A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Chimoio deteve um jovem de 17 anos, suspeito de estar envolvido em assaltos a residências em vários bairros da cidade de Chimoio, na província de Manica.
O menor agia em colaboração com um indivíduo que, infelizmente, faleceu após ser agredido pela população.
A quadrilha, composta por dois elementos, utilizava uma catana para ameaçar as vítimas durante os assaltos. O jovem detido foi encontrado na posse de quatro televisores, enquanto o seu companheiro perdeu a vida após ter sido brutalmente espancado por populares.
Em depoimento, o indiciado revelou: “Ele me levou e disse que vamos roubar. Tirou a catana. Entramos numa casa e levamos plasma e deixamos a catana para as pessoas não nos seguirem.”
A PRM informou que um dos indivíduos foi agredido pela população e veio a falecer no Hospital Provincial de Chimoio, enquanto o outro foi alvejado na perna ao tentar fugir.
Durante uma das incursões, os suspeitos invadiram a casa de um casal, onde conseguiram subtrair uma televisão e um telemóvel. Uma das vítimas relatou: “Primeiro foi a minha senhora que saiu. Quando já me chama e pergunta onde está o plasma, então, quando saio do quarto, vejo que já não tem o plasma e também não tinha telefone.”
O provedor de Justiça moçambicano, Isaque Chande, manifestou a sua preocupação em relação ao impacto do terrorismo islâmico na província de Cabo Delgado, descrevendo-o como um desafio aos direitos fundamentais dos cidadãos.
Durante uma visita de trabalho àquela província, Chande sublinhou a necessidade de desenvolver estratégias que abordem os conflitos entre os cidadãos e as instituições públicas, especialmente nas áreas mais afectadas pela violência.
O provedor enfatizou a importância da comunicação contínua entre o governo local e os cidadãos, uma vez que esta interacção permite a identificação de queixas e a proposição de soluções adequadas.
“Não existe outra forma de servir os cidadãos senão ouvir as suas preocupações e apresentar respostas dentro de prazos razoáveis”, afirmou Chande.
Na visita ao distrito de Palma, o provedor inspeccionou as instalações do Instituto de Apoio Jurídico (IPAJ) e do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). Durante a sua estadia, Chande destacou a carência de um juiz no distrito, o que resulta no encaminhamento frequente de casos para Mueda, a cerca de duzentos quilómetros de distância.
Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), em Maio passado, o terrorismo islâmico afectou mais de 134.000 pessoas em Cabo Delgado.
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, alertou que as ameaças à soberania nacional deixaram de ser estritamente militares, surgindo agora de factores como o crime organizado e transnacional.
Na cerimónia de posse de José Pacheco como novo Director Geral do Serviço de Informação e Segurança de Estado (SISE), Chapo enfatizou que a natureza em mudança das ameaças à segurança exige uma actualização constante das operações do SISE. O chefe de Estado afirmou que “o crime organizado está a infiltrar-se em instituições-chave do Estado e a operar dentro do próprio Estado”.
Durante o seu discurso, Chapo referiu que os criminosos têm acesso a órgãos que emitem documentos de identidade moçambicanos, como cartões de identidade, passaportes, documentos fiscais e cartas de condução. Documentos falsificados servem para facilitar a ação desses indivíduos.
Entre as ameaças mencionadas, destacam-se o terrorismo na província norte de Cabo Delgado, os militantes que se autodenominam “Naparamas”, o financiamento de organizações antidemocráticas, a manipulação da população, a compra de consciências para criar caos e desordem social, ataques cibernéticos, bem como o tráfico de drogas e de pessoas.
Chapo sublinhou que essas ameaças requerem abordagens diferenciadas, não podendo ser combatidas apenas com técnicas tradicionais de inteligência e contrainteligência. Mencionou ainda que, assim como na saúde pública, a prevenção é preferível à cura no combate ao crime.
O Presidente classificou o SISE como uma das instituições mais importantes da nação moçambicana e expressou o seu desejo de ver uma transformação total da instituição sob a direcção de Pacheco, tornando-a mais dinâmica, funcional, ágil e assertiva, com a capacidade de antecipar fenómenos que possam comprometer a harmonia social.
Ao tomar posse, Pacheco foi incentivado a fazer desaparecer as práticas corruptas que mancharam a reputação do SISE. Chapo enfatizou que a transformação da instituição implica o fim do nepotismo, regionalismo e venda de vagas no processo de admissão de novos membros.
