O ex-Presidente de El Salvador Antonio Saca (2004-2009) foi condenado a dez anos de prisão pelo desvio e lavagem de mais de 300 milhões de dólares (257 milhões de euros) do orçamento de Estado.
“O Segundo Tribunal Judicial de San Salvador condena o senhor Elías Antonio Saca a cinco anos de prisão pelo crime de peculato e cinco anos pelo crime de lavagem de dinheiro”, anunciou, na quarta-feira, o juiz Alejandro Guevara.
Saca, que chegou ao poder sob a bandeira da Aliança Republicana Nacionalista (Arena), concordou em confessar, em troca de penas mínimas, a forma como extraiu e procedeu à lavagem de fundos públicos.
O papa Francisco convocou os presidentes de todas as conferências episcopais do mundo para uma cúpula em Fevereiro de 2019. A reunião será realizada para discutir a prevenção do abuso sexual e protecção das crianças na Igreja católica e é uma evidência de que o pontífice percebe o escândalo global e entende que a falta de acção ao lidar com o assunto é uma ameaça ao seu legado.
O principais cardeais conselheiros de Francisco anunciaram sua decisão nesta quarta-feira (12), um dia antes de o papa se encontrar com líderes da Igreja nos Estados Unidos, que foram desacreditados pelas acusações recentes apontando décadas de abuso sexual e encobrimento dos crimes.
Acredita-se que a reunião de 21 a 24 de Fevereiro com os presidentes das mais de 100 conferências episcopais do mundo seja a primeira desse tipo. O evento sinaliza a percepção dos níveis mais altos da Igreja de que o abuso sexual é um problema global e não se restringe ao mundo anglo-saxão, como muitos líderes católicos insistem há tempos.
No início deste ano, Francisco enfrentou a pior crise de seu papado, quando repetidamente desacreditou vítimas de um notório padre abusador chileno. Mais tarde, ele admitiu ter cometido “sérios erros de julgamento” e tomou medidas de reparação, sancionando os bispos culpados e refazendo o episcopado chileno, o qual acusou de alimentar uma “cultura de encobrimento”.
Mais recentemente, o papado de Francisco foi sacudido por acusações de um embaixador aposentado do Vaticano, o arcebispo Carlo Maria Vigano, que disse que o pontífice retirou as sanções impostas pelo papa Bento 16 por ter molestado e assediado seminaristas adultos. O Vaticano não respondeu às acusações de Vigano, mas prometeu “esclarecimentos”, que provavelmente virão depois da reunião na quinta-feira.
Na terça-feira 11, o Vaticano informou que a reunião nos EUA será dirigida pelo cardeal Daniel DiNardo, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, e também incluirá o principal conselheiro papal acusado de abuso sexual, o cardeal Sean O’Malley. DiNardo disse querer que Francisco autorize uma investigação completa contra o ex-cardeal Theodore McCarrick, removido do cargo em Julho depois de ser acusado de ter apalpado um adolescente.
O Vaticano sabe, pelo menos desde 2000, que McCarrick convida seminaristas para sua casa de praia em New Jersey, e também para sua cama. DiNardo acrescentou que as acusações de que as principais autoridades do Vaticano, incluindo o actual papa, de acobertar McCarrick, merecem respostas.
Providências
Em 2011, a liderança da Igreja ordenou que cada conferência episcopal do mundo desenvolvesse directrizes para evitar o abuso de menores e adultos vulneráveis. As directrizes deveriam especificar como os bispos devem cuidar das vítimas, punir os infractores e manter os pedófilos fora do sacerdócio. Embora a maioria das conferências tenha seguido a ordem, algumas, particularmente na África, não o fizeram, citando falta de recursos ou outros impedimentos.
No entanto, a própria Cidade do Vaticano não tem essa política, embora a Santa Sé tenha prometido às Nações Unidas há cinco anos que estava desenvolvendo um “programa de ambiente seguro” para proteger crianças dentro de seu território.
A conferência episcopal dos EUA emitiu o que é considerada a política de padrão ouro em 2002, exigindo que denúncias de abuso sejam relatadas à polícia e a remoção permanente do ministério de qualquer padre que tenha abusado de um menor. Mas essa política foi questionada recentemente, dado que bispos impunes, como McCarrick, podem ser julgados apenas pelo papa, segundo determinam as regras da Igreja.
