los, na condição de levar pasta dentífrica “porque isso poderia lhe ajudar”.
“Quando estavam a sair do recinto do centro, porque o guarda tinha trancado o portão de acesso e saído do local, os cinco elementos preferiram saltar o muro com os bens levados”, disseram as nossas fontes, acrescentando que “o estudante duvidoso da acção dos supostos agentes policiais fugiu e esses puseram-se a disparar”.
A FIR também vandalizou a casa do tio do estudante
Consta que no dia seguinte, ou seja, na sexta-feira do dia 6 de Dezembro, com o mesmo pretexto de terem informações de o estudante ser colaborador dos sequestradores, os agentes foram à casa do jovem Abdul Ali, no bairro Patrice Lumumba, onde fizeram o mesmo do dia anterior, tendo vandalizado a casa e de seguida espancado o dono.
“Neste momento o jovem está em parte incerta com medo de ser torturado ou morto pela Polícia. Não há comunicação porque o telefone é este que ficou com os tais agentes”, concluiu o professor do centro onde o jovem tem vindo a estagiar em economia.
Na verdade, não se sabe se foi ou não uma tentativa de rapto, dado a acção ter sido na calada da noite, para além do comportamento de terem ameaçado o guarda para abrir o portão.
Estudante conta a sua versão
A Reportagem do Canalmoz foi contactada pelo jovem Abdul Ali que, segundo ele, ainda continua escondido por ter medo da FIR.
Ele contou pessoalmente o que aconteceu naquela noite. Disse que foi às 2 horas da madrugada da quinta-feira do dia 6 de Dezembro, que seis indivíduos, três dos quais uniformizados à FIR e três à civil entraram no Centro Internato onde vivem alguns estudantes do Instituto Industrial e Comercial da Matola e puseram-se a vasculhar os quartos dos estudantes, incluindo o quarto onde ele encontrava-se a dormir e pediram que lhes entregasse o telefone.
“Mas eu com medo, pensando que eram bandidos, escondi o telefone na almofada”, disse o estudante, afirmando que revistaram o quarto e vasculharam nas malas e depois foram a outros quartos.
“Momentos depois voltaram para o meu quarto e disseram que eu não podia brincar com eles, tinha que lhes entregar o telefone que eu tinha, porque mantenho contacto com raptores”, disse Abdul Ali.
O jovem afirmou que como tinha medo, acabou por entregar o telefone, e os agentes obrigaram-no a segui-los, levando roupa, pasta dentífrica, livros e outros bens “porque isso vai ajudar”.
De acordo com a fonte, ao saírem do recinto, os agentes saltaram o muro porque o guarda tinha fechado o portão.
“Foi nesta altura que consegui fugir, e fui à casa do director a fim de pedir socorro, mas o director não abriu as portas nem me atendeu. Resolvi entrar no mato até amanhecer”, contou Abdul Ali.
A fonte explicou que quando amanheceu, procurou uma casa vizinha para descansar porque “esteve cansado”.
“No sábado voltei ao centro e os meus colegas disseram que o director estava ali. O director disse aos meus colegas que eu era procurado pela FIR e se me encontrassem matar-me-iam”, disse, acrescentando que “perante esta ameaça, resolvi ficar fora do centro até segunda-feira”.
A fonte disse, por outro lado, que na segunda-feira foi ao encontro do director do Instituto Industrial e Comercial da Matola, e ficou a saber daquele que é procurado pela FIR e se o encontrasse ir-lhe-iam fazer mal e na sequência a direcção daquela escola não se responsabilizaria pelo que viesse a acontecer.
“Agora não sei o que fazer porque continuo com medo e estou ainda escondido”, referiu a fonte. Na verdade, nesta segunda-feira, dia 16 de Dezembro, começaram os exames naquela escola, devendo terminar na próxima sexta-feira.
Direcção do instituto remete a responsabilidade à Polícia
Neste domingo, a Reportagem do Canalmoz contactou telefonicamente o director do Instituto Industrial e Comercial da Matola, Abel Mahomed Cassamo do Rosário, e este declinou-se a comentar do incidente alegando tratar-se de matéria da Polícia.
Contudo referiu que o processo está em andamento e a sua entidade aguarda pelas conclusões da Polícia no assunto.