O Presidente fez questão de transparecer que estava ciente da existência de práticas prejudiciais dentro do SISE e que a impunidade deve chegar ao fim. Referiu, de forma implícita, o recente escândalo de dívidas ocultas que levou a condenações dentro da liderança do SISE.
“Daqui em diante, o SISE deve ser composto apenas por cidadãos disciplinados, competentes e corajosos, patriotas responsáveis que estejam prontos para sacrificar as suas vidas em defesa deste amado país”, declarou Chapo.
Um empresário de nacionalidade libanesa, proprietário da farmácia Avicenna, foi sequestrado na avenida Vladimir Lenine, na Cidade de Maputo.
Testemunhas presentes no local relataram que quatro homens, fortemente armados, abordaram a vítima e a levaram numa viatura em alta velocidade, em direcção desconhecida. Os raptores utilizavam um carro ligeiro de cor preta, e existem indícios de que mais indivíduos poderiam estar a bordo.
Segundo fontes da imprensa, o grupo de sequestradores estava equipado com armamento AK-47, uma arma cuja posse é restrita às Forças de Defesa e Segurança de Moçambique.
Até ao momento, não há informações oficiais por parte da polícia sobre o sequestro, mas as autoridades já se deslocaram ao local do crime para recolher indícios e ouvir testemunhas.
O Secretário de Estado da província de Nampula, Plácido Pereira, apelou aos novos administradores distritais para garantirem a exploração legal e criteriosa dos recursos naturais, promovendo a colaboração com as comunidades locais, em particular através das lideranças comunitárias e tradicionais.
Durante a sua intervenção na cerimónia de investidura dos novos administradores, realizada na última quinta-feira, Pereira sublinhou a necessidade de manutenção da ordem e segurança públicas, assim como o respeito ao Estado de Direito e à protecção dos direitos humanos, com especial ênfase na protecção da criança.
O Secretário de Estado também instou à prevenção e combate à criminalidade, à caça furtiva e à coordenação de medidas preventivas e de socorro em situações de acidentes e calamidades naturais.
A cerimónia marcou a nomeação de 19 dos 23 administradores distritais da província. No entanto, continuam pendentes as nomeações para os distritos de Eráti, Liúpo e Moma. Eráti, localizado no interior e fazendo fronteira com Cabo Delgado, e os distritos costeiros de Liúpo e Moma são reconhecidos como os maiores produtores de pescado da região.
Pereira recordou que o exercício desta função de confiança requer capacidades técnicas, humanas e conceptuais. “Os administradores assumem o papel de dirigentes superiores do Estado, representando a administração central nos distritos. O poder delegado deve ser exercido segundo a lei e deve visar a resolução dos problemas da população local”, declarou.
Na sexta-feira, foram apresentados os administradores dos distritos da Ilha de Moçambique, Rapale e Larde. Para este sábado, estão previstas apresentações similares para os distritos de Mossuril, Monapo, Muecate, Nacarôa, Meconta e Angoche.
Dados recentes revelam uma diminuição significativa da insegurança alimentar em Moçambique, entre 1996 e 2014. Segundo o Inquérito Demográfico e de Saúde (IDS), a taxa de desnutrição crónica em crianças com menos de cinco anos passou de 43% para 37% na última década.
Apesar desta progressão, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que os níveis de desnutrição permanecem demasiado altos, estabelecendo um limite aceitável de 20%.
O Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, sublinhou que, segundo a avaliação pós-colheita de 2024, cerca de 1,49 milhões de pessoas estão em situação de insegurança alimentar aguda, o que representa 13% da população dos distritos analisados e aproximadamente 4,5% da população moçambicana. Além disso, cerca de 46 mil indivíduos encontram-se em situação de emergência, necessitando de assistência humanitária urgente.
Albino afirmou que a Segurança Alimentar e Nutricional tem sido uma prioridade para o governo desde a independência. As projecções actuais indicam que 1,96 milhões de pessoas poderão encontrar-se em situação de insegurança alimentar aguda, somando 17% da população dos distritos avaliados.
O governo aguarda ainda os resultados da avaliação de Segurança Alimentar e Nutricional pós-choque, que deverá revelar a situação das comunidades em todo o país. Albino realçou que Moçambique está atento à dinâmica internacional, tendo assumido compromissos durante a cimeira de nutrição de Tóquio em 2021. Tais compromissos visam acelerar a redução da desnutrição crónica em linha com a Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional (ESAN III) e os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2030.