Credibilidade
A credibilidade da liderança da Igreja americana agora está em frangalhos, tanto pelo escândalo McCarrick como por recentes revelações no relatório produzido por um júri da Pensilvânia, que descobriu que cerca de 300 padres abusaram de mais 1 mil crianças desde 1940 – e uma série de bispos em seis dioceses os acobertaram, incluindo o actual bispo de Washington, cardeal Donald Wuerl.
Wuerl, que foi bispo de Pittsburgh por cerca de 18 anos, ofereceu sua renúncia há quase três anos, quando completou 75 anos, mas o papa Francisco não aceitou. Em uma carta aos padres na terça-feira, ele disse que retornaria a Roma em breve para discutir sua renúncia, ciente de que é hora para uma nova liderança.
Desde que o relatório da Pensilvânia foi publicado no mês passado, promotores em meia dúzia de Estados americanos anunciaram planos para realizar investigações similares. E os EUA não estão sozinhos na escavação do passado. Na quarta-feira, a mídia alemã divulgou um estudo encomendado pela própria Igreja sobre abusos dentro da instituição alemã.
A pesquisa registrou 3677 casos de abusos entre 1946 e 2014, com mais da metade das vítimas de 13 anos ou menos, a maioria meninos. Um sexto dos casos envolveu estupro e pelo menos 1670 clérigos estavam ligados aos crimes, segundo o Spiegel Online e o Die Zeit, que obtiveram o relatório antes de sua data prevista de divulgação, em 25 de Setembro.
Uma adolescente de 16 anos deu parto e enterrou o bebé no pátio da sua casa, no bairro de Intaka na Província de Maputo.
Segundo relato das testemunhas, a adolescente de 16 anos estava sozinha em casa quando entrou em trabalho de parto. O bebé nasceu vivo. Mas a mãe preferiu enterrar a criança e logo depois decidiu solicitar a ajuda dos vizinhos para levarem-na ao centro de saúde do Zimpeto. A estes, a moça não revelou que, afinal, a criança já tinha nascido e que estava enterrada.
Depois da insistência dos médicos do centro de saúde do Zimpeto, a menina admitiu que tinha enterrado a criança viva no pátio da sua casa no final da tarde da última terça-feira, no Bairro de Intaka 2, na Província de Maputo.
O irmão mais velho da adolescente diz não ter explicação sobre o ocorrido, mesmo porque em alguns momentos quando fizesse perguntas à irmã em relação à gravidez e paternidade, esta ficava em silêncio.
A vizinhança da adolescente não gostou da atitude e quer que a menina seja expulsa do bairro.
Afastada dos comandos da petrolífera estatal Sonangol, depois de o pai ter deixado a presidência de Angola, a filha do ex-presidente José Eduardo dos Santos recorreu ao twitter para lançar farpas ao actual presidente do país.
Junto com uma imagem do preço do barril de petróleo nos mercados financeiros, Isabel dos Santos pergunta “qual a estratégia” do executivo para reverter a “profunda crise económica” em que Angola continua mergulhada.
O preço do barril”, destaca a empresária, “está a atingir a barra de 80 dólares por barril” e há “quase um ano” que o petróleo “está em alta”. Mas mesmo esses factores, fundamentais não têm sido suficientes para puxar a economia angola para cima. “Angola está em recessão” e as empresas angolanas acumulam “perdas financeiras enormes”, assinala Isabel dos Santos. “Qual a estratégia?”, questiona-se.
No primeiro trimestre deste ano, a economia angolana arrecadou 8.350 milhões de dólares (6.800 milhões de euros), com uma produção abaixo do previsto mas com receitas acima daquilo que o Governo tinha fixado para esse mesmo período, devido ao elevado preço a que o barril estava a ser negociado (e que ainda era inferior ao actual). Entre Janeiro e Março, entraram mais 1,3 mil milhões de euros nos cofres do Estado.
Não é a primeira vez que a empresária recorre ao twitter para tentar pôr em cheque o Governo de João Lourenço. “Qual o investidor que vai entrar se não dão autorização aos actuais investidores estrangeiros para levarem os lucros em dólares”, questionou-se aquela que é considerada a mulher mais rica de África aquando de uma visita do presidente angolano a Bélgica e França.
A polícia moçambicana deteve um homem ao tentar vender 29 presas de elefante, em marfim, na capital provincial de Tete, anunciou aquela força de segurança, citada pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).
A Polícia da República de Moçambique (PRM) acredita que as pontas apreendidas resultem do abate ilegal de 15 elefantes por caçadores furtivos, disse na quarta-feira a porta-voz da corporação, Lurdes Ferreira.
