Destaque Israel rejeita retirada da Faixa de Gaza em caso de cessar-fogo

Israel rejeita retirada da Faixa de Gaza em caso de cessar-fogo

Israel rejeitou a possibilidade de uma retirada da Faixa de Gaza, argumentando que tal acção permitiria ao Hamas reorganizar-se. Esta declaração surge dois dias após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que Telavive aceitara um cessar-fogo de 60 dias.

David Mencer, porta-voz do Governo israelita, afirmou numa conferência de imprensa que a retirada da região, seguida de uma possível reestruturação do Hamas, não é uma opção viável. “Retirar de Gaza e depois simplesmente permitir que o Hamas se reagrupe, se reconstrua e nos ataque novamente, como eles dizem que querem fazer, não é uma opção”, sublinhou Mencer.

O porta-voz referiu ainda que o ataque perpetrado pelo Hamas a Israel em 7 de Outubro de 2023 representa um ponto de viragem na política de segurança do país. “Não permitiremos que uma organização terrorista ‘jihadista’, que expressa continuamente a intenção de nos destruir e trabalha activamente para o fazer, se instale a poucos metros das nossas casas”, acrescentou, conforme reportado pela agência noticiosa espanhola EFE.

As declarações de Mencer surgem na sequência do anúncio de Trump, que esperava que o Hamas aceitasse a proposta de cessar-fogo. Essa proposta é a mesma que o enviado da Casa Branca para o Médio Oriente, Steve Witkoff, apresentou há meses. Enquanto Israel apoiou o plano desde o início, o Hamas rejeitou propostas anteriores por não contemplarem uma retirada das tropas israelitas ou o fim da ofensiva.

Recomendado para si:  Vagas de emprego do dia 04 de Fevereiro de 2026

O Hamas, que governa a Faixa de Gaza desde 2007 e é considerado uma organização terrorista por Israel, pelos Estados Unidos e pela União Europeia, afirmou na quarta-feira que defende um acordo de tréguas que inclua a retirada das tropas israelitas, o fim da ofensiva contra Gaza e o fornecimento de ajuda humanitária à população do enclave.

A actual escalada de violência na região, que iniciou em Outubro de 2023 após o ataque do Hamas a Israel, resultou em cerca de 1.200 mortos e 251 reféns em território israelita. Em resposta, a ofensiva militar israelita provocou mais de 57.000 mortes em Gaza, além da destruição de grande parte das infraestruturas e uma crise na assistência à população, que se encontra sem acesso a alimentos e cuidados médicos.

Das 251 pessoas raptadas em outubro, 49 continuam detidas em Gaza, enquanto 27 foram declaradas mortas pelo exército israelita.

Destaques da semana