Os ODS estabelecem como meta a redução da desnutrição crónica em crianças menores de cinco anos de 38% em 2020 para 30% até 2030, além de fortalecer as bases legais que promovem a saúde e o bem-estar, incluindo o desenvolvimento de estratégias de alimentação saudável.
O governo, com o apoio de parceiros, apresentou a primeira Política e Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional (PESAN), aprovada pelo Conselho de Ministros a 13 de Agosto de 2024. Esta estratégia assenta em seis pilares, incluindo a produção e disponibilidade de alimentos nutritivos e a mobilização de recursos.
Por fim, Albino apelou à colaboração de todas as partes interessadas – entidades governamentais, sociedade civil, sector privado e instituições académicas – para enfrentar os desafios na Segurança Alimentar e Nutricional, com foco nas necessidades de grupos vulneráveis, como mulheres grávidas e lactantes, raparigas e crianças com menos de cinco anos.
A localidade de Ntemangau, situada no distrito de Changara, está a enfrentar um surto alarmante de diarreia e vómitos, que tem afectado uma parte significativa da população.
As autoridades de saúde foram rapidamente mobilizadas para investigar a situação e implementar medidas de contenção.
Desde o início do surto, várias pessoas apresentaram sintomas, levando a um aumento do número de atendimentos nas unidades de saúde locais. Profissionais de saúde têm trabalhado incansavelmente para prestar assistência aos afectados, ao mesmo tempo que realizam avaliações das condições hídricas e sanitárias da região.
A Direcção Provincial de Saúde de Tete salientou a importância da higiene pessoal e do consumo de água potável como medidas preventivas. Foram realizadas campanhas de sensibilização para alertar a comunidade sobre os riscos associados à contaminação alimentar e hídrica.
Os responsáveis pela saúde pública estão a monitorizar a situação de perto e prometem actualizar a população sobre o evoluir da epidemia e as estratégias de contenção que estão a ser implementadas. A colaboração da comunidade é considerada essencial para superar este desafio sanitário.
As autoridades pedem ainda que quaisquer casos suspeitos sejam reportados imediatamente às estruturas de saúde locais.
As obras de reabilitação da Estrada Nacional número sete (EN7), que conecta o distrito de Vanduzi, na província de Manica, à cidade de Tete, atingem actualmente um nível de execução de aproximadamente 70%.
Esta intervenção é considerada crucial para a melhoria da infra-estrutura rodoviária no país.
De acordo com Moisés Dzimba, delegado provincial da Administração Nacional de Estradas em Manica, a reabilitação abrange um total de 275 quilómetros. O processo inclui a reciclagem do pavimento existente e a aplicação de revestimento superficial duplo em áreas críticas. Até ao presente, mais de 135 quilómetros já foram intervencionados, divididos em dois lotes.
No primeiro lote, que vai de Vanduzi até à vila de Catandica, localiza-se no distrito de Báruè, dos 35 quilómetros projectados, 30 já estão completados. O segundo lote, que parte de Catandica até Changara, contempla cerca de 100 quilómetros, dos quais 68 quilómetros estão executados.
O projecto começou em Março de 2023, com uma previsão de conclusão em cinco anos, até 2028. Trata-se de uma das principais artérias que liga Moçambique a países vizinhos, como Malawi e Zâmbia. Durante os primeiros dois anos, as actividades foram centradas em reparações iniciais, incluindo a reciclagem e manutenção de rotina. O restante do período será dedicado à manutenção contínua das vias.
Com um investimento previsto de 1,8 mil milhões de meticais, o projecto é financiado através do orçamento de Estado, no âmbito do Programa Auto-Sustentado de Manutenção de Estradas (PROASME), seguindo a política de utilizador-pagador. “Actualmente, cerca de 2.500 viaturas circulam diariamente na EN7, das quais aproximadamente mil são camiões de longo curso”, afirmou Dzimba.
Num âmbito social associado ao PROASME, a reabilitação de infraestruturas públicas já começou a dar frutos. A Escola Básica de Púnguè-Sul foi beneficiada com a construção de três salas de aula e a reabilitação de outros edifícios, uma intervenção que promete melhorar as condições de ensino para mais de 450 alunos. O director da escola, Custódio Ribeiro, expressou a sua satisfação com a qualidade das novas instalações, enfatizando que estas permitirão que os alunos estudem em condições adequadas.
Além da escola, o PROASME está igualmente a reabilitar uma unidade sanitária com maternidade no distrito de Báruè e a restaurar fontes de abastecimento de água. Por último, quatro equipas de futebol locais também receberam material desportivo, promovendo assim o desporto nas comunidades ao longo do corredor de Tete.