Abel Mahomed Cassamo do Rosário não disse se a sua escola tinha metido ou não uma queixa pelo facto da instituição ter sido invadida pelos agentes da FIR na calada da noite em flagrante violação da legislação em vigor sobre a matéria de buscas ao domicílio.
“Como disse, este assunto é de Polícia. O processo está em andamento e nós aguardamos pelo desfecho”, disse o director.
Questionado se o estudante podia ou não retornar ao centro e participar nos exames tendo em conta que os seus documentos estão com os supostos agentes da FIR, o director do Instituto Industrial e Comercial da Matola contornou a questão, respondendo que “não sei, isso depende do estudante”.
Perante a insistência de querermos saber se a escola iria proteger o estudante, a fonte disse que “não sei, depende da decisão do colectivo de direcção da escola, mas insisto que este é um caso da Polícia”.
Concluiu afirmando que não pode falar mais ao telefone, e se o jornal o precisasse para mais detalhes poderia lhe procurar pessoalmente.
PRM diz que desconhece o caso
Em contacto com o Canalmoz, o porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique em Maputo, Emídio Mabunda, disse que a corporação não tem conhecimento da ocorrência.
A fonte afirmou que suspeita que os indivíduos não sejam agentes da Polícia, devido à forma como actuaram fora da hora e no fim-de-semana.
Emídio Mabunda argumentou que a lei não permite que a Polícia faça buscas durante à noite ou nos fins-de-semana, nas casas ou instituições mesmo com mandados judiciais, salvo em flagrante delito.
Pediu a colaboração dos familiares e da Direcção do Instituto Industrial e Comercial da Matola, no sentido de notificarem o caso às autoridades para estas darem o devido seguimento.
“Não temos registo dessa ocorrência e o facto dessas pessoas terem vestido uniforme da Polícia não significa que sejam agentes da PRM”, disse o porta-voz, concluindo que “a serem polícias precisamos de saber em que unidade estão afectos”.
Há gente mal intencionada ligada ao mundo de negócios que está a manipular a “média” sul-africana, para desencorajar os turistas daquele país que, tradicionalmente, têm como destino para os seus momentos de lazer as praias moçambicanas, tirando proveito do actual clima de instabilidade instalado nalguns pontos da região central do nosso país.
Este sentimento foi manifestado ao nosso Jornal, por Rogério Gomes, representante da CTA, em Gaza, e presidente local do Conselho Empresarial Provincial, que nos disse haver uma tentativa, no seio de alguns homens de negócios daquele país, que deliberadamente procuram mostrar ao mundo, que está instalado o caos em Moçambique.
“Os ataques na região de Muxúnguè, estão a ser aproveitados por algumas pessoas na África do Sul para inculcar nas mentes dos turistas que habitualmente nos visitam, que reina um ambiente de terror. Contudo, localmente, tudo temos estado a fazer para que essa imagem seja mudada, porque isso está a afectar os nossos negócios. Convidamos a Imprensa sul-africana para que venha viver e reportar a nossa realidade. No entanto, esta nossa vontade não foi correspondida positivamente pelos jornalistas sul-africanos”, disse Rogério Gomes.
Segundo a nossa fonte, tudo isto acontece numa altura em que o turismo, particularmente em Gaza, tem estado, nos últimos dois anos, a conhecer avanços significativos, pese embora os ataques armados, em Muxúnguè, estarem já a provocar enormes constrangimentos na actividade dos operadores turísticos na província e não só.
“Com efeito, a situação prevalecente em Muxúnguè, está a ser aproveitada, particularmente pela “média” sul-africana, para desencorajar a vinda de turistas ao nosso país, o que favorece, naturalmente, aos operadores turísticos da África do Sul, tudo isto numa perspectiva de reter, no seu país, as receitas que deveriam beneficiar Moçambique em troca da actividade turística por nós prestada, particularmente nesta fase da quadra festiva que se aproxima”, lamentou a nossa fonte.
Ainda de acordo com o presidente do Conselho Empresarial Provincial em Gaza, a desinformação sobre a situação no país atingiu tal nível que, na perspectiva de convencer os seus concidadãos a não viajar para Moçambique, alguma imprensa local, tem estado a passar imagens de manifestações violentas ocorridas em Maputo, em Fevereiro do ano passado, com o intuito de ludibriar a opinião pública sobre um pretenso ambiente de caos que se estaria a viver em todo o país.