A detenção aconteceu depois da denúncia de cidadãos que foram contactados para venda das presas.
O suspeito, acrescentou a porta-voz, diz ter sido apenas um intermediário e estava acompanhado de outros dois cúmplices, que conseguiram fugir à polícia.
“Esta é a primeira vez, este ano, que a polícia detém um cidadão com esta quantidade de marfim. Vamos trabalhar para sabermos o verdadeiro dono do produto”, concluiu.
Dados da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) indicam que, desde 2009, o país perdeu pelo menos dez mil elefantes e, só na Reserva do Niassa, a maior área protegida do país, o número total desta passou de 12.000 para 4.400 em três anos (entre 2011 e 2014).
Trata-se de uma redução de 60% como resultado da acção de caçadores furtivos e que segundo as autoridades põe em risco a reprodução da espécie no país.
O Banco de Moçambique (BM) deve à Electricidade de Moçambique (EDM) mais de 36 milhões de meticais relativos ao fornecimento de energia eléctrica e a bens e serviços adquiridos durante o ano de 2017.
Analisando as Demonstrações Financeiras do exercício findo a 31 de Dezembro de 2017 o @Verdade apurou que o banco central não pagou o consumo de energia no montante de 20.604.177 meticais.
Embora o BM tenha refutado dever qualquer montante à EDM o @Verdade entende que este montante refere-se ao consumo de energia dos novos edifícios do Banco de Moçambique na baixa da cidade de Maputo, inaugurados em Julho de 2017, que compreendem um silo de automóveis, a torre de escritórios, e a sede que têm um consumo médio mensal de cerca de 3 megawatts.
Paradoxalmente estes novíssimos edifícios do Banco de Moçambique, que custaram pelo menos 300 milhões de dólares norte-americanos, foram construídos sem sequer pensar-se no uso de energias alternativas, como a solar.
Adicionalmente o @Verdade apurou que o BM consta da relação de “Devedores diversos” da eléctrica estatal com uma outra dívida no valor de 15.501.412 meticais.
EDM não se dignou a responder
Questionada pelo @Verdade a instituição esclareceu que: “Na escrita do Banco de Moçambique, incluindo as demonstrações financeiras do exercício de 2017, não se encontra inscrita nenhuma dívida à favor da empresa Electricidade de Moçambique”. “As boas práticas contabilísticas e de auditoria recomendam a confirmação de saldos a inscrever nas demonstrações financeiras de qualquer instituição ou empresa.
Relativamente à empresa EDM ou seus auditores, o Banco de Moçambique não recebeu nenhuma carta solicitando a confirmação de saldos à favor da empresa”, acrescentou o BM no seu esclarecimento ao @Verdade.
A instituição dirigida por Rogério Zandamela sugeriu ainda na sua resposta que “as questões apresentadas pelo Jornal “A Verdade”, sendo relativas às demonstrações financeiras da empresa EDM, serão melhor esclarecidas pela mesma empresa (EDM), competindo ao Banco de Moçambique esclarecer que a relação entre o Banco de Moçambique e a empresa EDM é regulada por via de contrato, onde estão acauteladas as responsabilidades de cada parte. Entre as responsabilidades do BM consta o pagamento dos consumos de energia que vem sendo efectuados regularmente, nos termos do mesmo contrato”.
O @Verdade questionou formalmente à EDM porém passadas três semanas a instituição não se dignou a prestar esclarecimentos, mas o facto é que a dívidas estão registadas nas suas Demonstrações Financeiras de 2017 auditadas e aprovadas pelo Conselho de Administração dirigido por Mateus Magala.
A Friends in Global Health (FGH) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Clínico Regional de Actividades Colaborativas TB/HIV. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Área de População e Desenvolvimento. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Administrativo e Financeiro – GS7. Saiba mais.
A Fundação para a Conservação da Biodiversidade (Biofund) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador de Programa – CLP. Saiba mais.
A Fundação para a Conservação da Biodiversidade (Biofund) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador de Programa – PBZN. Saiba mais.
A Save the Children International (SCI) está a recrutar três (3) Coordenadores de Monitoria, Avaliação, Prestação de Contas e Aprendizagem (MEAL) Projecto STAR-G. Saiba mais.
A Save the Children International (SCI) está a recrutar dez (10) Oficiais Distritais de Envolvimento e Parceria Comunitária do Projecto STAR-G . Saiba mais.