As novidades sobre as obras da EN7 e a reabilitação de infraestruturas escolares e de saúde assinalam um avanço significativo na melhoria das condições de vida e de transporte na região.
O Presidente da República, Daniel Chapo, estabeleceu em Maputo as fundamentações da transformação económica de Moçambique para os próximos cinquenta anos, apelando à juventude moçambicana para abraçar este desafio.
O lançamento ocorreu durante a conferência intitulada “Independência Económica: 50 Anos de Liberdade, 50 Anos de Oportunidades”, sob o lema “Moçambique 50 anos depois: Hora da Juventude Transformar Liberdade em Prosperidades”.
“No nosso processo de transformação, o papel da juventude é primordial. Não são apenas beneficiários das políticas públicas, mas sim actores estratégicos capazes de gerar mudanças significativas para o futuro do nosso país”, declarou Chapo.
O estadista propôs que, como primeira medida, os jovens devem aprender com a experiência dos mais velhos, que detêm um vasto conhecimento que pode facilitar a mudança nos próximos cinquenta anos. “Precisamos assegurar que os próximos cinquenta anos sejam superiores àqueles que estamos prestes a comemorar”, reiterou.
Na sua intervenção, Chapo incentivou a juventude a apostar no empreendedorismo, destacando a relevância de os jovens criarem empregos para os seus pares. Definiu o empreendedor como alguém que dinamiza as cadeias de valor locais, provando que é possível realizar mudanças significativas.
Chapo também salientou a importância de não esperar por condições ideais, já que um ambiente totalmente favorável nunca existirá. “A luta deve ser conjunta, envolvendo diálogos contínuos entre o sector público e o sector privado, para fomentar um ambiente propício a investimentos”, afirmou.
Em relação ao desenvolvimento industrial, o Presidente enfatizou a inovação e a valorização dos produtos locais como direcções a serem seguidas, sublinhando a responsabilidade do sector público em ouvir as necessidades do sector privado.
As quintas e sextas bases propostas referem-se à inclusão de todos os cidadãos nos processos de independência económica, especialmente os jovens empresários. “Ninguém deve ser deixado para trás. A sustentabilidade e a solidariedade são fundamentais neste percurso”, defendeu Chapo, apelando à participação juvenil em diálogos nacionais inclusivos.
O Presidente concluiu que a independência económica não advém simplesmente do tempo, mas sim da intervenção activa dos jovens na economia. A sua mensagem dirigida ao sector público e privado foi clara: é imperativo unirem esforços para que os resultados se tornem visíveis na mobilização de investimentos e na coesão nacional.
A conferência contou com a presença de membros do governo, secretários de Estado da Juventude e Desportos, da Agricultura, da pesca, assim como representantes da Associação Nacional de Jovens Empresários e do corpo diplomático acreditado em Moçambique.
A Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a mais antiga instituição de ensino superior em Moçambique, conferiu o Título Honorífico de Doutor Honoris Causa ao ex-Presidente da República, Samora Machel.
A distinção foi atribuída em reconhecimento à sua significativa contribuição nas áreas da educação, governação e defesa da cidadania, além do seu papel na transformação educacional e na afirmação da moçambicanidade. A vida e a obra de Samora Machel, uma figura carismática e emblemática, refletem ideais fundamentais como a unidade, a justiça, a soberania e o progresso.
A cerimónia, que teve lugar na cidade de Maputo e ocorreu no âmbito das celebrações do 50.º Aniversário da Independência Nacional, constituiu um momento de homenagem ao legado histórico e político de Machel. O evento foi presidido pelo Reitor da UEM, Manuel Guilherme, que destacou a importância dos feitos de Samora na luta pela independência e no processo de reforma educacional no país.
As insígnias doutorais foram entregues ao filho de Samora, Malengane Machel, que esteve presente para representar a família. Luís Bernardo Honwana, em nome do laureado, frisou que esta distinção era há muito merecida e desnecessariamente fundamentada. Segundo ele, Samora Machel sempre reconheceu a educação como um poder transformador nas comunidades.
Honwana ainda comentou que a crença nas potencialidades da escola transcende a mera aquisição de habilidades. “A escola era vista como uma base para o povo tomar o poder e libertar-se de aspectos negativos da tradição”, enfatizou.