Como reflexo disso, segundo o nosso entrevistado, os complexos turísticos de Gaza, têm vindo a ser insistentemente confrontados com pedidos de cancelamento de reservas nas diversas unidades por parte de cidadãos sul-africanos, que constituem para o turismo nacional, uma importante fonte de receitas.
Conforme nos confidenciou Rogério Gomes, o que consola, de certo modo, a classe empresarial local é que ano após ano, se tem notado um crescimento considerável da demanda de moçambicanos com hábito de fazer turismo, uma cifra que já consegue atingir 45 por cento dos frequentadores de estâncias turísticas em Gaza.
“Estamos esperançados que esta tendência continue a evoluir para continuarmos a contar com os moçambicanos porque, felizmente, desde 2010 a esta parte, se nota uma subida substancial do número de moçambicanos a fazer turismo”, disse acrescentando que “continuaremos, entretanto, a fazer tudo para que as reservas feitas pelos estrangeiros para a quadra festiva se mantenham, porque nós não queremos admitir que teremos desistências”.
MAIS OPÇÕES PARA O TURISMO
Reflexões feitas pelo governo de Gaza, apontam para a necessidade do sector do turismo, caminhar para a busca de mais alternativas para que esta actividade de lazer seja acessível a mais moçambicanos, através da oferta de produtos e serviços a preços acessíveis para a maioria da população, para além de se capitalizar a relação intrínseca entre o património histórico-cultural com o desenvolvimento da indústria turística.
Zonas como Nwadjahane, Chilembene, Chaimite, Coolela, Magul, entre outras denominadas património histórico-cultural, fazem de Gaza, um privilegiado local de atracção turística por excelência.
Os referidos locais históricos devem, na óptica do executivo de Gaza, constituir importantes fontes de captação de receitas para a sua manutenção e benefício para as respectivas comunidades, havendo para tal necessidade de todos os actores ligados ao turismo se assumirem como verdadeiros defensores desta iniciativa.
Um autocarro da transportadora Maning Nice, sediada na cidade de Nampula, capotou, na manhã de ontem, no posto administrativo de Alto Ligonha, distrito do Gilé, na Zambézia. No local, morreram seis pessoas, incluindo o cobrador, e 16 pessoas ficaram feridas, das quais sete em estado considerado grave.
Os feridos foram evacuados para hospital do distrito de Alto Molócuè, a cerca de 70 quilómetros do local do acidente. Neste momento, permanecem internados naquela unidade sanitária quatro dos sete feridos graves, pois três foram transferidos para Hospital Central de Nampula, maior unidade sanitária da região norte do país. Os restantes nove tiveram alta ainda ontem, depois de terem sido observados pelos médicos que recomendaram tratamento ambulatório.
Homens armados, supostamente pertencentes à Renamo, atacaram, por volta das 09h20 de ontem, a primeira coluna que fazia o trajecto Muxúnguè-Save, próximo do rio Ripembe, onde está posicionado um contingente da Força de Intervenção Rápida (FIR).
A coluna era composta por mais de 70 viaturas e oito eram autocarros, entre eles da ETRAGO e da Nagy Investiment. Parte dos autocarros destas duas transportadoras levava a bordo civis e agentes da FIR e das Forças Armadas de Defesa e Segurança (FADM) que, nos últimos tempos, estavam estacionados em várias posições nos distritos de Marínguè e de Gorongosa e que acabavam de ser substituídos.
Além dos agentes das forças governamentais, os autocarros em causa, alguns idos da província de Nampula, transportavam cadetes da Academia militar Samora Machel, que seguiam para a zona sul do país, a fim de passar alguns dias com as suas famílias, já que estão de férias.
A nossa fonte contou que, quando a coluna se aproximava da ponte sobre o rio Ripembe, foi obrigada a reduzir a velocidade, devido ao mau estado em que se encontra a ponte.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas do jantar anual com jornalistas correspondentes da Casa Branca, na noite deste sábado,...
O Banco Mundial delineou uma nova estratégia para Moçambique, centrando-se na criação de emprego como uma das suas principais prioridades. O enfoque recai sobre...