A Save the Children International (SCI) está a recrutar seis (6) Oficiais Distritais de Salvaguarda e Protecção da Criança do Projecto STAR-G. Saiba mais.
A Save the Children International (SCI) está a recrutar três (3) Oficiais Distritais de Monitoria, Avaliação, Prestação de Contas e Aprendizagem (MEAL) do Projecto STAR-G. Saiba mais.
A Associação Megafauna Marinha (AMM) está à procura de um (1) Oficial de Monitorização, Avaliação, Responsabilização, Aprendizagem e Relatórios. Saiba mais.
A SNV Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Formação em Gestão de Contratos de Obras e de Fiscalização no Sub Sector de Abastecimento de Água Rural nas Províncias de Zambézia e Nampula. Saiba mais.
A Escola Internacional Americana de Moçambique (AISM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Professor de Português para Ensino Primário. Saiba mais.
A Escola Internacional Americana de Moçambique (AISM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Assistente Administrativa/ Secretária. Saiba mais.
O Estado moçambicano perdeu cerca de 344 milhões de dólares em 2017, resultante do contrabando de bebidas alcoólicas. Em África, Moçambique foi o segundo país africano com mais perdas, depois da Nigéria, revela um estudo apresentado hoje pela Euromonitor.
O Estado moçambicano não está a conseguir travar o contrabando de bebidas alcoólicas. Ao todo, são 344 milhões de dólares que o país perdeu no ano passado, menos dois milhões de dólares, em relação a Nigéria, que é o maior lesado nesse tipo de esquemas ilícitos em África, refere um estudo da Euromonitor.
Ainda segundo o estudo, o aumento de fuga ao fisco em Moçambique resulta, em grande parte, da subida do Imposto de Consumo Específico.
Face a esse cenário, o sector privado moçambicano representado pela CTA advoga que é preciso implementar uma estrutura tributária sustentável de modo a tornar os produtos legais mais acessíveis.
África do Sul, Zâmbia, Uganda fecham o top-5 dos países que obtiveram maior volume de perdas decorrentes do contrabando de bebidas alcoólicas, em particular, espirituosas no continente africano.
As organizações Justiça Ambiental e Amigos da Terra Moçambique alertam para o impacto da construção da barragem de Mpanda Nkuwa no ecossistema. Projecto poderá afectar directamente entre 1400 e 2000 pessoas ou famílias.
O novo alerta chegou depois dos recentes pronunciamentos do chefe de Estado, Filipe Nyusi, e de outros actores sobre as intenções do Executivo em avançar com a construção da barragem de Mpanda Nkuwa, no rio Zambeze. Num comunicado conjunto, as organizações não-governamentais Justiça Ambiental e Amigos da Terra Moçambique voltaram a apontar o dedo ao projecto.
Em entrevista à DW África, Anabela Lemos, directora executiva da organização Justiça Ambiental, afirma que a “barragem vai trazer desgraças para o país e para o povo”. Frisando que existem muitas lacunas desde o primeiro estudo de viabilidade realizado em 2002, Anabela Lemos explica que se mantêm sem resposta algumas das questões levantadas pela sociedade civil, nomeadamente, se o rio Zambeze terá água e recursos naturais para produzir a energia projectada.
Impacto ambiental
Outra das preocupações prende-se com o facto da região onde se prevê a construção da nova barragem ter já um considerável risco sísmico, que poderá aumentar substancialmente com a edificação do projecto.
O rio Luia é o único rio livre que entra no Zambeze, o resto está com barragens e cortados. Então, é o único rio que traz alguns sedimentos para a vida do rio. Os sedimentos são a base da sustentabilidade do rio e também não vão existir porque vão cortar”, explica a directora da Justiça Ambiental.
A somar aos argumentos já citados estão os relatórios das Nações Unidas e da International Rivers, que indicam que o Zambeze é um dos rios de África que mais impactos vai sofrer com as mudanças climáticas, prevendo-se cheias e seca severa.
Famílias afectadas
A organização não-governamental Justiça Ambiental estima que, para além do impacto no ecossistema, o projecto poderá afectar directamente entre 1400 e 2000 pessoas ou famílias que dependem exclusivamente da agricultura e da pesca na região.
Para Anabela Lemos, é uma ilusão pensar que a construção da nova barragem vai resolver os problemas do país, até porque, conforme referiu, entre 80 e 85% da produção deste empreendimento será para exportação para a África do Sul e a uma tarifa mínima.