A proposta para a atribuição deste título foi apresentada pelas Faculdades de Educação, Letras e Ciências Sociais e pelo Centro de Estudos Africanos, reconhecendo a influência duradoura de Samora Machel no pensamento académico.
O director da Faculdade de Educação da UEM, Xavier Muianga, sublinhou que Samora foi mais do que um presidente; foi um educador, pensador e visionário panafricanista, com contribuições que continuam a ressoar nos desafios actuais do país e da região.
O icónico Estádio da Machava está em contagem decrescente para receber, na próxima quarta-feira (25), aproximadamente 40 mil pessoas nas celebrações do 25 de Junho, data que assinala os 50 anos da independência de Moçambique, proclamada em 1975.
Os trabalhos finais de preparação do espaço estão em curso, e o estádio espera também a presença de 36 chefes de Estado e de Governo de nações amigas, além de convidados especiais.
Em conferência de imprensa, o ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, informou que os últimos acertos estão a ser efectuados no palco destinado a um dos maiores eventos do ano organizado pelo Estado. “É nosso desejo receber cerca de 40 mil pessoas e já estão convidados 36 chefes de Estado e antigos presidentes. A mobilização está a ser feita para garantir a maior participação possível de moçambicanos”, declarou Impissa, que actua também como porta-voz do governo.
No dia 25 de Junho, as portas do Estádio da Machava abrirão às 5h da manhã, permitindo que cidadãos de várias regiões do país cheguem ao local das celebrações com antecedência.
O ministro recordou ainda outros eventos que antecedem este simbólico aniversário, destacando a cerimónia recente realizada no distrito de Mueda, na província de Cabo Delgado, presidida pelo Chefe de Estado, Daniel Chapo, em homenagem às vítimas do Massacre da Mueda, um acto cruel perpetrado durante o regime colonial português.
Adicionalmente, Impissa mencionou a cerimónia de lançamento da tocha de unidade nacional, que teve lugar no distrito de Nangade, também na província de Cabo Delgado, e que já percorreu as nove províncias do país, tendo chegado à província de Maputo pela localidade de Incoluane, no distrito de Macia.
Edson Macuacua, presidente da Comissão Governamental para o Diálogo Nacional Inclusivo de Moçambique, lançou um apelo às organizações da sociedade civil para definirem mecanismos que garantam a participação efectiva das mulheres em todas as etapas da reflexão nacional.
Neste momento, a Comissão é composta exclusivamente por representantes de partidos políticos, embora três lugares estejam reservados para entidades da sociedade civil, sem que esteja claro como esses lugares serão preenchidos.
As áreas abordadas pelos vários grupos de trabalho da Comissão incluem: questões eleitorais; assuntos fiscais; economia; sistema de justiça; recursos naturais; unidade e reconciliação nacional; defesa e segurança; descentralização e desconcentração; administração pública e a despolitização do Estado.
Macuacua, que se pronunciou durante uma mesa redonda com organizações da sociedade civil, sublinhou a importância da inclusão das mulheres no diálogo nacional: “Elas devem ter voz, e esperamos que também se apropriem deste processo”.
O responsável destacou que a ausência das mulheres comprometeria o sucesso do diálogo, uma vez que constituem a maioria da população moçambicana. “As mulheres possuem sensibilidades psíquicas e agudas em relação a certas questões, o que lhes permite aconselhar-nos de forma mais eficaz, trazendo consigo experiências que precisam ser valorizadas”, afirmou.
Durante a reunião, Macuacua também partilhou o estado actual do processo de selecção de personalidades da sociedade civil para ocupar os lugares na Comissão. “O processo está em andamento e a informação sobre o número de candidatos será divulgada após 30 de Junho, visando a transparência. Se começarmos a abrir agora, poderíamos ser tentados a influenciar o processo”, esclareceu.
A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, realçou a importância de uma colaboração mais próxima com a Fundação Merck, visando a formação de profissionais de saúde, a promoção da igualdade de género e o combate às uniões prematuras no país e em África.
Durante o discurso na VII Cimeira de Iniciativas das Primeiras-Damas, realizada em Dubai, Gueta Chapo informou que Moçambique recebeu 18 bolsas de estudo destinadas a médicos de diversas províncias. “Das 18 bolsas, 15 foram atribuídas no âmbito do programa nacional de diabetes da Fundação Merck”, destacou.
A Primeira-Dama enfatizou a relevância de as bolsas estarem disponíveis em língua portuguesa, o que facilita a sua compreensão por parte dos estudantes. Louvou a Fundação Merck pela atribuição de 140 bolsas de estudo, das quais 100 foram destinadas a pessoal médico e enfermeiros, enquanto 40 foram direccionadas a meninas carenciadas.
