Mais de 100 pessoas morreram no naufrágio de um barco de migrantes na costa da Líbia, no Mar Mediterrâneo Central.

A tragédia ocorreu no último dia 1º de Setembro e foi relatada pela ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), com base no depoimento de sobreviventes resgatados pela Guarda Costeira do país africano. Os náufragos foram transferidos a Khoms, 120 quilómetros a leste de Trípoli, em 2 de Setembro.

Entre as vítimas haveria cerca de 20 crianças, mas apenas dois corpos foram recuperados. Um sobrevivente contou que a Guarda Costeira da Itália foi contatada, mas quando o resgate europeu chegou de avião o barco já havia afundado.

Segundo MSF, a viagem, era feita em dois barcos infláveis com mais de 160 pessoas em cada um. “O primeiro barco parou por um problema no motor, enquanto o nosso continuou a navegar, mas começou a murchar por volta de 13h. Éramos em 165 adultos e 20 crianças”, disse um sobrevivente.

Ele acrescentou que apenas 55 pessoas de sua embarcação conseguiram escapar. Os migrantes a bordo eram sobretudo de países da África, como Sudão, Mali, Nigéria, Camarões, Gana Líbia, Argélia e Egito.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), 73 696 deslocados internacionais concluíram a travessia do Mediterrâneo em 2018, queda de 46,7% em relação aos 138 269 do mesmo período do ano passado. Já a quantidade de mortes ou desaparecimentos caiu de 2 564 para 1 565 (-38,9%). Contudo, a taxa de mortalidade dessas viagens subiu de 1,85% para 2,12%.

Metrópoles