Aos olhos desta responsável, existem alternativas: “Somos um país com sol e com vento, nós já fizemos um estudo em 2009 que dá um cenário do país inteiro e que recursos energéticos nós podemos usar. Além de mais, a energia para ser barata tem que ser descentralizada”, diz.
O comunicado da Justiça Ambiental e Amigos da Terra Moçambique refere ainda que, caso o Governo insista em avançar com o projecto de construção da barragem de Mphanda Nkuwa, deve realizar antes um estudo de impacto ambiental cuidadoso, imparcial, sério e inclusivo. O Executivo de Filipe Nyusi deverá ainda esclarecer de onde vem o investimento para o projecto e porque razão é uma prioridade para o país, se foram equacionadas outras alternativas.
Deve ainda ser explicado qual o real propósito da barragem e que hipotéticas mais-valias o Governo julga que trará para o país a curto e médio prazo, incluindo como será rentabilizado.
No mês de Agosto um total de 20 cheques foram extraviados no sector das despesas do conselho municipal de Quelimane. Consta que nos referidos cheques as assinaturas do edil Manuel de Araújo e do segundo assinante foram alegadamente falsificadas.
Entre sete a oito cheques foram movimentados valores correspondentes a pouco mais de um milhão de meticais. Uma fonte do conselho municipal indicou que a descoberta sobre o assunto foi através do banco onde se pretendia levantar um dos cheques.
Sucede que os cheques emitidos pelo conselho municipal de Quelimane são processados pelo computador e a cópia fica registada no sistema da edilidade.
Já os cheques ora emitidos foram elaborados manualmente o que levantou suspeita do banco que tratou de comunicar o Conselho Municipal se podia ou não autorizar o pagamento.
O Conselho Municipal tratou de proibir o pagamento e de seguida elaborou um expediente à procuradoria a denunciar tal situação.
A Procuradoria Provincial da Zambézia confirma o facto e já está a investigar o caso.
Mais de 100 pessoas morreram no naufrágio de um barco de migrantes na costa da Líbia, no Mar Mediterrâneo Central.
A tragédia ocorreu no último dia 1º de Setembro e foi relatada pela ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), com base no depoimento de sobreviventes resgatados pela Guarda Costeira do país africano. Os náufragos foram transferidos a Khoms, 120 quilómetros a leste de Trípoli, em 2 de Setembro.
Entre as vítimas haveria cerca de 20 crianças, mas apenas dois corpos foram recuperados. Um sobrevivente contou que a Guarda Costeira da Itália foi contatada, mas quando o resgate europeu chegou de avião o barco já havia afundado.
Segundo MSF, a viagem, era feita em dois barcos infláveis com mais de 160 pessoas em cada um. “O primeiro barco parou por um problema no motor, enquanto o nosso continuou a navegar, mas começou a murchar por volta de 13h. Éramos em 165 adultos e 20 crianças”, disse um sobrevivente.
Ele acrescentou que apenas 55 pessoas de sua embarcação conseguiram escapar. Os migrantes a bordo eram sobretudo de países da África, como Sudão, Mali, Nigéria, Camarões, Gana Líbia, Argélia e Egito.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), 73 696 deslocados internacionais concluíram a travessia do Mediterrâneo em 2018, queda de 46,7% em relação aos 138 269 do mesmo período do ano passado. Já a quantidade de mortes ou desaparecimentos caiu de 2 564 para 1 565 (-38,9%). Contudo, a taxa de mortalidade dessas viagens subiu de 1,85% para 2,12%.
O porta-voz do Comando-Geral da Polícia diz que após a ocorrência de vários assaltos, principalmente a autocarros e transportes semi-colectivos de passageiros, a corporação, em coordenação com a sua congénere sul-africana, levou a cabo várias acções operativas que culminaram com a detenção de um indivíduo que se supõe seja o cérebro dos ataques.
Inácio Dina afirmou que a detenção deste indivíduo foi fundamental para as autoridades policiais compreenderem o modus operandi do grupo e identificar outros integrantes. “Colocamo-nos no terreno, coordenamos com a nossa congénere da África do Sul, temos um comité operativo para a prevenção de crimes transfronteiriços, houve a detenção de um indivíduo e identificação de tantos outros”, explicou Dina.
Segundo contou o porta-voz, são várias as estratégias que eram utilizadas pelo grupo. Algumas vezes criavam condições para que a viatura ficasse imobilizada na via, através de furos nos pneus, para depois atacarem as vítimas, outras vezes aproveitavam-se das paragens dos autocarros para se introduzirem no interior e protagonizarem os assaltos, entre outras formas.