Gueta Chapo sublinhou a necessidade de apoiar meninas moçambicanas que, por serem órfãs ou filhas de viúvas, enfrentam grandes dificuldades para prosseguir os estudos. “Temos muitas meninas no nosso país que gostariam de continuar a estudar, mas não têm possibilidade”, afirmou.
A Primeira-Dama elogiou a campanha “Mais do que uma mãe” da Fundação Merck, que visa empoderar mulheres com infertilidade, proporcionando-lhes acesso à informação e promovendo mudanças de mentalidade. “Estou impressionada com esta iniciativa”, expressou.
Gueta Chapo reiterou o compromisso do seu gabinete em combater as uniões prematuras e a promover os direitos das raparigas, alinhando-se com os esforços do Executivo moçambicano e líderes comunitários. “Continuamos a sensibilizar a nossa população para não permitirem que crianças se casem antes dos 18 anos”, concluiu.
A Primeira-Dama manifestou ainda o desejo de fortalecer a cooperação com a Fundação Merck e com as outras Primeiras-Damas, mostrando entusiasmo em partilhar este caminho para impulsionar mudanças significativas no país e no continente.
A Primeira-Ministra de Moçambique, Benvinda Levi, revelou que empresários japoneses manifestaram interesse em investir no projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, localizado no rio Zambeze, na província central de Tete.
Este ambicioso projecto inclui a construção de uma barragem a cerca de 60 quilómetros a jusante da barragem existente em Cahora Bassa, junto com uma central eléctrica com capacidade para gerar 1.500 megawatts. Além disso, está prevista uma linha de transmissão de alta tensão com 1.300 quilómetros de extensão, que ligará o Vale do Zambeze à cidade de Maputo.
O custo estimado para a construção da barragem e da central eléctrica é de 5,5 mil milhões de dólares americanos. Durante a fase de construção, o projecto Mphanda Nkuwa deverá criar cerca de 7.000 postos de trabalho, e, após o início da geração de electricidade, estarão disponíveis 3.000 empregos permanentes, sendo que 95% destes serão ocupados por moçambicanos.
Em declarações à imprensa, após uma visita de cinco dias ao Japão no âmbito da participação de Moçambique na Expo Osaka 2025, Levi salientou ainda que os investidores japoneses demonstraram interesse na exploração de gás natural na Bacia do Rovuma, situada na costa da província nortenha de Cabo Delgado.
“As reuniões com os investidores japoneses serviram para enfatizar a implementação efectiva de projectos de exploração de recursos naturais que estão em andamento no país, destacando a exploração de gás natural na Bacia do Rovuma e a construção da Barragem de Mphanda Nkuwa”, afirmou Levi.
A Primeira-Ministra considerou que é fundamental identificar projectos concretos para investimento, citando como exemplos o Corredor de Nacala e o Porto de Nacala, que são estratégicos para o Japão. “Partilhamos com o Japão as oportunidades de negócios que existem ao longo desse corredor, visto ser uma área de grande interesse”, acrescentou.
Levi expressou a convicção de que a Expo Osaka, evento que se prolongará até Outubro, está a reforçar a cooperação socioeconómica, ao divulgar o potencial de Moçambique. “A Expo Osaka permitiu a exibição do melhor que Moçambique tem para oferecer, especialmente tendo em conta a tecnologia como força motriz deste evento. Serviu para mostrar os talentos existentes no país e o nosso potencial através dos painéis apresentados”, finalizou.
Durante a sua visita ao Japão, a Primeira-Ministra também se reuniu, a portas fechadas, com representantes da multinacional Mitsui e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), que manifestaram igualmente interesse em continuar a investir em Moçambique.
A comunidade jornalística de Moçambique encontra-se em luto após o falecimento do jornalista Atanásio Marcos, ocorrido ontem (20), na Cidade de Maputo, em consequência de uma doença.
Com uma carreira que se estendeu por mais de 20 anos, Atanásio Marcos desempenhava, até ao momento da sua morte, as funções de jornalista, apresentador e Director Comercial na Televisão de Moçambique, onde fez parte da equipa durante mais de uma década. Na televisão pública, também exerceu o cargo de delegado provincial na província de Sofala.
Antes de se juntar à Televisão de Moçambique, foi parte do Grupo SOICO, onde se destacou como repórter e apresentador do Jornal da Noite, o principal noticiário da STV.
Atanásio Marco tinha 44 anos e a sua partida deixa um vazio significativo na imprensa moçambicana.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor Provincial de Programas. Saiba mais.
A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um (1) Oficial Provincial de Redução de Riscos e Desastres. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Construção. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Administração e Finanças. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Administração. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista e Digitador de Dados-Gestão de Casos. Saiba mais.
A Rigor Outsourcing, Lda., empresa moçambicana especializada em Consultoria Financeira, Auditoria e Recursos Humanos, está a recrutar um (1) Profissional Sénior de Administração e Gestão. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor Provincial de Programas. Saiba mais.
O Dalai Lama, líder espiritual tibetano, anunciará uma mensagem no próximo mês, com a possibilidade de abordar o aguardado tema da sua sucessão, conforme revelou o governo tibetano no exílio na quarta-feira (18).
A mensagem de Tenzin Gyatso, nome de nascimento do Dalai Lama, será divulgada a 2 de Julho, poucos dias antes do seu 90.º aniversário, a ser comemorado a 6 de Julho em uma cerimónia que reunirá uma vasta multidão no norte da Índia, onde se encontra refugiado desde 1959, após a invasão chinesa no Tibete.
O laureado com o Prémio Nobel da Paz em 1989 já havia declarado que este aniversário seria uma ocasião propícia para motivar a população a reflectir sobre o futuro e a questionar se desejam um novo Dalai Lama. A continuidade desta instituição conta com um forte apoio entre os tibetanos no exílio.
A inquietação entre os tibetanos aumenta face à possibilidade de a China nomear um sucessor para Tenzin Gyatso, uma medida que visaria reforçar o controlo sobre o Tibete, território invadido militarmente em 1950.
Penpa Tsering, líder eleito democraticamente do governo no exílio por cerca de 130 mil tibetanos de todo o mundo, com sede em McLeod Ganj, anunciou que os principais dignitários religiosos tibetanos, ou lamas, se reunirão a 2 de Julho. “Haverá uma breve reunião de todos os principais lamas, cerca de nove”, informou Tsering aos jornalistas, acrescentando que, posteriormente, terá início uma conferência religiosa.
Durante a abertura deste encontro, será transmitida uma mensagem em vídeo do Dalai Lama, embora detalhes adicionais não tenham sido divulgados.
O líder espiritual tibetano já afirmou que, caso haja “um consenso” sobre a continuidade da instituição do Dalai Lama, o seu gabinete em McLeod Ganj assumirá a responsabilidade pelo reconhecimento do sucessor, que deverá, ressalva, “nascer no mundo livre”.
Reconhecido como a 14.ª reencarnação do mestre escolhido pelos monges em 1391, o Dalai Lama expressa que não busca a independência total do Tibete, mas sim uma maior autonomia para a região.
Recentemente, um aumento nas tensões políticas nos Estados Unidos tem sido observado, com agentes federais a prender diversas autoridades eleitas do Partido Democrata.
Este fenómeno está a suscitar preocupações sobre a crescente divisão política no país.
A administração do presidente Donald Trump, que se tem caracterizado por medidas rigorosas contra imigrantes sem documentos, tem enfrentado uma forte oposição dos políticos democratas. Em resposta a essas políticas, a repressão a membros da oposição tem se intensificado, culminando em detenções.
Um dos casos mais emblemáticos foi a prisão de Brad Lander, controlador da cidade de Nova York e candidato a prefeito. Lander foi detido num tribunal de imigração em Lower Manhattan enquanto tentava auxiliar um migrante ameaçado de ser preso. A situação política tornou-se ainda mais caótica com a crise em Los Angeles, onde uma disputa acesa entre Trump e o governador da Califórnia, Gavin Newsom, um democrata, levou a ameaças de prisão por parte do presidente.
A senadora Tina Smith, do Minnesota, expressou a sua preocupação em relação ao que considera um descontrolo por parte do Departamento de Segurança Interna. “Os membros do Congresso precisam de segurança para se defender do poder executivo? Deus, espero que não”, afirmou.
Em resposta à detenção de Lander, o Departamento de Segurança Interna insinuou que o controlador tentava “minar a segurança das autoridades policiais para conseguir um momento viral”, alegando que ele teria agredido as autoridades, uma acusação que Lander negou após ser libertado.
As mulheres da cidade de Chimoio, na província de Manica, pediram ao governo a reactivação de várias indústrias que se encontram paralisadas, com o objectivo de criar mais postos de emprego.