Para lograrem os seus intentos, segundo Inácio Dina, os malfeitores tinham um exaustivo sistema de comunicação, com detalhes e descrição das potenciais vítimas, através de um informante que se posicionava nos terminais dos autocarros “Há indivíduos que, estando no ponto de partida, comunicavam com os outros e faziam o acompanhamento da marcha da viatura à procura de circunstâncias que permitissem efectuar o crime”, explicou.
Inácio Dina não avançou o número de detidos em conexão com estes crimes, mas garantiu que as investigações continuam e a situação está controlada. “Neste momento, tanto os transportadores como os passageiros podem sentir-se confortáveis, tendo em conta as medidas que nós tomámos e que foram tomadas de forma conjunta”, reiterou.
O porta-voz do comando-Geral falava durante o habitual briefing semanal com a imprensa, no qual anunciou o registo de 129 delitos criminais em todo o país, que levaram à detenção de 184 pessoas. Violadores de fronteira foram também detidos, em número de 934.
Na ocasião, Dina fez saber que, no período em análise (1 a 7 de Setembro), foram registados 29 acidentes de viação, que resultaram na morte de 23 pessoas. Na sua maioria, os sinistros foram do tipo atropelamento, em número de 16. A polícia diz ter fiscalizado 37 091 viaturas, o que culminou com a aplicação de multas a mais de cinco mil automobilistas.
Sobre as acusações de intolerância política que têm sido proferidas por partidos da oposição, casos de MDM e Renamo, o porta-voz da polícia disse que a intervenção da corporação na actividade de uma formação política só ocorre quando está em causa a ordem e tranquilidade pública. “A polícia é apartidária, isto é da constituição.
Não há nenhum interesse em procurar facilitar determinada formação política ou outra”, vincou Dina.
Na ocasião, o porta-voz anunciou a realização do conselho coordenador da PRM, nos dias 12 e 13 de Setembro, que, entre outros assuntos, vai fazer a avaliação do desempenho da corporação no concernente à ordem e tranquilidade pública, bem como debruçar-se sobre questões de segurança nas próximas eleições autárquicas.
A economia moçambicana regista sinais de recuperação, mas o seu crescimento está a ser afectado pelo aumento da divida do sector público com os fornecedores, diz um estudo apresentado na terça-feira (11), em Maputo.
Nesse cenário, o representante do Fundo Monetário Internacional em Moçambique, Ari Aisen, aconselha o governo a se endividar menos como forma de evitar o alastramento da divida externa, que já se encontra nos níveis insustentáveis.
Na apresentação da análise do desempenho do sector financeiro e suas perspectivas, os empresários moçambicanos defenderam uma redução da taxa de juro na banca comercial para abaixo de 10%.
Dados divulgados na segunda-feira, 10, por agências da ONU apontam que a crise na Venezuela deixou 3,7 milhões de pessoas passando fome.
Em 2011, eram 900 mil famintos – número quatro vezes menor. A informação coincide com uma ofensiva que o governo chavista faz no exterior para desmentir que o país viva uma crise humanitária.
A ofensiva inclui encontros com governos aliados para impedir a aprovação de resoluções contra o governo de Nicolás Maduro usando o argumento de que a situação está sendo manipulada para “justificar uma intervenção” estrangeira no país. Nos bastidores, o Grupo de Lima tenta conseguir votos para condenar Caracas no Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Informações confidenciais obtidas pelo jornal revelam que o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, se reúne nesta terça-feira (11/9) com diplomatas de Quênia, África do Sul, Togo, Nigéria, Angola, China, Qatar e Arábia Saudita para pedir que não votem contra a Venezuela – ou se abstenham de votações.
Segundo a FAO, agência da ONU especializada em alimentação e agricultura, a proporção da população desnutrida na Venezuela caiu de 10,5%, em 2005, para 3,6%, em 2011. Mas, desde então, a alta foi constante. Hoje, o número é de 11,7%. Apesar dos dados, Arreaza denunciou nesta segunda-feira na ONU a ameaça de uma intervenção em seu país e alertou que a crise econômica está sendo “manipulada” e “promovida” para justificar um “golpe militar”.
No fim de semana, o New York Times revelou que funcionários do governo de Donald Trump teriam se reunido em segredo com militares venezuelanos rebeldes para analisar um golpe contra Maduro. Em seu discurso, Arreaza disse que o tema de direitos humanos está sendo usado para justificar uma “intervenção multilateral”.
Nesta segunda, ele se reuniu com a nova chefe de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, depois de quatro anos de um clima de tensão entre a entidade e o governo Maduro. “Denunciamos essas medidas e pedimos, em nome do povo, o fim da agressão política, econômica, ameaça militar e agressão midiática”, disse o chanceler.
Arreaza garante que a Venezuela não vive uma crise humanitária. “Existe uma crise econômica que é resultado das sanções de EUA e Europa”, afirmou. Em sua avaliação, a pressão pretende “forçar uma mudança de regime”. “Há um golpe militar sendo preparado para perturbar nossa democracia”, denunciou. “Talvez, tenhamos muito petróleo e isso nos coloca como objetivo dos grandes interesses capitalistas.”
Para a ONU, porém, a crise está levando a uma aceleração do êxodo de venezuelanos. O alerta foi lançado por Bachelet. “Cerca de 2,3 milhões de pessoas deixaram o país até o dia 1.º de julho, o que representa 7% do total da população”, disse a ex-presidente do Chile. “Esse movimento está se acelerando.”
“Na primeira semana de Agosto, mais de 4 mil venezuelanos por dia entraram no Equador, 50 mil chegaram à Colômbia em três semanas de Julho e 800 por dia estão entrando no Brasil”, disse Bachelet. De acordo com ela, desde que a ONU publicou seu último informe, a entidade continuou a receber informação sobre violações de direitos, incluindo prisões arbitrárias e restrição de liberdade de expressão. “O governo não mostrou abertura para medidas genuínas de responsabilidade”, criticou Bachelet.
Desnutrição
Após uma década de avanços no combate à fome, a desnutrição voltou a aumentar no mundo, principalmente na América do Sul e na África. Dados da ONU divulgados nesta segunda-feira revelam que, em 2017, 821 milhões de pessoas eram consideradas desnutridas. No Brasil, o combate à desnutrição está estagnado desde 2010.
Em um ano, o número saltou de 804 milhões para 821 milhões, subindo de 10,6% da população mundial para 10,9%. Isso representa uma em cada nove pessoas. Apesar da alta, a taxa de 2017 é ainda inferior ao que se registrava no planeta em 2005, quando 14,5% da população estava desnutrida.
Os moradores do bairro de Muhala expansão, dizem viver num ambiente de terror e medo devido aos frequentes assaltos e roubos aliados ao consumo de drogas.
Os residentes daquele ponto da cidade de Nampula que queixam-se da falta de policiamento referem que os crimes são praticados a qualquer hora do dia.
De acordo com os moradores do bairro de Muhala expansão, os malfeitores usam um espaço subaproveitado para realizarem as suas incursões. Segundo avançaram, os supostos criminosos não precisam esperar pela noite para assaltar, roubar e consumir drogas.
Os nossos entrevistados pedem a intervenção urgente de quem de direito para que se altere este cenário que está ganhando outros contornos a cada dia.
Refira-se que cerca das nove horas do última sábado, indivíduos ainda a monte com recursos a arma de fogo tiraram a vida a um segurança que se encontrava no seu posto de trabalho naquele bairro.
A Friends in Global Health (FGH) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Clínico Regional de Actividades Colaborativas TB/HIV. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Área de População e Desenvolvimento. Saiba mais.
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A Fundação para a Conservação da Biodiversidade (Biofund) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador de Programa – CLP. Saiba mais.
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A Save the Children International (SCI) está a recrutar seis (6) Oficiais Distritais de Salvaguarda e Protecção da Criança do Projecto STAR-G. Saiba mais.
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A SNV Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Formação em Gestão de Contratos de Obras e de Fiscalização no Sub Sector de Abastecimento de Água Rural nas Províncias de Zambézia e Nampula. Saiba mais.
A Escola Internacional Americana de Moçambique (AISM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Professor de Português para Ensino Primário. Saiba mais.
A Escola Internacional Americana de Moçambique (AISM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Assistente Administrativa/ Secretária. Saiba mais.
O Presidente Nicolás Maduro anunciou, na segunda-feira, que vai recorrer a instâncias internacionais para que a vizinha Colômbia indemnize a Venezuela por ter acolhido 5,6 milhões de colombianos, que permanecem no país.
“Vamos usar todos os mecanismos internacionais para que o Governo da Colômbia indemnize a Venezuela pelos cinco milhões e 600 mil colombianos que estão aqui e que recebem todos os serviços, já que vieram para o país numa situação de pobreza”, declarou.