A solicitação foi expressa durante um encontro orientado por Cidália Chaúque, Secretária-geral da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), realizado na cidade. Registou-se uma participação activa de várias cidadãs, entre as quais se destacou Regina Tesoura, que, em nome das presentes, lembrou que a província já foi sede de indústrias significativas, como a Textáfrica e a Empresa Moçambicana de Malhas (EMA), que proporcionavam emprego a um elevado número de pessoas.
Nos últimos anos, muitas destas indústrias deixaram de operar, resultando na perda de milhares de postos de trabalho. “É lamentável o que observamos actualmente, pois, apesar de as mulheres estarem envolvidas em diversas actividades de geração de rendimento, necessitam de mais oportunidades de emprego. A reactivação das empresas é uma esperança para muitas delas”, afirmou Regina, recebendo a aprovação unânime das participantes.
As mulheres apelaram a Cidália Chaúque que levasse seu pedido ao Presidente da República, Daniel Chapo, enfatizando que a população de Chimoio, e da província de Manica de forma geral, almeja uma mudança significativa no que toca à criação de postos de trabalho para sustentar as suas famílias.
O compromisso das mulheres em colaborar com o partido Frelimo, no poder desde a Independência em 1975, foi igualmente destacado. “Sentimo-nos satisfeitas por receber a Secretária-geral da nossa organização feminina e reafirmamos a nossa determinação em trabalhar lado a lado com o Frelimo na construção de um Moçambique melhor”, sublinhou Regina Tesoura.
Ao responder às preocupações levantadas, Cidália Chaúque expressou gratidão pelas contribuições, reconhecendo-as como importantes para o desenvolvimento do país. “Não se trouxe aqui questões individuais, mas sim problemas colectivos que afligem as mulheres. Temos que estar organizados para sermos eficazes em receber apoio para os nossos projectos”, afirmou.
A Secretária-geral sublinhou que a organização em associações é fundamental para canalizar os apoios necessários às comunidades. “O governo pretende devolver os ‘Sete milhões de meticais’ que outrora foram promissores. Para isso, a organização é essencial, pois só assim poderemos garantir que todos sejam beneficiados”, acrescentou.
Durante a visita, Cidália Chaúque entregou kits de material escolar a cerca de 100 crianças em situação de vulnerabilidade e deu início à construção de um centro provincial de formação da OMM, que incluirá diversas instalações, como salas de conferência e refeitório.
Amanhã, último dia da sua visita à província de Manica, Cidália deslocar-se-á ao distrito de Gondola.
Um tribunal britânico concedeu autorização ao Estado moçambicano para incluir os herdeiros de Iskandar Safa, empresário falecido no ano passado, no processo relacionado com as dívidas ocultas, visando assegurar o pagamento da indemnização de 1,9 mil milhões de dólares.
Iskandar Safa e a sua empresa de construção, Privinvest, foram considerados culpados no ano transacto de corrupção do ex-ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, no contexto da assinatura de garantias estatais para empréstimos bancários concedidos às empresas públicas Proindicus, Ematum e MAM em 2013 e 2014. Os empréstimos tinham como finalidade a aquisição de navios e equipamentos para vigilância marítima.
Na sentença proferida em Julho do ano passado pelo Tribunal Comercial de Londres, o juiz Robin Knowles determinou que o grupo naval deveria pagar cerca de 1,9 mil milhões de dólares em indemnização. Iskandar Safa faleceu a 29 de Janeiro de 2024, antes da decisão judicial.
A Procuradoria-Geral da República de Moçambique, que actua em representação do Estado neste caso, solicitou a inclusão da viúva de Safa, Clara Martinez Thedy de Safa, e dos filhos, Akram e Alejandro Safa, como arguidos para assegurar a continuidade do processo judicial.
Na decisão datada de 16 de Junho, o juiz Knowles enfatizou a importância de prosseguir com o processo para garantir que a decisão judicial inicial mantenha validade, evitando assim uma situação em que a sentença não possua efeito legal no Líbano ou em outras jurisdições, dado que a legislação libanesa não reconhece a personalidade jurídica de pessoas falecidas ou das suas heranças.
O tribunal autorizou a inclusão dos novos arguidos, a alteração do processo e a notificação fora da jurisdição britânica, com a indicação de que eventuais questões acessórias serão tratadas posteriormente. É importante notar que, em Abril passado, o mesmo juiz permitiu à Privinvest avançar com um recurso, cujo julgamento ainda não foi agendado.
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