Nicolás Maduro falava à imprensa, no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, após receber as cartas credenciais dos novos embaixadores da Alemanha, do Qatar e da Índia. “Aprovei a ideia de avançar com uma queixa a nível internacional contra a Colômbia pelos colombianos que temos aqui. Não vão ter como pagar”, frisou.
Maduro reagia às declarações do homólogo colombiano, Iván Duque, que também na segunda-feira, na Cidade do Panamá, afirmou existir na Venezuela uma “ditadura desprezível”, sendo necessário o apoio de todo o continente para combater a crise humanitária e migratória venezuelana.
Em resposta, Nicolás Maduro sublinhou que vai usar “todos os canais legais internacionais” para receber uma indemnização “por todos os colombianos que receberam atenção, saúde, educação”, sem qualquer queixa das autoridades da Venezuela.
Por outro lado, o chefe de Estado venezuelano denunciou que a Colômbia está a promover “um plano estúpido” de intervenção da Venezuela e advertiu que “ninguém tocará” no seu país. Maduro adiantou que vai denunciar também, a nível internacional, a xenofobia contra os emigrantes venezuelanos.
De acordo com a ONU, pelo menos 2,3 milhões de venezuelanos estão radicados no estrangeiro, incluindo 1,6 milhões que emigraram desde 2015, devido ao agravamento da escassez de alimentos, medicamentos e aos altos preços dos produtos na Venezuela, tendo em conta os baixos salários. Países como o Brasil, a Colômbia, o Chile, o Panamá, a Argentina e o Equador são os principais destinos dos venezuelanos que emigraram para países da América do Sul.
Nicolás Maduro continua a rejeitar a existência de um êxodo causado pela crise no país, afirmando tratar-se de “uma campanha mundial para justificar uma política de intervenção”. Assim, o Presidente da Venezuela ordenou a criação de uma ponte aérea para trazer os cidadãos que pretendam regressar a casa.
O presidente da Tanzânia, John Magufuli, pediu para as mulheres deixarem de utilizar métodos contraceptivos porque o país precisa de mais pessoas.
“Vocês têm gado. Vocês são grandes agricultores. Vocês pode alimentar os vossos filhos. Porquê recorrer ao controlo de natalidade? Esta é a minha opinião, eu não vejo nenhuma razão para controlar a natalidade na Tanzânia”, disse John Magufuli durante um discurso realizado este domingo.
Para o presidente da Tanzânia é “importante reproduzir”. “As mulheres podem abandonar os métodos contraceptivos, a educação agora é gratuita”, acrescentou Magufuli.
A Tanzânia tem uma população de cerca de 60 milhões de pessoas. A ONU prevê que a população africana aumente para cerca de 2,5 mil milhões de pessoas até 2050, o que pode levar a uma grande crise caso o crescimento económico e a criação de emprego não conseguirem acompanhar esta evolução.
Uma mulher até então desconhecida, nasceu e deitou o bebé num bananal localizado no bairro de Nhamaonha em Chimoio. A vítima foi descoberta, já sem vida por residentes que lamentam o fenómeno que tende a agudizar-se em Manica.
É mais um caso de infanticídio que se regista em Manica, o oitavo de Janeiro a esta parte, segundo dados policiais. Um corpo aparentando um mês foi descoberto na tarde desta segunda-feira no meio de um bananal.
O assunto já mexe com a sensibilidade de algumas mães que não entendem a coragem de tal tipo de parturientes que suportam os 9 meses que dura uma gravidez para depois deitar todo o esforço abaixo.
Um homem foi acusado de homicídio depois de tentar atirar a mulher de um cruzeiro. A vítima sofreu lesões na cabeça durante a queda que se provaram fatais.
Segundo avança a imprensa, Eric Newman terá atirado Tamara Tucker de uma varanda do 14.º andar do cruzeiro onde seguiam para celebrar o 50.º aniversário da mulher em Jacksonville, Florida, em Janeiro.
As autoridades norte-americanas pensaram, inicialmente, que se tinha tratado de um acidente quando a encontraram morta no 12.º andar.
Agora, no entanto, estão a tentar perceber se o marido a empurrou para a matar ou para tentar desfazer-se do corpo: a polícia acredita que Newman estaria a tentar esconder o crime atirando o corpo da mulher para as águas, mas não se apercebeu que as varandas da zona inferior do navio seriam mais amplas que a varanda onde estava.
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